Catequese – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 16 Oct 2024 23:16:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Catequese – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Catequista Sem Fronteiras: Uma experiência de vida na África https://soucatequista.com.br/catequista-sem-fronteiras-uma-experiencia-de-vida-na-africa/ https://soucatequista.com.br/catequista-sem-fronteiras-uma-experiencia-de-vida-na-africa/#comments Wed, 16 Oct 2024 23:04:20 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116455 Vida e Missão

Uma experiência na África

Dizem que a vontade de Deus é que estejamos onde podemos amá-Lo melhor! Esta premissa guiou todo o meu discernimento em realizar o voluntariado-missionário em Moçambique e a assumir o compromisso de doar um ano da minha vida a Deus por meio do carisma salesiano: o tempo de maior graça na minha vida, onde eu aprendi a ser gente e a ser discípula!

Desde a adolescência, eu sempre fui muito envolvida na pastoral dos salesianos, congregação fundada por Dom Bosco, em Americana/SP, mas pouco depois de adentrar a casa dos vinte, percebi que o que eu vivia já não me preenchia como antes e eu desejava mais. Por este motivo, passei a trilhar um caminho de orientação espiritual e discernimento vocacional por quase dois anos a fim de descobrir qual sentido eu poderia dar para o meu ser cristã, na certeza de que não existe uma resposta simples e reduzida da nossa vocação, pois muitas são as possibilidades e elas dependem de nossa realidade (dons, inclinações e circunstâncias). Feito isto, tomei uma decisão: partir em missão por um ano na África! No caminho, direcionei este projeto a Moçambique, país que poucos voluntários haviam explorado.

Durante o tempo de preparo, tive o apoio de muitos, principalmente, nas campanhas de arrecadação, mas também a incompreensão dos que, por não terem tido uma experiência com o Evangelho de Jesus, não viam razão para eu investir os meus melhores dias em um projeto assim e não no intercâmbio que eu precisava para a minha ocupação e que me traria prestígio profissional, por exemplo.

Vivi, também, incontáveis experiências com a Providência, como quando eu não tinha a quantia para determinada documentação e, de repente, recebia uma doação… Mas, especialmente, quando no adoecimento de uma tia, houve o atraso de mais de um mês do meu embarque e eu pude viver um tempo de qualidade com ela antes que ambas partissem para a sua missão. Tudo sempre aconteceu como e quando Ele quis! E, assim, em Março de 2019, parti. Pronta? Não! Disposta.

Chegando em Maputo, as primeiras semanas vividas foram como que uma escola de humildade! Precisei me desfazer de toda e qualquer expectativa que eu jurava já não ter dentro de mim e me inculturar. Aprendi muito, estabeleci vínculos, conquistei espaços, outros não, incorporei parte do sotaque moçambicano, passei a usar palavras em Changana (dialeto de Maputo) para me comunicar, a vestir capulana, a entender que existe mais de uma ou duas maneiras de se fazer a mesma coisa ou resolver um determinado problema, a mais ouvir do que falar e que as diferenças culturais são riquezas que nós nunca deveríamos mensurar, mas compreender (se for possível) e amar.

Assim, vivi todos os outros meses, especialmente ao sair da capital e explorar as aldeias, lugar que eu mais me realizei: me dispondo o máximo que eu podia, e sendo, lucidamente, feliz! A decisão de estar ali, amá-los e, por consequência, ser amada, foi a maior riqueza que eu poderia viver.

Sinto falta dos abraços apertados e longos, de segurar as mãos feridas pela machamba (horta) das mamás e dos papás, das partilhas de vida, das risadas, de ser transbordada de afeto pelos pequenos – de vez em quando, olho os posts com eles no feed e nos stories a fim de amenizar a saudade e ela só se atualiza -, de ter meu cabelo acariciado por alguns, pois custavam a crer que era de verdade, de participar das missas extremamente animadas e com duração de, no mínimo, três horas, de ouvir “Mana Cau!” ao dobrar a esquina dos bairros que eu conhecia ou, ainda, ter que aprender outras palavras do dialeto que era falado em cada distrito que eu visitava para criar uma conexão com eles… Amor que não se explica, se sente. Sou eternamente grata a Deus por ter me dado meios de concretizar esse sonho!

“Ah, Cauany, mas, então, foi tudo um mar de rosas!!!”

É, não tanto! Os desafios foram muitos e voltei com várias histórias para contar.

