Ano Litúrgico – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 16 Apr 2019 11:00:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Ano Litúrgico – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Por que o ano litúrgico é separado em A, B e C? https://soucatequista.com.br/por-que-o-ano-liturgico-e-separado-em-a-b-e-c/ https://soucatequista.com.br/por-que-o-ano-liturgico-e-separado-em-a-b-e-c/#respond Tue, 16 Apr 2019 11:00:52 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86086 Antes de falarmos, propriamente, da divisão do ano litúrgico, vale recordar, primeiro, o valor daquilo que celebramos. Em cada Santa Missa, celebramos o mistério de nossa salvação. Em cada Eucaristia celebrada Cristo nasce, morre e ressuscita. Tocamos, desse modo, no coração da fé católica. Cristo se fez homem para salvar todos os homens. Assim como em Adão todos pecaram, e por isso decaíram, em Jesus, todos são salvos e por isso elevados.

O apóstolo Paulo, na Carta aos Timóteo, afirmou que Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tim 2,4). Para que isso se realizasse, Ele foi capaz de tudo, inclusive de se fazer homem como nós, em tudo, menos no pecado (Heb 4,15). A “sua humanidade foi, na unidade da pessoa do Verbo, o instrumento da nossa salvação. Por isso, em Cristo se realizou plenamente a nossa reconciliação e se nos deu a plenitude do culto divino” (Sacrosanctum Concilium, n. 5).

Salvação

Precisamos compreender que tudo na liturgia é voltado para nossa salvação, inclusive a maneira como o ano litúrgico é dividido. A Igreja, em cada Eucaristia, faz memória da obra de salvação do seu Divino Esposo (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 102).

Enquanto o ano civil começa dia 1º de janeiro, o ano litúrgico inicia-se, na maioria das vezes, no final de novembro ou início de dezembro; tendo em vista que o ano litúrgico começa com o tempo do Advento, quatros semanas antes do Natal. Seu término coincide com a Solenidade de Cristo Rei, no ano civil seguinte.

Por que a divisão dos anos?

Comumente, o ano litúrgico é dividido em ano A, B e C. Por que dessa divisão? Maneira pedagógica de as leituras lidas aos domingos voltarem a ser lidas novamente após três anos. Na liturgia do domingo, são lidas duas leituras, uma do Antigo Testamento e outra do Novo Testamento, acompanhada do Salmo e Evangelho.

Nesta divisão, cada Evangelho tem seu lugar próprio e exclusivo. No ano A, é lido o Evangelho de São Mateus; no ano B, lê-se o Evangelho de São Marcos; no ano C, lê-se o Evangelho de São Lucas. Quanto ao Evangelho de São João, ele é lido, de modo particular, em ocasiões especiais, isto é, festas e solenidades.

As leituras narram a vida de Jesus

Uma particularidade dessa divisão: o cristão que acompanha, assiduamente, os três ciclos litúrgicos – A, B e C – tem uma visão geral de toda a Sagrada Escritura, tendo em vista que nos três anos são lidas as principais leituras que narram a história da salvação. Sejam as leituras do Antigo Testamento, que anunciam a vindo do Messias, seja a do Novo Testamento, que relata sua chegada.

A leitura de cada Evangelho, acompanhada das demais leituras, leva o fiel a percorrer, em ordem cronológica, toda a vida de Jesus, isto é, desde o nascimento à ascensão. A liturgia de cada tempo litúrgico relata uma realidade da vida de Jesus. O Advento possui dupla característica: a primeira vinda de Jesus, celebrada com a festa do Natal, bem como a expectativa da segunda e definitiva vinda de Jesus nos fins dos tempos.

No Natal, recorda-se o mistério da Encarnação. Jesus, para salvar o gênero humano, fez-se homem e veio habitar entre nós (cf. Jo 1,14). Em seguida, no tempo comum, o fiel aprende sobre a vida pública de Jesus, sua missão como Filho de Deus. O cume de todo tempo litúrgico é a festa da Páscoa, celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O término do ano litúrgico se dar com a festa de Cristo Rei do Universo. Esperança da parusia final. Jesus reinará sobre todas as nações.

Em suma, os tempos litúrgicos alimentam a fé e renova, no coração de cada crente, a certeza da salvação. Bem como leva o cristão a entender que o tempo cronológico é passageiro. A liturgia nos leva a passar do “cronos” para o “kairós”, isto é, tempo da graça de Deus. A liturgia nos recorda que chegará um dia que “não haverá mais noite, não se precisará mais da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus vai brilhar sobre todos” (Ap 22,5). Em casa liturgia, saímos do cronos e somos introduzidos no kairos, tempo de Deus.

Por Elenildo Pereira -Candidato às Ordens Sacras na Comunidade Canção Nova, via Canção Nova

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TEMPO DO ADVENTO E NATAL DO SENHOR https://soucatequista.com.br/tempo-do-advento/ https://soucatequista.com.br/tempo-do-advento/#respond Wed, 02 Nov 2016 14:43:49 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=77352 TEMPO DO ADVENTO


A palavra “advento” tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (a Parusia). Assim, a Igreja comemora a vinda do Filho de Deus entre os homens (aspecto histórico) e vive alegre expectativa da segunda vinda d’Ele, em poder e glória, em dia e hora desconhecidos (aspecto escatológico).

