Bíblia – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 16 Oct 2024 23:04:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Bíblia – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Os Livros Históricos https://soucatequista.com.br/os-livros-historicos/ https://soucatequista.com.br/os-livros-historicos/#respond Wed, 16 Oct 2024 23:04:42 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=87102 Depois do Pentateuco, encontramos na Bíblia os chamados 16 livros Históricos. São eles: Josué, Juízes, Rute, Samuel I e II, Reis I e II, Crônicas I e II, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester e Macabeus I e II.

Josué foi o sucessor de Moisés e o livro trata da instalação dos israelitas na terra de Canaã.

As narrações deste livro não encobrem os costumes cruéis e brutais dos povos antigos, mas tem como objetivo enaltecer o poder de Deus, mais forte que o poder dos inimigos.
Nos dois capítulos finais, Josué, já envelhecido, fala sobre a fidelidade, a confiança e a gratidão às promessas de Deus, e o povo responde: “Nós serviremos ao Senhor, nosso Deus, e obedeceremos a sua voz”.

Porém no livro seguinte, dos Juízes, vemos o quanto o povo foi infiel a este compromisso, mas sempre encontraram a misericórdia divina toda vez que se arrependeram de suas faltas.

O livro de Rute narra a história desta estrangeira, viúva de um judeu. Ela fez de Israel a sua terra para permanecer fiel ao afeto que tinha por sua sogra. Depois de abraçar a fé, casou-se com Booz. De acordo com a lei, ele deveria tomar por mulher a viúva de seu parente mais próximo. Rute é citada como um modelo de piedade e fidelidade e por Deus tê-la escolhido é um sinal que a salvação não é apenas para o povo eleito, mas para todos.

Os dois livros de Samuel relatam um período de cerca de 100 anos e narram a crise da realeza em Israel e o caráter sacro da dinastia de Davi.

Os livros dos Reis trazem a história dos israelitas desde a morte de Davi até a destruição de Jerusalém, com a deportação do povo. Um período que vai do 970 até 587 antes de Cristo.

Nos livros das Crônicas I e II, o autor quer colocar em evidência como Deus usa do governo de reis fiéis para a realização de seus planos e a conservação da Aliança. No ano de 536 a.C. os judeus deportados foram reintegrados na Palestina depois de 70 anos na Babilônia.

Os livros de Esdras e Neemias consistiam em uma só obra e devem ser atribuídos ao mesmo autor das Crônicas. Ele relata a restauração religiosa ocorrida quando Ciro, o rei dos Persas, autorizou o retorno dos judeus deportados à Judeia. Assim que os judeus se retornaram, começaram a reconstrução do Templo.

Os livros de Tobias, Judite e Ester não são meramente históricos. Os autores usaram elementos da história para inserir ensinamentos religiosos.

O livro de Tobias tem uma profunda riqueza religiosa quanto ao amor de Deus, à piedade filial, à perseverança, à misericórdia e à santidade do casamento.

Pela descrição do livro de Judite, vemos que o autor quer demonstrar que a confiança em Deus, manifestada por fiel dedicação ao seu serviço, triunfa sobre as potências terrestres.

O livro de Ester, também de autoria desconhecida, provavelmente relata um período do século 4 antes de Cristo. Na época os judeus viviam dominados e oprimidos por estrangeiros. Neste livro temos o episódio do decreto que determinava a morte dos judeus, frustrado pela intercessão da rainha Ester.

Nos dois livros de Macabeus, o autor fala sobre a edificação religiosa. No primeiro deles é destacada a predileção divina por Israel, a reação dos judeus fiéis contra o poder sírio que ocupava o território e a luta contra o paganismo grego que começava a invadir a comunidade israelita. No segundo livro são apresentados heróis e ações heroicas que testemunham uma fé ardente e viva, que não recua nem mesmo diante do martírio.

Por Mário Scandiuzzi, via Aleteia

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Por que setembro é celebrado a Bíblia? https://soucatequista.com.br/por-que-setembro-e-celebrado-a-biblia/ https://soucatequista.com.br/por-que-setembro-e-celebrado-a-biblia/#respond Fri, 17 Sep 2021 13:06:43 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116704 Igreja no Brasil celebra 50 anos do Mês da Bíblia

Nesta 50ª edição, o Mês da Bíblia no Brasil tem como tema a Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema “todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d)

Começa nesta quarta-feira, 1º de setembro, o Mês da Bíblia, que este ano completa 50 anos de sua realização na Igreja no Brasil. Para dar início à comemoração, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) faz uma programação que inclui missa, leitura orante e mesa redonda.