Afinal, estar num lugar diferente, com pessoas novas e vivendo situações que eu não poderia ter me preparado antes porque é algo que pertence àquela realidade, não é tarefa fácil. No entanto, os sacrifícios vividos em um espaço que nós temos a certeza que deveríamos estar inseridos, são vividos com amor e, por isso, não pesam em comparação aquilo que vivemos sem ter uma escolha ou sem encontrar um verdadeiro sentido.

E se teve algo que nunca faltou na minha experiência em Moçambique foi sentido! Fosse na Pastoral Universitária, com os jovens que acompanhávamos, nas formações humanas, festividades religiosas e eventos para convívio do corpo docente e discente do Instituto Superior Dom Bosco, no apoio às comissões de voluntariado dos estudantes, na Pastoral Juvenil da Visitadoria Maria Auxiliadora que incluía oito frentes de missão, na Pastoral da Comunicação, na elaboração de projetos sociais para obras missionárias da Família Salesiana, na animação dos oratórios e retiros de formação juvenil… Absolutamente todo o trabalho empreendido neste ano de missão, contribuiu para que hoje, eu esteja mais perto daquilo que Deus quer que eu seja neste mundo: sinal do Seu amor pela total vivência da minha humanidade que foi feita tão somente para amar!

Nós fomos feitos para amar! E quando nos esquivamos dessa vocação recebida desde a nossa criação e confirmada em nosso batismo, experimentamos o amargor de uma vida sem sentido, sem norte, voltada para nós mesmos. É preciso sair do nosso comodismo para fazer a experiência com o amor, que é o próprio Deus.

O Papa Francisco nos recorda, incansavelmente, disso e é triste perceber que ainda buscamos o sentido da vida na ascensão profissional, no afã em se ter muitas posses, pessoas que nos admirem pela aparência física ou pelo conhecimento estritamente terreno. Não, não é isso que nos realiza plenamente como seres humanos e como filhos de Deus. É o quanto saímos de nós mesmos para amar! O quanto somos capazes de nos ofertar. É neste encontro com o outro que está nossa razão de ser e que a epifania, a manifestação de Deus, acontece.

Já parou pra pensar onde e como você pode, plenamente, amar? Encontrada a resposta: eis o seu campo de missão. Comece hoje! E não olhe para trás. A felicidade escondida na doação da tua vida, te espera desde sempre e até a eternidade.

Por Cauany Marondes

Se liga nos arquivos que a Cauany disponibilizou pra gente:

 

 

 

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Santidade na catequese: o que falar? https://soucatequista.com.br/santidade-na-catequese-o-que-falar/ https://soucatequista.com.br/santidade-na-catequese-o-que-falar/#respond Sat, 29 Apr 2023 21:09:52 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117241 Ao longo da história da Igreja e do Cristianismo, sempre houve seguidores de Cristo, tanto homens quanto mulheres. A liturgia frequentemente apresenta esses indivíduos santos, exibindo suas figuras no calendário litúrgico em seus respectivos dias de celebração. Os santos são exemplos de vida a serem seguidos e também uma presença importante na liturgia. Portanto, é essencial abordá-los durante a catequese.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (957), veneramos a memória dos santos não apenas por causa de seus exemplos, mas também para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente através do exercício da caridade fraterna. Assim como a comunhão entre os cristãos peregrinos nos aproxima de Cristo, a comunhão com os santos nos une a Ele, de quem toda a graça e a própria vida do povo de Deus emanam.

Já foi mencionada a importância do exemplo dado pelo catequista para servir de inspiração para aqueles que o acompanham. No entanto, é inviável exigir perfeição de algo que é imperfeito por natureza. Os exemplos dos santos da Igreja são uma maneira valiosa de transmitir os ensinamentos de Cristo através de exemplos reais de homens e mulheres que enfrentaram tantas dificuldades (ou até mais) do que cada um de nós. Ao apresentar esses exemplos de forma clara durante os encontros, os catequizandos percebem a importância de pertencer à Igreja.

Como disse o Papa João Paulo II, um catecismo deve apresentar de maneira fiel e orgânica o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja, do Magistério autêntico e da herança espiritual dos Padres, Santos e Santas da Igreja para melhor compreender o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Portanto, devemos primeiro ser exemplos de cristãos como catequistas. No entanto, cientes de nossas próprias limitações, devemos saber que a Igreja apresenta diversos exemplos de homens e mulheres que representam a graça da santidade, cada um à sua maneira, e suas memórias são guardadas e transmitidas pela Igreja.

