Ciência – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 19 Oct 2015 13:50:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Ciência – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Ciência e fé em prol da vida https://soucatequista.com.br/ciencia-e-fe-em-prol-da-vida/ https://soucatequista.com.br/ciencia-e-fe-em-prol-da-vida/#respond Mon, 19 Oct 2015 13:50:56 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=67761 O lendário Ridley Scott, diretor de clássicos como “Alien”, “Blade Runner” e “Gladiador”, acaba de lançar Perdido em Marte, seu mais novo filme de ficção científica. Scott é, sem dúvida, uma das maiores referências desse gênero no cinema e, dessa vez, não se limita a reproduzir padrões comuns de um usual thriller espacial, trazendo elementos novos e um ritmo mais dinâmico.

perdido_marte

O astronauta Mark Whatney (Matt Damon), após sofrer um acidente, tem que se virar sozinho para sobreviver em Marte, contrariando todas as expectativas e a escassez de alimentos. Nesse aspecto, especialmente no início, Perdido em Marte nos remete ao filme “Gravidade”, destacando que o personagem viverá uma dura e longa jornada para voltar à Terra. De fato, como espectador, não há como não se colocar nas diversas situações difíceis em que Mark se encontra e pensar: “Eu não duraria um dia naquele planeta!”

É justamente nesse ponto que o filme cresce bastante em qualidade. Como cientista/biólogo, Mark usará de todo o seu conhecimento científico para prolongar sua sobrevivência, produzindo água através de reações químicas e plantando batatas no solo de Marte! O mais interessante é que toda a ciência utilizada no filme é explicada de forma muito simples, através de um formato “vlog”, como se o personagem conversasse conosco.

Além disso, na Terra, há um considerável esforço científico da NASA em criar as condições necessárias para que Mark possa se salvar. A colaboração da CNSA, agência espacial chinesa, com a NASA, mostrando o interesse comum de toda a humanidade em resgatar um ser humano perdido em outro planeta, é também notável.

Outro aspecto muito interessante em Perdido em Marte é a referência religiosa. Mark é um personagem incrivelmente persistente, cuja fé também vai sendo apresentada sutilmente ao longo da trama. Se a ciência é fundamental para garantir o maior número de dias possível em Marte, até que venham resgatá-lo, se não fosse sua fé, ele certamente não teria determinação e força para acreditar no seu retorno. O filme, inclusive, faz uma referência a um pequeno crucifixo, sem o qual Mark não teria feito a reação de combustão para criar água.

O considerável progresso que a humanidade alcançou através da expansão do conhecimento científico e do advento das novas tecnologias é ressaltado pelo Papa Francisco, em sua mais recente Encíclica Laudato Si (nº 102). Segundo o Santo Padre:

Somos herdeiros de dois séculos de ondas enormes de mudanças: a máquina a vapor, a ferrovia, o telégrafo, a eletricidade, o automóvel, o avião, as indústrias químicas, a medicina moderna, a informática e, mais recentemente, a revolução digital, a robótica, as biotecnologias e as nanotecnologias. É justo que nos alegremos com estes progressos e nos entusiasmemos à vista das amplas possibilidades que nos abrem estas novidades incessantes, porque a ciência e a tecnologia são um produto estupendo da criatividade humana que Deus nos deu.

Jamais nos esqueçamos que a Ciência e a Fé caminham juntas em benefício do ser humano, a fim de que este alcance a contemplação da Verdade. Perdido em Marte é a Ciência e a Fé aplicadas em prol da Vida!

Texto: Aleteia


 

 

SinopseO astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

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A criação do mundo https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-mundo-2/ https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-mundo-2/#respond Tue, 24 Jun 2014 12:00:26 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42848 maxresdefaultPor um simples ato de sua vontade, Deus fez o mundo – a partir do nada, pois, no princípio, só Ele – Eterno – existia.

Conta a Bíblia, no Gênesis, que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Estes “seis dias” correspondem a épocas que podem ter durado milhões de anos. Como já foi dito, a intenção do autor sagrado não era fazer obra científica. Sua finalidade era levar aos homens o conhecimento de Deus. Por isso Moisés usou a linguagem de seus contemporâneos, aludindo a fenômenos da natureza, empregando imagens alegóricas.

PRIMEIRO DIA

“No Princípio, Deus criou o céu e a terra”, isto é, o mundo espiritual e o mundo corporal. Ai o céu é o mundo espiritual, o mundo de nosso destino definitivo, após vivermos no mundo passageiro. O mundo material começou em estado de caos (sem forma, nem luz).

A matéria primitiva, que foi chamada por Moisés de terra, por efeitos das leis naturais (estabelecidas por Deus), modificou-se. Esta evolução é devida não à essência da matéria, mas à vontade de Deus, expressa por Sua palavra criadora “Faça-se”

Segundo cientistas, esta matéria primitiva seria gasosa e ocupava o universo. Ora, isso não contraria a narrativa bíblica, pois todos os metais e todos os minerais elevados a uma temperatura suficiente se tornam gasosos, ocupando um espaço bem maior (todo o universo). Além disso, a análise espectral demonstra que o sol, os planetas e as estrelas fixas são compostos dos mesmos elementos que a terra, o que permite a conclusão de uma origem comum.

