desafio – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 23 Oct 2024 22:09:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png desafio – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Catequese com adultos: Maduros na fé? https://soucatequista.com.br/catequese-com-adultos-maduros-na-fe-2/ https://soucatequista.com.br/catequese-com-adultos-maduros-na-fe-2/#respond Sat, 09 Oct 2021 11:00:16 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116736 A realidade tem mostrado que grande parte dos cristãos adultos são batizados, mas não são evangelizados. Daí a preocupação da Igreja Católica no Brasil em levar adiante a reflexão do tema “Catequese com Adultos”, formando uma nova consciência de cristãos engajados no processo de evangelização.

1. Catequese com Adultos: A segunda Semana Brasileira de Catequese (2ª SBC) aconteceu em outubro de 2001. O tema que mobilizou o Brasil foi: “Com Adultos, Catequese Adulta” e o lema ” Crescer rumo à maturidade em Cristo”. Precisamos refletir e orar sobre a realidade dos adultos católicos e juntos tornar prioridade efetiva a Catequese com adultos.

2. Fragilidades graves dos católicos: Face ao mundo plural e corrupto, dominado pelos ídolos do dinheiro, do poder e do prazer, uma parcela bem numerosa do povo católico se encontra muito despreparada, apresentando quatro perigosas fragilidades;

a) Primeiramente, a não conversão. Em geral se é católico por tradição, por costume e não por conversão, decisão consciente, esclarecida, coerente e generosa. Até existe “católico não praticante”, o que é, em si, uma aberração;

b) Segunda fragilidade: a não convicção. É consequencia da primeira, e se manifesta na insegurança, na ingenuidade, na busca do maravilhoso e milagreiro na religião, no devocionismo e na facilidade de mudar de opinião face a argumentação até simplórios;

c) Terceira fragilidade: a ignorância religiosa. É imensa a quantidade de católicos que desconhecem um mínimo sobre sua fé. Quando ouvem ou lêem interpretação da Bíblia que destoam da tradição católica, narrativas de fenômenos espirituais, críticas à Igreja, ficam perplexos, sem base para se confrontarem com o que recebem e para contra-argumentar;

d) Quarta fragilidade: o infantilismo religioso. É bastante grande o número dos que se deixam fascinar por “ídolos do pop-catolicismo”, se amarram em canções cristãs infantis, se agarram em práticas devocionais mágicas e de deixam dominar pela falta de consciência crítica social, política e econômica.

Ora, uma pessoa não convertida, sem convicções sólidas, ignorantes em sua fé e que é um adulto infantil, obviamente ESTÁ SEM IDENTIDADE, SEM BASE, portanto, VULNERÁVEL a influências e desvios de todos os tipos.

3. Adultos na fé: Ser adulto na fé, ideal sempre a ser buscado, se tornou urgência hoje em meio a este mundo cada vez mais pagão, sem ética, corrupto, amoral e imoral, explorador da natureza, escravizador das pessoas. É preciso muita vida inteior, estudo sério, vida em comunidade e atenção ao que acontece para se poder dar testemunho da fé cristã, anunciar o Reino de Deus, viver a comunhão fraterna e a solidariedade, segundo o Mandamento Novo, ter serenidade, cordialidade e fortaleza para dialogar com o diferente, com as religiões, as culturas, as ideologias, ter a coragem profética para denunciar tudo o que vai contra a dignidade do ser humano e contra a natureza. Investir na maturidade do fiel torna-se, portanto, prioridade para a Igreja hoje.

4. A maturidade em Cristo: A segunda Semana Brasileira de Catequese (2ª SBC) nos mobilizou rumo à maturidade em Cristo. Além de uma acolhida, cada vez mais consciente, esclarecida, coerente e generosa de Deus e de seu Plano de Salvação, assumimos a responsabilidade por Deus e por seu Plano de Salvação. Tomamos, então, como decorrência desta responsabilidade, os devidos meios para alimentar a nossa vida de comunhão com Deus, de participação na comunidade eclesial e de construção de um mundo segundo o coração de Deus. Além disso, assumimos o mandato missionário de Jesus e zelamos para que nossos irmãos em Cristo cresçam rumo à maturidade na fé.

FONTE: CATEQUISAR

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Vocação do Catequista em Tempos de Pandemia https://soucatequista.com.br/vocacao-do-catequista-em-tempos-de-pandemia/ https://soucatequista.com.br/vocacao-do-catequista-em-tempos-de-pandemia/#respond Wed, 14 Jul 2021 15:16:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116531 Falar da vocação do catequista em tempo de pandemia é falar do amor de Deus gerado no coração do cristão, ninguém nasce catequista e não existem catequistas perfeitos. Porém, a pessoa(cristão) assume essa vocação pelo do seu batismo dentro da Igreja, com isso o catequista vai se construindo e se deixa construir, por meio de formações, encontros, relações das experiências vividas na sua vida pessoal, cristã e vida comunitária sempre contribuindo com os outros irmãos.

Diariamente cada catequista é chamado a experiência do encontro pessoal com Àquele que o escolheu, vai modelando a sua identidade no cotidiano onde se desenrolam os acontecimentos humanos e divinos, onde se estabelecem relações entre o mistério do Evangelho e os inúmeros aspectos da vida humana. Como batizados, participantes da história, precisam do mover do Espirito Santo para que tenham olhos de fé diante dos fatos da vida para encontrar uma oportunidade de redenção e libertação, que implica o empenho de si em um compromisso que abarca sua pessoa como um todo, num desvelamento constante de desafios propostos pelos apelos da fé, exigências do Evangelho, questionamentos e as barreiras inerentes ao contexto humano, tendo sempre como modelo a pessoa de Jesus Cristo, Mestre e Senhor.