Viver os ensinamentos de Cristo é essencial. Por exemplo, ao discutir pequenos atos de amor, podemos citar a Santa Teresa de Calcutá: “Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”. Ou ao falar sobre serviço, podemos citar Santo Inácio de Loyola: “Em tudo amar e servir”. Esses dois exemplos não são representados apenas pelas frases citadas, mas suas próprias vidas são resultados da prática desses ensinamentos. Esse é o preceito sobre o qual devemos falar dos santos: viver verdadeiramente os ensinamentos de Cristo.

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CATEQUISTA por um dia https://soucatequista.com.br/catequista-por-um-dia/ https://soucatequista.com.br/catequista-por-um-dia/#comments Sun, 28 Aug 2022 11:00:14 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117189 Baseado em vocações reais.

Às 06h da manhã do domingo, algo me chama. E não é o despertador. Enquanto a maioria repousa, eu faço o sinal da cruz e me levanto. Hoje, não tomarei um café da manhã prolongado com meus filhos, com meu esposo ou com meus pais, pois eles acordarão mais tarde. Me arrumo e, discretamente, ao abrir a porta da rua, vejo o dia que raia, com um sol de verão (ideal para um momento de lazer).

Saio de casa. Fecho a porta (sem fazer barulho). Para trás, fica a semana atarefada – trabalho e serviço de casa durante o dia, e estudos à noite. Minhas pernas ainda estão exaustas da labuta, mas encontro forças para caminhar. Ao chegar à esquina, olho à esquerda e avisto a rua de subida que me leva a um encontro marcado. A caminhada é cansativa e pesada, mas o que carrego no coração me entusiasma e torna leve a minha alma. Passo a passo, medito, penso sobre o propósito que tenho a realizar neste dia.

Ao alcançar o destino, sou a primeira. Mas logo, encontro: encontro pessoas que procuram o mesmo que eu tenho buscado. E assim me faço presente – em todos os sentidos da palavra -,
na qualidade de quem pretende fazer ecoar. Nessa jornada, encontro pessoas (com suas diversas histórias) que esperam de mim um sorriso acolhedor, uma palavra amiga, um cumprimento afetuoso. Pessoas que também apressaram o café de manhã com seus filhos, com seus pais, que abriram mão de 2 ou 3 horas de sono preguiçoso, que prescindiram de um tempinho a mais de estudo para o concurso público, que dispensaram o convite de ir à praia ou que se atrasarão um pouco mais para fazer o almoço de domingo. Por isso, tenho que fazer valer a pena esse momento e transbordar o que há de mais precioso no meu ser.

Sou uma pessoa comum, que tem sonhos, mas também meus dilemas e lutas diárias. Não ouso ser chamada mestra ou professora. Apenas uma peregrina que caminha há bastante tempo mundo afora buscando encontrar algo que, incrivelmente, está dentro de mim mesma:

O Deus interior que me habita. Pela Igreja, sou chamada catequista. No dia a dia, sou conhecida como mãe, filha, esposa, colega de profissão, amiga. E em todos esses papéis, busco, na medida do possível, levar o meu melhor e espalhar a boa semente na vida daqueles que passo.

Assim como o escritor Rubem Alves, admiro quem planta árvores, mesmo sabendo que não se assentarão à sua sombra.

Talvez, não verei as árvores, muito menos os frutos.
Não faço ideia de que futuro meus catequizandos terão.
Tampouco, o que levarão de mim.
Mas, continuo a plantar. Não somente por um dia. Mas, em cada dia.

A todos aqueles que doam seus domingos, sábados ou segundas-feiras…por vezes, semanas. Anos.
Ou até mesmo, a vida toda.

Por Solane Velozo

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Catequese e Catequistas: Por que é necessário? https://soucatequista.com.br/catequese-e-catequistas-por-que-e-necessario/ https://soucatequista.com.br/catequese-e-catequistas-por-que-e-necessario/#respond Mon, 01 Aug 2022 18:37:15 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117185 A catequese é fundamental na transmissão da fé. Ela é “o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, n. 4). Na catequese, os catequistas formam os catequizandos no discipulado de Cristo, transmitindo a doutrina da Igreja Católica.

