Reflexão – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 05 Oct 2018 12:08:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Reflexão – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 10 conselhos surpreendentes para rezar o rosário conversando com Maria no dia-a-dia https://soucatequista.com.br/10-conselhos-surpreendentes-para-rezar-o-rosario-conversando-com-maria-no-dia-a-dia/ https://soucatequista.com.br/10-conselhos-surpreendentes-para-rezar-o-rosario-conversando-com-maria-no-dia-a-dia/#respond Fri, 05 Oct 2018 12:08:59 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78798 A oração do rosário, popularmente chamado de “terço“, é um meio para repassarmos calmamente os mistérios da vida de Jesus e de Maria – enquanto recebemos graças muito especiais prometidas pela Mãe de Deus à humanidade!

Com base no livro “O rosário, teologia de joelhos”, escrito pelo padre Florian Kolfhaus, da Secretaria de Estado do Vaticano, oferecemos 10 conselhos práticos para rezar o rosário todos os dias:

1. Leve sempre o rosário no bolso

Ou o decenário, que tem apenas dez contas e pode ser transportado facilmente. Toda vez que você pegar a chave para sair de casa, lembre-se também de levar o rosário!

2. Aproveite alguns dos seus tempos livres para rezar

Enquanto espera a consulta médica, num intervalo do trabalho ou dos estudos, nas filas do dia-a-dia…

3. Reze durante tarefas e atividades esportivas

Existem atividades que não exigem muita concentração porque são mais práticas: estender a roupa no varal, lavar o carro, andar de bicicleta, correr… Assim como as pessoas que se amam pensam no outro durante essas atividades, também o rosário pode ser rezado como gesto de amor a Jesus e Maria!

4. Imagens e música podem ajudar…

O rosário é uma oração contemplativa: mais importante que as palavras que recitamos é a predisposição do coração para contemplar os mistérios que estamos meditando. Assim, você pode escolher imagens que ajudem a contemplar cada passagem da vida Cristo e de Maria. Música sacra em segundo plano também pode ser um instrumento útil para recolher os sentidos.

5. Transforme suas distrações em “assunto de oração”

As distrações estão o tempo todo ao nosso redor: é a lista de compras, o aniversário, a pessoa doente, a preocupação… Lutar contra esses pensamentos não os elimina. O melhor é conversar com Deus sobre essas “distrações” e rezar uma ave-maria pelas pessoas e intenções ligadas a elas: com isto, a oração se torna sincera, real, pessoal, englobando as coisas que inquietam o seu coração e colocando-as nas mãos de Deus, por intercessão de Nossa Senhora!

6. Reze durante os seus deslocamentos

A caminho do trabalho ou da escola, seja de carro ou de ônibus, de trem ou caminhando, você pode ir conversando com Maria como quem conversa com qualquer outro amigo: com naturalidade, sem precisar inclinar a cabeça nem fechar os olhos. Aproveite e dedique as ave-marias às pessoas que cruzam pelo seu caminho e pela sua vida: esses “estranhos” que estão pelas ruas e calçadas, as pessoas do trabalho e da escola… Se um médico passar por você, por exemplo, reze por ele e pelos seus pacientes!

7. Reze “peregrinando”

O rosário pode ser rezado em todo lugar. Nada impede que o rezemos de joelhos, oferecendo o sacrifício físico pela nossa formação da vontade e por intenções de desagravo, mas não se trata de “aguentar o máximo possível a todo custo”. O que importa é saber que o nosso corpo e a nossa alma são para Deus! Você pode rezar sentado, deitado, andando, com a mesma confiança de filho que conversa com a mãe sem se preocupar excessivamente com formalidades. A forma, o jeito, a postura devem estar a serviço do conteúdo: se não, não fazem o menor sentido.

8. Ofereça cada mistério por uma intenção

Reze cada mistério por uma intenção especial: pela sua família, por um amigo, pelo Papa Francisco, pelos cristãos perseguidos na Síria, no Iraque, nos Estados Unidos, na sua escola ou empresa… Quanto mais específica for a intenção, melhor. Não peça só por você: seja generoso!

9. Reze também nas horas de “deserto espiritual” – mesmo que seja sem palavras…

Todos nós passamos por momentos de aridez espiritual, de aflição, de angústia, nos quais não conseguimos ou até não queremos rezar. Afinal, acontece a mesma coisa em relação às pessoas que amamos: mesmo amando-as, há momentos em que não estamos a fim de conversar com elas. São os altos e baixos do humor. Nesses momentos difíceis, porém, podemos fazer silêncio e simplesmente recitar um mistério do terço. Esse gesto de força de vontade oferecido a Deus pode ser a semente de uma transformação poderosa e inesperada! Aliás, pode ser suficiente apenas segurar o rosário na mão, sem pronunciar palavra alguma: a boa oração pode ser simplesmente um ato de presença. Assim como aqueles momentos em que não temos vontade de conversar, mas queremos estar perto de alguém, em silêncio, porque a proximidade diz muito mais do que parece.

10. Adormeça rezando o rosário

Rezar ave-marias, para um católico, faz mais sentido que contar carneirinhos para dormir, não faz? E toda mamãe se comove ao ver o filhinho ou a filhinha adormecendo no seu colo…

Via: Aleteia

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Saiba mais sobre a Campanha da Fraternidade 2018 https://soucatequista.com.br/saiba-mais-sobre-a-campanha-da-fraternidade-2018/ https://soucatequista.com.br/saiba-mais-sobre-a-campanha-da-fraternidade-2018/#respond Sat, 20 Jan 2018 10:36:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=82250 O tema e o lema da CF 2018: “Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)“.

Este ano a CNBB planeja uma ampla discussão sobre a questão da violência que assola o Brasil, não significando que este tema teve menor importância dentro da Igreja, mas que este ano ele ganha um destaque maior devido ao período em que vivemos.

A Campanha da Fraternidade de 2018 se inicia no período da Quaresma logo na quarta-feira de Cinzas, e diferente do que muitos pensam erroneamente a CF não acaba no final da páscoa, ela segue ao longo do ano todo.

Reflexão da campanha


Neste ano a CNBB nos convida a uma reflexão profunda na CF 2018 e na mensagem contida no lema que é baseado em MT 23,8 que diz:

“Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos.”