O Mês da Bíblia surgiu em 1971, na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), por ocasião da celebração do seu cinquentenário. As Irmãs Paulinas, através do Serviço de Animação Bíblica (SAB) deram o primeiro impulso. Depois, a CNBB transformou o mês da Bíblia em uma proposta nacional. Segundo a CNBB, este mês temático tem o objetivo de contribuir para o “desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia na ação evangelizadora da Igreja no Brasil, criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação e facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades”.

Nesta 50ª edição, o Mês da Bíblia no Brasil tem como tema a Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema “todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d). “Pedimos a todas as dioceses, paróquias, comunidades que possam se debruçar no livro escolhido que é a Carta de São Paulo aos Gálatas, como estudo e aprofundamento, e ao mesmo tempo celebrar e agradecer a Deus pelos 50 anos do Mês da Bíblia”, disse ao site da CNBB padre Jânison de Sá, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

A programação de abertura do mês da Bíblia nesta quarta-feira começará com a missa celebrada pelo presidente da CNBB e arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, no santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). A celebração será transmitida por emissoras de inspiração católica e pelo Facebook e Youtube da CNBB.

À tarde, às 17h, o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, conduzirá uma edição especial do programa Leitura Orante, na TV Evangelizar. E, às 20h, será realizada uma mesa redonda com a participação do secretário-geral da CNBB e bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado, o arcebispo de Curitiba, dom José Peruzzo, e presidente da obra Evangelizar é Preciso, padre Reginaldo Manzotti. O evento será transmitido por emissoras de inspiração católica.

Com informações de ACI Digital 

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Catequese e a Palavra https://soucatequista.com.br/catequese-e-a-palavra/ https://soucatequista.com.br/catequese-e-a-palavra/#respond Thu, 16 Sep 2021 09:54:22 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116699 A Igreja vê com grande importância o anúncio da Palavra de Deus e a catequese está em sua essência evangelizadora. Por isso ela sempre se preocupou em formar catequistas para que, com experiência, possam transmitir aos catecúmenos a mensagem do Evangelho.

A Igreja está atenta, sobretudo, na transmissão do Evangelho a esses catecúmenos com o anúncio do querigma, ou seja, por meio da apresentação de Jesus Cristo para que esses tornando-se cristãos permaneçam sempre firmes na fé. O Sacramento do Batismo é o primeiro sacramento que recebemos na nossa vida de fé, é a porta de entrada para os Sacramentos e para a vida na Igreja. Por meio dele somos chamados de “Filhos de Deus”. Ele faz parte do ciclo dos Sacramentos da iniciação cristã, por isso é tão importante a sua preparação, que possui também a finalidade de que aqueles que receberam o Batismo permaneçam firmes na fé para receberem a Eucaristia e a Crisma que significa assumir com maturidade a fé que recebemos no Batismo.

Desse modo, a Igreja se compromete na preparação desses catequistas que devem, de maneira especial, ser fiéis batizados, leigos e leigos, com o mandato de anúncio do Evangelho. Todo batizado, com a vocação universal à santidade, é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo e a levar a Boa Nova do Evangelho a todas as pessoas, cumprindo o que Jesus pediu aos Apóstolos: “Ide por todo mundo e a todos pregai o Evangelho”. A Igreja se preocupa também na formação dos padres para que estes sejam por excelência os catequistas em suas comunidades. Os bispos, como sucessores dos apóstolos, são chamados a levar adiante a propagação da Palavra de Deus e os diáconos que são “ministros da Palavra” são chamados por Deus a levar a sua Palavra aos doentes e marginalizados.

A Palavra de Deus chegou até nós por meio da Palavra revelada por Jesus, que é a Palavra encarnada do Pai, que Deus enviou como revelação do seu amor para conosco.

