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Minhas tardes com Margueritte

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German é um homem adulto, vive de “bicos”, mora num trailer no quintal da mãe, uma mulher muito difícil. Teve uma vida dura, as pessoas o ridicularizam, inclusive a mãe. Foi rejeitado a vida toda. Nem sabe ler muito bem. Mas, possui sensibilidade, conhecimentos, que nem seus amigos percebiam embora sempre estivesse pronto pra ajudar quem precisasse. A namorada de German é única que o vê com o olhar do amor e sabe perceber a beleza que ele é.

Margueritte mora num lar para idosos na mesma cidade de German. Os dois se encontram na praça da cidade e fazem amizade. Margueritte soube respeitá-lo e seduzí-lo com palavras. Com mansidão e com livros, abriu os olhos de German para o mundo e o significado das coisas.

Margueritte faz o papel de mãe e pai, pois vai apresentando o mundo a German pelo fascínio da Palavra.

Ele um rejeitado, um ninguém, que mal sabe ler passa a se descobrir outro, a ter autoestima.

Ela no drama do idoso, sem lugar pra ficar, cava pra sempre um lugar no coração de German.

O final é impressionante, pois ele se prepara para ler para Margueritte, quando ela não puder mais enxergar. Mais ainda, traz Margueritte para casa dele e é capaz de escrever, imortalizar o seu amor por ela num poema, além de ser o narrador da própria história.

 

O filme é uma lição de vida. Não foi pensado para o catequista, mas cabe bem aqui o papel do catequista e do professor:

– Alguém que se aproxima, entra no mundo do outro com delicadeza e respeito.

– Alguém que a partir da vida da pessoa vai propondo caminhos, sonhos de vida plena, feliz, ou em outras palavras, sonhos com o Reino de Deus, como Jesus fazia.

– Como a Palavra (por ex, Literatura), pode ser parceira e abrir os olhos da pessoa para o mundo, a Palavra de Deus também.

 

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