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Engajados no bem

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Em dezembro diversas atividades chegam ao seu cumprimento. São atividades pastorais da comunidade eclesial, como a catequese, ou atividades cívicas da comunidade “política”, como as escolas. A festa caracteriza o encerramento anual destas atividades. E aí surge uma dúvida: não será que somos festivos demais?

Não. É que festa aqui é manifestação de satisfação. Festa e satisfação porque houve empenho e luta para que coisa boa acontecesse; e ela aconteceu, ainda que muitas vezes imperfeita, não plenamente a contento; mas ela aconteceu! Fazer o bem exige mais empenho, mais discernimento e mais competência que fazer coisas não boas ou deixar tudo correr às soltas. E quando nos empenhamos em atividades eclesiais de raiz divina ou cívicas de nobreza humana, estamos fazendo coisa boa, estamos fazendo o bem.

Festa e satisfação porque houve crescimento, pois o bom empenho gerou crescimento em quem atuou, bem como nos alvos do nosso empenho. Sempre pensamos no crescimento dos outros, mas o primeiro crescimento que acontece, nos empenhos de raiz divina ou de nobreza humana, é na pessoa que assume estes empenhos, se eles são vividos como uma convocação vinda de Deus ou do convívio cívico. E, é claro, há crescimento também nas pessoas a quem se dirige o nosso empenho, crescimento algumas vezes visível e muitas vezes invisível porque acontece no mistério de uma existência. Este crescimento deve ser festejado!

Festa e satisfação pelo amadurecimento de pessoas, pois todo crescimento gera mais aptidão, mais competência, mais eficiência e eficácia no conduzir bem a vida. Bem e vida, aqui, para nós cristãos, significa viver como Igreja sob a inspiração do Deus de Jesus Cristo. E para nós cidadãos significa maior consciência e participação na cidadania. Contribuir para que alguém tenha maior e melhor capacidade de viver a vida não é pequena coisa!

Festa e satisfação que, porém, não são ingênuas, pois todo fim de ano é também momento de avaliação, revisão e de programação para o novo ano. Avaliar, rever não é crítica azeda e frustrada e sim estar no jogo do apreender feito possível pelo próprio fazer. Avaliar e programar são o empenho, o crescimento e o amadurecimento que se renovam em nova disposição para permanecer engajados, mais e melhor, na obra do bem.

E nunca nos esqueçamos de atribuir o bem à fonte de todo bem, do Sumo Bem, que é Deus. E, ao termos tido vocação e oportunidade de servir, digamos com Jesus: “Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer”! (Lc 17, 10)

Por: Dom Fernando Mason

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