Como educadores da fé o catequista é na Igreja o mistagogo e o pedagogo de Deus, apresentam o caminho e os meios necessários para que os catequizandos e catecúmenos tenham seu encontro pessoal com Jesus Cristo e tornem-se cristãos alegres capazes de dar testemunho do Evangelho. Jesus Cristo é força central que motiva, é o único capaz de impulsionar e dar sentido para o caminho de discipulado, por vez cheio de desafios e de dificuldades que podem gerar fontes de crescimento e de imensas alegrias.

As crises da modernidade afetaram diretamente a sociedade, os conceitos de identidade e cultura expandiram-se, os valores e as relações humanas também, como fragmentos tornaram-se um desafio onde o catequista necessita de uma relação com Deus fortificada para uma evangelização frutuosa.

Relembrando que a Igreja já enfrentou muitas crises, a exemplo de Dom Bosco (São João Bosco) que na sua geração passou pela Peste da doença da Cólera e a intercessão de São Sebastião e São Roque durante outras epidemias. Atualmente é a nossa geração que está presenciando este momento atípico, a Pandemia do Coronavírus. Sendo assim, observar as ações daqueles santos e mártires e refletir as nossas ações, enquanto catequistas, para encorajar as crianças, jovens e famílias a buscar a centralidade em Deus perante os desafios atuais através do pedido da graça de atitudes de santidade para contribuir com a Igreja.

O Catequista é aquele que aponta o caminho para Deus, mas onde encontrar Deus? Nos livros, na internet, nas pessoas? Deus está no centro das atitudes cotidianas? O catequista precisa se reinventar para anunciar a verdade. Deus é imutável, mas a evangelização precisa ser atual e criativa para adentrar nos lugares mais remotos, levar as pessoas ao conhecimento e ao encontro de Jesus Cristo ressuscitado.

Em resumo a religião é uma decisão pessoal, o catequista precisa atualizar- se com a história para evangelizar na sociedade que está em grande transformação. Pela força do Espírito Santo adentrar nas feridas, anseios, dúvidas e sonhos dos corações humanos e levá-los a busca pela clareza da vontade de Deus nas suas vidas.

Mª Rosália Consentine Gaspar

Catequista da Paróquia Cristo Redentor Arquidiocese de Manaus

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Desafio Sou Catequista: resultado! https://soucatequista.com.br/desafio-sou-catequista-resultado/ https://soucatequista.com.br/desafio-sou-catequista-resultado/#respond Mon, 16 Jan 2017 18:45:56 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=77852 O Desafio Sou Catequista tem uma vencedora: Kelly de Morais César.

A Kelly respondeu a pergunta realizada no Desafio da 17° edição da Sou Catequista:

TEMPO DO ADVENTO
A palavra advento tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (Parusia).

Assim, a Igreja celebra a vinda do Filho de Deus entre os homens e vive alegre expectativa da segunda vinda. Então responda: como você está se preparando para celebrar o Natal de Cristo?

Parabéns! Desejamos que livro possa realizar muitas reflexões e atitudes positivas para a sua vida e a de todos aqueles que convivem com você.

Abraços,
Equipe Sou Catequista

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Desafio Sou Catequista (novembro/dezembro) https://soucatequista.com.br/desafio-sou-catequista-novembrodezembro/ https://soucatequista.com.br/desafio-sou-catequista-novembrodezembro/#comments Mon, 28 Nov 2016 17:00:10 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=77572 AM_Livro_MariaPoderiaTerDitoNao.inddNa última edição da Sou Catequista, a Editora Ave-Maria, em parceria com a gente, brindou a leitora Ariane Souza Dias com um exemplar exclusivo! Entendendo a importância da formação para catequistas e catequizandos, a Ave-Maria nos enviou mais um livro para sorteio. Para recebê-lo em sua casa, você precisará responder à questão-chave do desafio:

TEMPO DO ADVENTO
A palavra advento tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (Parusia).

Assim, a Igreja celebra a vinda do Filho de Deus entre os homens e vive alegre expectativa da segunda vinda. Então responda: Como você está se preparando para celebrar o Natal de Cristo?

A resposta deve ser enviada em forma de comentário no final dessa página, lembrando que os textos publicados em nossa página oficial no Facebook serão considerados inválidos. Reforçamos: use seu conhecimento e criatividade à vontade, mas não se esqueça de ser objetivo. Nossa equipe analisará cada resposta e escolherá um (a) vencedor (a).

O resultado será divulgado no dia 16/01/2017. Boa sorte! 🙂

SOBRE O LIVRO
MARIA PODERIA TER DITO NÃO? DE VALDECI TOLEDO
Maria poderia ter dito não a Deus quando informada pelo anjo que se tornaria a Mãe do Salvador? A escolha estava realmente nas mãos de Maria? Sua liberdade era tamanha a ponto de poder se recusar a cumprir a vontade divina? Sobre essas e outras questões você refletirá ao ler este livro, que nos convida a meditar sobre Maria colocando um holofote sobre a nossa relação com Deus, capaz de desnudar a nossa alma diante dos nossos medos e inseguranças que nos são empecilhos no cumprimento da orientação que a Mãe de Jesus, deu-nos nas bodas de Caná: Fazei o que ele vos disser.

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Vocação: um desafio, uma conquista https://soucatequista.com.br/vocacao-um-desafio-uma-conquista/ https://soucatequista.com.br/vocacao-um-desafio-uma-conquista/#respond Sun, 16 Aug 2015 18:14:07 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=60069 Conhecemos muitas pessoas que dizem amar sua profissão, seu trabalho e que até mesmo o fariam sem remuneração. O prazer no cumprimento daquilo que nos identifica sobrepuja qualquer outra necessidade aparente.

Studio portrait of girl

Certamente, muitos de nós já ouvimos perguntas como: ?”O que você vai ser quando crescer??”, “?O que você fará após o colegial?”? ou “?Que profissão você pretende seguir??”.

Numa pergunta simples está contido, implicitamente, o desafio de perceber ,? por intermédio de nossas habilidades, as leves indicações que demonstrarão nossa simpatia por determinada atividade. Embalados por essa simpatia, somos atraídos para assumir o que possivelmente deveremos abraçar como vocação.