Através da catequese nos colocamos em comunhão com Jesus Cristo e conhecemos a sua intimidade e a relação de “amor” da Santíssima Trindade. Aprofundamos a nossa comunhão com Ele e desejamos participar dos Sacramentos deixados por Deus. De certa forma fazemos o caminho catecumenal para que possamos entender o porquê estamos nos preparando para receber os Sacramentos. A comunidade paroquial deve ser a semelhança da Santíssima Trindade essa comunhão de “amor” entre os paroquianos.

A formação catequética se dá de maneira diferente em cada cultura, ela deve se adequar ao local, seja o País ou Estado na qual a Igreja está inserida. Deve-se usar dinâmicas para que todos participem e é claro não deve faltar o estudo da Palavra de Deus.

A formação catequética deve ser permanente iniciando na preparação para o Batismo e continuando a vida inteira, passando pela preparação para receber a Eucaristia e a Crisma. A catequese ajuda a aprofundar o conhecimento dos mistérios que estão por detrás dos Sacramentos, sobretudo da celebração eucarística. A catequese ajuda a celebrá-los, vivê-los e entendê-los na nossa vida de fé. Para poder participar vivamente e não como meros expectadores que estão ali sem entender nada.

A catequese nos dá a formação moral nos ensinando a evitar aquilo que desagrada a Deus, optando pelo caminho do bem e não do mal. A catequese nos educa liturgicamente a como se comportar em uma celebração Eucarística e nos prepara para a vida comunitária, participando dos mistérios da Santíssima Trindade junto com os demais membros da comunidade. A catequese nos ajuda a entender a importância da missão na vida da Igreja e nos inspira a preparar também outras pessoas para seguirem Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida.

Jesus Cristo é a Palavra de Deus, na Celebração Eucarística participamos de duas grandes mesas: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia, tendo sempre como centro Jesus Cristo, por isso antes de mais nada a Palavra transmitida pela catequese é cristocêntrica. Os Evangelhos narram a vida de Jesus, por isso estão no centro da mensagem catequética, que é o estudo aprofundado do Evangelho.

A mensagem evangélica sobretudo anuncia a “Salvação” querida por Deus em Jesus Cristo, pois a Palavra de Deus é Palavra de Salvação e aqueles que se encontram caídos e perdidos, por meio da transmissão da Palavra são convidados a se levantar, a se encontrar e fazer parte da missão da Igreja.

Aquilo que está contido na Palavra de Deus é aquilo que a Igreja professa como Fé. Na Palavra de Deus estão contidos os Símbolos apostólicos e os Sacramentos que nos fazem caminhar e acreditar no amor misericordioso de Deus por nós.

Por meio do Catecismo da Igreja Católica os catequistas podem tomar por base o ensinamento da Igreja vindo do Magistério e aquilo que orienta a nossa vida de fé enquanto cristãos. O Catecismo presta um serviço eclesial a Igreja.

Tudo aquilo que aprendemos na catequese levamos para o resto da nossa vida, pois faz surgir no homem as esperanças e os anseios por dias melhores e faz crescer a fé que deve ser sempre alimentada pela Palavra de Deus. Cabe aos catequizandos não guardar para si aquilo que recebem, mas transmitir aos outros. A Palavra de Deus nos torna pessoas melhores e responsáveis pelas nossas coisas e pelas coisas de Deus.

Portanto, a Palavra de Deus e a catequese sempre vão caminhar juntas e tendo fundamentalmente como objetivo ser o alimento para fortalecer todos aqueles que dela necessitam; essa Palavra nos encoraja para a missão, para não deixar nunca que essa palavra “morra”, mas sempre continue viva e eficaz na vida da Igreja.

A catequese e a transmissão da fé são aspectos permanentes na vida da Igreja, e o são para a vida toda; podem começar quando somos crianças ou somente quando já estamos na fase adulta, mas sempre é tempo para optar pelos caminhos de Deus e crescer na fé.

Que Deus auxilie todos os catequistas e catequizandos a continuarem firmes em sua missão de ensinar e aprender dando sempre testemunho de que são propagadores da Palavra de Deus.

Que o novo Diretório para a Catequese, promulgado em 23 de março de 2020, e tornado público pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização no dia 25 de junho de 2020 produza muitos frutos em toda a ação da Igreja que peregrina pelo mundo!

