Comunidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 19 Oct 2021 11:30:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Comunidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Catequista profeta da comunidade https://soucatequista.com.br/catequista-profeta-da-comunidade/ https://soucatequista.com.br/catequista-profeta-da-comunidade/#respond Tue, 19 Oct 2021 11:30:03 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116783 1ª REFLEXÃO
VOCAÇÃO E MISSÃO DO PROFETA NA BÍBLIA

Profeta: homem cheio do Espírito de Deus, que à luz da fé enxerga a situação em que vive. Anuncia a Palavra de Deus e denuncia o pecado. Ser profeta não é profissão e cargo. É vocação e missão na comunidade.

Para refletir em grupos:

1.Deus chama para uma missão e espera uma resposta.

Moisés: Ex 1, 1-22 e 4, 1-18.
a)Como vive o povo no Egito?
b)Que proposta Deus faz a Moisés?
c)Como Moisés reage?
d)Que resistências Moisés apresenta?
e)Qual a resposta final de Moisés?

Isaías: Is 6, 1-9
a)Qual o chamado de Deus?
b)Qual a reação de Isaías?
c)Que desculpas apresenta?
d)Qual a resposta de Isaías?

Aprofundar também a vocação de Samuel (1Sm 3, 1-21); Jeremias (Jr 1, 4-19); Ezequiel (3, 16-27); João Batista (Lc 1, 76-79 e Lc 3, 4-14).

2.A Palavra do profeta não se reduz à palavra; é interiorizada na vida e provoca mudanças, conversão e justiça.

Ler os textos: Jr 28, 5-16; Ex 3, 1-15; Am 2, 6-16; Am 5, 12-24; Is 5, 8-10; Is 8, 13-17; Jl 1, 13-20
a)Quais as mudanças que o profeta exige?
b)O que o profeta denuncia?
c)Que mudanças acontecem?

3.O profeta sente o peso da sua missão. Tem consciência de que não fala em seu nome, mas em nome de Deus. Enfrenta obstáculos e provações.

Ler os textos: Jr 20, 7-10; Dn 6, 1-29; Am 7, 10-17; Ex 5, 1-23.
a)Que obstáculos os profetas enfrentam?
b)Qual a reação dos profetas?
c)Qual a segurança do profeta?

4.O chamado de Deus em nossa vida.
a)Como, quando, onde e porque despertou dentro de você a vocação de catequista?
b)Você sentiu ou ainda sente resistências: em você, na família e na comunidade? Como você superou ou está superando estas resistências?

2ª REFLEXÃO:
JESUS CRISTO, O GRANDE PROFETA

“Um Grande Profeta surgiu entre nós. Deus voltou os olhos para seu povo” (Lc 7, 16).

1. Jesus Cristo é o centro, o modelo e a finalidade da Catequese. Jesus é o maior dos Profetas: Hb 1, 1-12. A missão de Jesus: Lc 4, 14-30.
a)Qual a missão de Jesus?
b)Como Jesus é aceito?
c)Qual a atitude dos que não aceitam a proposta de Jesus?

2. “Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os “escribas” (Mc 1, 22).
a)Quais os grandes ensinamentos de Jesus? (CR 189 e 194).
b)Qual a prática de Jesus (CR 191 e 192).
c)Qual o exemplo de Jesus?
d)Jesus se coloca acima da lei (Mt 12, 1-18); é severo contra a hipocrisia (Lc 11, 52; Mt 15, 1-9; Jo 2, 13-17); come com os pecadores (Mc 2, 13-17); vai em busca da ovelha perdida (Lc 15, 1-32); a morte como conseqüência (Jo 11, 49-50).

3. Jesus, por sua vez, chama para uma missão (Mt 4, 18-22); Mt 8, 18-21; Lc 10, 1-2; Mt 19, 16-22).
a)Como Jesus chama?
b)Que exige dos que o seguem?
c)Como respondem ao chamado?

5.O chamado de Jesus em nossa vida de catequistas.
a)De tudo o que refletimos, o que mais lhe chamou atenção? Por quê?
b)Seguindo os passos de Jesus, como deve ser o catequista?
c)O que você, como catequista, acha mais difícil no seguimento de Jesus?

3ª REFLEXÃO:
IGREJA: COMUNIDADE

1.Façam um listagem das características da Igreja para ela ser realmente “comunidade”.
2.Confiram tais características na realidade da sua própria comunidade eclesial. O que há de positivo? O que deve melhorar?

Documento n. 26 “Catequese Renovada”, nn 144 a 148)
3.Dentro desta visão de Igreja, como fica o catequista como profeta?
4.Os catequistas têm voz e vez na sua comunidade? De que modo participam concretamente na vida da comunidade?
5.Como os catequistas podem contribuir, através da catequese, para a construção da comunidade local?

4 ª REFLEXÃO:
A IGREJA NA PERSPECTIVA DO REINO DE DEUS

Trabalho em grupos:
1.Qual a missão profética da Igreja?
2.A comunidade da Igreja não pode fechar-se sobre si mesma, mas “tem como horizonte o Reino de Deus”. Que significa isto?
3.Evangelização é: anúncio da mensagem de Cristo; denúncia profética; testemunho, erigindo sinais de comunhão e participação; ação libertadora. Explique cada aspecto.
4.Como concretiza sua comunidade estes aspectos da evangelização? Qual o aspecto que deve ter mais atenção na sua realidade? Por quê?
5.Os catequistas, como porta-vozes da comunidade (cf. CR n. 145), participam de um modo especial na missão profética e transformadora da Igreja. Como isto se mostra na própria catequese? Como a catequese leva os catequizandos a uma consciência crítica e a uma ação transformadora?
6.O caminho do profeta é marcado pela humildade e abnegação, pobreza e perseguição. Nós, catequistas, temos experiência disto? Como? Que podemos fazer para, juntos, sermos mais fortes, corajosos e perseverantes (cf. Doc. CR n. 151)?

FONTE: Catequisar

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Viver e crescer em comunidade! https://soucatequista.com.br/viver-e-crescer-em-comunidade-2/ https://soucatequista.com.br/viver-e-crescer-em-comunidade-2/#comments Mon, 18 Oct 2021 11:30:03 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116769 Umas das tarefas mais importantes dos(as) catequistas é despertar nas crianças e adolescentes o gosto pelo trabalho em grupo e pela aceitação uns dos outros. Eles devem aprender o sentido de ser comunidade, descobrir o quanto é gratificante viver em comunidade, mas, ao mesmo tempo, conhecer os limites dessa vivência para superá-los com tranquilidade.

