Catequista – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 16 Oct 2024 23:04:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Catequista – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Acompanhamento com os pais na Catequese? https://soucatequista.com.br/acompanhamento-com-os-pais-na-catequese/ https://soucatequista.com.br/acompanhamento-com-os-pais-na-catequese/#respond Wed, 16 Oct 2024 23:04:18 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116559 Você já parou para pensar como, no início da Igreja, a evangelização acontecia, uma vez que, não existia uma estrutura pastoral e nem a comunicação como nos dias de hoje?

Os cristãos se reuniam nas casas e naquele ambiente doméstico, os discípulos proclamavam o Evangelho a todos. No coração deles havia um desejo enorme de anunciar a experiência vivida. Depois desse anúncio aquela família era transformada e passava a transmitir aos seus a vida de Jesus e os valores cristãos. Ensinamentos passados de geração em geração, principalmente, pela força do testemunho.

Hoje não pode ser diferente. No n. 2252 do Catecismo da Igreja Católica temos a seguinte afirmação: “os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes”. E o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Amoris Laetitia ressalta que apesar da complexidade do mundo atual e de uma rotina frenética “a família deve continuar a ser lugar onde se ensina a perceber as razões e a beleza da fé, a rezar e a servir o próximo” (AL, 287).

Os pais têm grande influência na vida dos filhos, por isso, a participação dos mesmos na catequese é de suma importância. É, primeiramente, pelo testemunho dos pais que os filhos começarão a perceber o valor dos ensinamentos cristãos.

Sendo assim, o catequista precisa colocar no seu planejamento o acompanhamento com os pais dos catequizandos. Sabemos que nem sempre essa é uma tarefa fácil, pois, muitos pais atribuem, exclusivamente, ao catequista a “obrigação” de catequizar; mas não é uma missão impossível.

Não existem fórmulas prontas, porém, há caminhos que podemos traçar:

  • Não inicie a catequese sem antes realizar um encontro com os pais. Não só para apresentações pessoais, mas aproveite esse momento para falar da importância da união entre Família e Igreja, não como cobrança, mas conscientizando de que todos somos “pedras vivas” na construção do Reino de Deus;
  • Muitos pais podem estar afastados dos Sacramentos há muito tempo. Promova encontros de espiritualidade (orações, partilha da Palavra, celebrações…). Não só com os pais, mas junto com os filhos também;
  • Convide as famílias dos catequisandos para participar junto com a criança do ofertório nas missas;
  • Aproveite as festividades da comunidade e promova a participação dos pais em gincanas, brincadeiras, ajudar nas barraquinhas… Enfim, faça-os se sentirem parte da comunidade;
  • Convide-os para ajudar nos retiros e encontros da catequese. Essa ajuda pode ser uma ambientação, acolhida e até mesmo em um momento do retiro/encontro;
  • Proponha atividades catequéticas em família;
  • Conheça a família dos catequizandos. Quando se conhece fica mais fácil saber como aproximar, como ajudar. Muitas vezes há um julgamento sobre a não participação da família na catequese. Porém, não podemos esquecer que a sociedade mudou e essa mudança afeta diretamente a família que acaba tendo dificuldades em responder aos novos desafios, principalmente, relacionados à fé, por não conseguirem, nessa “nova sociedade”, se encontrarem como família cristã.

Valorize, motive a família, isso é fundamental!

Crie vínculos. Quanto mais próximos dos pais, maior a chance deles estarem juntos nesse processo contínuo de amadurecimento da fé dos filhos.

Catequista, a Igreja acredita na família, acredite também! Esteja em sintonia com o que ela propõe hoje para a catequese, em especial a catequese familiar. De acordo com a realidade da sua diocese, paróquia ou comunidade busque materiais e apoio. Você não está sozinho. Os responsáveis pela catequese não é somente o catequista, mas toda a comunidade incluindo os agentes pastorais e padres. E, acima de tudo, confie seu trabalho ao Espírito Santo, é Ele quem vai te impulsionar e tocar os corações das famílias.

Encerro parafraseando um grande santo da Igreja Católica (Dom Bosco): “O trabalho não vai ser fácil, mas vai valer à pena.”

