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Conheça alguns personagens da Bíblia

Conheça alguns personagens da Bíblia

Moisés é um dos personagens bíblicos de grande destaque no Antigo Testamento. Sua importância está ligada à libertação do povo de Deus (os hebreus) da escravidão do Egito.

Certamente, você já conhece alguns fatos da vida de Moisés. Por exemplo, já ouviu falar nos “Dez Mandamentos”, também chamados Decálogo ou Tábuas da Lei? Pois bem, foi nessas tábuas de pedra que Moisés escreveu as leis que Deus mesmo deu para o seu povo no Monte Sinai. Porém, existem ainda outras coisas interessantes sobre Moisés, você não gostaria de conhecê-las? Acompanhe, pois, em sua Bíblia, no livro do Êxodo, a partir do capítulo 2.

Moisés era filho de hebreus e tinha dois irmãos: Míriam e Aarão. Seus pais, Jacabed e Amram, eram descendentes dos filhos de Jacó. Estes foram para o Egito, numa época de miséria e fome em todas as cidades da Palestina e também em Canaã.

No Egito, os hebreus viveram muitos anos. E o número deles cresceu muito. No entanto, eles eram tratados muito bem pelo faraó – como eram chamados os reis egípcios – amigo de José. Porém, esse tratamento mudou quando um novo faraó assumiu o governo do país.

Desconhecedor dos serviços prestados por José ao Egito, o rei tinha medo que o aumento desses estrangeiros no país se tornasse uma força contra os próprios egípcios, em caso de guerra. Por isso, pensando numa forma de enfraquecer os hebreus, ele os escravizou. E os obrigou a trabalhos duros, tais como, amassar o barro para fazer tijolos, construir casas e cidades. E, mais ainda, eram eles que faziam todo o transporte de cargas. Carregavam, às costas, cargas pesadíssimas, inclusive pedras.

Contudo, apesar dessa vida dura, o povo continuava crescendo. E o faraó estava preocupado, principalmente em diminuir o nascimento dos filhos homens dos hebreus.

Porque ele sabia que todos estavam descontentes com a escravidão e se houvesse guerra seriam os homens e não as mulheres que iriam à luta. Então, para impedir o crescimento deles, o faraó criou uma lei ordenando que todas as crianças hebreias do sexo masculino fossem afogadas no rio Nilo, assim que nascessem. Algumas mães, porém, não atenderam a essa determinação do rei e ,com isso, salvaram muitos meninos. Moisés foi um deles. Sua mãe, que se chamava Jacabed, o escondeu durante três meses.

Certo dia, porém, Jacabed soube que a princesa ia tomar banho no rio, todas as tardes. Então, ela pegou uma cesta e a preparou, com muito carinho, como se fosse um berço. Com uma massa especial, fechou os buraquinhos da cesta para a água não entrar. Forrou-a com panos macios, deixando-a bem fofinha. Depois,ela colocou seu filho dentro e soltou-a no Nilo, enquanto a princesa se banhava. E, na beira do rio, ela deixou sua filha, Míriam, escondida para ver o que ia acontecer. Como era sinal de sorte, no Egito, encontrar cestas com imagens de deuses no rio, a princesa não teve receio de recolher a cesta com o menino. Pegando-o, resolveu criá-lo como filho. Levou-o para o palácio e

deu-lhe o nome de Moisés, que quer dizer “salvo das águas”. Assim, Moisés cresceu e foi educado como príncipe egípcio.

Quando adulto, Moisés, que já sabia que era hebreu, começou a se preocupar com os sofrimentos e os trabalhos duros que seu povo fazia. Ele tinha raiva dos egípcios que tanto mal causavam aos hebreus. E, por isso, alguns egípcios queriam matá-lo. Então Moisés foi morar numa cidade distante chamada Madiã, onde se casou.

Moisés conheceu também o jeito próprio de os hebreus viverem a religião e de se relacionarem com Deus. Entre os povos antigos, só eles adoravam um único Deus. A esse
Deus, eles chamavam com o nome de Javé.

E, como eles, também Moisés amava e confiava muito no seu Deus. Por isso, muitas vezes, ele se retirava para rezar e pedir suas bênçãos e proteção. Principalmente, em suas orações, Moisés lembrava as necessidades do seu povo.

