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Destaques do mês novembro e dezembro 2019

Destaques do mês novembro e dezembro 2019

NOVEMBRO

Por muitas vezes nós católicos somos tomados por perguntas como: “Por que vocês oram aos mortos no dia de finados ?” ou então: “Qual o significado de finados ?”.

Pois bem, neste artigo do Blog da Família falaremos sobre o significado e a importância do dia de finados para nós católicos, uma data importante para reflexão e oração.

A história do Dia de Finados

Para entendermos o Dia de Finados primeiro precisamos saber que seu outro nome também é Dia dos Fiéis Defuntos, que remete às tradições do início do cristianismo, sendo encontrados registros à partir do século II, quando em antigas tumbas e lápides podiam se encontrar grafismos com orações para aqueles que estavam enterrados.

No século V foi separado um dia para orar pelos mortos que não eram mais lembrados e ninguém mais rezava. Mas foi no Século XI durante o pontificado do Papa Leão IX que foi criado um dia onde todos os fiéis deveriam orar aos finados.

A data de 2 de novembro seria estabelecida durante o século XIII, pois é logo após o dia de todos os santos. Como no Dia de Todos os Santos oramos por aqueles Santos que não foram lembrados ao longo do ano, no Dia de Finados oramos pelos que morreram e não são lembrados durante todo o ano.

Por que rezar para os mortos ?

Podemos encontrar principalmente em II Macabeus 12,43-46 e Tobias 12,12, onde é relembrada a importância de orarmos por aqueles que se foram.

Quando oramos aos Fiéis Defuntos estamos pedindo para que as almas que se encontram aflitas e esperando consolo enquanto aguardam o momento de adentrar aos céus no purgatório encontrem o acalento e paz que precisam, além de que por meio desta súplica podemos ajudar a diminuir o tempo daqueles que se encontram sofrendo no purgatório.

Ou seja, ao orarmos durante o dia de finados estamos fazendo uma demonstração de carinho amor, afeto e acalento por aqueles que se foram, já que durante esta data a Igreja toda se encontra em orações.

Porém não basta apenas rezar durante o dia de finados, além disso durante os 7 dias (contados até dia 8), devemos atender à três exigências: realizar a confissão sacramental, comungar e rezar na intenção do santo pontífice.

É importante ressaltar que essa indulgência não se aplica somente a alma que está sua intenção de oração, pois caso ela já esteja no paraíso a indulgência é aplicada à alma da pessoa que está rezando com a intenção de auxiliar aqueles que se encontram no purgatório.

Via Nossa Sagrada Família

Muitas pessoas no mundo de hoje podem se questionar com a imagem da Cruz, pois a entendem como algo forte demais e que fere a sensibilidade humana. Por isso, é importante percebermos que nós não exaltamos a crucificação de pessoas, mas reconhecemos, na crucificação do Senhor Jesus na Cruz, um caminho de santificação. É neste sentido que exaltamos a Santa Cruz.

Percebemos nessa morte cruel até onde Jesus estava disposto a entregar-se por nós. Ele, que é Deus, não se poupou dessa humilhação e deixou-se guiar pelos caminhos que o Pai dispunha para a sua missão. Ao entendermos isso, podemos perceber uma grande revolução na percepção de como Deus nos guia através da nossa vida.

Como assim? Não é verdade que muitas vezes nós rezamos para pedir milagres e esperamos com toda a nossa fé que eles sejam atendidos? Sendo assim eu te pergunto: e se Deus tiver outros planos para esta situação? Por isso é que rezamos no Pai Nosso: “seja feita a Tua Vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6,10), como o próprio Senhor rezou: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita!” (Lc 22, 42).

Neste sentido, amigos, os caminhos do Senhor são muito pessoais. Cada um tem as suas próprias dificuldades e desafios.

Digamos que as nossas cruzes podem ser as mais variadas: dificuldades familiares, doenças, frustrações, projetos que dão errado e até mesmo dores e escândalos na Igreja. Neste momento, começam a fazer sentido as palavras de Paulo: “Com efeito, a linguagem da Cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus“ (1 Cor 1, 18).

Cruz, fonte de santidade

Através da Cruz, Jesus nos reconciliou. Toda a sua vida é um gesto de amor de Deus Pai para conosco, mas seus momentos na cruz foram uma lição que não podemos desprezar. Através da sincera acolhida das nossas dificuldades, buscando a oração e a comunhão com Jesus Crucificado, podemos receber e perceber que Deus não nos abandona, mesmo que sintamos, como Ele, uma cruz pesadíssima.

