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A importância da Oração: sugestão de retiro com catequistas

A importância da Oração: sugestão de retiro com catequistas

A oração é fundamental, um encontro amoroso do catequista/orante com Deus

Preparação:retiro

Aproximar do lugar escolhido para o encontro, no tempo marcado, conscientizar-se de estar na presença de Deus, crer que Ele nos vê e nos olha com infinita ternura e expressar nossa resposta ao seu amor com nosso olhar e com outros gestos corporais. Esse diálogo de olhares, a percepção de que Deus nos olha com amor infinito, deixar-nos habitar e envolver por esse olhar, faz parte do ritual de entrada na oração. Ele é já uma forma de oração.

“Quando buscamos a Deus, é porque Ele já nos buscou primeiro. O fato de sentir sua ausência, a necessidade de encontrar-nos com Ele, o desejo de fazer Exercícios Espirituais, nos está revelando que nos falta algo fundamental. Esta é uma das muitas maneiras como Deus nos busca. O Espírito de Deus abre nossa existência para o Absoluto desde o centro mesmo de nossa pessoa limitada. ‘Deus nos faz falta’.” [EE.EE]

Fundo Musical…

Deixa que a respiração profunda do teu Ser aconteça. Só isso. Não interrogues, nem busques. Deixa que seja Deus a procurar-te. Não caminhes. Deus virá ao teu encontro. Não procures contemplar. Permite, antes, que Deus contemple. Não rezes. Deixa que em silêncio, Ele reze o que tu és.

ORAÇÃO: com o poema “NADA PARA PEDIR-TE” (Benjamim Gonzalez Buelta)

Hoje não tenho nada para pedir-te.

nem te trago nenhuma queixa.

Eu apenas busco um encontro

desde o infinito que pulsa em mim.

Pobre de mim se atasse

tua resposta a minha pergunta

tão medida, ou a meu lamento tão ferido!

Pobre de mim se já soubesse a resposta!

Talvez só encontrasse para minha sede,

minha própria água reciclada,

o eco de meu monótono dizer-me,

meu passado umedecido pelo suor ou pelo pranto.

Necessito-te mais além do que sei ou do que digo de mim mesmo.

Hoje descubro, já presente, no amor com que me atrais,

a paixão com que me buscas.

Texto Bíblico: Jo 15, 1-5 (Silêncio para meditar a Palavra)

Depois de um silêncio pacificador, procure estar presente a  Deus.

– Leia sem pressa, a passagem bíblica, uma ou duas vezes:  “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo meu ramo que não dá fruto, ele poda. E limpa as que dão fruto para que deem mais fruto. Vocês estão limpos, graças à palavra que lhes comuniquei. Permaneçam em mim, como eu permaneço em vocês. Se um ramo não ficar unido à videira, sozinho não pode dar fruto. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira e vocês os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, este dá muito fruto. Sem mim vocês nada podem fazer”. 

Dir.: Deixando-nos conduzir pelo Espírito Santo, falamos com o Filho que assumiu nossa carne humana e foi visto com os nossos olhos, e com o Pai que o Filho revelou. Tão importante como falar com Deus, ou mais, é escutar a sua voz. A voz de Deus pode ser muito suave e delicada. Por isso, para poder ouví-la, precisamos silenciar-nos, interiormente concentrados e pacificados.

Observe: Que comparação faz Jesus? Ele comenta que podem acontecer várias coisas com um ramo. Quais?

Reflita: O que você entende com esta comparação de Jesus? Que tipo de ramo é você? Que tipo de ramo é a catequese de sua comunidade? Que luzes esta parábola traz para esse retiro? Como pode iluminar nossa espiritualidade cristã e de catequistas? Que lhe causa essa passagem: Alegria? Temor? Confiança? Tristeza? Algum bom desejo?

– Deixe brotar em seu coração os sentimentos e ações: admire, louve, agradeça, peça perdão ou a graça da qual sente necessidade para ser livre você e sua ação catequética.

Dir.: A partir dessa reflexão queremos alcançar a graça de conhecer e experimentar o amor e a bondade, a misericórdia e a fidelidade de Deus, que nos foram revelados em Jesus Cristo, na sua pessoa e na sua missão, ao longo dos mistérios de sua vida, do primeiro, a Encarnação, até o último, a Ascenção.

Jesus quer falar algo muito importante, por isso decide falar mais fácil e claramente: usa uma conjunto de comparações ( ‘alegorias’). Como isso dá um resultado maravilhoso: cada vez que a gente lê esta alegoria da videira, descobre nela algo de novo. Na Bíblia, a imagem da videira é familiar: foi usada várias vezes pelos profetas. Isaías (5,1-7) compara o povo israelita a uma vinha que Deus cultivou com todo zelo, esperando que produzisse uvas deliciosas e doces. Que decepção! Só deu uvas azedas. No Salmo 80, que rezaremos, mostra o pedido para que Deus mude a devastação que a infidelidade de Israel provocou.

Deus ouve a prece de seu povo: Jesus Cristo, a grande novidade do Pai, é a videira boa que dá gosto; responde bem aos cuidados do Pai, é-lhe fiel e por isso dá frutos excelentes.

Fazer a experiência de um encontro pessoal com Jesus Cristo é a finalidade desse Retiro. Foi Ele quem nos deu a conhecer, com suas palavras e ações, o Deus que é seu Pai e nosso Pai. Depois de viver a nossa vida e morrer descendo à mansão dos mortos, Ele venceu a morte com sua ressurreição. Sua vitória sobre a morte é o penhor de nossa ressurreição e da comunhão eterna com Deus na comunhão dos santos, como professamos no Credo.