Por Luciana Francioli

Luciana Francioli Vacari, natural de Lorena/SP. Psicopedagoga, Catequista. Apaixonada por livros, escrita, pela vida e pelo que faz. Ex aluna Salesiana, no que muito contribuiu em sua formação. Iniciou os trabalhos pastorais no Oratório Salesiano ainda criança, onde teve suas primeiras formações para catequista. Participou de missões e expedições missionárias com os Salesianos de Dom Bosco e o Setor Juventude da Diocese de Lorena, no qual atua até hoje com a promoção dos trabalhos com a juventude da Igreja Particular de Lorena. Atua em sua área na Obra social Redentorista atendendo famílias em situação de vulnerabilidade social. É catequista na Paroquia Nossa Senhora Aparecida no bairro Industrial -Lorena/SP e faz parte da comissão do Setor Juventude da Diocese de Lorena.

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As Competências do Catequista https://soucatequista.com.br/as-competencias-do-catequista/ https://soucatequista.com.br/as-competencias-do-catequista/#respond Sat, 23 Oct 2021 11:30:39 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116802 Tudo o que você precisa conhecer sobre o assunto mais falado no mundo da educação. Esse novo jeito de ensinar, usado por educadores, em muito pode ajudar na Catequese com seu grupo de catequizandos.

Lembre-se dos últimos encontros catequéticos que você deu: reuniu o grupo, falou, explicou, deu exemplos, celebrou e se desdobrou para que a turma entendesse o tema.

Alguns até levantaram a mão para fazer uma ou outra pergunta, mas, no geral, todos ficaram quietos, “prestando atenção”.

Será que eles estavam realmente interessados? Depende.

É consenso entre os pensadores da educação que a criança só interioriza o que você ensina se estiver de alguma forma, ligada ao conteúdo por um desafio, uma motivação. Ou se perceber a importância e a aplicação de tudo aquilo que você quer transmitir.

Essa contextualização é uma das bases do ensino por competências, palavra de ordem da educação no Brasil e em vários outros países. O objetivo dessa abordagem é ensinar aos catequistas o que eles precisam aprender para ensinar seus catequizandos a serem cidadãos que saibam analisar, decidir, planejar, expor suas idéias e ouvir as dos outros.

Enfim, para que possam ter uma participação ativa sobre a sociedade em que vivem. Uma concepção nobre, mas que na grande maioria das catequeses ainda está por ser decifrada. Quando se trata de aplicá-la na turma, sobram dúvidas e falta quem possa solucioná-las.

Não há uma receita simples para aprender a ensinar dentro dessa nova concepção. Pode-se começar entendendo como ela surgiu. Até a conferência de 1990 em Jomtien, na Tailândia — onde foi elaborada a Declaração Mundial sobre Educação para Todos —, os processos educativos estavam calcados no que o físico e educador paulistano Luiz Carlos Menezes chama de ensino cartorial. Ou seja, um agrupamento de assuntos para memorizar ou exercícios para praticar à exaustão.

Naquele encontro, concluiu-se que havia necessidade de mudanças estruturais. Ficou claro que reformar a educação era uma prioridade mundial e as competências seriam o único caminho para oferecer, de fato, uma educação para todos. Tudo havia mudado: a sociedade, o mercado de trabalho, as relações humanas… só a educação continuava a mesma. Então, estava tudo errado? Não. O contexto social de épocas passadas aceitava aquela formação. O problema é que esse contexto não existe mais.

A sociedade tem hoje outras prioridades e exigências, em que a ação é o elemento chave. Simplesmente dar o conteúdo e esperar que ele seja reproduzido não forma o indivíduo. Quem não estiver preparado para o trabalho conceitual e criativo pode estar fadado à exclusão.

A catequese agora tem também o papel de ser espaço onde as relações humanas são moldadas. Deve ser usada para aprimorar valores e atitudes, além de capacitar o indivíduo na busca de Deus. Mas, afinal, o que são essas competências? E como desenvolvê-las? O dicionário Aurélio define essa palavra como “qualidades de quem é capaz de apreciar e resolver certos assuntos”.

Ela significa ainda habilidade, aptidão, idoneidade. Muitos conceitos estão presentes nessa definição: competente é aquele que julga, avalia e pondera; acha a solução e decide, depois de examinar e discutir determinada situação, de forma conveniente e adequada. É ainda quem tem capacidade resultante de conhecimentos adquiridos.

Sim, agora são todos esses os objetivos que se deve perseguir ao elaborar um projeto pedagógico. Para Philippe Perrenoud, sociólogo suíço especialista em práticas pedagógicas, competência em educação é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos — como saberes, habilidades e informações — para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações. Ele cita dois exemplos:

1) Decidir seu caminho em uma cidade desconhecida requer as capacidades de ler um mapa, localizar-se e pedir informações. E também diversos saberes, como ter noção de escala, elementos da topografia ou referências geográficas.

