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O que a Ascensão nos ensina sobre nossos corpos

O que a Ascensão nos ensina sobre nossos corpos

Antes de sua paixão, morte e ressurreição, Jesus explicou aos apóstolos que seria melhor que ele se afastasse deles, e que o Espírito Santo lhes fosse enviado, para guiá-los desta vida para a próxima. Em sua grande oração sacerdotal de João 17, ele ora ao nosso Pai Celestial: “glorifica o seu filho”.

O que isso significa e o que isso tem a ver com a Ascensão? Pensamos em “glória” como uma espécie de grandiosa e invejável fama. Mas no grego do Novo Testamento, glória é “doxa” – uma espécie de “resplendor”, uma revelação esclarecedora. Ao ler o Evangelho de João no latim de São Jerônimo, o verbo “glorificar” pode-se traduzir como “clarificar”. É uma grande ajuda para entender a oração de Jesus em João 17 e uma grande ajuda para entender a importância da Ascensão.

A clareza está intimamente relacionada à humildade, quando a humildade é entendida como se dizendo a verdade – a verdade vergonhosa sobre nós mesmos e a maravilhosa verdade sobre Deus. Na verdade, estamos caídos, somos pecadores; verdadeiramente Deus é todo-santo; e mais maravilhosamente é verdade: Deus é misericordioso e deseja firmemente nos salvar de nossos pecados.

Como podemos “clarificar” essas verdades, para que possam brilhar, iluminando a pecaminosidade humana e a santidade divina?

Se você quer saber como os humanos são realmente, olhe para Cristo crucificado. Imagine-nos jogando aquele corpo quebrado aos pés de Deus e gritando: “Isto é o que pensamos do seu filho! Isto é o que pensamos da natureza e graça e amor e carne humana!” Então imagine nosso Pai Celestial levantando Cristo Ressuscitado, declarando:“ Isto é o que eu penso do meu filho! E isso é o que eu penso da carne humana! E isso é o que eu penso da natureza, graça e da minha aliança com você!” Se pudermos ver isso, então as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar.

Deus ama tanto suas criaturas humanas que escolhe nos salvar do pecado a um custo terrível para si mesmo, e salva toda a pessoa humana, corpo e alma, através da paixão, morte e ressurreição de seu Cristo. É por isso que faz sentido para a carne feita Palavra transcender os limites deste mundo, para que a humanidade unida à divindade possa estar agora eternamente presente diante do trono de Deus.

E uma vez que vemos isso, podemos ver que falar da Ascensão requer que falemos no mesmo sopro da Assunção de Maria. Maria é a criatura perfeita, feita à imagem e semelhança de Deus, cheia de graça, cooperando plenamente com o Espírito Santo. Maria assunta ao Céu representa aquilo que uma pessoa humana se torna ao cooperar com a obra salvadora da Palavra do Pai encarnada. Maria assunta ao Céu ilustra o que as criaturas humanas devem parecer na próxima vida se vivermos bem essa vida.

A Ascensão de Jesus é um lembrete indiscutível de que esta vida terrena, este “vale de lágrimas”, não é nosso verdadeiro lar, não tem uma reivindicação final sobre nós, e não pode merecer nossa obediência nem recompensar nossa lealdade. Nós somos feitos para mais, muito mais, do que este mundo que passa pode nos dar! Infelizmente, parece que mal podemos acreditar na glória que Deus deseja compartilhar conosco. C.S Lewis lamenta:

Parece que Nosso Senhor acha nossos desejos não muito fortes, mas muito fracos. Somos criaturas insensíveis, brincando com bebida, sexo e ambição, quando infinita alegria nos é oferecida.

O que, então, devemos fazer? Faríamos bem em recordar as palavras do Angelus: “Rogai por nós, ó Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

Nosso Senhor assegurou aos apóstolos e a nós que Ele estava à nossa frente, rumo ao nosso verdadeiro lar, para preparar um lugar para nós. Ele nos prometeu que seria melhor para nós se ele fosse à frente de nós por um tempo. Enquanto isso, não ficamos órfãos. Pelo contrário, somos providos, equipados para lutar e triunfar pela unção do Espírito Santo. Pelo amor de Deus, possamos viver uma vida digna de nosso chamado!

Via Aleteia

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