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Sobre a formação inicial de catequistas

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O pedido por formação de catequistas é o grande grito das coordenações de catequese e catequistas. Verifica-se uma grande sede de formação. Mas, constata-se também que a formação oferecida por paróquias é fragmentada, não se pensa um processo formativo. Os temas propostos são “soltos”. É bom ter temas de atualização, mas é preciso pensar um projeto de formação de catequistas que contemple os diferentes níveis de formação.

Espanta o alto índice de rotatividade dos catequistas. Muitos desistem porque não foram orientados suficientemente para a missão que assumiram. O desânimo aparece diante de pequenos desafios. Outros descobrem que não possuem vocação, isso já desempenhando o trabalho catequético com crianças ou jovens e adultos.

Há dois anos a comissão bíblico-catequética do Regional Leste 2 realizou uma pesquisa e constatou que 70% das paróquias do Estado de Minas e Espírito Santo não oferecem formação inicial para os novos catequistas. Na análise feita, essa é a grande causa da rotatividade de catequistas.

A formação de catequistas é processo de travessia, de deixar de ser de um jeito para ir se fazendo melhor como pessoa, como cristão e como catequista. E ser catequista é um peregrinar, estar sempre em busca, querer ir além.

É muito importante a formação inicial que uma paróquia e comunidade precisa oferecer ao novo catequista. Ela é um processo de encantamento inicial pela missão de catequista, tão importante para nos sustentar na caminhada.

Alguns objetivos da formação inicial de novos catequistas:

– “Abrir o apetite” para a missão de ser educador da fé;

– Descobrir a beleza de ser catequista e a catequese como caminho onde se experimenta Deus;

– Proporcionar uma iniciação do novo catequista ao seguimento de Jesus;

– Orientar sobre o uso da Bíblia na catequese;

– Oferecer orientações metodológicas concretas sobre o “Encontro de Catequese”, para que consiga realizar encontros catequéticos mais vivenciais, orantes, celebrativos, criativos.

– Conhecer as principais características dos catequizandos nas diferentes idades.

– Orientar sobre o conteúdo da catequese com crianças, jovens e adultos.

Outras indicações importantes sobre a formação inicial do catequista:

– É imprescindível e muito importante a formação inicial dos catequistas. A paróquia precisa assumir e investir nesta formação. Disso depende o futuro da catequese e a chance de envolver novas pessoas na catequese.

– A coordenação paroquial de catequese e o pároco são os responsáveis por essa formação. Se houver dificuldade, é possível organizar essa formação em conjunto com outras paróquias.

– Pensar em como convidar novos catequistas. Pedir ajuda e indicação ao grupo de catequistas, ao padre, ao conselho de pastoral. Fazer o convite pessoalmente.

– A formação pode ser feita: encontros semanais (durante quatro meses), encontros de dia inteiro (uma vez por mês ao longo do ano) e outras modalidades de acordo com a possibilidade local.

– Valorizar cada catequista iniciante, acolher com ternura e carinho, assumindo suas situações vida (sofrimentos, fragilidades, medos, conquistas, alegrias).

– Levar em conta as imagens de Deus que o catequista traz e ajudar a descobrir o Deus de Jesus Cristo.

– Cuidar dos momentos orantes em cada encontro e da metodologia, zelando para que a formação não se reduza a aulas.

– Proporcionar momentos de lazer, de convivência, de festa.

– Envolver a comunidade nesse processo, pedindo ajuda, orações.

– Convidar catequistas mais experientes para acompanhar como “padrinhos/madrinhas” um pequeno grupo de novos catequistas. Ao longo da formação, será importante a escuta, a partilha, a animação, o testemunho.

O Papa Francisco ao visitar uma paróquia de Roma (em 12.03.2017), fez um agradecimento aos catequistas: «O que seria a Igreja sem vós? Vós sois pilares na vida de uma paróquia, na vida de uma diocese. Não se pode conceber uma diocese, uma paróquia, sem catequistas. E isto desde os primeiros tempos, desde o tempo após a ressurreição de Jesus: havia as mulheres que ajudavam os amigos e faziam de catequistas. É uma vocação belíssima. É uma vocação belíssima. Não é fácil ser catequista, porque o catequista não só deve ensinar “coisas”, deve ensinar atitudes, deve ensinar valores, muitas coisas, como se vive. É um trabalho difícil. Agradeço-vos muito, catequistas, pelo vosso trabalho. Muito obrigado. Obrigado».

(no próximo artigo faremos indicações do conteúdo da formação inicial do catequista)

Por Lucimara Trevizan – Comissão Bíblico-Catequética do Regional Leste 2 (Via Catequese Hoje)

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