2) Saber votar conforme seus interesses mobilizam as capacidades de se informar e preencher a cédula, bem como os seguintes saberes: conhecimento de instituições políticas, do processo de eleição, de candidatos, de partidos, dos programas de governo, das idéias democráticas etc.

Esses são exemplos simples. Outras necessidades estão ligadas a contextos culturais, profissionais e condições sociais. “Os seres humanos não vivem todos, as mesmas situações e as competências devem estar adaptadas a seu mundo”, teoriza Perrenoud. “Viver na selva das cidades exige dominar algumas delas; na floresta virgem, outras.

Da mesma forma, os pobres têm problemas diferentes dos ricos para resolver.” Como se pode ver, as definições são complexas, muitas vezes imprecisas.

Diante desse quadro, a primeira dúvida que surge diz respeito aos conteúdos. Eles deixam de existir? Não. Ninguém aprende nada desvinculado do conhecimento teórico. Trata-se de trabalhar essas informações de forma diferente, dando-lhes significado. É o que se chama de ensino contextualizado. Uma coisa é você explicar no grupo um tema.

Outra é comparar e testemunhar a vida com este tema. Ocorre que o tempo é um parceiro cruel, todos vão argumentar. Com certeza. Um tema não se esgota em um encontro. É nessa escolha que entra o conceito de situações-problema, nas quais o conteúdo é apenas um dos elementos a ser levados em conta na hora de abordar qualquer conteúdo.

A motivação é criada a partir da geração de conflitos. Resolver um desafio estimula a turma. É mais importante que o catequizando saiba lidar com a informação do que simplesmente retê-la. Depois de lançada uma tarefa em que todos se envolvam, até uma catequese expositiva pode ter lugar. Nesse caso, ela estará inserida na resolução de um problema concreto e a teoria ganhará uma finalidade aplicável. Trabalhar assim significa o fim do conteúdo pelo conteúdo.

Se o objetivo é estudar uma situação real, do cotidiano, então o conhecimento também não pode estar separado. Se todos os saberes devem se unir para atender às necessidades do catequizando, então os catequistas das diversas idades também precisam sentar juntos para definir os temas? Sim.

Sem planejamento ninguém vai a lugar nenhum, o primeiro passo é repensar o projeto pedagógico, com o plano e a ação da catequese voltados verdadeiramente para a formação de indivíduos independentes e críticos. Sem perder de vista as necessidades do meio em que o catequizando vive.

E isso ainda não é tudo. De nada adianta trabalhar dessa maneira se a avaliação não muda. Mas, como avaliar competências? A observação é a melhor forma de saber se houve ou não o aprendizado. Ela precisa ser feita a todo momento, com o catequista prestando atenção ao que cada catequizando está fazendo, como reage aos estímulos, o que atrai seu interesse. Do contrário, o catequista não vai ajudá-lo a superar suas dificuldades. Mais uma vez, Perrenoud mostra um caminho para uma avaliação eficiente:

1) As atividades e suas exigências precisam ser conhecidas antes de iniciá-la.

2) Deve-se incluir apenas atividades contextualizadas.

3) Não pode haver nenhum constrangimento de tempo fixo.

4) É necessário exigir uma certa forma de colaboração entre os pares.

5) O educador tem de levar em consideração as estratégias cognitivas e metacognitivas utilizadas pelos educandos.

6) Ela deve contribuir para que os educandos desenvolvam ainda mais suas capacidades.

7) A correção precisa levar em conta apenas os erros de fundo na ótica da construção de competências.

Ou seja, o trabalho torna-se mais sensível do que técnico.

Trazendo para a catequese, temos que o final de cada etapa, passa a ser resultado de muitos fatores, não apenas de uma “provinha”. É o progresso e a evolução do catequizando ao longo da caminhada na fé e vida da comunidade. Ficou assustado com o tamanho do desafio?

Todos sabem que, na prática, as mudanças ainda vão consumir muito tempo até serem bem assimiladas. Até lá, continuarão existindo as boas e as más maneiras de catequizar. Mas que ninguém duvide: esse novo jeito de educar, que dá oportunidade a todos de aprender, será “a” referência em educação e, mais cedo ou mais tarde, servirá para diferenciar os melhores catequistas e as comunidades que merecem destaque. Por um motivo simples, quem não se atualizar vai formar pessoas fora do seu tempo.