Deus não nos fez para viver sozinhos, isolados, precisamos de amigos, de companhia. A comunidade cristã é o lugar de nossa convivência fraterna como irmãos e irmãs.

Nela passamos boa parte de nossa vida.

Crescemos como pessoa humana, realizamos projetos comuns, aprendemos cidadania, descobrimos nossos potenciais e, não menos importante, elevamos juntos nossa ação de graças a Deus.

A Santíssima Trindade é a verdadeira comunidade, nela o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão intimamente unidos. Diante do individualismo que toma conta de nossa sociedade, nosso esforço deve ser cada vez maior para que nossas crianças não absorvam isso e, assim, não percam o senso comunitário.

A lógica excludente da sociedade não deve nos enfraquecer e desanimar na construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

É importante que tenhamos, na catequese, dinâmicas e brincadeiras para integração grupai, visando a aceitação uns dos outros e o aprendizado de conviver com as diferenças. Apresento a seguinte brincadeira para ajudá-los nesse sentido:

1. Antes da brincadeira, conversar sobre a importância de se conhecer melhor;

2. Começar a brincadeira convidando as crianças e os adolescentes menos aceitos ou ignorados no grupo para ficarem fora da sala (ou do ambiente do encontro);

3. Dividir os demais em tantos grupos quantos forem os que estiverem fora da sala;

4. Pedir a cada grupo que preencha uma ficha com as qualidades de uma das crianças ou adolescentes que estão fora da sala, cujo nome o catequista deve informar ao grupo;

5. O catequista chama as crianças e os adolescentes que estão fora, e cada grupo apresentará ao colega sua ficha de qualidade (valores da pessoa);

6. O ideal é encerrar a brincadeira com um abraço amigo e um canto sobre a amizade.

Na comunidade, muitas são as alegrias que vivenciamos ao longo da vida, principalmente quando realizamos atividades que são aceitas por todos e que tenham a participação de todos os grupos, pois cada um, com seu jeito diferente de ser e de agir, pode colaborar para o bom êxito das tarefas.

Contudo, sabemos que na comunidade cristã surgem os conflitos que muitas vezes enfraquecem o Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.

Não há lugar para o “eu” na comunidade, pois somente o “nós” deve ser o lema de nossa ação missionária em favor dos irmãos e irmãs, principalmente dos que ainda não descobriram o valor de se viver em comunidade.

A comunidade é o lugar da festa e do perdão, por isso, assim como nos alegramos quando tudo está bem, todos se aceitam e se entendem, devemos celebrar a reconciliação, quando surgem os conflitos que tendem a nos separar, a quebrar a aliança que há entre seus membros.

Esforcemo-nos mais e mais para que nossos pequenos se sintam motivados ao convite de Jesus: viver e crescer em comunidade.

Pe. Jorge Paulo da Silva Sampaio
Santuário Nacional de
Nossa Senhora Aparecida

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O que é a Doutrina Social da Igreja? https://soucatequista.com.br/o-que-e-a-doutrina-social-da-igreja/ https://soucatequista.com.br/o-que-e-a-doutrina-social-da-igreja/#respond Mon, 13 Jul 2020 11:00:58 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=104386 A expressão “doutrina social da Igreja” designa o conjunto de orientações da Igreja Católica para os temas sociais. Ela reúne os pronunciamentos do magistério católico sobre tudo que implica a presença do homem na sociedade e no contexto internacional. Trata-se de uma reflexão feita à luz da fé e da tradição eclesial.

A função da doutrina social é o anúncio de uma visão global do homem e da humanidade e a denúncia do pecado de injustiça e de violência que de vários modos atravessa a sociedade.

Sendo assim, não é uma ideologia, nem se confunde com as várias doutrinas políticas construídas pelo homem. Ela poderá encontrar pontos de concordância com as diversas ideologias e doutrinas políticas quando estas buscam a verdade e a construção do bem comum, mas irá denunciá-las sempre que se afastarem destes ideais.

A doutrina social da Igreja “situa-se no cruzamento da vida e da consciência cristã com as situações do mundo e exprime-se nos esforços que indivíduos, famílias, agentes culturais e sociais, políticos e homens de Estado realizam para lhe dar forma e aplicação na história” (João Paulo II, Carta encicl. Centesimus annus, 59).

Ela busca o desenvolvimento humano integral, que é “o desenvolvimento do homem todo e de todos os homens” (Paulo VI, Carta encicl. Populorum Progressio, 42; Bento XVI, Carta encicl. Caritas in veritate, 8).

Ao anunciar o Evangelho à sociedade em seu ordenamento político, econômico, jurídico e cultural, a Igreja quer atualizar no curso da história a mensagem de Jesus Cristo. Ela busca colaborar na construção do bem comum, iluminando as relações sociais com a luz do Evangelho.

A expressão “doutrina social” remonta a Pio XI (Carta encicl. Quadragesimo anno, 1931). Designa o corpus doutrinal referente à sociedade desenvolvido na Igreja a partir da encíclica Rerum novarum (1891), de Leão XIII. Em 2004, foi publicado o Compêndio de Doutrina Social da Igreja, organizado pelo Pontifício Conselho Justiça e Paz, que apresenta de forma sistemática o conteúdo da doutrina social da Igreja produzido até aquela ocasião. A partir daí, este se tornou o documento de referência obrigatório para quem deseja aprofundar-se neste campo.

Considerado o primeiro grande documento da doutrina social da Igreja, a Rerum novarum aborda a questão operária no fim do século XIX. Leão XIII denuncia a penosa situação dos trabalhadores das fábricas, afligidos pela miséria, num contexto profundamente transformado pela revolução industrial. Depois da Rerum novarum, apareceram diversas encíclicas e mensagens referentes aos problemas sociais.

Com sua doutrina social, a Igreja não quer impor-se à sociedade, mas sim fornecer critérios de discernimento para a orientação e formação das consciências. Nesta perspectiva, a doutrina social cumpre uma função de anúncio de uma visão global do homem e da humanidade, e também de denúncia do pecado de injustiça e de violência que de vários modos atravessa a sociedade (Compêndio da Doutrina Social da Igreja – CDSI –, 81). Não entra em aspectos técnicos nem se apresenta como uma terceira via para substituir sistemas políticos ou econômicos.

