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Destaques do mês novembro e dezembro 2018

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NOVEMBRO

Segundo a tradição da Igreja Católica, o Dia dos Fiéis Falecidos, Dia de Finados, é celebrado no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos os Santos. Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires.

No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.

Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia anual, que até então era comemorado no dia 1 de novembro, passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

Acompanhe a reflexão do Papa Bento XVI:

Depois de ter celebrado a Solenidade de Todos os Santos, hoje a Igreja convida-nos a comemorar todos os fiéis defuntos, a dirigir o nosso olhar para os numerosos rostos que nos precederam e que concluíram o caminho terreno. A realidade da morte para nós, cristãos, é iluminada pela Ressurreição de Cristo, e para renovar a nossa fé na vida eterna.

Nestes dias vamos ao cemitério para rezar pelas pessoas queridas que nos deixaram, é quase como ir visitá-las para lhes manifestar, mais uma vez, o nosso carinho, para as sentir ainda próximas, recordando também, deste modo, um artigo do Credo: na comunhão dos Santos há um vínculo estreito entre nós que ainda caminhamos nesta terra e muitos irmãos e irmãs que já alcançaram a eternidade.

Desde sempre, o homem preocupou-se pelos seus mortos e procurou conferir-lhes uma espécie de segunda vida, através da atenção, do cuidado e do carinho. De certa maneira, deseja-se conservar a sua experiência de vida; e, paradoxalmente, como eles viveram, o que amaram, o que temeram e o que detestaram, nós descobrimo-lo precisamente a partir dos túmulos, diante dos quais se apinham recordações. Estas são como que um espelho do seu mundo.

Por que é assim? Porque, não obstante a morte seja com frequência um tema quase proibido na nossa sociedade, e haja a tentativa contínua de eliminar da nossa mente até o pensamento da morte, ela diz respeito a cada um de nós, refere-se ao homem de todos os tempos e de todos os espaços. E diante deste mistério todos, também inconscientemente, procuramos algo que nos convide a esperar, um sinal que nos dê consolação, que abra algum horizonte, que ofereça ainda um futuro. Na realidade, o caminho da morte é uma senda da esperança, e percorrer os nossos cemitérios, como também ler as inscrições sobre os túmulos é realizar um caminho marcado pela esperança de eternidade.

Mas perguntamo-nos: por que sentimos medo diante da morte? Por que motivo uma boa parte da humanidade nunca se resignou a acreditar que para além dela não existe simplesmente o nada? Diria que as respostas são múltiplas: temos medo diante da morte, porque temos medo do nada, este partir rumo a algo que não conhecemos, que nos é desconhecido. E então em nós existe um sentido de rejeição, porque não podemos aceitar que tudo quanto de belo e grande foi realizado durante uma existência inteira seja repentinamente eliminado e precipite no abismo no nada. Sobretudo, nós sentimos que o amor evoca e exige a eternidade, e não é possível aceitar que ele seja destruído pela morte num só instante.

Além disso, temos medo diante da morte porque, quando nos encontramos próximos do fim da existência, há a percepção de que existe um juízo sobre as nossas obras, sobre o modo como conduzimos a nossa vida, principalmente sobre aqueles pontos de sombra que, com habilidade, muitas vezes sabemos anular ou tentamos remover da nossa consciência. Diria que precisamente a questão do juízo está com frequência subjacente ao cuidado do homem de todos os tempos pelos finados, a atenção pelas pessoas que foram significativas para ele e que não estão mais ao seu lado no caminho da vida terrena. Num certo sentido, os gestos de carinho e de amor que circundam o defunto constituem um modo para proteger, na convicção de que eles não permaneçam sem efeito na hora do juízo. Podemos ver isto na maior parte das culturas que caracterizam a história do homem.

Hoje, o mundo tornou-se, pelo menos aparentemente, muito mais racional, ou melhor, difundiu-se a tendência a pensar que cada realidade deve ser enfrentada com os critérios da ciência experimental, e que também à grandiosa interrogação da morte é necessário responder não tanto com a fé, mas a partir de conhecimentos experimentais, empíricos. Porém, não nos damos conta de modo suficiente, de que precisamente desta maneira terminamos por cair em formas de espiritismo, na tentativa de manter algum contato com o mundo para além da morte, quase imaginando que existe uma realidade que, no final, seria uma réplica da vida presente.

A Solenidade de Todos os Santos e a Comemoração de todos os fiéis defuntos dizem-nos que somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode também levar uma vida a partir da esperança. Se nós reduzirmos o homem exclusivamente à sua dimensão horizontal, àquilo que se pode sentir de forma empírica, a própria vida perde o seu profundo sentido. O homem tem necessidade de eternidade, e para ele qualquer outra esperança é demasiado breve, é demasiado limitada. O homem só é explicável, se existir um Amor que supere todo o isolamento, também o da morte, numa totalidade que transcenda até o espaço e o tempo. O homem só é explicável, só encontra o seu sentido mais profundo, se Deus existir. E nós sabemos que Deus saiu do seu afastamento e fez-se próximo, entrou na nossa vida e diz-nos: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá» (Jo 11, 25-26).