Como se estrutura o Tempo do Advento

adventoO tempo do Advento não tem um número fixo de dias e depende sempre da solenidade do Natal. Ele começa na tarde (1ª Vésperas) do primeiro domingo após a Solenidade de Cristo Rei e se desenvolve até o momento anterior à tarde (1ª Vésperas) do Natal. Ele possui quatro semanas e, por isso, quatro domingos celebrativos. O terceiro domingo do Advento é chamado de domingo da alegria (gaudete, em latim) por causa da antífona de entrada da missa (Alegrai-vos sempre no Senhor), mostrando a alegria da proximidade da celebração do Natal. O tempo do Advento se divide em duas partes. A primeira, que vai até o dia 16 de dezembro, é marcada pela espera alegre da segunda vinda de Jesus. A segunda, os dias que antecedem o Natal, se destaca pela recordação sobre o nascimento de Jesus em Belém.

As figuras bíblicas principais do Advento

Dois personagens bíblicos ganham destaque na celebração do Advento: Maria e João Batista. Ela porque foi escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, e ele porque foi vocacionado a ser o precursor do Messias. Ela se torna modelo do coração que sabe acolher a Palavra e gerar Jesus. Ele se torna modelo de uma vida que sabe esperar nas promessas de Deus e agir anunciando e preparando a chegada da salvação. Em ambos se manifesta a realização da esperança messiânica judaica e o anúncio da plenitude dos tempos.

“Atentos e vigilantes”

A espiritualidade do Advento é marcada por algumas atitudes básicas: a preparação para receber o Cristo; a oração e a vivência da esperança cristã. A preparação para receber o Senhor se dá na vivência da conversão e da ascese. Precisamos ter um olhar atento sobre nós e a realidade que nos cerca e nos empenharmos para correspondermos com a ação do Espírito de Deus que quer restaurar todas as coisas. O nosso relacionamento com o nosso corpo e os nossos afetos, com nossos familiares e pessoas íntimas, nossa participação na vida eclesial e social devem estar no foco de nossa atenção. A preparação para celebrar o Natal demanda uma confissão sacramental bem feita e um propósito firme de renovação interior.

“Orai a todo momento”

Este tempo é marcado por uma vivência mais profunda da vida de oração. A leitura orante deste período nos coloca em contato com as profecias de salvação do Antigo Testamento, com a expectativa que os cristãos da Igreja primitiva tinham da Parusia e com os eventos principais que antecederam o nascimento de Jesus. A recordação dos eventos que antecederam a primeira vinda de Cristo se torna a base da preparação da Igreja para o novo Advento do Senhor. A Santa Missa e a Liturgia das Horas são os principais momentos celebrativos. Os exercícios de piedade, como a oração e a meditação dos mistérios gozosos do Rosário, a oração do Angelus Domini e a Novena de Natal podem ser um caminho feliz para a vivência da oração comunitária neste tempo.

“Para ficardes em pé diante do Filho do Homem”

Cada um de nós, apesar do pecado e do mal que nos cerca, deve desejar sempre mais a felicidade, aceitando que, em última análise, ela é o Reino dos Céus, a vivência em comunhão plena e eterna com Deus. Para isto é necessário vivermos dirigindo nossa vida para esta meta, colocando nossas forças no socorro da graça do Espírito Santo. Deus já nos criou desejando a felicidade. Contudo, por causa do pecado, vamos procurando nas criaturas aquela completude que só pode ser vivida na comunhão com o Criador. O Advento nos propõe entendermos todas as coisas na sua relação com Deus e usarmos elas como meios de estarmos com Ele, colocando nossa esperança nas realidades que não passam.

 

NATAL DO SENHOR

Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

natal“…José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor’.” (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!

Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros. Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós!

Fontes: Por Pe. Vitor Gino Finelon e Prof. Felipe Aquino

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Ano Litúrgico https://soucatequista.com.br/ano-liturgico/ https://soucatequista.com.br/ano-liturgico/#respond Sat, 20 Aug 2011 00:16:56 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=5076 O Ano Litúrgico é o “Calendário religioso”. Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como base as fases da lua. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. São como dois pólos em torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.

O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:

CICLO DO NATAL

ADVENTO
(Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.)

Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa

NATAL
(Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.)

Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca

TEMPO COMUM

1ª PARTE
(1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.)

Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde

2ª PARTE
(2ª parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.)

Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde

CICLO DA PÁSCOA

QUARESMA

Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa.

Não se diz “Aleluia”, nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.

Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa

PÁSCOA

Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra.

No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes. (Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.)

Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca

Importante:
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.

O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino.” (CNBB – Documento 43, 132).

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CORES LITURGICAS https://soucatequista.com.br/cores-liturgicas/ https://soucatequista.com.br/cores-liturgicas/#respond Mon, 21 Mar 2011 20:28:00 +0000 https://soucatequista.com.br/?guid=0a506a806492a1bb79c8b1fee021d457

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