A catequese é necessária por ser “uma educação da fé das crianças, dos jovens e adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã” (CIC, 5). Não é apenas uma aquisição de teorias e conhecimentos, mas também momento privilegiado de experiência pessoal com Deus.

O papel da catequese e dos catequistas é importantíssimo na Igreja

O Catecismo da Igreja relaciona vários temas com a catequese, para que possamos entender sua importância e difundir, assim, a doutrina católica. Dentre algumas dessas temáticas, destaco duas: a catequese e a Sagrada Escritura. Essa relação acontece, porque a Bíblia é a base de toda catequese. É o lugar onde se encontra e conhece a Deus, que se revela em Jesus Cristo. Dessa forma, a Sagrada Escritura é o local de aprender a eminente ciência de Jesus Cristo (Fl 3,8), e nesta perspectiva, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo (Cf. CIC, 133). Assim, não se vive a dimensão catequética sem ter como fonte e base a Bíblia.

A catequese e o símbolo da fé

O símbolo da fé é a coletânea das principais verdades da fé. Ele é o ponto de referência da catequese (Cf. CIC, 188). Assim, é indispensável o conhecimento e uso do Catecismo da Igreja Católica para o aprofundamento da fé que a Igreja vive, professa e celebra. A catequese, com isso, pauta-se nesse horizonte, que deve estar intrinsecamente ligado ao símbolo da fé.

FONTE: CANÇÃO NOVA

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O amor a Deus só é concreto quando amamos o próximo https://soucatequista.com.br/o-amor-a-deus-so-e-concreto-quando-amamos-o-proximo/ https://soucatequista.com.br/o-amor-a-deus-so-e-concreto-quando-amamos-o-proximo/#respond Thu, 07 Jul 2022 12:00:03 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117155 O testemunho do amor que temos para com Deus se manifesta quando amamos nosso próximo

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22, 37-38).

Os saduceus estão questionando Jesus: “Qual é o maior mandamento?”. A pergunta tem um tom de ironia e malícia, porque eles querem colocar Jesus em dificuldade, pois, na visão dos mestres da lei judaica, “amar a Deus sobre todas as coisas” está acima de tudo, e quem faz isso já está no grau máximo da relação com Ele.

Jesus, por Sua vida e ministério, pelo amor às pessoas e o cuidado com o próximo, por estar ao lado dos desvalidos e pecadores, parece que não observa a lei judaica, faz caridade, ama o seu próximo e, no dia de sábado, salva almas e cura doentes. Será que Jesus conhece mesmo os mandamentos divinos? Por isso a pergunta é recheada de uma certa malícia: “Qual é o maior dos mandamentos?”.

Jesus, sem titubear, vai no ponto: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com a toda a tua alma, com todo o teu entendimento, mas só quem ama a Deus de todo o coração consegue amar o seu próximo como a si mesmo”.

O amor a Deus só é verdadeiro e concretizado quando amamos nosso próximo. Você olha para uma pessoa e diz: “Ela é toda de Deus!”. Por que ela é toda de Deus? Porque vive o tempo inteiro falando com Ele, vive o tempo inteiro em adoração, ora o tempo todo. Muito bom! Ela está buscando amar a Deus, mas ela só vai verdadeiramente amá-Lo quando esse amor for revestido de gestos, de verdade e sinceridade na pessoa do próximo.

O próximo é a concretude do amor que manifestamos a Deus. Passamos o tempo inteiro rezando, mas, depois das nossas orações, continuamos grossos, mal educados, fazendo distinção de pessoas, desprezando o pobre, o sofredor; e o próximo é só um próximo para nós. Não entendemos nada ou esse amor de Deus para nós não tem vida.

Nosso Deus é vivo, e eu O amo com todo o meu ser. Estou aos pés d’Ele, adorando, louvando, engrandecendo, porque Ele é tudo para mim, mas se eu O escuto, se meu coração está n’Ele e  tenho comunhão com Ele, o Senhor me leva a amar meu irmão com toda minha alma e todo o meu coração.

Não precisamos dizer para ninguém que amamos a Deus, o testemunho do amor que temos para com Ele se manifesta quando amamos o nosso irmão de todo nosso coração.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
www.cancaonova.com

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Orações para iniciar o Encontro de Catequese https://soucatequista.com.br/oracoes-para-iniciar-o-encontro-de-catequese/ https://soucatequista.com.br/oracoes-para-iniciar-o-encontro-de-catequese/#respond Tue, 05 Jul 2022 12:00:11 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117148 Oração de Santo Inácio de Loyola:

“Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória também
o meu entendimento
e toda a minha vontade.