Qual seria a incógnita que decifraria os resultados da certeza de nossa vocação? Se essa fosse um organismo vivo, qual seria o código genético que a comporia?

A partir desse momento, assumimos atitudes que auxiliarão na concretização da vivência daquilo que acreditamos ser nosso chamado, ainda que, em estágio ?embrionário?. Contatos com as pessoas que já têm definidas suas vocações serão muito importantes para aqueles que ainda vivem o estado de discernimento.

Diferentemente do que poderíamos pensar, uma pessoa que se diz realizada em sua vocação não está isenta de dificuldades e provações; contudo, sente-se investida de uma força que sempre a impulsionará a continuar com alegria na sua caminhada para as novas descobertas.

Para cada um há um chamado que ressoa desde o princípio em sua alma. Um chamado específico para a realização de uma missão também específica. Interessante considerarmos que para determinada missão ninguém poderá nos substituir para o seu pleno cumprimento. Pois, da mesma maneira que eu não teria o zelo de um jardineiro vocacionado pelo seu jardim, outros não teriam o mesmo zelo para aquilo que a mim foi reservado como missão.

Incrustada na rocha dos nossos desafios está a joia da nossa vocação. A cada novo desafio, a cada conquista, fundamenta-se em nosso ser a certeza de que realmente estamos lapidando uma pedra de valor ímpar.

A dedicação e a persistência no desejo de levar a cabo o que sentimos revigoram nossas forças.

Deus abençoe sua vocação.

 

Fonte: Canção Nova

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Divorciados novamente casados: um desafio para as comunidades cristãs https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/ https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/#respond Tue, 29 Apr 2014 13:43:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41299 topic“Quando deixa seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher, tonar-se uma só carne e seguir adiante, e este amor falha (porque muitas vezes ele falha), precisamos sentir a dor do fracasso, acompanhar essas pessoas que vivenciaram este fracasso no amor. Não condenar! Caminhar com elas!” (Papa Francisco)

A atenção pastoral a quem se encontra em uma situação matrimonial difícil, especialmente os que voltaram a se casar, não é uma preocupação nova para a Igreja Católica, pelo contrário: é um problema complexo que sempre foi tratado com seriedade e que atualmente se tornou uma urgência, devido ao aumento dos divórcios e dos casais que vivem em união livre.

As comunidades cristãs têm o grande desafio de abrir-se àqueles casais que estão unidos pelo sacramento do matrimônio, mas também àqueles que receberam este sacramento, se divorciaram e voltaram a se casar, para mostrar-lhes a vida de fé, esperança, caridade e união que a Igreja lhes oferece.

Os últimos papas mostraram sua preocupação diante da dor dos que sofrem o fracasso do projeto do seu amor conjugal. O Papa João Paulo II destacou que “estes homens e mulheres precisam saber que a Igreja os ama, que não está longe deles, que sofre pela sua situação. Os divorciados novamente casados são e continuam sendo membros seus, porque receberam o Batismo e conservam a fé cristã”.

Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias de 2012, também explicou que “este problema é um dos grandes sofrimentos da Igreja de hoje. E não temos receitas simples”, destacando a importância de dizer a estas pessoas que “a Igreja as ama, e elas precisam ver e sentir este amor”.

Este tema também é foco da atenção do Papa Francisco, que convida a Igreja a caminhar com as pessoas divorciadas, a sentir dor junto delas pelo fracasso em seu amor; e convocou para o próximo mês de outubro um sínodo de bispos sobre o tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, que inclui o desafio da atenção pastoral aos divorciados novamente casados.

O Catecismo da Igreja Católica pede respeito aos divorciados novamente casados que conservam sua fé e desejam educar seus filhos no cristianismo, e pede aos padres e a toda a comunidade que os acolham, para que não se sintam separados da Igreja.

Em sua exortação apostólica “Familiaris consortio”, o Papa João Paulo II comenta que a pastoral dos divorciados precisa acompanhar este grupo de casais na caridade, levando em consideração que alguns aspectos, como o da indissolubilidade, não os impede de ser membros do povo de Deus e de receber graças.

É verdade que tais pessoas não podem receber a comunhão sacramental nem exercer certas responsabilidades eclesiais (ser padrinhos, exercer ministérios litúrgicos estáveis ou ser catequistas), mas podem participar da comunhão espiritual, da oração e das obras de caridade.

Os agentes que realizam ações a favor dos divorciados novamente casados precisam manifestar-lhes a misericórdia de Deus com uma mensagem de motivação e esperança, e mostrar-lhes que eles continuam ocupando um lugar no coração da comunidade cristã.

A empatia para com os casais em situação matrimonial irregular precisa ser vivida na caridade. Muitos desses casais se sentam afastados, separados e inclusive rejeitados pela Igreja. Evidentemente, isso não pode ser assim. A Igreja é mãe e nunca rejeitará seus filhos.

É necessário que haja uma atitude de respeito e abertura a todos os casais que se encontram nesta situação; as paróquias podem organizar um serviço personalizado para acolher todos os casais que precisem de orientação para consolidar sua unidade e sua fé.

Os casais de divorciados novamente casados são chamados a participar da missão pastoral da Igreja e, ao mesmo tempo, estendê-la ao âmbito familiar, social e laboral:

– Prestar apoio e favorecer a evangelização dos membros da sua família e das pessoas com quem convivem (amigos, colegas de trabalho etc.).

– Tentar ser sempre um exemplo de vida cristã, motivando outros casais a se aproximar de Deus.

– Dar aos seus filhos uma educação cristã e colaborar com sua escola.

– Proporcionar aos noivos sugestões para preparar-se da melhor maneira possível para o matrimônio, advertindo-os sobre os erros cometidos por eles, que levaram à separação e à dor de romper o sacramento do matrimônio.