De acordo com a Bíblia, ainda, no “primeiro dia”, Deus disse: “Faça-se a luz”. A força de atração (Gravidade) e o choque dos átomos produziram a luz e o fogo.

“E a luz existiu”. Imaginemos o clarão de uma imensa bola de fogo explodindo no espaço. (Calcula-se que essa explosão radioativa se deu há cerca de 18 bilhões de anos)

SEGUNDO DIA

No “segundo dia”, Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras. Houve a separação, ordenação e solidificação das massas criadas.

“E Deus chamou o firmamento de céu” (não se trata, ai porém, do céu dos espíritos, mas sim da atmosfera terrestre). Uma parte daquela massa cósmica, solidificada, passou a constituir a terra propriamente dita.

TERCEIRO DIA

A partir do “terceiro dia”, deixando os outros astros, que continuaram a se formar, Moisés ocupa-se exclusivamente com a terra. Neste período (calculado por estudiosos em alguns milhares de anos depois de formada), a terra, em fusão, pelo contínuo resfriamento, passou do estado gasoso para o líquido. Continuando a perda de calor, formou-se a crosta sólida.

“As águas que estão debaixo do céu juntem-se num só lugar e apareça o elemento árido. E Deus chamou ao elemento árido, terra e ao conjunto das águas, mares”. Com o solo úmido e sob a influência do calor e da luz, formou-se o ambiente para o surgimento da vida. E nasceram as plantas.

QUARTO DIA

No “quarto dia”. Deus disse: “Sejam feitos, luzeiros no firmamento do céu e separem o dia da noite, sirvam para sinais e para distinguir os tempos, os dias e os anos”.

Pelo contínuo resfriamento da terra, com as águas exalando menos vapor, os outros astros tornaram-se visíveis e, ao mesmo tempo, a influência do sol se manifesta na distinção dos dias e das noites e nas estações do ano.

QUINTO DIA

No “quinto dia” surgem os peixes e as aves. Pela primeira vez aparece a palavra VIDA. Aqui o autor volta ao verbo criar (omitido nos outros “dias”), querendo, talvez, significar que a vida, como a matéria bruta, só se poderia originar por especial intervenção divina.

SEXTO DIA

No “sexto dia”, Deus fez os outros animais e, por fim, o HOMEM – o homem, como síntese, como acabamento, tendo em si todas as formas de vida (vegetativa, animal e racional).

SÉTIMO DIA

No “sétimo dia”, “Deus descansou”. “E abençoou o sétimo dia e o santificou”. Santificar, significa “reservar para Deus”. “Descansando”, “abençoando” e “santificando” o “sétimo dia”, Deus nos adverte que “o homem, elevando consigo as demais criaturas, deve voltar-se para Deus, onde tudo encontra repouso e consumação”

COMPLEMENTAÇÃO

Nenhuma das sentenças propostas para explicar a origem do universo procede além de uma massa de matéria primitiva, donde todos os corpos derivam. Esta massa é simplesmente pressuposta e os cientistas só traçam a gênese do mundo a partir dela. Isto é legítimo, pois a observação não lhes permite ir além. A sã razão, e muito mais a fé, compete completar o explicação da ciência.

A matéria não pode ser eterna, pois ela tem uma história ou evolução – e o que muda não tem, por si mesmo, plenitude de ser, perenidade ou eternidade. Ora, quem daria início à matéria primitiva, senão alguém eterno e imutável, tendo em si mesmo a perfeição do ser, conhecendo a razão de ser das coisas que mudam, que ora são, ora não são (pois passam por estágios diferentes), que hoje se apresentam de um modo, amanhã de outro?

Por um ato de soberana potência, somente Deus poderia fazê-lo. Esta é mais uma conclusão da reta inteligência, e uma das afirmações básicas da fé.

Sócrates, Platão, Aristóteles, gênios da humanidade, proclamaram em sua Filosofia a existência de um Deus, criador do universo. E os gregos em geral, além e acima de deuses de sua fantástica mitologia, admitiam um “Deus desconhecido”. A idéia de uma divindade criadora está presente em todos os povos de todos os tempos.

Relativamente ao descanso de Deus, o homem deve trabalhar com ordem e harmonia – e fazer uma pausa para contemplar sua obra, analisá-la, meditar e, como criatura, louvar o Criador.

Depois da criação, “Deus viu todas as coisas que tinha feito e viu que eram boas”.

Felizes seremos imitando o Divino Artífice.

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O Papa acredita na evolução https://soucatequista.com.br/o-papa-acredita-na-evolucao/ https://soucatequista.com.br/o-papa-acredita-na-evolucao/#respond Wed, 18 Jun 2014 12:53:42 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42819 topic (1)“Será que o novo papa acredita na evolução?”, perguntou um artigo publicado logo após a eleição do papa Francisco pelo Colégio Cardinalício. A resposta, que pretendia causar surpresa, foi “sim”. E o autor ainda assegurou: “Os católicos, em grande parte, não enxergam o xis da questão”.

Por quê? Porque a Igreja reconhece a existência de um processo evolutivo (Santo Agostinho o sugeriu já no século V d.C.), mas também insiste em afirmar que “o envolvimento de Deus” nesse processo deve ser reconhecido. O darwinismo, por sua vez, afirma que a evolução acontece através da sobrevivência de variações genéticas aleatórias, sem a orientação de nenhum propósito ou desígnio superior. Os comentaristas populares concluem, portanto, que a Igreja Católica não enxerga o xis da questão no tocante à biologia moderna e que a evolução e a criação não podem ser compatíveis.

