beato – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 04 Nov 2024 15:03:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png beato – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 O Processo Eclesial para Ser Declarado Santo: O Processo de Beatificação e de Canonização https://soucatequista.com.br/beatificacao-e-canonizacao/ https://soucatequista.com.br/beatificacao-e-canonizacao/#respond Fri, 01 Nov 2024 15:22:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78509 A beatificação é  quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-aventurado), geralmente, atende ao anseio de uma comunidade específica (um país, uma ordem religiosa etc.), porém, faltando ainda àquela nota de universalidade típica do ser católico.

A canonização, a canonização é quando o Papa declara que um beato é Santo, com aconteceu com Santa Paulina (de Beata Paulina passou a ser chamada Santa Paulina; o mesmo deverá acontecer um dia com os outros nossos beatos).

 

Diferenças

O núcleo da diferença entre um ato e o outro é o fato de que, na beatificação não existe um pronunciamento explícito quanto à certeza de que a pessoa beatificada está na glória do céu. Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa. Isso significa que ela viveu as virtudes cristãs de forma heroica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário).

Já na canonização existe essa atestação pontifícia, tanto vida virtuosa como modelo de santidade, quanto da certeza de que aquela pessoa declarada encontra-se na Igreja triunfante.

O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 828, diz que:

Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores.

A salvação está disponível para todos, para tanto, existe o Purgatório. Já a santidade é para poucos, pois, o santo é aquele que viveu de tal forma a vida em Cristo que não necessitou do remédio do Purgatório e ao morrer foi direto para o céu.

A canonização é uma sentença definitiva e irrevogável, na qual o Papa afirma, utilizando-se do seu poder pontifício, que aquela pessoa viveu de forma extraordinária a graça do primeiro mandamento que é amar a Deus sobre todas as coisas e que, por causa disso, serve como modelo para todos aqueles que almejam viver a mesma Graça.

 

Semelhanças

A primeira semelhança entre a beatificação e a canonização é que ambas falam que essas pessoas tiveram uma vida virtuosa e santa.

A segunda semelhança é que, na região onde o beato viveu, ambas permitem ali o seu culto público. Isso levanta uma questão: se formos olhar pela conveniência pastoral, ou seja, o proveito espiritual dos fiéis, nos países onde o beato viveu, a beatificação já é pastoralmente suficiente, pois permite o seu culto público. Os beatos ali já fazem parte do centro da vida da Igreja, que é a liturgia.

 

As etapas de um processo de canonização

Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus, que é o caso de Irmã Dulce. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

 

O processo das virtudes ou do martírio

Existem duas situações diferentes para se considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir, ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. Assim, esse primeiro processo pode ser de dois tipos diferentes: um processo cujo objetivo é examinar as virtudes de alguém, e outro cujo objetivo é constatar se houve martírio. Para o caso das virtudes, quando esse processo se conclui, declara-se que essa pessoa viveu as Virtudes cristãs de forma heroica. É feito o Decreto da Heroicidade das Virtudes, e a pessoa recebe o título de Venerável. Exemplo: Foi feito o processo das virtudes do Servo de Deus Frei Galvão. Esse processo chegou ao fim e concluiu-se que ele viveu as virtudes de forma heroica, podendo ser considerado um exemplo de cristão. Ele recebeu o Decreto das Virtudes em 17 de dezembro de 1996, e passou a ser chamado de Venerável Frei Galvão.

Para o caso do martírio, quando esse processo se conclui, declara-se que essa pessoa foi realmente um mártir. É feito o Decreto Sobre o Martírio, e a pessoa recebe também o título de Venerável. Exemplo: Foi feito o processo sobre o martírio dos Servos de Deus André de Soveral e demais companheiros. Esse processo chegou ao fim e concluiu-se que essas 30 pessoas haviam sofrido um martírio real, no sentido teológico do termo.

Receberam então o Decreto sobre o Martírio em 21 de dezembro de 1999 e passaram a ser chamados  Venerável André de Soveral e seus companheiros mártires (nossos queridos mártires do Rio Grande do Norte).

 

Veneráveis

Na verdade, receber o título de Venerável é a parte mais importante de uma causa de canonização, a mais trabalhosa e exigente. É nesse processo que se estuda minuciosamente, até a exaustão, toda a vida da pessoa, ou, no caso de martírio, todas as circunstâncias do mesmo. Além da vida e das  virtudes, analisa-se também se essa pessoa tem realmente fama de santidade, o que é muito importante, pois indica uma moção do Espírito Santo em torno dela. A partir do decreto de Venerável a Congregação para as Causas dos Santos não vai mais examinar a vida e os atos de um Servo de Deus, se ele viveu realmente como um exemplo de cristão ou não, se pode ser Venerado pelos fiéis, ou se foi realmente um mártir pela fé em Cristo. Também o que ele escreveu ou ensinou não é mais objeto de estudo ou julgamento. Vou repetir, com outras palavras: uma vez declarado Venerável, encerram-se as análises sobre seus escritos, ou as coisas que ele fez, ou sobre os seus trabalhos, a forma como viveu, os depoimentos das testemunhas, etc. Nada mais disso tudo será investigado, pois não é mais questionado. Não é mais questionado porque já foi exaustivamente analisado. Não são mais motivo para dúvida. Página virada. Ora, isso é muito importante! É uma altíssima distinção! O passo mais difícil já foi dado. Agora só faltam os milagres para que eles se tornem beatos ou santos, e o processo do milagre, em si, não tem nada a ver com a vida do servo de Deus. Definitivamente, são considerados exemplo para os fiéis.

 

O processo do milagre para a beatificação

É iniciado um novo processo, mas desta vez para se avaliar se ocorreu um milagre ou não a partir da invocação de um Servo de Deus. O processo vai analisar detalhadamente o caso clínico ocorrido, com uma minúcia extrema.  Exemplo: Vamos supor  que apareça alguém dizendo que recebeu uma grande graça depois de ter rezado a Frei Galvão. O seu caso vai ser investigado para ver se ocorreram duas coisas: primeiro, se foi milagre de verdade; segundo, se foi por intercessão de Frei Galvão realmente (poderia ter sido por intercessão de outro santo). Se ao final do processo tudo for comprovado positivamente, dá-se o Decreto sobre o Milagre e o Venerável Servo de Deus pode ser beatificado. Foi o que aconteceu com o Venerável Frei Galvão em 1997. O papa anunciou então a sua beatificação, o que ocorreu em 1998. Ele se tornou Beato Frei Galvão.

 

Veneráveis Mártires: Beatos Mártires

Aqui ocorre um procedimento diferente: os mártires são dispensados do milagre para a beatificação. Uma vez Veneráveis, já se espera a futura cerimônia onde serão declarados Beatos. Foi o que ocorreu com os Veneráveis André de Soveral e companheiros: depois do decreto sobre o martírio em dezembro de 1998, ocorreu a sua beatificação em março de 2000.

 

O processo do milagre para a canonização

Também é um processo para se analisar um suposto milagre. O processo em si é feito exatamente da mesma forma que o processo do milagre para a beatificação. Existe apenas uma diferença: deve ser um milagre ocorrido após a beatificação. Exemplos: Madre Paulina foi beatificada em outubro de 1991;  em junho de 1992 ocorria o segundo milagre (a cura de Isa Bruna, em Rio Branco, AC). Esse milagre pode então ser considerado válido para a canonização. Encerrado esse processo em julho de 2001, ela foi declarada santa em maio de 2002.O Beato Pe. José de Anchieta tem várias curas prodigiosas a ele atribuídas, mas não adianta serem analisadas como supostos milagres pois ocorreram antes de 1980, data da sua beatificação. Deve-se aguardar o surgimento de novas graças, para que se aprove um milagre para a canonização.

 

Esquema geral

“Servo de Deus” é o primeiro título que a pessoa recebe, quando se introduz a sua causa de canonização; o segundo título é o de “Venerável”, quando o processo conclui que a pessoa viveu as virtudes cristãs de forma heroica, ou que sofreu realmente o martírio; o terceiro título é o de “Beato”, quando se comprova a existência de um milagre obtido pela sua intercessão (através do processo do milagre); e o último e mais importante é o de “Santo”, quando um segundo milagre é aprovado.

