adoração – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Sat, 04 Jul 2020 20:08:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png adoração – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Beata Maria Crucifixa Cúrcio – Mulher Eucarística: da adoração ao serviço https://soucatequista.com.br/beata-maria-crucifixa-curcio-mulher-eucaristica-da-adoracao-ao-servico/ https://soucatequista.com.br/beata-maria-crucifixa-curcio-mulher-eucaristica-da-adoracao-ao-servico/#respond Sat, 04 Jul 2020 20:08:13 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9264  

Rosa Maria Cúrcio nasceu em Íspica – Sicília (Itália), no dia 30 de janeiro de 1877. Ainda jovem, com 13 anos de idade, ingressa na Ordem Terceira Carmelitana na mesma cidade, toma o nome de Maria Crucifíxa. Ao se dedica à Espiritualidade Carmelitana, nasce-lhe o desejo de “Fazer florir o Carmelo”, através de uma vida mais ativa, dedicada a Missão. Tal ideal a faz transferir-se à Modica em 1912 junto a algumas companheiras para dedica-se ao trabalho com jovens órfãos. Tal inspiração divina a faz passar por algumas tribulações.  Mas é com Padre Lourenzo van den Eerenbeemt, frade carmelita holandês que habitava a Roma, que seu sonho de um Carmelo Missionário ganha força ao unir-se com o sonho do mesmo Padre; assim em 3 de julho de 1925 se transfere a Santa Marinella, em 16 de julho mesmo ano a Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus se afilia a Ordem dos Irmãos da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, dedicando-se a missão especialmente  à Evangelização, revelando o rosto misericordioso de Deus a todos, de maneira especial às crianças e jovens mais necessitados. No dia 28 de novembro de 1947 chega ao Brasil em Paracatu-MG as primeiras missionárias, a convite do bispo Dom Eliseu van de Weijer.

No dia 4 de julho de 1957, em Santa Marinella (Itália), se encontrou com o Divino Esposo após uma vida de ideais, de sofrimentos, de dedicação às crianças, à oração e a contemplação (sobretudo ao Jesus Eucarístico). Em 13 de novembro de 2005 vem a ser beatificada sob o Pontificado do papa de Bento XVI tão grande mulher que é modelo de santidade para toda a Igreja, chamada a uma vida de contemplação e missão.

Como a pessoa Divina, a pessoa criada também tem uma vocação, e a essa vocação ela procura responder, que é à vida. Mas é a vida em relação, ou seja, é chamado a viver à semelhança de Deus (Gn 1, 27). O ser humano, criado por Deus se faz relação com o Criador, e com os outros. Como motor fundamental para a relação com Deus, o homem o faz em glorificação; para com os outros, o motor movente se dá pelo serviço. A Adoração é ato de glorificação a Deus, se torna extensão do Sacramento da Comunhão que por sua vez, se rende em diakonia aos irmãos. A Beata Maria Crucifixa Cúrcio é considerada “Mulher Eucarística”, por estar fortemente no Coração de Jesus e Jesus em seu coração. E assim ela relata em seu Diário Espiritual:

«Aproximei-me a Mesa dos Anjos, e apenas Jesus veio e dissipou a aflição e o cansaço, me reavivou um fogo de amor imenso naquela íntima união… que docilidade do Céu, que alegria, os meus lábios eram atacados as chagas do seu coração Divino, o seu imenso amor me comunicava aquela fonte de amor com tal intimidade a transformar-me toda Nele, vivo a sua mesma vida»[1].

Essa intima transformação descrita pela venerável Beata encontra sua origem no Corpo de Cristo, pois Ele não deu seu Corpo meramente por dar, mas, muito além disso, Ele ofertou-se como Sacrifício por todos. Quando Cristo se oferta em Sacrifício, Ele se faz relação.

