Receba as novidades exclusivas de nossa rede :)

Cadastre-se

Conhecida como auxiliadora dos Cristãos, saiba mais sobre Nossa Senhora Auxiliadora

Conhecida como auxiliadora dos Cristãos, saiba mais sobre Nossa Senhora Auxiliadora

O título “Auxiliadora dos Cristãos” foi introduzido na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos obtida em Lepanto, vitória essa, conseguida graças ao auxílio de Deus e de Nossa Senhora.

Em 1571, Dom João, príncipe austríaco, comandou os cristãos nessa batalha de Lepanto. São Pio V enviou para o Imperador uma bandeira, na qual estava bordada a imagem de Jesus crucificado. A preparação dos soldados consistiu em um tríduo de jejuns, orações e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória, pois o inimigo não era apenas uma ameaça para a Igreja mas também para a civilização. Tendo recebido a Santa Eucaristia, partiram para a batalha. No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, travaram dura batalha nas águas de Lepanto. Três horas de combate foram necessárias… A vitória coube aos cristãos, que ao grito de “Viva Maria”, hastearam a bandeira de Cristo.

Mais tarde, por causa da libertação de Viena sitiada pelos turcos, no ano de 1683, o rei da Polônia João III Sobieski, que chegou com as tropas polonesas em auxílio para a cidade sitiada, confessou humildemente ao Papa: “Veni, Vidi Deus Dedit Victoriam” (Cheguei, vi, Deus deu vitória), recordando a todos e atribuindo a Virgem Maria tamanha graça.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus.

A história é esta: o papa Pio VII tinha-se negado a declarar inválido o matrimônio da Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão I. O imperador da França, empenhado em dominar os estados pontifícios, mediante um pretexto mentiroso mandou ocupar Roma que, há mais de 1.500 anos era governada pelo papa.

O Santo Pontífice excomungou Napoleão, afixando a sentença na porta da Basílica de São Pedro. Em resposta, o imperador francês sequestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França, onde teve que passar por vexames, humilhações e pressões de toda a espécie. Movido por ardente fé na vitória, o papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

A situação política mudou rapidamente. Napoleão, derrotado na batalha de Leipzig, cedeu à opinião pública, dando liberdade ao papa, e no mesmo lugar onde o tinha mantido prisioneiro, teve que assinar a abdicação de imperador.

O Santo Padre, na viagem de volta para Roma, parou em Savona e cumpriu seu voto de coroar solenemente a imagem de Maria, Mãe de Misericórdia, em 24 de maio de 1814. Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos.

São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, espalhou a devoção a Nossa Senhora invocada em todo mundo com este título: “Auxiliadora”, que lembra a perene proteção de Maria Santíssima, sobre a Igreja e sobre o Papa. Os fiéis intuíram a intervenção sobrenatural de Nossa Senhora, invocada como “Auxiliadora” e na Obra do Oratório, com muito acerto chamaram-na “A Virgem Auxiliadora de Dom Bosco”.

Dom Bosco dizia:
“Foi Ela quem tudo fez!”

Por Felipe Aquino, via Editora Cléofas 

O belíssimo quadro de Nossa Senhora Auxiliadora, que está no altar-mor da Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, na Itália, é uma obra monumental, que tem mais de sete metros de altura por quadro de largura. A obra foi idealizada por São João Bosco, mais conhecido como Dom Bosco, e pintada por Tommaso Lorenzone. Durante seu trabalho, o pintor declarou a um sacerdote: “Não é obra minha. Não sou eu que o estou pintando. Outra mão parece guiar minha mão” 1 . Devido ao seu tamanho e à sua riqueza de detalhes, o quadro ficou pronto em nada menos que três anos de trabalho árduo de Lorenzone. São João Bosco assim descreve a obra idealizada por ele:

“A Virgem domina num mar de luz e majestade. Está rodeada de uma multidão de anjos que a homenageiam como rainha. Na mão direita, segura o cetro, que é símbolo do seu poder. Na mão esquerda, segura o Menino que tem os braços abertos, oferecendo assim as suas graças e a sua misericórdia a quem recorre à sua augusta Mãe. À volta e em baixo estão os santos apóstolos e os evangelistas. Eles, transportados por um doce êxtase, quase exclamam: Regina Apostolorum, ora pro nobis. Olham atônitos a Virgem Maria. No fundo da pintura, está a cidade de Turim, com o santuário de Valdocco em primeiro plano e com o de Superga ao fundo. Aquilo que tem maior valor no quadro é a ideia religiosa, que gera uma devota impressão em quem o olha” 2 .

