atitudes – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 02 Jul 2014 13:13:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png atitudes – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Para que violência https://soucatequista.com.br/para-que-violencia/ https://soucatequista.com.br/para-que-violencia/#respond Wed, 02 Jul 2014 13:13:13 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43229 violencia-1Algumas atitudes que, em várias ocasiões praticamos, são bastante contraditórias, porque trazem consequências preocupantes para a realidade atual da sociedade. Quando falamos de violência, de vingança, de ódio, de bondade, de mansidão, de amor etc., pensamos em ações feitas com o uso da liberdade, supondo também a prática da responsabilidade.

Mas não é isto que temos visto em muitas ocasiões da sociedade moderna. A palavra “violência” tem tomado uma direção assustadora, que desinquieta as pessoas das variadas condições no seu estado de vida. As práticas violentas têm atingido os ricos e os pobres, inclusive eliminando vidas de pessoas totalmente inocentes.

Podemos dizer que as violências têm ressonância nos aspectos da vida militar, política, intelectual, cultural e religiosa. Mas para que tanta violência se a vida pode ser saudável quando praticamos a bondade e somos fraternos? Parece que falta humildade no coração das pessoas e, por isto, não são capazes de perdoar.

Convivemos com uma situação constante e preocupante de medo generalizado. Dizemos que a causa está na má distribuição dos bens da natureza. Culpamos a incidência da droga, do narcotráfico, da política mal conduzida, da ganância e coisas mais. Creio que falta um olhar para o testemunho de Jesus Cristo e para os indicativos de paz que Ele nos dá, que são encontrados em diversos textos bíblicos.

A mansidão de Jesus faz com que o seu jugo seja leve, seja contra qualquer atitude vazia de autossuficiência, de orgulho e de ostentação. Ele é mestre na prática de humildade, manso de coração e contra todo tipo de violência destruidora das pessoas. Não podemos ficar esperando resultado positivo e duradouro vindo da violência.

O violento sempre quer ter razão. O único argumento contra ele é constituído de humildade, de mansidão e de abertura do coração para Deus. As práticas desumanas e egoístas são contra os critérios da vida e contra a liberdade dos filhos de Deus. Terrorismo e banditismo são provocadores de novas violências e insegurança para toda a sociedade. Com isto vivemos armados uns contra os outros.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Coração, santuário onde me encontro com Deus https://soucatequista.com.br/coracao-santuario-onde-me-encontro-com-deus/ https://soucatequista.com.br/coracao-santuario-onde-me-encontro-com-deus/#respond Thu, 24 Apr 2014 12:47:11 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41176 topicO Padre Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, começou a falar, em seus últimos anos de vida, do “santuário do coração”. De toda a rede de santuários, o mais importante, para ele, é justamente o santuário do coração.

Mas como era sua concepção do coração como santuário? Para o Pe. Kentenich, o nosso coração é um santuário de Nossa Senhora. Ela modela e transforma nosso coração, tornando-o cada vez mais uma morada de Deus e templo da Santíssima Trindade. Cada um é e há de ser um santuário vivo, habitado pelo Deus uno e trino, consagrado e entregue a Ele.

Todos nós aprendemos esta verdade nas aulas do catecismo. E todos nós já lemos alguma vez na Bíblia sobre este mistério: “Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?”.

Mas a pergunta é: será que vivemos realmente este mistério? Podemos apenas conhecê-lo, mas estar pouco unidos e vinculados a este Deus que mora em nós. Talvez estejamos buscando Deus fora, quando na verdade Ele está dentro de nós. Por isso, precisamos buscá-lo muito mais em nosso interior, no fundo da nossa alma.

Depois de encontrar Deus no nosso coração, a grande tarefa é vincular-nos a Ele. O Pe. Kentenich sugere três atitudes para viver esta relação com Deus:

1. Olhar com fé para o Deus do meu coração: perceber sua presença e contemplá-lo, ver o que Ele fala e como age em mim, aprender a fazer silêncio, a parar de vez em quando.

2. Falar com o Deus que mora no meu coração: aprender a conversar com Ele ao longo do dia sobre as minhas coisas, minhas preocupações, anseios; orar espontaneamente, rezar jaculatórias, expressar-lhe meu amor filial.

3. Fazer sacrifícios pelo Deus do meu coração: para manifestar-lhe meu amor maduro e tornar-me solidário com Cristo sofredor, oferecer-lhe meu capital de graças, ou seja, minha luta diária por superar-me e crescer em santidade.

O Pe. Kentenich explica, a respeito disso: “Se nós, homens modernos, descobríssemos novamente Deus dentro de cada um, então sempre nos sentiríamos tranquilos, serenos e seguros. Se redescobrimos o Senhor em nosso interior, e a ação do Espírito Santo, isso será de grande importância para a nossa vida espiritual e também para a nossa saúde mental e física” (“Meu coração, teu santuário”, 60).

Daí vem a importância do santuário-coração. Nele, aprendemos a nos vincular às pessoas do mundo sobrenatural: Maria, Cristo, Deus Pai, o Espírito Santo. Nele, recebemos as graças do arraigo profundo, da transformação interior, da fecundidade apostólica. E, assim, vamos crescendo e amadurecendo, até nos tornarmos santuários vivos de Nossa Senhora e de Deus.

Entre estes vínculos, o mais importante é o vínculo com Deus Pai. Este é o principal desafio do nosso santuário do coração: crescer em nossa atitude de filhos diante dele. Isso é decisivo para a nossa felicidade pessoal. Da nossa condição de filhos depende também nosso êxito como apóstolos.

Esta é a atitude de um filho adulto que compartilha responsabilidades com seu Pai, que forja história junto dele. É um filho que luta por um mundo digno do Pai, no qual reinam os valores da verdade, da justiça e do amor. É um filho que se sente chamado a construir a nação de Deus Pai, forjar um reflexo do seu Reino celestial no meio do nosso mundo.

Perguntas para a nossa reflexão:

1. Eu sou esse santuário vivo que irradia o amor ao Senhor, a união indissolúvel com o coração de Deus?

2. Sinto-me construtor de um mundo novo?

3. Que atitude concreta posso adotar para me relacionar com o Deus do meu coração?

Por Pe. Nicolás Schwizer via Aleteia

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