A referida Beata procurou sempre exercitar-se no sacramento Eucarístico, esse por sua vez, se dava por meio da Adoração ao Santíssimo. Muitas vezes enferma e impossibilitada de andar a Mesa Eucarística, procurava o refúgio e abrigo no exercício de adoração, como falado à cima, “extensão da Comunhão”:

« A noite é hora de adoração é a hora de imensa ternura de Jesus Hóstia, mas  quinta-feira é é hora de amor e de dor, no Getsemani, toda vez participo com mais intimidade e consciência de algumas imensas dores eu Jesus sofre naquela comovente agonia. »[2]

Em sua aflição a Beata Cúrcio, nunca deixou em segundo plano o centro de sua vida.

A contemplação na Beata Maria Crucifixa Cúrcio rende-se possível através da prática Eucarística, tal diálogo íntimo com o próprio Deus encarnado, leva o homem a se transformar em glorificação de Deus quando O fixa com os olhos do coração, dessa forma, fazendo-se um só com Ele a ponto de se oferecer como Ele se ofereceu. Dessa maneira, a contemplação em Deus, leva a pessoa criada a dispor-se-á, ou seja, a estar sempre a serviço.

O resultado de sua contemplação é bem visível em sua espiritualidade. A Beata Maria Crucifixa não seria a mesma sem a seus intensos momentos diante de Jesus Eucarístico, pois, é Ele quem dava forças para levar a diante o seu ardor missionário, a qual, impulsionada por Santa Teresa do Menino Jesus, ela encontrou, uma maneira de “fazer reflorescer o Carmelo”, portando ao mundo uma missão além dos claustros, tanto que a Beata a colocou no nome de sua Instituição para ser uma referência (Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus) conciliando a vida ativa na missão e vida contemplativa por meio da oração, pois esse era o desejo de Santa Teresinha, ser missionária:

“[…] Quisera percorrer a terra, pregar o seu nome e plantar no solo infiel a sua Cruz gloriosa! Mas, oh meu Amado, uma única missão não me bastaria: queria ao mesmo tempo anunciar o Evangelho nas cinco partes do mundo e até as ilhas mais longes… Queria ser missionaria não só por um ano, mas queria ser até a consumação dos séculos… ” [3]

De fato, a foi em suas orações pelos missionários, e depois de sua morte, se tornou uma “missionária” mundial, convertendo muitos simplesmente com sua Pequena Via. Referente aos sacerdotes assim manifesta a Beata Cúrcio:

«Oh! Como queria gritar forte e fazer entender o mundo todo, a sublime missão do sacerdote, Ele na sua imensa bondade não podia conceder-nos um dom maior!… Como queria despertar os sacerdotes que desgraçadamente não compreendam a grandeza de seu ministério, me oferto, me imolo por estes irmãos tão privilegiados e choro por suas infidelidades. »[4]

A semelhança entre santa Teresa do menino Jesus e da Beata Maria Crucifixa em referimento aos sacerdotes é que, tanto Teresinha quanto Crucifixa querem que o mundo preste atenção e dê valor ao Ministério sacerdotal, pois é por ele que Jesus Eucarístico se faz consagração. É por causa de Jesus que se tem a missão; e, é em Sua intenção Ele que acontece todo o serviço missionário.

Portanto, a Eucaristia é o centro da vida e espiritualidade da Beata Maria Crucifixa Cúrcio e nos leva a uma íntima relação para com Deus e para com os irmãos através do serviço, da missão e isso é traduzido na linguagem do Amor recebido de Deus e transmitido aos outros. Em suma, a Eucaristia é o centro, é o coração da Igreja e não pode não ser:

« Contudo, a Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força. Na verdade, o trabalho apostólico ordena-se a conseguir que todos os que se tornaram filhos de Deus pela fé e pelo Baptismo se reúnam em assembleia para louvar a Deus no meio da Igreja, participem no Sacrifício e comam a Ceia do Senhor. A Liturgia, por sua vez, impele os fiéis, saciados pelos «mistérios pascais», a viverem «unidos no amor»; pede «que sejam fiéis na vida a quanto receberam pela fé»; e pela renovação da aliança do Senhor com os homens na Eucaristia, e aquece os fiéis na caridade urgente de Cristo. Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, corre sobre nós, como de sua fonte, a graça, e por meio dela conseguem os homens com total eficácia a santificação em Cristo e a glorificação de Deus, a que se ordenam como a seu fim, todas as outras obras da Igreja… »[5].

