felicidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 23 Jul 2021 12:09:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png felicidade – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Nem só de fazer vive o homem https://soucatequista.com.br/nem-so-de-fazer-vive-o-homem/ https://soucatequista.com.br/nem-so-de-fazer-vive-o-homem/#respond Fri, 23 Jul 2021 12:09:43 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12230 “A verdadeira felicidade é perceber que tudo o que temos buscado avidamente, não está longe de nós”. Padre Luigi Epicoco reflete sobre o período de verão com vistas a uma teologia das férias: esta palavra, afirma, indica um vazio, um espaço no qual é possível fazer vibrar o eco de uma voz mais alta na quietude do descanso

O verbo fazer é o verbo ao qual somos muito apegados. Tão apegados ao ponto de sacrificar por ele até mesmo o verbo ser. Fazer é nossa maneira de não pensar muito, de não entrar em nós mesmos, de não encarar as coisas sérias da vida. Fazer nos dá satisfação imediata, leva a sério nossa necessidade inata de confirmação e cumprimento. Com muita frequência fazer se torna nossa religião. Se quiséssemos usar uma imagem cara a Santo Inácio, diríamos que usamos o fazer para não entrar em desolação.

Mas às vezes é necessário entrar no vazio, no vazio que mora dentro de nós. É a famosa necessidade da fome que o tentador tenta tirar de Jesus no deserto: “Manda que estas pedras se transformem em pão”. Jesus exorciza o mal respondendo a tal tentação: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4, 1-11). Nem só de fazer vive o homem, podemos acrescentar.

É disso que se trata o tempo de férias. Não se trata simplesmente da transgressão necessária para suportar novamente uma longa temporada de trabalho. O tempo de férias, como o Papa Francisco nos lembrou recentemente, é o tempo da ecologia do coração, o tempo em que o descanso, a contemplação e a compaixão se tornam os ingredientes certos para nos redimensionar. A etimologia da palavra férias é precisamente a capacidade de estar vazio, de dar espaço a essa fome/falta que cada um de nós carrega em seu coração, e em cujo eco Deus pode finalmente falar.

Ouvir a palavra de Deus dentro de nossas falhas, dentro do nosso coração, significa experimentar uma plenitude que nenhuma satisfação no mundo pode nos dar. Passamos nossas vidas tentando fazer coisas que nos farão felizes, mas a verdadeira felicidade é parar de nos preocuparmos e perceber que tudo o que temos buscado avidamente não está longe de nós. O que precisamos para sermos felizes está contido na escuta do verbo ser, sobre quem realmente somos, sobre aquela imagem e semelhança com Deus que cada um de nós carrega dentro de si.

Então as palavras do Deuteronômio chegam até nós como um bálsamo: “Porque este mandamento que hoje te ordeno não é excessivo para ti, nem está fora do teu alcance. Ele não está no céu, para que fiques dizendo: ‘Quem subiria por nós até o céu, para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática? E não está no além-mar, para que fiques dizendo: ‘Quem atravessaria o mar por nós, para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática?’ Sim, porque a palavra está muito perto de ti: está na tua boca e no teu coração, para que a ponhas em prática”. (Dt 30, 11-14). Assim, o tempo de férias é desenterrar aquela palavra escondida na nossa boca e no nosso coração, que luta para emergir quando devoramos nossas vidas e nosso coração está cheio apenas de ânsias e preocupações.

 

FONTE: VATICAN NEWS

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A sede que nunca sacia o nosso coração https://soucatequista.com.br/a-sede-que-nunca-sacia-o-nosso-coracao/ https://soucatequista.com.br/a-sede-que-nunca-sacia-o-nosso-coracao/#respond Wed, 05 Feb 2020 11:06:48 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=95747 Dentro de nós existe uma ânsia eterna em busca da felicidade. Onde, porém, buscamos esta felicidade?

A grande maioria procura desesperadamente esta felicidade tão sonhada, no mundo ou nas pessoas. O seu marido, por mais santo que seja, não é capaz de preencher este “vazio” do seu coração. Outrossim, por mais santa que você seja, não poderá preencher a “ânsia” do coração do seu marido. Seus filhos, por melhores que sejam, jamais poderão preencher o coração de vocês com a felicidade que buscam. Então, onde encontraremos o preenchimento desta “ânsia” e deste “vazio” que carregamos no coração?