 

Com informações dos sites Padre Paulo Ricardo, Agência Ecclesia, Catolicismo Romano, Canção Nova e Santos do Brasil

 

Saiba mais:

 

]]>
https://soucatequista.com.br/beatificacao-e-canonizacao/feed/ 0
Memória do Beato Batista Spagnoli: “O humanista mais santo” https://soucatequista.com.br/memoria-do-beato-batista-spagnoli-o-humanista-mais-santo-e-o-santo-mais-humanista/ https://soucatequista.com.br/memoria-do-beato-batista-spagnoli-o-humanista-mais-santo-e-o-santo-mais-humanista/#respond Sat, 17 Apr 2021 12:00:13 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3476 “Lendo a Sagrada Escritura, encontrarás eficaz remédio para as dores do corpo e os sofrimentos da alma. A meu ver, não há outro escrito, por mais esmerado que seja no conteúdo doutrinal e mais perfeito na elegância da forma, que possa consolar mais as almas aflitas e aliviá-las de seus anseios.” (Do livro Beato Batista Spagnoli, Presbítero: ‘A Paciência’)

 

Hoje celebramos a memória do Beato Batista Spagnoli ou Mantuano.  “O Virgílio cristão”; “O Príncipe dos poetas latinos do Cristianismo”; “O humanista mais santo e o santo mais humanista”… Tudo isto se disse deste santo carmelita, que nasceu a 17 de abril de 1447 em Mântua.

Filho de Pedro Moldovar, de origem espanhola, e de Constança Maggi, de Bréscia. Fez os primeiros estudos na cidade natal e, depois, frequentou várias Universidades, despertando em toda a parte a atenção pela sua inteligência e, sobretudo, pela imaginação poética. Sendo ainda muito jovem, ingressou na Congregação Mantuana que era uma espécie de Reforma, mas dependente do Padre Geral da Ordem do Carmelo, na qual veio a professar em 1464.

>>> Conheça o santoral carmelita

Pela sua inteligência e pelas virtudes que adornavam a sua alma, logo ganhou a confiança dos superiores e por isso lhe confiaram grandes empresas. Ainda não tinha completado 20 anos quando pronunciou o discurso no Capítulo Provincial. Depois desempenhou vários e delicados cargos como Prior de diversos conventos, Mestre e definidor até que chegou ao cargo de maior responsabilidade em 1483, quando foi eleito Vigário Geral de toda a Congregação, sendo depois reeleito por cinco vezes consecutivas, até que em 1513 foi eleito Prior Geral de toda a Ordem do Carmo. Durante o tempo em que foi Vigário da Congregação Mantuana fundou um convento reformado na Igreja de S. Crisógono, em Roma e outro na Basílica de Loreto, que os carmelitas assumiram por vários anos. O escrúpulo dos reformados, que se incomodaram com a contínua peregrinação dos fiéis, levou-os a deixar a guarda da Basílica em 1497.

Muito trabalhou em favor da Igreja e da Ordem. Expandiu a mesma Ordem e lutou para que a observância regular se vivesse em toda ela com grande perfeição. Tomou parte em várias Comissões e Empresas Pontifícias joias e no V Concílio de Latrão.

>>> Seja um carmelita

Em favor da Ordem escreveu um precioso tratado: “Apologia da Ordem Carmelita”. Em prol da Igreja escreveu vários tratados e muitas poesias, defendendo o Papa e a própria Igreja contra os que a atacavam.

Travou grande amizade com os homens mais famosos do seu tempo, tirando proveito disso para atrair para Cristo esses homens por vezes tão afastados da fé. O famoso João Pico de la Mirándola diz-se que com Galileu Galilei foi o mais sábio de todos os séculos tinha-o em alta estima e dizia que os versos do nosso Beato “eram divinos e santíssimos”.

Escreveu mais de 50.000 versos sobre os mais diferentes assuntos, sempre, como é natural, para levar almas a Cristo e para estender a doutrina do Evangelho, e em defesa da Igreja. Foi sem dúvida alguma um dos humanistas mais ilustres e mais conhecidos do seu tempo e, como alguém disse, “colocou a serviço de Cristo a sua prodigiosa veia poética”.