FONTE: CATEQUISAR

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A parábola nos textos de catequese https://soucatequista.com.br/a-parabola-nos-textos-de-catequese-capitulo-05/ https://soucatequista.com.br/a-parabola-nos-textos-de-catequese-capitulo-05/#respond Wed, 20 Oct 2021 11:30:26 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116787 Todos os novos textos valorizam amplamente as parábolas, não como simples citação ou um lembrete facultativo ou um exemplo, mas como parte integrante do texto. E não só nos textos para crianças mas também nos textos para jovens e adultos.

A catequese pós-conciliar, na verdade, é profundamente bíblica e, portanto, não pode deixar de lado as parábolas, que revelam a identidade de Deus em Cristo, a novidade do Reino, a missão da Igreja e as características do discípulo.

A presença das parábolas nos novos textos de catequese é abundante quantitativamente e relevante qualitativamente. A escolha das parábolas não depende, em primeiro lugar, de critérios de compreensão didática, mas se efetua em relação à sua intrínseca capacidade de ilustrar o Reino como dom a ser reconhecido e como tarefa a ser realizada com empenho, já no tempo presente.

O cristão já não pode mais hoje propor o anúncio cristão integral sem ter presentes as parábolas em sua riqueza positiva. Os novos textos não exigem que o catequista seja exegeta, mas que ele saiba conjugar, cada vez mais e melhor, Palavra de Deus e catequese.

CONCLUSÃO

As parábolas são, talvez, o elemento mais característico de Jesus Cristo, tal como é transmitido nos Evangelhos.
Não se pode portanto admitir que um catequista seja capaz de desenvolver o próprio ministério (serviço), sem uma adequada familiaridade com as parábolas.

O catequista seja ajudado a meditar, interpretar e comunicar as parábolas, de acordo com alguns rigorosos critérios de exegese e de catequese. Um mínimo de familiaridade com os textos das parábolas é hoje exigido pelo respeito à Palavra de Deus, pela feitura dos novos textos de catequese e pela seriedade com que se deve viver o próprio ministério na Igreja.

Não é rigorosamente necessário analisar todas as parábolas evangélicas. Para o catequista é sobretudo importante adquirir um método orgânico de leitura das parábolas, que contenha várias dimensões:

– o conhecimento do texto bíblico;
– sua incidência na espiritualidade;
– sua contribuição para os destinatários do anúncio;
– a caracterização ou especificação do conteúdo;
– a metodologia para transmiti-lo melhor;
– sua abertura para a liturgia e para a vida.

Um curso sobre as parábolas não deveria faltar nas escolas para catequistas. O esforço que esta
pesquisa exige favorece a formação deles e valoriza o anúncio. Os frutos que daí a catequese pode tirar estimulam a fazer esta experiência.

Colaboração: Maria Helena L. de Carvalho – Novo Hamburgo
Fonte: Luiz Guglielmoni – Revista Catechesi, Itália (1983/15, pp.11-19)
Orientações gerais e indicações práticas para uso das parábolas na catequese.
R. M. O. traduziu.

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Os jovens catequistas https://soucatequista.com.br/os-jovens-catequistas/ https://soucatequista.com.br/os-jovens-catequistas/#respond Mon, 11 Oct 2021 11:04:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116753 É bom ver tantos jovens catequistas querendo saber mais do que já sabem. É bom perceber que estão partindo para o estudo da fé e assumindo a missão de ensiná-la aos seus companheiros de idade.

1. Jovens transmitindo o Evangelho aos outros jovens

Se quiserem assumir o ministério da catequese para instruir seus colegas na fé, podem ter certeza que sofrerão pressões de todos os cantos. Se o fizerem por amor à Igreja e com desprendimento, chegarão à idade adulta com a paz de quem pensou o tempo todo em Jesus e na Igreja católica como um todo, mais do que em si mesmo ou no seu movimento.

Catequista vai além do seu grupo e do seu movimento de Igreja. Não repercute apenas as ideias do seu grupo. Repercute as ideias da Igreja. Dele se espera mais cultura e mais abrangência.

