Espiritualidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 16 Oct 2024 23:04:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Espiritualidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Festa do Carmo 2020: Província Carmelitana de Santo Elias prepara Novenário para a Venerável Ordem Terceira do Carmo https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-provincia-carmelitana-de-santo-elias-prepara-novenario-para-a-veneravel-ordem-terceira-do-carmo/ https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-provincia-carmelitana-de-santo-elias-prepara-novenario-para-a-veneravel-ordem-terceira-do-carmo/#respond Wed, 16 Oct 2024 23:04:38 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=17491  

A Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE) se prepara para celebrar, no próximo mês julho, a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. A ocasião marcará também a comemoração dos 300 anos da ereção canônica da Província, que testemunha, há três séculos, a jovialidade e a vitalidade do Carmelo. Em atenção a data, o Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., e os Delegados para as Ordens Terceiras, Frei Bruno Castro Schröder, O. Carm., e Frei Carlos André Bezerra de Lima, O. Carm., prepararam um novenário como subsídio para a preparação espiritual dos irmãos Terceiros.

“Neste mês de julho o nosso coração possui inúmeros motivos para festejar e elevar a Deus um canto de louvor. Celebraremos no dia 16 a Solenidade de Nossa Mãe Santíssima do Carmo, ela que tudo realizou para a maior glória de seu Divino Filho e nos deixou o salutar conselho “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Desejamos ardentemente, como filhos da Virgem e Membros da família Carmelitana, tornar esse novenário em sua honra um momento único e solene. Esse também será um tempo oportuno para agradecermos a Deus pelos 300 anos da ereção canônica da Província Carmelitana de Santo Elias. O júbilo que se manifesta em cada comunidade conventual pelos 300 anos, deve-se fazer presente igualmente em todos os sodalícios, pois a história da Província se entrelaça à vida da Ordem Terceira presente nas mais diversas regiões do Brasil, enriquecendo a vida de fé e levando a espiritualidade carmelitana a todos”, diz a introdução do documento.

Frei Carlos André Bezerra de Lima, O. Carm., também gravou um convite especial para todos os membros da Ordem Terceira do Carmo, e ressaltou que o novenário traz três intenções especiais. Assista:

Clique aqui e faça o download do subsídio: “Com a Virgem Santíssima elevemos louvores a Deus, pelos 300 anos da Província de Santo Elias”

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Aprendamos com Santa Teresinha a nos abandonarmos em Deus https://soucatequista.com.br/aprendamos-com-santa-teresinha-a-nos-abandonarmos-em-deus/ https://soucatequista.com.br/aprendamos-com-santa-teresinha-a-nos-abandonarmos-em-deus/#respond Fri, 27 Sep 2024 11:00:20 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=17893

Santa Teresinha vivia em estreita intimidade com Deus

Com a finalidade de se trazer um exemplo concreto desses primeiros graus de contemplação mística de que tratamos no artigo anterior, utilizaremos aqui o exemplo de outra Teresa: Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, a doutora do Amor. Uma santa de uma profundidade excepcional, mas, aparentemente, sem os fenômenos místicos exteriores.

De fato, somente após a sua morte e a divulgação de seus escritos, percebeu-se que, embaixo de uma aparência comum, escondia-se uma perfeita esposa de Cristo, experiente em viver unida a Ele em estreita intimidade. Ao confrontar seus escritos com a de sua fundadora, Santa Teresa D’Ávila, temos como que um espelho onde aquilo que é proposto pela “Teresona” é colocado em prática pela Teresinha.

A título de exemplo, confira a devoção de Santa Teresinha pela Sagrada Face de Cristo e o conselho de Santa Teresa, no “Caminho de Perfeição” (26,9), sobre manter-se sempre à mão uma imagem de Nosso Senhor. Ou, no mesmo livro, o capítulo 15 que tem como subtítulo “Que trata do grande bem que há em não desculpar-se, ainda que se vejam condenar sem culpa” e a narrativa de Santa Teresinha sobre o vaso quebrado atrás da janela no “Manuscrito A” (74v) de “História de uma Alma”.

Por último, não é possível deixar de citar a estreita relação existente entre a “Pequena Via” de Santa Teresinha e a “segunda via” ou o modo de se cruzar as quintas moradas de Santa Teresa em seu “Castelo Interior”. Novamente um paralelo não entre mestra e discípula, mas entre doutora e doutora, duas gigantes da vida espiritual mostrando o verdadeiro caminho, verdade e vida: Cristo.

Outro fato relevante que diz muito da extensão da vida interior de Santa Teresinha é sua confissão de que, entre os 17 e 18 anos, não tinha outro alimento espiritual além dos livros de São João da Cruz, o doutor místico (História de uma Alma, Man A, 83f). Suas mais de 80 citações de São João da Cruz em seus escritos alertam para a profundidade dessa convivência.

Colocada as bases sólidas de sua espiritualidade e a sua profunda dimensão interior, como Santa Teresinha pode nos ajudar a entender as orações místicas?

A Pequena Via e a vida de oração

Dentre as diversas explicações sobre a contemplação mística que vimos anteriormente, relembro aqui trechos que falam sobre “uma claridade confusa”, uma “amorosa comunicação infusa de Deus que, juntamente, vai ilustrando e enamorando a alma” e “uma visão simples, livre, penetrante e certa de Deus ou das coisas divinas que procede do amor e tende ao amor”!

Como corresponder a tal comunicação amorosa? Como vivê-la na prática? Santa Teresinha nos dá algumas dicas concretas. Afinal, se a contemplação é um influxo divino sobre o ser humano, como correspondê-la? Como não a negar? Em suma, como auxiliar Deus nesse processo de santificação em vez de opor-Lhe resistência?

Em primeiro lugar, entendendo que se Deus começa a unir a vontade, a inteligência e a memória, é para dignificá-las e não corrompê-las. A confiança absoluta em Deus é, portanto, o primeiro traço de quem se aventura pela contemplação. Ou, nas palavras de Santa Teresinha, “a esperança cega que tenho em sua misericórdia” (Obras Completas de Santa Teresinha, Carta 197). Uma observância que, mesmo em meio aos sofrimentos, nada pode superar ou diminuir a alegria de saber-se nas mãos de Deus.

Revestir-se de alegria no abandono

Esse júbilo deve ser vivido mesmo quando a oração mística parece nos afastar de Deus em vez de nos aproximar: “Se nada mais tiver além de puro sofrimento, se o céu estiver tão escuro que eu não veja nenhum espaço claro, pois bem! Faço disso minha alegria…” (Obras…, Caderno Amarelo, 27 de maio, 6), ou quando a alma percebe que não tem mais possibilidade de se elevar sozinha, que em tudo depende da ação de Deus.

Esse caminho da oração mística através das “noites” narradas por São João da Cruz precisa, em segundo lugar, revestir-se de alegria no abandono: “O passarinho quer voar para esse Sol brilhante (…), porém, não está em sua mínima capacidade! O que será dele? Morrer de tristeza por se ver tão impotente?… Oh não! O passarinho nem vai ficar aflito. Com audaz abandono, quer ficar fitando seu divino Sol; nada poderá assustá-lo (…), pois sabe que além das nuvens, seu Sol continua brilhando, que seu brilho não poderá eclipsar-se” (Obras…, Manuscrito B, 5f).

Da escola de São João da Cruz ela aprendeu que “Obtém-se de Deus tanto quanto se espera d’Ele” (Noite Escura II, 21) e, por isso, aprende a esperar tudo. Mesmo contra todas as evidências exteriores e todos os sentimentos interiores, a contemplação deve ser vivida em confiança que se traduz em alegria e gera o abandono.

No entanto, nesse caminho incerto, feito na escuridão, alguns cuidados sempre são necessários. Santa Teresinha alerta que, nesse percurso de união, deve-se sempre estar atento para não buscar a si mesmo, fazendo sua própria vontade (Obras…, Caderno Amarelo, 25 de julho, 13), nem a própria satisfação (idem, 20 de julho, 1).

Sempre insistir na prática das pequenas virtudes (Obras…, Manuscrito A, 74v) e consumir-se em atos de amor. Afinal, o que seria mais próprio para o caminho de união mística? O que mais necessário? Nas palavras de São João da Cruz, “O mínimo movimento de puro amor é mais útil à Igreja do que todas as outras obras reunidas” (Cântico Espiritual, XXIX). Santa Teresinha a repetiu em suas obras e cartas em diversos lugares e na sua vida intensa e constantemente.

A humildade santifica

Há ainda a necessidade de citar a vivência da humildade. Sem ela não há espaço para a santificação, Teresinha bem o sabia. Em sua “Oração para conseguir a humildade”, de julho de 1897, abre seu coração e diz: “Senhor, conheceis minha fraqueza: a cada manhã, tomo a resolução de praticar a humildade, e de noite reconheço que ainda cometi muitos pecados de orgulho; diante disso, sou tentada a desanimar, porém – eu sei – o desânimo também é orgulho” (Obras…, Oração 20). O que fazer então? Ela sabe que a única forma de crescimento na humildade é ser humilhado. Por isso, na mesma oração, pede corajosamente: “Suplico-vos, meu Divino Jesus, que me envieis uma humilhação cada vez que eu tente elevar-me acima das outras”.

Por último, aprendemos com a doutora de Lisieux uma importante distinção sobre esse percurso de união com Deus dos primeiros graus de oração mística: união não é unidade. Nesta primeira fase da vida mística, a conformativa, estreita-se a união para que a última fase, a transformativa, possa ser vivida em unidade.

Segundo Santa Teresinha, do mesmo modo que se resignar ou aceitar a vontade de Deus não é realmente fazer a Sua vontade, união não é unidade. “Na união, continuamos a ser dois; na unidade, somos apenas um” (Obras… Caderno Amarelo, 23 de julho, 5).

Para viver esse período de união, buscando a verdadeira unidade, Santa Teresinha reflete sobre a citação do Cântico dos Cânticos (1,3): “O que significa então pedir para ser atraído, senão unir-se de maneira íntima ao objeto que cativa o coração? (…) peço a Jesus que me atraia nas chamas do seu amor, que me una tão estreitamente a Si, que seja Ele quem viva e aja em mim” (Obras…, Manuscrito C, 35v-36f).