Pensemos por um momento na cena do Calvário e voltemos a ouvir as palavras que Jesus, do alto da Cruz, dirige ao malfeitor crucificado à sua direita: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso» (Lc 23, 43). Pensemos nos dois discípulos no caminho de Emaús quando, depois de terem percorrido um trecho da estrada com Jesus Ressuscitado, O reconhecem e, sem hesitar, partem rumo a Jerusalém para anunciar a Ressurreição do Senhor (cf. Lc 24, 13-35). Voltam à mente com clareza renovada as palavras do Mestre: «Jesus continuou dizendo: «Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. 2 Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês» (Jo 14, 1-2). Deus revelou-se verdadeiramente, tornou-se acessível e amou de tal modo o mundo, «que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16), e no supremo gesto de amor da Cruz, mergulhando no abismo da morte, venceu-a, ressuscitou e abriu também para nós as portas da eternidade. Cristo sustém-nos através da noite da morte que Ele mesmo atravessou; é o Bom Pastor, a cuja guia podemos confiar sem qualquer temor, porque Ele conhece bem o caminho, até através da obscuridade.

Cada domingo, recitando o Credo, nós confirmamos esta verdade. E visitando os cemitérios para rezar com afeto e com amor pelos nossos defuntos, somos convidados, mais uma vez, a renovar com coragem e com força a nossa fé na vida eterna, aliás, a viver com esta grande esperança e testemunhá-la ao mundo: por detrás do presente não existe o nada. E é precisamente a fé na vida eterna que confere ao cristão a coragem de amar ainda mais intensamente esta nossa terra e de trabalhar para lhe construir um futuro, para lhe dar uma esperança verdadeira e segura. Obrigado!

Via Franciscanos

Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, mais conhecida como Redentoristas, afirma que são três os fins principais que a Santa Mãe Igreja tem em mente ao mandar celebrar a solenidade de Todos os Santos:

Em primeiro lugar, a Igreja pede que honremos seus filhos que já triunfam nos Céus, especialmente aqueles que, no decorrer do Ano Litúrgico, não tiveram uma festa própria. Para que as nossas homenagens nos tenham proveito espiritual, ela quer, em segundo lugar, que nos animemos à prática do bem, pela esperança do Céu. E, finalmente, a nossa boa Mãe quer aumentar a nossa confiança, dando-nos a entender que esses nossos bem-aventurados irmãos se empenhem para obter-nos os favores divinos. Que fins tão nobres e consoladores tem a solenidade de Todos os Santos!

Meditações sobre os três fins da solenidade de Todos os Santos

Consideremos os fins nobilíssimos que a Igreja quer alcançar, fazendo-nos celebrar, hoje, a solenidade de Todos os Santos. Ela quer, em primeiro lugar, que honremos seus Filhos, que já estão de posse do Céu, em companhia do Esposo Divino, especialmente àqueles que, no decorrer do ano, não tiveram uma festa própria. Ao mesmo tempo, a Mãe Igreja quer que demos graças a Deus em nome dos santos.

A Liturgia dessa solenidade convida-nos a compartilhar o júbilo celeste dos santos, a saborear a sua alegria. Os santos não são uma exígua casta de eleitos, mas uma multidão inumerável, para a qual a Liturgia de hoje nos exorta a levantar o olhar, como fez o Apóstolo e Evangelista São João: “Vidi turbam magnam, quam dinumerare nemo poterat, ex omnibus gentibus, et tribubus et populis et linguis — Vi uma grande multidão, que ninguém poderia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Nessa multidão, não estão somente os santos oficialmente reconhecidos pela Igreja Católica, mas também os batizados de todos os tempos, de todas as nações, que procuraram cumprir, com amor e fidelidade, a vontade de Deus. “De uma grande parte deles não conhecemos os rostos nem sequer os nomes, mas, com os olhos da fé, vemo-los resplandecer, como astros repletos de glória, no firmamento de Deus”.

Grandes pecadores

Em segundo lugar, a Igreja quer que essas homenagens nos sejam proveitosas, que nos sirvam para elevarmos o nosso espírito aos Céus e nos estimulem à prática das virtudes pela contemplação dos bens eternos que nos esperam, se perseverarmos. Entre os incontáveis santos que veneramos nesta Solenidade, há muitos de nossa idade e condição, e talvez, como nós, foram grandes pecadores. Com isso, parece que a Igreja nos diz hoje com Santo Agostinho: “Não poderás tu fazer o que puderam fazer eles? – Tu non poteris quod isti et istae?”

A contemplação do exemplo luminoso dos santos deve despertar em nós o grande desejo de ser como eles: “felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade com Deus, viver na sua família”. A santidade é a vocação de todos nós e não somente de uma elite, recordou-nos o Concílio Vaticano II e nos propõe a Igreja nesta solenidade.

Dogma da comunhão

Por fim, com a solenidade de Todos os Santos, a Igreja quer aumentar a nossa confiança, recordando-nos o dogma da comunhão dos santos e ensinando-nos que todos esses bem-aventurados irmãos exercem, em nosso favor, todo poder de que gozam junto de Jesus Cristo, o Rei da glória celeste.

“Oh, que verdade tão consoladora! Os santos do céu, lá no meio do seu triunfo, não se esquecem das nossas misérias e oferecem-nos o seu auxílio. No dizer de São Bernardo, já que os santos nada mais têm que pedir para si mesmos, porque são plenamente felizes, têm um vivo desejo de interceder por nós; e se não nos tornamos indignos pelas nossas faltas, obtêm-nos de Deus tudo o que querem. Que verdade tão consoladora! Que fins sublimes da parte da Igreja na instituição da festa de todos os Santos!”