– Oferecer apoio a outras instituições, como hospitais, fundações, asilos etc., de acordo com as possibilidades de cada um.

Por Desde la Fede via Aleteia

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O dinamismo jovem na Bíblia https://soucatequista.com.br/o-dinamismo-jovem-na-biblia/ https://soucatequista.com.br/o-dinamismo-jovem-na-biblia/#respond Mon, 28 Apr 2014 03:10:45 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40597 O lema da Campanha da Fraternidade 2013 é “Eis-me aqui, envia-me!” de Is 6,8. Embora Isaías não seja apresentado na Escritura como modelo de jovem, sua resposta ao apelo de Deus foi o de uma atitude extremamente jovem.

É próprio do jovem estar pronto para o desafio, enfrentar a aventura, sair da rotina e buscar o novo, partir para o desconhecido. A conversão permanente é uma atitude jovem, só o jovem tem coragem de mudar, de inventar, de sair dos padrões, de quebrar o protocolo. O velho continua sempre na mesma, no seu canto

Moisés

A Escritura divide a vida de Moisés em três etapas de quarenta anos cada: no palácio do Faraó, refugiado em Madiã e acampado no deserto. Tudo muito exato, denotando ser artificial. Na verdade são três etapas diferentes, como se fossem três gerações (40 anos cada).

Criado pela filha do rei do Egito, quando ele sai do palácio pela primeira vez, jovem, sem dúvida, toma uma atitude diferente e inesperada, coloca-se na defesa de seus irmãos hebreus, que eram duramente explorados, e “quebra o pau”, matando um capataz egípcio. Não volta ao conforto do palácio, mas são seus companheiros que o denunciam. Tem de fugir.

Chegando a Madiã, da arrogância dos pastores homens defende as moças que olhavam o rebanho de seu pai e ajuda-as a dar de beber às ovelhas. Aceita a hospedagem desta família e casa-se com uma das jovens. Fica refugiado em Madiã, cumprindo a rotina do pastoreio das ovelhas de seu sogro, mas ouve o apelo de Javé e, apesar de todas as dificuldades, volta para o Egito a fim de libertar os seus irmãos.

Acampado no deserto com seus irmãos hebreus, aceita o conselho de seu sogro que vai levar-lhe a mulher e os filhos. Converte-se, muda a maneira de agir com o povo, deixa de concentrar todo o poder em suas mãos e aprende a partilhá-lo com outros. Assim, prepara o povo para uma vida de verdadeira fraternidade.

Davi

Davi era o mais jovem dos filhos de Jessé. Os irmãos deixaram-no olhando o gado, quando Samuel mandou chamá-los para escolher um deles para ser o novo comandante do povo. Foi a ele que Deus escolheu.

Saul quis que ele vestisse sua armadura para lutar contra Golias, mas ele preferiu inovar, foi enfrentar o gigante com sua funda na mão e cinco pedrinhas na sacola. Bastou uma.

Quando Saul passou a considerá-lo inimigo, entrou à noite no acampamento de Saul, que dormia a sono solto, tirou-lhe a vasilha de água e a lança e não permitiu que seu companheiro matasse o rei que dormia ao lado. Afastou-se do acampamento e gritou para acordar o rei e seu general para perguntar de sua arma e de sua vasilha de água.

Tornou-se o modelo dos reis de Judá e o poema do capítulo 11 de Isaías dá-lhe duas qualidades características do jovem: ousadia e precaução. A maioria das traduções fala em “espírito de prudência e fortaleza”, mas na verdade o profeta está se referindo à capacidade guerreira de Davi, a precaução e a ousadia que ele demonstrou no episódio de que falamos.

Jeremia

É o personagem bíblico típico do jovem. Sentiu o apelo de Deus para que denunciasse os desmandos e a cegueira das autoridades políticas e religiosas do povo com cerca de dezoito anos. Tentou resistir “Ah! Senhor, não sei falar, sou ainda uma criança!” “Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te” (Jr 1,6.8).

O jovem Jeremias tentava resistir ao apelo de Deus, mas “tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir! Foste mais forte do que eu e me subjugaste! Tornei-me a zombaria de todo o dia, todos riem de mim. Sempre que abro a boca é para protestar! Vivo reclamando da violência e da opressão! A Palavra de Deus tornou-se para mim vergonha e gozação todo o dia. Pensei: Nunca mais hei de lembrá-lo, não falo mais em seu nome! Mas parecia haver um fogo a queimar-me por dentro, fechado em meus ossos. Tentei agüentar, não fui capaz!” (Jr 20,7-9).

 

Tudo isso é bem próprio do jovem. A resistência e o medo revelam o senso de responsabilidade, a insatisfação do jovem que reclama e protesta mostra o olhar de Deus sobre a realidade perversa que os ponderados adultos construíram e conservam.

E não falamos dos personagens do Novo Testamento como a jovem de Nazaré, Maria, jovem, pobre e de um lugar de onde nada de bom se poderia esperar, que se tornou a mais abençoada de todas as mulheres da terra.

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Vocação é desafio https://soucatequista.com.br/vocacao-e-desafio/ https://soucatequista.com.br/vocacao-e-desafio/#respond Fri, 25 Apr 2014 03:10:31 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40573 O Papa Francisco vem repetindo com frequência que é preciso sair, que é preciso se arriscar, que ele prefere uma Igreja acidentada a uma Igreja trancada em casa, doente e deprimida. O Documento de Aparecida, sem dúvida por influência do Cardeal Jorge Bergoglio, que fazia parte da equipe de redação do documento, insiste em que não basta ser discípulo, é preciso também ser missionário. A vocação para sair de si é para todos.

Ninguém é vocacionado para se acomodar. Ninguém é vocacionado para garantir a própria vida e subsistência com tranqüilidade e conforto. É vocacionado para remar contra a corrente – também palavras do Papa Francisco – para esquecer a segurança de casa e sair, ir, “como ovelha no meio de lobos”, anunciar a salvação que se encontra no Messias Jesus. 