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Novena de Santa Teresinha do Menino Jesus https://soucatequista.com.br/novena-de-santa-teresinha-do-menino-jesus/ https://soucatequista.com.br/novena-de-santa-teresinha-do-menino-jesus/#respond Sun, 22 Sep 2024 12:37:14 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=17866 Convidamos você a rezar a novena de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Santa Teresinha é celebrada em 1º de outubro e é uma santa carmelita muito amada.

Doutora da Igreja, padroeira das missões e intercessora dos jovens. Esses e outros atributos de Santa Teresinha são lembrados por quem se confia à intercessão da santa nesses dias de setembro.

A novena de Santa Teresinha:

 

1º dia – Santa Teresinha doutora e amante da Igreja

Neste dia rezemos pelos que exercem o ministério sacerdotal, pela santificação do Clero e pelas intenções do coração do Santo Padre.

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

2º dia – Santa Teresinha padroeira das missões

Neste dia rezemos pelos missionários espalhados no mundo inteiro e suas necessidades espirituais e materiais.

 

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

3º dia – Santa Teresinha que teve uma vida de sacrifícios pelas almas

Neste dia rezemos pelos Cristãos que são perseguidos e martirizados por sua fidelidade e amor a Cristo.

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

4º dia – Santa Teresinha que viveu em uma família santa

Neste dia rezemos pela união e santificação das famílias

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com queenriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

5º dia – Santa Teresinha padroeira dos jovens na vocação Shalom

Neste 5º dia da novena de Santa Teresinha rezemos pelos jovens do Projeto Juventude para Jesus e pela juventude do mundo inteiro

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

6º dia – Santa Teresinha que foi curada pelo sorriso de Maria

Neste dia rezemos pelos que sofrem de depressão, pelos que vivem oprimidos e sem sentido de vida

 

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

7º dia – Santa Teresinha apaixonada por Jesus

Neste dia rezemos para que todos tenham um coração inflamado de amor a Cristo

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

 

8º dia – Santa Teresinha próxima dos prisioneiros

Neste 8º dia da novena de Santa Teresinha rezemos por todos os encarcerados e pelos que se encontram presos em si mesmo, pelo pecado

Novena de Santa Teresinha

Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

9º dia – Santa Teresinha solidária aos incrédulos

Neste último dia da Novena de Santa Teresinha, rezemos pelos que não creem ,não esperam e não confiam em Deus

Novena de Santa Teresinha
Oração:

Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: eu vos agradeço por todas as graças com que enriqueceste a vida de vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nestes 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço … (fale qual é), se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma (ou da pessoa por quem está rezando).

Ajudai minha fé e minha esperança, Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ficareis no Céu a fazer o bem na terra, permitindo que eu ganhe um rosa em sinal de que alcançarei a graça pedida.

Rezar 24 vezes, por cada ano de Santa Teresinha na terra:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amém.” Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por mim (ou o nome da pessoa por quem está intercedendo).

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Setembro Amarelo e a Espiritualidade: não podemos ser insensíveis aos sentimentos das pessoas https://soucatequista.com.br/setembro-amarelo-e-a-espiritualidade-nao-podemos-ser-insensiveis-aos-sentimentos-das-pessoass/ https://soucatequista.com.br/setembro-amarelo-e-a-espiritualidade-nao-podemos-ser-insensiveis-aos-sentimentos-das-pessoass/#respond Fri, 20 Sep 2024 11:00:27 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12852 Frei João Carlos Dias e Frei Alonso Malaquias, além de frades carmelitas, são também psicólogos e falam nessa matéria sobre “Setembro Amarelo e Espiritualidade”

Eles partilharam sobre a origem do mês Setembro Amarelo, explicaram os fatores que podem aumentar o risco de ideias suicidas e ainda deram dicas de como lidar com a depressão.

A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo.

Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida.

No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país.

Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.

A campanha Setembro Amarelo foi criada no Brasil em 2015. O projeto é um trabalho conjunto do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar a cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

Frei João Carlos, O.Carm, explica que o mês tem como objetivo conscientizar sobre a prevenção do suicídio e dar visibilidade à causa.

“O diagnóstico não é fácil, pois existem diversos fatores! Por isso, o Setembro Amarelo tem o objetivo de despertar a atenção. Neste sentido, o mais importante é a percepção primária, será o diferencial observar os primeiros sinais e este mês serve pra isso para despertar um olhar mais critico para identificar estes transtornos. Só a partir da identificação, será possível manejar isso de uma forma que ajude a pessoa e seja feito encaminhamento para um profissional, quanto antes. Este mês serve também para conversarmos sobre o suicídio, pois isso era um tabu, as pessoas não conversavam sobre isso. A cura de uma pessoa está na tomada de consciência, quando a pessoa tem a consciência do que vive, ela busca a cura, a cura vai começando ali” , disse Frei João Carlos.

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos e o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Por isso, neste sentido Frei Alonso Malaquias, O.Carm, explica quais os fatores que contribuem para uma conduta suicida.

“Se a pessoa sempre fala sobre o assunto, comenta outros casos de suicídio ou ainda nunca fala sobre os seus planos de futuro, não aparenta ter projetos futuro, vive sempre desanimada com tudo, é bom ficar de olho, pois isso são sinais de alerta que necessitam de um acompanhamento profissional. É importante saber as causas dessa tristeza, é importante observar quando a pessoa começa a se afastar do amigos, quando a pessoa se sente impotente diante da vida”, disse Frei Alonso.

O frade e psicólogo também dá dicas de como prevenir este mal.

“Não se isole, procure viver em comunidade, por mais que seja difícil no inicio. Faça o contrário do que a tristeza manda. Procure ajude, converse com uma pessoa próxima e busque ajuda profissional. É importante praticar  um exercício, fazer parte de um grupo, tomar sol”, disse.

Os frades lembram que diversos santos, como Santa Teresinha do Menino Jesus e Santo Inácio de Loyola, passaram por provações que os deixaram em estado de depressão. Mas, permaneceram firmes na fé, rezando, pedindo a Deus e viver a espiritualidade que eram chamados.

“Segundo uma pesquisa de Harvard, a religião favorece um ambiente facilitador de prevenção para o suicídio, pelo contato com as provações que os santos e outras pessoas viveram, mas também pela espiritualidade. Cerca de 50% das pessoas que participam de uma comunidade cristã e que possuem um envolvimento religioso têm menos chances de  cometer suicídio, pelo envolvimento religioso”, explicou.

Frei Alonso finaliza dando um conselho para os cristãos que podem ajudar a quem sofre com depressão e outros transtornos

“Cabe a nós é compaixão, é estar junto e sensíveis aos que sofrem. Sofrer com os que sofrem, não podemos ser insensíveis aos sentimentos das pessoas”, partilha.

 

 

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As dez viagens da Mãe de Jesus, registradas na Bíblia https://soucatequista.com.br/as-dez-viagens-da-mae-de-jesus-registradas-na-biblia/ https://soucatequista.com.br/as-dez-viagens-da-mae-de-jesus-registradas-na-biblia/#respond Mon, 16 Sep 2024 12:50:30 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=15045 Por: Frei Carlos Mesters, O.Carm 

Sim, a Bíblia registrou dez viagens da Mãe de Jesus. Eis a lista:

1ª Viagem: de Nazaré até Judeia para visitar sua prima Isabel (Lc 1,39) 

2ª Viagem: da Judeia de volta até Nazaré, depois da visita a Isabel (Lc 1,56)

3ª Viagem: de Nazaré até Belém para o recenseamento (Lc 2,1-5)

4ª Viagem: de Belém até o Egito pois Herodes queria matar Jesus (Mt 2,13-15)

5ª Viagem: do Egito de volta até Nazaré, depois da morte de Herodes (Mt 2,19-23)

6ª Viagem: de Nazaré até Jerusalém na festa da Páscoa junto com Jesus (Lc 2,41-42)

7ª Viagem: de Jerusalém de volta até Nazaré, depois da festa da Páscoa (Lc 2,43-51)

8ª Viagem: acompanhando Jesus até à Cruz (Jo 19,25-27)

9ª Viagem: acompanhando os cristãos no dia de Pentecostes (At 1,12-14)

10ª Viagem de todos nós: (não registrada) no fim da vida, para junto de Deus

A Bíblia menciona muitas outras viagens. Por exemplo, Lucas diz: “Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa de Páscoa” (Lc 2,41). “Todos os anos!” Não sabemos quantos anos a Mãe de Jesus viveu. 

A Lei também mandava o povo visitar Jerusalém nas três grandes festas do ano: Páscoa, Pentecostes e Tendas: semeadura, início da colheita, e fim da colheita (Ex 23,17; Ex 34,23; Dt 16,16) 

Além disso, Maria deve ter feito muitas viagens não registradas na Bíblia. Mas para a nossa reflexão basta ficarmos com estas dez viagens registradas na Bíblia. É para obtermos uma ideia de como se viajava naquele tempo e para comparar com o nosso jeito de viajar hoje.

 

As nossas perguntas

Ao ler o título “As dez viagens da Mãe de Jesus, registradas na Bíblia”, muitas perguntas vêm na cabeça da gente: Como eles viajavam naquele tempo? Como é que uma moça de seus 15 ou 16 anos podia viajar de Nazaré até Judeia? Quantos quilômetros? Viajava a pé, no lombo de algum animal ou numa carroça? Como eram as estradas? Como eram as hospedarias? Era perigoso viajar naquele tempo? E muitas outras perguntas sobre os lugares por onde ela passava, sobre as pessoas que ela encontrava, e sobre os fatos que aconteciam durante as viagens. Por exemplo, muitos pais perguntam: Como é que Maria e José, os pais de Jesus, podiam viajar um dia inteiro, de Jerusalém para Nazaré, sem se dar conta de que o menino Jesus de 12 anos de idade não estava com eles e que ele tinha ficado sozinho em Jerusalém? (Lc 2,43). E tantas outras perguntas….