Assim como Ele, podemos até mesmo começar a oferecer nossos sacrifícios pelo bem dos demais. E preste bem a atenção: Não precisamos sair em busca de dificuldades; a vida cristã, por si só, implica carregar as cruzes pessoais, as cruzes dos demais, as cruzes da sociedade, as cruzes da Igreja. Com isso, o Pai vai conduzindo-nos pelo caminho do testemunho da morte pessoal, que implica a cruz da vida cristã. Ou por acaso, é fácil ser cristão de verdade nas decisões pessoais, matrimoniais, familiares, eclesiais?

Cruz, fonte de salvação

A Cruz é fonte de salvação porque nela podemos ter a certeza de que estamos fazendo a vontade de Deus. Ela é a verdadeira sabedoria cristã, pois nela podemos perceber a Vontade do Pai, que não é outra senão que avancemos na nossa santificação. A cruz bem vivida questiona e anima aos demais. Faz-nos amadurecer na fé e não ser mais tão infantis quanto as nossas perspectivas de fé. Por isso, devemos olhar para a Cruz com devoção, como caminho de amorização, de conversão dos nosso corações.

Sejamos como o Cirineu (Mc 15,21): carreguemos a Cruz de Cristo. Nossas dificuldades são parte do Plano amoroso de Deus. Com Ele, podemos levar o peso desta Cruz e, com Ele, o fardo será leve. “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e Eu vos darei descanso. Tomai sobre vós meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11, 28-30).”

Via A12

No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque que os celtas ingleses – pagãos -, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).

Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu celebrando, numa única solenidade, todos os Santos como diz o sacerdote na oração da Missa para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão”. “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)

Esta imensa multidão de 144 mil, que está diante do Cordeiro, compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso, a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.

Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número doze e o número mil significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro ‘Relação dos Santos e Beatos da Igreja’, eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5 mil dos mais importantes; e os coloquei em ordem alfabética.

A “Lúmen Gentium” do Vaticano II lembra que: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956).

Na hora da morte, São Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.

O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita” (§2692).

A marca dos santos são as bem?aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso, este trecho do Evangelho de São Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os santos viveram todas as virtudes e, por isso, são exemplos de como seguir Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.

Esta ‘Solenidade de Todos os Santos’ vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.

Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).

O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual da oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse São Gregório de Nissa (340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” (Hom. in Cant. 8).

Por Felipe Aquino, via Canção Nova

Construída por volta de 314 pelo Papa Melquíades, foi definida Mãe de todas as igrejas da Cidade e do Mundo (Urbe et Orbe). Sendo o Papa o Bispo de Roma, São João de Latrão é sua Igreja Catedral, onde está sua cátedra, sua cadeira de pastor e de mestre.

Inicialmente os cristãos não possuíam lugares fixos para a celebração da Eucaristia, mas a realizavam em suas casas. Com o passar de algum tempo, mesmo na era dos Apóstolos, se tornou imperioso o encontro de algum local comum para as celebrações litúrgicas.

É o símbolo da fé dos cristãos nos primeiros séculos, onde se reuniam para celebrar a Palavra de Deus e os Sagrados Mistérios.

Liturgicamente, qual o significado pode ter para nós esta celebração?

Celebrar a festa da dedicação da Basílica de São João de Latão também nos possibilita refletir sobre o sentido do templo como organismo vivo do qual os cristãos são pedras vivas.

Quando alguém é batizado, ele é convocado a compor o corpo místico de Cristo e a ser membro de Sua Igreja, cuja cabeça é o próprio Senhor.

Somos o corpo vivo, o templo vivo e é o Espírito Santo quem nos dá a vida, quem nos une. A Igreja, templo e corpo, formada por todos os batizados é a manifestação visível da presença do Senhor Ressuscitado. Por isso ela celebra os sacramentos, todos decorrentes da Eucaristia, com a qual somos alimentados e nutridos.

É ela, a Igreja, aquela que louva o Senhor com sua liturgia, a esposa sem ruga e sem mancha, que foi purificada pelo próprio esposo, o Cordeiro Imolado.

Portanto, celebrar a dedicação de um templo é celebrar aquilo que, na verdade ele representa, o Corpo Místico de Cristo.

Se respeitamos o Templo construído de pedras, de tijolos, deveremos respeitar mais ainda o Templo Vivo, representado por cada ser humano que foi batizado. Nele, criado á imagem de Deus, redimido pelo sangue de Jesus, habita o Espírito Santo. Se nos desdobramos para que o Templo esteja limpo e bem adornado, como então não deveríamos lutar para que todo e qualquer ser humano tivesse a dignidade que atribuímos a um templo de pedra!