A dedicação aos seus delicados cargos e o trato com as personalidades mais famosas do seu tempo não o distraíam da vivência do seu carisma ou ideal carmelitano, baseado sobretudo na vida de oração e num terno amor à Virgem Maria. Sobre a sua vida de oração a que dedicava várias horas por dia, e nada nem ninguém conseguia que a descuidasse, escreveu, ainda noviço, a seu pai que procurava dissuadi-lo da vida que acabava de abraçar: “Se queres saber o que fazemos e em que empregamos o nosso tempo, dir-to-ei numa só palavra: ORAMOS”.

“Com efeito, quando me senti abatido pelas muitas preocupações inerentes à vida mortal, procurei sempre refúgio nos Livros Sagrados como em rochedo seguro e aí, encontrei o remédio oportuno para os sofrimentos da alma e o almejado consolo, sem que frustassem jamais as minhas esperanças e desejos.”

Não obstante ser de avançada idade, empreendeu a obra reformadora da Ordem com entusiasmo, seja por si mesmo, seja por meio de delegados enviados às diversas Províncias. Morreu aos 68 anos de idade, a 20 de março de 1516, sem ter terminado o triênio de seu governo. Foi um insigne humanista e grande devoto de S. José.

O futuro São Pio X, sendo bispo de Mântua, em 1885, quando o Papa Leão XIII beatificou o nosso Mantuano, pronunciou um precioso discurso. Entre outras coisas, disse: “Muitas e admiráveis foram as coisas que o Beato Mantuano fez pela Ordem Carmelita… Por ele, este Instituto do Carmelo chegou à sua máxima glória, povoando a Igreja de Santos e de habitantes o céu…” Cheio de méritos, morreu em Mântua a 20 de Março de 1516.

Oração:

Senhor, que fizestes do bem-aventurado Baptista, servo fiel de Maria, um admirável defensor e pregador da vossa Palavra, concedei-nos, por sua intercessão, que sem cessar meditemos com Maria a vossa palavra e com Ela cantemos os vossos louvores por toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Fonte: Província Carmelitana Pernambucana

 

 

 

]]>
https://soucatequista.com.br/memoria-do-beato-batista-spagnoli-o-humanista-mais-santo-e-o-santo-mais-humanista/feed/ 0
Médicos do Vaticano aprovam milagre de Tito Brandsma, O.Carm. https://soucatequista.com.br/medicos-do-vaticano-aprovam-milagre-de-tito-brandsma-o-carm/ https://soucatequista.com.br/medicos-do-vaticano-aprovam-milagre-de-tito-brandsma-o-carm/#respond Fri, 27 Nov 2020 12:42:32 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10023  

Nesta quinta-feira, 26 de novembro, o conselho médico, nomeado pela Congregação para as Causas dos Santos, reconheceu a inexplicabilidade científica da cura de Padre Michael Driscoll, O.Carm., atribuída à intercessão do bem-aventurado Tito Brandsma, O.Carm.

Esta é a primeira e fundamental etapa do processo de canonização. Os próximos passos previstos são: a análise do Congresso Especial dos Consultores Teológicos, que deverá avaliar positivamente o nexo de causalidade entre a invocação ao Beato Tito Brandsma e a cura de Padre Michael Driscoll, além de outros requisitos teológicos exigidos pela legislação; a realização da Sessão Ordinária de Cardeais e Bispos membros da Congregação e, finalmente, se todas as passagens forem bem-sucedidas, posteriormente, após solicitar a opinião dos Cardeais e Bispos residentes em Roma e arredores, o Sumo Pontífice convocará o Consistório Ordinário, durante o qual confirmará a opinião dos Cardeais e Bispos e anunciará a data da canonização.

Rezemos pela alegria de poder registrar o mais rápido possível o nome de Tito Brandsma na lista dos Santos da Igreja.

Leia também: Tito Brandsma – um homem para o nosso tempo

Fonte: CITOC Online

 

]]>
https://soucatequista.com.br/medicos-do-vaticano-aprovam-milagre-de-tito-brandsma-o-carm/feed/ 0