alma – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 04 Apr 2018 12:00:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png alma – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 A limpeza que nos convém https://soucatequista.com.br/a-limpeza-que-nos-convem/ https://soucatequista.com.br/a-limpeza-que-nos-convem/#respond Wed, 04 Apr 2018 12:00:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=82691 Após uma refeição, a tarefa que se segue consta da lavagem dos pratos e copos. Quando se trata de amigos, faz-se um mutirão, e enquanto alguns lavam, outros enxugam.

Jesus participava de uma dessas refeições, quando um fariseu repreendeu-o “porque não tinha lavado as mãos”. Depois de algum tempo Ele tomou a palavra e disse: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldade”.

Assim somos nós. Necessitamos de uma limpeza por dentro, e não somente por fora. Limpeza da alma e do coração que estão cheios de maldades, rancores, ódios, mágoas, e tantas coisas mais.

Com a sua atitude, Jesus nos quer ensinar que em primeiro lugar devemos realizar uma faxina interior, e depois, a exterior, porque as aparências não dizem quem somos nós.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

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A preguiça marca o corpo e fere a alma https://soucatequista.com.br/a-preguica-marca-o-corpo-e-fere-a-alma/ https://soucatequista.com.br/a-preguica-marca-o-corpo-e-fere-a-alma/#respond Wed, 28 Feb 2018 11:00:38 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=82395 É interessante vermos nos dias de hoje (dias difíceis), pessoas de braços cruzados, comodamente sentados nas calçadas, esperando por migalhas de esmolas porque estão infectados pelo vírus da preguiça. O pior é que este vírus apresenta grande nível de contágio, infectando outras pessoas também.

Com pessoas corajosas e decididas ocorre exatamente o contrário: descruzam os braços e levantam-se do comodismo em busca da sobrevivência, às custas do seu próprio suor. Estes serão recompensados.

O livro de Provérbios 13,4 nos fala destes dois tipos de pessoas: “A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança; mas a alma dos diligentes se farta”.

Somos preguiçosos ou diligentes? Dê cada um a sua resposta.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

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“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila https://soucatequista.com.br/moradas-da-alma-as-etapas-da-vida-mistica-segundo-santa-teresa-de-avila/ https://soucatequista.com.br/moradas-da-alma-as-etapas-da-vida-mistica-segundo-santa-teresa-de-avila/#respond Mon, 25 Apr 2016 12:06:10 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=75235 Padre Denis Marie Ghesquières
Aleteia

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A decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”(Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.

Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:

Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”.

Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.

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Alimentação e oração caminham juntas? https://soucatequista.com.br/alimentacao-e-oracao-caminham-juntas/ https://soucatequista.com.br/alimentacao-e-oracao-caminham-juntas/#respond Wed, 12 Aug 2015 20:55:04 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=60005 O nosso corpo é formado por um conjunto de órgãos e tecidos, porém, muitas vezes, esquecemo-nos de que somos dotados também de alma e espírito. Para um bom funcionamento do nosso organismo físico, assim como para nossa saúde espiritual, é necessário que aconteça o equilíbrio entre essas partes. Elas precisam se comunicar de forma saudável e equilibrada.

O primeiro ponto importante para refletirmos é como um corpo mal nutrido pode corresponder também a uma alma que não é nutrida por Deus.

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Estar bem nutrido é dar as doses certas de nutrientes em quantidade e qualidade para o corpo. E não basta dar apenas proteínas ou só vitaminas, porque as carências alimentares vão aparecer e, junto com elas, consequentemente, as doenças.

Na nossa vida espiritual, se não nos alimentarmos pela oração, se não soubermos buscar o “alimento” certo e em quantidade certa, seremos desnutridos espiritualmente e ficaremos com a alma doente.

Na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, neste ano, o Papa Francisco nos falou, em sua homilia, sobre o verdadeiro alimento que sacia a alma: “Se olharmos ao nosso redor, daremos conta de que existem tantas ofertas de alimento que não vêm do Senhor, mas, aparentemente, satisfazem mais. Alguns se nutrem de dinheiro, outros de sucesso e vaidade; há ainda os que se alimentam de poder e orgulho. No entanto, a comida que nos alimenta verdadeiramente e que nos sacia é somente aquela que nos dá o Senhor! O alimento que Ele nos oferece é diferente dos outros, e talvez não nos pareça saboroso como certas iguarias que nos oferece o mundo.”