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

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Iniciação Cristã e a Palavra de Deus https://soucatequista.com.br/iniciacao-crista-e-a-palavra-de-deus/ https://soucatequista.com.br/iniciacao-crista-e-a-palavra-de-deus/#respond Wed, 15 Sep 2021 10:50:19 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116694 A importância da Palavra no itinerário catequético

A Palavra de Deus, escrita na Bíblia e na vida, precisa ocupar um lugar de destaque na catequese de Iniciação, pois o seu conhecimento e a sua meditação ajudam o iniciando a perceber a história de salvação que continua hoje e a presença constante do Deus na vida na sua história pessoal, com força de libertação. Inseridos na mais antiga e rica tradição cristã, cabe-nos salientar a importância da Palavra de Deus como despertadora da fé e mobilizadora de conversão: “Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo” (Rm 10,17). Uma catequese reducionista e uma preocupação extremada com as espécies eucarísticas são responsáveis pela pouco atenção à Palavra, não reparando na veneração equiparada que o Concílio Vaticano II destacou entre as duas modalidades da mesma e única presença do Cristo, Pão do Céu a alimentar os fiéis. (Cf. DV n. 21; VD n. 55-56).

Os ritos da Palavra ao longo do processo

No processo da Iniciação Cristã, a Bíblia ocupa lugar de destaque. O Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) propõe um “encontro” com a Palavra de Deus já no Rito de Entrada da pessoa no catecumenato. Após a apresentação do nome de cada catequizando e da assinalação com o sinal da cruz, faz-se a liturgia da Palavra, na qual a Bíblia é entregue a cada um deles. A cerimônia é simples, mas carregada de sentido e simbolismo. Primeiramente, o presidente da celebração faz uma exortação sobre a dignidade da Palavra de Deus, que é anunciada e ouvida na assembleia litúrgica. Em seguida, sugere-se uma entrada e incensação do livro da Palavra de Deus, cujos textos serão em seguida proclamados e aprofundados na homilia. Encerra-se esse momento com a Entrega do Livro e a oração da comunidade. Durante a entrega, a cada um dos catequizandos o presidente diz: “Recebe o livro da Palavra de Deus. Que ela seja luz para a tua vida!”. É importante lembrar, ainda, que em todas as outras celebrações a Palavra de Deus também está presente como luz a iluminar o caminho e fonte de discernimento para a caminhada daquele que aprofunda sua adesão a Jesus e a seu projeto de vida, na comunidade cristã e no mundo.

Palavra é bem mais do um símbolo litúrgico

As comunidades que não usam o RICA também são convidadas a marcar todo o processo catequético com a Palavra, ritualizada e proclamada. Para isso, é importante destacar a mesa da Palavra nas celebrações, e ajudar os catequizandos a ler e compreender o essencial da revelação de Deus contida nas Escrituras. Deseja-se, com isso, mostrar aos catequizandos que somos a “Igreja da Palavra e do Pão”. É importante criar neles uma atitude de veneração pela Palavra do Senhor, postura de respeito e reconhecimento do seu valor. Aos catequistas vale aqui enfatizar que a Palavra de Deus, sobretudo na Liturgia, não se reduz a um símbolo como tantos outros, mas é o próprio Senhor falando ao seu povo, revelando “seus planos de amor” e convidando a uma resposta consciente e amadurecida ao seu projeto de vida.