Amós

Amós era “um dos pastores de Técua” (Am 1,1), aldeia de Judá, ao sul de Jerusalém. Mais adiante (7, 14) ele se diz também “vaqueiro e cultivador de sicômoros”. Tomando conhecimento do que se passava no reino norte, o reino de Israel, sente-se chamado por Deus para denunciar a exploração dos pobres e o culto falso que tentava encobrir a exploração dos mais fracos, no economicamente próspero e convencido Israel.

Ele faz suas denúncias no Santuário Nacional de Betel. (2,6-7) “Eles vendem o justo por dinheiro, o sofredor, por um par de sandálias, 7esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam mais penosa a vida dos oprimidos”. “4, 1Escutai esta palavra, vacas de Basã, do planalto de Samaria, vós que explorais os fracos e esmagais os carentes, que só sabeis dizer aos maridos: ‘Traze, vamos beber!’”. 5, “21Sou contra, detesto vossas festas, não sinto o menor prazer nas vossas celebrações!”. “23Afasta de mim a algazarra de teus cânticos, a música de teus instrumentos nem quero ouvir. 24Quero apenas ver o direito brotar como fonte, e correr a justiça qual regato que não seca”.

Evidentemente ele foi expulso do Santuário e também do país. Amasias, o sacerdote chefe do Santuário, imaginou que ele fosse dos “profetas profissionais”. Esses ganhavam a vida fazendo profecias para agradar os poderosos ou para cobrar a fim de modificar o sentido de suas palavras. Assim, disse-lhe que o Santuário era uma dependência do palácio do rei e que Amós deveria ir ganhar a vida dessa forma lá na sua terra, o reino de Judá. Aí ele nega ser desses profetas e se diz vaqueiro e cultivador de sicômoros. 

Jeremias

Jeremias não gostou de ser vocacionado. Disse “Maldito o dia em que fui gerado! Jamais seja abençoado o dia em que minha mãe me deu à luz!” (Jr 20,14) “Minha mãe poderia ter sido minha sepultura, ter ficado grávida para sempre! Por que fui eu sair do seu ventre? para só ver tristeza e aflição? para gastar minha vida em fracassos?” (Jr 20,17).

Ele tentou resistir. 1, 4Veio a mim a palavra do Senhor: 5“Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já contava contigo. Antes de saíres do ventre, eu te consagrei e fiz de ti profeta para as nações”. 6Eu respondi: “Ah! Senhor DEUS, não sei falar, sou uma criança”. 7O Senhor respondeu-me: “Não me digas: ‘Sou uma criança’, pois a todos quantos eu te enviar, irás e tudo o que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te”.

 

Mas não foi capaz. 20, “7Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir! Foste mais forte do que eu e me subjugaste! Tornei-me a zombaria de todo dia, todos se riem de mim. 8Sempre que abro a boca é para protestar! Vivo reclamando da violência e da opressão! A palavra de Deus tornou-se para mim vergonha e gozação todo dia. 9Pensei: ‘Nunca mais hei de lembrá-lo, não falo mais em seu nome!’. Mas parecia haver um fogo a queimar-me por dentro,  fechado nos meus ossos. Tentei agüentar, não fui capaz”. 

Paulo

O Apóstolo se diz chamado, como Jeremias, desde o ventre de sua mãe (Gl 1,15). Foi fariseu fanático e inimigo dos primeiros discípulos, mas quando lhe caiu a ficha que o crucificado Jesus era mesmo o Salvador enviado por Deus, abandonou tudo o que sabia e que praticava, tudo virou prejuízo e lixo para ele (Fl 3,8).

“Pela Lei (pelo fanatismo com que seguia a Lei escrita e oral) morri para a Lei” (Gl 2,19) disse ele. Pela sua pregação de uma fé em Jesus totalmente desvinculada das observâncias judaicas ele ganhou muitos inimigos. Diziam que ele não era verdadeiro apóstolo, que outros que se diziam enviados pelos Apóstolos que estavam em Jerusalém eram super-apóstolos, mais apóstolos do que ele.

 

Ele, então desabafa: (2Cor 11,22-27)  “22Eles são hebreus? Eu também! São israelitas? Eu também! Descendentes de Abraão? Eu também! São ministros de Cristo? 23Fora do juízo eu digo: Eu sou mais! Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, muitíssimo mais pelas chibatadas, muitas vezes perto da morte, 24cinco vezes recebi dos judeus as quarenta chibatadas menos uma, 25três vezes dos romanos apanhei de varas, uma vez fui apedrejado, três vezes eu naufraguei, fiquei uma noite e um dia perdido em alto mar. 26Sou mais ministro de Cristo pelas muitas caminhadas, pelos perigos dos rios, pelos perigos dos bandidos, perigos da parte dos compatriotas, perigos da parte dos gentios, perigos na cidade, perigos no descampado, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos, 27pela labuta e pelo cansaço, muitas noites sem dormir, pela fome e pela sede, muitas vezes fazendo jejum forçado, pelo frio e falta de agasalho”.

 

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O desafio da evangelização nas grandes cidades https://soucatequista.com.br/o-desafio-da-evangelizacao-nas-grandes-cidades/ https://soucatequista.com.br/o-desafio-da-evangelizacao-nas-grandes-cidades/#respond Wed, 09 Apr 2014 13:05:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40625 viewA vida na cidade é tentadora para aqueles que vão trocando as histórias em torno da matriarca e do patriarca pela caixinha mágica cujas novelas quebram tabus e mitificam a pseudofelicidade das grandes urbes. É a floresta de cimento que acolhe em suas ruas uma legítima aspiração de realização pessoal e dignidade de vida. Aí o relacionamento humano torna-se muitas vezes impessoal, distante, e assim se torna também o relacionamento com o sobrenatural. Não havendo lugar para um Deus Providência, próximo ao homem, Ele acaba por ocupar um pequeno e distante espaço de mantenedor da felicidade, da riqueza e da saúde, coisa que nós descobrimos que nem mesmo os grandes centros urbanos são totalmente eficazes em nos oferecer.