Seu propósito é religioso, sendo matéria do campo da teologia moral. Sua finalidade é interpretar as realidades da existência do homem, examinando a sua conformidade com as linhas do ensinamento do Evangelho. É uma doutrina dirigida em especial a cada cristão que assume responsabilidades sociais, para que atue com justiça e caridade. Ou seja, visa a orientar o comportamento cristão.

Por isso, a doutrina social implica “responsabilidades referentes à construção, à organização e ao funcionamento da sociedade: obrigações políticas, econômicas, administrativas, vale dizer, de natureza secular, que pertencem aos fiéis leigos, não aos sacerdotes e aos religiosos” (CDSI, 83).

Os direitos humanos, o bem comum, a vida social, o desenvolvimento, a justiça, a família, o trabalho, a economia, a política, a comunidade internacional, o meio ambiente, a paz. Todos esses são campos sobre os quais a Igreja dirige a sua reflexão no contexto da doutrina social.

Todo homem é um ser aberto à relação com os outros na sociedade. Para assegurar o seu bem pessoal e familiar, cada pessoa é chamada a realizar-se plenamente, promovendo o desenvolvimento e o bem da própria sociedade. Assim, a pessoa é o centro do ensinamento social católico. Qualquer conteúdo da doutrina social encontra seu fundamento na dignidade da pessoa humana. Outros princípios básicos do ensinamento social são: o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade.

1-Dignidade da pessoa humana
A Igreja não pensa em primeiro lugar no Estado, no partido ou no grupo étnico. Pensa na pessoa como ser único e irrepetível, criado à imagem de Deus. Uma sociedade só será justa se souber respeitar a dignidade de cada pessoa. Portanto, a ordem social e o progresso devem ordenar-se segundo o bem das pessoas, pois a organização das coisas deve subordinar-se à ordem das pessoas e não o contrário (Gaudium et spes, 26).

O respeito à dignidade humana passa necessariamente por considerar o próximo como outro eu, sem excetuar ninguém. A vida do outro deve ser levada em consideração, assim como os meios necessários para mantê-la dignamente. Assim, o conteúdo da doutrina social é universal, pois considera a dignidade de cada pessoa como inalienável, única e necessária para construir o bem de todos.

2-Bem comum
O bem comum é o “conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (GS, 26). Não se trata de simples soma dos bens particulares de cada sujeito. É um bem indivisível, porque somente juntos se pode alcançá-lo, aumenta-lo e conservá-lo (CDSI, 164).

Para se colocar autenticamente ao serviço do ser humano, a sociedade deve colocar como meta o bem comum, enquanto bem de todos os homens e do homem todo (CIC, 1912).

O bem comum refere-se, por exemplo, a serviços essenciais ao ser humano: acesso a alimentação, habitação, trabalho, educação, cultura, transporte, saúde, informação, liberdade. Implica também o empenho pela paz, a organização dos poderes do Estado, um sólido ordenamento jurídico, a proteção do meio ambiente.

3-Subsidiariedade
O princípio da subsidiariedade indica que, na sociedade, as instituições e organismos de ordem superior devem se colocar em atitude de ajuda (‘subsidium’) – e, portanto, de apoio, promoção e incremento – em relação às menores (CDSI, 186). Por nível superior se entende aquelas que são mais gerais (por exemplo, o governo federal em relação aos governos regionais e estes em relação aos municipais) e os organismos estatais em relação às organizações não-governamentais. É importante notar que o princípio da subsidiariedade inverte a lógica dos governos muito centralizadores e assistencialistas. Para estes governos, o Estado deve organizar e controlar os serviços sociais e as organizações não governamentais apenas o ajudam nesta tarefa. Pelo princípio da subsidiariedade, as pessoas, ao se organizarem, devem procurar, a partir de sua história, de seus valores e princípios, as melhores soluções para seus problemas e o Estado deve ajuda-las a viabilizar estas soluções na busca do bem comum.

O objetivo fundamental deste princípio é garantir o protagonismo da pessoa na sua vida pessoal e social. Ele protege as pessoas dos abusos das instâncias sociais superiores – por exemplo, do Estado – e solicita que as instâncias superiores ajudem os indivíduos e grupos intermediários a desempenhar suas próprias funções (CDSI, 187).

A subsidiariedade não prega formas de centralização, de burocratização, de assistencialismo, de presença injustificada e excessiva do Estado e do aparato público, pois considera que tirar a responsabilidade da sociedade provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do setor estatal.

De forma positiva, indica a necessidade de se dar suporte às pessoas, famílias, associações, iniciativas privadas, promovendo “uma adequada responsabilização do cidadão no seu ‘ser parte’ ativa da realidade política e social do País” (CDSI 187).

4-Solidariedade
A solidariedade não é um simples sentimento de compaixão pelos males sofridos por tantas pessoas próximas ou distantes. É a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem de todos e de cada um, porque “todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos” (Sollicitudo rei socialis, 38).

A solidariedade se apresenta sob dois aspectos complementares: o de princípio social – ordenador das instituições – e o de virtude moral – responsabilidade pessoal com o próximo (CDSI, 193).

A solidariedade se manifesta antes de tudo na distribuição dos bens e na remuneração do trabalho. O ensinamento social católico defende que os problemas socioeconômicos “só podem ser resolvidos com o auxílio da solidariedade: solidariedade dos pobres entre si, dos ricos e dos pobres, dos trabalhadores entre si, dos empregadores e dos empregados na empresa, solidariedade entra as nações e entre os povos” (CIC, 1940).

5-A integração entre subsidiariedade e solidariedade
Na aplicação da doutrina social da Igreja, os princípios da subsidiariedade e solidariedade sempre devem ser vistos e aplicados em conjunto, pois “o princípio de subsidiariedade há-de ser mantido estritamente ligado com o princípio de solidariedade e vice-versa, porque, se a subsidiariedade sem a solidariedade decai no particularismo social, a solidariedade sem a subsidiariedade decai no assistencialismo que humilha o sujeito necessitado” (Bento XVI, Carta encicl. Caritas in veritate, 58).

