Caminho – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 06 Jul 2020 12:45:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Caminho – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Tema da Campanha da Fraternidade 2020 inspira Festa do Carmo em Mogi das Cruzes https://soucatequista.com.br/tema-da-campanha-da-fraternidade-2020-inspira-festa-do-carmo-em-mogi-das-cruzes/ https://soucatequista.com.br/tema-da-campanha-da-fraternidade-2020-inspira-festa-do-carmo-em-mogi-das-cruzes/#respond Mon, 06 Jul 2020 12:45:10 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9277  

Paróquias, comunidades e santuários da Província Carmelitana de Santo Elias já se preparam para vivenciar uma profunda experiência de fé e devoção, através da Novena e Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. Inspirados pela passagem bíblica que norteou a Campanha da Fraternidade neste ano de 2020 (“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” – Lc 10, 33-34), a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Mogi das Cruzes (SP), realizará seu novenário de 7 a 15 de julho, sempre às 19h30min, com transmissão, ao vivo, pelo YouTube e Facebook, refletindo sobre o “Caminho Espiritual Carmelitano: Fraternidade e Vida – Dom e Compromisso”.

No dia dedicado à Virgem do Carmo, 16 de julho, missas serão celebradas às 7h, 10h, 12h, 15h e 19h30min, sendo esta última transmitida, ao vivo, pelas redes sociais. Os frades carmelitas informam que as assembleias serão reduzidas, a fim de evitar aglomerações, de acordo com decreto estadual. Além das celebrações litúrgicas, a comunidade também prepara uma quermesse no formato drive-thru nos finais de semana dos dias 10, 11, 12 e 17, 18 e 19 de julho.

A Paróquia Nossa Senhora do Carmo fica na Rua Dr. Antônio Cândido Vieira, 620, Mogi das Cruzes. Mais informações pelo telefone: (11) 4799-3320.

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Escolhas de Deus https://soucatequista.com.br/escolhas-de-deus/ https://soucatequista.com.br/escolhas-de-deus/#respond Mon, 23 Jan 2017 09:29:52 +0000 https://soucatequista.com.br/escolhas-de-deus.html Sob a ação da fé, na ação divina, e baseados nas Palavras da Escritura Sagrada, podemos dizer que Deus faz escolhas entre as pessoas. Mas na preferência estão os pequeninos, os fracos, para confundir os poderosos da sociedade. As oito pessoas mais ricas do mundo, conforme o anunciado pela imprensa nestes dias, não conseguem entender essa forma própria do agir de Deus.

A felicidade não está no ter e nem no poder, porque a vida de todos passa, também a (vida) das pessoas mais ricas e poderosas. Talvez a maior riqueza esteja em quem não tem nada, a não ser a vida. Quem não tem excesso de bens materiais, tem maior facilidade para construir uma fraternidade comunitária. Tem mais abertura para o encontro com as pessoas das mesmas condições. 

É fundamental viver centrado em Deus. Ele é o poder e a riqueza, e não nos confunde. Através da apresentação das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12), Jesus diz que quem as observa é bendito do Pai. Supõe desapego dos bens do mundo, que é um desafio, mas ajuda na partilha com os outros e o coração fica sem amarras. Onde há partilha, existe lugar para todos, porque há inclusão.

Deus escolhe as pessoas sofridas de uma sociedade injusta e excludente. São os que não contam, são estranhos para a cultura do consumismo e não participam desse mercado. Elas apenas lutam pela sua sobrevivência e se tornam vítimas de preconceitos e discriminação. Deus sempre se põe ao lado dessa gente e valoriza o esforço e a coragem presentes em seus corações.

Felizes as pessoas mansas e puras, porque são despidas de todo tipo de agressão, e estão alicerçadas na não violência. Significa que valorizam o outro na sua dignidade, e por isso não o ofende. Não se deixam corromper pelos deuses da atualidade: dinheiro, poder, consumo etc. Sabem que a vontade de Deus é a justiça praticada para todas as pessoas na construção dos objetivos do Reino do bem.

Existem muitas falsas seguranças. Elas não proporcionam a verdadeira felicidade. E as escolhas feitas por Deus mostram que a fragilidade confunde o falso poder. A glória pertence ao Senhor, como diz o Apóstolo Paulo: “para quem se gloria, glorie-se no Senhor” (ICor 1,31). A glória do Senhor é a cruz, o amor. Só quem ama de verdade, amando o irmão, é capaz de participar da glória de Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

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Diálogo: caminho para o amor https://soucatequista.com.br/dialogo-caminho-para-o-amor/ https://soucatequista.com.br/dialogo-caminho-para-o-amor/#respond Thu, 11 Jun 2015 18:10:49 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=57340 conversaÉ comum ouvirmos dizer: “Antes, eu não gostava de fulano, mas depois, com a convivência, percebi que não era quem eu pensava. Hoje, somos ótimos amigos”. Hoje, são dados vários apelidos ao diálogo, como “jogar conversa fora”, “perder tempo”…

É necessário reconstruir o caminho que nos leva à descoberta do outro. Assim, perceberemos o sabor do diálogo, a alegria da convivência, a importância e lugar do diálogo em nosso dia-a-dia.