Outro ponto importante que podemos refletir é que para cumprirmos bem nosso trabalho e missão, é necessário ter o vigor e o ânimo que os alimentos nos trazem. Vemos isso na Palavra de Deus quando Elias, fugindo, sentiu-se desfalecer de fraqueza; então, o anjo o chamou e alimentou, enviando-o novamente para a missão.

“E o anjo do Senhor tornou uma segunda vez, tocou-o e disse: ‘Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho’. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Reis 19,7-8).

Vale lembrar que a privação de determinados alimentos parcial ou completa, como uma forma de se relacionar com Deus – prática do jejum –, não pode ser entendida apenas como uma via natural e explicável, pois aí temos toda uma mística, uma ação sobrenatural de Deus no corpo do homem.

Vemos na história de vários santos que muitos se alimentavam apenas com a Eucaristia, e ela os sustentava de forma completa, no que diz respeito também ao seu sustento físico. Santa Catarina de Sena, por exemplo, desde a idade de 20 anos, só se alimentava com a Sagrada Eucaristia. Dessa forma, podemos perceber verdadeiramente que os mistérios de Deus na vida do homem vão muito mais além do que aquilo que podemos explicar de forma fisiológica. Por isso, podemos dizer que a alimentação e a oração caminham juntos: alimentos do corpo e alimentos da alma. Nós rezamos também com o nosso corpo!

 

Cristiane Zandim,
Canção Nova

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Criaturas de Deus https://soucatequista.com.br/criaturas-de-deus/ https://soucatequista.com.br/criaturas-de-deus/#respond Thu, 26 Jun 2014 12:00:23 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42856 Wallpaper Natureza - Premium Design 3D (12)Alma é o principio da vida, alma vem do latim Anima – dai dizermos que as pessoas cheias de vida são animadas. Os seres inanimados não tem alma, por exemplo, as pedras.

As plantas, como seres vivos, têm alma vegetativa – com suas manifestações próprias: alimentam-se, respiram, crescem, reproduzem-se. Há pessoas que se limitam a estas manifestações, dai a expressão “esta pessoa na vive, mas vegeta”.

Os animais já tem um grau superior de vida – possuem alma sensitiva. Além daquelas características comuns às plantas, locomovem-se e têm maior sensibilidade (possuem órgão sensitivos).

Percebem o mundo que os cerca. Há quem se limite à simples vida animal: são as pessoas que “vivem como bichos”. Tanto a alma vegetal coma a sensitiva são mortais. Aquele “principio da vida” extingue-se com a morte da planta ou do animal.

Até a criação dos animais, podemos aceitar o surgimento da vida como o produto de uma longa evolução, durante milhões de anos. Mas Deus criou o homem no momento em que, pela primeira vez, diretamente, infundiu num corpo (que poderia provir de matéria orgânica preexistente) uma alma imortal, feita à sua imagem e semelhança. Neste momento, então, Deus criou o homem.

O importante, aqui, a considerar é a criação da alma humana. Esta, sendo espiritual, não pode ser resultado da evolução da matéria. (a matéria tende a decompor-se e não a espiritualizar-se). Nossa alma é criada diretamente por Deus, no momento em que começamos a existir. E, sendo espiritual, é imortal. É por ela que – infinitamente – nos distanciamos de todos os outros animais.

Temos então o homem, com manifestações de vida vegetativa (alimenta-se, respira, etc…), de vida sensitiva (sente e locomove-se) e vida racional (tem inteligência e vontade).

Esta última característica separa-o dos outros animais. Os atos verdadeiramente humanos são inteligentes e livres. Há, no homem, então uma condensação de toda a vida, inclusive espiritual. Na criação, o homem foi o acabamento, o arremate, a síntese.

Acima do homem, existem os anjos. Os anjos não tem vida vegetativa, nem vida sensitiva, pois não tem corpo. Eles possuem vida intelectiva (não, propriamente, racional), porque sua inteligência é intuitiva, não precisa raciocinar. Possui também liberdade e participa da vida divina. Quando nós vivemos em estado de graça, possuímos a vida divina, somos “templos do Espírito Santo”

Quanto à existência de vida em outros planetas, trata-se de questão aberta, que cabe à ciência responder. Em nenhum ponto de doutrinas católica é alterado se for provada a existência de seres vivos em outros planetas. É gratuita a idéia de que o poder de Deus, gerador de vida, só na terra pudesse manifestar-se, e que para outros mundos lhe faltasse a fórmula… Não contraria, pois, a Religião, a hipótese de outras vidas além das que, atualmente conhecemos.