A nossa atitude na solenidade de Todos os Santos

Apresentando-nos à Santa Mãe Igreja, elevemos, hoje, nossos corações aos Céus, onde reina o Deus onipotente, todo solícito em santificar as almas, suas queridas filhas. Contemplemos como esses bem-aventurados compreensores – aqueles que, gozando da visão beatífica, compreendem os mistérios divinos – experimentam delícias tais, que a nossa inteligência não pode compreender, e a nossa linguagem é incapaz de exprimir.

Alegremo-nos com todos os santos! Por eles, rendamos graças a Deus e animemo-nos ao pensar que, um dia, também poderão terminar para nós os temores, as doenças, as perseguições e as cruzes. Mais ainda, se nos salvarmos, tudo isso será para nós motivo de júbilo e glória eterna no Reino dos Céus.

Animados pela certeza de fé de que os santos desejam nos ajudar, lancemo-nos em espírito aos seus pés e exponhamos, confiantemente, a esses nossos amigos celestes as nossas necessidades. Ademais, não nos esqueçamos de pedir a eles pelos pobres pecadores. Roguemos também pelas almas do purgatório, a fim de que, no dia da sua comemoração, possam entrar em grande número na glória dos Céus.

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório aos Santos e Santas de Deus
“Ó santos e santas de Deus, ó bem-aventurados espíritos angélicos, que estais abismados nos resplendores da glória divina! Eu, vosso humilde servo, saúdo-vos deste vale de lágrimas, venero-vos com amor e dou graças ao Senhor vos ter sublimado a tão alta beatitude. Mas vós, lá dos vossos tronos excelsos, dignai-vos volver a mim vossos olhos piedosos. Vede os perigos que corro de me perder eternamente. Pelo amor de Deus, que é a vossa grande recompensa, obtende-me a graça de seguir fielmente as vossas pegadas, de imitar corajosamente os vossos exemplos, de copiar em mim as vossas virtudes; afim de que, de admirador que sou, chegue a ser, um dia, o vosso companheiro na glória imortal.

‘Onipotente e eterno Deus, que me concedeis a graça de venerar em uma só festividade os méritos de todos os vossos santos, concedei-me também que, multiplicados os meus intercessores, obtenha a plenitude das vossas misericórdias’. Fazei-o pelo amor de Jesus e de Maria” .
Amém!

Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós!

Via Canção Nova

O que é a Basílica do Latrão? É a Sé Catedral da cidade de Roma, que foi construída entre os anos de 314 e 335 e fundada pelo Papa Melquíades na propriedade oferecida e doada para esse fim pelo imperador Constantino, ao lado do Palácio Lateranense. Mas, porque se chama Basílica do Latrão? Porque esta Basílica foi construída no terreno “dei Laterani”, ou seja, da família proprietária da chácara, herdada pela mulher de Constantino, o Imperador Romano, que a doou ao Papa.

Esta Basílica tem um significado muito especial para a cristandade: lá foram celebrados os cinco Concílios Ecumênicos. Diz a tradição da Santa Igreja que o aniversário de sua dedicação, celebrado originalmente só em Roma, comemora-se em todas as comunidades do rito romano com a finalidade maior de enaltecer o ministério petrino do Sumo Pontífice que de sua Basílica Patriarcal preside na caridade a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo que congrega, por seu gesto primacial, todas as Igrejas de todo o orbe. A Basílica de Latrão, portanto, é a Mãe de todas as Igrejas de todo o mundo católico.

Até a construção do Vaticano o Santo Padre morava no Palácio Lateranense que é anexo a Basílica de mesmo nome. Portanto a Basílica do Latrão é a Catedral do Papa em Roma, é a Igreja que é a Mãe e cabeça de todas as Igrejas.

A Basílica do Latrão tem como padroeiro principal o Santíssimo Salvador. Tem como dois co-patronos, São João Batista, celebrado a 24 de junho e São João Evangelista, celebrado a 27 de dezembro. Dois homens que caminharam nas estradas da salvação. João Batista, o precursor, aquele que preparou os caminhos para Jesus anunciando que Outro viria batizar com o Espírito Santo, porque ele batizava com água. São João Evangelista, o apóstolo bem amado, o último apóstolo a morrer e com a sua morte se considera fechada às portas das revelações e dos ensinamentos bíblicos do Novo Testamento. Por isso mesmo o povo de Roma conhece a Basílica celebrada hoje como a Basílica de “São João do Latrão”.

DEO OPTIMO MÁXIMO, ou seja, A DEUS OTIMO E MÁXIMO celebramos a festa de hoje. Dedicada a Deus ótimo e máximo a Basílica de Latrão quer interpelar em cada um de nós um compromisso evangelizador renovado de profundo amor e seguimento a Nosso Senhor e Divino Salvador Jesus Cristo e a Sua Igreja. Não há Igreja no mundo que não seja dedicada a DEUS O SALVADOR. Todas as Igrejas, evidentemente são dedicadas a um Santo ou a uma Santa que viveram a radicalidade do Evangelho e servem-se como luzeiros na nossa caminhada de fé e de esperança cristã. Mas, estes santos viveram a sua vida, dedicaram a sua vida a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO.

Todos nós participamos a cada domingo da celebração da liturgia eucarística que, via de regra, é celebrada dentro de uma Catedral, de uma Basílica, de uma Matriz, de uma Capela Filial, de um Oratório, de um Orago, de um centro comunitário, de uma praça ou no próprio logradouro público. A Igreja, esta Igreja como templo em que estamos dentro é o edifício pelo qual todos nós nos reunimos para adorar a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO, ao Divino Salvador.

