ano jubilar – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 29 Mar 2016 11:50:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png ano jubilar – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 O mestre da misericórdia https://soucatequista.com.br/o-mestre-da-misericordia/ https://soucatequista.com.br/o-mestre-da-misericordia/#respond Tue, 29 Mar 2016 11:50:34 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74289 Comunidade Shalom
Aleteia

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Jesus não passa a mão em nossa cabeça e diz que não nos condena e está tudo bem. Não é isso. Ele nos mostra uma vida nova.

Estamos vivendo o Ano da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco à Igreja, que é o povo de Deus. Logo no início da Bula de proclamação desse Jubileu, o pontífice nos diz que “Jesus é o rosto da misericórdia do Pai”. É sobre isso que quero refletir nesse texto.

No Evangelho de João (Jo 8, 1-11), vemos Jesus como mestre da misericórdia. Para aquela mulher adúltera, Ele mostra o rosto do Pai através da misericórdia. Enquanto os mestres da Lei queriam viver a Lei pela Lei, apedrejando a mulher, Jesus, por outro lado, vive a Lei pela misericórdia, dando-lhe uma nova chance.

Jesus conhece e sabe da nossa miséria quando pecamos, como também sabia da miséria daquela mulher. Mas, principalmente, Jesus também sabia que não era de pedras que ela estava precisando, mas de amor, de misericórdia e, ainda mais, de perdão. Portanto, Jesus se porta como Pai (e aqui vemos o rosto do Pai), que nos acolhe como acolheu o filho pródigo. É a graça do perdão de Deus que corrige os nossos pecados, e não o castigo da Lei.

A misericórdia de Deus nesta terra não tem limites, o homem não pode impor-lhe limites. Jesus acredita sempre que nós podemos mudar, e Ele viu que aquela mulher, como eu e você, também podia assumir um rumo novo em sua vida. Jesus liberta e revela uma novidade apenas com três palavras: “Não peques mais”. Isto também se aplica a nós: “Não peques mais”.

O Papa Francisco, na mensagem para a Quaresma deste ano, diz que Jesus vai ao extremo do extremo da nossa miséria para nos resgatar. O Cristo também foi ao extremo da miséria daquela pecadora e mostrou-lhe algo que ela ainda não tinha visto: o rosto do Pai. Jesus não usa de uma falsa misericórdia que muitos querem pregar por aí, Ele não passa a mão em nossa cabeça e diz que não nos condena e está tudo bem. Não é isso. Ele nos mostra uma vida nova, adverte-nos para vivermos na graça, na santidade e longe do pecado.

Portanto, Jesus é para nós modelo. De que? De como devemos ser misericordiosos com o nosso próximo. Como? Mostrando-lhe o rosto do Pai. A atitude mais perfeita e correta que devemos ter diante da miséria do nosso próximo é a postura de Jesus misericordioso.

Quando nós nos olhamos no espelho, diferentemente dos fariseus que não se olham, vemos nossa fragilidade e nos lembramos de que fomos alcançados pela misericórdia de Deus. Nesse momento, nosso coração deveria imediatamente se encher de misericórdia diante da miséria do próximo; porque nos lembraríamos de que um dia estávamos também naquele estado e Deus agiu com misericórdia para conosco, e continua a agir. É tocando na miséria do outro que nos abrimos à misericórdia.

Quando aqueles que queriam apedrejar a mulher adúltera saiam um a um, “só duas pessoas permaneceram, a miserável e a Misericórdia”, diz Santo Agostinho. Assim acontece no confessionário: só ficam duas pessoas, a miserável e a Misericórdia. Peçamos a graça de um coração misericordioso como o de Jesus. Shalom!

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Quem são os missionários da misericórdia? https://soucatequista.com.br/quem-sao-os-missionarios-da-misericordia/ https://soucatequista.com.br/quem-sao-os-missionarios-da-misericordia/#respond Fri, 12 Feb 2016 11:14:45 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=72809 Rádio Vaticano

papa

Afinal, quem são esses padres especialmente escolhidos pelo Papa Francisco e qual é a missão deles durante o Ano Santo da Misericórdia?

O Papa Francisco recebeu em audiência no final da tarde de terça-feira, dia 09 de fevereiro, no Vaticano, os missionários da misericórdia.

Trata-se de sacerdotes indicados por várias dioceses do mundo por suas capacidades pastorais, espirituais e de escuta. A eles, o Papa confia a missão de serem anunciadores do Ano Santo em suas igrejas, um período para encontrar e experimentar a misericórdia de Deus. Os requisitos são: ser confessor humilde e sábio, capaz de perdoar a quem se aproxima deste sacramento.

Assim escreve Francisco na Bula de convocação do Jubileu: os missionários “serão um sinal da solicitude materna da Igreja pelo povo de Deus, para que entre em profundidade na riqueza deste mistério tão fundamental para a fé”.

“Serão, sobretudo, sinal vivo de como o Pai acolhe a todos aqueles que andam à procura do seu perdão. Serão missionários da misericórdia, porque se farão, junto de todos, artífices de um encontro cheio de humanidade, fonte de libertação, rico de responsabilidade para superar os obstáculos e retomar a vida nova do Batismo.”

Francisco pede aos bispos que convidem e acolham estes missionários, para que sejam, antes de tudo, pregadores convincentes da misericórdia. O Pontífice pede ainda que as dioceses organizem “missões populares”, de modo que estes missionários sejam anunciadores da alegria do perdão.

Aborto e pecados reservados à Sé Apostólica

A todos os sacerdotes, o Papa concedeu para este Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado do aborto. Aos missionários da misericórdia, deu a autoridade de perdoar também os pecados que são reservados à Sé Apostólica.

São cinco, de acordo com o Direito Canônico: a profanação das espécies consagradas, a violência física contra o Papa, a ordenação episcopal sem o mandato pontifício, a tentativa de absolvição do cúmplice num pecado contra o sexto mandamento e a violação direta do segredo da confissão.

Os missionários são mais de 1 mil e provêm de todos os continentes, inclusive de regiões de especial significado, como China, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Egito.

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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016 https://soucatequista.com.br/mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-2016/ https://soucatequista.com.br/mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-2016/#respond Fri, 29 Jan 2016 11:03:12 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=72429 brasão-papa_-modificações1

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016
Terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Boletim da Santa Sé

“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).

As obras de misericórdia no caminho jubilar

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada

Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordi? Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia

O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.

Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordi? Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.

Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordi? Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

3. As obras de misericórdia

A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.

Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).

Vaticano, 4 de Outubro de 2015

Festa de S. Francisco de Assis

FRANCISCUS

Via Canção Nova

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