O ensinamento social católico tem o valor de um instrumento de evangelização. Anuncia e atualiza a mensagem de Jesus Cristo em campos fundamentais da vida do homem. Grandes temas da doutrina social são: a família, o trabalho, a vida econômica, a política, a comunidade internacional, a proteção do meio ambiente e a promoção da paz.

1-Família
A Igreja considera a família “como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, e a põe no centro da vida social”. Ela é “a célula primeira e vital da sociedade”, fundamento da vida das pessoas e base de todo ordenamento social (CDSI, 211).

A família tem o seu fundamento na livre vontade dos cônjuges de se unirem em matrimônio. Ela é um ambiente de vida, de doação recíproca do homem e da mulher, e de bem para as crianças. É comunidade natural na qual se experimenta a sociabilidade humana. Contribui “de modo único e insubstituível para o bem da sociedade” (CDSI, 213).

2-Trabalho
O trabalho humano tem uma dupla dimensão. Em sentido objetivo, é “o conjunto de atividades, recursos, instrumentos e técnicas de que o homem se serve para produzir”. Em sentido subjetivo, é “o agir do homem enquanto ser dinâmico, capaz de realizar as várias ações que pertencem ao processo do trabalho e que correspondem à sua vocação pessoal” (CDSI, 270).

O trabalho é um dever do homem. Mas nunca deve ser considerado simples mercadoria ou elemento impessoal da organização produtiva. O trabalho é expressão essencial da pessoa, sendo a própria pessoa o parâmetro da dignidade do trabalho (CDSI, 271).

3-Economia
O objeto da economia “é a formação da riqueza e o seu incremento progressivo, em termos não apenas quantitativos, mas qualitativos”. Tudo isso “é moralmente correto se orientado para o desenvolvimento global e solidário do homem e da sociedade em que ele vive e atua” (CDSI, 334).

O ensinamento social católico considera a liberdade da pessoa no campo econômico como um valor fundamental, reconhece a justa função do lucro, harmonizada com a capacidade da empresa de servir à sociedade. Defende o livre mercado, prega que o Estado assuma o princípio da subsidiariedade, valoriza a co-presença de ação pública e privada, defende a obtenção de um desenvolvimento integral e solidário para a humanidade.

4-Política
A comunidade política é “a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo”. Seu dever é perseguir o bem comum, atuando em vista de um ambiente humano em que seja oferecida aos cidadãos “a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respectivos deveres” (CDSI, 385, 389).

O ensinamento social católico reconhece o valor do sistema da democracia e a validade do princípio da divisão dos poderes em um Estado. Afirma que a comunidade política é constituída para estar ao serviço da sociedade civil. Igreja e comunidade política são de natureza diversa, quer pela configuração, quer pela finalidade que buscam (CDSI, 424).

5-Comunidade internacional
A convivência entre as nações “funda-se nos mesmos valores que devem orientar a convivência entre os seres humanos: a verdade, a justiça, a solidariedade e a liberdade”. Essa convivência tem o direito como instrumento de garantia de sua ordem (CDSI 433, 434). A política internacional deve ser voltada para o objetivo da paz, do desenvolvimento e da luta contra a pobreza, mediante a adoção de medidas coordenadas.

O Magistério da Igreja defende a instituição de uma “autoridade pública universal, reconhecida por todos, que goze de poder eficiente, a fim de que sejam salvaguardadas a segurança, a observância da justiça e a garantia dos direitos” (CDSI, 441).

6-Meio ambiente
A Igreja Católica afirma que cuidar do meio ambiente é um desafio para toda a humanidade. Trata-se de um dever, comum e universal, de respeitar um bem que é coletivo e destinado a todos (CDSI, 466).

Perante os graves problemas ecológicos, o ensinamento católico defende uma mudança de mentalidade, que induza a adotar novos estilos de vida. Tais estilos devem ser inspirados na sobriedade, na temperança, na autodisciplina, no plano pessoal e social.

7-Paz
A paz é um valor e um dever universal. Ela é fruto da justiça, entendida em sentido amplo como o respeito ao equilíbrio de todas as dimensões da pessoa humana. A paz é também fruto do amor, é ato próprio e específico da caridade (CDSI, 494). A Igreja considera como parte integrante de sua missão a promoção da paz no mundo. Também convoca cada cidadão a essa tarefa.

Para a doutrina social da Igreja, o objetivo último de toda ação social é o desenvolvimento humano integral, ou seja, permitir que o desenvolvimento de todas as dimensões da pessoa (material, afetivo, social, espiritual) chegue igualmente a todos na sociedade.

Em 1967, o Papa Paulo VI publicou sua encíclica Populorum progressio, na qual apresentava o conceito de desenvolvimento humano integral. Com isto, criticava a ideia de que o progresso das nações podia ser medido apenas por seu crescimento econômico ou mesmo apenas pelo aumento do poder aquisitivo da população.

Assim Paulo VI se antecipava a reflexões críticas que se tornaram comuns nas décadas seguintes, através de ideias como a de desenvolvimento sustentável, difundida a partir de um documento de 1980 da União Internacional para a Conservação da Natureza, ou de índices de desenvolvimento humano e desenvolvimento como aumento das oportunidades sociais, da década de 1990. Em 2009, o Papa Bento XVI retomou o conceito, utilizando-o como base para a redação de sua encíclica Caritas in veritate.

O desenvolvimento humano integral implica que as possibilidades criadas pelo crescimento e desenvolvimento econômico das nações estejam igualmente ao alcance de todas as pessoas. Além disso, considera que o desenvolvimento não pode ser apenas material, mas deve incluir todas as dimensões da pessoa. Quem, por exemplo, aumentou muito seu poder aquisitivo, mas se fechou numa posição individualista e não colabora na construção do bem comum, ou não cresceu intelectualmente ou na vida espiritual, não se desenvolveu integralmente.

Num mundo cada vez mais rico, mas que permanece com suas desigualdades globais e sofre com a desumanização das relações sociais e do estilo de vida das populações com mais recursos, o conceito de desenvolvimento humano integral revela-se um instrumento para o diálogo com todas as tendências de pensamento social e político e para a denúncia da crise de sentido e das injustiças que afetam as sociedades.

Os papas e a Igreja têm trabalhado sem cessar para iluminar o vasto campo da vida social e oferecer, à luz do Evangelho, diretrizes para iluminar o caminho de um autêntico desenvolvimento do homem.