Frei William Pereira Barboza, O.Carm.

Fotos: Arquivo Pessoal

[1] B.M.C. Curcio, Beata Maria Crocifissa Curcio Fondatrice: Ricordi, Biografia e Diario Spirituale, 20 ottobre 1925..

[2] B.M.C. Curcio, Beata Maria Crocifissa Curcio Fondatrice: Ricordi, Biografia e Diario Spirituale, 22 ottobre 1925..

[3] S. T. G. Bambino, Opere Complete (Scritti e ultime parole) di Santa Teresa di Gesù Bambino e del Volto Santo, C. Maccise (a cura di), Città del Vaticano 2009, 222.

[4] B.M.C. Curcio, Beata Maria Crocifissa Curcio Fondatrice: Ricordi, Biografia e Diario Spirituale, 27 agosto 1925..

[5] PAOLO VI, Costituzione Sulla Sacra Liturgia Sacrosanctum Concilium, 10, em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html

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Jornada “24 horas para o Senhor” no Rio de Janeiro https://soucatequista.com.br/provincia-acolhera-evento-24-horas-para-o-senhor-no-rio-de-janeiro/ https://soucatequista.com.br/provincia-acolhera-evento-24-horas-para-o-senhor-no-rio-de-janeiro/#respond Fri, 09 Mar 2018 11:58:01 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3068  

Em 2018 acontece nos dias 9 e 10 de março, em todo o mundo, a quinta edição do “24 horas para o Senhor”. O evento conta com uma programação que privilegia a celebração do Sacramento da Reconciliação em um contexto de adoração eucarística. A Província Carmelitana de Santo Elias receberá no Rio de Janeiro o arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta, e o prefeito da Congregação para a Educação Católica da Santa Sé, Cardeal Giuseppe Versaldi,  na missa que ocorrerá na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, no Centro, às 9h de sábado, dia 10 de março. Após a missa haverá atendimento de confissões, oração do Terço da Misericórdia (às 10h30) e encerramento com bênção do Santíssimo Sacramento e oração pelo Papa Francisco (às 11h).

>>>Veja o convite feito pelo Papa Francisco

Quem abrirá oficialmente a vigília no Vicariato Urbano da Arquidiocese do Rio, presidindo a celebração penitencial na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, às 20h, será o Bispo Auxiliar do Rio Dom Paulo Romão. Logo após haverá exposição do Santíssimo Sacramento e translado para os Arcos da Lapa, que como em anos anteriores, se transformará num espaço privilegiado para a evangelização e a penitência.

Haverá neste importante ponto turístico do Rio de Janeiro, conhecido como “berço da boemia carioca”, um grande número de sacerdotes que atenderão a todos ministrando o Sacramento da Reconciliação. Paralelo a isso, haverá ações de evangelização realizadas pelas comunidades Shalom, Aliança de Misericórdia Sementes do Verbo. À meia noite o Santíssimo será reconduzido à  Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.

“Há alguns anos, o Papa Francisco pediu que, durante o período da Quaresma, como Igreja em saída, vivêssemos esse momento, a fim de suscitar no coração das pessoas o apelo de conversão que a Quaresma traz. A Igreja assim quer despertar no coração das pessoas o desejo de uma vida nova. Para tanto, oferece às pessoas uma oportunidade de experimentar da misericórdia de Deus através da confissão e atendimento às pessoas. Nestas 24 horas, especialmente, não visamos àquelas pessoas que já estão na Igreja: nosso foco são principalmente as que ainda não estão ou as que se encontram distantes. Por isso também fazemos celebrações nas ruas”, explicou o coordenador de Pastoral da Arquidiocese do Rio, Cônego Cláudio dos Santos, em entrevista aos veículos de comunicação da Igreja local.

Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro (RJ), onde, no prédio anexo, funciona a sede da Província Carmelitana de Santo Elias

Confira a programação completa no Centro do Rio:

Sexta-feira (9/3)
Local: Centro Histórico

12h – Missa da Reconciliação em todas as igrejas do Centro; missa na Igreja Nossa do Parto, presidida pelo bispo animador, Dom Luiz Henrique da Silva Brito
(Confissões, a partir de 12h, no Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca)

18h às 20h – Via-Sacra e missa em todas as paróquias do Centro do Rio
Local: Lapa

20h – Abertura da vigília na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa

20h30 – Celebração penitencial presidida pelo Bispo Auxiliar do Rio Dom Paulo Romão

21h30 – Exposição do Santíssimo Sacramento e translado para os Arcos da Lapa

22h – Confissões e ações de evangelização realizadas pelas comunidades Shalom, Aliança de Misericórdia, e Sementes do Verbo

0h – Translado do Santíssimo Sacramento para a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa

Sábado (10/3)
Local: Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, na Lapa

6h às 8h – Adoração

8h45 – Procissão

9h – Missa presidida pelo Arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, e pelo prefeito da Pontifícia Congregação para a Educação Católica, Cardeal Giuseppe Versaldi

10h – Atendimento de confissões

10h30 – Terço da Misericórdia

11h – Encerramento com bênção do Santíssimo Sacramento e oração pelo Papa Francisco

Fonte: Site ArqRio

 

Leia também:
>>>Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização fala sobre o “24 horas para o Senhor”

 

 

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10 coisas surpreendentes quando você faz adoração com frequência https://soucatequista.com.br/10-coisas-surpreendentes-quando-voce-faz-adoracao-com-frequencia/ https://soucatequista.com.br/10-coisas-surpreendentes-quando-voce-faz-adoracao-com-frequencia/#respond Fri, 15 Apr 2016 12:24:19 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74923 Ruth Baker
Aleteia

adoracao

O progresso interior vai refletir a sua maravilhosa transformação!

A Eucaristia é descrita no Catecismo como fonte e ápice da nossa fé. Encontrar tempo para fazer Adoração Eucarística pode ser difícil, mas, se você conseguir, poderá perceber resultados surpreendentes!

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e deu a eles, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, o entregou a eles e todos beberam. E Ele disse: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança derramado por muitos” (Marcos 14, 22-24).

Na cultura de hoje, a ideia de progresso interior é drasticamente desvalorizada como “desperdício de tempo” ou “coisa dos antigos e ??ingênuos”. Só o progresso exterior parece palpável. Mas o progresso material permanece fora de nós: ele até nos oferece alguns sentimentos positivos, mas é sempre efêmero e sem substância. Já o progresso interior significa que você está se transformando e tornando-se melhor!

O tempo que você dedica à Adoração pode surpreendê-lo de muitas maneiras. Veja aqui dez delas:

1. Você desenvolve um sentimento de admiração e maravilha

Não há nada como a atmosfera de uma capela ou igreja tranquila! O odor do incenso e o esplendor do ostensório ajudam a compreender a verdade do que está acontecendo na Adoração. Estamos realmente diante de Jesus Cristo! Seu Corpo, Seu Sangue, Sua Alma, Sua Divindade. Quanto mais se emerge no silêncio diante da Hóstia Santa, mais se compreende que a única resposta à grandeza de Deus é a maravilha, a admiração e o amor.

2. Você experimenta a paz em outras áreas da sua vida

Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (João 14, 27). A paz exterior que podemos experimentar na Adoração (a quietude e o silêncio) vai muito mais a fundo e nos leva a uma paz interior que abraça todas as áreas da nossa vida. Isto não significa que tudo ficará perfeito e sem sofrimento, mas essa paz nos fortalecerá para enfrentarmos com mais firmeza e serenidade as tempestades da vida.