Devemos sempre refletir sobre a violência, pois as vítimas da violência são todos nossos irmãos, sendo assim perdas importantes de vidas que se vão por conta

Hino oficial


Abaixo a letra do Hino da Campanha da Fraternidade de 2018 que convida a todas as paróquias a reflexão:

01 – Neste tempo quaresmal, ó Deus da vida,
A tua Igreja se propõe a superar.
A violência que está nas mãos do mundo,
E sai do íntimo de quem não sabe amar. (Mc 7,21)

Refrão:

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14, 1-12)
É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20, 21-23)
É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13, 33)
Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”. (Mt 23,8). (2x)
02 – Quem plantar a paz e o bem pelo caminho,

E cultivá-los com carinho e proteção,
Não mais verá a violência em sua terra. (Is 59,6)
Levar a paz é compromisso do cristão! (Ef 6, 15)

03 – A exclusão que leva à morte tanta gente, (EG 59)
corrompe vidas e destrói a criação. (LS 70)
– “Basta de guerra e violência, ó Deus clemente!” (Mq 2,2)
É o clamor dos filhos teus em oração.

04 – Venha a nós, Senhor, teu Reino de justiça,
Pleno de paz, de harmonia e unidade. (Mt 6, 10 e Rm 15, 17-19)
Sonhamos ver um novo céu e uma nova terra:
Todos na roda da feliz fraternidade. (Ap 21, 1-7)

05 – Tua Igreja tem o coração aberto, (EG 46-49)
E nos ensina o amor a cada irmão.
Em Jesus Cristo, acolhe, ama e perdoa,
Quem fez o mal, caiu em si, e quer perdão. (Mt 18, 21)

Oração da Campanha da Fraternidade 2018

Abaixo a oração da CF que nos convida a uma profunda reflexão durante o período da quaresma.

Deus e Pai,
nós vos louvamos pelo vosso infinito amor
e vos agradecemos por ter enviado Jesus,
o Filho amado, nosso irmão.
Ele veio trazer paz e fraternidade à terra
e, cheio de ternura e compaixão,
sempre viveu relações repletas
de perdão e misericórdia.
Derrama sobre nós o Espírito Santo,
para que, com o coração convertido,
acolhamos o projeto de Jesus
e sejamos construtores de uma sociedade
justa e sem violência,
para que, no mundo inteiro, cresça
o vosso Reino de liberdade, verdade e de paz.

Amém!

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Vocação: ser gente https://soucatequista.com.br/vocacao-ser-gente/ https://soucatequista.com.br/vocacao-ser-gente/#respond Mon, 07 Aug 2017 18:27:25 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=80460 Vivemos na era do superficial. Descartável e trocável devem ser as nossas relações humanas. Querendo ou não. Consumismo, poder e status estão em tudo ao nosso redor. Sentimento de amor e de gratidão está presente somente nas conversas via mensagens, WhatsApp e nos comentários das redes sociais. Fora das telas, olho no olho, sorriso com sorriso, abraço com abraço, cafuné com cafuné são raros. Antigos demais para hoje. Lembrados somente nas fotos do Instagram e do Snapchat para “provar o quanto sou gente feliz e não de preciso de ninguém”.  Que ilusão a nossa.

Pensando na morte um dia desses, vi como ela virou a malvada do sucesso pessoal e a insignificância da nossa vida. Pois é na morte que a nossa carne, nosso ter cai sobre terra e prevalece nosso espírito, nosso ser. O mundo (pecado) quer que a vanglória, o cargo em que ocupamos e a profissão que escolhemos suba á nossa cabeça e que vetemos da nossa vida os sentimentos de humildade, servidão e simplicidade. Pedir dinheiro emprestado? Imagina! Dizer que está com saudade? Só que não. Fulano(a) que corra atrás! Enviar uma mensagem de desculpa? Não fui eu que errei. Reconhecer meus defeitos? Eu não tenho. Oferecer uma palavra amiga? Ninguém nunca fez isso por mim. Ser bom nos dias hoje? Não vale a pena. Ter pensamento positivo? Pra que, se eu já sei que deu errado.

Quanta mediocridade, quanta vaidade, quanto egoísmo, quanta falta de fé, quanta falta de Deus. Falta aprendermos a ser gente! Sem filtros, sem brilho ou nenhuma vergonha assumir a vocação de ser gente. Gente de Deus e do bem.

O fato é que nascemos seres humanos, porém só com o tempo aprendemos a ser gente. Gente que toma para si a consciência de que precisa de Deus. Que precisa do outro. Que fica triste. Que pula de alegria. Que ama o duradouro. Que abraça. Que pede perdão. Que é preguiçoso, mas depois levanta. Que estende a mão. Que reconhece seus erros. Que é empático. Que deseja o bem. Que é pessimista, mas no fundo tem esperança. Que é ansioso. Que é teimoso. Mas luta pra mudar. Que anda de cara feia, mas depois sorri para vida. Que não foge da luta. Que acredita. Que aceita as diferenças. Que agradece. Que “… faça o bem á todos …” (Gl 6-10). Que tem vida interior. Que tem fé. Que tem Deus no coração. E “quanto é infeliz o ser humano que não tem vida interior ” João Maria Vianney.  Que é gente como eu e você.

Paz e bem.

Por Franciane   Freitas
Setor Juventude  da   Paróquia Nossa Senhora da Conceição Matias Barbosa – Minas Gerais (MG)

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3 motivos para visitar Jesus no sacrário https://soucatequista.com.br/3-motivos-para-visitar-jesus-no-sacrario/ https://soucatequista.com.br/3-motivos-para-visitar-jesus-no-sacrario/#respond Thu, 25 May 2017 14:48:17 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78854 Quando escrevo sobre o sacrário e a presença de Jesus lá, não param de chegar mensagens de pessoas que me contam suas experiências e o quanto elas ficam maravilhadas. Um executivo de uma grande empresa me disse recentemente:

“Eu tinha fama, dinheiro, uma posição invejável na empresa, mas não tinha Deus. Eu me sentia vazio por dentro. E, por mais que eu me esforçasse, não conseguia preencher esse vazio. Na minha casa, era igual. Tinha todo tipo de luxo, mas não conseguia encontrar o imprescindível – a paz. Foi então que decidi ir uma hora por dia a um oratório para visitar Jesus no sacrário. E tudo começou a mudar. Recuperei algo surpreendente que havia perdido: o sorriso. Agora consigo rir, para a surpresa dos que me conheciam antes disso. E a paz voltou. Jesus mudou a minha vida, deu sentido a ela; concedeu-me o que eu tanto desejava.”

Esta história se repete várias vezes. E Jesus sempre responde a todos. E lhes concede a graça que precisam para seguir adiante e persistir.

Há uns dois meses, um padre amigo me convidou para participar de um programa que ele tem na televisão para falar sobre os meus livros.

“Sobre o que você quer falar?”, perguntou-me.

“Sobre o sacrário”, respondi.

Ele sorriu satisfeito.

E, durante todo o programa, falamos das maravilhas que eu descobri e vivi com Jesus no sacrário.