A religiosidade do homem nas grandes cidades é um dos maiores desafios em nossos dias e deve ser fruto de uma renovada e continuada reflexão. Quem oferecerá ao homem pós-moderno citadino a satisfação integral que ele tanto almeja? Os shoppings, cujas galerias se enchem mais que as assembleias, quais novos templos onde as divindades do marketing regalam materialmente os mortais consumistas? As dependências ou vícios capazes de alienar o ser para novas e perturbadoras místicas? E se na vida prática da cidade, ao dobrar da esquina se encontra uma padaria, drogaria ou mercadinho, porque não procurar o espaço religioso mais próximo, ainda que de outro credo? A vida plural da cidade não oferece todas as facilidades? Deus junto à minha porta, ou mesmo na minha casa, dentro de mim, à minha medida…

Deus é grande demais para se submeter e limitar às minhas elaborações e à minha imaginação, é um Deus pessoal e não individual, um Deus que se fez homem, não um homem que faz deus… Viver nas grandes urbes não deve significar uma autonomia fria e distante de um Deus que se fez carne, quis ter um rosto e falou ao homem de todos os tempos e de todas as nações, do campo ou da cidade. Há muitos que O procuram e cabe a cada um de nós conduzi-los e favorecer aquele mesmo encontro que nos seduziu e conquistou. Ele está presente no centro e na periferia, onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu Nome, naqueles cristãos lábios que o pronunciam e anunciam. É com alegria que o Evangelho deve ser anunciado, e o Papa Francisco deixou-o bem claro na sua última Exortação Apostólica. Afinal, um cristão triste, é sempre um triste cristão.

A missão não ficou tão distante como em outros tempos. Hoje, ela começa na sua casa, junto a seus vizinhos, em seu bairro, na sua cidade e dispõe de variados e eficazes meios, além do pessoal e da proximidade que são insubstituíveis e de grande importância, complementados com a internet, redes sociais, celular, entre muitos outros. É este estado permanente de missão que o plano pastoral da CNBB nos propõe para este grande Brasil, partindo de um encontro e uma experiência com Nosso Senhor Jesus Cristo e da alegria do anúncio da sua Palavra.

Por Pe. José Victorino de Andrade, EP via Gaudium Press

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Juventude, desafio e enigma https://soucatequista.com.br/juventude-desafio-e-enigma/ https://soucatequista.com.br/juventude-desafio-e-enigma/#respond Thu, 30 Jan 2014 12:00:55 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=38334 Reflexão sobre a desafeição dos jovens pela Igreja; seu relacionamento com o universo religioso; a necessidade de conhecer mais e a fundo a juventude para além do óbvio e da publicidade; comunicar-se e teologar não só para os jovens, mas com os jovens, seus anseios e necessidades sem a pretensão de simplesmente ensinar, mas também de aprender com eles.

Os resultados referentes às religiões no Brasil, coletados no Censo 2010 e divulgados em junho de 2012, trazem lições que ainda levarão algum tempo para ser digeridas. Mas, desde já, alguns dados específicos interessam à discussão que proponho aqui: o catolicismo apresentou grande perda entre os jovens; hoje, há menos católicos de até 29 anos do que em 2000; as novas gerações estão mais afastadas das igrejas tradicionais; os evangélicos apresentam maiores percentuais entre cinco e 14 anos; o segmento dos sem religião cresceu na faixa de 15 a 19 anos.

Além dos jovens, o catolicismo teve grande perda entre as mulheres, que já não são sua maioria, embora o sejam nas demais religiões pesquisadas. Considerando-se que as mães são as primeiras formadoras da religião de seus filhos, e que a população católica tem maior contingente na faixa superior aos 40 anos, é de se prever no catolicismo uma perda ainda mais acelerada nos próximos anos, em decorrência da carência de formadoras ou do falecimento natural de seus fiéis.

Embora sejam necessárias interpretações mais acuradas em demografia da religião, os dados acima suscitam a hipótese de que conhecer e trabalhar com a juventude (garotas e rapazes) é um desafio estratégico, que supera a abordagem quantitativa e também as práticas da pastoral juvenil. Torna-se urgente uma transformação radical, que exige mudança de atitude, alocação de recursos e de pessoal, produção teológica de alto nível e novas relações de poder.

Os dados do Censo sugerem que talvez o arsenal midiático montado pela Igreja Católica, à imitação das igrejas pentecostais e em concorrência com elas, não tem sido suficiente para deter a sangria jovem em seu rebanho. Não se trata, pois, de ordenar mais e melhores padres cantores, de promover missas ainda mais carismáticas, superbaladas católicas (“Com Jesus, tudo é festa”), hiper-“cristotecas” ou megatemplos ainda mais mega.

A questão de fundo é outra.

1. Comunicar, teologar

Um problema básico, parece-me, não está nos meios de comunicação, mas na qualidade dessa comunicação. Sabemos que a mensagem é construída tanto por quem a transmite como por quem a assimila e, portanto, a credibilidade e a confiança são condições sine qua non para se estabelecer uma relação comunicativa. Portanto, a credibilidade e a confiança precisam ser mútuas; no caso, entre a liderança católica e os jovens fiéis.

Com razão, o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira aponta uma “desafeição religiosa” de jovens e adolescentes pela Igreja. Uma das fontes dessa desafeição não seria a falta de empenho, por parte da liderança eclesiástica, em perceber o que está acontecendo com a nova geração? Um possível afastamento mútuo não deixa de chamar a atenção, visto o catolicismo ter muita expertise junto à juventude, nas escolas, em grupos de catequese e de jovens e na Ação Católica. Quando e por que se teria rompido essa relação histórica?