Pe. Vanildo Paiva

Especialista em Catequese e Liturgia

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Setembro: Mês da Biblia https://soucatequista.com.br/setembro-mes-da-biblia-4/ https://soucatequista.com.br/setembro-mes-da-biblia-4/#respond Tue, 31 Aug 2021 11:30:56 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116656 O mês de setembro foi escolhido por nossa Igreja como o “Mês da Bíblia“, onde celebramos no dia 30 de setembro o Dia da Bíblia! No dia 30 de setembro comemoramos também o dia de São Jerônimo, um homem que fez a primeira tradução da Bíblia do Hebraico e Grego para o latim.
Na catequese, o livro que deve ser mais amado e utilizado é sem dúvidas a “Palavra de Deus”, pois sem esta Palavra não há anunciação ou catequese. Como Catequistas, somos antes de tudo “Anunciadores da Palavra“, por isso a importância de estamos sempre utilizando a Bíblia, pois é Nela que encontramos todo o Projeto de Amor de Deus por cada um de nós! É Nela que encontramos o caminho a ser seguido e a sabedoria para as nossas vidas e encontros de catequese.
Certa vez, durante uma formação de Catequese escutei a seguinte frase: “Catequista sem a Bíblia, a Palavra de Deus, não é catequista!”. Essa frase no início pode até parecer um pouco dura demais, mas faz todo o sentido. Como vamos anunciar o Reino se não somos iluminados pela Palavra? Como vamos falar de Deus, se é na Palavra que milhares de pessoas falaram de Deus antes de nós? Como vamos compreender o Projeto de Amor de Deus, se é a Palavra nos mostra todo esse Amor?
A Bíblia deve ser o livro de destaque na catequese. Nela compreendemos a nossa história, a nossa caminhada cristã e as promessas que todos os dias Jesus Cristo nos faz. Costumo sempre dizer para as crianças que elas possuem uma biblioteca dentro de casa, pois a Bíblia é uma biblioteca composta por 73 livros, sendo 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. E ainda mais, as crianças e todos nós possuímos uma “Carta do Amor de Deus“.
Neste mês de setembro temos a oportunidade de nos aprofundar na leitura, meditação e estudo da Palavra. Nós católicos, ainda temos muito o que nos aprofundar na Palavra, precisamos meditá-la e o mais importante: levá-la para a nossa vida! Pois não adianta sabermos os livros da Bíblia “decor e salteado”, se não introduzimos todos os ensinamentos e aprendizados nas nossas ações do dia-a-dia.
Por isso você que é catequista, se prepare bem para celebrar o mês da Bíblia com as crianças e jovens, e os ensine a amar a Sagrada Escritura.
DICAS PARA CELEBRAR O MÊS DA BÍBLIA NA CATEQUESE:
  • Coloque a Bíblia em um lugar de destaque na salinha de catequese. Você pode colocar neste lugar algumas flores, velas e uma toalha, explicando que a Bíblia não é um livro qualquer, mas sim a PALAVRA DE DEUS.
  • Comece os encontros de catequese do mês de setembro com um canto sobre a Bíblia.
  • Fazer momentos de Celebração da Palavra, pedindo que cada criança faça uma oração espontânea e em seguida beije a Bíblia com respeito e carinho.
  • A catequista e crianças podem confeccionar um mural na sala de catequese para o Mês da Bíblia.
  • Fazer um sorteio com a Palavra de Deus, há casos de crianças que nunca tiveram a Palavra de Deus em suas casas.
Outra dica muito, muito importante é introduzir em nossas vidas como catequistas e cristãs, a Leitura Orante da Palavra, a Lectio Divina. Esses momentos de Lectio Divina podem ser vivenciados individualmente, no grupo de catequistas e/ou com as crianças. Já vivemos momentos muito fortes com a Lectio Divina em nosso grupo de catequistas! Saiba mais aqui.
Espero que vocês tenham gostado desta publicação, acompanhem o nosso blog pois muito conteúdo legal está sendo preparado para o Mês da Bíblia.
Fonte: Catequese Cantinho do Amor
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O simbolismo da água no Antigo Testamento https://soucatequista.com.br/o-simbolismo-da-agua-no-antigo-testamento/ https://soucatequista.com.br/o-simbolismo-da-agua-no-antigo-testamento/#respond Fri, 24 Jan 2020 12:00:23 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=94901 Para se tornar um membro pleno da fé cristã, é preciso primeiro passar pelas águas do Batismo. Não é por acaso que a água se tornou uma “porta de entrada” para o cristianismo, pois Deus estava lentamente preparando seu povo escolhido para essa revelação ao longo da história do mundo.
A água é mencionada no primeiro versículo de Gênesis como “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gênesis 1, 1).

Logo após a criação do mundo e a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, Noé é apresentado e a água é mencionada novamente, desta vez como um agente purificador para limpar o mundo da maldade. A bênção solene continua com este simbolismo: “Ó Deus, que pelo derramamento do dilúvio prenunciou a regeneração, de modo que, a partir do mistério do mesmo elemento da água, chegaria ao fim o vício e o começo da virtude”.