Geralmente, me perguntam por que escrevo e falo tanto do sacrário. Dizem-me:

“Por que vai a este oratório e passa tanto tempo diante do sacrário?

Minha resposta varia um pouco através dos anos:

Porque lá está Jesus.
Porque Jesus é meu amigo.
Porque Jesus é o filho de Deus.
Se sei que para ver Jesus basta ir a um oratório próximo e procurar o sacrário, por que não ir?
Se sei que Jesus é meu amigo, por que não saudá-lo?

Se sei que Jesus é filho de Deus, para quem nada é impossível, por que não seguir confiante?
Com Jesus tudo é possível.

Pode me fazer um favor? Quando for visitá-lo, diga a ele: “Cláudio manda lembranças”.
Deus te abençoe.

Por: Claudio de Castro

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Política: Como tratar esse assunto na Catequese? https://soucatequista.com.br/politica-como-tratar-esse-assunto-na-catequese/ https://soucatequista.com.br/politica-como-tratar-esse-assunto-na-catequese/#respond Fri, 19 May 2017 19:24:23 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78835 A gente fala de política na catequese? Numa resposta bem “saudável” para todos, eu diria que ultimamente não se deveria falar de política em lugar algum, se quisermos manter a paz do ambiente. Não da política brasileira, pelo menos. No entanto, a realidade que estamos vivendo, pede nosso envolvimento, pois trata-se da preservação da nossa sociedade.

O assunto está aí nos telejornais, jornais, revistas e nas redes sociais. E esta última é preocupante do ponto de vista de que nossas crianças e jovens tem amplo acesso às mídias digitais, e estão tomando conhecimento de “como” os adultos (incluindo seus pais e catequistas) estão tratando o assunto. E, sinto dizer, alguns “adultos” estão falando do assunto com total imaturidade. Estão expondo seus pontos de vista de forma parcial, sem uma análise crítica dos fatos e – gravemente – externando discursos preconceituosos e carregados de ódio.

E como entrar nesse assunto em nossos encontros? Ou devemos ignorar totalmente o que vem acontecendo no Brasil e tratar exclusivamente dos nossos roteiros temáticos usuais? Mas, se formos por este caminho, onde fica a “interação fé e vida” que deve perpassar a nossa prática catequética?

Na catequese dos pequenos, até podemos “deixar pra lá”, já que eles não têm muito acesso aos meios de comunicação digital (ainda gosto de pensar assim!). Mas, eles têm acesso às conversas dos pais, dos grupos familiares, etc. Então, se perguntas surgem, é bom estar preparado para responde-las.

Já na catequese dos adolescentes e jovens, este é um assunto que deve ser tratado. Eles estão aí, com amplo acesso a tudo que acontece no mundo. Às vezes pode até parecer que política não seja do interesse deles, mas, ela faz parte da sociedade em que eles vivem e afeta suas vidas.

Então como tratar de um assunto tão delicado como a política, nos dias de hoje?

Primeiro que o assunto não deveria ser “delicado”. Só o está sendo por conta das defesas “apaixonadas” de alguns e das críticas ferrenhas de outros. A “delicadeza” da coisa se mostra quando citamos “nomes” de políticos e partidos. É como torcer para um time de futebol no Brasil. O meu é bom e o seu não presta! E episódios de violência em estádios e ruas têm sido frequentes. Parece que perdemos a capacidade de defender um ponto de vista sem nos distanciarmos da civilidade. E futebol, religião e política; acabam sendo temas polêmicos causando desavenças irreconciliáveis até.

Ao tocarmos em um assunto tão polêmico com nossos adolescentes e jovens, muito provavelmente, vamos esbarrar em opiniões bem eloquentes e preconcebidas, herdadas de seus pais. E vão se repetir, sim, discursos de ódio e preconceito. É justamente aí que entra o nosso papel de propagadores da fé e crença no projeto de Jesus Cristo: uma sociedade justa, fraterna, onde as pessoas convivam com suas diferenças, sem usarem a discriminação e a violência. Uma sociedade de amor e respeito ao próximo.

Neste caso, compete ao catequista promover o diálogo, mediando as discussões de forma a enaltecer justamente isso: como estamos tratando o assunto? Com nossos valores cristãos ou como qualquer outra pessoa que não conhece Jesus? Está havendo “diálogo” ou “briga de foice no escuro”*?

Iluminar o encontro

Para “iluminar” nosso encontro é bom escolher uma passagem bíblica que nos leve a refletir basicamente sobre o que vem acontecendo na política brasileira: os vários julgamentos deste ou daquele político por crimes de corrupção e outros termos jurídicos como: lavagem de dinheiro, desvio de verbas, compra de votos e outros.

Julgar nada mais é do que olhar os fatos para a apurar o que é certo e errado. Não é errado julgar para entender se uma ação é certa ou errada. Mas quando entendemos que algo é errado, temos a responsabilidade de não fazer aquilo. Assim como não podemos julgar usando de nossas próprias “leis”. Ou condenando-as antes de saber se realmente são culpados.

Precisamos ter cuidado com julgamentos. Muitas vezes julgamos de maneira injusta, olhando as aparências ou sem tentar entender direito. Não devemos condenar as pessoas, sem misericórdia. Assim como Deus nos perdoou, nós também devemos perdoar os outros.
A Bíblia traz várias passagens sobre o “Julgar” e “não Julgar”:

“Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos”. (João 7,24)

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. (Mateus 7, 1-5).

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. (1João 4,1).
Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está agindo como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo? (Tiago 4, 11-12).

Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando você mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? (Romanos 2, 1-3).

“Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos”. (João 7,24)

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. (Mateus 7, 1-5).

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. (1João 4,1).
Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está agindo como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo? (Tiago 4, 11-12).

Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando você mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? (Romanos 2, 1-3).

A passagem de Mateus 7, 1-5, é o texto principal para nortear o encontro. É um trecho do “Sermão da Montanha”, ensinamentos deixados por Jesus para que as pessoas alcancem as Bem Aventuranças e assim tenham o “Reino dos Céus”.

Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Com certeza a leitura e reflexão destes textos bíblicos trarão o “tom” ao encontro. Sim, é preciso “julgar”, mas, julgar de forma coerente e justa, sem perseguir esse ou aquele e sem precipitação.

Olhar a realidade

Nossos adolescentes precisam ser convidados a “olhar” a realidade, primeiro com os olhos da fé, com amor e misericórdia, acreditando que por mais que existam culpados, estes precisam ser julgados e condenados, primeiro pela própria justiça dos homens; e depois, pela justiça de Deus. Praticar a intolerância e o pré-julgamento não são práticas cristãs.