Somente Deus poderá saciar a nossa sede de Felicidade, porque Ele é a Felicidade verdadeira. Para saciarmos esta sede eterna, se faz necessário buscar a cada instante o Criador, o nosso Deus e Senhor. E quando O encontrarmos, certamente a quietude alcançará o nosso coração, porque finalmente ele estará saciado e pleno de Deus.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

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A felicidade ou infelicidade dependem das nossas escolhas https://soucatequista.com.br/a-felicidade-ou-infelicidade-dependem-das-nossas-escolhas/ https://soucatequista.com.br/a-felicidade-ou-infelicidade-dependem-das-nossas-escolhas/#respond Wed, 20 Nov 2019 11:00:50 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86561 Fomos criados por Deus, à sua imagem e semelhança, para sermos felizes. Infelizmente o próprio Ser Humano afastando-se do Senhor através do pecado (embora o Senhor nunca tenha se afastado de nós), conheceu o caminho da infelicidade, da dor e da morte.

E em que consiste a felicidade que tanto buscamos? Algumas pistas para encontra-la e vivenciá-la, encontram-se no Salmo 1,1-3: Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

  1. Não proceder como os ímpios. Quem são os ímpios? Pessoas incrédulas que não respeitam e zombam das coisas sagradas. Proceder como os ímpios nos leva ao caminho da infelicidade.
  2. Não trilhar o caminho dos pecadores. O que isto significa? Caminhar de acordo com os preceitos e mandamentos do Senhor. Esforçar-se para não pecar; e se pecarmos, arrependermo-nos e procurarmos o Sacramento da Reconciliação com Deus e com os irmãos.
  3. Servir ao Senhor de todo coração, enaltecendo a nossa , nossa Esperança e o nosso Amor, como presentes inigualáveis de Deus, a fim de podermos nos doar aos pobres e necessitados.
  4. Meditar a lei do Senhor. Significa orar com a Palavra de Deus, que nos orienta e nos mostra o caminho que devemos seguir, na certeza de encontrarmos a felicidade.

E aqui temos, de forma alegórica, o que é o SER HUMANO FELIZ: “Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

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Deus não dá o que queremos, mas o que necessitamos https://soucatequista.com.br/deus-nao-da-o-que-queremos-mas-o-que-necessitamos/ https://soucatequista.com.br/deus-nao-da-o-que-queremos-mas-o-que-necessitamos/#respond Wed, 06 Nov 2019 11:00:54 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86375 Quantas vezes nos decepcionamos com Deus porque pedimos insistentemente um carro novo, uma casa, um emprego de salário alto, roupas, viagens, e tantas coisas mais, e Ele não atende os nossos pedidos. Parece-nos que não dá ouvidos. Chegamos ao ponto de nos revoltarmos e brigarmos com Ele. Queremos que a nossa vontade seja feita e não a Dele.

É preciso saber que o Senhor não nos dá o que queremos, mas o que necessitamos. E o que necessitamos? Como pedimos para que sejamos atendidos? Aí ao abrirmos a nossa Bíblia na Carta de São Paulo aos Romanos 8,26 lemos: “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”.

Eis a receita! Não sabemos o que pedir e como pedir, mas o Espírito Santo nos ajuda nesta tarefa. Basta abrirmos o coração e suplicarmos que Ele venha sobre nós. E Ele que sabe a vontade de Deus a nosso respeito, pedirá o que necessitamos, segundo a vontade do Pai. Então seremos felizes e plenificados pela graça de Deus.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

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Bem-aventuranças https://soucatequista.com.br/bem-aventurancas/ https://soucatequista.com.br/bem-aventurancas/#respond Mon, 30 Jan 2017 15:00:13 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78162 O Papa Francisco fez uma reflexão centrada nas “Bem-aventuranças” na janela do Palácio Apostólico do Vaticano antes de rezar a Oração do Ângelus, e assegurou que para ser feliz é necessário levá-las a cabo, torná-las concretas na própria vida.

“O pobre em espírito é o cristão que não confia em si mesmo, nas suas riquezas materiais, não se obstina nas suas opiniões pessoas, mas escuta com respeito e segue respeitosamente as decisões de outros”, disse o Pontífice.

Ao comentar as leituras do dia, Francisco disse que “Jesus manifesta a vontade de Deus de conduzir a humanidade à felicidade”. “Nesta pregação, Jesus segue um caminho especial: Começa com a palavra ”bem-aventurados”, ou seja, felizes; continua com a indicação da condição para ser felizes; e conclui fazendo uma promessa”.