Depois de algum tempo, a água desempenha um papel fundamental na libertação de Moisés e do povo de Israel. Agora a água se associa à liberdade: “Ó Deus, que fez com que os filhos de Abraão atravessassem o Mar Vermelho, para que o povo escolhido, libertado da escravidão pelo Faraó, prefigurasse o povo batizado … ”

O povo escolhido viaja para entrar na Terra Prometida, mas deve primeiro passar pelo deserto. Moisés ouviu os gritos de seu povo em busca de água e “levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os animais” (Números 20,11). A água não apenas purifica e liberta, mas também nutre e dá vida nova.

O Catecismo da Igreja Católica resume:

“Se a água de nascente simboliza a vida, a água do mar é um símbolo da morte. Por isso é que podia prefigurar o mistério da cruz. E por este simbolismo, o Batismo significa a comunhão com a morte de Cristo” (CIC 1220).

Depois de ler o Antigo Testamento, não surpreende que Deus tenha escolhido as águas do Batismo para se tornar parte integrante de sua nova aliança conosco. A profundidade do simbolismo por trás da água é extremamente rica. É por isso que esse elemento natural continua a nos ensinar muito sobre a nossa vida cristã.

Via Aleteia

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Os Livros Sapienciais https://soucatequista.com.br/os-livros-sapienciais/ https://soucatequista.com.br/os-livros-sapienciais/#respond Wed, 25 Sep 2019 11:19:22 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=87089 Vamos falar do conjunto de sete livros da Bíblia chamados de Sapienciais. São eles: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

O Livro de Jó tem como tema central o personagem de Jó, que era para os antigos israelitas uma figura do típico justo sofredor. O autor é desconhecido, e acredita-se que foi escrito no século 5 antes de Cristo. Jó se encontra privado de todos os seus bens, de seus próprios filhos e de sua saúde. Os amigos de Jó representam a ideia de que o sofrimento é um castigo; todo homem é pecador. Deus entra em cena e, enviando provações ao homem, mostra que é justiça e bondade. Ao homem cabe humilhar-se com paciência e esperança, sem querer desvendar os planos do Criador.

O livro dos Salmos era usado para as orações dos antigos judeus. A palavra Salmo (Psalmus) é tradução do termo hebraico que quer dizer Louvores. Mas no livro também se encontram lamentações, cânticos de penitência e de reconhecimento, poemas didáticos e súplicas. Nos salmos encontramos ensinamentos religiosos, tais como: respeito à majestade divina, gratidão pela misericórdia infinita e pelo perdão de Deus, confiança na Providência, penitência e contrição diante dos próprios pecados, tristeza e temor pelos perigos que nos cercam, paz, consolo, coragem, obediência, alegria e esperança

O Livro dos Provérbios tem autoria atribuída a Salomão. Nele encontramos um conceito puríssimo de Deus, de um Deus justo, benevolente, misericordioso e criador. O autor divide a humanidade em duas categorias, do ponto de vista moral: os sábios e insipientes. Os sábios são inteligentes, virtuoso e íntegro. Entre os insipientes estão os maus, os mentirosos e os malfeitores. Os texto reforçam as virtudes da caridade, da justiça, da prudência, da moderação e da discrição. De outro lado, combate os vícios da embriaguez, da gula, da luxúria e da preguiça. De modo especial o livro destaca a piedade filial e a educação das crianças.

O Eclesiastes apresenta uma série de meditações sobre a instabilidade da vida humana. O autor é desconhecido, mas pela época (século III a. C.) acreditava-se que todos os homens iam para o mesmo lugar depois da morte, uma região onde não há consolação.Disso surge um certo pessimismo nos textos. Se a perspectiva do céu é tão duvidosa, a solução é usufruir dos bens que Deus nos dá nesta vida e agradecer por tudo. Apesar disso, o autor expressa uma profunda religiosidade. Tudo que há de bom nessa vida é dom de Deus e um dia o homem terá que prestar contas de todos os seus atos. No final do livro, fica um resumo: “Como conclusão geral, teme a Deus e observa os seus preceitos; eis aí o homem todo”.

O Cântico dos Cânticos (expressão que significa o mais belo dos cânticos) é uma coleção de poemas que originalmente teriam sido usados em solenidades nupciais. O amor que une homem e mulher foi querido por Deus no plano da criação. O Cântico prega a fidelidade.

A Igreja Cristã, baseada no simbolismo do texto, sempre viu neste livro uma figura do amor de Cristo por sua Igreja, considerada sua esposa.