3. Você começa a olhar mais para fora de si mesmo

Jesus nos disse: “Como eu vos amei, assim também vós amai-vos uns aos outros” (João 13, 34). A Adoração nos conecta ao próximo e ao mundo – afinal, estamos dedicando tempo ao Criador de tudo o que existe! Mais tempo para louvar e adorar a Deus significa mais tempo para ir além das nossas próprias preocupações e para enxergarmos as necessidades dos outros e do mundo em que vivemos.

4. Às vezes, você fica entediado…

Haverá momentos em que a Adoração parecerá “insossa”, “árida”… Você vai se distrair, a sua mente vai começar a divagar… A Adoração regular pode se estabilizar e deixar de parecer especial, mas isso não desvaloriza nem diminui a verdade da Adoração. Nossa fé é muito mais do que sentimentos e Deus continuará trabalhando em você mesmo que você não o “sinta” ou passe por momentos mais “secos”. Ainda que a sua mente divague, você está dando a Deus o melhor que pode: o seu tempo, o seu empenho e a sua companhia!

5. Você se emociona na Adoração!

Quanto mais tempo você dedica a adorar a Deus, mais você descobre que Ele ama você e quer passar tempo com você. E mais você começa a realmente querer viver esse tempo com Ele! Se a Adoração antes parecia rotina, aos poucos você percebe que deseja fazê-la! Como dizemos na missa, “é justo e necessário” dar graças ao Senhor! A Adoração a Deus está inscrita em nosso coração, e “o nosso coração está inquieto enquanto não repousa nele” (Santo Agostinho)!

6. A graça entra na sua vida

É incrível como um simples ato de compromisso com Deus, ainda que seja num curto período de Adoração, faz diferença para o resto da sua vida! Você pode manter a certeza de continuar na presença dele mesmo depois de ter saído da igreja ou da capela. A graça o apoia em todos os momentos, especialmente nos de tentação. Fica mais fácil resistir à tentação quando se dedica mais tempo à Adoração.

7. Você percebe o quanto é felizardo

Há pessoas que gostariam de passar mais tempo com Jesus em Adoração, mas não podem porque estão doentes ou têm mil tarefas necessárias no cotidiano. Há pessoas, em muitas regiões do mundo, que arriscam a vida pela Eucaristia e são perseguidas por causa da fé. Há pessoas que enfrentam situações extremamente perigosas para ficar com Jesus! E você tem o presente de poder adorá-lo abertamente, sem falar no fato de ter um sacerdote por perto para lhe administrar os sacramentos!

8. Você compreende que Deus tem senso de humor!

Quanto mais você permite que Deus lhe fale, em vez de gastar todo o seu tempo falando para Ele, mais você nota que Deus tem um grande senso de humor! Há até momentos em que você quer rir em voz alta! Talvez isto pareça surpreendente, mas os melhores pais e padres não demonstram o seu amor com bom humor?

9. Você vai querer se confessar mais vezes

Pode parecer intimidador, mas não é. A confissão nos permite experimentar o oceano ilimitado da misericórdia de Deus! Sua misericórdia engolfa todos os nossos pecados e nos dá uma liberdade real, uma liberdade sem medo, que nos permite entrar no seu Amor e na sua Bondade! A confissão fortalece a consciência de que estamos nos braços de um Pai que nos ama muito e que “nunca se cansa de perdoar” (Papa Francisco).

10. Você se apaixona!

Quando você dedica tempo de coração aberto a adorar a Deus e permitir que Cristo lhe mostre o Seu Amor, você também se apaixona! E o amor dele revela você a você mesmo e permite que você seja você mesmo! “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João 10, 10).

Então, o que você está esperando? Dedique um tempo à Adoração Eucarística e deixe Deus transformar a sua vida!