Apesar de ter marcado seu desenvolvimento de forma mais estruturada a partir do final do século XIX, a doutrina social é resultado da experiência ancestral e pastoral eclesial. “A Igreja jamais deixou de se interessar pela sociedade; não obstante, a encíclica Rerum novarum dá início a um novo caminho” (CDSI, 87).

Etapas do ensinamento social católico:
De 1891 até hoje, a doutrina social da Igreja foi um ensinamento constante por parte de todos os papas.

Leão XIII (1878-1903), na Rerum Novarum (1891), denunciou as condições miseráveis em que vivia a classe operária, protagonista da revolução industrial.

Pio XI (1922-1939), na Quadragesimo Anno (1931), amplia a doutrina social cristã. Aborda o difícil tema do totalitarismo, encarnado nos regimes fascista, comunista, socialista e nazista.

Pio XII (1939-1958), papa durante a guerra e o pós-guerra, focaliza a atenção nos “sinais dos tempos”. Ainda que não tenha publicado uma encíclica social, em seus numerosos discursos há uma imensa variedade de ensinamentos políticos, jurídicos, sociais e econômicos.

João XXIII (1958-1963), na Mater et Magistra (1961) e na Pacen in Terris (1963), abre a doutrina social “a todos os homens de boa vontade” e, assim, a questão social se torna um tema universal que afeta e é responsabilidade de todos os homens e povos.

Com a Constituição pastoral Gaudium et spes (1965), o Concílio Vaticano II sublinha o rosto de uma Igreja realmente solidária com o gênero humano e sua história. Já na declaração Dignitatis humanae (1965), o Concílio enfatiza o direito à liberdade religiosa.

Paulo VI (1963-1978), na Populorum Progressio (1967) e na Octogesima adveniens (1971), afirma que o desenvolvimento “é o novo nome da paz” entre os povos. Ele cria o Pontifício Conselho “Justiça e Paz”.

João Paulo II (1978-2005) compromete-se na difusão do ensinamento social em todos os continentes. Escreve três encíclicas sociais: Laborem Exercens (1981), Sollicitudo Rei Socialis (1987) e Centesimus Annum (1991). Além disso, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (2004) leva a sua assinatura apostólica.

Bento XVI (2005), em sua encíclica social Caritas in veritate (2009), defende o desenvolvimento integral da pessoa pautado caridade e na verdade.

Via Aleteia

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Jubileu e devoção marcam a Festa do Carmo 2020 em Vila Kosmos https://soucatequista.com.br/jubileu-e-devocao-marcam-a-festa-do-carmo-2020-em-vila-kosmos/ https://soucatequista.com.br/jubileu-e-devocao-marcam-a-festa-do-carmo-2020-em-vila-kosmos/#respond Mon, 06 Jul 2020 19:00:06 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9305  

Paróquias, comunidades e santuários da Província Carmelitana de Santo Elias já se preparam para vivenciar uma profunda experiência de fé e devoção, através da Novena e Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. “Nossa Paróquia: 75 anos evangelizando com Maria”, é o tema escolhido pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Vila Kosmos (RJ), para celebrar os festejos da Padroeira.

A comunidade realizará seu novenário de 7 a 15 de julho, com missas de segunda a sexta-feira, às 19h; sábado, às 17h30min; e domingo, às 18h. No dia dedicado à Virgem do Carmo, 16 de julho, as missas serão celebradas às 7h30min, 10h, 16h e 19h.

Os fiéis podem agendar a participação nas celebrações, através da secretaria paroquial (segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e/ou das 13h às 17h; aos sábados, das 8h às 12h) pelo telefone: (21) 3391-2007. A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo fica na Avenida Vicente de Carvalho, 970, em Vila Kosmos.

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Dízimo: sinal de comprometimento com a Comunidade de Fé https://soucatequista.com.br/dizimo-sinal-de-comprometimento-com-a-comunidade-de-fe/ https://soucatequista.com.br/dizimo-sinal-de-comprometimento-com-a-comunidade-de-fe/#respond Tue, 07 Apr 2020 16:27:13 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=8774 Diante da grave crise social que assola nosso país e todo o mundo em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Província Carmelitana de Santo Elias, em comunhão com os Frades Carmelitas, que realizam também a sua missão pastoral no exercício da administração de algumas paróquias espalhadas por diversas regiões do Brasil, orienta os fiéis que desejarem e que puderem continuar devolvendo seu dízimo que busquem mais informações pelas redes sociais e sites das respectivas igrejas.

Lembrem-se: O dízimo é uma expressão de gratidão a Deus por tudo o que recebemos. É sinal de amor, de fé, de partilha e de comprometimento com a sua Comunidade. É um exercício de doação e partilha, em que o cristão se mostra disponível a cuidar das dimensões religiosa, social e missionária da Igreja. Que Deus o abençoe!

>> Leia também: Em tempos de igrejas sem missas presenciais, bispos falam sobre importância da contribuição do dízimo

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Formação para Catequista – Viver e crescer em comunidade! https://soucatequista.com.br/formacao-para-catequista-viver-e-crescer-em-comunidade/ https://soucatequista.com.br/formacao-para-catequista-viver-e-crescer-em-comunidade/#respond Mon, 30 Jul 2018 11:00:52 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=49822 Umas das tarefas mais importantes dos(as) catequistas é despertar nas crianças e adolescentes o gosto pelo trabalho em grupo e pela aceitação uns dos outros. Eles devem aprender o sentido de ser comunidade, descobrir o quanto é gratificante viver em comunidade, mas, ao mesmo tempo, conhecer os limites dessa vivência para superá-los com tranquilidade.

Deus não nos fez para viver sozinhos, isolados, precisamos de amigos, de companhia. A comunidade cristã é o lugar de nossa convivência fraterna como irmãos e irmãs.

Nela passamos boa parte de nossa vida.

Crescemos como pessoa humana, realizamos projetos comuns, aprendemos cidadania, descobrimos nossos potenciais e, não menos importante, elevamos juntos nossa ação de graças a Deus.

A Santíssima Trindade é a verdadeira comunidade, nela o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão intimamente unidos. Diante do individualismo que toma conta de nossa sociedade, nosso esforço deve ser cada vez maior para que nossas crianças não absorvam isso e, assim, não percam o senso comunitário.