Depois vem a questão de que, ao se olhar esta realidade, a princípio, parecer não haver políticos honestos e que toda a máquina de administração pública está envolvida em corrupção. Este é um problema sério. Perdemos totalmente a confiança no outro. E esse “outro”, são as corporações privadas, empresários, representantes da sociedade, e não só as pessoas que, democraticamente, deveriam nos representar e que nos “traem” em nossa confiança sem o menor remorso. E não há uma só direção ou ideologia política que está “podre” em nosso cesto de maças. São várias, esquerda, direita, centro… enfim. Tem sido assustador olhar o horizonte do Brasil. E a perplexidade ante as informações que recebemos é o tom da hora.

E cuidado ao colocar estas “informações” no seu encontro! Infelizmente os principais veículos de comunicação em nosso país, não conseguem a devida “isenção” e imparcialidade ao comunicar a informação. Leia vários jornais, assista vários canais, olhe vários sites na internet e escolha aquele que tenha o melhor discernimento sobre tudo que está acontecendo. Fuja da citação de “nomes” deste ou daquele e não faça “julgamento” de nenhuma pessoa.

Como agir?

Precisamos dar aos nossos jovens ESPERANÇA. Esperança num futuro onde a justiça prevaleça, onde os homens encontrem solução para seus problemas sociais e que possamos discutir política sem nos agredirmos.

E essa esperança passa sobretudo por ELES: nossos pequenos, nossas crianças, nossos adolescentes e jovens; que estão aí assistindo toda essa derrocada da nossa política. Sem dúvida é uma grande responsabilidade, mas, nosso FUTURO democrático depende deles, de suas ações, de suas crenças e valores e de sua vontade de AGIR.

Hoje, o jovem pode votar aos 16 anos. E em 2019, alguns dos nossos catequizandos já vão votar e alguns até já estão votando. Que estas “lições” que estamos tendo hoje, pela nossa irresponsabilidade nas urnas, seja uma lição que o jovem aprenda, para não repetir nossos erros.

Sem dúvida, a oração também é importante. Precisamos rezar pelo destino do nosso povo, rezar para que a justiça dos justos prevaleça, para que nossa população tenha paciência, saiba enfrentar estes tumultos com o coração contrito, mas, que prevaleça a paz entre nós.

O catequista aqui, deve ser a última pessoa a fomentar discórdia, a promover discurso de ódio em suas páginas na rede social. Que a justiça seja feita, mas, somos também responsáveis pela disseminação do amor, da paz, da compreensão e da misericórdia. Não esqueçamos disso.

Concluindo…
Religião e política, podem e devem caminhar juntas. Elas só se desencontram quando a intolerância religiosa se choca contra o estado democrático. Pode parecer a princípio que elas são “sal” e “açúcar”. Mas, vale lembrar que ambos são necessários em várias receitas.

O cidadão não está dissociado do cristão. Quando saímos do âmbito teórico espiritual da religião, percebemos que ambas: política e religião, em suas funções e serviços, tem papéis sociais semelhantes na prática. Muitos são os projetos sociais criados por instituições religiosas, que colaboram diretamente com o Estado, beneficiando de forma efetiva a muitas comunidades em todo país, onde nota-se a política caminhando junto com a religião.

Nos últimos tempos em nosso país, as palavras política ou político têm recebido forte conotação pejorativa, especialmente em virtude da corrupção generalizada, escândalos nos governos e má administração do dinheiro público, (como vimos nesta semana em grau elevadíssimo). Neste cenário, escutamos muita gente dizer que não gosta de política. No meio cristão, muitas pessoas acreditam ser completamente desnecessário o envolvimento com as questões públicas (como se fosse possível), o que tem fortalecido esse conceito de que política e religião não se misturam. Contudo, necessário é compreender que a participação política é uma necessidade vital de todos os indivíduos, inclusive cristãos. E, ainda mais, pelos VALORES que temos intrínsecos.

A população brasileira é majoritariamente cristã (87%) em sua diversidade religiosa, (estatística IBGE 2010) logo, é natural que hajam representantes políticos religiosos. Dissociar isso é perigoso.

Ângela Rocha
Catequista

* O termo “Briga de foice” é usado para caracterizar uma briga em que, usando-se essa ferramenta a esmo (no escuro), qualquer um que esteja por perto poderá ser decepado, independentemente de ser o alvo ou não.

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O Dom da Amizade https://soucatequista.com.br/o-dom-da-amizade/ https://soucatequista.com.br/o-dom-da-amizade/#respond Mon, 08 May 2017 14:36:23 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78792 Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro ‘O Pequeno Príncipe’, escreve: “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo”. Muitas vezes, vivemos em meio a multidões e nos sentimos sozinhos. Falta-nos a presença de um amigo que ouça nossas dores e cure, com o bálsamo das palavras de conforto, as feridas de nossa alma. Amigo verdadeiro sabe cuidar do outro sem deixar de cuidar de si mesmo. Somente quem descobriu, na vida, uma verdadeira amizade saberá valorizar este dom tão precioso e valioso quanto um diamante.

A melhor definição do que seja amizade encontramos nas Sagradas Escrituras: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor achará esse amigo. Quem teme o Senhor terá também uma excelente amizade, pois o seu amigo lhe será semelhante” (Eclo 6,14ss). As verdadeiras amizades são tão preciosas que são comparadas pelo Autor Sagrado como um tesouro. Algo valioso que, uma vez encontrado, deve ser cuidado e valorizado.

Amigos nascem de muitas semelhanças, mas também de diferenças. Na escola da vida aprendemos a reconhecer um amigo pela presença silenciosa nos momentos de dor. Amigo verdadeiro sabe se alegrar com as nossas conquistas. Amizade que cultiva a inveja perde o seu sentido e sufoca a raiz do amor gratuito que fortalece a árvore da partilha que cultivamos.

Amizade verdadeira constrói pontes e derruba os muros que separam e dividem. Um amigo de verdade sabe caminhar conosco nas noites sem as estrelas da esperança, e nos guia com a luz do seu amor pelo caminho do bem e da verdade. Amigo sincero fala-nos com carinho, mas não deixa de nos dizer a verdade, mesmo que, muitas vezes, não estejamos dispostos a ouvir.

Amigo verdadeiro sabe respeitar o nosso tempo e não nos sufoca com seu excesso de proteção. Ele sabe que estar longe e tão importante quanto estar perto. Ele nos compreende quando preferimos o silêncio das reflexões ao barulho das palavras sem sentido.

Uma amizade madura nasce no tempo e se cultiva por toda a vida. No tesouro da vida, a amizade deve ser cuidada com carinho e ternura. Quem descuida de um amigo abandona um tesouro valioso e deixa de lado um pouco de si mesmo que foi guardado no coração da outra pessoa. A melhor maneira de valorizarmos uma amizade é ser presença e não ser inconveniente.