 

Sozinho, não!

Não se constrói algo edificante sozinho. Somos pessoas “em relação”. Estamos em processo contínuo de crescimento. Somos um conjunto de pensamentos, sentimentos, valores, desejos, ansiedades, temores… A partir desses aspectos, são construídos os relacionamentos (nem sempre tranquilos).


Dialogar em busca da construção do amor

Nossas convivências nem sempre são relações de amor. O diálogo possibilita a construção do amor que surge na caminhada conjunta. A base é o respeito. O preconceito e o julgamento são anulados. O erro é reparado com o perdão; a discórdia cede lugar à compreensão.

Quando não damos oportunidade de diálogo, de relacionamento, interrompemos a possibilidade do amor nascer.


Para refletir

1. Você procura deixar-se conhecer pelas pessoas? Você aproveita as oportunidades para conhecer os outros?

2. Seu grupo de catequistas procura se conhecer, dialogar, buscando o caminho do amor, ou existem preconceitos e julgamentos que impedem crescer na convivência?

3. Como os encontros de catequese podem auxiliar os catequizandos a caminhar no conhecimento do outro, sem julgamentos e preconceitos, visando realmente o crescimento no amor mútuo?

 

Inês Broshuis,
Texto extraído e adaptado do subsídio “Diálogo e Ecumenismo”, da Catequese do Regional Leste 2

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Jesus é o Caminho https://soucatequista.com.br/jesus-e-o-caminho/ https://soucatequista.com.br/jesus-e-o-caminho/#respond Wed, 12 Nov 2014 13:19:20 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=47322 caminho4Introdução
Vamos ver uma metáfora que o evangelista João usa para nos dizer quem é Jesus. João diz que Jesus é o CAMINHO.

(Para este encontro, vamos preparar o ambiente colocando a Bíblia, um caminho feito de pedras, um par de sandálias, uma gravura com pegadas…

No Antigo Testamento, a Torá é chamada “O CAMINHO”
A Torá, também chamada “A LEI”, é um livro de ensinamentos para os judeus, que indica o caminho para chegar à verdadeira felicidade, assim como Deus a quer para seus filhos. Na Bíblia, há salmos que cantam a beleza dessa lei de Deus (Sl 19 e 119). Vamos ler, agora, a segunda parte do Salmo 19,8-15 e apreciar sua beleza. (tempo para reflexão)

Jesus é a Torá viva
Jesus vivia a Torá, valorizava-a. Quando criticava certos legalismos, ele o fazia justamente para livrar a Torá de uma interpretação errônea. Jesus diz sobre si mesmo: ”EU SOU O CAMINHO” (Jo 14,6). Assim, a Torá continua em Jesus, em toda sua pureza. Jesus mostra o caminho para se viver conforme os mandamentos de Deus e ajuda a encontrar a felicidade. Vamos ler, agora, o capítulo 14, 1-11. (tempo para a leitura)

Os primeiros cristãos eram chamados membros do “Caminho”
Era o nome que se dava aos membros do movimento de Jesus.

No livro Atos dos Apóstolos, Paulo relata sua conversão. No capítulo 22, 4, ele diz: “Persegui até à morte os adeptos deste caminho, prendendo homens e mulheres e lançando-os na prisão.” Ainda em Atos dos Apóstolos 24,22, lemos: “Felix estava bem informado a respeito do Caminho…”.

Jesus é o Caminho que leva ao Pai
Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e ninguém chega ao Pai senão por mim” (Jo, 14,6).

Vamos refletir um pouco mais sobre essas palavras.

Quando dizemos que Jesus é o Caminho, geralmente pensamos no seguimento de Jesus, andar no caminho junto com ele, ouvir seus ensinamentos e colocá-los em prática. Mas, no evangelho de João, Jesus diz algo mais: “Eu sou o CAMINHO, e ninguém chega ao Pai senão por mim”. O que ele quer dizer com isto?

Jesus quer dizer: “Se vocês querem conhecer a Deus, nosso Pai, devem olhar para mim, escutar minhas palavras.”