A VISÃO DE DEUS

Um dia, porém, Moisés teve um encontro diferente com Deus, através de uma visão. Enquanto cuidava das ovelhas, ele viu, no Monte Horeb, mais conhecido por Sinai, uma árvore pegando fogo e que não se queimava. Com grande curiosidade, ele correu para lá para ver o que era. Aí, então, ele ouviu o Senhor Deus que o chamou: “Moisés, Moisés “. Ele respondeu: “Estou aqui”. E o Senhor disse: “Eu sou o Deus de seus pais. Esta é a minha montanha santa. Volte para o Egito e livre o meu povo da escravidão. Diga-lhe que fui eu quem mandou você. Tire-o e traga-o aqui”.

Moisés ficou muito surpreso e com medo, pois ele nunca pensou que pudesse “ver” e “ouvir” a Deus, assim. E depois, ele sabia também que não seria fácil convencer o faraó a deixar o povo sair do Egito. Pois quem é que faria os trabalhos no lugar dos escravos? Porém, Deus encorajou Moisés, dizendo-lhe: “Eu estarei com você e vou ajudá-lo”. E prometeu-lhe também que mandaria seu irmão Aarão com ele. Assim, Moisés voltou ao Egito.

Em companhia de Aarão, ele se apresentou ao faraó. Quando eles lhe pediram para deixar o povo sair e celebrar o seu Deus. o rei ficou furioso e disse: “E quem é esse Deus dos hebreus para que eu o obedeça e deixe sair o povo? Não conheço esse Deus, nem deixarei sair o povo”. Eles insistiram, mas o faraó ficou firme na sua decisão. E ainda acusou os dois irmãos de distraírem o povo do trabalho.

Assim, o tempo foi passando. E muitas coisas horríveis aconteceram no Egito, como doenças e pragas. Porém, o faraó só mudou de ideia e deixou o povo partir quando ele viu o seu filho morto, bem como todos os primogênitos, ou seja, o filho mais velho de cada família egípcia. Nessa noite de dor e tristeza para todos, o faraó ficou muito assustado e disse a Moisés que saísse imediatamente do Egito com os hebreus. Confira, na Bíblia, as palavras do faraó (Ex 12,29-34).

Assim, através de Moisés, Deus conduziu o povo pelo caminho do deserto até o Mar Vermelho. Mas, não demorou muito e õ faraó se arrependeu de ter deixado o povo sair. Por isso, ele mandou preparar os carros e os guerreiros egípcios para perseguir os hebreus. E partiram imediatamente.

Já próximos do mar e, vendo os inimigos que vinham ao encontro deles, os hebreus diziam a Moisés: “Agora, sim, seremos todos mortos em pleno mar. Não seria melhor termos ficado no Egito? Como escaparemos?” Moisés os acalmou dizendo que Deus batalhava por eles e os salvaria. E deu-lhes ordem para prosseguir. Foi então que aconteceu o milagre do mar. Leia em Ex 14-15-31 como se deu a passagem do Mar Vermelho.

Diante disso, os hebreus viram o que Deus fizera por eles e, reconhecendo o seu poder, acreditaram nele e em Moisés.

Como os hebreus, nós também reconhecemos que Javé é o nosso Deus. Ele só quer o bem e a felicidade de todos. Por isso, detesta toda forma de maldade e escravidão e se coloca ao lado dos perseguidos, fracos e necessitados.

Via Catequisar

Abraão é o pai de todos os que tem fé. Acreditou em Deus e viveu segundo a fé. Na fé, praticou a justiça, até mesmo para com seus inimigos.

Impressiona, em Abraão, seu coração de pai. Acreditou que seria pai de um grande povo, em que todas as famílias da Terra seriam abençoadas (Gn 12,2s).

Durante 30 anos esperou e desejou o filho prometido por Deus. Sua casa se encheu de alegria quando Sara, sua mulher, engravidou. A palavra de Deus começava a se tornar realidade.

Abraão já era idoso quando Isaac nasceu. Além do amor de pai, dedicava ao menino um carinho e uma atenção de avô. Mas enquanto o via crescer, formava-se em seu coração uma nuvem de tristeza: deveria sacrificá-lo a Deus.

O povo de Canaã, que havia adotado Abraão como aliado e amigo, costumava sacrificar a Deus o que havia de melhor em sua vida: os primeiros frutos da terra, as primeiras crias dos rebanhos e, o que é mais incrível, os seus próprios filhos primogênitos.

Abraão era um homem religioso. Doía-lhe imensamente ter de sacrificar seu filho. Mas o faria, sem dúvida, se Deus lhe pedisse. O que o entristecia, porém, não era apenas a dor de perder o filho, pois sabia que nada se pode recusar a Deus!