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5 características da verdadeira devoção a Maria https://soucatequista.com.br/5-caracteristicas-da-verdadeira-devocao-a-maria/ https://soucatequista.com.br/5-caracteristicas-da-verdadeira-devocao-a-maria/#respond Tue, 08 Jul 2014 12:16:58 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43340 314892_160271500728967_100002383543659_309230_326374794_nA devoção refere-se diretamente a Deus e só indiretamente aos Santos, pelo que eles têm de Deus. Nossa Senhora ocupa um lugar intermediário entre Deus e os Santos, o que dá origem a um culto próprio, portanto único, e especial: muito inferior ao de Deus, mas muito superior ao dos Santos.

O culto de hiperdulia é reservado a Nossa Senhora por sua singular dignidade de Mãe de Deus. É muito inferior ao de Deus porque difere especificamente ao culto de latria (devido só a Deus). Nós veneramos a Nossa Senhora mas não A adoramos; há portanto, um abismo infinito entre as duas espécies de culto. É muito superior ao culto de dulia (devido aos Santos) porque difere deste especificamente pelo motivo da dignidade da maternidade divina, esta dignidade coloca Nossa Senhora numa ordem à parte, que está mil vezes por cima, e é também especificamente distinto da ordem da graça e da glória em que se encontram todos os Santos.

A verdadeira devoção a Maria tem de ser interior, tenra, santa, constante e desinteressada:

Devoção interior: Isto é, nasce do espirito e do coração e provêm da estima que se tem da Santíssima Virgem, da alta ideia que se forma a respeito da grandeza dela e do amor que se lhe professa.

Devoção terna: Isto quer dizer que é cheia de confiança em Nossa Senhora, como um menino tem em sua carinhosa mãe. A devoção terna faz que a alma recorra a Maria em todas suas necessidades de corpo e de espírito, com muita simplicidade, confiança e ternura; que implore a ajuda de sua celestial Mãe em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as coisas: em suas dúvidas, para que as mesmas possam ser esclarecidas; em seus desvios, para voltar ao bom caminho; em suas tentações, para que Maria a sustenha; em suas debilidades, para que a fortifique; em suas quedas, para que a levante; em seus desânimos, para que lhe infunda animo; em seus escrúpulos, para que a livre deles; em suas cruzes, trabalhos e contratempos da vida, para que a console. Por último, em todos seus males de corpo e de espírito, Nossa Senhora é seu ordinário (no sentido de habitual) recurso, sem receio de importunar a esta terna Mãe e desagradar a Jesus Cristo.

Devoção santa: É santa porque faz com que a alma evite o pecado e imite as virtudes da Santíssima Virgem; sobretudo de um modo mais particular sua humildade profunda, sua fé viva, sua obediência cega, sua oração contínua, sua mortificação total, sua pureza divina, sua caridade ardente, sua paciência heroica, sua doçura angelical e sua sabedoria divina, que são as dez principais virtudes da Santíssima Virgem.

Devoção constante: Quer dizer que consolida a alma no bem e faz com que não abandone facilmente suas práticas de devoção, lhe dá ânimo para que se oponha ao mundo em suas modas e em suas máximas; à carne, em seus tédios e embates de suas paixões, e ao demônio em suas tentações; de maneira que uma pessoa verdadeiramente devota da Virgem não é inconstante, melancólica, escrupulosa, nem tímida. Isto não quer dizer que não caia nem experimente alguma mudança no que tange à sensibilidade de sua devoção; senão que, se cai, volta-se a levantar esticando a mão à sua bondosa Mãe, e, se carece de gosto e de devoção sensível, não se desanima por isso; porque o justo e devoto fiel de Maria vive da fé de Jesus e de Maria e não dos sentimentos do corpo.