A lógica excludente da sociedade não deve nos enfraquecer e desanimar na construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

É importante que tenhamos, na catequese, dinâmicas e brincadeiras para integração grupai, visando a aceitação uns dos outros e o aprendizado de conviver com as diferenças. Apresento a seguinte brincadeira para ajudá-los nesse sentido:

1. Antes da brincadeira, conversar sobre a importância de se conhecer melhor;

2. Começar a brincadeira convidando as crianças e os adolescentes menos aceitos ou ignorados no grupo para ficarem fora da sala (ou do ambiente do encontro);

3. Dividir os demais em tantos grupos quantos forem os que estiverem fora da sala;

4. Pedir a cada grupo que preencha uma ficha com as qualidades de uma das crianças ou adolescentes que estão fora da sala, cujo nome o catequista deve informar ao grupo;

5. O catequista chama as crianças e os adolescentes que estão fora, e cada grupo apresentará ao colega sua ficha de qualidade (valores da pessoa);

6. O ideal é encerrar a brincadeira com um abraço amigo e um canto sobre a amizade.

Na comunidade, muitas são as alegrias que vivenciamos ao longo da vida, principalmente quando realizamos atividades que são aceitas por todos e que tenham a participação de todos os grupos, pois cada um, com seu jeito diferente de ser e de agir, pode colaborar para o bom êxito das tarefas.

Contudo, sabemos que na comunidade cristã surgem os conflitos que muitas vezes enfraquecem o Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.

Não há lugar para o “eu” na comunidade, pois somente o “nós” deve ser o lema de nossa ação missionária em favor dos irmãos e irmãs, principalmente dos que ainda não descobriram o valor de se viver em comunidade.

A comunidade é o lugar da festa e do perdão, por isso, assim como nos alegramos quando tudo está bem, todos se aceitam e se entendem, devemos celebrar a reconciliação, quando surgem os conflitos que tendem a nos separar, a quebrar a aliança que há entre seus membros.

Esforcemo-nos mais e mais para que nossos pequenos se sintam motivados ao convite de Jesus: viver e crescer em comunidade.

Pe. Jorge Paulo da Silva Sampaio
Santuário Nacional de
Nossa Senhora Aparecida

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Formação para Catequista – Cooperar é progredir juntos https://soucatequista.com.br/formacao-para-catequista-cooperar-e-progredir-juntos/ https://soucatequista.com.br/formacao-para-catequista-cooperar-e-progredir-juntos/#respond Mon, 16 Jul 2018 11:00:23 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=49789 Estimados catequistas, quero apresentar para vocês alguns roteiros de encontros com as crianças e adolescentes sobre lugares importantes em nossa vida, tais como a casa, o bairro, a escola, a comunidade. Tudo isso com o objetivo de despertar nos pequenos o senso de responsabilidade e cuidado com cada um desses ambientes.

Esses encontros opcionais poderiam ser aplicados num momento à parte, sem interromper a programação da Catequese na Comunidade.

Nesta oportunidade, sugiro que trabalhe com os catequizandos o tema da casa, pois é muito importante que eles conheçam as necessidades de cada pessoa humana de ter uma habitação, pois a casa é o lugar onde nos abrigamos contra qualquer tipo de adversidade, sejam as da natureza, sejam as de cunho social; os problemas causados pela falta de moradia digna para todos; as políticas públicas que proporcionam moradia principalmente para as classes mais pobres e, sem sombra de dúvida, sensibilizar nossas crianças e adolescentes acerca da necessidade de criar relações de cooperação, visando o crescimento de todos e a melhoria das condições de habitação.

Material
Argila, massa para modelar, cartolina, papelão, cola, tinta, tesoura e outros materiais para a realização da atividade.

Atividade
1. Preparar a turma, conversando um pouco sobre a casa, uma das coisas mais importantes para a vida. Lembrar que a maior parte das pessoas não têm casa boa e muitas moram num só cômodo, ou em dois e até em barracos.

2. Propor ao grupo que construa uma casa usando os materiais disponíveis. Antes, porém, deverão se organizar e discutir como será essa casa, se será apenas um desenho, ou se vão confeccionar uma casa de argila e massa para modelar. É necessário que use toda a criatividade.

Trabalho em grupo
1. Os catequistas devem dividir a turma em pequenos grupos e estes, depois de decidirem como vão realizar esta obra, dividem as tarefas, de modo que cada grupo faça uma parte da casa.

2. Se for um número grande de catequizandos, poderão usar a criatividade e modelar os móveis para a casa.

Diálogo
É muito importante que depois da conclusão do trabalho, haja um momento para o diálogo e os catequistas têm a função de ajudar o grupo a perceber como foi o processo de execução da atividade proposta:

1. Houve competição em nosso trabalho? Por quê?

2. Foi fácil montar a casa?

3. Por que conseguimos montar uma casa em tão pouco tempo?

Por fim, devem concluir a reunião com uma oração, trazendo presentes todas as pessoas que sofrem com as desigualdades do sistema social, que são impedidas de terem acesso a direito de ter um lugar para viver dignamente.

Por Pe. Jorge Paulo da Silva Sampaio – Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

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Viver a comunhão com Deus em comunidade https://soucatequista.com.br/viver-a-comunhao-com-deus-em-comunidade/ https://soucatequista.com.br/viver-a-comunhao-com-deus-em-comunidade/#respond Wed, 25 Oct 2017 11:00:01 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=81423 Jesus nos revela ser Deus uma perfeita comunhão de amor. O Pai ama o Filho, e o Filho ama o Pai no Espírito Santo que os une pelo amor. Jesus é o Filho de Deus, gerado e não criado. Ele se coloca a serviço do Pai e recebe a força do espírito Santo. O Espírito anima, dá vida a toda a criação do Pai e leva as pessoas a terem fé em Jesus. A Trindade toda sai de si para a salvação do ser humano.

Como viver esse grande amor do Deus Trindade em nossas comunidades?

A Igreja nos oferece os sacramentos da Iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia nos convidando a vivenciá-los no nosso dia a dia, deixando que essa experiência faça reflexo na vida do outro.

Pela Eucaristia, Jesus nos convida, hoje, a tornarmos partícipe da sua vida de ressuscitado e, assim, ser responsável pela vida do irmão, estabelecendo uma relação semelhante àquela que ele e seus discípulos tiveram. Mais tarde, as primeiras comunidades experimentaram e se deixaram guiar pelos ensinamentos de Jesus transmitidos pelos discípulos.