Mas, graças a Deus, a Igreja transcende o templo de pedra. A Igreja é a comunidade viva de fiéis, é a reunião de todos os batizados que vem adorar ao Deus Salvador. Assim nos ensinou o Concílio Vaticano II: “A Igreja não se acha deveras consolidada, não vive plenamente, não é um perfeito sinal de Cristo entre os homens, se aí não existe um laicato de verdadeira expressão que trabalhe com a hierarquia. Porque o Evangelho não pode ser fixado na índole, na vida e no trabalho dum povo, sem a ativa presença dos leigos”(Cf. Decreto “Ad Gentes” n. 21). Continua o Concílio Ecumênico Vaticano II: “O principal dever dos homens e das mulheres é dar testemunho de Cristo pelo exemplo e pela palavra, na família, no seu ambiente social e no âmbito da profissão”(idem).

Vivemos todos dentro da grande comunidade de fiéis chamada Igreja ou “Ecclesía”, o que significa, assembléia ou comunidade de fiéis, comunidade do povo de Deus peregrino. São Paulo nos ensinou que a comunidade cristã é o templo de Deus, onde quer que esteja ou se que se reúna para o louvor do Deus Altíssimo e Onipotente. Todos os fiéis que fazem parte do corpo místico de Cristo constituem a comunidade orante, a comunidade militante e a comunidade padecente que formam a grande Igreja, Jerusalém celeste conforme celebramos há dois dias a Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus. O próprio fiel, pelo Batismo, é templo e morada do Espírito Santo. Todos nós somos membros da pedra viva, o “Corpo de Cristo”.

Assim, rezemos, pois, elevando nossos pensamentos ao Senhor da Vida para que a Igreja que peregrina no mundo, a partir do primado da Caridade de Bento XVI, que da Catedral Lateranense a todos abençoe a congrega na unidade, para que possamos todos cantar as alegrias eternas neste vale de lágrimas, aonde a justiça, a paz, a concórdia, a misericórdia e a acolhida fraternal sejam a nota de júbilo e louvor ao DEUS ÓTIMO E MÁXIMO que se consagra a Basílica do Latrão e que, diuturnamente, se consagra à vida de cada um dos cristãos. Amém!

Via Catequisar

O santo de hoje mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da História da Igreja, grande no trabalho e na santidade.

Ele nos deixou riquíssimos ensinamentos. Aproveitemos o dia de hoje, em que a Igreja celebra sua memória litúrgica, para conhecer alguns desses ensinamentos e meditá-los:

1. “Ele se fez filho do homem para que pudéssemos ser filhos de Deus”.

2. “Se somos o templo de Deus e o Espírito Santo habita em nós (1Cor 3,16), cada fiel guarda em sua alma mais do que tudo que se admira no firmamento”.

3. “A verdadeira paz consiste em não se afastar da vontade de Deus e só se comprazer naquilo que Deus ama”.

4. “Há muitos que, aferrados às suas ideias e mais prontos para ensinar do que para aprender o que ainda não compreenderam, naufragaram na fé (1Tm 1,19)”.

5. “Que não vos detenham as coisas deste mundo, pois os bens do céu vos esperam”.

6. “A prática da sabedoria cristã não consiste em profusão de palavras, nem em sutileza de raciocínios ou na ambição dos louvores e glória, mas na humildade sincera e voluntária que o Senhor Jesus Cristo, desde o seio de sua mãe até o suplício da cruz, escolheu e apontou como a plenitude da força (Mt 18,1-4)”.

7. “Cristo ama a infância que ele assumiu de início em sua alma como em seu corpo. Cristo ama a infância, mestra da humildade, norma de inocência, modelo de mansidão”.

8. “São grandes os méritos e a eficácia das esmolas. Sem dúvida, beneficiamos a nossa própria alma cada vez que socorremos por misericórdia a indigência alheia”.

9. “Deposita no céu o seu tesouro quem alimenta a Cristo no pobre”.

10. “Não seja um homem desprezível a seu semelhante, nem se menospreze aquela natureza que o Criador de todas as coisas fez sua”.

São Alberto Magno, dominicano, foi um gênio enciclopédico. Foi o Grande, o douto mestre de teologia, de filosofia e de ciências naturais, que pela grande afluência de estudantes nas suas lições na Universidade de Paris, foi obrigado a ensinar em praça pública. Essa praça tem ainda o seu nome.

Alberto nasceu em Lauingen (Baviera) em 1206. Aos 16 anos um tio trouxe-o a Pádua, na Itália, para que completasse seus estudos universitários. Aqui encontrou o superior geral dos dominicanos, o bem-aventurado Jordão de Saxônia, sucessor de São Domingos na chefia da Ordem dos Pregadores, que o encaminhou na vida religiosa. Em 1229 Alberto vestiu o hábito dos frades pregadores e foi mandado para Colônia, onde havia a escola mais importante da Ordem. Com o seu gênio enciclopédico penetrou nos diferentes campos do saber humano desde as ciências naturais até as especutalivas. O interesse universal pela cultura, segundo o espírito da época, na qual a filosofia escolástica atingiu o máximo desenvolvimento, conviveu em perfeita harmonia com a busca da santidade e a perfeição interior: “Senhor Jesus – rezava – imploramos a tua ajuda para não nos deixar seduzir pelas vãs palavras tentadoras sobre a natureza da família, sobre o prestígio da Ordem, sobre a que a ciência tem de atrativo”. (Sgarbossa, 1996)

Santo Alberto Magno ensinou em várias escolas na Alemanha antes de começar seu trabalho na Universidade de Paris em 1241, onde teve um grande número de alunos ilustres como S. Tomás de Aquino. Foi provincial dos dominicanos na Alemanha e bispo de Regensburg dois anos. Foi Bispo da Baviera, um dos maiores gênios da filosofia e da ciência medieval, defendendo que fé e razão provêm do mesmo Deus, e que não podem se contradizer.