É admissível a existência de seres semelhantes aos homem, que se tenham mantido em estado de graça inicial (com Adão e Eva, antes do pecado) e, neste caso, serão criaturas superiores a nós; como é possível que também tenham decaído, podendo-se admitir, ainda, a mesma ou outra forma de Redenção.

No entanto, agora tornou-se evidente que, pelo menos no sistema solar, só é possível a vida em nosso planeta. Além disso, baseando-nos em comparações, é licita a hipótese de que, em todo o universo, seja a terra o único astro em que haja vida (excluindo-se, naturalmente, a Vida em Deus, nos anjos e almas de pessoas falecidas). A comparação com o plano biológico é bastante significativa: milhões de espermatozóides se perdem para que nasça um homem.

O que a Igreja e a Razão não aceitam é a geração espontânea. É simplesmente impossível a transição de uma ou várias matérias inorgânicas para um ser vivo.

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A Eucaristia é realmente algo além de pão e vinho? https://soucatequista.com.br/a-eucaristia-e-realmente-algo-alem-de-pao-e-vinho/ https://soucatequista.com.br/a-eucaristia-e-realmente-algo-alem-de-pao-e-vinho/#respond Fri, 20 Jun 2014 14:06:38 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42933 topicNa Eucaristia, Jesus está presente com seu corpo, sangue, alma e divindade. Depois da consagração do sacerdote, ainda que o pão e o vinho mantenham a mesma aparência, sua substância muda. O fiel que se alimenta do “Pão da Vida” é profundamente transformado por Deus.

A Eucaristia é o próprio Cristo. Seu corpo, sangue, alma e divindade se encontram plenamente no pão e no vinho consagrados.

A Eucaristia é o próprio Cristo. Quando o sacerdote invoca o Espírito Santo e repete as palavras de Jesus na Última Ceia: “Este é o meu corpo que será entregue por vós” (e o mesmo com o cálice), nesse preciso momento, o pão se converte no corpo de Cristo e o vinho, em seu sangue, mas sem modificar a figura, a cor, o cheiro ou o sabor nem do pão, nem do vinho. A substância do pão se converte na substância do corpo de Cristo; a do vinho, na do sangue de Cristo.

Mas é somente a substância que muda (a realidade mais profunda), não a aparência: a Eucaristia continua mostrando as características do pão e do vinho, e não as do corpo humano. Por isso, mais uma vez, a presença de Deus está velada e não é conhecida pelos sentidos, mas somente pela fé, segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, citando São Tomás de Aquino.

Esta discreta, mas poderosa presença inspirou grandes obras de arte, surpreendendo milhões de pessoas nos últimos dois mil anos, da Última Ceia de Jesus com seus discípulos, antes da sua morte e ressurreição. O ex-ministro protestante americano Scott Hahn, convertido ao catolicismo, expressa assim a sua descoberta: “Enquanto eu via o sacerdote levantar a hóstia branca, senti que surgia do meu coração uma oração, como um sussurro: ‘Meu Senhor e meu Deus. Realmente és Tu!’”.

Jesus Cristo vivo e glorioso está presente hoje no mundo de diversas maneiras: em sua Palavra, na oração da sua Igreja, “onde dois ou mais estiverem reunidos no meu nome” (Mt 18, 20), nos pobres, nos doentes, nos presos, nos sacramentos, na Missa, no sacerdote. Mas sobretudo, substancialmente, está presente sob as formas físicas do pão de trigo e do vinho da videira, consagrados.

A presença de Cristo é real, não aparente. O próprio Jesus disse isso e a Igreja Católica o confirmou sempre, consciente da importância crucial desta verdade de fé.

Parece escandaloso reconhecer que Deus está em um pedaço de pão e que nós nos alimentemos dele. De fato, quando Jesus anunciou isso, muitos o abandonaram. E ao longo da história do cristianismo, o questionamento da presença real de Cristo na Eucaristia suscitou numerosas heresias e divisões. Apesar de tudo, Jesus e a Igreja Católica a mantiveram como elemento central. “Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida”, reafirma Jesus no capítulo 6 do Evangelho de São João; Cristo está na Eucaristia “de maneira verdadeira, real e substancial”, declara o Concílio de Trento no século XVI, rejeitando a ideia de que o sacramento seria somente um símbolo ou um sinal de um corpo ausente.

O corpo de Jesus presente nos altares, custódias e sacrários é adorado por milhões de pessoas como “verdadeiro” (verum corpus), com belíssimos hinos de grandes poetas e compositores, para diferenciá-lo de um corpo só “aparente” e também do corpo “místico”, que é a Igreja.