O problema de Abraão era outro: como conciliar a exigência da religião com sua missão? Deus o escolhera para ser pai de um povo numeroso como as areias do mar. Parecia agora exigir duas coisas contraditórias: sacrificar o filho que seria a semente de uma grande nação. Que fazer? Era uma grande provação para o velho Abraão.

A Bíblia o mostra no admirável relato do capítulo 22 do Livro do Gênesis: “Deus pôs Abraão à prova” -nos diz o texto.

Abraão, homem religioso por excelência, vive até o fim essa contradição. Faz tudo o que é necessário para sacrificar o filho: pega o menino, sobe a montanha com a machadinha e com a lenha, amarra o filho e desembainha a arma.

Nesse momento preciso, um chamado do céu o interrompe e o ilumina: “Não estenda a mão contra o menino. Agora sei que você teme a Deus, pois não me recusou seu filho único!” Ao mesmo tempo, Abraão vê um cordeiro preso pêlos chifres num arbusto, e o oferece em holocausto em lugar do filho.

O segredo da fé é não querer resolver os problemas do nosso ponto de vista, mas confiar em Deus até o fim: fazer tudo o que ele nos parece exigir, mas permanecer aberto aos mínimos
sinais de sua vontade, que se manifesta nas pessoas e nos acontecimentos com que convivemos.

O sacrifício de Isaac revela dois aspectos profundos da história da salvação.

Primeiro: não se pode recusar nada a Deus, ainda que nos pareça absolutamente absurdo o que ele nos pede, como foi, para Abraão, o sacrifício do filho da promessa. É preciso ser fiel até o fim à nossa consciência religiosa, e fazer tudo que nos parecer realmente pedido por Deus.

Nada, porém, nos autoriza a seguir a nossa própria cabeça. Religião não é fanatismo. E preciso, sobretudo, ser fiel à realidade, aos acontecimentos, aos outros que nos vão mostrando o caminho a seguir através das exigências de justiça e de misericórdia que surgem a cada curva do caminho da vida.

Na nossa vida, nada acontece à toa. Deus escreve certo por linhas tortas.

Segundo: a prática da fé está na fidelidade à vontade de Deus manifestada nos acontecimentos inesperados de todo dia, como fora inesperado o aparecimento do cordeiro, preso no arbusto naquele preciso momento, sobre a montanha, que foi chamada de Deus dá sempre um jeito!

Sendo fiéis à realidade de cada dia, rotineira ou contraditória e incompreensível, estamos escrevendo a história da salvação.

Via Catequisar

Abraão é um personagem central na compreensão da aliança de Deus com a humanidade. Não se pode ler nada na Bíblia, sem que o seu perfil se desenhe no horizonte. Não pelo poder que teve nem por façanhas que praticou, mas simplesmente porque acreditou.

A fé de Abraão anima toda a Bíblia. Ao lermos a sua história, no livro do Gênesis a partir do capítulo 12 vemos que sua grandeza vem do fato de que foi fiel ao chamado de Deus, que fez com ele uma aliança. Foi esta fidelidade à aliança proposta por Deus que o tornou um elo decisivo na história da salvação, um justo, pai de uma multidão inumerável de fiéis e patriarca do povo em que veio a nascer o Salvador.

Abrão estava bem instalado em Ur. na Mesopotâmia, quando ouviu de Deus que deveria deixar sua terra e partir, para cumprir uma grande missão.

Apesar dos 75 anos, Abrão topou. Acreditou. O gesto de Abrão se repetirá através da história da salvação. Se o homem não souber deixar as comodidades da vida, a busca exclusiva do que parece útil ou lhe pode trazer vantagem imediata, não será jamais fiel à aliança. Quem não crê e se agarra às seguranças ilusórias da vida, ao conforto e ao poder, não fará nunca nada de grande. A gente custa a compreender que não é Deus que entra na nossa vida, mas nós é que precisamos sair dela, convertermo-nos, para ir ao seu encontro, como Abrão teve de deixar família, bens e sua própria pátria para acolher o chamado de Deus e com ele fazer aliança.

Aí pelos anos de l600 antes de Cristo, Abrão, já na terra de Canaã, precisou defender seu sobrinho Ló, que estava com todos seus familiares e bens sob os domínios de um vizinho.

