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Sugestões para o uso da Bíblia na catequese

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Em conjunto ao portal Catequese Hoje, o website da revista Sou Catequista resgata, a partir de hoje, aos catequistas leitores deste espaço, uma série de três matérias com sugestões para o uso da Bíblia nos encontros catequéticos. Espera-se que os textos possam auxiliá-los na elaboração e execução de reuniões concisas e enriquecedoras ao conhecimento cristão para os catequizandos. Ótima leitura!

 

1. DICAS DE INÍCIO poder-da-palavra-de-deus
Sobre o uso da Bíblia na catequese é importante saber:

a) Respeitar a interação vida-Bíblia. Que também a criança, o adolescente, aprenda a ler a Bíblia a partir da vida e em função dela. Trabalhar com a Bíblia sem ligá-la com a vida é como querer utilizar um aparelho elétrico desligado da eletricidade: não funciona! A Bíblia brotou da vida de um povo e para que seja captada em seu verdadeiro sentido tem de estar ligada à vida do grupo que a lê, reflete e reza a partir dela.

O catequista precisa ter uma boa formação Bíblica para não fazer uma leitura fundamentalista, ou seja, ler tudo ao pé da letra. Como vimos nos encontros anteriores é preciso descobrir o que o texto está dizendo, que linguagem o autor utilizou para dar seu recado.

b) Não dizer hoje o que teremos de desdizer amanhã. Quando o catequista não sabe responder o que a criança perguntou, é bom dizer que não sabe e que dará a resposta depois.

c) Sempre que possível, não só falar da Bíblia, mas dar-lhe a palavra.

 

2. ESCOLHA DOS TEXTOS BÍBLICOS
Não prendamo-nos a elencar inúmeros critérios; Ao contrário, achemos mais interessante, neste momento, nos prendermos a um critério básico, que iluminará todos os demais: é a questão da gradualidade. Vejamos:

“Numa certa manhã, um fazendeiro montou a cavalo e foi inspecionar suas roças. Chegando lá, viu os pés de milho todos muito bonitos, mas ainda muito pequenos. De repente, pôs-se a gritar com os colonos: “Como é que vocês não fazem nada para ajudar meu milho a crescer mais depressa?!” Apeou e, com as duas mãos, começou a puxar e espichar os pezinhos de milho, um por um. De noite, voltou para casa. Estava exausto! Mas comentava: “O dia foi puxado, mas valeu: ajudei o nosso milho a crescer”. No dia seguinte o milharal estava todo ressequido. Morto.”

Conosco acontece a mesma coisa. Tudo se dá no tempo certo. E este crescimento às vezes é lento. O catequista deve saber respeitar este ritmo e dar tempo ao tempo.
Quando formos trabalhar com um texto bíblico na catequese devemos estar atentos a:

1º, ao linguajar do texto:  ver se tem palavras difíceis que precisam ser substituídas.

2º, à experiência de vida do catequizando: entrar em sintonia com a situação que estão vivendo no momento( dor, alegria, luto, festa, esperança, temor…); procurar conhecer o catequizando, o que pensa, vive, sente… A criança evolui, passa de uma mentalidade mágica para outra cada vez mais concreta, crítica, feita de curiosidade e indagação. A leitura Bíblica também terá que evoluir.

3º, à sua maturidade na fé: é importante não esquecer que a criança, o adolescente, o jovem, estão num processo de iniciação a vida de fé. É preciso ir devagar, não podemos usar textos que ainda não estão à altura dos catequizandos, que são difíceis demais.

4º, às prioridades: “Tudo é bom, mas nem tudo é bom para todos aqui e agora”.

 

E… Como fazer uma catequese Bíblica?
Vamos tratar sobre como transmitir a mensagem da Bíblia. Os passos são:

1. Ter bem clara a mensagem que queremos transmitir, a atitude evangélica que queremos despertar;

2. Levar em conta o perfil do catequizando: se é criança, jovem ou adulto, qual sua situação de vida, sua cultura, suas experiências. Cada grupo é diferente, como também cada catequizando tem suas próprias experiências. Devemos estar atentos e saber escutar o que eles nos dizem a respeito da sua própria realidade;

3. Procurar os meios, as técnicas que podem proporcionar uma melhor assimilação da mensagem;

4. Não pode faltar o aspecto da vivência concreta que resulta da reflexão feita em grupo.

 

Algumas notas pedagógicas:

Os pequenos 

Para os pequenos trata-se mais de uma formação bíblica remota. É importante que a criança se sinta segura com Deus, sinta sua presença amorosa.

É importante experimentar o silêncio, a admiração já tão natural para ela. A criança, facilmente, chega a admirar e escutar Deus, quando há alguém que a toma pela mão. Gosta de rezar pequenos trechos dos salmos com expressão corporal e gestos.

Podemos fazê-la sentir a importância do Livro Sagrado mediante uma pequena procissão, tratando com respeito a Bíblia. Já podemos contar alguns fatos da vida de Jesus, mas o Primeiro Testamento ainda não deve ser abordado. Muitas vezes, são contadas às crianças as narrações dos primeiros capítulos do Livro de Gênesis, justamente por serem “fantásticas”. Muitas vezes são apresentadas do ângulo de um Deus que castiga e quer pôr fim à humanidade. Tais narrações foram escritas para adultos a fim de mostrar que a infidelidade à Aliança traz suas consequências para a humanidade. A criança ainda não chegou a essa experiência. Pode ficar amedrontada.

Não apresentemos nunca o Deus que castiga. Não é a mensagem para a criança pequena.

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