Via Canção Nova

A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

“Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.

A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.

Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

Via Canção Nova

“Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus.

A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina.

Por ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Bento XVI explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”.

A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino.

Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador.

Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”.

E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”.

Via ACI Digital

DEZEMBRO

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.

Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

Via Canção Nova

Estátua dedicada à São Nicolau numa igreja ortodoxa da cidade russa de Demre (foto: Wikimedia Commons)
Estátua dedicada à São Nicolau numa igreja ortodoxa da cidade russa de Demre (foto: Wikimedia Commons)

Nicolau foi bispo de Myra, na atual Turquia, no século IV. Fora essa informação, há diversas lendas que cercam a sua história e que podem remeter a alguma característica da figura histórica de Nicolau, mas não são dados comprovados.

Supostamente, ele nasceu por volta do ano 270 numa família rica de Patara, cidade ao sudoeste da atual Turquia. Com a morte de seus pais, ele herdou muito dinheiro, mas não reteve nada. No episódio mais famoso envolvendo Nicolau, ele deixa sacos de ouro nas janelas das casas de três garotas forçadas a se prostituir, para que assim pudessem mudar de vida.

Na perseguição de Diocleciano e Maximiano, Nicolau teria sido preso, mas foi libertado quando Constantino se tornou imperador. Teve que enfrentar, então, o arianismo, uma heresia pregada por Ário que negava a divindade de Cristo. Uma biografia de Nicolau, escrita cinco séculos após a sua morte, diz que Myra ficou livre dessa heresia graças à intensa pregação de seu bispo.

Outro episódio que consta nas tradições sobre Nicolau diz que ele participou do Concílio de Niceia e deu um soco em Ário, no meio da assembleia, o que lhe teria valido a “cassação” de seu episcopado, até que os bispos sonhassem com Jesus e Maria defendendo Nicolau e, assim, lhe devolvessem a mitra. Os registros do concílio, porém, sequer mencionam a presença de Nicolau.

Mesmo com a escassez de informações confiáveis sobre sua história, Nicolau se tornou rapidamente um dos santos mais venerados da cristandade. Justiniano lhe dedicou, no século VI, uma igreja em Constantinopla. Ele é o padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega e das cidades de Amsterdã e Moscou.

A devoção se espalhou ainda mais no Ocidente a partir de 1087, quando suas relíquias foram trasladadas para Bari, no sul da Itália. Nenhum outro santo foi tão retratado por artistas medievais quanto ele, à exceção de Maria.

De São Nicolau a Papai Noel

A sua popularidade contribuiu para que a sua história se misturasse a episódios lendários. Em países germânicos, é difícil dizer onde começa a lenda de Nicolau e onde termina a de Odin. No meio disso tudo, provavelmente devido ao episódio do ouro presenteado por Nicolau, tornou-se um costume dar presentes no dia de sua festa.

Com a Reforma, a devoção a Nicolau enfraqueceu nos países protestantes, exceto na Holanda, onde a lenda permaneceu sob o nome de Sinterklass. Na Inglaterra, uma figura chamada de Old Christmas ou Father Christmas foi tomando pouco a pouco o lugar de São Nicolau e assumindo algumas de suas características. Foi aí que a figura do santo, comemorado na liturgia em 6 de dezembro, passou a ser associada à data do Natal.

Essas derivações da figura de São Nicolau deram origem ao atual Papai Noel – chamado em inglês de Santa Claus. O nome em português vem, ao que parece, do inglês Father Christmas. Em Portugal, o nome do personagem é uma tradução dessa expressão: Pai Natal. A França usa o mesmo nome, Père Nöel, de onde veio o nome usado no Brasil.

Via Sempre Família

1. A quem se refere a Imaculada Conceição?

Há uma ideia popular de que se refere à concepção de Jesus pela Virgem Maria. Entretanto, não é a este fato que se refere esta solenidade, mas sim à maneira especial em que Maria foi concebida. Esta concepção não foi virginal (ou seja, ela teve um pai humano e uma mãe humana), mas foi especial e única de outra maneira …

2. O que é a Imaculada Conceição?

A explicação está no Catecismo da Igreja Católica:

490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão”. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.

491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”.