Participando dessa vida que está em Cristo, somos chamados a ser fermento, sal e luz para toda a comunidade.

Os ensinamentos de Jesus, segundo a comunidade de Mateus

Partindo dos ensinamentos de Jesus oferecido pelo Evangelho de Mateus, parábolas como as das dez virgens (Mt 25,1-13) as dos talentos (Mt 25, 14-30), e a do Juízo final (Mt 25, 31-46), todas elas ensinam e insistem para que a comunidade se abra à generosidade, seja boa uns para com os outros; e também chama a atenção para a vigilância: estejam atentos.

Mateus nos ensina como sermos discípulos modelo, luz e sal na comunidade. Como oferecer o sabor da vida de Jesus para todos. Como atitudes fundamentais, nos convidam a viver: “o amor, a justiça, a misericórdia e o perdão”.

1. Sobre o amor, convida a comunidade a ser imitadora do Pai quando a convida à realização do duplo amor universal: “Amar a Deus e ao próximo (cf. Mt 22,37-39).

2. Sobre a Justiça, a comunidade é convidada a ir além do cumprimento da Lei, pela busca do Reino de Deus. Jesus diz: “Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo isso vos será dado por acréscimo. (cf. Mt 6,33).

3. Sobre a misericórdia, Mateus nos dá o ensinamento de Jesus recordando as palavras do profeta Oséias em 6,6 que diz: “Misericórdia é que eu quero e não sacrifício. Na compreensão da comunidade de Mateus, ao ser misericordiosos, os discípulos de Jesus se fazem parecido com o Pai, pois cumprem o mandamento do amor. Assim, quando Jesus é criticado pelo fato de comer com os pecadores, e Jesus responde que “os que têm saúde não precisam de médicos, mas os doentes”, Mateus está nos mostrando que é a misericórdia o remédio com o qual Jesus vai curar a humanidade.

4. Sobre o perdão, os ensinamentos de Jesus vai nos mostrar que é pela capacidade de perdoar que se cumpre o mandamento do amor. Mateus nos apresenta a parábola que Jesus contava para demonstrar a capacidade de doar o perdão. A parábola do devedor perdoado de uma grande dívida, mas que se recusa a doar o perdão a quem pouco lhe devia (cf. Mt 18, 23-35).

Aqui estão as atitudes a que somos chamados a deixar fazer eco na vida da comunidade. No meio em que vivemos, a imagem dominante do ser cristão raras vezes mostra o que é essencial, às vezes se esquecem do que é fundamental e então não se espelha a dinâmica cristã fundamental e o sentido da identidade cristã que necessita ser expressa de forma consciente e integral.

Por Neuza Silveira de Souza – Secretariado bíblico-Catequético de Belo Horizonte-MG

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A renovação da Paróquia https://soucatequista.com.br/a-renovacao-da-paroquia/ https://soucatequista.com.br/a-renovacao-da-paroquia/#respond Mon, 12 May 2014 14:16:58 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41847 holy-communion-mary-mother-of-god-parish-harrison-arkansasA Paróquia é o tema principal da 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida de 30 de abril a 9 de maio. Já na assembleia anual de 2014, o tema tinha sido refletido; desta vez, voltou ais amadurecido, resultando na aprovação de um novo Documento da CNBB sobre o assunto.

A insistência no tema pode ter, ao menos, dois significados diversos: que a Paróquia é muito importante para a própria Igreja e que ela precisa passar por transformações e ser revitalizada.

A Paróquia, de fato, tem sido ao longo dos séculos o rosto mais visível e próximo da Igreja; ela é a imagem perceptível daquilo que a própria Igreja é, no seu todo: a comunidade dos batizados, convocados e guiados pela Palavra de Deus, reunidos em torno da Eucaristia e de um ministro ordenado que, como pastor encarregado, os serve e conduz em nome de Cristo Pastor, na comunhão da grande Comunidade eclesial.

Na Paróquia, os filhos da Igreja expressam e nutrem sua fé, celebram os Mistérios de Deus, organizam e praticam a caridade, inserem-se concretamente nas realidades da comunidade humana na qual vivem, para testemunhar a vida nova e a esperança que vêm do Evangelho. Ainda na Paróquia, floresce a vida cristã na riqueza e na variedade dos dons do Espírito Santo e se cuida de transmitir a fé e de viver a dimensão missionária da Igreja.

Apesar das muitas críticas feitas à Paróquia, a Igreja não a abandona e continua vendo nessa forma de organização da vida cristã e da missão eclesial uma escolha válida. Ela precisa, é certo, de ajustes e melhorias constantes e é isso que a CNBB está buscando fazer. A vida cristã tem uma dimensão pessoal e envolve diretamente a pessoa, suas escolhas e respostas de fé à proposta de vida segundo o Evangelho. Porém, não é individualista nem meramente subjetiva, mas vinculada à vida comunitária e eclesial.

A cultura do nosso tempo, marcada fortemente pelo individualismo e pelo subjetivismo, também pode contagiar a vida cristã, abandonando seus vínculos comunitários e eclesiais. Nisso haveria uma grave perda. De fato, nós não cremos “do nosso jeito”, nem buscamos dar soluções às questões morais “do nosso jeito”, mas do jeito da Igreja. Já desde o princípio, os apóstolos tiveram a preocupação de transmitir o que viram, ouviram e receberam do Senhor Jesus; e Paulo, em seguida, insiste em dizer: “o que recebi, foi isso que também vos transmiti”. Ele queria destacar que não inventava, de sua cabeça, o que pregava aos outros.

E os apóstolos e, depois deles, os Pastores da Igreja, também insistiam em dizer que era preciso viver de maneira coerente com o que se aprendeu do Evangelho, não mais apenas conforme os costumes e práticas do tempo. Assim foi ao longo dos séculos, e assim continua até hoje. O papa Bento XVI lembrou aos jovens, na Jornada Mundial da Juventude, de Colônia (Alemanha), que a fé e a vida cristã não são feitas à maneira de “self-service”, onde cada um escolhe só o que gosta ou decide o que lhe convém… Nossa fé é ligada à Comunidade de fé; a própria Igreja é o “sujeito da fé”; com ela nós cremos e praticamos a vida cristã.