Superar tal afastamento exige que os líderes católicos primeiro conheçam sua juventude e, a seguir, tenham nova compreensão dela. Para tanto, não lhe faltam instrumentos, intenções e documentos. Só para citar alguns: na III Conferência Geral do Celam em Puebla, em 1979, os bispos latino-americanos proclamaram sua opção preferencial pelos pobres e pelos jovens; a partir de 1985, sob o papado de João Paulo II e de Bento XVI, foi realizado um total de 26 Jornadas Mundiais da Juventude; a 45ª Assembleia Geral da CNBB, de 2007, promulgou o documento oficial “Evangelização da juventude: Desafios e perspectivas pastorais”, no qual define a juventude como um “lugar teológico” (n. 79) e se propõe a lhe oferecer “canais de participação” (n. 74).

A propósito, considerando-se que a Igreja conta com inumeráveis teólogos e teólogas dentro de um largo espectro, certamente não faltam condições para produzir uma Teologia da Juventude consistente e inspiradora. Até onde sei, falta massa crítica para tal disciplina. O que seria necessário para superar essa curiosa falta de uma teologia… sobre um “lugar teológico”?

2. Conhecer

Uma condição prévia para compreender a juventude é evitar guiar-se apenas por representações oriundas do noticiário (em geral, trágico), da publicidade (em geral, idealizada) ou da experiência pessoal de cada um (não é porque eu já fui jovem, que conheço a juventude). Cada geração é inédita e é preciso detectar seus problemas e valores.

Trata-se de acionar a “mediação socioanalítica” proposta por Clodovis Boff (Boff, 1998; p. 283). Pesquisas em grande número – de origem científica, mas também mercadológica – vêm produzindo considerável massa de informações e reflexões de boa qualidade sobre a juventude, tanto a brasileira como a de outras sociedades. Esse material está disponível para quem quiser estudá-lo. Estudar a juventude é preciso!

Uma visão englobante sobre a juventude deve combinar a complexidade do real empírico (daí se falar em “juventudes”, no plural) com a generalização de molde científico. A partir daí, podem ser buscados elementos comuns a essa geração.

3. Ser

Nesse contexto, surge uma primeira pergunta: “O que, ou quem, são os jovens atuais?”. A resposta envolve tanto elementos etários (necessários para políticas públicas, por exemplo) como, e sobretudo, uma abordagem multidisciplinar e dinâmica, atenta para as diversidades e para as rápidas transformações que envolvem esse segmento.

Em estudo clássico, o historiador Eric Hobsbawm aponta três novidades na juventude atual do Ocidente (Hobsbawm, 2000, p. 292; p. 316). Primeiro, essa fase começou a ser vista como a realização do pleno desenvolvimento humano, deixando de ser encarada como um estágio preparatório para a vida adulta. Então, todo mundo passou a querer ser jovem, e para sempre (“I wanna be forever young”, diz a música).

A segunda novidade é que as corporações produtoras de bens de consumo detectaram a juventude como importante faixa de mercado e a elegeram como elemento autoconsciente de seus desejos e necessidades: basta, então, ser jovem para ter razão. Articulado à mídia, o consumo conquistou autoridade e se impôs como padrão ético e indutor de disposições estéticas. As gigantescas forças da propaganda que sedutoramente manipulam a juventude talvez entendam mais do que as religiões sobre esse grupo.

A terceira novidade é o internacionalismo da cultura juvenil. A ruptura da nova geração com as anteriores e sua aclamação pelo mercado abriram um caminho para que a juventude elaborasse uma identidade globalizada e alicerçada na indústria da diversão. Essa indústria detecta necessidades e desejos vitais dos jovens para, em seguida, processá-los e comercializar soluções pasteurizadas, em conserva.

4. Querer

Mas o que os jovens desejam, afinal?

Entre as coisas que eles mais querem está encontrar seus iguais, a “galera”. O grupo de amigos(as) ou companheiros(as) representa um primeiro passo na saída do “pequeno mundo” familiar. No grupo, cada indivíduo se espelha, imita e inaugura os mais diversos ensaios (de atitudes, roupas, valores, penteados, sentimentos, corpos, perspectivas). As formas de sociabilidade (aí incluída a sexualidade) fornecem energias que impulsionam o jovem em direção ao “grande mundo”, a sociedade. A sociabilidade também é um estágio necessário para a identidade individual, para que essa pessoa ainda em formação construa a si mesma.

Os jovens também querem experimentar. De tudo. Para eles, a vida é uma aventura. Não à toa, um dos slogans mais marcantes das revoltas de maio de 1968 era “Tomo meus desejos por realidade, pois acredito na realidade de meus desejos”. Esse é o clima em que eles empreendem a construção de sua experiência. A contradição é que, tendo percorrido curta “quilometragem existencial”, devido à pouca idade (sobretudo os jovens da classe média), esses experimentadores são inexperientes, a tal ponto que sequer se dão conta disso. Adulados pela mídia e pela mentalidade predominante, os jovens pensam que o mundo está a seus pés e mostram-se convictos de que há muito pouco a aprender com as gerações anteriores – provavelmente têm razão, pois nadam no fluxo cada vez mais acelerado do consumo de novidades.

Para poderem experimentar, os jovens querem exercer ilimitadamente sua autonomia. Estamos imersos numa cultura que valoriza a escolha que, no entanto, se choca com a baixa oferta de opções concretas: esse contraste impulsiona o desejo de transformar a sociedade e nela abrir um espaço para si.

Também os impulsiona o generoso desejo de participar das decisões envolvendo a vida social (religiões inclusive), de transformar heroicamente o mundo e de colaborar no nascimento de uma sociedade utópica, onde impere a justiça social e a ética.

5. Precisar

De que, então, a juventude precisa para realizar seus desejos?