3. Isso significa que Maria nunca pecou?

Sim. Devido à forma de redenção que foi aplicada a Maria no momento de sua concepção, ela não só foi protegida do pecado original, mas também do pecado pessoal. O Catecismo explica:

493. Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus “a toda santa” (“Panaghia”), celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.

4. Quer dizer que Maria não precisava que Jesus morresse por ela na cruz?

Não. O que dissemos é que Maria foi concebida imaculadamente como parte de seu ser “cheia de graça” e assim “redimida desde a sua conceição” por “uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano”. O Catecismo afirma:

492. Este esplendor de uma “santidade de todo singular”, com que foi “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição”, vem-lhe totalmente de Cristo: foi “remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho”. Mais que toda e qualquer outra pessoa  criada, o Pai a “encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1, 3). “N’Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença” (Ef 1, 4).

508. Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho. “Cheia de graça”, ela é “o mais excelso fruto da Redenção”. Desde o primeiro instante da sua concepção, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida.

5. Como isso faz um paralelo entre Maria e Eva?

Adão e Eva foram criados imaculados – sem pecado original ou sua mancha. Ambos caíram em desgraça e, através deles, a humanidade estava destinada a pecar.

Cristo e Maria também foram concebidos imaculados. Ambos permaneceram fiéis e, através deles, a humanidade foi redimida do pecado.

Jesus é o novo Adão e Maria, a nova Eva.

O Catecismo diz:

494 …“ Como diz Santo Irineu, ‘obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano’. Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que ‘o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé’; e, por comparação com Eva, chamam Maria a ‘Mãe dos vivos’ e afirmam muitas vezes: ‘a morte veio por Eva, a vida veio por Maria’”.

6. Como isso torna Maria um ícone do nosso destino?

Aqueles que morrem na amizade com Deus e assim vão para o céu serão libertados de todo pecado e mancha de pecado. Assim, todos voltaremos a ser “imaculados” (latim, immaculatus = “sem mancha”), se permanecermos fiéis a Deus.

Mesmo nesta vida, Deus nos purifica e prepara em santidade e, se morrermos na sua amizade, mas ainda imperfeitamente purificados, Ele nos purificará no purgatório e nos tornará imaculados de novo. Ao dar a Maria esta graça desde o primeiro momento de sua concepção, Deus nos mostra uma imagem de nosso próprio destino. Ele nos mostra que isso é possível para os seres humanos através da sua graça. São João Paulo II disse:

“Contemplando este mistério numa perspectiva mariana, podemos afirmar que ‘Maria é, ao lado do seu Filho, a imagem mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para ela, pois, que a Igreja, da qual ela é mãe e modelo, deve olhar para compreender, na sua integralidade, o sentido de sua missão’”.

“Fixemos, então, o nosso olhar sobre Maria, imagem da Igreja peregrina no deserto da história, mas dirigida para a meta gloriosa da Jerusalém celeste, onde resplandecerá como Esposa do Cordeiro, Cristo Senhor”.

7. Era necessário para Deus que Maria fosse imaculada na sua concepção para que pudesse ser Mãe de Jesus?

Não. A Igreja fala apenas da Imaculada Conceição como algo que era “apropriado”, algo que fez de Maria uma “morada apropriada” (ou seja, uma moradia adequada) para o Filho de Deus, não algo que era necessário. Assim, em preparação para definir do dogma, o Papa Pio IX declarou:

“…e, por isso, afirmaram (os Padres da Igreja) que a mesma santíssima Virgem foi por graça limpa de toda mancha de pecado e livre de toda mácula de corpo, alma e entendimento, que sempre esteve com Deus, unida com ele com eterna aliança, que nunca esteve nas trevas, mas na luz e, de conseguinte, que foi aptidíssima morada para Cristo, não por disposição corporal, mas pela graça original”.

“Pois não caía bem que Aquele objeto de eleição fosse atacado, da universal miséria pois, diferenciando-se imensamente dos demais, participou da natureza, não da culpa; mais ainda, muito mais convinha que como o unigênito teve Pai no céu, a quem os serafins exaltam por Santíssimo, tivesse também na terra Mãe que não houvesse jamais sofrido diminuição no brilho de sua santidade “.

8. Como celebramos a Imaculada Conceição hoje?

No rito latino da Igreja Católica, a Solenidade da Imaculada Conceição é no dia 8 de dezembro e em muitos países é uma festa de guarda; portanto, os fiéis católicos devem assistir à Missa.

Via Comunidade Shalom

Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na Calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”.

Era um índio pobre, pertencia a mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.

Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.

A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu à primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”.

