Dom Demétrio Valentini – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Thu, 22 Aug 2013 17:58:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Dom Demétrio Valentini – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Leigos catequistas https://soucatequista.com.br/leigos-catequistas/ https://soucatequista.com.br/leigos-catequistas/#respond Thu, 22 Aug 2013 17:58:51 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=34773 Quando o mês de agosto tem cinco domingos, o último deles é dedicado especialmente aos catequistas. Desta vez são quase cinco domingos, pois o mês termina de sábado, no dia 31 de agosto. Na dança entre semanas e meses, desta vez a semana encaixa bem no mês, terminando junto com ele.

Mas independente de quatro ou cinco domingos, os catequistas se sentem contemplados no contexto do mês vocacional.  Como de resto se sentem bem à vontade com seus catequizandos, independentemente se a comunidade valoriza, ou não, o seu bonito e importante ministério.

E ainda, há outro detalhe. Sabemos que a grande maioria dos catequistas são mulheres. Se de vez em quando convém usar a linguagem inclusiva, seria muito conveniente falar dos catequistas e, é claro, das catequistas. Mas temos a certeza que elas, as catequistas, não se sentem nem um pouco diminuídas se não enfatizamos sua condição de gênero.

Portanto, mulheres e homens assumem este ministério bonito, de iniciar na fé as crianças, os jovens, e também os adultos. Este ministério é o mais antigo que existe na Igreja. Mesmo quando uma paróquia não chegou ainda a formalizar em sua comunidade os diversos ministérios leigos, a catequese se faz presente.

Podemos dizer que é na catequese que se concretiza, de maneira especial, a assistência do Espírito Santo à Igreja, conforme a promessa feita por Cristo.

Mas se a catequese se realiza mesmo sem o apoio explícito que ela merece, não é que com isto ficamos eximidos de reconhecer sua importância, e de apoiá-la com o mínimo de recursos pedagógicos que devem se colocados à sua disposição.

Dada a importância da catequese na ação de transmitir a fé, assunto que tanto preocupa hoje a Igreja, vale a pena investir em conseguirmos bons roteiros pedagógicos, para as diversas etapas da catequese.

Neste sentido, a Diocese de Jales sente a alegria de ter elaborado, aos poucos, os seus livros de catequese, desde a catequese infantil, até a catequese de adultos, passando pela catequese de Primeira Eucaristia e da Crisma, dentro da série “Viver a Fé Construindo Comunidade”.

Nas reflexões em preparação da romaria diocesana deste ano, realizada no domingo passado, foram destacadas as diversas dimensões, vividas pela Igreja Primitiva. Dizem os Atos dos Apóstolos, que os primeiros cristãos eram “assíduos à doutrina dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações”.

A primeira dessas dimensões tem uma evidente relação com a catequese: a perseverança na doutrina. Os próprios Apóstolos eram os catequistas das primeiras comunidades.

A Igreja Primitiva podia gozar deste privilégio, de ter convivido com o Mestre, de ter sido agraciada com a abundância do Espírito Santo, e de contar com a presença dos primeiros protagonistas da Igreja nascente, a nova comunhão de amor implantada por Cristo no seio da humanidade, onde ela sempre precisa permanecer como semente de força irresistível, como sal, luz e fermento fazendo germinar os sinais do Reino de Deus.

Mesmo não tendo desta vez um domingo especial para os catequistas, queremos reconhecer a importância de sua missão evangelizadora, com votos de que sejam os primeiros a experimentarem a alegria de viver os valores que eles nos transmitem.

Muito obrigado, mulheres e homens, catequistas de nossas comunidades! Que Deus os recompense pelo testemunho que nos dão e pelo trabalho que realizam!

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Fraternidade e Cidadania https://soucatequista.com.br/fraternidade-e-cidadania/ https://soucatequista.com.br/fraternidade-e-cidadania/#respond Thu, 01 Mar 2012 15:28:32 +0000 http://noticiascatolicas.com.br/?p=6634 Já foi lançada pela CNBB a Campanha da Fraternidade deste ano de 2012. Como todo mundo já sabe, seu tema é a Saúde Pública, e seu lema retoma o sonho do livro do Eclesiástico, “que a saúde se difunda sobre a terra”.

Lançada em Brasília, a Campanha já se faz presente nas milhares de comunidades, espalhadas pelo Brasil. Aí está um dos fatores que garantem a rápida ressonância da Campanha. Ela valoriza as comunidades. Ela conta com a capilaridade da Igreja. Aciona as lideranças, em cujas mãos coloca os subsídios que municiam a reflexão em torno do tema proposto. E aproveita o tempo da quaresma para motivar a participação e estimular compromissos concretos, que traduzam as sugestões que o tema vai apresentando.

Desta maneira, podemos afirmar que a Campanha da Fraternidade é a maior experiência que se realiza no Brasil, de reflexão conjunta, de debate aberto, em torno de um determinado assunto de interesse social.

A partir desta constatação, se percebe o alcance político da Campanha da Fraternidade. Ela proporciona um clima favorável para aquilo que o povo brasileiro é arredio, e não gosta de fazer: refletir e debater os problemas que envolvem a vida do povo.

De fato, temos uma tradição de pouca participação nos debates políticos. Os próprios partidos não conseguem sustentar esse debate, eles que teriam a incumbência constitucional de apresentar propostas para o adequado enfrentamento dos problemas existentes. Assim, eles não se caracterizam por suas propostas política. . Mas se limitam à estratégia eleitoral de alcançar o poder, sem dizer para que o buscam.

Temos no Brasil uma grande carência de debate político. A Campanha da Fraternidade, com seus limites de iniciativa suscitada por motivações religiosas, é a ainda a instância que mais sustenta e articula uma reflexão séria, em cima de dados reais, sobre problemas concretos da sociedade.

O tema deste ano serve de exemplo. Traz uma reflexão muito bem fundamentada, em cima de dados muito interessantes, relativos às questões ligadas ao campo da saúde pública. É tão vasto este campo, que ele precisa ser abordado com conhecimento de causa, com disposição de enfrentá-lo com responsabilidade, e com a certeza de contar com o respaldo do estado e da sociedade.

Os médicos costumam discernir os casos de “alta complexidade”. A Campanha deste ano nos apresenta também um tema de “alta complexidade” que requer as atenções de todos.

Nos tempos da Constituinte, em que se buscava critérios norteadores para definir a lei básica da Nação, se formulou a sentença, que parecia dar conta do problema de maneira exaustiva. Afirmava-se que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”.

A sentença ainda pode continuar vigente. Mas sua compreensão foi adquirindo nuances muito concretas, com incidências muito práticas. O fato de ser “dever do Estado” não exime a sociedade de suas responsabilidades com a saúde pública. A começar pelo dever de acompanhar de perto as políticas públicas relativas à saúde, participar dos conselhos paritários, onde é possível levar as demandas da população e urgir a ação do Estado. E sobretudo, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, para que sejam distribuídos de maneira equitativa e adequada às condições existentes.

Em todo o caso, a campanha deste ano mostra a importância de refletir sobre a saúde pública com informações concretas, à luz dos grandes valores envolvidos nesta questão de interesse tão direto da população. Quanto mais informações, maiores serão os consensos, maior o envolvimento da sociedade, maior o compromisso do Estado, sobretudo garantindo os recursos financeiros, que viabilizem as ações indispensáveis para uma verdadeira política de saúde pública.

Por Dom Demétrio Valentini – Bispo de Jales (SP)

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