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Santos: intercessores e exemplos de vida

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O mês de junho foi marcado pelas tradicionais festas juninas, num misto de religiosidade e cultura popular, homenageando três grandes santos que fazem parte da devoção do nosso povo: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Além desses santos, há muitos outros que estão vivos na fé do nosso povo. Mas qual a importância deles?

Os santos são a realização plena de nossa vocação de seguidores de Cristo. Percebemos que neles se realizaram os ideais cristãos de maneira exemplar. Os testemunhos que nos deixaram são, realmente, uma força que move a todos nós. Observando seus exemplos, nós nos sentimos estimulados a assumir um caminho de fé e fraternidade, assim como eles fizeram, com o mesmo empenho e paixão.

O fato de terem conseguido responder tão bem ao chamado de Deus para a santidade provoca em nós uma reação de júbilo e festa. Essa alegria se expressa na comemoração de suas festas litúrgicas, muitas vezes marcada por tríduos, novenas, procissões e festivas celebrações.

Essa é uma característica presente em nossa fé católica, como de filhos que se regozijam por se sentirem amados pelo Pai do céu e, ao mesmo tempo, por terem irmãos tão especiais e queridos no céu.

Os santos nos mostram que, apesar de nossos defeitos e fraquezas, existe a possibilidade de praticar uma vida de amor intenso a Deus e de amor-doação ao próximo. Eles são evidência de que o Evangelho está ao nosso alcance, como opção possível e gratificante para todos!

À medida que são conhecidos e amados, os santos podem servir de apoio em nosso caminho de vida cristã. Não se trata de repetir a mesma experiência que eles fizeram, pois na verdade cada um tem a própria trajetória em um contexto histórico diferenciado. Mas o modo de assumir a existência, seguindo as inspirações do Espírito Santo de Deus e tornando-se discípulo-missionário de Jesus Cristo, é algo a ser imitado.

Trata-se de assimilar a intensidade do amor a Deus e ao próximo, que eles vivenciaram. Dessa forma, quando alguém é devoto de um santo, assume um “devotamento”, isto é, o propósito de conhecer e inspirar-se em alguém que deixou uma marca profunda na comunidade cristã. Os santos viveram o seguimento a Cristo. Tomando em consideração o “jeito” deles, podemos desencadear em nós um processo de aprofundamento da fé: os santos tornam-se, assim, inspiração de nossa caminhada!

Olhando para o mundo de hoje, percebe-se que Deus está um tanto esquecido, Ele não é mais uma evidência vital para as pessoas e as famílias. Nesse contexto, a lembrança dos santos nos traz uma luz. Se eles vivessem hoje, convidariam as pessoas a ouvir a Palavra de Deus, insistiriam para que fosse assumida a vida cristã como convite forte de Deus que implica a fé em Jesus Cristo e adesão coerente ao Evangelho.

Se vivessem hoje, a intervenção dos santos seria no sentido de levar as pessoas a sentir-se amadas por Deus e a colocar nele a esperança. Evidentemente, essa fé, como resposta, supõe também uma mudança concreta de vida, pois “a fé sem obras é morta.”

Olhemos para nossos santos. Imploremos sua proteção e intercessão junto de Deus. Mas principalmente procuremos imitar suas virtudes para que possamos dizer sim ao chamado de Deus que nos convida a viver a vocação à santidade. E, assim como eles, vençamos os obstáculos desta vida e cheguemos Pátria Celeste onde, junto com nossos santos, possamos ver a glória de Deus e contemplar a sua face, realizando plenamente nossa vocação de seguidores de Cristo.

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