O ateu e o fundamentalista concordam no seguinte erro de interpretação: o cristão escolhe a crença em detrimento da biologia. É o que Nietzsche chamou de “julgamento realmente cristão da ciência”, ou seja, uma “posição secundária, nada definitiva”. Para o ateu, isto é motivo de repúdio ao cristianismo; para o fundamentalista, é motivo para repudiar a biologia moderna.

Mas é aqui que, em grande parte, os comentaristas populares, e não os católicos, não enxergam o xis da questão: a teologia católica nunca concordou com esse tal “julgamento cristão”!

Os argumentos favoráveis ao desígnio inteligente, populares em especial nos círculos protestantes, assumem que os argumentos teológicos só podem valer quando os biológicos falham, e que a aparência de que existe um propósito na natureza só pode ser explicada pela invocação de um Criador divino, não por um mecanismo científico.

Acontece que, da perspectiva católica, esta é uma falsa dicotomia. O problema não é que Darwin tenha se livrado do conceito de desígnio na natureza: o problema é que as pessoas começaram a acreditar que o desígnio vai ou racha com a ciência natural.

A suposição de que a evolução biológica não tem nenhum propósito ou desígnio não entra em conflito com a teologia, porque é uma resposta a uma questão científica, não teológica. Como Tomás de Aquino enfatizou, muito antes da Revolução Científica, a ciência natural e a teologia não são corpos de conhecimento concorrentes; são, antes, formas distintas e complementares de investigação.

“Por que existe a cadeira?”. Segundo Aristóteles, esta pergunta pode ser interpretada de quatro maneiras diferentes, equivalendo a “Quem fez a cadeira?”; “Para quê?”; “Qual é a natureza dela?” e “De que ela é feita?”.

Cada forma de fazer a pergunta corresponde a uma diferente causa. A palavra “causa”, em grego antigo (aitia), também significa “razão”: a razão pela qual. Confundi-las leva ao absurdo: quando alguém pergunta “Quem fez a cadeira?”, é inapropriado responder “Para sentar-se!”. Cada pergunta pede o seu próprio tipo de resposta. Uma explicação completa, pensava Aristóteles, envolve as quatro perguntas e as suas respectivas respostas.

Que as quatro causas originais possam ser mantidas no âmbito da ciência moderna é coisa controversa. O que Aristóteles chamou de “causa formal”, que corresponde à natureza metafísica de uma coisa, foi atacado no início do período moderno pelos escritos de filósofos como Locke e Hume. Eles achavam que a ciência moderna pode explicar de que uma coisa é feita e quais são as suas leis de governo sem precisar falar muito sobre naturezas metafísicas.

Tenham as causas formais sido banidas ou não da ciência, o que Aristóteles chamou de “causas finais” (“para quê?”) é uma questão muito mais duradoura, pelo menos no campo da biologia.

Galileu, Newton e outros cientistas tinham dispensado o “para quê?” nas questões da física. A ciência moderna parecia capaz de explicar o mundo físico em termos puramente “mecanicistas”, sem recorrer a noções não-científicas como “desígnio” ou “propósito”. Mas muitos resistiram à intrusão da ciência moderna em território biológico.

A razão é que as causas mecanicistas pareceram incapazes de explicar o propósito ou a finalidade (o desígnio) observável ??na natureza biológica. Os “vitalistas” alegaram que isto se deveu ao fato de a vida ser algo metafisicamente único; mesmo Kant, que não defendia os argumentos tradicionais a respeito de Deus, sugeriu que a natureza biológica indica o desígnio de uma espécie de Criador.

Darwin provou que a ciência moderna pode explicar o desígnio mostrando que ele é ilusório: a complexidade que parece ser marca de um Criador é o resultado final de variações aleatórias durante um longo período de tempo. Assim, banidas da física, as “causas finais” que tinham se refugiado na biologia foram expulsas de lá também.

Mas banir as “causas finais” da ciência não é bani-las de toda forma de explicação. Elas podem continuar a prosperar no domínio metafísico, como de fato continuam.

Darwin só mostrou que a biologia, como oposta, por exemplo, à metafísica, à teologia ou à ética, deve dispensar as “causas finais” como a física fez nos tempos de Newton. Isto só libera os biólogos da necessidade de responder a perguntas sobre o finalismo, deixando-nos livres para ainda lidar com elas se assim quisermos.

O problema não é Darwin, mas a noção moderna de que a teologia só pode discutir o que a ciência não consegue explicar. Porque a ciência não conseguiu explicar a ordem biológica em certo período, as pessoas começaram a acreditar que a ordem biológica estava a salvo do avanço científico. Mas se você professa a sua religião a partir das lacunas do conhecimento científico, você inevitavelmente será esmagado quando essas lacunas se fecharem.

É melhor seguir Tomás de Aquino, que fez uma distinção de natureza entre questões teológicas e natural-científicas.

