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Vamos falar sobre a catequese inclusiva?

Vamos falar sobre a catequese inclusiva?

COMO ACOLHER NOSSO CATEQUIZANDO E FAVORECER SUA INTERAÇÃO COM O GRUPO E COM A COMUNIDADE?

* Ser natural; cumprimentá-lo de maneira normal e respeitosa, dando-lhe atenção e tentando manter o diálogo tanto quanto possível;
* Lembrar que não se trata de doença, mas uma condição, não é contagiosa;
* Evitar a superproteção: tratá-lo como criança enquanto criança; e quando adulto, tratá-lo como tal;
* Deixar que o catequizando faça sozinho tudo o que puder, ajudá-lo quando realmente for necessário;
* Enaltecer, nunca subestimar suas capacidades;
* Ter firmeza de atitudes, tratando-o como os demais; estabelecer limites de forma positiva;
* Adaptar conteúdos, tarefas, materiais;
* Envolver os colegas como “tutores” para auxiliarem nas tarefas, locomoção / transporte  promove a sensibilização dos demais catequizandos quanto às necessidades do companheiro e favorece a socialização;
* Atenção quanto às barreiras arquitetônicas (ex: pisos escorregadios, escadas, desníveis). Devem-se oferecer espaços adaptados que permitam livre acesso e mobilidade aos catequizandos com dificuldades motoras: como rampa/elevador, piso antiderrapante sem desníveis, mobiliário adaptado (na sala, Igreja e sanitário), respeito à diversidade, ao direito de ir e vir.

JUSTIFICATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CATEQUESE ESPECIAL:

*Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos” (Mt 11, 25).
*Vinde a mim , vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei, tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e acharei o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11, 28-30).
* “No Senhor qualquer limite humano é resgatado e redimido. Graças a Ele, a deficiência não é a última palavra da vida. O amor é a última palavra e dá sentido à vida” (João Paulo II, 2000).
* A catequese é educação para a vivência na fé (Formação Básica para Catequistas Iniciantes).
* A Catequese Especial cumpre o processo de desenvolvimento e entrosamento dos irmãos especiais na comunidade, tendo como direcionamento as Palavras de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).
* Todos somos FILHOS DE DEUS, portanto temos o direito de conhecer e experimentar o seu amor: “Tomai e comei todos vós, este é o meu Corpo que é dado por vós” (Mt 26, 26-27). Todos somos convidados a participar da CEIA DO SENHOR, portanto, somos todos iguais perante DEUS.

OBJETIVOS DA CATEQUESE ESPECIAL:

* Promover a integração e a participação dos catequizandos na comunidade em que vivem;
* Oportunizar ao catequizando vivenciar o amor de Deus por meio do respeito ao próximo, da união e da participação na Missa e festas litúrgicas da Igreja;
* Despertar os catequizandos para a oração e a caridade, estimulando-os a comunicar-se com Deus cada qual de seu modo;
* Proporcionar aos catequizandos a Graça de conhecerem a Palavra de Deus e receberem os Sacramentos para seu crescimento espiritual;
* Evangelizar os pais dos catequizandos e conscientizá-los da importância de sua participação nas Missas e em casa com as orações, leitura da Palavra de Deus e tarefas, acompanhando e dando exemplo aos filhos.

METODOLOGIA

A catequese não pode ser confundida com “decoreba de doutrina e mera recepção de sacramentos”. Ela faz parte da ação educadora da Igreja.
O termo catequese no Novo Testamento significa dar instrução a respeito da vida na Fé  fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus  (Formação Básica para Catequistas Iniciantes).

* Métodos usados na Catequese (Formação Básica para Catequistas Iniciantes):
1- Doutrinário  “decoreba” conhecimento teórico da Fé. Preocupação com o nível intelectual, o conhecimento.
2- Empirista  experiências pessoais. O mais importante é a maneira da pessoa viver, sem embasamento teológico doutrinal.
3- Interação Fé e vida  equilíbrio entre o saber e o viver. Ligação entre catequese, família e comunidade, criando um espírito de Fé e compromisso com a vida cristã concreta no mundo atual  empregado também na Catequese Especial.

A Catequese especial procura seguir uma metodologia na qual os encontros são transmitidos numa linguagem simples, com exemplos práticos por eles vivenciados de acordo com a “pedagogia de Jesus”: Ele conhecia a realidade, a tradição das pessoas e era sensível a essa realidade.