Ela tem necessidades muito concretas que, no entanto, não são simples de atender: educação, emprego e participação política. Essas realidades variam segundo a classe social a que cada jovem pertence. A classe social é um dos elementos formadores das diversas juventudes e as distingue entre si é (Pochman, in Novaes, 2004, p. 231). Nas faixas de maior poder aquisitivo, a família atua como rede de proteção e elaboração de identidade, a escola é um eixo educativo central e o trabalho envolve vocação e projeto de vida; já as famílias de baixa renda necessitam da colaboração laboral de seus jovens, e aqui a escola é uma presença periférica ou mesmo excludente em suas vidas e trabalhar significa lutar pela sobrevivência. Enquanto a maioria pobre sofre uma adultização precoce, provocada pela inserção precária no mercado de trabalho, os jovens de famílias de maior poder aquisitivo adiam o fim da fase juvenil com o objetivo de se qualificarem para atividades de melhor remuneração, com o objetivo de se contraporem a um mercado de trabalho competitivo.

Além disso, os jovens (sobretudo os pobres) necessitam de segurança, pois são as maiores vítimas de violência na população brasileira. A edição 2012 do Mapa da Violência mostra que, num ranking de 92 países, o Brasil é o quarto país com mais homicídios de jovens e que a taxa nesse item cresceu 375,9% nos últimos 30 anos. Segundo o levantamento, os assassinatos têm o maior peso entre os fatores externos de mortes de jovens. O sociólogo Luiz Eduardo Soares alerta que estamos diante de um “verdadeiro genocídio” (Soares, in Novaes, 2004, p. 130).

Esses dados mostram que, não obstante o jovem representar a manifestação do novo e a vitalidade/potencialidade pronta para qualquer nova oportunidade (Sofiati, 2011, p. 55), ele é também um ser dividido, vulnerável, oscilante e angustiado. Dentro desse quadro dramático de luzes e sombras, como se delineia a relação entre os jovens e as religiões? O que têm a oferecer entre si?

6. Religiões e jovens

A adesão religiosa também varia de acordo com o estrato social. De diversos modos, as religiões tentam suprir carências dos jovens. Sobretudo para os mais pobres, oferecem acolhida, ambientes de sociabilidade, vivência de emoções, respostas para questões vitais e participação em rituais. Algumas igrejas desenvolvem projetos de educação complementar e até de emprego, bem como acordos locais que resultam em segurança pessoal. É compreensível que os beneficiários desses serviços tendam a se entregar totalmente aos prestadores religiosos.

Minha pesquisa (Ribeiro, 2009) entre jovens universitários aborda sujeitos dotados de alto grau de empoderamento (escolaridade, capital cultural e renda familiar elevados, habitação numa metrópole): para estes, a religião é uma escolha entre várias outras agências elaboradoras de sentidos para sua existência. Tais condições lhes dão liberdade para cultivarem atitudes de distanciamento crítico, secularização, dúvida e bricolagem.

Assim, por um lado, nossos universitários valorizam as religiões por oferecerem sentido para a vida, conforto e elevação, fé, solidariedade e compaixão, melhoria ética das sociedades e exemplos. Por outro lado, criticam-nas por realizarem “lavagem cerebral” nos fiéis e os induzirem ao fanatismo e à irracionalidade; por tirarem dinheiro dos fiéis; ao proclamarem-se donas da verdade absoluta; por sua alienação e fuga da realidade; por manipularem os fiéis via emoção e medo.

A experiência de um segmento empoderado permite levantar possibilidades gerais na relação entre religiões e jovens. Em certa medida, todo jovem detém algum poder: o ponto de partida para dialogar com ele é identificar a fonte dessa energia. Para tanto, as religiões precisam ser capazes de se envolver na ampliação desse poder e assim contribuir para o crescimento em direção à autonomia e vida adulta.

A esse respeito, lembro a lição de Paulo Freire, nunca suficientemente repetida, de que “ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão” (Freire, 2011, p. 71). Aqui estão em jogo duas liberdades, uma a serviço da outra. Possivelmente se retirará mais aprendizado dessa situação se invertermos a tendência espontânea de considerar a religião maior do que a juventude. Mais do que perguntar sobre qual é a influência das religiões sobre os jovens atuais, cabe a indagação: “Será que, e como, as religiões se deixam influenciar pelos jovens?”.

Mas isso não deve ser entendido como “atender a clientela”, tal como faz a civilização do consumo. Sobretudo, para além dos aspectos mais óbvios e vistosos, as religiões admiram, sinceramente, a juventude? Em que aspectos? O que aprendem com ela? Como se vitalizam com a seiva jovem? Cabe aos “intelectuais orgânicos” das religiões e das juventudes, em parceria, buscar respostas multidisciplinares para essas questões – talvez aí estejam as bases para uma possível Teologia da Juventude.

Conclusão

Acolher a juventude é um desafio gigante para as religiões. Deve ser levada em conta a “juventude humana” e não apenas aquela que “frequenta o meu redil”. Para decifrar o enigma juvenil (“decifra-me ou te devoro”) e torná-lo produtivo, a religião, em especial a católica, é urgida a oferecer surpresa, compreensão da sexualidade e do feminino, espaço de autonomia para seus leigos. O jovem católico e, mais ainda, a jovem (por enquanto restrita a ser “leiga perpétua”) representam o leigo típico, atualmente reduzido a uma posição secundária. O anseio juvenil de participação pressiona as dinâmicas centralizadoras de tomada de decisões e as estruturas clericais de poder, que parecem ter sepultado as lições da Lumen Gentium. Se o catolicismo não for capaz de dar uma profunda guinada e aceitar o desafio que a juventude lhe apresenta, provavelmente os próximos censos demográficos continuarão a revelar redução de fiéis.

No entanto, e apesar de tudo, penso que o problema não é tanto a dimensão do rebanho, mas o fulgor da chama. Se deixar-se entusiasmar junto com a juventude, se estancar a desidratação da própria seiva, se não abortar o espírito livre que o insufla desde sua origem, então o catolicismo se manterá relevante – é isso que importa.

O mesmo vale para todas as religiões, no interesse da humanidade.

Fonte: Revista Vida Pastoral

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