Por meio da sua presença real, única e misteriosa sob a aparência do pão, Jesus cumpre, de modo supremo, a sua promessa de estar conosco sempre, como afirma no final do Evangelho de Mateus.

No pão consagrado, Cristo se entrega à pessoa humana como alimento que transforma a existência e antecipa a vida em Deus e com Deus.

Assim como o grão de trigo é enterrado e se desfaz para que depois cresça uma nova espiga, com a qual se fará o pão, Jesus se entrega totalmente para que a nova vida, eterna, chegue a cada pessoa. Ele o fez em Jerusalém por volta do ano 30 e o renova em cada consagração do pão. É um dom total de amor, um sacrifício para inaugurar a passagem da morte à vida.

Graças a isso, a Eucaristia é, em palavras de Bento XVI, “o grande e permanente encontro de Deus com os homens, no qual o Senhor se entrega como ‘carne’, para que nele, e na participação em seu caminho, nós nos convertamos em espírito”. Da mesma maneira que Ele, por meio da cruz, se transformou em uma nova forma de corporeidade e humanidade que se compenetra com a natureza de Deus, esse alimento deve ser para nós uma abertura da existência, um passo através da cruz e uma antecipação da nova existência, da vida em Deus e com Deus.

Salvos de suas quedas cotidianas e unidos em comunhão, os que se alimentam do único “pão da vida” são eternamente o próprio Corpo de Cristo. Assim, a presença real de Cristo na Eucaristia antecipa a presença divina definitiva, da qual desfrutarão após a morte física, ao passar ao Pai.

Por Aleteia

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A Santíssima Trindade https://soucatequista.com.br/a-santissima-trindade-2/ https://soucatequista.com.br/a-santissima-trindade-2/#respond Fri, 20 Jun 2014 12:00:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42829 imagesVamos tentar explicar de maneira simples como é formada a santíssima trindade. Há um só Deus, em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espirito Santo. O Pai é Deus, O Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas há um só Deus. Isso é um mistério da Santíssima Trindade. A existência de um Deus trino foi-nos dada a conhecer por Jesus Cristo. É pela sua palavra que aceitamos este mistério. No Evangelho, à referencias à Santíssima Trindade: “Ide e ensinai… batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19).

Na transfiguração de Cristo, o Pai falou e o Espírito Santo manifestou-se sob a forma de uma nuvem luminosa (Mt 17, 1-5). A Antigo Testamento, já insinua este mistério. Isaías diz que os Serafins cantam nos céus: “Santo, Santo, Santo é o Deus do universo” (Is 6,3).

A natureza, tem várias analogias sobre a Santíssima Trindade. Na constituição do mundo temos, o reino animal, o vegetal e o animal; em uma planta, como partes principais temos: raiz, caule e os ramos; no homem, cabeça, tronco e membros; na família, pai, mãe e filhos; a água é encontrada nos estados, sólido, liquido e gasoso; etc….

A maior comparação, porém, esta em nossa alma. Na alma temos o principio do nosso SER. Depois temos, como próprio de qualquer criatura que tenha alma, a Inteligência, que nos permite CONHECER a VERDADE. Conhecendo a verdade, nos passamos a ter vontade de procura-la (QUERER O BEM). A verdade é o BEM. Em Deus (Trino) encontramos O SER, A VERDADE E O BEM, em sua plenitude.

Santo Agostinho explica que que Deus se conhece, este conhecimento é fruto de Sua sabedoria, (temos o Pai e o Filho). Conhecendo-se perfeito, Ele se ama e o amor (Espírito Santo) une o Pai ao Filho. Em Deus há uma natureza divina dividida em três pessoas distintas. (Pai, Filho e Espirito Santo). O Filho, ao encarnar-se, além da natureza divina, assumiu a natureza humana. “No princípio era o Verbo, e o Verbo se fez Carne e habitou entre nós”. Fez-se Carne, sem deixar de ser o Verbo.

Jesus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é Deus e homem – é uma pessoa com duas naturezas (uma divina e outra humana). Jesus, o Filho, veio á terra para nos revelar o Pai e, pelo Espírito Santo, ao Pai nos conduzir. Porém nada explica satisfatoriamente o mistério da Santíssima Trindade. Este mistério esta acima da razão e não contra. Absurdo seria a nossa inteligência limitada apreender completamente a Inteligência Suprema. Diante da grandeza do mistério da Santíssima Trindade, a melhor atitude não é de especulação, mas a de fé e amor.

 

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