Tanto a teologia quanto a biologia moderna perguntam: “Por que há seres humanos?”. Mas elas entendem a questão de forma diferente. Para a biologia moderna, a pergunta significa: “Quais são as partes constituintes dos seres humanos?”, “Como e quando os seres humanos entraram em cena?”. E as respostas para essas perguntas (“células e genes” ou “variações genéticas aleatórias ao longo do tempo”) são o que Tomás de Aquino chamou de causas “secundárias”. São explicações mundanas de coisas na natureza, que podem invocar leis probabilísticas, seleção natural ou o que a teoria científica mais recente sugerir de melhor.

Mas a teologia pergunta por aquilo que Tomás de Aquino chama de causas “primárias”: “Qual é a fonte extramundana do ser?”, “Qual é o significado e o desígnio da criação?”. Nem os registros fósseis, nem a seleção natural respondem a tais questões. E não porque sejam ferramentas defeituosas, mas porque não são as ferramentas adequadas para esta tarefa. Confundir questões teológicas e científicas é cometer um erro de categoria.

O conceito teológico de criação não é um conceito científico. O Deus da teologia católica não é, como Agostinho enfatizou, a ignição da existência, mas a sua causa em sentido não-temporal e metafísico. Deus dá origem e sustenta a existência, inundando-a de sentido: tenha o homem vindo ou não do peixe, do macaco ou poeira das estrelas, e sejam ou não probabilísticas as leis que regem essa evolução.

São os ideólogos contemporâneos do cientificismo os que “não enxergam o xis da questão” no tocante à evolução. A evolução não refuta Deus, assim como o eletromagnetismo não refuta a consciência moral. E o papa Francisco não é o primeiro a reconhecer isso.

Por M. Anthony Mills via Aleteia

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Os cristãos acreditam em vida extraterrestre? https://soucatequista.com.br/os-cristaos-acreditam-em-vida-extraterrestre/ https://soucatequista.com.br/os-cristaos-acreditam-em-vida-extraterrestre/#respond Wed, 14 May 2014 12:35:53 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41897 topicEm uma das suas homilias desta semana, o Papa Francisco perguntou o que aconteceria se os extraterrestres viessem ao nosso planeta, se seria preciso evangelizá-los também.

“Se amanhã chegasse uma expedição de marcianos, por exemplo, e alguns deles viessem a nós… Marcianos! Verdes, com nariz grande e orelhas pontudas, como as crianças os imaginam… E se um deles dissesse: ‘Quero me batizar’. O que aconteceria?”, perguntou.

Aproveitando o bom humor e a linguagem simples do Papa Francisco, podemos refletir: será que a Igreja já se pronunciou sobre a possível existência da vida extraterrestre?

Antes de abordar o núcleo da questão, é preciso fazer duas observações. A primeira é que esta questão pode ser tratada pela teologia (levando em consideração os conhecimentos da ciência), mas não pelo Magistério da Igreja. Se alguém procurar algum pronunciamento da Igreja sobre o tema, verá que não há nada.

A segunda observação é que a verdadeira questão não diz respeito à possível vida extraterrestre em geral, mas somente à possível vida inteligente. A existência de vida extraterrestre não inteligente, seja elementar ou complexa (uma bactéria, uma planta ou um animal) não tem relevância teológica alguma. É um assunto que compete exclusivamente à ciência, sem que apresente problema doutrinal algum.

Diferente é o caso de seres inteligentes alienígenas. De fato, alguns acham que sua descoberta acabaria com os fundamentos da fé cristã – baseando-se em uma interpretação literal dos primeiros capítulos do Gênesis, própria dos evangélicos protestantes, não dos católicos. Mas há certas dificuldades.

Do ponto de vista do que poderíamos chamar de “teologia da criação”, não há inconvenientes em ceder espaço a outros seres inteligentes. O universo é muito grande e Deus pode criá-los. O fato de que o homem apareça como rei da criação não tem maior alcance que seu próprio âmbito, até onde ele pode chegar. A Bíblia fala deste mundo, e não diz nada sobre outros possíveis mundos habitáveis ou habitados.

As dificuldades vêm da chamada “teologia da redenção”. Nela, vemos o que parece ser uma relação, já não privilegiada, mas exclusiva de Deus com o homem. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnou, fez-se Homem, e este Homem está à direita do Pai, como juiz e rei universal.

Jesus pode ter feito o mesmo com outra espécie de seres inteligentes? Estritamente impossível não é, mas parece bastante improvável. No entanto, também é verdade que Ele pode ter escolhido outro caminho de salvação para eles.

Contudo, neste contexto, o aparecimento de outros tipos de seres inteligentes não parece encaixar bem, razão pela qual o mais razoável, sem descartar a possibilidade contrária, parece ser um pouco céticos sobre sua existência.

Poderíamos pensar que esta postura vai contra a ciência, mas não é verdade. Em nome da ciência, surgem muitas expectativas, de forma que parece estar cada vez mais próxima a descoberta de alienígenas, mas o fato é que até hoje não se descobriu nenhum indício de sua existência.

Além disso, o que a ciência mostra é que, conforme se conhece melhor a realidade extraterrestre, cada vez é preciso buscar mais longe. Há poucos anos, as expectativas se focavam em Marte (ainda hoje falamos de “marcianos” para nos referirmos aos extraterrestres), mas hoje já se descarta o sistema solar como habitat de alienígenas.

Conforme o conhecimento científico vai avançando, dentro de pouco parece que descartaremos uma distância menor que 10 anos-luz. E isso é muito longe (o Sol está a uns 7 minutos-luz). Por isso, o que a ciência realmente está fazendo parece ser acabar com as expectativas, ao invés de gerá-las.