O “Dicionary of Scientific Biography” afirma que S. Alberto Magno foi um dos mais famosos precursores da ciência moderna na Alta Idade Média. Foi renomado naturalista, estudou física, metafísica, biologia, psicologia, e várias ciências da terra. Escreveu a obra “De Mineralibus”. Ele conseguiu preparar a potassa cáustica e descreveu a composição química do cinabre (sulfureto de mercúrio), do cerusita (óxido de zinco artificial) e do mínio (óxido de chumbo empregado na pintura e na fabricação de vidros especiais); e do carbonato de chumbo artificial.

Santo Alberto percorreu a pé as regiões germânicas, pedindo esmola durante a viagem para comer e para dormir. Convocado pelo Papa teve de aceitar a nomeação para bispo de Ratisbona. Dele diziam: “No seu cofre não tinha um centavo, nenhuma gota de vinho na sua cantina.”

Regeu a diocese somente por dois anos. Depois pediu e obteve a exoneração do cargo, voltando a viver a vida comum no seu convento de Würzburg e a ensinar em Colônia. Nos meios intelectuais se dizia: o “Doutor universal falou; todos se calarão”. Ele colocava com clareza que “a ciência não pode explicar o mistério, mas ajuda a preparar os caminhos de Deus”. Era um admirador de Aristóteles e afirmava que é possível utilizá-lo como S. Agostinho utilizara Platão; mas rejeita aquilo que em Aristóteles é contrário à fé cristã. São Tomás de Aquino foi herdeiro de S. Alberto Magno.

Na quarta-feira, 24 de Março de 2010, o Papa Bento XVI fez uma Catequese sobre Santo Alberto Magno, onde disse:

“Um dos maiores mestres da teologia medieval é Santo Alberto Magno. O título de “grande” (magnus), com o qual ele passou para a história, indica a vastidão e a profundidade da sua doutrina, que ele associou à santidade da vida. Mas já os seus contemporâneos não hesitavam em atribuir-lhe títulos excelentes; um dos seus discípulos, Ulrico de Estrasburgo, definiu-o “enlevo e milagre da nossa época”.

Dedicou-se ao estudo das chamadas “artes liberais”: gramática, retórica, dialéctica, aritmética, geometria, astronomia e música, ou seja, da cultura geral. Em 1248, foi encarregado de abrir um estúdio teológico em Colônia, uma das capitais mais importantes da Alemanha, onde ele viveu durante vários períodos, e que se tornou a sua cidade de adoção. De Paris, levou consigo para Colônia o discípulo extraordinário, Tomás de Aquino. Só o mérito de ter sido mestre de S. Tomás seria suficiente para nutrir profunda admiração por Santo Alberto. Entre estes dois grandes teólogos instaurou-se um relacionamento de estima e amizade recíproca, atitudes humanas que contribuem muito para o desenvolvimento da ciência.

Os seus dotes não passaram despercebidos ao Papa daquela época, Alexandre IV (1254-1261), que quis Alberto por um certo período ao seu lado em Anagni – aonde os Papas iam com frequência – também em Roma e em Viterbo, para se valer da sua consulta teológica. O mesmo Sumo Pontífice nomeou-o Bispo de Regensburg. De 1260 a 1262, Alberto desempenhou este ministério com dedicação incansável, conseguindo levar paz e concórdia à cidade, reorganizar paróquias e conventos, e dar um novo impulso às atividades caritativas.

Santo Alberto Magno recorda-nos que entre ciência e fé existe amizade, e que os homens de ciência podem percorrer, através da sua vocação para o estudo da natureza, um autêntico e fascinante percurso de santidade.

Santo Alberto Magno abriu a porta para a recepção completa da filosofia de Aristóteles na filosofia e teologia medieval, uma recepção elaborada depois de modo definitivo por S. Tomás.

Eis um dos grandes méritos de Santo Alberto: com rigor científico, ele estudou as obras de Aristóteles, convencido de que tudo aquilo que é realmente racional é compatível com a fé revelada nas Sagradas Escrituras. Em síntese, Santo Alberto Magno contribuiu assim para a formação de uma filosofia autônoma, distinta da teologia e a ela vinculada só pela unidade da verdade. Santo Alberto Magno disse:

“Desejar tudo aquilo que eu quero para a glória de Deus, como Deus deseja para a sua glória tudo o que Ele quer”, ou seja, conformar-se sempre com a vontade de Deus para desejar e fazer tudo unicamente e sempre pela sua glória”.

Via Prof. Felipe Aquino

Santa Isabel da Hungria, uma jovem mãe que aproveitou sua condição de nobreza para ajudar Cristo nos mais pobres. Ao morrer, apareceu a um homem e disse que ia para a glória e que morria para a terra.