2. Alguém repercutiu para vocês

Alguém repercutiu para vocês (catechein quer dizer mais ou menos isso: repercutir) e vocês agora querem repercutir para outros que Jesus esteve aqui, foi para o Pai, mas continua conosco, se quisermos. E, o que é importante: de reconciliados estão se tornando reconciliadores. Não há catequese sem penitência e sem perdão.

Vocês vieram aqui (e se tornaram catequistas), provavelmente, porque ouviram o grito do Papa João Paulo II: “Avancem para as águas mais profundas”. O Papa está pedindo mais profundidade na Igreja.

Talvez porque esteja vendo que em toda a parte há pessoas brincando de ser catequistas, sem nunca ter lido os documentos da Igreja, como Catequese Tradendae, Sacrossantum Concilium, Catequese com adultos, e alguns até sem terem lido o Catecismo da Igreja Católica – e há catequistas que nem sequer leram a Bíblia!

3. Ser um instrumento ajustado e afinado

Muitos têm boa vontade, mas lhes falta entender o que fazem. Muitos fazem porque todo o mundo está fazendo. O Papa quer jovens e gente mais culta e mais profunda para dar catequese. Especialmente, os jovens que são tão curiosos e querem saber tanta coisa. Pois que saibam e conheçam melhor a sua Igreja. Catequista vive da boca que anuncia, mas antes precisa viver dos olhos que lêem e aprendem.

Esses jovens devem mostrar a verdadeira face da Igreja.

Texto baseado no artigo “Catequistas que vão a fundo”
do Pe. Zezinho – Catequisar

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Dez conselhos que o catequista deve seguir para viver bem a sua vocação https://soucatequista.com.br/dez-conselhos-que-o-catequista-deve-seguir-para-viver-bem-a-sua-vocacao/ https://soucatequista.com.br/dez-conselhos-que-o-catequista-deve-seguir-para-viver-bem-a-sua-vocacao/#respond Fri, 08 Oct 2021 12:00:29 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116732 1. O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja. Deve testemunhar por sua vida, seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus;

2. O catequista deve sorrir ao encontrar seus catequizando e executar sua tarefa com alegria e não encarar os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;

3. Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar a responsabilidade na primeira situação adversa;

4. O catequista é alguém que dever ter sempre uma atitude de animador. Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade;

5. O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir. Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá-la; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice-versa;

6. O catequista precisa ter ou desenvolver algumas qualidades como saber trabalhar em equipe, ter liderança e ser criativo, ser uma pessoa responsável e perseverante, ter responsabilidade e pontualidade, ter amor aos catequizandos e sentir dentro de si a vocação de catequista.

7. O catequista deve cuidar constantemente da sua formação. Nunca pode dizer que está pronto para sua tarefa. É necessário uma formação permanente: através de dias de encontro, reflexão e oração com os catequistas da sua comunidade, planejando e programando junto com os outros, participando de cursos dentro da própria comunidade ou paróquia, lendo bastante, atualizando-se sempre, estudando os documentos da Igreja sobre catequese e outros assuntos atuais;

8. Frequente a missa, cuide de seus atos fora da Igreja, dê testemunho prático de tudo que transmite aos seus catequizandos.;

9. O catequista deve ser acolhedor, reservar um tempo para ouvir os catequizandos, procurar conhecer suas realidades cotidianas, pois assim as orientações sobre a fé ficam mais fáceis de ser transmitidas quando baseadas na realidade deles;

10. O catequista tem a missão de engajar os catequizandos na vida de comunidade.  Essa missão deve ser desenvolvida por meio da motivação, destacando os dons e talentos de cada um e apresentado os trabalhos pastorais e comunitários, mostrando a eles, a necessidade de dar continuidade ao projeto de Deus para vida de cada cristão.

FONTE: A12

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A alegria de ser Catequista https://soucatequista.com.br/a-alegria-de-ser-catequista/ https://soucatequista.com.br/a-alegria-de-ser-catequista/#respond Thu, 26 Aug 2021 12:35:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116647 Celebrando o dia do Catequista, desejo expressar a alegria de percorrer esse caminho do anúncio da Palavra de Deus, juntamente com vocês. A cada ano que passa vamos aprimorando nosso saber e o saber fazer catequético. Esse ano se tornou exigente para todos nós catequistas. Ele nos tirou do comodismo, da rotina e nos possibilitou um aprimoramento dos nossos saberes. Quanta riqueza, quantas criatividades foram se manifestando e se expandindo até chegar a lugares antes não alcançados. Nesse tempo de isolamento, mesmo diante das dificuldades e conhecimentos sobre as redes digitais, a Palavra foi partilhada, a fé vivenciada e experimentada. Foi possível chegar perto de tantas outras catequistas, através das lives, conhecer seus trabalhos e nos atualizarmos com várias experiências e formações. Um tempo não desejado, mas quando entra na história, vem fazer parte da realidade. É nele que vamos continuar a caminhada, renovando, recriando, reinventando para fazer chegar o anúncio de Jesus Cristo a todos os lugares e às famílias. Podemos dizer como Paulo: Vamos fazer chegar a Palavra de Deus até os confins da terra, através das redes digitais.