Muitas amizades terminam, porque nunca começaram de verdade. São relações interpessoais cultivadas de maneira superficial. Amizade que tem sua base no amor conhece a história do outro e, por isso mesmo, sabe ser misericordioso com quem nos confia partes de sua vida em retalhos de lágrimas e sorrisos.

Jesus confiou tão verdadeiramente em Seus discípulos que não os chamava mais de servidores, mas sim de amigos: “Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai” (cf. Jo 15,15). A vida e a missão de Jesus não eram segredos para aqueles que conviviam com Ele diariamente. Jesus sabia que somente aqueles que acolhem a vida do outro na sua própria vida são amigos verdadeiros. O amor de Jesus por cada amigo foi tão grande que a Sua vida já não seria mais Sua, mas continuaria para sempre viva no coração de cada um daqueles que o seguiam, e, no paraíso, esta vida doada e partilhada seria contemplada em um abraço amigo que iria durar toda uma eternidade.

Na amizade de Jesus por cada um de nós encontramos o caminho para uma amizade verdadeira que se doa, gratuitamente, por aqueles que fazem parte de nossa história. Amizade verdadeira tem em Cristo o seu fundamento de amor, caridade, entrega e partilha.

Por: Padre Flávio Sobreiro

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O catequista e a internet https://soucatequista.com.br/o-catequista-e-a-internet-2/ https://soucatequista.com.br/o-catequista-e-a-internet-2/#respond Tue, 02 May 2017 18:00:59 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78739 Nos últimos tempos estamos diante de uma intensa mudança na comunicação humana, que se desloca para as redes informáticas e tem alterado toda a noção de mundo até então conhecida. É a revolução Telemática. É um novo contexto existencial que desponta num novo ambiente, virtual. É um verdadeiro espaço humano, pois já é habitado pelo homem. O real e o virtual se misturam. E, as pessoas estão cada vez mais conectadas: 24 horas. Haja vista os smartphones. Diminui assim a noção de público e privado e de real e virtual.

Sentidos como a visão e audição reinam como absolutos neste meio. O modo como a experiência na internet acontece passa prioritariamente por este sentidos. E isso impacta ativamente a religiosidade das pessoas. Pode-se aprofundar a fé e até ser ambiente propício para uma autêntica experiência de Deus. João Paulo II prenunciava uma “divinização da engenhosidade humana” e o Bento XVI definiu como “um verdadeiro dom para a humanidade.” Assim sendo, devemos ter um olhar crítico, mas indubitavelmente positivo em relação as novas mídias. O ambiente virtual possui linguagem própria. Mesmo no mundo real percebe-se que tal linguagem tem interferido na maneira de comunicar. Verbos que fazem parte do fundamento cristão como salvar, converter e com-partilhar mudaram seu sentido a partir da rede. Exige de nós esforço e abertura, principalmente para dialogar com aqueles que chamamos de nativos da rede.

Uma das premissas básicas da internet é ser democrática. Há espaço para todos exporem sua opinião. Mesmo que com isso se cometa crimes como bullying, racismo, pedofilia etc. Na rede encontramos lado a lado coisas que pareciam opostas, desde visões ultra conservadoras a liberais, de fundamentalismos cegos a relativismos vazios, de conteúdos edificadores e densos a preconceituosos e estéreis, enfim, corre-se o risco, sem discernir sobre aquilo que nos é apresentado na internet, de pegar elementos destoantes da fé cristã e fazer um estranho mosaico psico-espiritual. Por mais que estamos na era da subjetividade, onde o indivíduo valoriza a experiência pessoal e assume para si o que lhe aprouver, a Fé cristã tem uma característica cara: a Tradição apostólica. Somos herdeiros do anúncio do núcleo da Fé em Jesus Cristo.

Na história do Cristianismo e no processo de inculturação, se assimilou diversos elementos que ajudaram ou atrapalharam a vivência da Fé cristã. As mídias comunicacionais ampliam este processo de inculturação. Para o bem, ou para o mal.

Mas como discernir entre aquilo que é coerente com o núcleo da Fé e aquilo que é uma interpretação pessoal e sem fundamento? As mídias tornam visíveis as diversas propostas de caminho. Só uma formação sólida da Fé cristã somada com um senso crítico amadurecido ajudará, principalmente o catequista, a se orientar quando navega na rede. Com isso, o apurado o contato com a diversidade poderá ser uma oportunidade para o Ecumenismo, onde podemos conhecer o que o outro tem diferente de nós e também o que tem de semelhante e em que pontos podemos dialogar e nos respeitar. Outra dica é buscar sites recomendados pelas coordenações diocesanas e olhar a fonte, geralmente com o nome Institucional ou Quem Somos. Não se iludir com sites de determinados grupos representativos da catolicidade sejam impecáveis no conteúdo apresentado na net, nem blogs que geralmente servem para visibilizar a opinião pessoal do desenvolvedor. Na dúvida dialogue.

Cuidado especial em “pegar” encontros catequéticos prontos da rede. Não existe material perfeito de catequese. Aquele encontro escrito num site de catequese pode ter dado certo numa realidade, mas não significa que dê certo na sua realidade. Como ajuda para discernir a CNBB lançou o estudo nº 53 – Textos e manuais de catequese – onde diante de um material o catequista deve questionar se: “educa para uma fé engajada, no seguimento de Jesus Cristo, na comunidade eclesial, a serviço da transformação evangélica da sociedade? Favorece a criatividade e a consciência crítica? Estimula a espiritualidade profética? Impulsiona a contínua educação comunitária da fé?”

Uma coisa valiosíssima do catequista é a criatividade. Hoje a internet abriu um leque enorme de possibilidades. De certa forma deixou o perigo da falta de criatividade pessoal do catequista, se este depender unicamente do que encontrar na internet para compor seus encontros. Soa até comodismo. É preciso valorizar a criatividade pessoal com bom gosto e boa formação, mesmo usando a internet para incrementar ideias.

Precisamos sempre é ter um eixo central para o qual vamos usar os recursos assumidos da Internet. Nossa catequese não pode se resumir em recursos, mas pensemos: qual mensagem queremos transmitir e fazer comunhão? Tudo que Jesus fez, viveu e morreu foi pelo Reino do Pai. Sendo assim, este também deve ser nosso eixo: fazer com que os catequizandos se encantem pela pessoa de Jesus e sua mensagem radical do Reino. Quando pegamos algum recurso na internet devemos ter lucidez sobre o que vai me ajudar a transmitir a mensagem do mestre Jesus e levar ao seguimento/discipulado.

