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Encontro de catequese em homenagem a Nossa Senhora Aparecida

Encontro de catequese em homenagem a Nossa Senhora Aparecida

(Prepare o ambiente para o encontro: a Bíblia, uma Imagem de Nossa Senhora Aparecida. E para quem tiver possibilidade barco e rede relembrando sua aparição).

Objetivo do encontro: Que os catequizandos conheçam a história de nossa Padroeira, e entenda sobre a docilidade, amabilidade, pureza e humildade da Mãe do Filho de Deus.

Aparecida e sua pequenez: Entre tantas que o Espírito de Deus nos revela, qual a mais escondida? Escondida aos olhos humanos mas bem evidenciada aos olhos da fé é a mensagem da glorificação da humildade. Só os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo acreditam que os “humildes serão exaltados” (Lc 11,11). O Apóstolo Paulo recomenda que tenhamos o mesmo sentimento de Cristo: “Ele era da condição divina, mas não se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, tornando-se semelhante aos homens, na condição de servo… por isso Deus o exaltou grandemente (Cf. Fil. 2,6-11). Quando o Anjo do Senhor veio anunciar a Maria de Nazaré sua eleição de Mãe de Jesus, aquele que “será chamado Filho do Altíssimo”, ela se pronunciou de modo surpreendente: “Eis a serva do Senhor” (Lc 1,38). É a resposta que resume sua missão de mãe do Filho de Deus e da Igreja do seu Filho”.

Servir é a razão de ser de quem se torna mãe. Mãe da Igreja é missão recebida ao pé da Cruz. Essa presença materna não deixou de exercê-la na vida dos discípulos do seu Filho ao longo da história.

Maria manifestou-se com aparições em vários lugares, e de formas luminosas, de encher os olhos, mas no Brasil foi diferente, em outubro de 1717, três humildes pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, nas águas do Rio Paraíba, próximo ao Porto de Itaguaçú, lançando a rede de arrasto tiram o corpo da Senhora sem cabeça, e lançando mais abaixo outra vez a rede, tiram a cabeça da mesma Senhora; era uma Imagem pequenina, 39 cm de altura e de material frágil, argila. Até o momento eles não haviam pescado nada, e logo após o achado da imagem os peixes vieram em fartura. Não veio do alto, vestida de luz, mas trazida do fundo do rio e de cor morena escura.

Na sua humildade, Maria se coloca sempre pequena. Por isso, Deus a fez grande. Realizou nela maravilhas. Ela é a pobre do Senhor. E porque assim se fez, o Senhor olhou para sua pequenez, para sua humildade e nela fez maravilhas.

Maria tudo realizou na humildade. Não encontramos na Bíblia alguém mais pobre e humilde de coração. Justamente porque foi a mais pobre, a mais humilde, a mais simples; é que Deus fez dela a maior maravilha: o ponto de ligação entre a terra e o céu.

Um pouco do histórico:

Em 1904, no dia 08 de setembro, o Papa Pio X, traduzindo o sentimento do povo e atendendo ao pedido de Dom Joaquim Arcoverde, feito em nome do episcopado brasileiro, autorizou, como era usual na Igreja para imagens e quadros insignes, a coroação solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

No dia 17 de julho de 1930, o Papa Pio XI, atendendo ao pedido dos Bispos brasileiros, assinou o Decreto de Proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.

Em 1931, no dia 16 de julho, na então Capital do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o Presidente da República, o senhor Getúlio Vargas, acompanhado de todo o seu Ministério, autoridades diplomáticas, civis, militares e eclesiásticas e de uma grande multidão de fiéis, comemoraram solenemente Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Primeiros Milagres de Nossa Senhora Aparecida:

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

Milagre das velas: Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Este foi o primeiro milagre de Nossa Senhora.

A libertação do escravo Zacarias: O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu: Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega: Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou “Mãe, como aquela igreja é bonita.” Estava enxergando, perfeitamente curada.

Menino no rio: O Pai e o filho foram pescar, durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio e não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pede a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino para de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continua e o pai salva o menino.

O Caçador: Um caçador estava voltado de sua caçada já sem munição, de repente ele se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o caçador pede desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, a onça vira e vai embora.

Textos para reflexão:

Lucas 1,26-38; Lucas 1,39-44; João 2,1-11

Questionamentos para reflexão:

E vocês, conhecem algum milagre da Mãe Aparecida? Conte-nos.

Que atitudes você acha que pode mudar para seguir o exemplo de Maria?

Conte-nos um atitude que viu de alguém ou que até mesmo você tenha tido que demonstre humildade, bondade, pequenez e prontidão.

Diante de nossa reflexão qual o compromisso que assumimos?

O compromisso da humildade, da pequenez, da obediência. Maria foi obediente a Deus em todos os momentos, e sempre este junto de seu Filho e dos Apóstolos, mesmo diante da Cruz. Que nós possamos ter esse olhar de Maria, olhar puro e que vê longe, para podermos ajudar e interceder por aqueles que precisam. Em um mundo onde a ganância, o amor próprio, a arrogância predominam, nós, como cristãos, somos chamados a ser exemplo desse amor que Jesus mostrou ao povo.

Encerremos o nosso encontro rezando a Oração Jubilar 300 anos de bênçãos:

Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores no Rio Paraíba do Sul. Como sinal vindo do céu, em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados. Diante de vós, embaixadora de Deus, rompem-se as correntes da escravidão! Assim, daquelas redes, passastes para o coração e a vida de milhões de outros filhos e filhas vossos. Para todos tendes sido bênção: peixes em abundância, famílias recuperadas, saúde alcançada, corações reconciliados, vida cristã reassumida. Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! Hoje, em vosso Santuário, nós vos acolhemos como mãe, e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: o vosso Filho Jesus, nosso Salvador. Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! Ensinai-nos a viver vosso jubileu com gratidão e fidelidade! Fazei de nós vossos filhos e filhas, irmãos e irmãs de nosso Irmão Primogênito, Jesus Cristo, Amém!

Por Equipe Paroquial de Catequese: Clara Aparecida dos Santos Maurer, Vanderson Santos Maurer e Samuel Rosa dos Santos

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