 

Comparando: viajar hoje e viajar no tempo de Jesus

Viajar hoje. Hoje, muita gente passa mais de três horas por dia no ônibus: uma hora e meia de manhã para ir ao trabalho, e outro tanto à tarde para voltar para casa. Na cidade grande, o pessoal vai de ônibus, de metrô, de trem. Muita gente vai de carro, de bicicleta ou de motocicleta. Se você tem que viajar longe, vai de avião. Tem empresas que ajudam a organizar suas viagens. Se tem que viajar 170 quilômetros, o ônibus o faz em três horas ou menos, mesmo parando em vários lugares e fazendo uma parada de quinze minutos num restaurante para tomar um cafezinho e ir ao banheiro. Os ônibus e os trens têm horário para sair e chegar. Sabendo disso, você se organiza. 

Viajar hoje de Nazaré até Jerusalém não é difícil. Existe uma estrada boa, bem asfaltada, e um bom serviço de ônibus. Mas, como era no tempo de Jesus? Como Maria viajou para visitar sua prima Isabel na Judeia? Viajou sozinha? Era longe? São perguntas que a gente se faz.

Viajar no tempo de Jesus. O povo ia a pé ou no lombo do animal. Os mais ricos iam de carruagem (At 8,28). Os oficiais do exército iam a cavalo. Os que iam a pé, iam descalços ou de sandálias. Viajar sozinho era arriscado, pois havia perigo de assalto. Um homem viajou sozinho de Jerusalém para Jericó e foi assaltado. Os ladrões o deixaram meio morto à beira da estrada (Lc 10,30). Até Jesus ficou sabendo e usou o fato para contar uma parábola (Lc 10,30-37). Para viajar longe eles iam em caravanas. Era mais seguro. Nas caravanas era muita gente: homens, mulheres e crianças. Faziam uma média de uns trinta quilômetros por dia. Nas caravanas, um grupo de homens ia na frente, outro grupo de homens atrás, no fim. No meio, entre os dois grupos, iam as mulheres com as crianças. Nas estradas maiores, a cada 30 quilômetros, havia uma hospedaria. O evangelho de Lucas menciona a hospedaria no caminho entre Jerusalém e Jericó, para onde o bom samaritano levou o homem assaltado que ele encontrou meio morto à beira da estrada, quando estava de viagem (Lc 10,34-35). 

Hoje, no Brasil, os hotéis têm um estacionamento para os carros. Naquele tempo, as hospedarias eram de dois andares. No andar de cima, chamado “casa”, ficavam as pessoas. A parte de baixo, o andar térreo, era uma espécie de estábulo, um abrigo, onde ficavam os animais dos hóspedes: jumentos, bois, cavalos e jegues. Era o “estacionamento”. Assim, durante a noite, os animais estavam guardados e não podiam fugir. Pastores e outras pessoas tomavam conta como empregados do dono da hospedaria.

Outro detalhe importante é termos noção das distâncias entre os diversos lugares:

De Nazaré até Ain Karem: cerca de 145 km

De Nazaré até Jerusalém: cerca de 135 km

De Nazaré até Tiberíades: cerca de 32 km

De Jerusalém até Betânia de Marta e Maria: cerca de 6 km

De Jerusalém até Belém: cerca de 10 km

De Jerusalém até Jericó: cerca de 42 km

De Jerusalém até Sicar: cerca de 48 km

De Cesaréia de Filipe até Jerusalém: cerca de 226 km

De Belém até o Egito: cerca de 370 km

Conscientes destas distâncias, vamos ver de perto as 10 viagens de Maria, a Mãe de Jesus. 

 

1ª Viagem

de Nazaré até a Judeia 

Lc 1,39-40

 

“Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel” (Lc 1,39-40).

Nazaré na Galileia ficava a uns 145 quilômetros da “cidade da Judeia” no Sul, onde moravam Isabel e Zacarias, parentes de Maria. A tradição informa que o nome daquela cidade na Judeia era Ain Karem. Significa Fonte da Vinha. Foi o anjo Gabriel que contou a Maria que Isabel sua parenta estava no sexto mês de gravidez (Lc 1,36). Até hoje, em todo canto, há muitos anjos, pessoas amigas, que transmitem e comunicam para nós as notícias, como o anjo Gabriel fez para Maria. 

Maria tinha dito ao anjo Gabriel: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Disposta a ser a serva do Senhor, Maria levantou e foi servir a Isabel, que estava no sexto mês de gravidez. De Nazaré até Ain-Karem eram quatro a cinco dias de viagem, uma média de uns trinta quilômetros por dia. 

Como ela viajou? Sozinha? Impossível! Hoje temos ônibus ou trem em horários marcados. Naquele tempo, havia as caravanas. Maria teve que esperar até a saída de uma caravana da Galileia até Judeia. E só depois de quatro ou cinco dias de viagem na caravana, ela acabou chegando em Ain-Karem, na casa de Isabel. 

Diz a Bíblia: “Maria entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu.” (Lc 1,40-45). 

A resposta de Maria para Isabel foi um cântico, chamado Magnificat, que Lucas conservou para nós no seu evangelho. Eis a letra do cântico:  

Minha alma proclama a grandeza do Senhor,

47 meu espírito se alegra em Deus, meu salvador,

48 porque olhou para a humilhação de sua serva.

Doravante todas as gerações me felicitarão. 

49 O Todo-poderoso realizou grandes obras em mim:

santo é o seu nome.

50 Sua misericórdia chega aos que o temem,

de geração em geração.

51 Ele realiza proezas com seu braço:

dispersa os soberbos de coração,

52 derruba do trono os poderosos 

e eleva os humildes;

53 aos famintos enche de bens, 

e despede os ricos de mãos vazias.

54 Socorre Israel, seu servo,

lembrando-se de sua misericórdia,

55 conforme prometera aos nossos pais –

em favor de Abraão e 

de sua descendência, para sempre (Lc 1,46-55). 

Neste Cântico Maria cita ou evoca a Bíblia, o Antigo Testamento, 19 vezes, das quais 5 são dos Salmos. O cântico mostra que ela conhecia a história do seu povo, pois menciona as promessas que Deus fez “em favor de Abraão e da sua descendência para sempre” (Lc 1,55). O cântico mostra também que Maria não era uma pessoa ingênua. Ela tinha consciência crítica a respeito da situação social do seu país, pois chega a expressar sua esperança dizendo que o Todo Poderoso “dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias” (Lc 1,51-53).

A origem da oração da Ave Maria

O anjo saudou Maria dizendo: “Ave Maria, cheia de graça. O Senhor é contigo!” (Lc 1,28). Isabel saudou Maria dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1,42). Estas duas saudações para Maria, do anjo Gabriel e de Isabel, formam a primeira parte da Ave-Maria, a oração que todos nós sabemos de memória e que rezamos muitas vezes. A outra metade da Ave-Maria vem do Concílio Ecumênico de Éfeso, celebrado no ano 431. Os bispos reunidos naquele Concílio confirmaram o título de Maria como Mãe de Deus, e o povo em procissão nas ruas rezava e cantava: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”

2ª Viagem:

da Judeia de volta para Nazaré 

Lc 1,56

“Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa” (Lc 1,56). 

Quando Maria chegou na casa de Isabel, Isabel estava no sexto mês da sua gravidez (Lc 1,36). Maria ficou três meses. Ficou até o parto. A gente tenta imaginar como deve ter sido esse tempo de espera até à hora do parto. Isabel, uma senhora já de idade, primeiro filho. Parto de risco! As parteiras junto com Maria devem ter dado uma boa ajuda. Nasceu o menino prometido e deram-lhe o nome de João, conforme o anjo tinha anunciado a Zacarias (Lc 1,13). O nome João significa consolador.

Maria deve ter ficado na casa de Isabel até à festa da circuncisão do menino no oitavo dia depois do nascimento. “No oitavo dia, quando foram circuncidar o menino, quiseram dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias” (Lc 1,59). Mas Isabel reagiu: “Não, ele vai se chamar João” (Lc 1,60). Perguntaram a Zacarias, que era mudo (cf. Lc 1,20), qual deveria ser o nome do menino. Ele escreveu numa tabuinha: “O nome dele é João!” (Lc 1,63). Naquela mesma hora, a boca de Zacarias se abriu e ele pôde falar de novo para louvar e agradecer a Deus. Diz a Bíblia: “Cheio do Espírito Santo, Zacarias profetizou dizendo: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel” (Lc 1,68). E segue o Cântico de Zacarias (Lc 1,68-79).

Dois Cânticos muito semelhantes: o Cântico de Maria (Lc 1,46-55) e o Cântico de Zacarias (Lc 1,68-79). Os dois são rezados e cantados até hoje. Devem ter sido cânticos que se cantavam nas reuniões das comunidades dos anos 80, quando Lucas escreveu o seu evangelho. Os dois nos dão uma ideia de como o povo rezava e cantava naquele tempo. Tanto o cântico de Maria como o de Zacarias, ambos parecem colchas de retalhos, recheados com palavras e frases do Antigo Testamento, evocando as profecias de Deus do passado que estavam se realizando no nascimento de João Batista e de Jesus. O Cântico de Zacarias tem 21 evocações ou citações da Bíblia, das quais 6 são dos salmos. O Cântico de Maria tem 19 evocações ou citações da Bíblia, das quais 5 são dos salmos. 

Terminada a festa da circuncisão do menino João, Maria procurou uma caravana e voltou para casa em Nazaré. Outros quatro ou cinco dias de viagem de Ain-Karem na Judeia no Sul até Nazaré na Galileia no Norte. 

3ª Viagem

de Nazaré até Belém 

Lc 2,1-5

1 Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. 2 Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. 4 José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, 5 para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto, 7 e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa. 

8 Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho. 9 Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo.  10 Mas o anjo disse aos pastores: “Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo:  11 hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor” (Lc 2,1-11). 

O Evangelho diz: “José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida” (Lc 2,4-5). Maria devia estar grávida mais de oito meses, pois o menino nasceu quando eles estavam lá em Belém. Pense um pouco no que significa: viajar grávida de sete ou oito meses, em caravana com muita gente, estrada de chão, subindo e descendo a serra, sofrendo frio e calor, durante no mínimo cinco ou seis dias! Não deve ter sido fácil.

Diz a Bíblia: “Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa” (Lc 2,6-7). Hoje, quando uma moça dá à luz pela primeira vez, a mãe está junto dela. Maria estava sozinha. Ana, sua mãe, estava longe, lá em Nazaré. 