Por Julio De la Vega Hazas via Aleteia

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Catequese: arte e vida no Espírito https://soucatequista.com.br/catequese-arte-e-vida-no-espirito/ https://soucatequista.com.br/catequese-arte-e-vida-no-espirito/#respond Tue, 28 Jan 2014 19:00:33 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=38260 1. Pastoral Catequética sob o enfoque do Espírito

O ano 1998, o segundo da fase preparatória ao Novo Milênio, está sendo dedicado particularmente ao Espírito Santo; por isso, propomos aos agentes de pastoral, aos catequistas, uma especial atenção ao Senhor que da a vida… Vem, Espírito da Vida!

A Pastoral Catequética é convocada a reconhecer a presença e a ação do Espírito na evangelização, deixando-se animar e guiar interiormente por ele. O Espírito Santo, principal agente da evangelização, fez a Igreja nascer e crescer. O Espírito Santo atualiza e aprofunda o Mistério de Cristo em nós. É ele quem vivifica a Palavra de Deus como alma da evangelização. Na escuta e no acolhimento desta Palavra, a Igreja cresce na unidade do Espírito Santo. “Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos guiará para a verdade total (Jo 16,12-14).

Faz parte da missão dos catequistas: o anúncio da Palavra de Deus; a comunicação da mensagem da fé recebida da Igreja; a tarefa da educação da fé. Nisso, o próprio catequista não ocupa o primeiro lugar. O principal agente da evangelização é o Espírito Santo. Por isso, o catequista deve rever constantemente seus encontros catequéticos, sentindo que o seu princípio inspirador se realiza em nome do Espírito do Pai e do Filho e do Espírito Santo (CT 72).

Não há nem haverá evangelização possível sem a ação do Espírito Santo. É ele que impulsiona cada pessoa a anunciar o evangelho (EN 75). O Espírito Santo é o mestre interior da fé. E a catequese que participa do crescimento da fé e da maturação da vida cristã até a plenitude é, por conseguinte, uma obra do Espírito Santo; obra que só ele pode suscitar e alimentar na Igreja (CT 72).

Os catequistas são apenas mediadores, instrumentos a serviço dessa ação do Espírito, pois a Igreja, quando exerce a sua missão catequética, como também cada cristão que a exerce na Igreja e em nome da Igreja, deve estar bem consciente de que atua como instrumento vivo e dócil do Espírito Santo (CT 72).

Sob a ação do Espírito Santo a catequese progride na compreensão das Sagradas Escrituras, quer pelo estudo, pela reflexão ou pela experiência espiritual pessoal e/ou comunitária.

O catequista anuncia a Palavra de Deus pela força do Espírito Santo. Quem acolhe a Palavra é também movido pela graça do mesmo Espírito, o mesmo Espírito que inspirou os autores sagrados. É ainda o Espírito Santo que atualiza a Palavra de Deus, tornando-a viva e eficaz no coração daqueles que creem. “O Consolador vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito (Jo 14,25-26).

Há, sem dúvida, catequistas atualizados e em processo de formação contínua, com profunda consciência de sua missão como evangelizadores. O que também não deixa dúvidas é que esses catequistas sejam minoria em meio a uma grande multidão de “treineiros catequéticos”.

Nesses casos, à incipiente vida de oração e compromisso, junta-se a dificuldade em expressar, de forma clara ao catequizando de hoje, a natureza, a necessidade e o método da experiência cristã. Falta uma metodologia da vida no Espírito que seja acessível, não só ao catequizando, mas em primeiro lugar ao próprio catequista, para que possa vivenciar a Trindade como eixo da própria vida e, assim, despertar a ação do Espírito ao mundo que vive sedento de Deus.

Os primeiros escritos cristãos já ofereciam critérios práticos para a vida espiritual (1Cor 5,13-26; 1Ts 4,1ss; 5,12ss). A tradição, especialmente nos primeiros séculos, privilegiou essa busca da vida no Espírito e a colocou no centro da vida cristã. Mas a novidade inerente a tudo o que é movido pelo Espírito — especialmente a catequese — exige que se busque redescobrir e atualizar tais critérios para o povo de Deus hoje. Quem é o catequista que, hoje, precisa e procura viver no Espírito? Como despertar no catequizando a mesma paixão pela eterna novidade de Deus?

Se “Espírito Santo” é tema de catequese, é importante ver em que termos esse tema se define e em que dinâmica pode ser legitimamente trabalhado. Cabe, por fim, uma análise particular da catequese crismal.

 

2. Deve o Espírito Santo ser assunto de catequese?

Esta parece ser uma pergunta ingênua. Mas seria bom que o leitor fizesse uma pesquisa entre os catequistas, seus conhecidos, com o seguinte questionamento:

 

• O Espírito Santo deve ser assunto de catequese? Por quê?

Da pesquisa que fizemos, conseguimos anotar algumas das respostas:

— “Sim, porque hoje todo o mundo fala do Espírito Santo e as crianças sempre ficam perguntando”;

— “Não, porque é muito complicado falar que Deus é três pessoas. Confunde muito”;

— “Na Crisma, sim. Antes não precisa, porque é para preparar para a Primeira Eucaristia, porque é o sacramento de Jesus”.