Sabemos que Deus é invisível. Ninguém O viu, nem ouviu. É por meio de Jesus que o Pai se dá a conhecer e nos fala. Dizemos que Deus se revelou em Jesus. Jesus é o porta voz do Pai, Ele é o rosto do Pai. Jesus nos conduz ao Pai. Podemos nos perguntar: Jesus nos leva, realmente, ao Pai, ou ficamos parados em Jesus? Mas, Jesus diz que Ele não é o ponto final. O ponto final é o Pai.

Quando lemos com atenção os evangelhos, vemos como Jesus está sempre voltado para o Pai. Ele O chama de “Abbá” (Papai). Ele procura a vontade do Pai em tudo e quer levar todos ao Pai, fazer descobrir o amor e a misericórdia do Pai, rezar ao Pai. Ensina a oração do Pai Nosso: “PAI nosso…”

Paremos um pouco e reflitamos. Encontramos o Pai que Jesus nos revelou? Ou temos uma imagem de Deus diferente da imagem que Jesus nos revelou? Em nossas orações, nos dirigimos também ao Pai?

Vamos celebrar
– Olhando os símbolos, podemos cantar:

Vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida, / o Pão da alegria descido do céu.

Nós somos caminheiros que marcham para o céu.

Jesus é o Caminho que nos conduz a Deus.

Jesus, Verdade e Vida, Caminho que conduz

as almas peregrinas que marcham para a luz.

Na liturgia, a Igreja nos ensina a dirigir-nos ao Pai, glorificando-O e bendizendo. Já refletimos, alguma vez, por exemplo, sobre a oração no início da oração do Glória?

Nós Vos louvamos,

nós Vos bendizemos,

nós Vos adoramos,

nós Vos glorificamos,

nós Vos damos graças por vossa imensa glória…

A parte mais importante da Missa é a Oração Eucarística que começa com o prefácio. É uma oração totalmente dirigida a Deus Pai. Louva ao Pai, agradece, reza pela Igreja, pelos falecidos, pelo povo de Deus. E, no final, toda a assembleia proclama:

Por Cristo, com Cristo e em Cristo,

a Vós Deus Pai todo poderoso,

na unidade do Espírito Santo,

toda a honra e toda a glória,

agora e para sempre.

Todos cantam o Amém!

Tudo termina em Deus Pai. Cristo está rezando conosco. Ele está no meio de nós e, junto com Ele, nos dirigimos ao Pai.

A oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, se dirige plenamente a Deus Pai. Vamos rezar, devagar, esta oração prestando atenção nas palavras e na aclamação final

“Pois, vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém! (3 vezes)”

Canto final:

Porque és, Senhor, o Caminho que devemos nós seguir,

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Porque és, Senhor, a Verdade que devemos aceitar,

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Porque és, Senhor, plena Vida que devemos nós viver.

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Inês Broshuis

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Quaresma caminho para a Páscoa https://soucatequista.com.br/quaresma-caminho-para-a-pascoa/ https://soucatequista.com.br/quaresma-caminho-para-a-pascoa/#respond Sat, 22 Mar 2014 13:00:21 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=39705 A grande meta da quaresma é a Páscoa – festa central do cristianismo, ponto alto do ano litúrgico. Neste tempo assumimos percorrer com Jesus, o caminho da provação e da cruz e vamos recebendo a força e a alegria do seu Espírito para proclamarmos a vitória da vida, enquanto lutamos contra todas as forças de violência, de injustiça e morte que, dolorosamente persistem no mundo. Cada celebração, deve ser uma forte experiência desta caminhada pascal, para que possamos fazer de nossa vida uma páscoa contínua.

1. Caminhada catecumenal: A quaresma é, por excelência , um tempo batismal. A liturgia da Palavra da quaresma do Ano A (2002) constitui-se num valioso itinerário de fé e adesão crescente,consciente e livre, ao projeto de Jesus. Nos dois primeiros domingos, a liturgia apresenta Jesus como aquele que vence o mal, e por isso é glorificado por Deus no Tabor, antes mesmo de Ele enfrentar a”hora das trevas” e, nos outros domingos, as grandes “catequeses batismais”de João ( cap.4, 9 e 11).As primeiras leituras, com textos do AT narram fatos significativos da História da Salvação( pecado de Adão, vocação de Abraão, Moisés e a água da rocha, Davi e a visão dos ossos em Ezequiel) e formam um todo catequético em sintonia com os evangelhos. Com textos de grande valor teológico das cartas de Paulo, as segundas leituras também apresentam certa ligação com as primeiras leituras e os evangelhos.Nossa vida torna-se , então, uma oferta de louvor, um sacrifício espiritual que apresentamos continuamente ao Pai , em união com Jesus, o servo pobre e sofredor.E, assim, por ele, com ele e nele o Pai seja louvado e glorificado.