Saibamos fazer escolhas que não destoem da mensagem de Jesus nem da realidade que vivemos. Do contrário corremos o risco de fazer encontros bonitinhos esteticamente por que vimos na internet, mas vazios de mensagem ou resposta interior dos catequizandos. Como a internet aceita tudo, muita coisa não passou pelo crivo da discussão entre o grupo de catequistas e da mensagem cristã. Vale a pena planejar os encontros com o grupo de catequistas e, se possível, chegar ao ponto de perguntar ao padre sobre certos encontros /conteúdos propostos na internet.

Por: Ricardo Diniz de Oliveira
Via: Catequese Hoje

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Como ser um catequista melhor? https://soucatequista.com.br/como-ser-um-catequista-melhor-2/ https://soucatequista.com.br/como-ser-um-catequista-melhor-2/#respond Wed, 26 Apr 2017 19:30:37 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78719 Encontramos na Internet muitas listas para ter sucesso em qualquer área da vida. E para nós, catequistas, também há diversas listas desde “como ser um bom catequista” até as “regras de ouro do encontro de catequese”. Encontrei uma lista com dicas para ser um catequista melhor. Achei interessante, mas comecei a ler e não concordei com algumas coisas. Então, resolvi eu mesma escrever sobre como se tornar um catequista melhor. Essas dicas são para mim também, porque preciso melhorar. Vamos conversar francamente ?
Então vamos.

Vou começar contando para vocês que estou fazendo estágio na catequese! Isso mesmo. Depois de 13 anos de caminhada, iniciei uma formação para catequistas da Escola Catequética- CAC. Para finalizar o primeiro ano do curso, somos encaminhados a uma paróquia para observar uma turma de catequese. Mas não podemos participar, dar palpite, corrigir…só observar, anotar tudo e entregar um relatório. E uma das coisas que já gostei é o testemunho de vida que os catequistas demonstram ter. Claro que todo mundo sabe disso: que nossa vida deve ser um testemunho! Que devemos viver os ensinamentos de Cristo para poder, ao falar de Deus, nosso discurso não caia no vazio.

Mas, uma vez, uma catequista me ensinou muito sobre testemunho. Ela disse que quando nós não conseguimos viver um determinado preceito da Igreja e de Cristo, nós podemos falar para as pessoas, com sinceridade, que ainda não conseguimos viver este preceito, mas que estamos em oração e confiantes que iremos superar essa dificuldade. Esta conversa foi uma catequese. Guardo este ensinamento e falo sempre que tenho oportunidade. Nós, catequistas, temos nossos problemas, dificuldades, nossas limitações, somos pecadores, erramos, caímos…Catequistas não são “doutores da lei”. São pessoas comprometidas com Jesus, em construção e formação contínua. Queremos ser catequistas melhores, cristãos mais comprometidos. E como podemos ser catequistas melhores? O que devemos fazer? O que nos falta? O que impede de sermos mais comprometidos e mais engajados com a catequese e com a Igreja?

Bom,a primeira atitude para se tornar um catequista melhor está resumida numa palavra: doação. É preciso ter disponibilidade de tempo. Tem catequista envolvido em muitas pastorais e não consegue conciliar. A catequese é prioridade. Quantas pastorais você participa? As reuniões e os eventos frequentemente costumam chocar com os compromissos da catequese? Se sim, reflita melhor sobre seu chamado para ser catequista e quais são as suas prioridades. Com disponibilidade, você poderá planejar melhor os encontros e participar das atividades que a coordenação da catequese propor, porque o compromisso com a catequese não é só o “encontro de catequese”. Aqui costumamos falar em “catequista de sala”: Aquele que só vai para o encontro de catequese, mas não participa de nenhuma atividade.

Pense agora num atleta que treina diariamente para evoluir, melhorar seus resultados, ganhar uma olimpíada. Não existe atleta ouro sem esforço e dedicação. Catequista é atleta de Cristo. Então, se prepare bem: estude os documentos da Igreja, leia as encíclicas, o Diretório Nacional da Catequese, o catecismo. Tudo isso vai te ajudar a planejar o encontro de catequese. Planeje. Prepare com amor. Não vá para a catequese, sem ter lido e estudado o tema, sem saber como você vai conduzir. Jogue fora estas palavras: despreparo, improviso. Cuide também da sua espiritualidade, faça leitura orante da Bíblia, busque intimidade com o Senhor. Faça pequenos exercícios de amor, caridade, compaixão para consigo mesma (o) e com o outro.

Acolher é fundamental para quem quer ser um bom catequista. Ás vezes acho que passamos tanto tempo na frente do computador que estamos perdendo a alegria de encontrar com o outro. Queremos resolver tudo pela Internet, planejamos pela Internet, enviamos parabéns pelo facebook…e calma! Precisamos encontrar nossos irmãos de caminhada, abraçá-los, caminhar com eles… Sorrir, brincar, ser companhia… O papa Francisco fala em “apostolado do ouvido”, precisamos encontrar tempo para ouvir o outro catequista que caminha com a gente. Não adianta estar bem no conhecimento da doutrina católica, se a parte do relacionamento com os outros está capenga.. Um bom catequista é alguém que conhece de metodologia catequética e também, não menos importante, alguém que sabe interagir bem com as pessoas, acolher a todos, a todos, não só o catequista que te ajuda nos encontros. (É um desafio, não acha?)

E para finalizar: seja crítico. Todo cristão deve ser sal e luz do mundo, deve influenciar a sociedade. Esteja atento ao que acontece ao seu redor, no seu bairro, na cidade, no seu país, e no mundo. O conhecimento crítico da realidade vai te ajudar não só a planejar seu encontro de catequese, mas também a saber se posicionar, defender os mais fracos, ter mais sensibilidade com o sofrimento do outro, e saber interferir para mudar essas realidades.

A matéria da catequese é Jesus, e como conhecer Jesus? Só falando dele? Só com apostilas? Um bom catequista ajuda o catequizando a percorrer o caminho de iniciação à vida cristã e a fazer a experiência com Jesus.
Um bom catequista forma discípulos de Jesus, não só prepara para os sacramentos.

Obrigada. Deus ama você!

Por: Cris Menezes

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A samaritana e o amor de Deus a todos https://soucatequista.com.br/a-samaritana-e-o-amor-de-deus-a-todos/ https://soucatequista.com.br/a-samaritana-e-o-amor-de-deus-a-todos/#respond Wed, 22 Mar 2017 12:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78463 A liturgia deste terceiro domingo deste tempo favorável traduz muito bem o tempo penitencial e catecumenal da Quaresma. A temática é a da água, transformando-se em um fio condutor com que se descreve o itinerário do homem, desde sua sede até a fonte que contém água viva, a vida.

