casados – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 30 Jun 2014 12:51:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png casados – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 O que o Papa quis dizer ao afirmar que o celibato não é um dogma? https://soucatequista.com.br/o-que-o-papa-quis-dizer-ao-afirmar-que-o-celibato-nao-e-um-dogma/ https://soucatequista.com.br/o-que-o-papa-quis-dizer-ao-afirmar-que-o-celibato-nao-e-um-dogma/#respond Mon, 30 Jun 2014 12:51:06 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43141 topicQuando o Papa Francisco diz que o celibato sacerdotal não é um dogma de fé e que a porta está aberta para mudar as normas, não significa necessariamente que isso será feito ou que será feito agora, mas que poderia acontecer de se aceitar o sacerdócio de homens casados se, em determinado momento, se visse necessário.

Mas o Santo Padre também afirmou que o celibato é um dom que o Espírito Santo deu à Igreja e que ele o valoriza muito.

O que o Papa disse

No contexto da sua viagem à Terra Santa, no último dia 26 de maio, o Papa Francisco concedeu uma coletiva de imprensa no avião de volta a Roma. Um jornalista alemão lhe perguntou, em concreto, se, em seu diálogo com o patriarca Bartolomeu, dos ortodoxos, haviam falado sobre a possibilidade de se mudar a norma do celibato sacerdotal na Igreja Católica.

O Papa respondeu: “A Igreja Católica já tem padres casados??, não tem? Os católicos gregos, os católicos coptas… No rito oriental, existem padres casados??. Porque o celibato não é um dogma de fé; é uma regra de vida que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta: neste momento, não temos em programa falar disso, pelo menos para já. Temos coisas mais importantes a abordar. Com Bartolomeu, este tema não foi tocado, porque é deveras secundário nas relações com os ortodoxos”.

Estas palavras do Papa causaram, no mínimo, estranheza entre alguns católicos, e é conveniente recordar alguns aspectos sobre o celibato sacerdotal dentro da Igreja Católica.

Uma norma derivada da experiência da Igreja

O fato de os padres não se casarem não é um mandato de Cristo, já que Ele ordenou os apóstolos e, pelo que se sabe, deles somente São João era solteiro.

Aconteceu a mesma coisa quando os apóstolos decidiram ordenas diáconos; deles se sabe, por exemplo, que o diácono Felipe tinha duas filhas que eram membros ativos da comunidade cristã, e São Pedro pediu a eles e aos bispos que fossem pais exemplares e esposos de uma só mulher.

Durante os primeiros séculos da Igreja, os três graus da Ordem Sagrada eram dados a homens casados.

Uma das características do cristianismo é o apreço ao celibato inspirado por Jesus, que nos fala dos que renunciam ao casamento pelo Reino dos Céus (Mt 19, 12); e por São Paulo, ele mesmo celibatário, que nos diz que o homem casado se preocupa por Deus e pelas necessidades da sua família, enquanto o celibatário serve a Deus com o coração indiviso (1 Cor 7, 32-34).

O celibato não é um mandato, é um conselho; e, como tal, foi pregado desde cedo na Igreja primitiva, pelos monges e virgens consagradas, que são como nossos religiosos atuais. No início, então, havia casados que eram ordenados sacerdotes, e monges celibatários que também eram ordenados padres.

Reconhecendo a excelência do celibato, a Igreja começou a pedi-lo àqueles que aspiravam a ser sacerdotes já desde o Concílio provincial de Elvira, na Espanha, no início do século IV, antes de que Constantino desse liberdade aos cristãos.

Foi no Concílio de Trento, iniciado em 1545, que a Igreja latina determinou que o sacerdócio fosse dado apenas a celibatários. A Igreja oriental, também católica, manteve a tradição de ordenar tanto casados como celibatários, opcionalmente, até hoje.

A definição deste tema se deve ao ataque das igrejas protestantes ao celibato, tanto nos sacerdotes quanto nos religiosos que foram suprimidos pela assim chamada Reforma, até hoje.

Situação atual

Quando o Papa Francisco diz que o celibato sacerdotal não é um dogma de fé e que a porta está aberta para mudar as normas, não significa necessariamente que isso será feito ou que será feito agora, mas que poderia acontecer de se aceitar o sacerdócio de homens casados se, em determinado momento, se visse necessário.

O que me chama a atenção é que, nas pesquisas realizadas sobre as profissões em que as pessoas são mais felizes, os sacerdotes costumam ficar nos primeiros lugares. E são celibatários!

Consideramos que nosso celibato não é algo que nos oprime, e sim que nos motiva a uma entrega generosa a Deus e aos nossos irmãos. Nas igrejas orientais, católicas ou ortodoxas, nas quais o celibato é opcional, vemos como são muitos os que, sendo celibatários, optam pelo sacerdócio.

O celibato sacerdotal não é um desprezo do matrimônio, sacramento excelente, mas uma consagração a Deus com todo o coração e para a vida inteira.