Filha do rei da Hungria, nasceu em 1207 e foi dada em casamento a Luiz Landgrave da Turíngia. Por isso, desde pequena, foi enviada por seus pais ao castelo de Wartburg para ser educada na corte de Turíngia com aquele que seria seu marido. Teve que suportar incompreensões por sua bondade.

Seu prometido, cada vez que passava pela cidade, comprava algo para a santa e entregava-lhe muito respeitosamente. Mais tarde, o jovem herdou a ‘dignidade’ de Landgrave e se casou com Santa Isabel. Deus lhes concedeu três filhos.

Luiz não colocava impedimento às obras de caridade da santa, mas, à noite, quando ela se levantava para rezar, seu esposo lhe pegava pela mão com medo de que tantos sacrifícios lhe causassem danos e suplicava que voltasse a descansar.

Por um tempo, a fome se fez sentir naquelas terras e Santa Isabel gastou seu dinheiro e os grãos que estavam reservados para sua casa, ajudando os pobres. Isto lhe rendeu grandes críticas. Como o castelo ficava sobre uma colina, construiu um hospital ao pé do monte para dar de comer aos inválidos com suas próprias mãos e pagava a educação das crianças pobres, especialmente dos órfãos.

Luiz morreu em uma das cruzadas, vítima da peste, e Santa Isabel sofreu muito. Depois, seu cunhado se apoderou do governo e ela teve que se mudar. Posteriormente, quando seus filhos tinha todo o necessário, tomou o hábito da ordem terceira de São Francisco.

Seu sacerdote confessor a submetia a grandes sacrifícios como despedir seus criados que mais amava.

Seu padre confessor passou por grandes sacrifícios enquanto o fogo os seus servos mais amava. Ajudava os enfermos, vivia austeramente e trabalhava sem descanso. Partiu para a Casa do Pai ao anoitecer de 17 de novembro de 1231.

Diz-se que no dia de sua morte, um irmão leigo tinha quebrado um braço em um acidente e sofria na cama com dores. Então, santa Isabel lhe apareceu com vestidos radiantes e o irmão lhe perguntou porque estava vestida tão formosamente. Ela respondeu: “É que vou para a glória. Acabo de morrer para a terra. Estique seu braço porque foi curado”.

Dois dias depois do enterro, um monge cisterciense foi ao túmulo de Santa Isabel e ajoelhou-se para pedir à santa que intercedesse para se curar de uma terrível dor no coração. De uma hora para outra, ficou completamente curado de sua doença.

Via ACI Digital

Em 21 de novembro, a Igreja celebra a Apresentação de Nossa Senhora no Templo e, por isso, também realiza a “Jornada Pro Orantibus”, dia em que os fiéis são convidados a dar graças ao Senhor por aqueles e aquelas que entregam sua vida a Deus nos conventos de clausura.

Segundo a tradição, a menina Maria foi levada ao Templo por seus pais para que integrasse o grupo de donzelas que ali eram consagradas a Deus e instruídas na piedade.

Segundo o “Protoevangelho de São Tiago”, uma fonte cristã que não está incluída no Canon da Bíblia, a Virgem foi recebida pelo sacerdote, que a abençoou e exclamou: “O Senhor engrandeceu seu nome por todas as gerações, pois ao fim dos tempos manifestará em ti sua redenção aos filhos de Israel”.

No século VI já se celebrava esta Festa no Oriente. Em 1372, o Papa Gregório XI a introduziu em Avignon e, posteriormente, o Papa Sisto V a estendeu a toda a Igreja.

Nesta data também se recorda a Dedicação da Igreja da Santa Maria Nova, no ano 543, que foi edificada perto do Templo de Jerusalém.

Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua imaculada conceição”.

Em 21 de novembro de 1953, o Papa Pio XII instituiu este dia como a “Jornada Pro Orantibus”, em honra às comunidades religiosas de clausura.

Por isso, em 2014,o Papa Francisco incentivou que esta seja “uma ocasião oportuna para dar graças ao Senhor pelo dom de tantas pessoas que, nos mosteiros e eremitérios, se dedicam a Deus na oração e no silêncio operoso, reconhecendo-lhe o primado que só a Ele compete”.

“Demos graças ao Senhor pelos testemunhos de vida claustral, sem lhes fazer faltar o nosso auxílio espiritual e material, para cumprir esta importante missão”, enfatizou o Pontífice.

Via ACI Digital

Cristo é Rei. Tudo está perdido, tudo está em trevas onde Ele não Reina. Nenhuma religião natural, ou heresia, nem ideologia, nem invenção sociocultural é capaz de iluminar um mínimo ângulo do mundo. Somente Cristo pode. Se queremos participar da Vida em Deus, vida de luz e de graça, é necessário devolvermos a Ele o centro da nossa rotação.

A primeira pergunta, a mais importante, que devemos fazer não é se Cristo reina ou não no mundo, mas se reina ou não em mim. Não se o seu reino é reconhecido pelos estados e governos mas se é reconhecido e acolhido por mim. Segundo São Paulo (Rm 14, 7-9) e também Santo Agostinho (De civitate Dei) existem dois possíveis modos de viver: ou “para si” ou “para o Senhor”.

Viver “para si” significa viver como quem tem em si o próprio princípio e fim, indica uma existência fechada no próprio eu, dirigida para as próprias satisfações e própria glória, sem nenhuma perspectiva de eternidade. Viver “para o Senhor” significa, ao contrário, viver do Senhor e da vida que Dele provém, do Seu Espírito, tendo a comunhão com Ele em Sua vontade como próprio destino, para Sua glória. Trata-se de uma substituição do princípio dominante: não mais “eu”, mas Deus.