Devoção desinteressada: Finalmente, é desinteressada porque inspira à alma que não se procure a si própria, senão somente a Deus em sua Santíssima Mãe. O verdadeiro devoto de Maria não serve a esta augusta Rainha por espírito de lucro ou de interesse, nem por seu bem, ainda que temporal ou eterno, de corpo ou de alma, senão unicamente porque Ela merece ser servida, e Deus n’Ela. Se ama a Maria, não é pelos favores que esta lhe concede ou pelos que d’Ela espera receber, senão unicamente porque Ela é amável (merece ser amada). Eis aqui o porque a ama e a serve com a mesma fidelidade em seus contratempos e aridezes que em suas doçuras e fervores sensíveis; e igual amor lhe professa no Calvário e nas bodas de Caná.

Ah, quão agradável e precioso aos olhos de Deus e de sua Santíssima Mãe é o devoto de Maria que não se procura a si mesmo em nenhum dos serviços que lhe presta! Mas, quão raro é hoje em dia encontrar um devoto assim!

Por Padre Hernán Luis Cosp Bareiro, EP

Por Gaudium Press

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Semana Santa https://soucatequista.com.br/semana-santa/ https://soucatequista.com.br/semana-santa/#respond Mon, 14 Apr 2014 18:30:32 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40843 imagens-imagens-da-santa-ceia-df706cA Quaresma, que tem como finalidade não só preparar a Igreja para a Páscoa, mas fazer com que o mistério da Páscoa seja vivido já na sua primeira vertente de paixão, pode ser considerada, sob a guia dos textos litúrgicos, como subida com Cristo para Jerusalém, a fim de partilhar o seu mistério pascal. Nos textos bíblicos deste tempo litúrgico volta, mais uma vez, este aspecto fascinante.

“Caminhar a Jerusalém” não significa, para Jesus, apenas uma peregrinação à cidade santa, mas tem um preciso significado messiânico e teológico, que os evangelistas, com diferentes acentos, colocam em relevo. Jesus vai a Jerusalém para aí cumprir a vontade do Pai. Em Jerusalém, acontecerá o encontro decisivo entre Jesus e o sinédrio judaico, totalmente incapaz de se abrir à luz do evangelho, porque obcecado pelo formalismo religioso e pela paixão. Por isso, decidirá “matar Jesus” (Jo 11,53).

Os apóstolos têm dificuldade para compreender o significado desse acontecimento repetidamente anunciado por Jesus. Também eles estão impregnados de messianismo terreno e pensam nos primeiros lugares do Reino. Jesus, então, durante a viagem para Jerusalém, vai iniciando-os gradualmente no mistério da cruz, com o ensinamento e a experiência da transfiguração. A sua palavra ilumina o significado do evento, a transfiguração antecipa a experiência pascal.

Também para a comunidade cristã, a Quaresma constitui-se em peregrinação a Jerusalém, isto é, a morte e ressurreição de Cristo. A Quaresma, portanto, é um novo êxodo, um retorno do exílio para Jerusalém, isto é, para a Páscoa de Cristo, que nos edifica como Igreja.

Seguindo este itinerário, chega-se com fé mais iluminada à Semana Santa ou “grande semana”. São dias em que a liturgia celebra, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena de Jesus. Por isso, diremos com Paulo VI: “se há uma liturgia, deveria encontrar-nos juntos, atentos, solícitos e unidos para uma participação plena, digna, piedosa e amorosa, esta é a liturgia da grande semana. Por um motivo claro e profundo: o mistério pascal, que encontra na Semana Santa a sua mais alta e comovida celebração, não é simplesmente um momento do ano litúrgico; ele é a fonte de todas as outras celebrações do próprio ano litúrgico, porque todas se referem ao mistério da nossa redenção, isto é, ao mistério pascal”.
Por isso, é impensável que um católico não “faça a Páscoa”, não celebre a Páscoa, a não ser por razões de dificuldades de locomoção ou falta de celebração local. Somos chamados a viver intensamente esses dias.

A Semana Santa, chamada popularmente de “semana maior”, começa com o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor. É a semana em que recordamos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, ato supremo da redenção da humanidade.