O fato de que alguns padres abandonem seu ministério para se casar ou sejam obrigados a deixá-lo não fala mal do celibato sacerdotal, já que a imensa maioria dos padres continua optando pelo celibato, e todos os anos são ordenados novos sacerdotes, adultos, que aceitam livremente seu celibato pelo Reino dos Céus, em uma época na qual a cultura predominante exalta a sexualidade e o prazer.

Artigo do Pe. Sergio Román, publicado por SIAME, via Aleteia

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Divorciados novamente casados: um desafio para as comunidades cristãs https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/ https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/#respond Tue, 29 Apr 2014 13:43:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41299 topic“Quando deixa seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher, tonar-se uma só carne e seguir adiante, e este amor falha (porque muitas vezes ele falha), precisamos sentir a dor do fracasso, acompanhar essas pessoas que vivenciaram este fracasso no amor. Não condenar! Caminhar com elas!” (Papa Francisco)

A atenção pastoral a quem se encontra em uma situação matrimonial difícil, especialmente os que voltaram a se casar, não é uma preocupação nova para a Igreja Católica, pelo contrário: é um problema complexo que sempre foi tratado com seriedade e que atualmente se tornou uma urgência, devido ao aumento dos divórcios e dos casais que vivem em união livre.

As comunidades cristãs têm o grande desafio de abrir-se àqueles casais que estão unidos pelo sacramento do matrimônio, mas também àqueles que receberam este sacramento, se divorciaram e voltaram a se casar, para mostrar-lhes a vida de fé, esperança, caridade e união que a Igreja lhes oferece.

Os últimos papas mostraram sua preocupação diante da dor dos que sofrem o fracasso do projeto do seu amor conjugal. O Papa João Paulo II destacou que “estes homens e mulheres precisam saber que a Igreja os ama, que não está longe deles, que sofre pela sua situação. Os divorciados novamente casados são e continuam sendo membros seus, porque receberam o Batismo e conservam a fé cristã”.

Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias de 2012, também explicou que “este problema é um dos grandes sofrimentos da Igreja de hoje. E não temos receitas simples”, destacando a importância de dizer a estas pessoas que “a Igreja as ama, e elas precisam ver e sentir este amor”.

Este tema também é foco da atenção do Papa Francisco, que convida a Igreja a caminhar com as pessoas divorciadas, a sentir dor junto delas pelo fracasso em seu amor; e convocou para o próximo mês de outubro um sínodo de bispos sobre o tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, que inclui o desafio da atenção pastoral aos divorciados novamente casados.

O Catecismo da Igreja Católica pede respeito aos divorciados novamente casados que conservam sua fé e desejam educar seus filhos no cristianismo, e pede aos padres e a toda a comunidade que os acolham, para que não se sintam separados da Igreja.

Em sua exortação apostólica “Familiaris consortio”, o Papa João Paulo II comenta que a pastoral dos divorciados precisa acompanhar este grupo de casais na caridade, levando em consideração que alguns aspectos, como o da indissolubilidade, não os impede de ser membros do povo de Deus e de receber graças.

É verdade que tais pessoas não podem receber a comunhão sacramental nem exercer certas responsabilidades eclesiais (ser padrinhos, exercer ministérios litúrgicos estáveis ou ser catequistas), mas podem participar da comunhão espiritual, da oração e das obras de caridade.

Os agentes que realizam ações a favor dos divorciados novamente casados precisam manifestar-lhes a misericórdia de Deus com uma mensagem de motivação e esperança, e mostrar-lhes que eles continuam ocupando um lugar no coração da comunidade cristã.

A empatia para com os casais em situação matrimonial irregular precisa ser vivida na caridade. Muitos desses casais se sentam afastados, separados e inclusive rejeitados pela Igreja. Evidentemente, isso não pode ser assim. A Igreja é mãe e nunca rejeitará seus filhos.

É necessário que haja uma atitude de respeito e abertura a todos os casais que se encontram nesta situação; as paróquias podem organizar um serviço personalizado para acolher todos os casais que precisem de orientação para consolidar sua unidade e sua fé.

Os casais de divorciados novamente casados são chamados a participar da missão pastoral da Igreja e, ao mesmo tempo, estendê-la ao âmbito familiar, social e laboral:

– Prestar apoio e favorecer a evangelização dos membros da sua família e das pessoas com quem convivem (amigos, colegas de trabalho etc.).

– Tentar ser sempre um exemplo de vida cristã, motivando outros casais a se aproximar de Deus.

– Dar aos seus filhos uma educação cristã e colaborar com sua escola.

– Proporcionar aos noivos sugestões para preparar-se da melhor maneira possível para o matrimônio, advertindo-os sobre os erros cometidos por eles, que levaram à separação e à dor de romper o sacramento do matrimônio.

– Oferecer apoio a outras instituições, como hospitais, fundações, asilos etc., de acordo com as possibilidades de cada um.

Por Desde la Fede via Aleteia

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