Tudo o que tenho e possuo
Vós me destes com amor:
Todos os dons que me destes,
com gratidão vos devolvo;
disponde deles, Senhor,
segundo a Vossa Vontade.

Dai-me somente
o vosso amor, a vossa graça.

Isso me basta
nada mais quero pedir.”

Oração Vocacional

Senhor Jesus, unidos, queremos falar bem de perto ao vosso coração, neste momento.
Queremos ter vossa vida em nós e caminhar nos vossos caminhos.
Queremos ver vossa presença sempre continuada em nosso meio e na Igreja.
Queremos estar sempre assim perto de vosso coração e de vossa amizade.
E, para ter isso, queremos insistir agora para que, pela vossa graça, muitos jovens sejam chamados a viver na doação total a vós e no serviço ao povo de Deus.
Que tenhamos sacerdotes, religiosos e ministros santos, para que sintamos vossa presença de amor, vossa paz e salvação!
Nós o pedimos com muita confiança, pela intercessão da Virgem Maria, vossa Mãe, a vós que viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

OBRIGADO SENHOR!
Obrigado, Senhor, pela tua presença constante ao meu lado! Tu és a força no momento de fraqueza, a alegria no momento de tristeza. Tu és a paz na tribulação e na angústia, és a rocha que alicerça meus projetos, e o embalo harmonioso que me acalma nas noites de inquietação. Tu és a luz que ilumina o meu caminho e a energia que me faz caminhar. Tu envolves toda a minha vida e estás presente em cada momento que vacilo. Quando caio, me levantas; quando me decepciono, me animas; quando sinto medo, me fortaleces. Em ti confio plenamente e a todo momento rendo graças pelas bênçãos e maravilhas que realizas a cada novo dia.
Amém!

Fonte: https://semeandocatequese.wordpress.com/2010/07/28/oracoes-para-iniciar-o-encontro-de-catequese/

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Por que os católicos rezam para os santos? https://soucatequista.com.br/por-que-os-catolicos-rezam-para-os-santos/ https://soucatequista.com.br/por-que-os-catolicos-rezam-para-os-santos/#respond Thu, 30 Jun 2022 12:00:55 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117161 A pergunta de nossa reflexão é uma pergunta bastante comum e uma dúvida bastante frequente. Em algum momento, já escutamos ou fizemos esta pergunta. Mas, antes de respondê-la, temos que dar um passo atrás e entender o que é a santidade e o que significa ser santo. Então, vamos lá!

O que é ser santo?

Papa Francisco nos deu uma bela explicação sobre a santidade na audiência do dia 19 de novembro de 2014. Vamos às palavras do Santo Padre:

“Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou à Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão (…)

A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja”.

A santidade é este chamado que Deus faz a todos a viver a plenitude do amor e dando testemunho deste amor aos irmãos, segundo a situação concreta de cada um. A santidade é a estreita união do homem com Deus, que é Santo por natureza. E os homens são santos na medida em que se aproximam de Deus. Então, podemos dizer que os santos são aqueles que chegaram a esta união profunda com Deus e deram testemunho em suas vidas do amor divino.

Os Santos são nossos amigos, nossos intercessores

Agora voltamos à nossa pergunta… Por que os católicos rezam para os santos? Nós, católicos, não acreditamos que os santos tenham ‘poderes especiais’ que competem com o poder de Deus. Simplesmente acreditamos que, quando morrem, estão junto a Cristo e, fazendo parte da Igreja Triunfante,  continuam a orar a Cristo por nós, que somos a Igreja Militante que caminha neste mundo rumo ao céu.

Portanto, pelo mistério da Igreja, estamos unidos como uma grande família. Os santos são nossos amigos e, assim como pedimos ajudar aos nossos amigos aqui neste mundo, quando estamos precisando de ajuda ou passando por algum momento difícil, podemos pedir ajuda aos nossos amigos que já estão no céu e intercedem por nós junto a Deus.

É importante deixar claro que é Deus quem faz as maravilhas em nossa vida e, como diz o Catecismo no numero 2683:

“Os santos não cessam de interceder a nosso favor diante do Pai, apresentando os méritos que na terra alcançaram, graças ao Mediador único entre Deus e os homens, Jesus Cristo (…). A nossa fraqueza é, assim, grandemente ajudada pela sua solicitude fraterna”.