A finalidade do texto evangélico (cf. Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42, na forma breve) é quebrar as barreiras que impedem os homens de se relacionarem.

Essas barreiras podem ser de ordem religiosa, política e econômica. Jesus fecha a questão, dizendo que chegará a hora dos verdadeiros adoradores de Deus, que irão adorar a Deus em espírito e verdade.

A samaritana somos todos nós, sedentos em busca da fonte de onde podemos “tirar água”. Ela conhece o dom de Deus, acolhe a água viva, tem fé em Jesus, tem o amor de Deus derramado em seu coração na medida em que passa por uma transformação e conversão profunda.

Do diálogo de Jesus com a samaritana brotam afirmações básicas para quem quer segui-lo de perto; a) Jesus é a novidade absoluta. Não veio apenas para aperfeiçoar ou corrigir o que existia, mas proclamar o início de uma relação nova e profunda entre Deus e o homem; b) Jesus traz a verdade, isto é, a realidade anunciada por essa figura. O culto autêntico e definitivo revela-se na pessoa de Jesus; c) o primeiro passo da fé é reconhecer a superioridade de Jesus sobre leis, patriarcas e profetas de ontem e de hoje; essa presença de Jesus perto do homem é viva e até incômoda, porque Ele questiona a vida humana e não permite que o homem pergunte por Deus sem se interrogar sobre o próprio modo de viver.

A samaritana optou pelo dom de Deus, pela vida, experiência que a marcou a ponto de transformá-la em testemunha e missionária dessa mesma vida junto de seus concidadãos.

Jesus não tem distinção de pessoas. Ama e serve a todos. Não é fácil amar os inimigos, mas o Evangelho nos pede isto.

É urgente que reflitamos e nos transformemos no sentido de termos o coração aberto para aqueles que nos são de difícil convivência.

Via: Catequese Católica

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5 modalidades da fofoca, o pecado da palavra https://soucatequista.com.br/5-modalidades-da-fofoca-o-pecado-da-palavra/ https://soucatequista.com.br/5-modalidades-da-fofoca-o-pecado-da-palavra/#respond Tue, 21 Mar 2017 15:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78456 Sim, é pecado: falar levianamente dos outros pode causar grandes danos que nem sequer imaginamos

Uma das “categorias” de pecado que costumamos minimizar com mais frequência são os pecados da língua ou da palavra. No entanto, talvez a maneira mais comum de pecar seja precisamente o mau uso da palavra. Com grande facilmente, quase sem pensar, nos envolvemos em fofocas, conversas fiadas, mentiras, exageros, ataques venenosos e observações sem caridade. Com a língua, podemos espalhar o ódio, incitar os outros ao medo e à malícia, espalhar a desinformação, atiçar a tentação, desencorajar, ensinar o erro e arruinar reputações. Não há dúvida de que podemos causar grandes estragos por meio do dom da palavra, com o qual poderíamos fazer tanto bem!

E também podemos causar estragos por omissão, já que, com frequência, ficamos em silêncio quando deveríamos falar; deixamos de corrigir os erros do próximo quando deveríamos abordá-los com a devida discrição e gentileza. Em nossa época, o triunfo do mal é largamente amparado pelo silêncio dos bons; pelo nosso silêncio como povo cristão, inclusive. Os profetas devem anunciar a palavra de Deus, mas nós, muitas vezes, encarnamos aquilo que Isaías diz em 56, 10: “Os vigias de Israel estão cegos; todos eles carecem de conhecimento; todos eles são como cães mudos, que não podem ladrar; eles mentem, sonham e gostam de dormir”.

Bem disse São Tiago: “Todo aquele que não peca no falar é varão perfeito” (Tg 3, 2). É verdade que nem todo pecado de palavra é grave ou mortal, mas também é verdade que podemos infligir grandes males com a nossa fala: por isso, os pecados da língua podem chegar, sim, a ser graves e mortais. Jesus nos adverte: os homens terão de dar conta, no dia do juízo, de toda palavra inútil que tiverem proferido (cf. Mt 12,36).

Com tudo isto em mente, vamos nos concentrar hoje num aspecto dos pecados da palavra que comumente chamamos de “fofoca“.

Numa definição geral, esse termo pode se aplicar a comentários triviais sobre a vida alheia, mas, quando considerada especificamente como pecado, a fofoca consiste em falar de alguém de modo injusto, seja mediante a mentira, seja mediante a divulgação de assuntos pessoais ou privados que não dizem respeito a ninguém, exceto à própria vítima da fofoca.

Geralmente, a fofoca envolve conversas inapropriadas e sem caridade sobre pessoas que não estão presentes. Além do mais, a fofoca quase sempre acrescenta erros e variações na informação que é transmitida.

Santo Tomás de Aquino inclui a fofoca em seu tratado sobre a justiça (II, IIae 72-76) na Summa Theologica, já que, através da fofoca, nós prejudicamos a reputação dos outros. O Catecismo da Igreja Católica também inclui as fofocas como matéria do oitavo mandamento, o de “não levantar falso testemunho”.

Com base nas diversas formas de injustiça no falar identificadas por Santo Tomás de Aquino, podemos mencionar várias modalidades de pecados da língua:

1 – A ofensa ou injúria

Consiste em desonrar uma pessoa, normalmente na presença dela própria e, com frequência, também diante de terceiros. A ofensa ou injúria é cometida de forma aberta, audível e geralmente motivada por impulsos de raiva e por desrespeito pessoal. Ela pode incluir xingamentos, insultos, palavrões e até “pragas rogadas”. No dia-a-dia, nem sempre nos damos conta de que a injúria é uma forma de ataque à reputação da pessoa ofendida, pois, ao contrário da fofoca, que no geral é feita pelas costas, a injúria ou ofensa é “jogada na cara” da pessoa, que, portanto, teria a chance de se defender. Mesmo assim, a injúria precisa ser mencionada quando citamos os pecados da língua porque ela caminha lado a lado com a desonra, prejudicando a boa fama da vítima. A sua essência é muito próxima da essência da fofoca. Injuriar é um pecado que tem a intenção de causar constrangimento ou desonra pessoal. Há maneiras mais adultas e mais cristãs de se resolverem os desentendimentos.