Aspectos metodológicos que favorecem a aprendizagem do catequizando:

1- Enfocar os objetivos que realmente se quer ensinar;
2- Criar situações de aprendizagem positivas e significativas.
3- Devido à dificuldade na aquisição de conceitos abstratos e generalização/transferências de comportamentos para situações novas, é preferível que a aprendizagem ocorra em ambientes e situações o mais variados, naturais e concretos possível.
4- Dividir tarefas em partes, ou conteúdos mais simples, buscando o sucesso e a motivação;
5- Correlação com a prática, experiência diária;
6- Dar importância às competências sociais: Iniciativa e respostas de interação, boa postura e apresentação, otimismo, empatia, comunicação, comportamentos adequados em diferentes situações.
7- Para favorecer a compreensão, alguns conteúdos podem ser desenvolvidos através de dramatização com os catequizandos e/ou com fantoches, por exemplo: algumas parábolas e alguns Sacramentos (Batismo, Crisma, Confissão, Eucaristia e Matrimônio);
8- Alguns ensinamentos são transmitidos através de ensaios, repetição de gestos, treinamento (principalmente o sinal da Cruz e a atitude de oração/reflexão; ensaio da recepção da Eucaristia; da confissão);
9- Outros conteúdos podem envolver histórias/parábolas que ilustrem a mensagem a ser transmitida;
10- Quando possível, os cânticos são escolhidos de acordo com o tema trabalhado, favorecendo a assimilação (é interessante contextualizar o cântico explicando a mensagem contida nele e repetir algumas vezes para que aprendam a letra/refrão);
11- Sempre que possível, o (a) catequista leva os catequizandos na presença de Jesus Eucarístico no Sacrário para rezarem (estimular a oração espontânea e o louvor);
12- Participar da Santa Missa juntos. Combinar ao menos um domingo por mês.  A participação do grupo reunido com o catequista na Santa Missa é de grande valor para orientar os catequizandos quanto às partes da celebração e em relação à participação, atenção e atitude de respeito, de forma a estimular sua comunhão com Jesus e os irmãos;
13- Materiais ilustrativos como: Fotografias da família, figuras, cartazes, situação/material concreto (vela, suco de uva, pão, terço, Bíblia; levar os catequizandos a locais que tenham relação com o tema);
14- Atividades diversificadas em papel  substituir atividades escritas por desenhos livres sobre o que o catequizando entendeu, pinturas de desenhos fornecidos pelo catequista, colagem de figuras que tenham relação com o tema.
15- Material reproduzido por fotocópia para as tarefas, orações e trechos Bíblicos de modo a envolver os pais na orientação de seus filhos em casa;
16- Leitura da Palavra de Deus  ler trechos curtos sobre o conteúdo (diretamente da Bíblia), explicando que não é o catequista que está dizendo, mas o próprio Cristo;
17- Falar de forma simples sobre a mensagem da leitura. O catequizando pode ser estimulado a ler, mesmo que não saiba (ele imitará a atitude de leitura e poderá verbalizar o que entendeu do conteúdo);

Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado sua vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 10-11).

* É perigoso e prejudicial para toda a ação catequética, o método tomar o lugar da evangelização (Formação Básica para Catequistas Iniciantes);
* Os pais devem ser aliados do (a) catequista, favorecendo o conhecimento dos hábitos, interesses dos filhos e a melhor forma de se comunicar com os mesmos, contribuindo, assim, para sua evangelização.

AVALIAÇÃO: Os catequizandos não são avaliados pelo “conhecimento” do conteúdo teórico, mas por:
1) Seu comportamento/atitude em relação à Santa Missa e à oração;
2) Sua participação e envolvimento nos encontros catequéticos;
3) Seu interesse, testemunho de vida (relatos dos pais) e desejo em receber Jesus na Eucaristia e/ou o Sacramento do Crisma.
“PORQUE É GRATUITAMENTE QUE FOSTES SALVOS MEDIANTE A FÉ. ISTO NÃO PROVÉM DE VOSSOS MÉRITOS, MAS É PURO DOM DE DEUS” (Ef 2, 8).
“O VENTO SOPRA ONDE QUER; OUVE-LHES O RUÍDO, MAS NÃO SABES DONDE VEM, NEM PARA ONDE VAI. ASSIM ACONTECE COM AQUELE QUE NASCEU DO ESPÍRITO”(Jo 3, 8).

A TODOS OS CATEQUISTAS

“… a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de DEUS foi derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado” (Rom 5, 3-5).

Via Catequistas em formação

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