Nesses momentos difíceis e mesmo percebendo vários obstáculos à nossa frente, está sendo possível caminhar e nos manter na luta para conseguir vencer as batalhas. Podemos nos lembrar aqui do profeta Elias: O caminho é longo, temos muitas coisas a enfrentar, mas vamos em frente, pois a presença de Deus conosco é constante. Deus em sua misericórdia e profundo amor por nós, continua enviando recursos para nos estabelecer em sua presença. Quanto ao tempo, este pertence a Deus. É só irmos caminhando, realizando nossas tarefas de ser catequista, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. A vitória é certa.

Podemos também lembrarmos o livro de Eclesiastes, que nos ensina que tudo tem seu tempo determinado. Há tempo para tudo: para nascer e morrer, chorar e rir, entristecer e alegrar. Há tempo para todo o propósito debaixo do céu. O tempo nos ensina a esperar e amadurecer como pessoas. Assim, vamos vivendo o tempo, vamos cuidando de nossos catequizandos e catequistas. Vamos aguardar o tempo propício para a retomada das catequeses. Enquanto isso, vamos gastar o nosso tempo vivendo nossa vocação de catequistas e realizando nossa missão junto aos catequizandos. Vamos colocar o nosso agir cristão na prática da justiça, da misericórdia e na fidelidade ao projeto de Deus.

Mas quem são os catequistas?

Somos todos chamados à vocação. Todos os batizados que constituem uma comunidade e respondem ao chamado de Deus, comprometendo-se com o Reino. Cada um na sua função específica. No ministério da catequese, o primeiro catequista é o Bispo, depois o presbítero, como primeiro colaborador do Bispo. Os presbíteros discernem e promovem a vocação e o serviço dos catequistas. Temos o diácono, os consagrados e os catequistas leigos, estes mediante sua inserção no mundo, oferecem um precioso serviço à evangelização: sua própria vida como discípulo de Cristo é uma forma de anúncio do Evangelho.

Mas quem é a pessoa do Catequista?

O Catequista é uma pessoa de fé, em busca de uma profunda espiritualidade sustentada pela Palavra e vida de oração, alimentada pela Eucaristia. É alguém que integrado na comunidade, conhece bem sua história e suas aspirações e sabe animar e coordenar a participação de todos. (CR 144). Por isso deve ter plena consciência de que, como Igreja que é, atua, fala e age em nome dela. E a exemplo do Mestre Jesus, deve se esforçar para adquirir um perfil de servidor da comunidade.

Agradecemos a todos vocês catequistas que vêm dedicando suas vidas ao serviço do Reino de Deus, anunciando a Palavra, se colocando no seguimento de Jesus e ajudando os catequizandos a serem conduzidos para o mistério da nossa fé, o Mistério Pascal. Cada vez mais vive-se o amor, um amor exigente, mas que se torna cada vez mais forte a Cristo e ao irmão. Um amor que dá a direção: colocar-se a serviço do desígnio salvífico de Deus em favor da humanidade.

Falar de desígnio de Deus é falar de algo que vai além de um desejo simples, pois são as disposições do Senhor. Seus planos projetos e propósitos de amor para nós. Fazer essas disposições chegar até às pessoas e ajuda-las fazer a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo, educando-as na fé e à missão de iniciar à vida cristã. Ter o compromisso de levar até às pessoas a beleza da Sagrada Escritura, que tem Deus como fonte de todo esplendor e beleza, e os evangelhos onde toda a beleza se concentra na pessoa de Jesus Cristo, revelador de Deus e resplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser” (Hb 1,3). São Evangelhos fascinantes.