2 – A difamação

Consiste em falar mal do próximo de maneira injusta e pelas costas. É lesar o bom nome de alguém perante terceiros, mas sem que a vítima saiba. Esse tipo covarde de fofoca impede que a pessoa de quem se fala consiga se defender ou esclarecer aquilo que está sendo dito a seu respeito. Podemos mencionar duas modalidades de difamação:

a) A calúnia – Consiste em dizer mentiras sobre alguém pelas costas.

b) A detração ou maledicência – Consiste em dizer verdades sobre alguém pelas costas, mas verdades que são prejudiciais a esse alguém e que os outros não têm necessidade alguma de conhecer. Trata-se de informações que, por mais que sejam verdadeiras, têm o potencial de arranhar desnecessariamente a reputação ou prejudicar o bom nome da vítima diante dos outros. Por exemplo, pode ser verdade que Fulano enfrenta certos problemas com a dependência química, mas esta é uma informação que não precisa ser compartilhada com qualquer um. Há momentos, é claro, em que é importante dividir certas verdades com os outros, mas somente se for com pessoas que, por justa causa, precisam conhecer essas informações. Além disso, as informações devem ser comprovadamente verdadeiras e não apenas baseadas em boatos. Por fim, só podem ser compartilhadas legitimamente as informações que são estritamente necessárias, evitando-se um relatório excessivo, motivado por curiosidades fúteis e mesquinharias.

3 – A murmuração-sabotagem

Podemos identificar ainda um tipo específico de fofoca que muito se assemelha à difamação, mas que tem matizes particularmente graves. Enquanto o difamador fala pelas costas visando prejudicar a reputação de uma pessoa ausente, o murmurador-sabotador é um mexeriqueiro que, além de falar pelas costas, ainda procura criar problemas concretos para a sua vítima, levando as pessoas a agirem contra ela. Talvez ele pretenda prejudicá-la profissionalmente; talvez o seu objetivo seja incitar reações de ira ou até de violência contra a vítima dos seus fuxicos. O fato é que o mexeriqueiro que pratica a murmuração-sabotagem quer incitar alguma ação contra a pessoa de quem ele está fofocando. Isto vai além do prejuízo da reputação: neste caso, o fuxiqueiro pretende prejudicar, por exemplo, os relacionamentos, as finanças, a situação legal da sua vítima etc.

4 – A ridicularização

Consiste em fazer as pessoas rirem de alguém, de alguma característica física ou comportamental da pessoa, do seu jeito de ser etc. Isto pode parecer uma coisa leve, mas, muitas vezes, é um tipo de bochicho que se transforma em gestos de burla ou em palavras humilhantes e ofensivas, que diminuem a pessoa ou a desonram dentro da comunidade. Em não poucos casos, a ridicularização se transforma naquilo que hoje em dia se tornou conhecido por “bullying”.

5 – A maldição ou “praga”

É o desejo publicamente expresso de que uma pessoa seja vitimada por algum mal ou sofra algum dano. A “praga” pode ou não ser rogada diante da própria vítima; o fato é que se trata de um tipo de pecado da língua que também provoca a desonra da vítima diante de terceiros. O objetivo de se maldizer alguém, com frequência, é incitar os outros a terem raiva desse alguém.

A seriedade desses pecados da palavra ou da língua depende de uma série de fatores, entre os quais o alcance do dano cometido contra a reputação da vítima, as circunstâncias de lugar, tempo e linguagem utilizada e quantas e quais foram as pessoas que ouviram os comentários venenosos.

Se não houver intenção de prejudicar a vítima, a culpa do pecador até pode diminuir, mas não se elimina o fato de que falar mal dos outros é um pecado em si mesmo. Desonrar uma pessoa, especialmente com a intenção consciente de prejudicar a sua reputação e a sua posição diante dos outros, é um pecado que, além do mais, pode facilmente se tornar muito grave.

Um dos tesouros mais preciosos de qualquer pessoa é a sua reputação, já que nela repousa a sua possibilidade de se relacionar com os outros e de se envolver em quase todas as formas de interação humana. É muito sério, portanto, prejudicar a reputação de alguém. Por mais que esse dano possa parecer leve em muitos casos, não podemos descartar que aquilo que consideramos coisa pequena pode causar, na verdade, danos muito maiores do que imaginamos. São Tiago nos diz, a respeito da língua fofoqueira:

Uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena fagulha. Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre as partes do nosso corpo e contamina o corpo inteiro; e, inflamada pelo inferno, incendeia todo o curso da nossa vida” (Tg 3,6).

É verdade que, às vezes, precisamos ter conversas necessárias sobre pessoas que não estão presentes. Talvez estejamos em busca de conselhos para lidar com uma situação delicada; talvez precisemos de algum incentivo para lidar com uma pessoa difícil ou tenhamos que fazer uma legítima verificação de fatos. Talvez, especialmente em contextos profissionais, sejamos convidados a fazer alguma avaliação sobre colegas, funcionários ou situações. Em casos como estes, temos que limitar o escopo das nossas conversas ao estritamente necessário, abordando somente as pessoas e fatos que de verdade precisarem ser abordados.

Ao procurar aconselhamento ou incentivo, devemos falar somente com pessoas que sejam de confiança e que possam razoavelmente ser de ajuda. Sempre que possível, devemos omitir detalhes desnecessários, entre os quais o próprio nome da pessoa de quem estamos falando. Discrição é a palavra-chave também nas conversas necessárias sobre o próximo.

Por outro lado, é importante saber que o sigilo extremo pode ser inútil e até prejudicial. Há momentos em que as situações flagrantes precisam ser abordadas de maneira direta e bem clara. Nesse tipo de caso, temos de seguir as normas estabelecidas por Jesus no Evangelho de Mateus, 18, 15-17:

Se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o em particular. Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão. Mas se ele não te ouvir, leva contigo uma ou duas outras pessoas, de modo que qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ainda assim ele se recusar a ouvir, dize-o à Igreja; e se ele se recusar a ouvir também a Igreja, trata-o então como gentio e publicano”.

Em outras palavras, a discrição deve abrir espaço também para a transparência em determinadas circunstâncias, como aquelas em que uma comunidade precisa tratar de certas questões de forma pública e clara.

Como regra geral, no entanto, devemos manter sempre um grande cuidado com os pecados da língua ou da palavra. Com muita facilidade, afinal, corremos o risco de arruinar a reputação e a dignidade dos outros por causa das nossas fofocas. A conversa fiada sobre os outros pode causar grandes danos, além de levar ao pecado todas as pessoas que tomam parte nesse tipo de conversa. O Salmo 141, 3 eleva a Deus esta prece:

Guarda a minha boca, ó Senhor; vigia a porta dos meus lábios”.

Nós também podemos fazer preces como esta, por exemplo:

Ajuda-me, Senhor! Mantém o teu braço sobre o meu ombro e a tua mão sobre a minha boca! Põe a tua palavra no meu coração, de modo que, quando eu falar, sejas Tu, na verdade, aquele que fala por meio de mim. Amém”.

Pe. Charles Pope
Via Aleteia

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