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Natal: noite de bênção

Natal: noite de bênção

20111219141238A palavra Natal tem origem no latim “nativitas”, e significa nascimento. Os anglo-saxões usam o termo “christmas”, que traduzido é “missa de Cristo”. Por sua vez, as línguas germânicas dizem “Weihnacht”, que quer dizer “noite de bênção”. Definitivamente, Natal não rima com comércio. 

Os teus pais, quando tinham a tua idade, gostavam de fazer o presépio para representar o nascimento de Jesus. E celebravam este acontecimento na Igreja.

Também acreditavam na figura lendária do Pai Natal. Punham umas meias na chaminé e esperavam que trouxesse os presentes. Mas só recebiam prendas se se portassem bem (era o que lhes diziam os pais deles, teus avós). Antes da meia-noite, iam dormir, para não ver o Pai Natal e, logo de manhã, corriam para ver o que receberam.

Passaram-se anos. Hoje não acreditamos no imaginário Pai Natal. Ele aparece em qualquer supermercado, em qualquer rua, até na tua festa com os amigos, tão de carne e osso como qualquer empregado de uma loja ou qualquer familiar teu.

Isso tem vantagens. Já não precisas de escrever uma carta ao Pai Natal e ficar na expectativa do que recebes. Podes falar directamente com os teus pais. E, nesta conversa, até verás que não é preciso elaborar uma lista interminável de presentes. Porventura, é suficiente uma só prenda, aquela de que mais precisas.

Por outro lado, muita gente lamenta que convertemos o Natal num negócio, e que esquecemos o protagonista da festa, o Menino Jesus, e a mensagem que Ele trouxe.

Pedidos de Natal
Eu já não escrevo cartas, SMS, nem «e-mails». Faço os meus pedidos de Natal com o coração. Chegam mais rápido e com toda a segurança ao destinatário: Jesus. E peço-lhe aqueles bens indispensáveis: carinho, compreensão, ajuda fraterna, saúde, trabalho para todos… Rogo-lhe que ajude as pessoas a serem cada vez melhores amigos, companheiros, esposos, filhos, empregados, patrões, políticos… E intercedo por quem sofre, é pobre ou vive outros dramas, para que a vida deles renasça.

Depois, as prendas que entrego aos amigos, familiares e, até, a desconhecidos querem significar que penso neles, todos os dias. Com um presente, quero dizer que estou presente. E creio que ao dar algo que é útil, por simples que seja, exprimo a minha disponibilidade para escutar as preocupações, comungar as alegrias e dar uma mão quando for preciso.

Não é moda nem teatro
Fazer o presépio não é um costume, nem está fora de moda. É uma festa, uma celebração. Quando faço o meu e vejo os das outras pessoas, tento imaginar São Francisco de Assis, quando em 1223 teve a ideia de reproduzir ao vivo o nascimento de Jesus. Percebo que o que lhe deu mais satisfação não foi construir o pesebre, mas sim reunir as pessoas, para retratar aquele acontecimento. As pessoas assumiram o que estavam a fazer. Não era teatro. Estavam a lembrar, a festejar, a comemorar o acontecimento mais importante da história da humanidade: Deus fez-se pessoa e, nascendo numa família, fez da humanidade família de Deus.

A reprodução do nascimento de Jesus popularizou-se rapidamente por todo o mundo, ao vivo ou com imagens. E o Natal deu origem a muitas tradições.

Por todo o mundo, as casas e as ruas são decoradas com luzes e enfeites e soam músicas da época. Nas igrejas, adoptou-se a coroa de Advento, com quatro velas, que se vão acendendo nos quatro domingos até o Natal. Esta tradição nasceu na Alemanha. Em casa, as pessoas preparam o presépio e/ou a árvore de Natal. Junto deles colocam os presentes, que distribuem na ceia do dia 24.

Nos países ocidentais, a ceia de Natal tem pratos gostosos, que variam de país para país: os Portugueses comem bacalhau, os Espanhóis servem peru, os Italianos apresentam cabrito, os Suecos ceiam porco, por exemplo. Também há doces típicos: bolo-rei, «torrón», «panetone», a «casa de bolacha de gengibre»…

À meia-noite do dia 24, celebra-se a missa do galo. Na Suécia é costume enterrar-se, no dia 25 de Dezembro, uma semente de cevada. Se germina, o que não é nada fácil por causa da neve, é prenúncio de boas colheitas.

Na América do Sul, na semana antes do Natal, celebram-se as «posadas». Trata-se de lembrar o que aconteceu a São José e a Maria, quando andaram de porta em porta a pedir guarida. Fazem-se cânticos, orações, as crianças rompem a «piñata» (uma enorme estrela, suspensa, recheada de guloseimas) e termina-se com uma refeição.

Em África, o que mais marca o Natal é a sonoridade dos cantos e o colorido das roupas. É uma autêntica festa.

Na Ásia, os cristãos celebram o Natal em família. Nas Igrejas faz-se a representação ao vivo do presépio.

Do Pai Natal a São Nicolau
Está na hora de recuperar o espírito do Natal. Natal rima com fundamental, e o fundamental é Jesus. Também é tempo de resgatar a figura de São Nicolau, que o comércio transformou em Pai Natal. São Nicolau foi um bispo santo, que se preocupava com os pobres (crianças, em especial), e se notabilizou pela caridade.

Por: JORGE FERREIRA , revista Audácia

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