Rezemos com o Salmo 80

Rezemos com o Salmo, dirigindo nosso coração a Deus, pedindo que tome conta da sua vinha que está sendo ameaçada e invadida. A vinha representa o dom, a graça, o amor de Deus; por outro lado, ela precisa do trabalho do camponês, graças ao qual produz uvas que podem dar o vinho e, portanto, representa a resposta humana, o empenho pessoal e o fruto de obras justas.

Pastor de Israel, escutai,  Vós que conduzis José como um rebanho!

Vós que estais sobre os Querubins, aparecei!

Arrancaste uma videira do Egito, expulsastes as nações para plantá-la.

Preparaste-lhes o terreno; ela deitou raízes e encheu a terra.

A sua sombra cobriu os montes e os seus ramos de cedros de Deus.

Estendia até o mar os seus ramos e até ao rio os seus rebentos.

Deus dos Exércitos, vinde de novo, olhai dos céus e vede, visitai essa Vinha!

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou, o rebento que fortalecestes para Vós.

Pereçam diante de vossa face ameaçadora aqueles que lhe deitaram fogo e a devastaram.

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,

sobre o filho do homem que para Vós criastes.

E não mais nos apartaremos de Vós: fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar, iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

Um testemunho da experiência de encontro pessoal com Jesus Cristo.

Dir.: Leitura orante do testemunho pessoal com Jesus Cristo, transcrito a seguir, do famoso médico e psicoterapeuta Alberto Gorres (1918-1996). Deter-se, sem pressa de passar adiante, nos pensamentos e sentimentos que mais tocarem a cada um(a), e expressar os pensamentos e sentimentos a partir da história de minha relação pessoal com Jesus Cristo.

“Jesus Cristo é a descoberta de minha vida. Ele é para mim absolutamente digno de fé e de amor. Seu olhar me toca.

Sua palavra está próxima de mim. Eu me sinto penetrado pelo seu olhar, Totalmente compreendido por Ele, E também amado.

Ele é filantropia em pessoa. Seu amor às pessoas humanas comove.

Quando meu coração está acordado e meus olhos estão abertos, sou atingido.

Creio na sua palavra. Tudo é muito simples, quando me relaciono com Ele na vida cotidiana.

Confio nele, porque o conheço bem. A religião conhece o ser humano.

Jesus me conhece e eu o conheço Com isso disse tudo o que tenho a dizer.

Jesus Cristo não é um personagem da história passada. Ele faz parte da história de minha vida, de meu passado, de meu presente e de meu futuro. Ele me olha, Ele me fala, Ele me conhece. Sobretudo e apesar de tudo, Ele me ama. Por isso, posso experimentar e viver a presença de Jesus Cristo e na minha vida, posso me relacionar com Ele diariamente de muitas maneiras: na celebração dos sacramentos, especialmente da Eucaristia; no serviço aos irmãos, especialmente aos mais necessitados; na leitura orante do Evangelho, na oração pessoal, cujo conteúdo pode ser muito variado”.

Encerrar a oração com um diálogo de despedida de Jesus Cristo, rezando depois o Pai Nosso, a oração que Ele mesmo nos ensinou.

Oração final:

Faz-me trilhar, Senhor, a estrada da confiança. Dá-me um coração capaz de amar serenamente aquilo que sou ou que não sou. Ensina-me a devolver a todos os teus filhos e a todas as criaturas a extraordinária Bondade com que me amas. Ensina-me que é possível olhar a noite não para dizer que pesa em todo lugar o escuro, mas que a qualquer momento uma Luz se levantará.

Dá-me a ousadia de criar e recriar continuamente mesmo partindo daquilo que não é ideal, nem perfeito. E quando me sentir mais frágil ou sobrecarregado(a), receba com igual confiança a minha vida como Dom e cada dia como um dia Teu. (Pe. José Tolentino Mendonça)

Fundo Musical… 

Dir.: No final do encontro com Deus na oração, façamos um diálogo de despedida carregado de afeto, como dialogam, no fim dos seus encontros, as pessoas que se amam. (Dar um tempo necessário para esse diálogo)

Revisão da Oração:

Terminada a oração, façamos a ‘revisão’, examinemos o que mais nos ajudou, para continuar praticando, e vejamos o que nos impediu de orar melhor, para poder superar essas dificuldades nos próximos tempos que formos orar:

-Que Palavra de Deus ou pensamento mais me tocou?

-Que sentimento predominou durante a oração?

-Senti algum apelo, desejo, inspiração?

-Tive alguma dificuldade ou resistência?

Partilhemos nossa oração pessoal com a pessoa que está do nosso lado.

(Texto elaborado a partir dos “Exercícios Espirituais na vida cotidiana”- CEI-ITAICI – Centro de Espiritualidade Inaciana e do livro “SALMOS PARA  “SENTIR E SABOREAR AS COISAS INTERNAMENTE”. Uma ajuda para a experiência dos Exercícios Espirituais” de Benjamim G. Buelta)

Por: Rita de Cássia Rezende

Coordenadora da Comissão para Animação bíblico-Catequética da Arquidiocese de Pouso Alegre-MG

Fonte: www.catequesehoje.org.br

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