Como já informamos, as hospedarias eram de dois andares. O andar de cima era chamado “casa”, onde se hospedavam as pessoas. O andar de baixo era para os animais. Para aquele casal pobre da Galileia, diz a Bíblia:“não havia lugar para eles dentro da casa” (Lc 2,7).  Jesus nasceu no andar de baixo, no “estacionamento” dos animais. Seu berço era a manjedoura das vacas e jumentos. Difícil você imaginar um nascimento mais pobre e mais excluído do que o nascimento de Jesus em Belém.

Depois do parto, estando ainda em Belém, Maria e José receberam duas visitas: uma dos pastores e a outra dos magos. Lucas fala da visita dos pastores (Lc 2,8-20). Mateus descreve a visita dos magos (Mt 2,1-12). Os pastores, os primeiros convidados, eram pessoas marginalizadas, pouco apreciadas. Viviam junto com os animais no campo, cuidando dos rebanhos e fazendo hora extra, sem adicional noturno, separados do convívio humano. Por causa do contato com os animais, eles eram considerados impuros. Ninguém jamais os convidaria para vir visitar um recém-nascido. 

Os recenseamentos

Decretos de recenseamento como este do imperador Augusto eram frequentes naquele tempo. Eram feitos para o governo conhecer o número exato dos cidadãos em vista da cobrança dos impostos. Os ricos pagavam uma porcentagem da sua riqueza, em torno de 10%. Os pobres pagavam pelo número dos filhos. O recenseamento também servia para o império descobrir se havia espiões, inimigos disfarçados, no meio do povo, e para obter informações sobre a realidade em vista da organização do povo. 

A cobrança dos impostos era feita pelos publicanos. Eram chamados assim porque recolhiam o imposto a ser pago pelo povo em vista do “bem público” da nação. Na hora da cobrança dos impostos, os publicanos eram acompanhados e protegidos por soldados. O povo não tinha defesa contra o sistema que o explorava. Muitos publicanos arrecadavam mais do que o prescrito e assim enchiam o próprio bolso. Dá para entender que o povo não gostava muito dos publicanos.

O recenseamento das pessoas devia ser feito na cidade de origem. Hoje, no Brasil, cada um deve votar no lugar onde está inscrito com a sua carteira. José morava em Nazaré, mas ele era de uma família da descendência de Davi de Belém. Muito provavelmente, a família de José era migrante. No século anterior ao nascimento de Jesus, houve uma migração de muita gente da Judéia no Sul para a Galileia no Norte em busca de melhores condições de vida. Por isso, mesmo morando em Nazaré, José teve que ir até Belém para obedecer ao decreto do recenseamento do imperador Augusto. Eram as ordens que vinham lá de Roma.

 

4ª Viagem

de Belém até o Egito

Mateus 2,13-15

“Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José, e lhe disse: “Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e fuja para o Egito! Fique lá até que eu avise. Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo.”  José levantou-se de noite, pegou o menino e a mãe dele, e partiu para o Egito” (Mt 2,13-15)

Os Magos do Oriente tinham chegado em Jerusalém e foram pedir informações ao rei Herodes: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus?” (Mt 2,2). Herodes ficou alarmado. Chamou os doutores da Lei para saber deles onde devia nascer o Messias. Os doutores consultaram a Bíblia que dizia, através do profeta Miqueias: o messias deve nascer em Belém (cf. Mq 2,6; Mt 2,3-6). Então, Herodes disse aos magos: “Vão, e procurem obter informações exatas sobre o menino. E me avisem quando o encontrarem, para que também eu vá prestar-lhe homenagem.” (Mt 2,8). Na realidade, a intenção de Herodes era matar o menino. Por isso, “avisados em sonho para não voltarem a Herodes, os Magos partiram para a região deles, seguindo por outro caminho” (Mt 2,12). Depois que os magos partiram, o anjo de Deus avisou a José em sonho: “Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e fuja para o Egito! Fique lá até que eu avise” (Mt 2,13). “José levantou-se de noite, pegou o menino e a mãe dele, e partiu para o Egito” (Mt 2,14). 

Como foi esta viagem da Mãe de Jesus, desde Belém até o Egito? Tente imaginar a situação deste casal pobre de Nazaré, Maria e José, com nenê recém-nascido nos braços. Ameaçados por um rei assassino que queria matar o menino, eles devem levantar de noite, no escuro, e fugir de Belém para o Egito, para o exterior! Egito ficava longe e era totalmente desconhecido para José e Maria. País diferente, língua diferente. Outro ambiente, outro clima, outra comida, outra língua! Difícil de saber em que lugar no Egito eles foram. Quem os ajudou? Como conseguiram enfrentar as dificuldades? 

No mapa geográfico de hoje, a distância entre Belém e Cairo, capital do Egito, é mais de 350 quilômetros. Certamente, eles não foram até o centro do Egito. Foram na direção do Egito até estar fora do alcance dos soldados e da polícia de Herodes, para que eles não pudessem fazer mal ao menino Jesus.

Ao descrever a fuga de José e Maria para o Egito, o evangelho de Mateus não dá atenção a estes problemas da viagem que acabamos de mencionar. O interesse de Mateus é outro. Ele escreve para judeus convertidos das comunidades da Galileia e da Síria para mostrar que esse menino perseguido, ameaçado de morte, era o messias anunciado pelos profetas. Mateus diz a respeito da fuga para o Egito: Isto aconteceu para que se cumprisse a profecia de Oséias que dizia: “Do Egito chamei o meu filho” (Mt 2,15). E quando Mateus fala de Herodes que mandou matar as crianças de Belém, ele cita o profeta Jeremias: “Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais.” (Jr 31,15; Mt 2,18) E mais adiante, Mateus repete uma terceira vez: “Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (Mt 2,23).

Não sabemos quanto tempo eles ficaram no Egito. A situação dos três sozinhos, Maria, José e o menino Jesus, lá no Egito, faz lembrar a situação de um casal de nordestinos bem pobres, com um menino pequeno nos braços e uma porção de pacotes e sacolas. Sentados no chão na rodoviária do Tietê, em São Paulo, eles estavam à espera de algum amigo ou conhecido, um anjo, que viesse buscá-los e levá-los para a casa de um parente na periferia.

Os magos e a estrela que os guiava

A tradição posterior sabe informar que os magos eram três reis: Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Na realidade, conforme a Bíblia, não eram três nem Reis. Provavelmente, os magos eram pessoas jovens em busca de um sentido para a sua vida. Orientados por uma estrela, buscavam encontrar o recém-nascido rei dos judeus (Mt 2,1-2). Buscar, todo mundo busca algo na vida! Cada um de nós tem a sua estrela e vai atrás dela. As estrelas são muitas! Muitas vezes, como a estrela dos magos, elas desaparecem e deixam a gente no escuro. 

De fato, chegando em Jerusalém, a estrela dos Magos desapareceu. Eles foram falar com o rei Herodes que consultou os doutores da lei a respeito do lugar onde devia nascer o Messias. Encontraram a resposta na Bíblia: “Em Belém, na Judéia, porque assim está escrito por meio do profeta:  ‘E você, Belém, terra de Judá, não é de modo algum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de você sairá um Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo.’ “(Mt 2,5-6; Mq 5,1-3). Quando os magos foram para Belém, a estrela reapareceu. “Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria. Quando entraram na casa, viram o menino com sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e lhe prestaram homenagem” (Mt 2,10-11). Os doutores da Lei souberam informar o lugar do nascimento, mas eles não foram visitar o menino.

5ª Viagem

do Egito até Nazaré 

Mt 2,19-23

“Quando Herodes morreu, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e volte para a terra de Israel, pois já estão mortos aqueles que procuravam matar o menino”. José levantou-se, pegou o menino e a mãe dele, e voltou para a terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judéia, como sucessor do seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber aviso em sonho, José partiu para a região da Galiléia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno” (Mt 2,19-23).

 

Não sabemos quanto tempo Maria e José ficaram no Egito. A notícia da morte de Herodes foi um sinal de Deus. Havia passado o perigo de Jesus ser morto. Juntaram tudo e iniciaram a viagem de volta “para a terra de Israel” (Mt 2,20). Durante a viagem, eles ficaram sabendo que a situação política na Palestina havia mudado. Diz a Bíblia: “Quando José soube que Arquelau reinava na Judéia, como sucessor do seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber aviso em sonho, José partiu para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré” (Mt 2,22-23).

É que Arquelau, o novo rei, era pior do que seu pai Herodes. Flávio José, um historiador judeu do fim do primeiro século, informa o seguinte. Na tomada de posse de Arquelau, as mães dos filhos assassinados por Herodes pediram justiça ao novo rei. Criou-se uma situação de conflito e o novo rei mandou entrar em ação os soldados. Foi um massacre. Mataram em torno de três mil na praça do templo. Arquelau teve um governo de muitos distúrbios e conflitos, do começo ao fim, até que o imperador de Roma o demitiu no ano 6 depois de Cristo e nomeou um governador romano para a região da Judeia. Alguns estudiosos acham que, na assim chamada “Parábola das Minas” (Lc 19,11-27), Jesus evoca episódios do reinado de Arquelau.

Resumindo. Foram muitos dias de viagem nestes primeiros anos da vida de Jesus. Faça o cálculo: de Nazaré até Belém, de Belém até o Egito, do Egito de volta até Nazaré: ao todo, muitos quilômetros!  Se a média era de 30 quilômetros por dia, então muitos dias de viagem!

Lembrando e meditando todas estas viagens da mãe de Jesus, a gente quase espontaneamente diz: “São José, Rogai por nós!” Pois quem tomava a frente das coisas e organizava tudo era José, o esposo de Maria. É de José que o evangelho de Mateus nos fala, mas José, ele mesmo, não diz nenhuma palavra. Ele apenas age, protege e conduz. O Papa Francisco, no documento Patris Corde (com um coração de pai) decretou que o ano de 2021 seja um ano dedicado especialmente a São José. 

6ª Viagem: 

de Nazaré até Jerusalém 

Lucas 2,41-42

“Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa, como de costume” (Lc 2,41-42).  

