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Natividade de Maria

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Os católicos comemoram, desde o século VI, o dia do Nascimento da Virgem Maria, exatamente nove meses após o dia da Imaculada Conceição. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

São João Damasceno, Padre e Doutor da Igreja do século VII, fez uma homilia em homenagem à Natividade de Maria que entrou para a Teologia Católica como um dos documentos mais importantes para que entendamos o papel de Nossa Senhora na salvação da humanidade. Ele escreveu:

    “Ó felizes vísceras de Joaquim, das quais proveio uma descendência absolutamente sem mancha! Ó seio glorioso de Ana, no qual pouco a pouco foi crescendo e desenvolvendo uma menina completamente pura, e, depois que esteve formada, foi dada à luz!
Hoje toma seu caminho aquela que é a divina porta da virgindade. Dela e por meio dela, Deus, que está acima de tudo que existe, faz-Se presente no mundo corporalmente.”

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

Entretanto, os Santos e outros notáveis autores, de diversas maneiras, exprimiram a ideia de que Maria foi santa desde o primeiro instante de sua vida. Em um de seus arrebatadores sermões dedicados a Nossa Senhora, São Tomás de Villanueva ensina: “Era necessário que a Mãe de Deus fosse também puríssima, sem mancha, sem pecado. E assim não apenas quando donzela, mas em menina foi santíssima, e santíssima no seio de sua mãe, e santíssima em sua concepção. Pois não convinha que o santuário de Deus, a mansão da Sabedoria, o relicário do Espírito Santo, a urna do maná celestial, tivesse em si a menor mácula. Pelo que, antes de receber aquela alma santíssima, foi completamente purificada a carne até do resíduo de toda mancha, e assim, ao ser infundida a alma, não herdou nem contraiu pela carne mancha alguma de pecado, como está escrito: “Fixou sua habitação na paz” (Sl. LXXV, 3). Quer dizer, a mansão da divina Sabedoria foi construída sem a inclinação para o pecado.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.

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