 “Porque precisamos saber que o Espírito Santo é uma pombinha”.

 

Não vamos rejeitar essas respostas como vindas de catequistas com formação insuficiente. Elas revelam mais do que pretendem e nos dão pistas de como apresentar ao catequizando de hoje a maior aventura de todos os tempos: a vida no Espírito.

 

“… todo o mundo fala do Espírito…”

Não é razoável abordar o Espírito Santo na catequese meramente por ser objeto de curiosidade. Nem o seria tampouco se o fizéssemos porque assim pede o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Correríamos o risco de cair num vazio.

O Espírito Santo é assunto de catequese porque está no CIC ou está no CIC porque é assunto de catequese? A resposta está mais além.

Grupos pentecostais e movimentos populares, círculos bíblicos e CEBs, guerrilhas e ONGs não se explicam apenas pela ótica das ciências sociais. São, antes de tudo, sinais dos tempos! Não deixam de ter um papel questionador, profético, na “nova” ordem mundial. Toda essa complexidade está marcada, antes de tudo, pela ação do Espírito.

O Espírito age no mundo. Isso é motivo para que o Espírito seja tema de catequese. Por que, tendo aberto os olhos para a ação contínua, generosa e eficaz do Espírito em toda a humanidade, o catequizando torna-se também participante consciente desse movimento de transformação e renovação da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

A catequese sobre o Espírito Santo pode começar a partir da curiosidade do catequizando. Que é isso do “Espírito” de que tanto se fala? O que faz? O que tem o catequizando que ver com ele? Que diferença faz em sua vida?

Essa abordagem supõe no catequista uma ampla vivência espiritual, experimentada na comunidade e no compromisso com a vida, bem como formação teológica adequada. Não se sabe falar sobre o Espírito quando não se busca uma profunda intimidade com ele.

 

“… falar que Deus é três pessoas.”

Ultimamente pouca atenção tem sido dada ao tema da Trindade. Talvez porque, a muitos catequistas, Trindade soe mais como conceito do que como realidade. Pensam-na como abstração teológica que pouco interessa ao povo, e assim preferem lidar diretamente com o conceito mais simples de Deus. A religiosidade latino-americana não tem uma marca trinitária muito profunda, como os cristianismos orientais. Mesmo Jesus é, para muitos, um “santo forte” — nem sempre mais popular do que Santo Antônio ou Nossa Senhora Aparecida… Dessa forma, a realidade trinitária não é vivida em consciência porque o cotidiano do povo passa ao largo da questão.

Há um segundo ponto do histórico argumento contra as tentativas de entendimento da Trindade. As constantes condenações às correntes modernistas no século passado ajudaram a encorajar, na catequese, uma rejeição à abordagem racional do dogma. Um clássico recurso para tanto foi a divulgação do episódio em que Santo Agostinho vê-se convencido por um garoto de que toda a sua inteligência jamais seria suficiente para abarcar o mistério — o que não deixa de ser uma realidade. Mas o fato é que a insuficiência passou logo para incompetência, de modo que perguntar demais a respeito foi sendo apontado como pecado. Assim, as dúvidas não encontravam espaço para serem sanadas e passaram a ser entendidas como falta de fé ou inaptidão do povo para o conhecimento teológico.

Há, por outro lado, certo mal-entendido na questão particular do Espírito, quando a ele se associa a lembrança desagradável de eventos como fanatismo, desacordos pastorais ou a espiritualização incoerente da fé. Existe mesmo uma “briga” com o Espírito Santo, ou seja, transfere-se a esse nome todo mal-estar causado por um sentir (dos outros ou de si mesmo) não aceito. Enfim, a catequese sofre porque, ao trazer o assunto do Espírito, receia ser chamada de carismática e/ou espiritualizante.

O primeiro passo para uma abordagem catequética do Espírito na Trindade seria desfazer, esses enganos. A Trindade deve ser vivida, sentida e entendida, na consciência de que estamos diante do Mistério que nos faz viver. Nosso Deus não é um solitário perdido em meio a criaturas imperfeitas e insatisfatórias, destinadas à morte e ao nada. Nosso Deus é plena comunhão e essa certeza é revolucionária para o catequizando.

A catequese pode abordar o tema a partir de um sonho utópico. Crianças e adolescentes têm maior abertura para o sonho — mesmo com adultos esse recurso é válido. Sonhar com partilha, respeito mútuo, afeição profunda, tudo em situações muito concretas. O catequista pode estimular a capacidade de imaginação dos catequizandos, sugerindo-lhes exemplos de comunhão real no contexto em que vivem. O catequizando que experimentou o desejo da plena comunhão experimentou a vida trinitária.

O Espírito Santo, no contexto da Trindade, é a força vital que nos atrai, que nos faz convergir para uma sempre maior comunhão entre todos os homens. Não seria demais reforçar que nenhum discurso sobre a plena comunhão da Trindade superará a falta de testemunho dos próprios catequistas e da comunidade.

 

“… Eucaristia que é o sacramento de Jesus.”

Nossa catequese ainda padece de um grave desvio: o sacramentalismo. Ela se desenvolve quase unicamente em torno da preparação à (Primeira) Eucaristia e à Crisma. A dificuldade está em que, fora desses períodos privilegiados de formação intensiva, o cristão quase não terá outra oportunidade de aprofundar sua fé de forma sistemática.