A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.

Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, Juan Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinquenta e sete anos.

Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.

Juan Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.

O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou São Juan Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.

São Juan Diego, rogai por nós!

Por Padre Luizinho –  Comunidade Canção Nova, via Canção Nova

1. O registro mais antigo

O mais antigo registro da aparição é o Códex Escalada, um pergaminho datado da metade do século XVI em que aparece uma ilustração de Juan Diego com Nossa Senhora de Guadalupe. “Neste ano de 1531 apareceu a Cuauhtlatoatzin a nossa querida e amada mãe Nossa Senhora de Guadalupe no México”, lê-se em náhuatl no documento, que parece ser uma espécie de atestado da morte de Juan Diego, indicando que ele faleceu em 1548.

2. O relato completo

Já o relato completo das aparições consta em Nican Mopohua (“Aqui se narra”, em náhuatl), um manuscrito redigido por volta de 1556 e atribuído a Antonio Valeriano, um político e estudioso indígena que promoveu a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe. Outro documento que sustenta a historicidade de Juan Diego e a antiguidade da história da aparição é Informaciones Jurídicas de 1666, uma coletânea de testemunhos de pintores, médicos e anciãos indígenas elaborada com o objetivo de pedir ao papa que instituísse a festa litúrgica de Nossa Senhora de Guadalupe.

3. Os estudos científicos

Quatro estudos técnicos da imagem já foram feitos até agora, em 1751-1752, 1947-1973, 1979 e 1982, conduzidos respectivamente pelo pintor Miguel Cabrera e outros seis artistas, pelo restaurador de arte José Antonio Flores Gómez, pelo biofísico e consultor da NASA Philip Callahan e pelo ex-diretor do Centro Nacional de Registro e Conservação de Obras Móveis do Instituto Nacional de Belas Artes da Cidade do México, José Sol Rosales.

4. As adições posteriores

Desses quatro estudos, os três mais recentes concordaram que a lua, a imagem do anjo, a auréola que circunda todo o seu corpo e as estrelas do manto são adições posteriores à imagem original, feitas provavelmente nessa ordem entre algum momento do século XVI e o começo do século XVII. Havia ainda uma coroa, removida entre 1887 e 1888. Callahan notou ainda o excelente estado de preservação das partes originais da imagem que não sofreram retoques, como o rosto e o manto. Segundo ele, entre as adições posteriores estão também as estrelas, a dobra da túnica e do manto que cobre os pés de Maria e as linhas em dourado e preto no manto.

5. A ausência de pinceladas

A imagem é conhecida por não ter sinais de pinceladas e nem sinais de ter sido esboçada anteriormente. O único dos quatro estudos que menciona pinceladas é o de Rosales, embora ele se refira apenas ao contorno dos olhos. Callahan comprovou, via análise em infravermelho, que não há esboço ou outras camadas de pintura. O estudo de Cabreras notou que o verso da imagem é colorido como a frente, como se a tinta tivesse encharcado o tecido. Eduardo Chávez, postulador da causa de canonização de Juan Diego, descreve a imagem como uma espécie de estampa ou impressão, pela ausência de pinceladas.

6. As fake news

Ao contrário do que afirmam algumas informações que circulam pela internet, a imagem não tem temperatura humana e nem flutua sobre o manto, conforme garante o padre Chávez, que também é diretor do Instituto Superior de Estudos Guadalupanos. Chávez também desmente que os olhos da imagem se movam. “Dizem que colocando sobre ela uma luz forte, os olhos se dilatam e coisas desse tipo. Isso não existe”, explicou em entrevista à ACI.

7. O santuário anterior

Até poucos anos antes da aparição, se encontrava na colina de Tepeyac o santuário da deusa asteca da terra e da fertilidade, Coatlicue (“a que tem saia de serpentes”, em náhuatl), também chamada de Teteoinan (“deusa mãe”) e de Tonantzin (“nossa adorável mãezinha”). Este último nome passou a ser usado também para se referir à Virgem de Guadalupe.

8. A polêmica inicial

A veneração de Nossa Senhora de Guadalupe gerou polêmica no século XVI entre os líderes católicos. Os franciscanos, embora tenham construído a primeira capela no local, eram cautelosos com a veneração de imagens e com o possível sincretismo que poderia ocorrer a partir da ligação entre Guadalupe e Tonantzin, enquanto os dominicanos fomentavam a devoção. Questões como essas foram tratadas no I Concílio Mexicano, em 1555. No fim das contas, a devoção foi levada adiante – em um contexto em que chegavam ao continente as orientações do Concílio de Trento, que reagiu à tendência iconoclasta do protestantismo –, mas os dominicanos se comprometeram a evitar exageros.