A Paróquia precisa, pois, ser redescoberta como o “lugar” da vida comunitária da fé e da vida cristã. O Documento da CNBB a apresenta como “Comunidade de Comunidades”, com muitas expressões pessoais e comunitárias da fé e da vida cristã. A Paróquia precisa favorecer as muitas formas de vida eclesial comunitária, com tudo o que isso significa para as relações mútuas entre os fieis e, destes, com a comunidade humana plural circunstante.

Usando a linguagem do Documento de Aparecida (2007) e da recente Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco, podemos dizer que também a Paróquia precisa fazer a sua “conversão pastoral e missionária”, para expressar melhor a sua vida e missão nos tempos atuais. E é isso que o novo Documento da CNBB orienta a fazer.

Por Cardeal Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo

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O Presbítero e sua comunidade https://soucatequista.com.br/o-presbitero-e-sua-comunidade/ https://soucatequista.com.br/o-presbitero-e-sua-comunidade/#respond Sun, 16 Feb 2014 20:00:22 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=38549 Refletir sobre a comunicação na vida concreta de uma paróquia não significa limitar-se a enumerar as tecnologias comunicativas (boletins, publicações periódicas, rádio, televisão etc.). A missão do presbítero de “anunciar, celebrar os sacramentos, animar e guiar a comunidade” (cf. Pastores Dabo Vobis, 26) se realiza em um conjunto diversificado de atos de comunicação. Nas suas atividades ministeriais, “o presbítero se torna pontífice, aquele que une o ser humano a Deus, fazendo-se irmão das pessoas no ato mesmo com o qual quer ser seu pastor, pai e mestre” (Direttorio per il ministero e la vita dei presbiteri, 30). A grandiosa visão teológica da identidade e da missão presbiteral se traduz depois, na vida cotidiana de uma paróquia, em uma mentalidade e um estilo de comunicação que são o espelho da personalidade humana do presbítero, de sua formação em comunicação e do projeto comunicativo escolhido para realizar o seu ministério pastoral.

A dimensão trinitária, cristológica, pneumatológica, eclesiológica da identidade do presbítero se enxerta, de fato, nos traços de uma personalidade humana particular que, do ponto de vista da comunicação, pode ser descrita como “fechada em si” ou “aberta aos outros”. A percepção psicológica de si, as relações interpessoais, a animação dos grupos, a gestão de toda a paróquia como “organização” são índices incontestáveis da particular fisionomia humana do presbítero.

A segurança de possuir a verdade, a pouca consideração ou a refutação da opinião dos outros, uma linguagem estereotipada com tom paternalista na conversação, a impostação do processo de decisão de maneira pouco participativa e dialógica são algumas manifestações de uma personalidade fechada em si. A certeza de possuir a verdade como dom, com o consequente espírito de tolerância, a segurança flexível que se abre ao diálogo, a importância dada às opiniões dos outros, a preocupação de ser compreensível, a vontade de coenvolver os outros na tomada de decisão são algumas características de uma personalidade aberta aos outros.

Pode ser uma evidência afirmar que a identidade e a missão do presbítero são concretamente vividas por uma personalidade específica; entretanto, não é banal ressaltar que, às vezes, corre-se o risco de confundir o perfil teológico do presbítero e a estrutura da personalidade do homem. Se é verdade que o processo de decisão, também na vida paroquial, exige que alguém tenha a última palavra, não quer dizer que se deva recorrer só a um estilo autoritário de comunicação; existe também a possibilidade de promover a corresponsabilidade dos outros membros. Na realidade, em nível comunicativo, repropõe-se a mesma advertência que, em outro contexto, é recordada pela primeira carta de Pedro (1Pd 5,2-3): servidores, não donos do rebanho.

 

A perspectiva de formar o presbítero para a comunicação, durante a sua permanência no seminário, parece bastante recente no que diz respeito à comunicação midiática. De fato, tomando como ponto de referência o Concílio Vaticano II, a formação para a comunicação midiática do presbítero é recomendada pelo Decreto Inter Mirifica (n. 13), pela Instrução Pastoral Communio et Progressio (n. 111), pela Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis (n. 68) e, sobretudo, pelas Orientações para a formação dos futuros sacerdotes acerca dos instrumentos de comunicação social.

Atribui-se à Congregação para a Educação Católica a determinação de formar os presbíteros para a comunicação midiática. Todavia um exame, mesmo que limitado, das situações concretas em nível internacional pode documentar o pouco seguimento de tais disposições normativas. A lacuna formativa não é tanto porque seja descuidado o fenômeno dos meios de comunicação, mas porque não se percebe que esses meios remetem a um problema mais complexo, a comunicação como “cultura e civilização”. Portanto, mesmo o processo formativo que prescreva algumas horas diárias de estudo sobre os meios de comunicação, mas se limite a isso, está bem longe de compreender a importância da formação para a comunicação.

Se a finalidade do seminário é “formar pastores de alma, e toda a formação sacerdotal deve ser caracterizada pelo espírito pastoral” (Ratio, 94), a formação para a comunicação precisa ser entendida como imersão em um fenômeno global, indispensável “sinal dos tempos”, para “anunciar convenientemente a mensagem evangélica às pessoas de hoje e para inseri-la na cultura delas” (Ratio, 59). Nesse sentido, a formação para a comunicação é a versão atual do empenho de sempre do presbítero de inserir-se no hoje da sociedade e da Igreja.

O projeto de comunicação adotado no ministério pastoral também compreende uma reflexão sobre a comunicação na paróquia. As atividades de evangelização do presbítero, de fato, recorrem a um método pedagógico que pode ser observado em chave comunicativa. Concretamente, poder-se-ia observar a quantidade e a qualidade do uso da comunicação feito pelo presbítero e pelos fiéis. Para evidenciar, na comunicação, um aspecto da diferença entre gerações, não é suficiente constatar que o presbítero emprega um número limitado de meios, lhes dedica um tempo exíguo e se serve de um método de leitura particular. A mentalidade e o uso diverso da comunicação se traduzem em um estilo que se encontra na catequese, na homilia, na celebração litúrgica, na abordagem geral da fé, na gestão da vida de grupo, na maneira de interagir com os fiéis. O presbítero parece mais preocupado com os conteúdos e com a identidade sacral; a comunicação atual centra-se nos receptores e na relação comunicativa.

Fonte: Revista Vida Pastoral

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