Santa Terezinha do Menino Jesus, a quem celebramos neste mês de outubro, disse que passaria o seu céu fazendo o bem na terra. Esta frase nos anima e nos confirma que, assim como os santos passaram fazendo o bem na terra, como Cristo fez, no céu farão também o bem, intercedendo por nós.

Camila Vilas
https://www.a12.com/

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Por que temos que pedir bênção para nossa família? https://soucatequista.com.br/por-que-temos-que-pedir-bencao-para-nossa-familia/ https://soucatequista.com.br/por-que-temos-que-pedir-bencao-para-nossa-familia/#respond Tue, 28 Jun 2022 12:00:50 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117158 Tradição católica em ser abençoado por pais, padrinhos e avós traz harmonia, paz e proteção para quem amamos

Um costume antigo de muitas famílias é sempre pedir a bênção para nossos pais, tios, avós, padrinhos ao acordar, dormir, antes de sair de casa e para diversas situações.

Para muitos, isso pode parecer ultrapassado, mas é preciso ter um olhar espiritual para algo tão simples, mas ao mesmo tempo tão importante para quem dá e recebe essa bênção.

No parágrafo 2225, o Catecismo da Igreja Católica explica:

“Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os ‘primeiros arautos’. Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja.”

O próprio Catecismo (CIC 1668 e 1669) também diz que na bênção sempre é incluída de uma oração, acompanhada de um sinal determinado, como a imposição das mãos, o sinal da Cruz, e que todo batizado é chamado a ser uma bênção e a abençoar. Por isso, leigos como nossos familiares também têm esse poder.

Um exemplo de bênção parental nas Sagradas Escrituras pode ser encontrada no livro de Tobias, onde seu pai Tobit o abençoa antes de partir para uma viagem: “Que Deus nos céus te proteja no teu caminho e te traga salvo de volta pra mim; que o teu anjo te acompanhe“ (Tb 5, 17).

Papa Francisco, em uma de suas catequeses, realizada em novembro de 2016, nos orienta a sempre ter o costume de orar e abençoar aqueles que amamos:

“Quantos modos diversos temos para rezar pelo nosso próximo! Todos são válidos e aceites por Deus se feitos com o coração. Penso de maneira particular nas mães e pais que abençoam os seus filhos de manhã e à noite. Ainda permanece este hábito em algumas famílias: abençoar o filho é uma oração; penso na oração pelos doentes, quando vamos visitá-los e rezamos por eles; na intercessão silenciosa, às vezes com as lágrimas, em muitas situações difíceis pelas quais rezar”, disse o Santo Padre.

Alberto Andrade – www.a12.com

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Vamos falar sobre nosso Anjo da Guarda? https://soucatequista.com.br/vamos-falar-sobre-nosso-anjo-da-guarda/ https://soucatequista.com.br/vamos-falar-sobre-nosso-anjo-da-guarda/#respond Mon, 07 Feb 2022 12:05:55 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116927 Dentre os anjos de Deus, Ele escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende das dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12).

Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada.

Em um dos seus textos, são Francisco de Sales esclarece que a tarefa dos anjos é levar as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de informar-nos se elas foram atendidas. Assim sendo, as graças que recebemos nos são dadas por Deus, que é o princípio e o fim de nossa vida, através da intercessão de nosso Anjo Bom.

Deus confiou cada criatura a um Anjo da Guarda. Esta é uma verdade que está em várias páginas da Sagrada Escritura e na história das tradições da humanidade, sendo um dogma da Igreja Católica, atualmente também confirmado pelos teólogos. A devoção dos anjos é mais antiga até que a dos próprios santos, ganhando maior vigor na Idade Média, quando os monges solitários receberam a companhia dessas invisíveis criaturas, cuja presença era sentida nas suas vidas de silenciosa contemplação e íntima comunhão espiritual com Deus-Pai.

Todavia o Eterno Guardião, como o Anjo da Guarda também é chamado, tão solicitado e cuidado durante a infância, está totalmente esquecido no cotidiano do adulto, que, descuidando de sua exclusiva e própria companhia, não se apercebe mais de sua angélica presença. Mas este espírito puro continua vigilante, constante dos pensamentos e de todas as ações humanas.