Cristo é o Verdadeiro Centro da nossa vida, dos nossos valores. É Ele quem nos atrai para o alto, firmando-nos no chão em que pisamos, dando-nos sentido do que é real e do que não é. Somente Cristo, sempre Cristo, é o Senhor e Soberano da nossa vida inteira e de nossas instituições, sociedade, política, educação, leis. Se realmente queremos ser Seus discípulos dizemos não ao aconfessionalismo, ao “lado religioso independente de religiões”, ao subjetivismo religioso.

Diante de nós está uma grande e importante tarefa

O sangue dos mártires segue recordando a toda a família dos povos o dever de nos submetermos a doce autoridade de Cristo, a fim de que toda criatura, livre da escravidão do pecado o sirva e o louve sem cessar.

Seguem sendo atuais as palavras de São João Paulo II na homilia com a qual inaugurou o seu pontificado: “Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo! Ao seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos, sistemas políticos e os rumos da civilização. Não tenhais medo!”.

Na Eucaristia, em cada Santa Missa, Ele nos acolhe no ofertório “a fim de não mais vivermos para nós, mas para Ele” (IV oração eucarística) e ao oferecer ao Pai o Seu Sacrifício Eucarístico, oferece Consigo todo o seu Corpo Místico como uma única oferta, indivisível.

Que a Virgem Santíssima e São José, que acompanharam Jesus ao longo de toda a sua vida oculta em Nazaré, intercedam para que o povo brasileiro seja um só coração no Coração de Nosso Senhor Eucarístico, Senhor e Rei dos nossos corações.

Por Ana Carina Novak, OCV (Via Misericórdia)

DEZEMBRO

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.

Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

Via Canção Nova

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

Via Canção Nova

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

Via Canção Nova

Lúcia, virgem de Siracusa, de origem nobre, ouvindo falar por toda a Sicília da celebridade de Santa Ágata, foi até o túmulo dela com a mãe, Eutícia, que havia quatro anos sofria de hemorragias sem esperanças de cura. Naquele dia lia-se na missa a passagem do Evangelho na qual se conta que o Senhor curou uma mulher que padecia da mesma doença. Lúcia disse então à mãe: “Se você acredita no que foi dito, deve acreditar que Ágata está na presença Daquele por quem sofreu. Portanto, tocando seu túmulo com fé, logo você estará totalmente curada”. Lúcia se referia ao Evangelho de Mateus referente ao encontro da mulher que sofria de hemorragia e foi curada ao tocar o manto de Jesus.

Ágata foi vítima, no ano 251, das perseguições de todos os cristãos ordenadas pelo imperador Décio. Muitas pessoas iam ao sepulcro para obter as graças porque a fama da Santa se espalhou por todo lugar por causa dos milagres que fazia. e no seu coração, Luzia era certa que teria feito bem também à sua querida mãe.

Enquanto Eutícia tocava o sepulcro, Luzia viu Santa Ágata, que lhe disse “Luzia, minha irmã, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe? Eis, tua mãe já foi curada pela tua fé”. Luzia disse à mãe: “Pela intercessão de Santa Ágata, Jesus te curou”. E imediatamente Eutícia sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada. Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e doar sua riqueza. Eutícia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou.

Voltando para casa, passaram todo o dia a vender uma parte dos bens, distribuindo o dinheiro aos pobres. A notícia da partilha do patrimônio chegou aos ouvidos do noivo, e ele perguntou a razão daquilo à mãe de Lúcia. Esta respondeu que sua filha havia encontrado um investimento mais rentável e mais seguro, daí estar vendendo seus bens. O insensato, crendo tratar-se de um comércio plenamente humano, passou a colaborar na venda daqueles bens, buscando os melhores negócios. Quando soube que tudo que fora vendido tinha sido dado aos pobres, o noivo levou-a à justiça, diante do cônsul Pascásio, acusando-a de ser cristã e de violar as leis imperiais.

Pascásio convidou-a a sacrificar aos ídolos, mas ela respondeu: “O sacrifício que agrada a Deus é visitar os pobres e prover às suas necessidades, mas como não tenho mais nada a dar, ofereço a Ele a mim mesma”.

Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Santa Luzia, antes da execução, preanunciou a morte de Dioclesiano, que aconteceu poucos anos depois e o final das perseguições terminadas no ano 313 D.C com publicação de Constantino.

Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304 e teve sepultura no mesmo lugar onde no ano 313 foi construído um santuário a ela dedicado.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Santa Luzia salvou tantas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos, como carestias, terremotos, guerras e interviu também em outras cidades como Brescia que, graças à sua intercessão, foi liberada da uma grave carestia.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “lux” = luz), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira. Por esse motivo, Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui a Santa Lúcia ou Luzia a função de graça iluminadora.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje

Via Franciscanos

A vida religiosa e a vocação Carmelita foram evidentes no final da formação de João – no civil Juan de Yepes Álvarez – filho de um casal muito pobre da antiga Castela, perto de Ávila.

Em 1563, com 18 anos, saiu do Colégio dos Jesuítas de Medina do Campo, onde havia estudado ciências humanas, retórica e línguas clássicas. Logo a seguir, o encontro com Teresa de Ávila mudou suas vidas. João a conheceu, quando era sacerdote, e ficou imediatamente envolvido e fascinado pelo plano de Reforma de Teresa, também no ramo masculino da Ordem. Trabalharam juntos, partilhando ideais e propostas e, em 1568, inauguraram a primeira Casa para os Carmelitas Descalços, em Duruelo, província de Ávila. Naquela ocasião, ao criar com outros a primeira comunidade masculina reformada, João acrescentou ao seu nome “da Cruz”, com o qual ficou universalmente conhecido.