A Virgem Maria e a geração dos membros da Igreja

É providencial que, neste ano, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora seja comemorada naquela que seria, na Liturgia antiga, a Oitava de Pentecostes, pois, como descreve Dom Bosco, os apóstolos e evangelistas quase exclamam: Regina Apostolorum, ora pro nobis (Rainha dos Apóstolos, rogai por nós). Neste tempo, em que se encerra o tempo Pascal com a solenidade de Pentecostes, recordar o título de Rainha dos Apóstolos nos ajuda a compreender a importância da Virgem Maria, naquele que foi o nascimento dos membros da Igreja.

No mistério da Anunciação, Nossa Senhora já tinha gerado a Cabeça do Corpo Místico da Igreja, que é Jesus Cristo, mas faltava gerar os seus membros. No Pentecostes, aconteceu como que o parto desses novos membros da Igreja, gerados no seio virginal de Maria Santíssima. Não poderia ser diferente, segundo nos ensina São Luís Maria Grignion de Montfort:

“Não há mãe que dê à luz a cabeça sem os membros ou os membros sem a cabeça: seria uma monstruosidade da natureza. Do mesmo modo, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem da mesma mãe, e, se um membro do Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, um predestinado, nascesse de outra mãe que Maria, que produziu a cabeça, não seria um predestinado, nem membro de Jesus Cristo, e sim um monstro na ordem da graça” 3 .

Essa geração é espiritual, por isso não necessitava da presença física da Mãe da Igreja. Mas sua presença foi providencial para que compreendamos a necessidade da Virgem Maria e do Espírito Santo em nossa geração espiritual como membros da Igreja. Essa geração espiritual, como membros da Igreja de Cristo, aconteceu no dia do nosso batismo. No entanto, o cuidado materno da Virgem Maria continua por toda a nossa vida. Nesse sentido, Santo Agostinho diz:

“…todos os predestinados, para serem conformes à imagem do Filho de Deus, são, neste mundo ocultos no seio da Santíssima Virgem, e aí guardados, alimentados, mantidos e engrandecidos por esta boa Mãe, até que ela os dê à glória, depois da morte, que é propriamente o dia de seu nascimento, como qualifica a Igreja a morte dos justos. Ó mistério de graça, que os réprobos desconhecem e os predestinados conhecem muito pouco” 4 .

O quadro de Nossa Senhora Auxiliadora em nossa vida espiritual
Tendo em vista esta geração espiritual dos membros da Igreja, que começou no dia de Pentecostes, o quadro de Nossa Senhora Auxiliadora nos ajuda a compreender essa verdade fundamental: temos uma Mãe, que nos gerou e que cuida de nós. Maria Santíssima é nosso auxílio em todas as necessidades temporais e espirituais.

Nossa Senhora não se esquece de nós nem sequer por um instante, mas está sempre atenta, com seu olhar materno. Entretanto, infelizmente, nós sempre nos esquecemos dela. Por isso, da mesma forma que temos fotos de nossos entes queridos para lembrar-nos deles, tenhamos sempre diante de nós quadros, estampas, pinturas ou imagens da Virgem Maria, Auxiliadora dos Cristãos. Ao olhar para uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, recordemos sempre que temos uma Mãe que não nos desampara, mas cuida de nós especialmente nos momentos de maior necessidade e nos conduz sempre para seu Filho Jesus Cristo, para a salvação eterna.

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

Referências:

1 RAINHA AUXILIADORA. O quadro de Nossa Senhora Auxiliadora
2 Idem, ibidem.
3 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, 32.
4 Idem, 33.

Por Natalino Ueda, via Canção Nova

Confira alguns dados que talvez você não conhecia sobre Nossa Senhora Auxiliadora:

1. Maria era chamada de “Auxiliadora” pelos primeiros cristãos

Os primeiros cristãos na Grécia, Egito, Antioquia, Éfeso, Alexandria e Atenas costumavam chamar a Santíssima Virgem Maria de “Auxiliadora”, em grego é “Boeteia”, e significa “a que traz auxílios vindos do céu”.