O Livro da Sabedoria tem como tema central o louvor à Sabedoria divina. Na primeira parte mostra a Sabedoria na vida de cada homem, sendo recompensada pela vida eterna. Na segunda, expõe o papel que a Sabedoria representou na vida do rei Salomão. E numa terceira parte, mostra a Sabedoria em ação: na criação, na história da humanidade e em particular na história do povo de Deus. Não se sabe ao certo quem é o autor deste livro, mas ele é dirigido aos judeus que moravam no Egito e faz um alerta do perigo de serem desencaminhados pela filosofia grega e serem tentados a abandonar o culto de um Deus único. O texto contém ainda as primeira revelações sobre a imortalidade da alma e do seu destino eterno.

O Eclesiástico, ou Livro da Igreja, recebeu esse nome na igreja latina porque era utilizado com frequência para instrução dos fiéis. O autor se apresenta com o nome de Jesus, filho de Eleazar, filho de Sirac, e deve ter sido escrito por volta do ano 200 a. C. Neste livro o autor trata de todos os aspectos da vida humana: exortações aos maridos, às mulheres, aos pais, aos filhos, aos senhoras, aos homens da lei, aos anciãos. Também traz temas como a riqueza a pobreza, o comércio e a educação. O texto mostra um conceito que tem como base os mandamentos de Deus na lei mosaica e aplicado na vida cotidiana.

Por Mário Scandiuzzi, via Aleteia

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Conhecendo mais sobre o Pentateuco https://soucatequista.com.br/conhecendo-mais-sobre-o-pentateuco/ https://soucatequista.com.br/conhecendo-mais-sobre-o-pentateuco/#respond Tue, 24 Sep 2019 12:44:04 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=87099 Os cinco primeiros livros da Bíblia são Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Eles formam o chamado Pentateuco e são conhecidos pelos judeus como Torá, que quer dizer a Instrução, a Lei.

O Gênesis, livro da origem, trata da criação do mundo e do homem. Não é um livro de história natural para falar sobre as origens do mundo e da humanidade, mas sim uma apresentação religiosa da relação entre o homem e seu Criador.

Deus quis o homem vivendo no Paraíso, mas por causa do pecado, ele se afastou de seu criador. Neste estado de constante pecado, o mal parece não ter fim e sobrevêm o dilúvio. A partir daí Deus fez a primeira aliança com os homens. O Gênesis também conta a trajetória dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó.

O Livro do Êxodo nos fala sobre a libertação do povo de Deus da escravidão no Egito.

Moisés é o escolhido e conduz o povo através das águas e do deserto até a terra prometida. Neste livro temos a Aliança de Deus com seu povo no Monte Sinai: “Se obedecerdes à minha voz e guardardes a minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos” (Ex 19,5). Os 10 Mandamentos são enviados por Deus ao seu povo liberto do Egito. As tábuas da Lei, guardadas na Arca da Aliança, são o sinal visível do pacto entre Deus e o seu povo.

O Levítico é um manual redigido pelos descendentes de Levi (daí o nome Levítico), que exerciam as funções de sacerdotes e estavam à frente dos cultos. Neste livro está um esboço de Código Civil e de leis morais. Nele também se encontra a lei de talião: ”olho por olho e dente por dente”. Na época o costume era vingar sete vezes as injúrias e injustiças recebidas. Essa lei foi abolida por Jesus no Evangelho de Mateus (5, 28-42).

O Livro dos Números recebeu esse nome por causa das importantes listas de números e nomes contidos nos primeiros capítulos. É também uma continuação do Êxodo. Neste período acredita-se que o povo hebreu já estava dividido em 12 tribos, que viviam de forma mais ou menos autônoma, mas que tinham em comum as mesmas crenças, o mesmo culto, a mesma legislação e fidelidade à mesma Aliança religiosa. No fim este livro narra também as lutas dos hebreus contra as povoações vizinhas da Palestina que se opuseram à passagem deles pelo deserto.

