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Acompanhamento com os pais na Catequese?

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Você já parou para pensar como, no início da Igreja, a evangelização acontecia, uma vez que, não existia uma estrutura pastoral e nem a comunicação como nos dias de hoje?

Os cristãos se reuniam nas casas e naquele ambiente doméstico, os discípulos proclamavam o Evangelho a todos. No coração deles havia um desejo enorme de anunciar a experiência vivida. Depois desse anúncio aquela família era transformada e passava a transmitir aos seus a vida de Jesus e os valores cristãos. Ensinamentos passados de geração em geração, principalmente, pela força do testemunho.

Hoje não pode ser diferente. No n. 2252 do Catecismo da Igreja Católica temos a seguinte afirmação: “os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes”. E o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Amoris Laetitia ressalta que apesar da complexidade do mundo atual e de uma rotina frenética “a família deve continuar a ser lugar onde se ensina a perceber as razões e a beleza da fé, a rezar e a servir o próximo” (AL, 287).

Os pais têm grande influência na vida dos filhos, por isso, a participação dos mesmos na catequese é de suma importância. É, primeiramente, pelo testemunho dos pais que os filhos começarão a perceber o valor dos ensinamentos cristãos.

Sendo assim, o catequista precisa colocar no seu planejamento o acompanhamento com os pais dos catequizandos. Sabemos que nem sempre essa é uma tarefa fácil, pois, muitos pais atribuem, exclusivamente, ao catequista a “obrigação” de catequizar; mas não é uma missão impossível.

Não existem fórmulas prontas, porém, há caminhos que podemos traçar:

  • Não inicie a catequese sem antes realizar um encontro com os pais. Não só para apresentações pessoais, mas aproveite esse momento para falar da importância da união entre Família e Igreja, não como cobrança, mas conscientizando de que todos somos “pedras vivas” na construção do Reino de Deus;
  • Muitos pais podem estar afastados dos Sacramentos há muito tempo. Promova encontros de espiritualidade (orações, partilha da Palavra, celebrações…). Não só com os pais, mas junto com os filhos também;
  • Convide as famílias dos catequisandos para participar junto com a criança do ofertório nas missas;
  • Aproveite as festividades da comunidade e promova a participação dos pais em gincanas, brincadeiras, ajudar nas barraquinhas… Enfim, faça-os se sentirem parte da comunidade;
  • Convide-os para ajudar nos retiros e encontros da catequese. Essa ajuda pode ser uma ambientação, acolhida e até mesmo em um momento do retiro/encontro;
  • Proponha atividades catequéticas em família;
  • Conheça a família dos catequizandos. Quando se conhece fica mais fácil saber como aproximar, como ajudar. Muitas vezes há um julgamento sobre a não participação da família na catequese. Porém, não podemos esquecer que a sociedade mudou e essa mudança afeta diretamente a família que acaba tendo dificuldades em responder aos novos desafios, principalmente, relacionados à fé, por não conseguirem, nessa “nova sociedade”, se encontrarem como família cristã.

Valorize, motive a família, isso é fundamental!

Crie vínculos. Quanto mais próximos dos pais, maior a chance deles estarem juntos nesse processo contínuo de amadurecimento da fé dos filhos.

Catequista, a Igreja acredita na família, acredite também! Esteja em sintonia com o que ela propõe hoje para a catequese, em especial a catequese familiar. De acordo com a realidade da sua diocese, paróquia ou comunidade busque materiais e apoio. Você não está sozinho. Os responsáveis pela catequese não é somente o catequista, mas toda a comunidade incluindo os agentes pastorais e padres. E, acima de tudo, confie seu trabalho ao Espírito Santo, é Ele quem vai te impulsionar e tocar os corações das famílias.

Encerro parafraseando um grande santo da Igreja Católica (Dom Bosco): “O trabalho não vai ser fácil, mas vai valer à pena.”

Por Luciana Francioli

Luciana Francioli Vacari, natural de Lorena/SP. Psicopedagoga, Catequista. Apaixonada por livros, escrita, pela vida e pelo que faz. Ex aluna Salesiana, no que muito contribuiu em sua formação. Iniciou os trabalhos pastorais no Oratório Salesiano ainda criança, onde teve suas primeiras formações para catequista. Participou de missões e expedições missionárias com os Salesianos de Dom Bosco e o Setor Juventude da Diocese de Lorena, no qual atua até hoje com a promoção dos trabalhos com a juventude da Igreja Particular de Lorena. Atua em sua área na Obra social Redentorista atendendo famílias em situação de vulnerabilidade social. É catequista na Paroquia Nossa Senhora Aparecida no bairro Industrial -Lorena/SP e faz parte da comissão do Setor Juventude da Diocese de Lorena.

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