O Santo Padre explicou: “Parte-se da condição de desconforto para se abrir ao dom de Deus e ter acesso ao mundo novo, o ‘reino’ anunciado por Jesus”. “Não é um mecanismo automático, mas um caminho de vida no seguimento do Senhor, pelo qual a realidade da dificuldade e da aflição é vista em uma perspectiva nova e experimentada segundo a conversão que é levada a cabo”.

“Não podem ser bem-aventurados se não se converteram”, se não se tornaram “capazes de apreciar e viver os dons de Deus”, disse o Papa.

Em seguida, Francisco comentou a bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito” e disse que “o pobre em espírito é aquele que assumiu os sentimentos e a atitude daqueles pobres que em sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus”.

“A felicidade dos pobres em espírito tem duas dimensões: Em relação aos bens materiais é a sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de experimentar o essencial, de partilha; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir na opacidade do consumo voraz”.

“Quanto mais tenho, mais quero; mais tenho, mais quero. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, não é feliz e não alcançará a felicidade”, manifestou.

Por outro lado, em relação a Deus, afirmou: “é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade a sua senhoria: é Ele, o Senhor, é Ele o Grande, não eu sou grande porque tenho tantas coisas”! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes”, acrescentou.

Por Acidigital

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O segredo da felicidade https://soucatequista.com.br/o-segredo-da-felicidade/ https://soucatequista.com.br/o-segredo-da-felicidade/#respond Thu, 03 Dec 2015 13:24:31 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=70806 Aleteia

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Uma teoria, chamada “sobrevivência do mais generoso”, diz que foi graças à generosidade que a espécie humana prosperou. O professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, analisou sociedades antigas e verificou que a generosidade era componente fundamental da sobrevivência das comunidades.

“Grupos com muitos altruístas tendem a sobreviver”, diz ele. Isto quer dizer que temos em nós a capacidade de ajudar os outros, principalmente os que nos são próximos, a fim de garantir nossa sobrevivência.

A generosidade nos faz bem de outras maneiras. O professor Stephen Post, autor de Why Good Things Happen to Good People (Por que coisas boas acontecem a pessoas boas), examinou os indícios de que ser grato e generoso faz bem à saúde. Um estudo com 2.016 pessoas de diferentes classes, verificou que os que ajudavam os outros regularmente tinham mais saúde mental e menos depressão.

Outros estudos constataram que as pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor. “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gratas e generosas”, diz Post.

A emoção mais saudável do ser humano, segundo especialistas em psicologia, não é o amor, mas sim a generosidade e a gratidão. Ser grato, na verdade, aumenta a nossa imunidade: nos torna mais resistentes ao estresse e menos suscetíveis a doenças.

Pessoas gratas são pessoas felizes. Por outro lado, pessoas ingratas são miseráveis e egoístas, porque nada as deixa felizes. Nunca estão satisfeitas; sempre colocam defeito, nada é bom o bastante.

A generosidade ajuda a regular as emoções, o que causa impacto positivo sobre a saúde e sobre a nossa mente. Se nosso instinto biológico automático do tipo “lutar ou correr” ficar ativo demais por causa do estresse, o sistema cardiovascular é afetado e a imunidade do corpo enfraquece.

“É difícil ficar zangado, ressentido ou amedrontado quando se demonstra amor altruísta pelos outros”, afirma Post. “A generosidade pode criar uma onda significativa de mudanças à nossa volta.”

Um estudo de 2005 da Universidade Hebraica, em Israel, descobriu um vínculo entre a generosidade e o gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. A pesquisa, publicada em 1991 no livro The Healing Power of Doing Good (O poder curativo de fazer o bem), verificou que as pessoas que tinham atitudes gentis e generosas descreviam ter uma sensação física boa.

Muitos disseram sentir-se mais cheios de energia, mais calorosos, mais calmos, com mais amor-próprio e auto-estima , fenômeno que ele chama de “a onda de ajudar”.

A generosidade tem outra semelhança com a felicidade: não pode ser comprada. A generosidade, portanto, tem de começar de dentro, é apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer diferença na vida dos outros, mas principalmente na nossa vida.

A boa notícia é que é fácil aprender a ser generoso. Basta praticar mais atos de generosidade do que estamos acostumados, e de forma regular; Quer saber como?

Por exemplo: quando temos alguma coisa de que não precisamos mais, colocamos à venda. Que tal doar esse utensílio para alguém que tenha menos do que nós? Ou dar de presente a alguém que fará um bom uso, independentemente de ter menos ou mais do que nós? Tente.