2. Caminhada de conversão: Mais do que uma simples preparação da Páscoa , a quaresma constitui-se um ensaio da vida nova no Espírito:

tempo de romper com todas as expressões de mal que existem em nós, sepultando o “homem velho”;

tempo de abrir-nos à Vida sempre nova que brota da Cruz; tempo de nos tornar uma nova criatura, revestindo-nos de Jesus Cristo;

tempo de nos converter ao projeto de Deus, ouvindo e acolhendo sua Palavra, que nos propõe “buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”(Mt 6,33);

tempo de renovar e reavivar a opção de nossa fé feita em nosso batismo, no desejo de um novo recomeço no seguimento como discípulos do Senhor. Dedicando mais tempo e densidade à oração tanto pessoal quanto comunitária fortalecendo as razões de nossa esperança.

Tomando uma atitude contra o consumismo, assumimos o jejum do autodomínio sobre nossa alimentação, nossas palavras, nossos sentimentos.E, sobretudo, com a prática do jejum verdadeiro, ou seja, a prática da justiça e da misericórdia, base da verdadeira oração, retomamos o compromisso de “volta ao primeiro amor” (Ap 2,4), na relação de aliança com Deus.

3. Conversão para a fraternidade: Como passo fundamental na caminhada pascal, a dimensão comunitária da quaresma é assumida por nós pela 39 Campanha da Fraternidade:”por uma terra sem males”: que sempre nos pede conversão e solidariedade em situações bem concretas de nossa realidade. ” A solidariedade é para os povos o que a ternura é para as pessoas” ( D. Pedro Casaldáliga). Este ano, numa busca de coerência evangélica diante dos 500 anos de evangelização no Brasil , há pouco celebrados, a Igreja nos convida a colocar a fraternidade a serviço da vida e da dignidade dos povos indígenas de quem ” nós podemos também aprender o sentido comunitário da vida, a valorização da terra como fonte de recursos e sobrevivência humana, o estilo de vida sóbria e solidária… É um convite a todos os cristãos para engajarem-se na esperançosa luta pela conquista e garantia dos direitos dos povos indígenas. É também uma oportunidade para compartilharmos valores,sabedoria, conhecimentos e formas de ver a realidade” (cf. Texto base CF/02).

4. Sugestões pastorais para as equipes de celebração:

Preparar o ambiente da celebração dentro de certa sobriedade: cor roxa para as vestes litúrgicas e a ornamentação da mesa da Palavra e do altar, sem flores e sem o canto do Glória e do Aleluia, o que não significa tristeza, mas um “concentrar de energias para o grande dia”. O cartaz da CF/02, poderá ser ampliado e colocado em lugar de destaque, junto à cruz. Evitar pregá-lo na estante da Palavra ou no altar.

A cruz também ganha destaque e, seria bom, que ela fosse entronizada solenemente, incensada em cada celebração, ocupasse um lugar permanente e bem visível durante a quaresma e, a cada domingo enriquecida com símbolos ou ações simbólicas ligadas aos textos bíblicos ou ao tema da CF/02.

Durante a quaresma, o ato penitencial poderá receber também um destaque maior como anúncio da misericórdia de Deus e de apelo à conversão, ligado com a realidade da comunidade e a situação dos povos indígenas É bom fazê-lo diante da cruz e usar gestos, com: ajoelhar-se, inclinar-se ou o rito da aspersão, acompanhado de refrões ou cantos apropriados.Nas celebrações da Palavra, o ato penitencial, em alguns domingos, poderá ser feito após a homilia, como resposta à interpelação que a Palavra de Deus faz. Ritualizar bem a entrada da Bíblia, a proclamação das leituras, o canto do salmo e da aclamação ao evangelho.Há símbolos batismais importantes que os próprios textos Bíblicos sugerem em alguns domingos, como cruz, água,luz profissão de fé…..e que serão retomados com toda intensidade na Vigília Pascal.

O momento mais indicado pela Oração da Campanha da Fraternidade é nas preces dos fiéis, podendo ser intercalada com um refrão apropriado.

Toda esta vivência quaresmal só terá sentido como preparação da páscoa, com as celebrações do Tríduo Pascal e sobretudo da Vigília pascal, a “mãe de todas as vigílias”, que por ser tão importante merece ser cuidadosamente preparada para que a páscoa do ano 2002, seja profundamente vivida pala comunidade, “como festa verdadeira e acontecimento inesquecível” !

“Celebremos a Páscoa, não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os pães sem fermento, isto é, na pureza e na verdade” ( 1 Cor 5,8).