Abrão libertou-os e a seus bens, mas se recusou a ficar com as riquezas do adversário vencido ou escravizá-lo, como era de praxe. Fez, vitorioso, um acordo de paz com os outros reis da região. A Bíblia menciona especialmente o misterioso Melquisedec, que significa meu rei é justiça, senhor de Salem, que significa paz. Melquisedec traz pão e vinho, como sacerdote do Deus Altíssimo, e abençoa Abrão, cuja vida se resume em justiça e paz.

como de todo homem que crê. A aliança comporta sempre uma exigência de justiça e de paz. Não há outro caminho para alcançá-la.

Como sinal da aliança que faz com Abrão, fiel e justo, Deus lhe promete então um filho e, através dele, uma posteridade numerosa, mudando-lhe o nome: “De hoje em diante te chamarás Abraão”. A mulher de Abraão já havia passado da idade, mas ele acredita. A esterilidade nunca foi um obstáculo na realização do desígnio de Deus. Como nossos obstáculos e nossos limites que, se aceitos na fé, são convertidos em ocasiões de louvor a Deus e de reconhecimento de sua justiça.

A história de Abraão prossegue, marcada ainda por dois grandes acontecimentos.

Abraão ora pelos pecadores de Sodoma e Gomorra. e consegue salvar o sobrinho na destruição das cidades. Teria salvo a todos, se houvessem ao menos dez justos na região! A oração da fé, unida à justiça, é fonte de salvação para todos.

Mas o grande acontecimento da vida de Abraão se dá quando Deus lhe faz o mais terrível pedido: sacrificar-lhe o próprio filho. O sacrifício de Isaac é um dos pontos culminantes da Bíblia, voltaremos a falar dele no próximo número.

Ninguém pode ter a pretensão de ser como Abraão, mas todos podemos admirar seu testemunho e colocar a fidelidade ao chamado de Deus e a busca da justiça acima de tudo, em nossa vida.

Via Catequisar

A Bíblia narra a história de Samuel apresentando-o, inicialmente, como um menino muito querido por Deus. E não só. Pois também Samuel amava muito a Deus. Por isso, desde pequeno, ele aprendeu a ouvi-lo e a transmitir suas mensagens às pessoas. Neste artigo vamos conhecer melhor a história de Samuel. Ela está no livro da Bíblia que tem o seu próprio nome: Primeiro Livro de Samuel (ISm). Comece a leitura no primeiro capítulo, versículo 19 em diante.

Os pais de Samuel chamavam-se El-cana e Ana. Eles se amavam muito e queriam um filho, mas Ana não podia ter nené. Por isso,ela rezou, com toda a confiança, pedindo a Deus que lhe desse tal filho.

Passado não muito tempo, Ana ficou grávida e deu à luz um menino. Ela o chamou com o nome de Samuel, que significa “pedido ao Senhor”. Seus pais ficaram contentes e agradeceram muito a Deus. Sua mãe cuidava dele com todo amor e carinho. E lhe ensinava muitas coisas. Certamente foi dela que Samuel aprendeu a rezar e a ter Deus como um amigo. Sua mãe havia feito uma promessa: de oferecer este seu filho a Deus para que ele se tornasse um sacerdote.

Assim, Samuel dedicaria toda sua vida ao Senhor para servir ao seu povo. Sem dúvida, este gesto de Ana era muito bonito. Mas você já pensou onde é que Samuel aprenderia a ser sacerdote? Pois, naquele tempo, não havia seminários, como existem hoje, onde se preparam os futuros.

Contudo, seus pais sabiam o que precisavam fazer. Por isso mesmo, quando Samuel era ainda criança, eles o levaram para morar no templo, numa cidade chamada Silo, na antiga Palestina. Seria aí, junto com o sacerdote Eli, que o pequeno Samuel começaria a preparar o seu futuro, como sacerdote. (Cf. ISm 1,24-28 como foi a chegada de Samuel no templo.)

Samuel acostumou-se logo e gostou muito de viver em Silo. Todos os anos, seus pais iam visitá-lo. Eles estavam felizes, e Eli os abençoava. Assim, Samuel foi crescendo. E com muita alegria e dedicação ele servia ao Senhor, na presença de Eli.

Além de Samuel, Eli era ajudado nas tarefas do templo pelos seus dois filhos: Hofni e Finéias. Estes, ao contrário de Samuel, não se preocupavam com as coisas de Deus, nem com os deveres dos sacerdotes em relação ao povo. Eli, já bastante velho e enfraquecido, sofria muito com isso. Aconselhava-os sempre, mas em nada conseguiu modificar o comportamento dos filhos. Samuel, no entanto, continuava sempre dedicado, e Eli confiava muito nele.