Domingo de Ramos: Neste domingo, aclamamos Jesus como o Messias que vem realizar as promessas dos profetas e instaurar definitivamente o Reino de Deus, da paz, da fraternidade e do amor. Vem nos salvar.

Jesus, humildemente, entra em Jerusalém montado em um manso jumentinho, pois ele é o príncipe da paz. Não entra com cavalaria de guerra, pois o cavalo é instrumento bélico, expressão da força e do poderio militar da época. Foi aclamado e reconhecido, por muitos, como o rei dos reis. Os ramos são sinais e testemunho da fé em Cristo e na sua vitória pascal. Neste domingo é feita a coleta do gesto concreto da Campanha da Fraternidade, a ser entregue nas paróquias. Esta coleta é fruto da penitência quaresmal.

Tríduo Pascal (Quinta, Sexta e Sábado): O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina da Última Ceia, possui o seu centro na Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias (S. Agostinho)” e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

Missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa): Recorda-nos a Ceia do Senhor, a última ceia, quando Ele prediz sua Paixão e Morte, e despede-se dos apóstolos. Neste dia, Jesus instituiu a o sacramento da Eucaristia. Na celebração, o sacerdote lava os pés de doze pessoas convidadas, na tradicional cerimônia chamada “Missa do Lava-pés”, recordando o gesto de Jesus de lavar os pés de seus discípulos e a dizer: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, significando que devemos servir uns aos outros com total humildade, gratuidade e amor. Ao final da missa se faz a Transladação do Santíssimo Sacramento e, em seguida, a Adoração.

Paixão do Senhor (Sexta-feira Santa.): Neste dia a Igreja recomenda o jejum e abstinência total de carne, e acompanha em silêncio os passos de Jesus em seu sofrimento e condenação até sua entrega total com a morte na cruz. Não se celebra missa ou qualquer sacramento e os fiéis comungam as sagradas hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

A celebração central deste dia é a das 15 horas, quando, segundo a tradição, Jesus morreu. Esta celebração se divide em quatro partes: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração do Senhor na Cruz e Comunhão. É dia de total silêncio e reflexão.

Vigília Pascal (Sábado Santo): Celebramos a Vigília Pascal no sábado à noite. A Ressurreição de Jesus é o milagre do começo da vida, vida nova a partir da morte. A ressurreição, além de realizar as promessas das Escrituras Sagradas, é prova definitiva de que Jesus é Deus.

O Círio Pascal, aceso com o fogo novo, luz que surge das trevas, representa Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e Senhor da história, luz que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”. A rica celebração da Palavra reaviva em nós a história da salvação, e o rito do Batismo nos faz renovar as promessas batismais. A Eucaristia festiva coroa essa grande vigília.

Domingo da Páscoa do Senhor: Páscoa significa passagem. A Páscoa de Cristo é sua passagem da morte na cruz para a ressurreição. É sua vitória plena e definitiva sobre a morte e todos os males. Desse modo, a ressurreição de Jesus mudou totalmente a história da humanidade e de cada ser humano.

A páscoa cristã é a vida nova em Cristo ressuscitado. Portanto, busquemos esta vida nova – vida reconciliada com Deus e com o próximo. Busquemos também nesta semana intensificar ainda mais a nossa oração e a nossa participação dos eventos centrais na vida de Jesus: Paixão, Morte e Ressurreição. É o grande grito que nos faz cumprimentar a todos: Cristo Ressuscitou! “Verdadeiramente ressuscitou”.

Convido todos os meus diocesanos a viverem intensamente a Semana Santa. Serão momentos de passagem de mortificação, de associação de nosso coração à morte de Cristo, para que, celebrando a Sua Gloriosa Ressurreição, o centro de nossa fé, podermos dizer como a Sagrada Escritura: “Se com Cristo nós morremos, com Ele nós ressuscitaremos!”.

Abençoada Semana Santa para todos e que vivamos de maneira pura e graciosa os mistérios do Senhor Jesus!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

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