Hoje, para acompanhar o crescimento das crianças na fé, nós temos celebrações e cerimônias: batismo, primeira comunhão, profissão de fé. Todas estas datas são acompanhadas com alguma catequese e algum compromisso. O mesmo havia no tempo de Jesus. No sétimo dia depois do nascimento havia a cerimônia da circuncisão. Aos doze anos havia a cerimônia de introdução real dos rapazes como membro pleno no povo de Deus. Foi esta a celebração dos doze anos de Jesus.

O Evangelho diz que os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da páscoa. Conforme a lei, a visita a Jerusalém devia ser feita três vezes ao ano. Dizia a Lei: “Três vezes por ano todo homem deverá comparecer diante de Javé seu Deus, no lugar que ele tiver escolhido: na festa dos Pães sem fermento, na festa das Semanas e na festa das Tendas. Que ninguém se apresente de mãos vazias diante de Javé: cada um traga seu dom, conforme a bênção que Javé seu Deus lhe tiver proporcionado” (Dt 16,16-17). Para quem morava na Judeia, não era tão difícil observar esta lei. Mas para os que moravam na Galileia, era bem mais difícil. Isto significava, cada vez, quinze dias de viagem: cinco dias de Nazaré até Jerusalém e outros cinco para voltar. Além disso, no mínimo, uns cinco dias para ficar em Jerusalém e participar das festas. Tudo isto era muito difícil para muita gente. Pense nas mulheres grávidas, nos idosos e idosas, nos enfermos ou nos pobres que moravam longe. Estas pessoas não tinham condições de uma viagem tão longa e desgastante. Por isso, na realidade, muita gente o fazia apenas uma vez ao ano, na grande festa de Páscoa. E muita gente ficava em casa, trabalhando e rezando. 

7ª Viagem: 

de Jerusalém de volta até Nazaré 

Lc 2,43-51

43 Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44 Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos.  45 Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à procura dele. 46 Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. 47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas. 48 Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura.”  49 Jesus respondeu: “Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?” 50 Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer. 51 Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava no coração todas essas coisas.   52 E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc  2,43-51). 

No retorno da caravana dos romeiros de Jerusalém para Nazaré, Maria e José perderam o contato com o menino Jesus e só o reencontraram, três dias depois, no Templo. A Bíblia diz que “ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?”. Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer” (Lc 2,48-50). Maria não entendeu o motivo que levou Jesus a ficar no Templo sem avisar os pais: “Por que fez isto conosco?” E agora não entende a resposta de Jesus. Não entendeu o gesto, nem as palavras de Jesus. 

Vendo o que aconteceu com Maria, estamos olhando no espelho. Conosco acontece o mesmo. Muitas vezes, lemos a Bíblia e não entendemos o significado das palavras. Outras vezes, não entendemos o sentido dos fatos que acontecem conosco na vida. A Bíblia diz que, para poder entender as palavras e os gestos de Jesus, Maria “conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2,51). Ela nos ensina a recordar, a rezar e a insistir até que a luz apareça e ilumine nossas trevas.

Hoje, sem dizê-lo abertamente, muitos pais se perguntam: “Como é que Maria e José podiam viajar durante mais de um dia, sem se dar conta de que o filho de apenas doze anos não estava com eles? Hoje seria difícil você imaginar um casal fazer uma romaria até Aparecida do Norte e não se dar conta de que o filho, ainda menor, não está com eles no retorno para casa. Como já dissemos, naquela época, as caravanas dos romeiros eram organizadas da seguinte maneira. Um grupo dos homens ia na frente; as mulheres com crianças andavam no meio, e um outro grupo de homens ia atrás, no fim. Os meninos já mais crescidos podiam ficar com os homens ou com as mulheres. É por isso que Maria e José não se preocuparam. Maria deve ter pensado: “Jesus deve estar com José, com os homens!” José pensava: “Jesus deve estar com a mãe, com as mulheres!” Eles só se deram conta da falta do menino quando, à noite do primeiro dia de viagem, pararam para descansar e dormir. Pois era tudo como uma grande família.

 

8ª Viagem: 

acompanhando Jesus até à Cruz 

João 19,25-27

“A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz. Jesus viu a mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava. Então disse à mãe: “Mulher, eis aí o seu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a sua mãe.” E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa.

A Bíblia não fala de um encontro de Jesus com sua Mãe durante a Via Sacra, mas fala de um encontro de Jesus com as mulheres que tinham vindo com ele desde a Galileia (cf. Mc 15,41). Elas foram esperar por Jesus à beira do caminho por onde ele devia passar carregando a sua cruz até o Calvário. Era o único gesto possível para mostrar solidariedade a Jesus. Maria devia estar no meio delas. E a tradição da Igreja diz, na 4ª Estação da Via Sacra: “Jesus se encontra com sua Mãe”. Jesus passa carregando a cruz. As mulheres choram. Jesus olha para elas e diz: “Não chorem por mim!” E citando frases da Escritura, ele pede para elas chorem por si mesmas e pelos seus filhos: “Porque dias virão, em que se dirá: ‘Felizes das mulheres que nunca tiveram filhos, dos ventres que nunca deram à luz e dos seios que nunca amamentaram.’ Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caiam em cima de nós!’ E às colinas: ‘Escondam-nos!’ Porque, se assim fazem com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?” (Lc 23,28-31). O evangelho de João informa ainda que Maria acompanhou Jesus até no Monte Calvário (Jo 19,25).

Naqueles dias era um espetáculo comum em Jerusalém ver os condenados à morte carregarem suas cruzes pelas ruas da cidade até o Monte Calvário, onde eles eram pregados na cruz e ficavam pendurados à vista de todos. A cruz era um castigo terrível, inventado pelo império romano para castigar os rebeldes que se levantassem contra o poder central do César em Roma. Um crucificado não podia ser sepultado. Ficava pendurado na cruz, totalmente nu, até morrer. Os corpos não podiam ser tirados, a não ser com expressa licença. Ficavam aí até apodrecer ou até os abutres comerem o que restava. Assim seria o destino de Jesus. Mas José de Arimateia pediu licença a Pilatos e, ajudado pelas mulheres, cuidou da sepultura de Jesus (Lc 23,50-56). A história informa que, quando, no ano 70 dC, os romanos invadiram a Palestina e ocuparam a cidade de Jerusalém, havia tantos crucificados ao redor da cidade que não havia madeira suficiente para fabricar as cruzes. E o que pensar das muitas cruzes nos calvários do mundo ao longo da história, desde a Cruz de Jesus no ano 33 até hoje aqui no Brasil? Tantas Cruzes!

É o evangelho de João que menciona a presença da Mãe de Jesus ao pé da Cruz. A atitude de Maria é de silêncio total, silêncio mais eloquente que mil palavras. Junto com ela se encontram Maria de Cléofas e Maria Madalena (Jo 19,25). As três Marias! Junto com elas estava também o discípulo amado (Jo 19,26). Maria é a mãe forte, em pé, junto à cruz do filho, dando o seu apoio até o último momento. 

No evangelho de João, a Mãe de Jesus, ao pé da cruz, simboliza o Antigo Testamento, o povo de Deus que vinha caminhando desde os tempos de Abraão. O discípulo amado, ao pé da mesma cruz, simboliza o Novo Testamento, a nova comunidade que nasceu e cresceu ao redor de Jesus. O Antigo e o Novo Testamento se encontram ao pé da cruz! Jesus vendo a sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu em sua casa. 

O Filho recebe a Mãe em sua casa. O Novo Testamento recebe o Antigo Testamento. Antigo e Novo, os dois devem caminhar juntos, fazem uma unidade. O Novo não se entende sem o Antigo. Seria um prédio sem fundamento, uma pessoa sem memória. E o Antigo sem o Novo ficaria incompleto. Seria uma árvore sem fruto. Com estas suas últimas palavras Jesus completou a transição da Antiga para a Nova Aliança, realizou a passagem, cumpriu a sua missão e podia morrer: “Tudo está realizado!” E inclinando a cabeça, entregou o espírito (cf. Jo 19,30). Jesus morreu, mas não ficou na morte. Deus o ressuscitou confirmando assim a transição do Antigo para o Novo. De agora em diante, Jesus é a chave principal para entender a vontade do Pai: “Fazei tudo o que ele vos disser!” ( Jo 2,5).

Depois de morto, Jesus não ficou pendurado na cruz. José de Arimatéia foi pedir a Pilatos a licença para poder enterrar o corpo de Jesus (Lc 23,50-53). Por isso, temos as duas últimas estações da Via Sacra: 13ª Estação: Jesus morto nos braços de sua Mãe; 14ª Estação: Jesus é enterrado. 

Para poder sentir e avaliar o encontro de Jesus com as mulheres e com a sua mãe, nada melhor do que lembrar as catorze estações da Via Sacra: 

1ª Estação: Jesus é condenado à morte.  

2ª Estação: Jesus carrega a cruz às costas.  

3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez. 

4ª Estação: Jesus encontra a sua Mãe.  

5ª Estação: Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz.  

6ª Estação: Verônica limpa o rosto de Jesus.  

7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez.  

8ª Estação: Jesus encontra as mulheres.  

9ª Estação: Terceira queda de Jesus.  

10ª Estação: Jesus é despojado de suas vestes.  

11ª Estação: Jesus é pregado na cruz.  

12ª Estação: Jesus morre na cruz.  

13ª Estação: Jesus morto nos braços de sua Mãe.  

14ª Estação: Jesus é enterrado. 

9ª Viagem

Acompanhando os cristãos no dia de Pentecostes 

At 1,12-14

12 Os apóstolos voltaram para Jerusalém, pois se encontravam no chamado monte das Oliveiras, não muito longe de Jerusalém: uma caminhada de sábado. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam hospedar-se. Aí estavam Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1,12-14).

Dia de Pentecostes. Um grupo de 120 pessoas estava reunido, rezando, junto com Maria, a Mãe de Jesus (At 1,14-15). De repente, o ruído de um vendaval enche a casa. Línguas de fogo descem e se repartem sobre cada um dos presentes. Todos ficam cheios do Espírito Santo e começam a falar em outras línguas “conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2,4). 

O livro dos Atos dos Apóstolos não menciona a presença da mãe de Jesus no meio dos que no dia de Pentecostes receberam o dom do Espírito Santo (At 2,1-5), mas menciona a presença dela no meio dos que se preparavam para a vinda do Espírito de Jesus. Lucas diz: “Todos eles tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1,14).