Deus chama Samuel e lhe fala

Assim, a vida de Samuel prosseguia seu ritmo normal. Nela não havia coisas ou visões extraordinárias. Certa noite, porém, algo diferente aconteceu… Eli estava em seu quarto.Também Samuel já estava quase dormindo, quando ouviu uma voz que o chamava: “Samuel, Samuel”. Ele pensou que fosse Eli e foi imediatamente procurá-lo e disse: “O senhor me chamou?”. Eli respondeu: “Não, volte para a cama e durma”. Samuel obedeceu, mas quando estava novamente quase pegando no sono, ouviu de novo: “Samuel, Samuel”. Outra vez pulou da cama e correu para Eli: “O senhor me chamou, aqui estou”. De novo Eli o mandou de volta para a cama, pois não o havia chamado.

Uma terceira vez, Samuel ouviu o chamado e correu para o quarto de Eli. Então o sacerdote entendeu que era Deus que queria falar a Samuel e disse-lhe que fosse dormir e se voltasse a ouvir a voz dissesse assim: “Fala, Senhor, que estou escutando”. Samuel fez direitinho como Eli havia ensinado. Então Deus lhe revelou uma terrível mensagem. Nela Deus comunicava a Eli uma decisão muito importante: ele ia tirar de seus dois filhos o direito de serem sacerdotes. Tudo isso porque eles estavam desrespeitando Deus e o povo.

Samuel compreendeu bem o recado de Deus. E ficou pensativo: “Como vou dizê-lo a Eli? Ele ficará muito triste. Mas Deus tem toda a razão e eu não posso desobedecê-lo”. Assim, no dia seguinte. Samuel contou a Eli tudo o quê o Senhor lhe falara. E o sacerdote aceitou as determinações de Deus, através das palavras de Samuel.

Pouco depois, também o povo ficou sabendo de tudo. e Samuel se tomou um profeta no meio deles. Todos tinham grande respeito por ele e diziam: “E um profeta, pois Deus falou com ele, e ele nos comunica as coisas de Deus”.

Esse povo é o mesmo que saiu do Egito com Moisés – como vimos na edição de maio último. Eles viviam em constantes lutas com os povos das cidades vizinhas. Os inimigos queriam tirar deles a terra (que Deus mesmo lhes prometera). Por isso, Deus sempre tomava a defesa do seu povo. E com sua ajuda, os inimigos eram facilmente vencidos.

Certa vez, porém, Deus permitiu que o povo fosse derrotado duramente. Em duas batalhas morreram mais de 5 mil homens, inclusive os filhos de Eli. Desgostoso com este fato, o velho sacerdote também faleceu. Depois da morte de Eli, Samuel, embora bastante jovem, começou a orientar o povo sobre o que fazer para vencer os inimigos. Pois como poderiam viver, se suas terras continuassem sendo invadidas e roubadas?

Para sair dessa dificuldade, os líderes do povo se reuniram. E enquanto rezavam, pedindo que Deus os livrasse dos inimigos, tiveram também uma ideia brilhante: nomear Samuel como um juiz (chefe) para orientar o povo. Aceitando essa tarefa, Samuel repetiu sua promessa de servir ao Senhor com fidelidade. E com sábias palavras, ele lembrava ao povo seus deveres.

Para que Deus os ajudasse eles deveriam abandonar todos os falsos deuses dos povos estrangeiros, e servir e adorar somente ao único e verdadeiro Deus.

Quando os inimigos souberam dessas decisões, eles ficaram furiosos e atacaram novamente o povo. No início, as pessoas tiveram medo, pois as duas últimas derrotas foram feias.

Samuel, porém, tranquilizou-as e as encorajou a prosseguir firmes na luta, buscando a ajuda do Senhor. Para isso, Samuel também rezou. Sua oração foi atendida, e os inimigos, vencidos. (Veja como se desenvolveu esta batalha, lendo ISm 7, 7-12.)

Assim, o povo pôde dominar toda a região. Reconquistar suas terras e cidades. E, enquanto Samuel esteve com eles, ninguém mais os incomodou.

Então, gostou da história de Samuel? Você percebeu como ele era atencioso com Deus e com o povo? Como ele tudo fazia para ajudar as pessoas nas suas necessidades? O que você achou desse jeito de Samuel servir ao povo? Que ensinamento ele nos deixa?

Via Catequisar

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