O Anjo da Guarda é um ser mais perfeito e digno do que nós, criaturas humanas. Não podemos ignorá-lo. Devemos amá-lo, respeitá-lo e segui-lo, pois está sempre pronto a proteger-nos, animar e orientar, para cumprirmos a missão da vida terrena, trilhando o caminho de Cristo e, assim, ingressarmos na glória eterna.

Missão

Assim que a criança nasce, no momento do parto, por determinação Divina o Anjo da Guarda daquele ser assume o seu posto de guardião e jamais se afasta, até o retorno da Alma à eternidade.

É importante realçar esta realidade: sempre que nasce uma criatura na Terra, o Criador providencia o nascimento de seu Anjo da Guarda no Céu.

Então, significa dizer que cada Anjo Custódio é específico, ou seja, é feito especialmente para uma pessoa. O Santo Anjo da Guarda tem uma missão insubstituível ao longo da existência. Embora sempre silencioso e oculto, inspira a prática das boas intenções e boas obras; ilumina o espírito na busca da verdade, para que a mente não se afaste da doutrina correta; insinua sugestões a problemas de difícil solução; conduz as pessoas a cultivarem santos ideais, com o objetivo maior de dilatar cada vez mais o reino de Deus; estimula a prática da fidelidade, da justiça e do amor fraterno, zelando e orientando as pessoas pelo caminho da salvação eterna.

Por sua natureza Angélica espiritual, o Santo Anjo da Guarda é bonito, formoso, cativante e delicado, porque é uma emanação da beleza e das virtudes do Criador. A beleza Angélica está relacionada diretamente com as virtudes, dons e prerrogativas que o Anjo recebeu do Senhor.

A proteção dos Anjos da Guarda

No Antigo Testamento há um livro muito bonito, no qual se narra que Tobias devia fazer uma longa viagem, cheia de perigos. Então, busca um companheiro de viagem, e Deus envia o arcanjo Rafael que o acompanha e lhe mostra o bom caminho, devolvendo-o feliz a sua casa. Nós também vamos a caminho do céu; neste caminho existem muitos perigos para a nossa alma e o nosso corpo. Deus nos dá um companheiro de viagem que está sempre a nosso lado, ainda que não o vejamos: é o Anjo da Guarda. Nosso Anjo nos ama como o melhor dos amigos, nos protege dia e noite, e nos fala ao coração convidando-nos a fazer as coisas boas. Quando rezamos, ele apresenta nossa oração a Deus.

São Bernardo de Claraval resume em três atitudes o comportamento que as pessoas devem ter em relação ao Santo Anjo da Guarda:

– Atitude de Respeito
Porque é um ser mais perfeito e mais digno do que nós.

– Atitude de Confiança
Para confidenciar-lhe as dificuldades e pedir-lhe ajuda, luzes e disposição para cumprirmos a missão da vida.

– Atitude de Amor, Devoção e Gratidão
A fim de que sejamos dóceis às suas inspirações, porque na realidade são inspirações de Deus; ter confiança nas iniciativas dele e agradecer ao Santo Anjo da Guarda a preciosa e benéfica intercessão junto ao Criador.

Por fim, nunca podemos nos esquecer que o Anjo da Guarda diariamente está diante da Face do Senhor. Então, verdadeiramente ele é um poderoso aliado se soubermos desfrutar de sua fiel e perseverante amizade.

Oração

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade divina, hoje e sempre, me rege, guarda, ilumina.” Amém.

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7 DICAS DE DOM BOSCO PARA DISCIPLINAS AS CRIANÇAS https://soucatequista.com.br/7-dicas-de-dom-bosco-para-disciplinas-as-criancas/ https://soucatequista.com.br/7-dicas-de-dom-bosco-para-disciplinas-as-criancas/#respond Mon, 31 Jan 2022 13:32:28 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116910  

1) A punição deve ser o último recurso

2) O educador tem que se esforçar para ser amado pelos alunos caso deseje obter o seu respeito

3) Exceto em casos raríssimos, correções e punições não devem ser dadas em público

4) Violência? Castigos físicos? Não

5) As regras de disciplina, bem como as suas respectivas recompensas e punições, devem ficar bem claras para o educando, de modo que ele não possa alegar que não sabia

6) Seja exigente nas questões de dever, firme na busca do bem, corajoso na prevenção do mal, mas sempre gentil e prudente

7) Para ser verdadeiros pais e mestres, não devemos permitir que a sombra da raiva escureça o nosso semblante

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