Neuza Silveira de Souza
Comissão Bíblico-Catequético do Regional Leste 2

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Teatro: Vocação, Luz Divina! https://soucatequista.com.br/teatro-vocacao-luz-divina/ https://soucatequista.com.br/teatro-vocacao-luz-divina/#respond Wed, 04 Aug 2021 13:31:08 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116592 ELENCO:

*1 pessoa do papel de enviado de Deus;
*3 jovens com os quais o enviado irá conversar;
*Uma cruz humana formada por jovens.

O enviado de Deus entra em cena, conduzindo uma luz (vela) e se aproxima do primeiro jovem e lhe diz:

ENVIADO: Esta é a Luz de Cristo para iluminar o seu caminho!

O jovem se levanta com a vela acesa e fala:

JOVEM 01: O que é isto?

O enviado responde:

ENVIADO: Esta é a Luz que irá te guiar por toda a vida e por todos os lugares.

O jovem:

JOVEM 01: Mas quem disse que eu quero ter luz? Está bom aqui no escuro e eu não vou a lugar nenhum!

O jovem apaga a vela e volta ao seu lugar. O enviado decepcionado fala:

ENVIADO: Oh gente incrédula, que prefere as trevas à Luz. Jamais podemos esquecer ou querer apagar a Luz do Chamado que Deus faz a cada um de nós.

O enviado se dirige ao segundo jovem, acende-lhe a vela dizendo:

ENVIADO: Que a Luz de Cristo brilhe em seu coração!

O segundo jovem se levanta e pergunta:

JOVEM 02: Nossa! Que brilho lindo! De onde vem esta luz? Quem é você?

O enviado responde:

ENVIADO: Eu sou apenas um amigo que lhe trouxe um pouco de Luz. E que com esta Luz, você ilumine o caminho daqueles que ainda estão na escuridão.

O jovem responde:

JOVEM 02: Não! Esta luz é só minha! Não vou reparti-la com ninguém. Fiquei tanto tempo na escuridão e agora que tenho esta linda luz, você quer que eu divida com os outros? Não, não…

O enviado:
ENVIADO: Quanto egoísmo! Quando vamos ter em mente que somos chamados para servir e não sermos servidos, que devemos ser Luz para nossos irmãos?

O enviado se dirige ao terceiro jovem, lhe acende a vela e diz:

ENVIADO: Eis que te envio ao mundo, para ser Luz entre as nações!

O jovem se levanta e fala:

JOVEM 03: Meu Deus! Pensei que jamais veria claridade. Ainda bem que Deus se lembrou de mim. E o senhor, quem é?

ENVIADO: Sou apenas alguém que Deus enviou para tirar das trevas aqueles que ainda não conhecem a Luz.

O jovem:
JOVEM 03: Mas o que eu devo fazer? Como posso retribuir a essa benção de Deus?

O enviado:
ENVIADO: É muito simples. Essa Luz que você está recebendo, é o chamado de Deus, é a sua vocação. Nunca deixe que essa Luz fique escondida no seu interior, mas a coloque em lugar de destaque para que, quando ela brilhar, ilumine a todos que estão ao seu redor. Assim, você estará demonstrando sua gratidão para Deus.

O jovem:
JOVEM 03: Mas, e se esta Luz se apagar?

O enviado:
ENVIADO: Não meu jovem, aquele que de coração partilha sua Luz com os irmãos, jamais terá sua claridade, seu brilho apagados e sim aumentados cada vez mais.

O jovem:

JOVEM 03
: Obrigado Senhor! Dai-me forças para ser Luz para meus irmãos!

O jovem caminha e acende as velas da cruz humana que está no meio do palco. Em seguida, o jovem acende a vela do segundo jovem, que o ajuda a acender e a levantar o primeiro jovem.

Ao final, todos dizem:

TODOS: “DEIXEM A LUZ DE DEUS BRILHAR EM SEUS CORAÇÕES. DIGAM SIM ÁS SUAS VOCAÇÕES!

– FIM –

INTERAGINDO COM A PLATÉIA:

(Após a encenação, interagir com os presentes)

Vocação é o chamado de Deus para agirmos no mundo.
Quando ouvimos e seguimos o chamado, seguimos a luz!
Sob a luz conseguimos enxergar melhor as coisas em nós e à nossa volta.

REFLITA:
* Em minha vida quais são os momentos de luz e quais os momentos de escuridão?
* Eu encontrei e estou seguindo minha vocação?
* Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo!” – que sentido esta mensagem traz para minha vida? Eu sou “luz” e ilumino quem está à minha volta?

Por Teatros Católicos

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