Nesse desvio vem o impedimento de ver mais longe: a compartimentalização da ação de Deus em momentos estanques da vida. O Pai, nós encontramos no Batismo; o Filho, um pouco mais frequentemente, na Eucaristia. O Espírito Santo acaba ficando para uns poucos “pós-graduados”, uma minoria de jovens que vêm às igrejas procurar a Crisma por motivos diversos. Perde-se assim o elemento-chave da compreensão e da vivência do mistério trinitário: a colaboração íntima entre as Pessoas para que vivamos, como eles, em plenitude.

Espírito Santo não é assunto da catequese crismal, somente. Também não é só para quem vive em oração constante. A dinâmica do encontro catequético, quando favorece o diálogo e a libertação do catequizando, é Comunhão; o entusiasmo do catequista, quando se faz acolhedor e no respeito às diferenças, é Espírito. O catequizando não vem à catequese apenas por curiosidade, obrigação ou desejo pessoal — desde o começo é impulsionado pelo Espírito em tudo o que faz em favor da Vida. Como Jesus é enviado pelo Pai no Espírito, é no Espírito que respondemos à sua convocação em todos os tempos e lugares.

Sem o Espírito nada podemos fazer, nem (sobretudo) catequese.

 

3. A catequese crismal

A Crisma ou Confirmação é conhecida como sacramento do Espírito Santo. Não que pelos outros sacramentos o Espírito não aja no meio do povo; ocorre que a Crisma é justamente o sinal por excelência que torna “palpável” essa mesma ação contínua. É o exercício litúrgico da vida no Espírito. Vale recuperar as origens bíblicas desse sacramento e por aí algo do sentido que tem desde suas origens.

A Crisma é, antes de tudo, um sinal da experiência que se fez no Espírito Santo, vivida pelos discípulos de Jesus. Os primeiros discípulos, reunidos no Cenáculo (At 1-2) em número de 120 (At 1,15) — número que nos remete a todo o povo de Deus simbolicamente indicado por 10 x 12 — não eram meros simpatizantes de Jesus. Ao lado dele, tinham passado por todas as provas possíveis (Lc 22,32s), com mais ou menos hesitações (9,40.53s). Vieram da Galileia com Jesus e com ele percorreram a Palestina pregando o Reino de Deus (9,1-6). Comeram com gente impura (5,30), tocaram doentes e expulsaram demônios (10,17). Passaram também pela rejeição dos demais grupos judeus (19,39), foram perseguidos por serem do grupo de um subversivo condenado à morte (22,56). Ainda custavam a crer na realidade da ressurreição (24,11.16.37.41; At 1,10-11).

Este foi o contexto da caminhada dos discípulos. A vinda do Espírito Santo não se deu sobre gente curiosa ou despretensiosa. Ela assinala o clímax da caminhada dos discípulos. É o coroamento dos anos de aprendizado; foi a expressão para testemunharem a ressurreição e continuarem a anunciar o Reino.

O Espírito vem confirmar o que os discípulos já vinham afirmando em sua prática evangélica ao redor do Mestre. Não estão começando nada — estão sendo confirmados naquele projeto de vida em que vinham caminhando até ali. Pentecostes é o sacramento das testemunhas do Ressuscitado, e só podiam testemunhar a ressurreição aqueles que o haviam visto torturado e morto na cruz.

A Crisma quer ser mais que memória do Pentecostes de At 2, ocorrido no século I. A Crisma é o sinal visível do Pentecostes que está acontecendo hoje no dia a dia dos seguidores de Jesus. Aqui aparece o papel da catequese em preparação à Crisma.

A catequese crismal visa, em primeiro lugar, a ajudar os crismandos a perceber a ação do Espírito em sua vida. Os crismandos precisam tomar consciência da atualidade da proposta de Jesus, que não está no passado, mas continua viva e atual — é brasa sempre viva porque o Espírito a sopra continuamente. A Crisma é o sacramento das testemunhas da ressurreição. Essa compreensão da catequese crismal tem a virtude de nos apresentar outro desafio: como tomar consciência de algo que não se notou, testemunhar algo que não se presenciou?

A experiência do Jesus ressuscitado não é privilégio dos primeiros discípulos ou dos mestres de oração da tradição cristã. É um dado fundamental da vida do cristão em todos os tempos.

Só no Espírito essa experiência pode acontecer — e o Espírito age antes, durante e depois da Crisma. Antes, movendo o crismando a conhecer e vivenciar maduramente a proposta do Reino. Durante, fazendo com que o sacramento realize o que quer significar. Depois, convidando a um contínuo discernimento diante das situações da vida, na abundância dos dons espirituais.

Não é possível levar à Crisma catequizandos preparados apenas em reflexão e doutrina. A Crisma é um sacramento que exige um mínimo de maturidade, porque o ser testemunha da ressurreição exige que a experiência da ressurreição seja feita no dia a dia. Em nossa época, essa experiência pode-se fazer no engajamento comunitário, na atuação civil em favor da vida, na militância sociopolítica e de muitas outras formas.

Nossas comunidades estão desafiadas a fazer da preparação à Crisma um momento deredescoberta do Jesus ressuscitado pela força do Espírito. E isso equivale à presença real no meio do povo excluído, entre aqueles que vivenciam a cada dia uma ressurreição.

