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O Batismo de Jesus e o Batismo de crianças

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008-FOTOS-DO-BATIZADO-DE-MARIA-CLARA-FOTOS-DE-CRIANCA-BATIZADO-RAFAEL-BENEVIDES1O Batismo de Jesus

Na Bíblia lemos que Jesus também foi batizado. Os Evangelistas mostram assim a missão de Jesus. Lembram os textos do Antigo Testamento(Cf.Is 42) e vêem no Batismo de Jesus a realização dessas profecias. Jesus é aquele servo de Javé que vai servir até a morte.

O verdadeiro Batismo de Jesus é a sua morte, doação total ao Pai e aos homens. Assim deve ser para nós o Batismo: sinal do Batismo final, a nossa morte. Sinal da nossa missão: servir até o fim. O Batismo é o início; a morte a consumação.

Como no batismo de Jesus, também no batismo cristão ouvimos a voz que nos diz: “Tu és meu filho”. Neste sacramento recebemos o Espírito que nos permite invocar a Deus como Pai. E o novo nascimento da graça. Todo esforço moral do batizado e sua generosa resposta se situam no interior e como fruto da graça batismal. A oração do cristão será o “Pai nosso”, como seu batismo de cada dia.

A celebração batismal proclama simbolicamente que Deus, por amor, liberta, purifica e dá a vida.

Em função do reino

O Batismo em “nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” quer dizer: Deus é comunidade de pessoas que se constituem por uma relação de amor. O batismo significa o compromisso de viver as relações com os outros num amor solidário. O batizado é chamado a viver a solidariedade sem fronteiras, superando toda mentalidade sectária.

O batismo supõe conversão. A renúncia batismal implica uma prática de ruptura contra essa mentalidade mundana que discrimina e mata, criando divisão entre os homens. O batizado se compromete construir relações de fraternidade, ser sinal do Reino.

Batismo de crianças

Sendo o Batismo uma opção adulta, tem sentido batizar as crianças?

Assim como uma criança nasce numa família e é educada por seus pais, que lhe transmitem os valores da vida que eles mesmos vivem, assim também a criança que é batizada. Entra numa família, a Igreja, que a aceita com carinho. Ela pode viver e crescer dentro dessa família. Vai aprendendo os valores que essa família vive. Vai conhecer Cristo, sua vida e suas exigências. Aos poucos, vai crescendo a sua opção por ele. Vai assumindo sua responsabilidade na Igreja.

O batismo das crianças é tradição antiga na Igreja e generalizou-se no século V. Os teólogos já discutiram muito sobre a conveniência de batizar as crianças. Em princípio, e teoricamente, é possível porque o amor de Deus nos precede, nos acompanha e se nos oferece gratuitamente. Um amor que se atualiza e toma corpo na Igreja – “comunhão dos santos” – em cuja fé são batizadas as crianças.

E que pensar do perdão do pecado? Criança não têm pecado pessoal, não é capaz e não tem necessidade de conversão.

Mas a criança entra numa sociedade de homens, onde o pecado já afetou pessoas e estruturas, onde o pecado é como que “institucionalizado”. A criança entra num mundo de ódio, corrupção, guerras, concorrência, materialismo, consumo, injustiças. As crianças que chegam e entram em nossa história participam dos valores da humanidade, mas sofrem também essa cicatriz ou deteriorização que desfigura as relações entre os homens. Este mal no mundo, causado pelo pecado, se chama “pecado original”. Não é um pecado pessoal, mas, como membro desta humanidade, mergulhada no pecado, a criança está sujeita à sua força. A criança ainda não pode dizer, como adulto: “Quero renunciar às forças do mal, quero seguir os passos de Cristo”. Seus pais e padrinhos dizem isto por ela e, com isto, assumem a obrigação de ajudar a criança a vencer, de fato, o mal na sua vida, de lutar com ela contra a força do pecado e de mostrar-lhe o caminho do bem.

Esta luta não será fácil. E assim como a culpa é coletiva, também a luta contra o mal deve ser coletiva ou “comunitária”. Isoladamente, o homem é fraco.

Mais tarde, quando a criança se toma adulta, vai confirmar, ou não, a opção assumida em seu nome por seus pais e padrinhos. Pois o Batismo não pode ser algo imposto por outros, mas deve ser uma opção livre e consciente.

Por: Lucimara Trevizan

 

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