Trinta e três anos antes, o Espírito Santo tinha descido sobre Maria lá em Nazaré, e Jesus nasceu nove meses depois (Lc 1,35-38). Agora, no dia de Pentecostes, o mesmo Espírito desceu sobre os doze e sobre as outras pessoas que estavam reunidas em oração junto com “Maria, a mãe de Jesus”, e nasceu a Igreja (At 1,14; 2,1-2). Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja!

O dom do Espírito Santo não se compra nem se vende (At 8,18-24). A única maneira de consegui-lo é através da oração. Jesus disse: “Se vocês que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” (Lc 11,13). A condição é ter os mesmos sentimentos, ser assíduos na oração, junto com Maria, a mãe de Jesus (At 1,14). 

São três os sínais da ação do Espírito: vento, língua e fogo

O vento que encheu a casa evoca o Espírito de Deus que soprava sobre as águas no dia da criação (Gn 1,2); evoca a ventania que secou o Mar Vermelho e permitiu o povo fazer a travessia e iniciar o êxodo (Ex 14,21); evoca a nuvem que encheu o interior do Templo (1Rs 8,10-11).

As línguas evocam a confusão das línguas na construção da Torre de Babel (Gn 11,9). Agora, sob a ação do Espírito Santo, a confusão das línguas está sendo superada: “Esses homens que estão falando, não são todos galileus? Como é que cada um de nós os ouve em sua própria língua materna?” (At 2,7-8). 

O fogo evoca a manifestação de Deus na conclusão da Aliança e no nascimento do povo de Deus no Monte Sinai (Ex 19,16-19). No dia de Pentecostes, estava nascendo o novo povo de Deus, iniciando o novo Êxodo, a nova Aliança, o novo Templo. 

Depois da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, houve muitos outros Pentecostes. Os Atos dos Apóstolos mencionam vários momentos, em que o Espírito Santo fez sentir a sua presença (cf. At 4,31; 13,2-3). Até hoje, ele faz sentir a sua presença em acontecimentos, pequenos e grandes: nas reuniões do povo, nos grupos de mulheres, nos círculos bíblicos, nos encontros das comunidades, nos encontros dos bispos, no Concílio Vaticano II, nas igrejas ecumênicas, no testemunho de tantas pessoas em tantos lugares e de tantas maneiras diferentes! 

 

10ª Viagem

a viagem registrada sem registro,

viagem de todos os seres humanos, 

passando desta vida para junto de Deus

de Gênesis até Apocalipse

Ao relatar as coisas da vida das pessoas, a gente não comunica as coisas evidentes que todos fazem e conhecem. Você não diz que a pessoa durante o dia almoça e janta e que durante a noite dorme e descansa. Isto todo mundo sabe e faz. 

É isto também o que todos sabemos e a Bíblia não comunica a respeito da vida de Jesus e da sua mãe. Eles andavam e viajavam, dormiam e descansavam, trabalhavam e rezavam, igual a todo mundo. Nasceram e viveram, morreram e ressuscitaram, voltando para Deus que os criou e os ressuscitou da morte para uma vida nova, sem morte e sem dor. Vida eterna feliz! 

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7 características do Santíssimo Nome de Maria explicadas pelos santos https://soucatequista.com.br/7-caracteristicas-do-santissimo-nome-de-maria-explicadas-pelos-santos/ https://soucatequista.com.br/7-caracteristicas-do-santissimo-nome-de-maria-explicadas-pelos-santos/#respond Thu, 12 Sep 2024 11:00:59 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=15893 Por volta do século XVIII adeptos da heresia jansenista começaram a divulgar que a devoção a Santa Maria era uma superstição. Santo Alfonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, saiu em defesa da Mãe de Deus e publicou seu famoso livro “As Glórias de Maria”.

Podemos encontrar no capítulo 10 desta obra, as 7 importantes características do Santo Nome de Maria que todo cristão sempre deve recordar:

1. Nome Santo

“O nome augusto de Maria, como Mãe de Deus, não era coisa terrena, ou inventada pela mente humana ou escolhido por decisão humana, como acontece com todos os outros nomes que são impostos. Este nome foi escolhido pelo céu e imposto pelo arranjo divino, como evidenciou São Jerônimo, Santo Epifânio e outros santos”.

2. Cheio de doçura

“O glorioso Santo Antônio de Pádua, reconheceu no nome de Maria, a mesma doçura de São Bernardo, no nome de Jesus. ‘O nome de Jesus’, dizia este, ‘o nome de Maria’, dizia aquele, ‘é alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido de seus devotos’… Lê-se no Cântico dos Cânticos, na Assunção de Maria, os anjos perguntaram três vezes: ‘Quem é esta que vem subindo do deserto, como colunas de fumaça? Quem é esta que está a aurora? Quem é esta que sobe do deserto repleto de alegria?’(Ct 3, 6, 6, 9, 8, 5)”.

“Pergunta Ricardo de São Lourenço: ‘Por que os anjos muitas vezes perguntam o nome da rainha?’ E ele respondeu: ‘Era tão doce ouvir os anjos pronunciarem o nome de Maria, por isso fazem tantas perguntas. Mas eu quero falar sobre a doçura saudável, conforto, amor, alegria, confiança e força que o nome de Maria concede àqueles que o pronunciam com fervor’”.

3. Alegra e inspira amor

“Vosso nome, ó Mãe de Deus, como disse São Metódio, é cheio de graça e de bênçãos divinas. Assim, como São Boaventura disse, não podemos pronunciar o vosso nome sem receber alguma graça ao invocá-lo devotamente. Quando um coração está endurecido, como vós podeis imaginar, e todos desesperados, se ele vos chama, ó Virgem cheia de graça, tal é o poder do vosso nome, que suavizarás a sua dureza, porque sois quem conforta os pecadores com a esperança do perdão e da graça”.

4. Concede fortaleza

“Pelo contrário, os demônios, diz Tomás de Kempis, tanto receiam a Rainha do Céu que, como do fogo, fogem de quem invoca o seu grande nome. A própria Virgem revelou o seguinte a Santa Brígida: ‘Por mais endurecido que seja um pecador, imediatamente o abandona o demônio, se invoca meu nome com o propósito de emendar-se’”.

“Isso mesmo lhe confirmou em outra revelação, dizendo: ‘Todos os demônios têm um grande pavor e respeito diante de meu nome. Assim que o ouvem invocar, largam de pronto a alma presa em suas garras. E se os anjos maus se afastam dos pecadores que chamam pelo nome de Maria, os anjos bons tanto mais se chegam às almas justas que o pronunciam com devoção’”.

5. Promessas de Jesus

“São maravilhosas as graças prometidas por Jesus Cristo aos devotos do nome de Maria, como disse Santa Brígida, conversando com a sua Mãe, revelando que todo aquele que invocar o nome de Maria com confiança e propósito de emenda, receberá estas graças especiais: dor de coração pelos pecados e a fortaleza para alcançar a perfeição e, finalmente, a glória do paraíso. Porque, disse o Divino Salvador, são para mim tão doces e queridas suas palavras, ó Maria, que não posso negar-vos o que pedistes”.

“Em suma, Santo Efrem também disse que o nome de Maria é a chave que abre a porta do céu para aquele que o invoca com devoção”.

6. Oferece consolo

“São Camilo de Lellis, recomendou fortemente aos seus religiosos que ajudassem os moribundos com frequência a invocar os nomes de Jesus e de Maria como ele mesmo sempre fazia; e praticou consigo mesmo na hora da morte, como relata em sua biografia, repetindo os nomes tão docemente, tão amados por ele, de Jesus e de Maria, que inflamavam de amor a todos os que o ouviam”.

“E finalmente, com os olhos fixos naquelas amadas imagens, com os braços abertos, pronunciando pela última vez os doces nomes de Jesus e de Maria, o santo expirou com uma paz celestial”.

7. O que dizia São Boaventura

“Roguemos, pois, meu amado e devoto leitor; roguemos a Deus que nos conceda a graça de ser o nome de Maria a última palavra que a nossa língua pronuncie, como Lhe pediu São Germano”.

“Para a glória do vosso nome, ó bendita Senhora, quando minha alma sair deste mundo, vinde-lhe ao encontro e tomai-a em vossos braços. Dignai-vos vir consolá-la com a vossa doce presença; sede o seu caminho para o Céu, alcançai-lhe a graça do perdão e o eterno descanso. Ó Maria, advogada nossa, a vós pertence defender os vossos devotos, e tomar a vosso encargo a sua causa diante do tribunal de Jesus Cristo”.

 

Fonte: Aci Digital

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O maior inimigo da vida de oração https://soucatequista.com.br/o-maior-inimigo-da-vida-de-oracao-2/ https://soucatequista.com.br/o-maior-inimigo-da-vida-de-oracao-2/#respond Tue, 10 Sep 2024 11:29:12 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=18758 Há uma grande escolha na vida cotidiana de oração: é a leviandade, a inconstância natural do homem.

Essa inconstância tem a sua origem na inteligência e engendra, quando não combatida, a apatia da vontade e termina infalivelmente na tibieza.

O espírito leviano é oposto ao espírito refletido. A inteligência superficial não permite à ideia penetrar em si e aí deitar raízes. Além disso, como está completamente coberta pelos matos dos pensamentos vãos, das preocupações fúteis e dos apegos às coisas criadas, a semente da graça, apenas recebida, é logo sufocada.

Uma alma leviana vive na superfície das coisas. Mesmo durante a oração, não reflete, não penetra a verdade proposta, não se prende à consideração das coisas do além.

Nunca foi tocada pelas máximas do Evangelho, pelas perfeições de Deus, pelos direitos imprescritíveis de seu soberano domínio, pelos pensamentos salutares dos santos.

Não considerou o amor do qual tem sido objeto por parte de Jesus, nem a alegria íntima que lhe poderia causar, por sua vez, dando-se a Ele, nem a glória eterna que uma pequena criatura poderia dar ao grande Deus da eternidade.

Tal alma também nunca pensou seriamente no perigo de não conseguir a sua salvação, nem no furor dos demônios contra ela, nem na indizível fraqueza humana, ante a tentação.