A metodologia da catequese crismal caminha por aí: levar o crismando a uma experiência pascal, respeitando todas as suas etapas essenciais (anúncio, seguimento, cruz, ressurreição, pentecostes), não intelectualmente, não teoricamente, mas na prática! Deve haver uma etapa de catequese formal, sistemática, sem o que se perde a visão de conjunto.

Uma catequese no Espírito é essencialmente experiencial, testemunhal e orante. Sem essas dimensões fundamentais, nossa catequese não vai passar de um bate-papo sobre um “ilustre desconhecido”.

 

“E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,38)

O Espírito Santo é o autor da vida cristã, da vida nova dos filhos de Deus. Como cristãos somos chamados a “viver segundo o Espírito” (Rm 8,9-13). O Espírito Santo derrama os diversos dons para o bem da Igreja. Ele realiza a unidade e a diversidade na Igreja, concedendo a variedade de carismas e ministérios.

Por isso, a redescoberta da presença e da ação do Espírito é um dos compromissos na preparação ao Jubileu. Por ele recebemos luz para ver e julgar os sinais que o Espírito suscita no mundo e na Igreja e força para agir segundo os critérios do Evangelho.

Em nossa ação catequética num encontro amoroso com os catequizandos, somos convidados a aprofundar os dons do Espírito Santo que nos dispõem a maior abertura de que fala S. Paulo. Em vez de sufocarmos o dinamismo do Espírito (cf. 1Ts 5,19) tornemo-nos cada vez mais livres, profundos e fraternos através da fé, que nos faz testemunhar que, vivendo os dons do Espírito recebidos nos Sacramentos do Batismo e da Confirmação, anunciamos os frutos de esperança e de amor.

***

O texto a seguir pretende ser um instrumento para refletir e rezar, a fim de que os dons do Espírito Santo penetrem na vida de todo catequista.

 

Dai-nos, Senhor, o dom da sabedoria fazendo-nos gostar das coisas divinas, aumentando o nosso amor para convosco.

Dai-nos, Senhor, o dom do entendimento para que possamos entender o vosso Projeto revelado na Sagrada Escritura e na vida da Igreja.

Dai-nos, Senhor, o dom do temor de Deus para que, conscientes de nossa fragilidade, busquemos a vida da graça, na plenitude do vosso amor.

Dai-nos, Senhor, o dom da piedade para que, atraídos por vós, possamos viver na plena intimidade convosco.

Dai-nos, Senhor, o dom da fortaleza para que possamos ter força, coragem e perseverança na luta pela transformação da sociedade.

Dai-nos, Senhor, o dom da ciência para modificar a sociedade sem nos desviarmos da verdade e da justiça.

Dai-nos, Senhor, o dom do conselho para encaminhar as pessoas a descobrir e a viver o Projeto de Jesus.

 

A evangélica opção preferencial pelos pobres é o dom do Espírito Santo a toda a Igreja, e carisma especial dado a várias pessoas e grupos. Deve ser desejado e pedido como dom precioso que é vivido como sinal do Reino.

Pela vivência desses dons, testemunhamos os frutos deste mesmo Espírito.

São frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade.

Fonte: Revista Vida Pastoral

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Palavra de Ciência https://soucatequista.com.br/palavra-de-ciencia/ https://soucatequista.com.br/palavra-de-ciencia/#respond Tue, 15 May 2012 13:11:45 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=20340 Quando a palavra de profecia surge espontaneamente nos nossos grupos, especialmente depois da oração, do canto em línguas e do silêncio, esse é um momento muito oportuno para Deus nos dar a palavra de ciência.

A palavra de ciência é chamada também palavra de conhecimento.

É como um diagnóstico. Deus nos dá um conhecimento que não poderíamos alcançar por nosso próprio esforço. Essa palavra de ciência vem de nós. Chama-se palavra porque nos é dada através de uma expressão, de uma frase, ou de uma imagem. Sua função é indicar algo que Deus que fazer.

Às vezes você está orando por alguém, e lhe sobrevém uma palavra, uma imagem. E, no momento em que você apresenta essa imagem, ela funciona como uma chave de interpretação.

A palavra de ciência vem a nós, ressoa no nosso interior, como imagem que vem à nossa mente. Deus envia a palavra de ciência necessária, a palavra de conhecimento de que uma pessoa precisa, para podermos agir juntos à pessoa e ajudá-la a sair do problema.

Não duvide da palavra de ciência. Use-a na sua oração, ou fale com a pessoa pela qual você está orando, perguntando-lhe o que aquela palavra diz a ela, à vida dela. Use-a para levar a cura aos seus irmãos, para levar-lhes a libertação do reino de Deus, para revelar o mundo sobrenatural, o trono da graça do Rei.

Obrigado, Senhor, pelo precioso dom de ciência!

Dá-me a palavra de ciência e usa-me, Senhor, o quanto quiseres, para agir na vida dos meus irmãos!

Eis-me aqui, meu Senhor e meu Deus. Estou pedindo, Senhor, que manifestes teu poder, manifestes tua glória nesses meus irmãos e irmãs, através da palavra de ciência. Sabes que teu povo está doente, oprimido, amarrado, Senhor!

E queres levar-lhe a verdadeira cura, a verdadeira libertação!

Usa-nos, Senhor, no dom da palavra de ciência.

Amém!

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