Em fins de 1572, a pedido de Santa Teresa, João da Cruz tornou-se confessor e vigário do Mosteiro da Encarnação, em Ávila, onde a santa era priora. Mas, nem tudo foi um mar de rosas: a adesão à reforma comportou para João diversos meses de prisão por acusações injustas. Conseguiu fugir, correndo risco, com a ajuda de Santa Teresa. Ao retomar as forças, começou um caminho de grandes incumbências, até à morte, em consequência de uma longa doença e enormes sofrimentos.

São João da Cruz despediu-se de seus coirmãos, que recitavam as Laudas matutinas, em um Convento, próximo a Jaén, entre os dias 13 e 14 de dezembro de 1951. Suas últimas palavras foram: “Hoje, vou recitar o Ofício divino no céu!”. Seus restos mortais foram transladados para Segóvia.

São João da Cruz foi beatificado, em 1675, pelo Papa Clemente X e canonizado, em 1726, pelo Papa Bento XIII.

Via Vatican News

Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

“…José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor’.” (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!

Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros!

Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós!

Via Prof. Felipe Aquino

O Natal, sob muitos aspectos, é uma festa doméstica. Ela reúne a família, os irmãos distantes e, sobretudo, encanta as crianças com seus pais ao perceberem como estes valorizam, nesta ocasião, a variedade de símbolos. O clima de amor e confraternização pervage a Solenidade do Nascimento do Senhor. Liturgicamente, a Igreja se detém no fato do Filho de Deus ter tido necessidade também de uma família que o acolhesse. Como homem, frágil e pequeno, precisou ser amado por um coração de mãe.

Ele experimentou a dependência na submissão a seus pais. Ele vivenciou a contingência de crescer e aprender no interior de um lar e de uma cultura determinada. Eis o símbolo de Nazaré onde Jesus viveu e cresceu (Lc 2,39-40). O mistério inaudito da Encarnação se entrelaça, desta maneira, com a realidade da família, escola de amor e de fé, de inculturação e de sociabilidade.

Maria, a Virgem Mãe, acolhe na fé o mistério, fruto do seu ventre. São José também acolhe na Fé o mistério, adotando o Menino e recebendo a Mãe. Deste modo, assume a paternidade legal de Jesus, cumprindo com fidelidade sua altíssima e insubstituível missão: José, filho de Daví, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1,20-21).

A oportunidade da festa da Sagrada Família, como decorrência do mistério do Natal que celebramos, nos proporciona apresentá-la como protótipo, exemplo e modelo para todas as famílias cristãs (cf.Familiaris Consortio, Conclusão; Redemptoris Custos, III, 21). Embora constituindo-se também um mistério especial pela natureza do amor e do matrimônio que uniam José e Maria, a presença inestimável do Filho de Deus, e a natureza das relações materno-paternais de Maria e de José para com Ele, esta Família é modelo nas virtudes teologais, a serem cultivadas por todas as famílias cristãs.

O sentido de Deus, do sagrado e do mistério, norteava e unia a Família de Nazaré. Por isso, mesmo tendo vivido uma situação especial e única de um lar construído na castidade perfeita, a serviço da Encarnação, ela é a expressão mais nítida da vivência das virtudes familiares e teologais. Serve, então, de estímulo e de intercessão para todas as famílias que queiram vivenciar os valores evangélicos. A propósito, nos lembra o Papa:

Por misterioso desígnio de Deus, nela viveu o Filho de Deus
escondido por muitos anos: é, pois, protótipo e exemplo de todas
as famílias cristãs. E aquela Família, única no mundo, que passou
uma existência anônima e silenciosa numa pequena localidade da
Palestina;que foi provada pela pobreza, pela perseguição, pelo exílio;
que glorificou a Deus de modo incomparavelmente alto e puro,
não deixará de ajudar as famílias cristãs, ou melhor, todas as famílias
do mundo,na fidelidade aos deveres quotidianos, no suportar as
ânsias e as tribulações da vida, na generosa abertura às
necessidades dos outros, no feliz cumprimento do plano de Deus a
seu respeito (Familiaris Consortio, Conclusão).

Hoje, na medida em que avança a secularização do pensamento e do comportamento, mesmo a família cristã se priva, muitas vezes, da sua dimensão sagrada. Mal se dá conta que o amor de Deus em Cristo a uniu, mediante o Sacramento do Matrimônio, para ser sinal visível e terno de sua presença em todas as expressões da vida conjugal e familiar. Quanto mais difícil se torna a proposta cristã para família contemporânea, mais imperioso se faz anunciá-la como boa e alegre notícia de salvação.

Há um evangelho para a família. Evangelho que supõe uma espiritualidade conjugal e familiar e uma ética própria, baseada na abertura da família aos apelos de Deus, do meio social e cultural e das necessidades de seus membros. O critério supremo da vida conjugal e familiar é o amor ou a caridade como veículo da perfeição (Cl 3,16).

Neste sentido, a família cristã se instaura no mundo e na Igreja como escola de amor a Deus e ao próximo, mediante o respeito aos mandamentos do Senhor, a oração e o diálogo entre as diferenças.

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