A alma irrefletida é, pois, semelhante a uma barqueta frágil, lançada sem leme no vasto oceano.

As ondas das impressões, dos acontecimentos, dos sucessos e dos contratempos, lançam-na continuamente para cá e para lá, chocam-se contra ela, empurram-na, sacodem-na em todos os sentidos, sem que ela possa resistir e, cedo ou tarde, acabará por soçobrar.

Assim, a alma leviana deixa vagar o seu espírito ao acaso. Não tem nem ordem nem nexo na sua vida, na sua oração e nas suas ocupações. Falta-lhe um fim único, uma ideia-mestra, um polo capaz de atrair e de fixar seus pensamentos, os seus desejos e toda a sua atividade.

Este polo é Jesus, o seu amor soberano. Mas a alma leviana não aproveitou o tempo para se deixar fascinar por Ele. Ainda não pôde impor-se o esforço de fixar o espírito nesse divino Mestre; nos mistérios da sua vida e nas torturas da sua morte. Também não alcançará a santidade.

Todavia, não confundamos essa infeliz disposição com o estado das almas sinceras, atormentadas sem descanso pelas distrações involuntárias, durante a meditação e os exercícios de piedade. Estas frequentemente sofrem bastante e às vezes deixam-se invadir pelo desânimo. Parece-lhes não poderem chegar a gozar do santo recolhimento tão necessário à sua santidade.

Almas confiantes: não vos causeis inútil mágoa! Podeis chegar à perfeição apesar de vossas distrações. Deus quis fazer para São Luís Gonzaga de libertá-lo de toda divagação do espírito durante a oração, mas teria podido também santifica-lo, inspirando-lhe simplesmente de tirar partido de sua fraqueza natural e dando-lhe a força de nunca se deter nas distrações voluntariamente.

Os maiores santos tiveram divagações do espírito e da imaginação, mas, como disse Cassiano, não deram mais importância a elas do que às moscas que esvoaçam ao redor de nós.

Segundo São Pedro Damião, o profeta Elias, que por sua oração impediu o céu de lançar um pingo de chuva durante três anos, não foi isento de distrações. É, com efeito, mais fácil, diz ele, fechar o céu do que nossa alma, e torna-la impenetrável às distrações (cf. Sermo In Vig. Nativ.).

Muitas vezes, as almas inexperientes imaginam orar mal por que têm uma divagação de espírito. Não sabem que as distrações são uma consequência da nossa instabilidade natural.

Recebemos de Deus uma vontade livre. É a soberana das outras faculdades. Mas seu império é imperfeito. Tem pouco poder sobre a imaginação, não pode evitar todas as apresentações, todas as lembranças do passado, não pode mesmo impor sempre um objetivo à inteligência.

A nossa inteligência, aliás, também é limitada. Inteiramente absorvida por uma ocupação, não a deixa facilmente para abordar outra. Quando a corda de um arco foi violentamente esticada, pode imediatamente recuperar sua primeira posição e cessar de vibrar?

Sem dúvida, a nossa inteligência é uma faculdade espiritual, mas tira seu objetivo dos sentidos, da imaginação. Não pode, pois, subtrair-se inteiramente às leis da matéria. A vontade nem sempre poderia, por uma simples ordem, a força-la à obediência.

A este motivo ajunta-se outro: um grande número de distrações provém da doença, da indisposição, da fadiga do corpo. Quando este está amolecido ou esgotado ou simplesmente mal disposto, a alma não se pode servir dele à sua vontade. Então as distrações molestam-na.

Que deve fazer, pois, a alma confiante perseguida pelas distrações?

Antes de tudo, de nada serve exasperar-se contra si, impacientar-se ou mesmo afligir-se. Nem o corpo, nem a alma são responsáveis pelas divagações.

É preciso transformar a necessidade em virtude, aceitar pela vontade o estado de impotência, alegrar-se perante Deus por ser incapaz por si só de todo bom pensamento, refugiar-se na alma da Santíssima Virgem, e encarrega-la de amar nosso Senhor no seu lugar. Ao mesmo tempo, é necessário levar a luta contra as distrações, com denodo e sem se cansar.

Assim que percebemos que a inteligência ou a imaginação fugiram, é necessário reconduzi-las com mansidão, porém resolutamente. Devêssemos recomeçar cem vezes durante uma meditação, sem nos queixarmos nem lamentarmos.

Cada olhar voluntário para Deus é um ato de amor, conquistado a ponta de espada. Cada um deles produz na alma o seu fruto, como sejam suaves colóquios com Deus.

Devemos persuadir-nos bem: a única coisa que desagrada a Deus é a vontade afastando-se d’Ele voluntariamente.

A distração, não aceita voluntariamente, não afasta a alma de Deus.

Não é pelas ideias que agradamos a Deus, mas pela conformidade da nossa vontade ao seu beneplácito.

Diante de Deus só a vontade vale, em bem ou em mal. Quem não chega a compreender esse princípio, nunca terá paz.

Deus não pode pedir contas do que está em nós, porque é justo. Não quer pedir-nos conta, porque é bom e cheio de misericórdia.

Se fosse a vontade de Deus ser servido sem distrações, ter-nos-ia dado uma natureza semelhante à dos anjos, uma natureza espiritual livre das necessidades do corpo e liberta de toda impressão sensível. Não o fez, encontrando tanta glória em ser adorado e amado por uma criatura feita de barro, como pelos puros espíritos livres de distrações.

É necessário mesmo, por delicadeza, não se queixar a Nosso Senhor de ter distrações involuntárias no seu serviço.

Queixar-se, afligir-se, significaria um desejo de ser diferente, e uma certa vergonha de estar sujeito às enfermidades humanas, o que insinuaria que serviríamos mais perfeitamente a Deus e com mais glória para Ele, se fôssemos anjos.

Não digamos isto! Não o pensemos; não contristemos Jesus fazendo-lhe crer que não estamos contentes.

Sirvamo-lo onde Ele nos colocou, de boa vontade, da maneira que uma criatura de barro pode servi-lo, porém com o coração alegre e o rosto sereno.

Demos-lhe a satisfação de fazer desse verme da terra um serafim de amor, chamado para ocupar dignamente seu lugar entre os mais elevados espíritos.

Que alegria para uma alma humildemente confiante ver as misérias da sua natureza humana e poder dizer-se objeto de uma solicitude infinita por parte de Deus todo poderoso; saber que esse soberano Senhor fica tão comovido vendo nossos pobres esforços para afastar as distrações como escutando o arrebatador concerto dos anjos no céu!

(Trecho retirado do livro: Almas Confiantes, José Schrijvers. Ed. Cultor de Livros)

 

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12 dicas para vencer o combate espiritual https://soucatequista.com.br/12-dicas-para-vencer-o-combate-espiritual/ https://soucatequista.com.br/12-dicas-para-vencer-o-combate-espiritual/#respond Tue, 03 Sep 2024 11:00:36 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=19063 Para vencer a batalha espiritual, é necessário buscar reparar as brechas que existem em nós e na humanidade.

Confira abaixo algumas dicas para você se tornar também reparador de brechas e vencer os combates espirituais.

O louvor

Moysés cita o Cardeal Raniero Catalamessa, que diz:  “o louvor é, por excelência, o antipecado. Se o pecado-mãe é a impenitência, ou seja, a recusa de glorificar a Deus (Rm 1, 18ss), então o contrário do pecado não é a virtude, mas o louvor!”

No louvor, se esconde a humildade. Moysés ensina que “é necessário um louvor reto, sincero, não da boca pra fora”.

A Adoração

“A adoração imprime o céu em nós”. Diante da Eucaristia estamos diante do céu, na presença de Deus.

“O adorador é como um para-raios sobre o qual, diante de Cristo na Eucaristia, se derramam a força e a potência do mistério da Cruz e da Ressurreição, que tudo recria e refaz”.

Intercessão

“Deus procura intercessores para que o Seu povo não sofra as dolorosas consequências do seu próprio pecado.” “É preciso multiplicar os intercessores em favor do povo. Não é uma missão somente de um grupo específico, mas é uma missão irrenunciável! Ninguém pode se omitir, pois ela é irrenunciável e pertence àqueles que Ele confia responsabilidade em favor do seu povo e da Sua obra”.

Rosário

“O Rosário é uma forma de nos unirmos às alegrias, à luminosidade, às dores e às glórias de Cristo, uma força para nos unirmos aos méritos de Cristo em favor da Comunidade, da Igreja, da humanidade, através do coração e dos olhos da criatura que melhor se uniu, e assim dispensar a misericórdia divina sobre todos”.

Nossa própria conversão

“A nossa própria conversão é uma fonte imensa de reparação das brechas. Deus não tem como operar, porque respeita a liberdade, se não deixarmos que Ele opere na nossa carne, nos ponha em causa, em favor de todo o corpo, da reparação e da fecundidade do corpo da Comunidade”.

A oblação

A oblação é a oferta da nossa vida. Importante lembrar que todos os batizados, seja qual for a sua forma de vida e também as sua missão nesse mundo, é chamado a ofertar a sua vida em vista do outro.

“Precisamos cuidar da qualidade da oferta da nossa vida por Cristo, com Cristo e em Cristo. A oferta da nossa vida na oferta de Cristo é onde está um dos âmagos da nossa vocação, e a qualidade da oferta da nossa vida é fonte reparadora das brechas do corpo da Comunidade”.

Vivendo as dores da nossa vida revestidas de amor

“Unido ao sofrimento de Cristo, o nosso se transforma em fonte de cura e reparação do corpo da Comunidade”.

O perdão reparador

“O Sacramento da Reconciliação é fonte indispensável. O perdão que o Senhor nos concede nos repara e repara todo o corpo, porque, como dizia Elizabeth Leseur, ‘uma alma que se eleva, eleva o mundo’”.

A caridade esponsal

O Evangelho ensina: “Porque ela muito amou, os seus muitos pecados lhe foram perdoados” (Lc 7,47). “Alimentar o amor esponsal a Jesus Cristo é fonte de reparação dos nossos pecados”.

A caridade evangelizadora

“A caridade evangelizadora é reparadora de brechas porque como se diz na Carta de São Tiago: ‘Aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados” (Tg 5,20)” “Evangelizar salvará a sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados”.

A caridade a serviço dos pobres

“Meus irmãos, irmos ao encontro dos pobres, sofrermos com eles, sermos bálsamos para eles, e reconhecermos neles o rosto de Cristo, curar as chagas de Cristo nos pobres, no plano espiritual, no plano moral, e especialmente no plano material, e também eles serem bálsamos para nós, é uma fonte de reparação das brechas do corpo da Comunidade, porque estaremos estancando a dor e o sangue de Cristo nos seus membros mais frágeis: os pobres”.

A perseverança final

“A perseverança reta e sincera até o fim é um remédio de eternidade nas brechas da inconstância, da provisoriedade, do descarte que nós vivemos no mundo hoje. Isso é colocar a eternidade nas brechas do corpo da Comunidade. A perseverança cotidiana e até o fim é uma fonte de cura, é uma fonte de reparação das brechas”.

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Salvação e Transformação https://soucatequista.com.br/salvacao-e-transformacao/ https://soucatequista.com.br/salvacao-e-transformacao/#respond Thu, 29 Aug 2024 11:08:49 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=18997 Nessa época de preocupação com a eficiência e com o tempo presente, falar sobre “salvação eterna” é uma dificuldade, pois o interesse maior é o viver cada dia sem pensar no amanhã. Se as pessoas não querem se preocupar com o dia seguinte, muito menos com a salvação eterna, que lhes parece algo tão longínquo. No entanto, precisamente aí residem os valores da vida e da felicidade humanas. É conhecendo o nosso fim último que iremos viver o hoje, o agora.

Ouvimos também que a Igreja só deveria existir para a mudança social, sem a preocupação com a eternidade, que seria uma alienação. Esses termos muitas vezes presentes em palestras e livros já entraram no pensamento e reflexão atuais.

Constatamos, porém, que o pecado ronda e está muito presente na sociedade. Um mundo sem Deus é projetado constantemente como o melhor dos mundos, muitas vezes abusando do termo “laico” mal compreendido como que sendo o contrário da fé.

No entanto, vemo-nos envoltos numa atmosfera em que o sagrado parece que está perdendo a vez e a hora. E a Igreja, como recorda Santo Agostinho, segue como “estrangeira em meio às perseguições do mundo e às consolações de Deus (De Civitate Dei XVIII, 51).

O mesmo Bispo de Hipona nos alerta: “a Igreja, peregrina sobre a terra, em seu seio, unidos pelos laços dos sacramentos, tem também alguns que não estarão na felicidade eterna dos Santos (ibid. I, 35).

Constatamos que a sociedade não vive mais os valores cristãos que marcaram a nossa história: isso foi detectado como “mudança de época”.

Porém, é verdade que nascemos e fomos educados na fé cristã e que iluminou a nossa cultura. Queiramos ou não, em nosso país, a vida cristã com os seus valores é um fator constitutivo da nossa própria identidade de pessoas e também da nação.

Hoje, parece que as pessoas têm grande dificuldade para compreender a mensagem de Jesus à luz dos problemas cotidianos. Vivemos em um aparente confronto entre religião e sociedade moderna, entre a Igreja e os tempos de uma “nova” cultura. Vivemos esse tempo como “tensão” entre Deus e os homens. O sagrado, a mensagem da salvação, é para o homem de todos os tempos uma importante notícia numa sociedade secularizada, intolerante, plural e multifacetada. Como compreender a mensagem cristã no atual pensamento contemporâneo que rejeita o sagrado?

Ao reconhecer Jesus como nosso salvador, devemos ter presente que esta tensão sempre existirá. Nossa missão será não esmorecer e continuamente propor, pelo exemplo principalmente, mas também pelas palavras, a grande notícia a que somos chamados a dar ao mundo contemporâneo. Anunciar Jesus como um conhecimento de coração, de vida, de esperança, de alegria interior. Se assim vivermos, aí estaremos anunciando a salvação de Jesus, que é um apelo pela autenticidade de vida.

Devemos ter em mente que a salvação anunciada por Jesus é viver a felicidade anunciada por Ele, que foi condenado, abandonado, excluído e rejeitado em um ambiente hostil à sua mensagem.

A sua mensagem, portanto, é sagrada, mas ao mesmo tempo profundamente humana. Mensagem que não exclui ninguém, que é para todos os seres humanos, mas, comprometedora, pois nos pede uma relação com Cristo tal como Ele viveu em relação ao Pai. Para isso supõe-se o “sim” de cada um de nós, à semelhança de Maria. A sua mensagem nos leva a melhorar os relacionamentos que temos uns com os outros porque existe a certeza de que Ele está entre nós.

Não podemos deixar para amanhã as nossas respostas: “eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação” (2Cor 6,2).

João Paulo II advertiu-nos: “também as pessoas do terceiro milênio precisam descobrir que Cristo é seu salvador. Esta é a mensagem que os cristãos têm que levar com renovada coragem ao mundo de hoje” (Homilia da Festa de Cristo Rei – 24/02/2002).

O caminho da salvação, portanto, a felicidade que nos é prometida por Jesus, não deve ser arrefecida frente à sociedade de hoje. Pelo contrário, temos o dever de atualizar esta mensagem. Buscar nas Palavras de Jesus frutos de esperança e de amor para os homens e as mulheres, os jovens e as crianças que recebem todos os dias ventos contrários à religiosidade e à crença do transcendente. Todos os cristãos devem renovar as suas forças de evangelização!

A resposta cristã para o mal é, sobretudo, espalhar a boa nova, e tornar cada vez mais presente a mensagem de salvação em Jesus. Os cristãos têm, sim, uma “boa notícia” para os homens de hoje, e devem compartilhar com estes, os que estão dispostos, e os que também não estão dispostos a ouvir.

E essa partilha de salvação que devemos ter com essa sociedade chamada de “pós-moderna” deve ser enfrentada, principalmente, pelo testemunho de vida, tal como nos observa Paulo VI na sua encíclica Evangelii Nuntiandi (41). O homem contemporâneo tem uma sensibilidade maior pelos homens de boa vontade, e quer ouvir os que testemunham mais do que aqueles que querem somente ensinar.

Precisamos ter isso em mente: todas as realidades humanas devem ser impregnadas pela mensagem de salvação que Cristo nos promete e nos afirma, não apenas em fórmulas escritas de princípios, mas em verdade e em vida. E nesse sentido, quanto mais vivermos a vida cristã com coerência, melhor poderemos colaborar com a vida mais justa e fraterna que todos desejam. Viver acolhendo a boa nova da salvação supõe uma vida renovada e transformada que, por sua vez, será como “fermento da massa” da “civilização do amor”.

As mudanças realizadas à força apenas conseguem colocar um “verniz” na vida das pessoas, muitas vezes com violências incríveis e falta de respeito à dignidade humana. Somente homens novos e santos é que detêm o grande segredo da revolução do amor, que é a ação do Espírito Santo que começa por atingir a pessoa por dentro e a leva a viver uma nova vida na paz e alegria!

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Conheça as frases de São João da Cruz e sua riqueza espiritual https://soucatequista.com.br/conheca-as-frases-de-sao-joao-da-cruz-e-sua-riqueza-espiritual/ https://soucatequista.com.br/conheca-as-frases-de-sao-joao-da-cruz-e-sua-riqueza-espiritual/#respond Wed, 21 Aug 2024 11:12:32 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=19002 São João da Cruz foi um grande mestre da vida espiritual

São João da Cruz foi um dos santos mais desconcertantes e, ao mesmo tempo, mais transparentes da mística moderna. Transformou todas as cruzes em meios de santificação para si e para os irmãos.

Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Pregador, místico, escritor e poeta, João da Cruz faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

Confira um pouco de sua riqueza espiritual expressa em suas frases

“Não se contentar com o que diz o confessor é orgulho e falta de fé.”

“A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer sente-se impedida em sua liberdade e contemplação.”

“O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas.”

“Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos.”

“Meus são os Céus e minha é a Terra, meus são os homens, e os justos são meus; e meus os pecadores. Os Anjos são meus, e a Mãe de Deus, todas as coisas são minhas. O próprio Deus é meu e para mim, pois Cristo é meu e tudo para mim.” (Sobre a Eucaristia)

Ser a presença de Cristo

“Não faça coisa nenhuma nem diga palavra que Cristo não faria ou não diria se encontrasse as mesmas circunstâncias.”

“Renuncie aos desejos e encontrará o que seu coração deseja.”

“Que felicidade o homem poder libertar-se de sua sensualidade! Isso não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então se verá claramente como era miserável a escravidão em que estava.”

“Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo um bom cristão.”

“Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós.”

“A pessoa que está presa por afeto a alguma coisa, mesmo pequena, não alcançará a união com Deus, mesmo que tenha muitas virtudes. Pouco importa se o passarinho está com um fio grosso ou fino, ele ficará sempre preso e não poderá voar.”

“Para possuir Deus plenamente é preciso nada ter, porque, se o coração pertence a Ele, não pode se voltar para outro.”

“O demônio teme a alma unida a Deus como ao próprio Deus.”

“O afeto e o apego da alma à criatura torna-a semelhante a essa mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e semelhança, porque é próprio do amor tornar aquele que ama semelhante ao amado.”

“Dar tudo pelo tudo”

“A pessoa que caminha para Deus e não afasta de si as preocupações, nem domina suas paixões, caminha como quem empurra um carro encosta a cima.”

“A constância de ânimo, com paz e tranquilidade, não só enriquece a pessoa como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente.”

“O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em se despojar e sofrer pelo amado.”

“O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”

“Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade, do que todas as ações que realizas por ele.”

“Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas.”

“Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo.”

“Quando a alma se acha livre e purificada de tudo, em união com Deus, nenhuma coisa poderá aborrecê-la. Daqui se origina para ela, neste estado, o gozo de uma contínua vida e tranquilidade, que ela nunca perde nem jamais lhe falta.”

“Tal é a alma que está enamorada de Deus. Não pretende vantagem ou prêmio nenhum, a não ser perder tudo e a si mesma, voluntariamente, por Deus, e nisso encontra todo seu lucro.”

“Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde.”

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