No livro dos Números vale destacar a bênção litúrgica, no capítulo 6, versículos 22 a 27: “O Senhor disse a Moisés: Dize a Aarão e seus filhos o seguinte: Eis como abençoareis os filhos de Israel: O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”

Deuteronômio é o quinto livro do Pentateuco. O nome significa ‘Segunda Lei’ e é essencialmente religioso e jurídico. No início o livro faz uma exortação à obediência a Deus e à fidelidade às Leis da Aliança. Em seguida trata das questões da adoração e do amor de Deus e da caridade para com o próximo. Uma parte do Deuteronômio é dedicada a uma segunda legislação sobre o culto, as instituições administrativas e a vida social. E tudo fundamentado na convicção de que o povo libertado da escravidão por Deus deveria levar uma vida digna deste benefício. No final, o livro apresenta dois discursos que descrevem as bênçãos divinas sobre os israelitas e as maldições que atingirão os pecadores.

Por Mário Scandiuzzi, via Aleteia

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Confira a última semana da gincana bíblica https://soucatequista.com.br/confira-a-ultima-semana-da-gincana-biblica/ https://soucatequista.com.br/confira-a-ultima-semana-da-gincana-biblica/#respond Mon, 23 Sep 2019 19:52:47 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=87320 Para participar é suuuper simples!

* Basta toda semana enviar a resposta da pergunta para o e-mail contato@soucatequista.com.br

* Serão quatro perguntas sendo uma por semana.

* Cada pergunta pode ser respondida até o domingo daquela semana, então não deixe para última hora para não perder ponto.

* Cada resposta vale um ponto. Então para participar do sorteio no dia 1° de outubro (terça-feira), você precisa juntar 3 pontos.

* Ah, e toda quinta-feira tem dicas nas nossas redes sociais.

Aguardo a sua participação!

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Bíblia: um livro de anúncios e denúncias https://soucatequista.com.br/biblia-um-livro-de-anuncios-e-denuncias/ https://soucatequista.com.br/biblia-um-livro-de-anuncios-e-denuncias/#respond Mon, 23 Sep 2019 12:36:12 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=87096 Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque, no dia 30, é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que, naquela época, era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.

A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.

“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus, e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade.

A Palavra nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus, que caminhou com seu povo, e do povo, que caminhou com seu Deus. A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos… Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em mutirão.

Passaram-se os tempos, os anos, mudaram muitas coisas, impérios cresceram e caíram, tantas ideias foram superadas, mas a Palavra de Deus continua “viva e eficaz” (Hb 4,12), pois “ela permanece para sempre” (1Pd 1,25). Embora o mundo busque outros caminhos, sempre existiram pessoas e comunidades que foram fiéis, que buscaram nas Palavras Sagradas a fonte para sua inspiração, para continuar vivendo e realizando o projeto de Deus.

Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, as situações desumanas, de pobreza, exploração e exclusão em que vivem tantos irmãos nossos. Foi isso que fizeram os profetas e também Jesus Cristo em algumas ocasiões, pois toda situação de injustiça e pecado é contrária ao projeto de Deus.

Mas a Bíblia é, sobretudo, um livro de anúncio. Ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem! Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem! Foi Deus que enviou ao mundo seu Filho, Jesus Cristo. Ele veio nos trazer a Boa Notícia do Reino; veio nos trazer a Salvação, o perdão dos pecados. É através da fé em Jesus Cristo que nos tornamos filhos de Deus.

Na Bíblia encontramos textos para as diversas situações da vida. Ela ajuda a fortalecer a nossa fé; é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria. Para todas as realidades encontramos textos apropriados.

Todos podemos e devemos ler, estudar e conhecer a Palavra de Deus. É certo que na Bíblia encontramos alguns textos difíceis. A Bíblia mesmo diz isso (veja 2Pd 3,16¸ At 8,30-31; Dn 9,2; etc). Certas passagens foram escritas dentro de uma realidade diferente da nossa. Precisam ser interpretadas e atualizadas. Por isso, quando não entendemos um texto, é melhor passar adiante, buscar outra passagem. O Pe. Zezinho nos ensina, cantando: “Dai-me a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e pra pessoa certa”. É recomendável fazer um curso, uma Escola Bíblica ou estudar em grupos. Tudo isso ajuda a entender melhor a Bíblia.

Termino lembrando um texto bonito de São Paulo: “Tudo o que se escreveu no passado foi para o nosso ensinamento que foi escrito, afim de que, pela perseverança e consolação, que nos dão as Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15,4). Que neste mês da Bíblia, a Palavra que vem da boca de Deus nos anime, dê força e coragem e com isso sejamos cristãos da Esperança!

Por Mário Scandiuzzi, via Aleteia

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