O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo no ano 345 em Constantinopla. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxilio potentíssimo de Deus”. Também foi reconhecida com este nome por Proclus no ano 476 e por Sebas de Cesária em 532.

2. Maria Auxiliadora intercedeu nas batalhas de Lepanto e Viena

Em 1572, o Papa São Pio V, depois da vitória do exército cristão sobre os turcos muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou celebrar no dia 7 de outubro a festa do Santo Rosário e que nas Ladainhas fosse invocada “Maria Auxílio dos cristãos”. Naquele ano, Nossa Senhora livrou prodigiosamente toda a cristandade da destruição de um exército maometano de 282 barcos e 88.000 soldados.

Em 1683, os turcos atacaram Viena durante o pontificado de Inocêncio XI. Sob o comando do rei da Polônia, João Sobieski, com um exército inferior derrotou o exército turco confiando na ajuda de Maria Auxiliadora. Pouco tempo depois, fundaram a Associação de Maria Auxiliadora, que atualmente está em mais de 60 países.

3. A festa nasceu durante a Revolução Francesa

A história do estabelecimento da festa de Nossa Senhora Auxiliadora remete há alguns anos depois da Revolução Francesa, a qual havia realizado um grande golpe à Igreja.

O Papa Pio VII foi preso no Palácio de Fontainebleau pelo imperador francês Napoleão Bonaparte e dedicou as suas orações à Maria Santíssima “Auxílio dos Cristãos”, para que protegesse a Igreja.

As preces do Papa foram ouvidas e, em 181, Napoleão assinou a sua abdicação. Em 1815, quando a Igreja tinha recuperado a sua posição e poder espiritual, o Papa instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio, para perpetuar a memória do seu retorno a Roma depois do seu cativeiro na França.

4. A festa de Nossa Senhora Auxiliadora é celebrada na Ucrânia desde o século XI

O nome “Auxiliadora” foi dado à Virgem Maria na Ucrânia desde 1030 por ter libertado aquela região da invasão de tribos pagãs. Desde então, a Igreja Ortodoxa nesse país celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 1º de outubro.

5. Maria Auxiliadora apareceu a São João Bosco

São João Bosco foi um grande propagador do amor a esta devoção mariana, porque a própria Virgem Maria apareceu a ele em 1860 e assinalou o lugar em Turim (Itália) onde queria que fosse construído um templo em sua homenagem. Do mesmo modo, pediu para ser homenageada com o título de “Auxiliadora”.

Em 1863, São João Bosco começou a construção da igreja com alguns centavos, mas com a intercessão da Santíssima Virgem Maria, em 9 de junho de 1868, apenas 5 anos depois, foi realizada a consagração do templo.

O Santo costumava dizer: “Cada tijolo deste templo corresponde a um milagre da Santíssima Virgem Maria”. A partir daquele Santuário, começou a espalhar pelo mundo a devoção a Maria sob o título de Auxílio dos Cristãos.

6. Três Papas eram devotos de Nossa Senhora Auxiliadora

O Papa São João XXIII cultivou uma especial devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, cuja imagem tirada de um número do Boletim Salesiano, estava na parede perto da sua cama. Ele a proclamou Padroeira do Concílio com o título de Auxilium Christianorum, Auxilium Episcoporum, e em 28 de maio de 1963, gravemente doente, abençoou com profunda emoção as duas coroas destinadas ao quadro da Auxiliadora na Basílica do Sagrado Coração de Roma.

Por sua parte, São João Paulo II costumava visitar a igreja de Santo Estanislau Kostka dos Salesianos, em Cracóvia, entre os anos 1938 e 1944, e muita vez rezou na capela de Nossa Senhora Auxiliadora. Nesta igreja, no dia 3 de novembro de 1946, celebrou uma das suas primeiras missas como sacerdote.

O Papa Francisco, durante sua visita apostólica a Turim em 2015, por ocasião dos 200 anos do nascimento do fundador dos salesianos, São João Bosco, contou que durante a sua infância foi educado em um colégio salesiano e aprendeu a amar Nossa Senhora Auxiliadora:

“Eu lá (em um colégio salesiano) aprendi a amar a Virgem, os salesianos me formaram na beleza, no trabalho, e acredito que este é um carisma deles, me formaram na afetividade e isso era uma característica de Dom Bosco”, assegurou.

Via ACI Digital

Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.

Amém.

Via Loreto.org

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *