Esta técnica vem propor um olhar atento à situação da família no mundo de hoje…um tema do Familiaris Consortio que nos convida a observar os aspectos diversos que a cercam, que a agridem, que a isolam de outras famílias e, muitas vezes a discriminam, além de enfraquecer e fragilizar seus membros.

Hoje é a nossa proposta para o tema: Famílias. Para os que irão iniciar seu projeto de vida a dois – uma perspectiva a refletir. Para os que já se encontram nessa caminhada – uma possibilidade de avaliar e reavaliar seus passos.

É também um convite aos que se dedicam à vida comunitária, mas, sobretudo, a cada família, a refletir nas palavras de João Paulo II: “só as famílias podem salvar a família”.

Tempo:90 minutos

Material: para cada participante: texto de apoio impresso, ¼ de folha de papel sulfite. Para o grupo: uma cartolina com o desenho de um coração em tamanho grande, canetas hidrocor, ponta fina.

Objetivo:convidar os participantes a refletir sobre a experiência da vida em família: o sentido e a importância dos laços afetivos no universo familiar;

– sensibilizando-os com o apoio do texto, para que pensem sobre a dinâmica da sua própria família;

– abrindo um espaço para falarem sobre seus interesses, motivações, preocupações, expectativas, enfim seu modo de ser e conviver em família;

– possibilitando a descobertas pessoais através dos vínculos próprios do ambiente familiar;

– refletindo sobre o tema/atenção central da família no momento para propor uma visão otimista que auxilie a própria família a lidar com suas diferenças, dificuldades e desafios;

– motivando os pais em geral, a dialogar e entrar em contato com a leitura que cada um faz da dinâmica familiar.

Num 3º momento, finalizar complementando o exercício para:

– despertar a prática da criatividade e do entrosamento no exercício da vida familiar;

– facilitando pela técnica, o “dar-se conta das próprias riquezas e das riquezas do outro”;

– estimulando à consciência da necessidade de traçar metas viáveis e unir recursos disponíveis para a realização plena da missão familiar;

– favorecendo a sensibilização pelo exercício da memória afetiva familiar, estimulando o fortalecer dos laços que a envolvem.

Estratégia: 1º momento: 20 minutos

Propor que se acomodem e convidá-los a participar de um trabalho em grupo.

– distribuir o texto impresso, propor que leiam e reflitam, individualmente;

– em seguida, distribuir a folha sulfite, canetas e, solicitar que, utilizem o papel colocando o mesmo título do texto lido: “Minha família é assim…” depois, reflitam pessoalmente e em silêncio: “Como é minha família? Como ela está?” Reflitam bem e só então descrevam as características da sua família, à semelhança do texto.

Orientar:este papel é de vocês, ninguém mais o tocará, ao terminar de escrever, guardem com vocês. É uma proposta pra gente parar para pensar na nossa família e situar no nosso coração cada um de seus membros.

Deixá-los à vontade. Controlar o tempo.

2º momento: 30 minutos: partilhar

No documento Familiaris Consortio, sobre a função da família cristã no mundo de hoje, o Papa diz:“A situação em que se encontra a família apresenta aspectos positivos e aspectos negativos: sinal, naqueles, da salvação de Cristo operante no mundo; sinal, nestes da recusa que o homem faz ao amor de Deus… A situação histórica em que vive a família apresenta-se, portanto, como um conjunto de luzes e sombras”.(FC 6)

– Quais as realidades familiares mais comuns em nossos trabalhos pastorais?

– Como temos acolhido as famílias em situações dolorosas, conflitantes, especiais? E em nossa própria família?

– Como nossa participação na comunidade tem contribuído para nosso desempenho pastoral a favor das famílias? E em relação a nossa própria missão de pais?

– De que maneira temos contribuído para a formação e crescimento espiritual de cada pessoa das famílias que buscam nosso convívio, nossa paróquia e nosso relacionamento pessoal? Crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, namorados, noivos, recém-casados, casados, viúvos, solteiros, e os chamados casos especiais, Famílias incompletas e de 2ª União?

– De que sentimos falta ou necessidade para melhorar nosso desempenho pastoral? E nossa própria convivência familiar?

– O que podemos fazer para melhorar a convivência, o relacionamento e o desempenho das diversas tarefas da e na família?

Motivá-los à troca, manter clima de diálogo fraterno, evitar comentários e julgamentos sobre casos familiares. Promover o aspecto relacionado à missão que nos cabe e não a particularidades de eventuais casos que surgem num trabalho comunitário.

3º momento: 30 minutos

Propor que conversem um pouco sobre as atitudes de amor que ajudam a convivência familiar;

– motivá-los citando algumas.

Apresentar o cartaz com o desenho do coração e convidá-los a concluir esse trabalho realizando uma tarefa, orientar:

– no espaço do desenho fora do coração cada um deve escrever pelo menos uma das atitudes que julga importante e fundamental para a convivência familiar;

– acompanhar para que todos o façam.

Em seguida, concluir solicitando que, cada casal, escreva dentro do coração o nome de cada um de seus filhos/as. Sugestão: para ressaltar utilize caneta de cor diferente e o som de uma musica sobre família durante esse momento do exercício.

– solicitar que apreciem o resultado e sugerir se desejam escrever uma frase como resultado da reflexão. Deixá-los à vontade.

4º momento: 10 minutos

Abrir para manifestações.

Encerrar agradecendo a participação de todos.

 

Por Família Missionária

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