Via Sempre Família 

Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.

Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Ágeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Ágeda.

Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Via Canção Nova

Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar “parabéns pra você”! Coisa totalmente fora de propósito, contrária ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?

Antes de tudo é necessário entender o que é a Liturgia, a Celebração da Igreja.

Vejamos. O nosso Deus, quando quis nos salvar, agiu na nossa história. Primeiramente agiu na história de toda a humanidade, guiando de modo secreto e sábio todos os seres humanos e sua história. Basta que pensemos nos santos pagãos do Antigo Testamento — santos que não pertenceram ao povo de Israel: Sto. Abel, Sto. Henoc, São Matusalém, São Noé, São Melquisedec, São Jó, São Balaão… Nenhum destes pertencia ao povo de Deus… e no entanto, Deus agia através deles… Depois, Deus agiu de modo forte, aberto, intenso na história do povo de Israel, com as palavras de fogo dos profetas, com a mão estendida e o braço potente nas obras maravilhosas em benefício do seu povo eleito.

Finalmente, Deus agiu de modo pleno e total, fazendo-se pessoalmente presente, em Jesus Cristo, que é o cume, o centro e a finalidade da revelação e da ação de Deus: em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo! Então, o nosso Deus não se revela principalmente com ensinamentos, com doutrinas e conselhos, mas com ações concretas e palavras concretas de amor! E tudo isso chegou à plenitude na vida, nos gestos, palavras e ações de Jesus Cristo!

Pois bem: são estas obras salvíficas de Deus, realizadas de modo pleno em Jesus, que nós tornamos presente na nossa vida quando celebramos a Santa Liturgia, sobretudo a Eucaristia! Na força do Espírito Santo de Jesus, através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado — todos resumidos em Cristo: na sua Encarnação, no seu Nascimento, Ministério, Morte e Ressurreição e no Dom do seu Espírito — tornam-se presentes na nossa vida.

Vejamos, agora, o caso do Natal. Quando a Igreja celebra as cinco festas do Natal, ela quer celebrar não o aniversarinho do menininho Jesus… O que ela quer fazer e faz é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da vinda do Cristo! Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado (a Manifestação do Filho de Deus) torna-se presente no hoje da nossa vida! Na liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!” (Antífona de Entrada da Missa da Noite do Natal).

Em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo!

Então, celebrando as santas festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A liturgia tem essa característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação! É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os atos de salvação de Deus!

Agora vejamos: a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é, então, que no Natal a gente celebra a Missa, que é a Páscoa? Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo! Essa seria uma ideia muito mesquinha, estreita! Em cada Missa é todo o mistério da nossa salvação que se faz presente, é tudo aquilo que Deus realizou por nós, desde a criação até agora… e tudo isso tem o seu centro em Jesus: na sua Encarnação, na sua vida e na sua pregação, e alcança seu cume na sua morte e ressurreição, na sua ascensão e no dom do Santo Espírito. Então, celebramos as cinco festas do Natal celebrando a Missa, porque aí o mistério, o acontecimento da nossa salvação se torna presente e atuante na nossa vida.

Através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado tornam-se presentes na nossa vida.

Voltando para casa após a Missa do Natal, podemos dizer: “Hoje eu vi, hoje eu ouvi, hoje eu experimentei, hoje eu testemunhei e hoje eu anuncio: nasceu para nós, nasceu para o mundo um Salvador! Ele veio, ele não nos deixou, ele se fez nosso companheiro de estrada!” Celebrando a Eucaristia do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com o Cristo que veio no Natal, porque recebemos no Corpo e Sangue do Senhor o próprio Cristo que nasceu para nós, e, agora, Cristo ressuscitado, pleno do Santo Espírito! É incrível, mas a graça do Natal chega a nós mais do que chegou para Maria e José e os pastores e os magos. Porque eles viram um menininho no presépio, enquanto nós o recebemos dentro de nós, seu Corpo no nosso corpo, seu Sangue no nosso sangue, sua Alma na nossa alma, seu Espírito no nosso espírito… e não mais um menininho frágil, com esta nossa vidinha humana, mas o próprio Filho agora glorificado, com uma natureza humana imortal e gloriosa, que nos transformará para a vida eterna.

Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos… Também para nós hoje nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos no seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da liturgia!

Via Padre Paulo Ricardo

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