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No caminho de Jesus: Uma leitura do Evangelho de Marcos https://soucatequista.com.br/no-caminho-de-jesus-uma-leitura-do-evangelho-de-marcos/ https://soucatequista.com.br/no-caminho-de-jesus-uma-leitura-do-evangelho-de-marcos/#respond Fri, 31 Jan 2014 19:00:39 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=38346 “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1,1). O relato do Evangelho de Marcos se inicia com uma proposta de felicidade. É um novo começo marcado por um anúncio alegre e esperançoso. A boa-nova é de Jesus Cristo, Filho de Deus. Ele proclama a proximidade do reino: “Cumpriu-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1,15).

Jesus, com sua vida e prática, realizou o reino de Deus, abrindo espaços de vida para os pobres e marginalizados, porém, não compreendido [f1] pelos poderosos do seu tempo, foi perseguido e morto. A morte de Jesus foi um choque para os que esperavam que ele fosse um Messias poderoso e provocou a fuga de seus seguidores e seguidoras.

Mas, aos poucos, as pessoas que tinham experimentado uma vida nova com Jesus começaram a se reunir em pequenos núcleos que recordavam sua prática e ensinamentos à luz do Antigo Testamento. Assim, as primeiras comunidades cristãs compreenderam que Jesus era o servo sofredor: “O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e, depois de três dias, ressuscitar” (Mc 8,31; cf. Is 42,1-9; 52,13-53,12). No meio da febre messiânica de um rei poderoso, que viria para destruir os dominadores e instaurar o reino de Deus, a comunidade cristã teve dificuldades de manter e pregar Jesus como o Messias servo.

No século I, a dominação romana com seus impostos abusivos e o sistema religioso de Jerusalém tornaram-se insustentáveis. A realidade ia de mal a pior. Na Palestina, a repressão das autoridades contra as revoltas populares era violenta, um verdadeiro massacre, e muitos grupos de judeus foram dizimados. A população foi deixada à própria sorte. Nesse contexto, renasceu o nacionalismo judaico: a espera de um Messias rei. Para orientar a comunidade cristã, que também estava assumindo essa mentalidade, a liderança que escreveu o Evangelho de Marcos sentiu a necessidade de apresentar Jesus como o Messias servo, que foi crucificado por ter assumido a causa da justiça até o fim, mas a quem Deus ressuscitou (cf. Mc 9,30-32; 10,32-34).

O Evangelho de Marcos foi escrito entre os anos 65 e 70 d.C. A mão de ferro do império foi ainda mais pesada para os judeus e os cristãos. Em Roma, a comunidade cristã sofreu a perseguição de Nero (66 d.C.). Em vários pontos do império surgiram levantes dos judeus, sendo o principal na Palestina, conhecido como a Guerra Judaica, entre os anos 66-73 d.C. O medo era constante. Guerras, massacres, fome e aflições faziam parte do dia a dia das pessoas.

 

1. Situando o Evangelho de Marcos

            O Evangelho de Marcos é uma obra anônima; não existe apresentação do sujeito que fala nem sequer dos objetivos desse escrito, que somente serão descobertos na própria leitura. O que importa é a mensagem a ser comunicada: o evangelho. Marcos é nome de origem romana; porém essa assinatura é secundária, conhecida desde Irineu, no fim do século II.

Em relação à origem do Evangelho de Marcos, alguns afirmam que foi em Roma, logo após o martírio de Pedro, em 64 ou 67, outros a situam na Síria. Atualmente, os estudiosos acreditam que esse escrito tenha surgido na Galileia, hipótese que se apoia no fato de essa região ser o principal local da atividade missionária de Jesus. Há algumas informações que fortalecem essa teoria, por exemplo:

 

  1. A atividade de Jesus: no Evangelho de Marcos, na maior parte de sua missão, Jesus atua na Galileia e nos seus arredores.
  2. O autor conhece as tensões existentes na Palestina e entre os diversos grupos e regiões. Para ele, os adversários de Jesus na Galileia vêm de Jerusalém (Mc 3,22; 7,1). Ele sabe que a Palestina e as regiões limítrofes não estão habitadas somente por judeus (Mc 7,24-25).
  3. Destinatário: embora haja judeus na comunidade de Marcos, os principais destinatários são gentios, pois o autor explica certos costumes e práticas judaicas – por exemplo, a lei do puro e do impuro (Mc 7,1-23) –, como também o uso de termos aramaicos e sua tradução em momentos-chave da narrativa, como: Talitha kum, “menina, levanta-te” (Mc 5,41); Effatha, “abre-te” (Mc 7,34); Abba, “pai” (Mc 14,36); e Eloi, Eloi, lemá sabachtáni, “meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” (Mc 15,34).

 

Com base nessas informações, acreditamos que o Evangelho de Marcos foi escrito na região da Galileia, destinado às comunidades localizadas na região da Síria, de Tiro e da Decápolis.

 

2. Pisando o chão da comunidade de Marcos

Desde 63 a.C., os romanos dominaram a Palestina. As províncias da Galileia, da Pereia, da Idumeia e da Judeia passaram a pagar tributos ao império. O povo passou a ser violentamente explorado por meio da cobrança abusiva de impostos e do monopólio do comércio. Essa situação gerou muitas revoltas, principalmente na Galileia. Qualquer revolta dentro do império era terminantemente sufocada por meio de forte aparato repressor. A região de Israel representava apenas 1% do território romano e havia 8% das tropas do exército romano acampadas na região. Várias cidades da Galileia foram incendiadas e destruídas, e suas populações foram vendidas como escravas ou mortas.

Em torno do ano 40 a.C., por sua fidelidade às políticas de paz de Augusto, Herodes Magno foi reconhecido como rei dos judeus, exercendo o governo de forma tirânica e opressora. Seguindo o exemplo do imperador Augusto, Herodes reconstruiu várias cidades; por exemplo, no lugar de Samaria, a antiga capital do Norte, fundou Sebaste – tradução grega de Augusto –, onde havia um grande teatro e um templo dedicado ao imperador. No seu reinado, várias cidades helenísticas foram reconstruídas ou revitalizadas, entre as quais Cesareia, em homenagem a César Augusto. A fronteira oriental do seu reino, inclusive a fortaleza de Massada, foi reforçada.

Herodes gastou enormes quantias de dinheiro com as construções da cidade de Jerusalém, principalmente com o Templo, totalmente reconstruído, uma reforma que terminou pouco tempo antes da Guerra Judaica (66-73 a.C.). Devia ser uma construção suntuosa, pois sua beleza e esplendor permaneciam no imaginário das primeiras comunidades cristãs (cf. Mc 13,1-2; Mt 24,1; Lc 21,5-7).

O sistema de fiscalização de impostos, instituído por Herodes e seus partidários, era muito rígido. O povo tinha de pagar aos romanos o imposto sobre 25% das colheitas, o pedágio para a circulação de pessoas e mercadorias e dedicar um tempo de trabalho forçado para as tropas. Além do sistema de cobrança dos romanos, existiam os impostos do Templo: o imposto pessoal, estipulado em um denário – o equivalente à diária de um trabalhador; os vários dízimos, como, por exemplo, das colheitas, a parte destinada aos pobres; e, a cada sete anos, o produto referente a um ano de trabalho.

Nesse caldeirão de opressão surgiram muitos focos de revolta. Porém o controle de Herodes Magno era muito rígido, e os protestos eram sufocados. Após sua morte, a Palestina foi dividida em três regiões ou províncias. Herodes Antipas (4 a.C. a 39 d.C.) ficou como tetrarca da Galileia e da Pereia ou Transjordânia do Sul, Filipe assumiu a Transjordânia do Norte e Arquelau ficou com a Judeia e a Samaria.

Na tentativa de agradar ao povo judeu e ao império romano, Herodes Antipas empreendeu grandes construções conforme os padrões helenísticos, como a reconstrução de Séforis e a fundação da cidade de Tiberíades, em 19 d.C., transformando-a em capital de sua província. A maioria da população de Tiberíades era constituída de gentios de diversas regiões, aí se falava o grego, o aramaico e o latim. Na cidade havia teatros, banhos públicos e estádios. Estava situada entre o mar da Galileia e a cidade de Cesareia, no Mediterrâneo.

Herodes Antipas chegava a receber em torno de 200 talentos por ano, o equivalente a 1,2 milhão de denários, referentes ao imposto da pesca. A moeda era necessária para o pagamento dos impostos e a compra de produtos e serviços (Mc 12,15-17). Crescia o número de pessoas endividadas e escravizadas. Uma pequena minoria, cerca de 5%, esbanjava luxo, mas a maioria experimentava pobreza e miséria. O cenário era de doença e escravidão. Muitas pessoas empobrecidas perambulavam pelas praças e mercados, sem terra e sem emprego (cf. Mt 20,1-9). A situação dos pobres se complicava ainda mais por causa da cultura e religião da época.

De acordo com a mentalidade grega, os pobres eram considerados vagabundos ou pessoas não agraciadas pelas divindades. Os romanos, seguindo a mesma mentalidade grega, acreditavam que o trabalho era próprio dos escravos. Para impedir qualquer tipo de revolta, havia o sistema do clientelismo, também conhecido como patronato.

O clientelismo era baseado nas relações de troca. Alguém do estrato superior beneficiava uma pessoa do estrato inferior, que se tornava cliente de seu benfeitor. O prestígio e a honra de um cidadão eram medidos com base no número de clientes que possuía. Por sua vez, o cliente tinha várias obrigações com o seu patrono – por exemplo, estar presente nos banquetes patronais, acompanhar seu patrono nas aparições públicas e aplaudir seus discursos. No império romano, a ingratidão de um cliente ao seu patrono era considerada pior do que roubo e homicídio. Hoje, em linguagem popular, diríamos que é o bajulador ou o puxa-saco, com a diferença de que essa relação estava presente em todos os setores da sociedade. Esse sistema não favorecia os pobres, mas reforçava a situação de injustiça e perpetuava a submissão.

Na cultura judaica, a partir da consolidação da teologia da retribuição no exílio e no pós-exílio, a pobreza constantemente era associada com castigo de Deus. De acordo com essa teologia, Deus recompensava a pessoa justa com vida longa, riqueza e descendência. O caminho da sabedoria era seguir a Lei; assim afirma o livro dos Provérbios: “Em sua direita: longos anos; em sua esquerda: riqueza e honra! Seus caminhos são caminhos deliciosos, e os seus trilhos são prosperidade” (Pr 3,16-17).

No século I havia muitas pessoas pobres e doentes. Uma pessoa com lepra era considerada morta. Qualquer doença de pele, contagiosa ou não, era classificada como lepra. Havia muitas pessoas aleijadas, epiléticas e hidrópicas. Doenças mentais e psíquicas eram associadas com o demônio; por exemplo, os casos de mudez, surdez, epilepsia, esquizofrenias e até mesmo a depressão ou falta de motivação.

No tempo de Jesus e das primeiras comunidades, as leis referentes à pureza marginalizavam os doentes leprosos (Lv 13 e 14). Todos os líquidos relacionados com a reprodução que saíam do corpo humano provocavam impureza. A pessoa impura estava excluída da participação social. Havia muitas pessoas à margem da sociedade e, para piorar a situação de sofrimento, sentiam-se abandonadas por Deus: “Ao entardecer, quando o sol se pôs, trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos e endemoninhados” (Mc 1,32)

Ser pobre significava não ter existência social. A situação de opressão e escravidão deu origem a vários movimentos proféticos e messiânicos, especialmente na Galileia, região que fornecia trigo, vinho, óleo, carne e peixe e que, por isso mesmo, foi o território mais explorado e devastado. Entre os vários movimentos, podemos situar o de Jesus. A sua proposta de reino de Deus atraiu homens e mulheres que perderam suas terras e se encontravam sem reino. Por isso, Jesus proclama: “Felizes vós, os pobres” (Lc 6,20; Mt 5,3).

 

3. Conhecendo a proposta do Evangelho de Marcos

No norte da Galileia, por volta do ano 70 d.C., a comunidade de Marcos estava tentando seguir o projeto de Jesus de Nazaré. Além dos conflitos externos, como a violência, a fome e os apelos dos movimentos nacionalistas com o messianismo do rei, internamente a comunidade enfrentava conflitos étnicos e culturais. O modo de vida romano e a busca desenfreada de bens, poder e privilégios foram assimilados por muitas pessoas: “Concede-nos, na tua glória, sentarmo-nos, um à tua direita, outro à tua esquerda” (Mc 10,37).

Mas não obstante as dificuldades, a comunidade de Marcos procurava resgatar e seguir o projeto de Jesus de Nazaré, apresentando Jesus como o Messias servo e as condições para segui-lo. Entrar nesse discipulado exige “deixar as redes” e ter disposição para aprender de Jesus estratégias para a concretização do reino de Deus. É preciso sair e ultrapassar fronteiras. Só é possível construir o reino com base em relações tecidas na fraternidade e no serviço: “Entre vós não será assim: ao contrário, aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos” (Mc 10,43-44).

O Evangelho de Marcos nasce da necessidade da comunidade de pôr por escrito suas memórias sobre quem é Jesus, reforçando que ele não é o Messias do poder e da glória, pois seu messianismo passa pelo sofrimento e pela cruz. Eis alguns pontos principais desse texto:

 

1) Quem é Jesus de Nazaré. O evangelho apresenta Jesus como o Filho do homem na figura do servo sofredor, que veio conviver com as pessoas empobrecidas, exploradas e excluídas pelo império e seus colaboradores e libertá-las. Proclamou o reino de Deus a todas as pessoas, independentemente da etnia, da classe social, do gênero e da religião. A sua fidelidade ao projeto do reino da justiça e da fraternidade o levou a um confronto com os poderosos do seu tempo e, consequentemente, à cruz, mas Deus o ressuscitou: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

2) O seguimento de Jesus. Esse evangelho apresenta mulheres e homens que seguem Jesus desde a Galileia até Jerusalém, convivendo e aprendendo com ele. Com suas limitações, esse grupo assumiu a causa do reino de Deus, fundamentado na justiça e na solidariedade, no meio das pessoas que estavam à margem da sociedade, como mulheres, pobres, estrangeiros, crianças e doentes (Mc 1,31; 6,33; 7,28; 8,1; 10,13.46). Seguir Jesus implica assumir o mesmo caminho seu como servo sofredor: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar sua vida a perderá; mas o que perder sua vida por causa de mim e do evangelho, a salvará. Com efeito, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida?” (Mc 8,34-36).

 

4. Uma estrutura possível para o Evangelho de Marcos

Há diversas propostas de estrutura para o Evangelho de Marcos. Para uma visão de conjunto, optamos pela divisão em três partes, seguindo o ministério de Jesus na Galileia e nos seus arredores, depois a caminhada para Jerusalém e, por fim, os últimos acontecimentos em Jerusalém.

Eis um breve esquema:

 

1) Primeira parte (1,1-8,26): a atividade de Jesus na Galileia e nas regiões vizinhas.Nesta etapa, temos a formação da comunidade, que se encontra com Jesus sempre em uma casa. A comunidade enfrenta vários problemas externos e internos, a saber: fome, doenças, individualismo, preconceito e, especialmente, a tentação de seguir o Messias como rei poderoso (Mc 1,34.44; 3,12; 5,43; 6,30-44; 7,36). Essa parte termina com a cura do cego de Betsaida (Mc 8,22-26), indicando que a comunidade precisa abrir os olhos para compreender que Jesus é o Messias servo.

2) Segunda parte (8,27-10,52): a viagem para Jerusalém a partir da Galileia. É um caminho para compreender e aprofundar Jesus como o servo sofredor, com os três anúncios da paixão (Mc 8,31-33; 9,33-37; 10,32-34). É uma catequese sobre o seguimento de Jesus na vida cotidiana da comunidade. Ao anunciar o “caminho da cruz”, Jesus combate e corrige os discípulos que aspiram a poder e privilégios, atributos que transparecem na figura do Messias poderoso como Davi. Os versículos finais apresentam a cura do cego Bartimeu, que joga o manto, gesto que significa abandonar a visão messiânica de rei e seguir Jesus no caminho da cruz (Mc 10,46-52).

3) Terceira parte (11,1-16,8): o ministério de Jesus em Jerusalém com a sua paixão, morte e ressurreição. A prática libertadora de Jesus está em conflito com os poderes do mundo, por isso ele é condenado e morto como subversivo. Mas Deus não abandona o justo (Sb 2,18) e o ressuscita (Sl 22). Essa parte termina com a ordem de voltar para a Galileia, o local onde Jesus começou sua prática libertadora e onde exerceu por mais tempo esta atividade.

4) Acréscimo posterior (16,9-20). Como terminar um evangelho com o medo e o silêncio? Os versículos finais foram acrescentados depois e constituem uma síntese dos relatos das aparições de Jesus ressuscitado. Na origem, o evangelho era uma obra sem conclusão. Ela está em aberto e depende de que a pessoa que lê dê a sua resposta… É preciso ter coragem para voltar à Galileia.

 

O Evangelho de Marcos termina com uma ordem e o medo como resposta: “‘Não vos espanteis! Procurais Jesus de Nazaré, o crucificado. Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Mas ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galileia. Lá o vereis, como vos tinha dito’. Elas saíram e fugiram do túmulo, pois um temor e um estupor se apossaram delas. E nada contaram a ninguém, pois tinham medo…” (Mc 16,6-7).

As mulheres recebem a ordem de comunicar aos seus que ele voltaria para a Galileia. Elas ficaram com medo, fugiram e nada disseram. É preciso afastar-se de Jerusalém, lugar do centro do poder, e voltar à Galileia, o lugar onde tudo começou. Segundo o Evangelho de Marcos, foi na Galileia que Jesus realizou grande parte de sua atividade missionária. Voltar à Galileia é assumir o seu projeto, e isso causa medo. Acreditar que Deus o ressuscitou é reafirmar a fé em Deus como o Senhor da vida. Apesar do medo, há grande esperança para os que seguem Jesus.

A nossa missão é anunciar que Cristo ressuscitou e nos precede na nossa Galileia: lugar onde a vida está ameaçada. Assumir o projeto de Jesus dá medo e, muitas vezes, é melhor fugir. É preciso viver a experiência de que há uma esperança: a força da vida é maior do que a morte. É preciso acreditar que “a pedra já foi removida!”

Fonte: Revista Vida Pastoral

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