Normalmente damos aos outros roupas velhas e que não nos servem mais. Você já pensou em tirar do seu guarda-roupas uma peça bem bonita e doar àquela pessoa que não pode comprar uma igual? Veja a expressão de felicidade no rosto dessa pessoa, e sinta o quão é gostoso poder deixar alguém feliz. Experimente!

Há muitas pessoas que sofrem de depressão por egoísmo, desconhecem a terapia da solidariedade.

Milhares de pessoas praticam a generosidade, sem receber nada de material em troca. Ficam satisfeitas com um “obrigado” ou um simples sorriso.

Por que o fazem? Porque se sentem bem em ajudar o próximo, dando sem receber nada em troca, ajudando quem precisa e tendo compaixão por quem necessita mais do que elas. Isso é excelente, vence o egoísmo e satisfaz a alma. Já viu essas pessoas sofrerem de depressão? Naturalmente, que não têm tempo para pensar nisso.

O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros. Passe esta mensagem adiante!

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Jesus é o Caminho https://soucatequista.com.br/jesus-e-o-caminho/ https://soucatequista.com.br/jesus-e-o-caminho/#respond Wed, 12 Nov 2014 13:19:20 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=47322 caminho4Introdução
Vamos ver uma metáfora que o evangelista João usa para nos dizer quem é Jesus. João diz que Jesus é o CAMINHO.

(Para este encontro, vamos preparar o ambiente colocando a Bíblia, um caminho feito de pedras, um par de sandálias, uma gravura com pegadas…

No Antigo Testamento, a Torá é chamada “O CAMINHO”
A Torá, também chamada “A LEI”, é um livro de ensinamentos para os judeus, que indica o caminho para chegar à verdadeira felicidade, assim como Deus a quer para seus filhos. Na Bíblia, há salmos que cantam a beleza dessa lei de Deus (Sl 19 e 119). Vamos ler, agora, a segunda parte do Salmo 19,8-15 e apreciar sua beleza. (tempo para reflexão)

Jesus é a Torá viva
Jesus vivia a Torá, valorizava-a. Quando criticava certos legalismos, ele o fazia justamente para livrar a Torá de uma interpretação errônea. Jesus diz sobre si mesmo: ”EU SOU O CAMINHO” (Jo 14,6). Assim, a Torá continua em Jesus, em toda sua pureza. Jesus mostra o caminho para se viver conforme os mandamentos de Deus e ajuda a encontrar a felicidade. Vamos ler, agora, o capítulo 14, 1-11. (tempo para a leitura)

Os primeiros cristãos eram chamados membros do “Caminho”
Era o nome que se dava aos membros do movimento de Jesus.

No livro Atos dos Apóstolos, Paulo relata sua conversão. No capítulo 22, 4, ele diz: “Persegui até à morte os adeptos deste caminho, prendendo homens e mulheres e lançando-os na prisão.” Ainda em Atos dos Apóstolos 24,22, lemos: “Felix estava bem informado a respeito do Caminho…”.

Jesus é o Caminho que leva ao Pai
Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e ninguém chega ao Pai senão por mim” (Jo, 14,6).

Vamos refletir um pouco mais sobre essas palavras.

Quando dizemos que Jesus é o Caminho, geralmente pensamos no seguimento de Jesus, andar no caminho junto com ele, ouvir seus ensinamentos e colocá-los em prática. Mas, no evangelho de João, Jesus diz algo mais: “Eu sou o CAMINHO, e ninguém chega ao Pai senão por mim”. O que ele quer dizer com isto?

Jesus quer dizer: “Se vocês querem conhecer a Deus, nosso Pai, devem olhar para mim, escutar minhas palavras.”

Sabemos que Deus é invisível. Ninguém O viu, nem ouviu. É por meio de Jesus que o Pai se dá a conhecer e nos fala. Dizemos que Deus se revelou em Jesus. Jesus é o porta voz do Pai, Ele é o rosto do Pai. Jesus nos conduz ao Pai. Podemos nos perguntar: Jesus nos leva, realmente, ao Pai, ou ficamos parados em Jesus? Mas, Jesus diz que Ele não é o ponto final. O ponto final é o Pai.

Quando lemos com atenção os evangelhos, vemos como Jesus está sempre voltado para o Pai. Ele O chama de “Abbá” (Papai). Ele procura a vontade do Pai em tudo e quer levar todos ao Pai, fazer descobrir o amor e a misericórdia do Pai, rezar ao Pai. Ensina a oração do Pai Nosso: “PAI nosso…”

Paremos um pouco e reflitamos. Encontramos o Pai que Jesus nos revelou? Ou temos uma imagem de Deus diferente da imagem que Jesus nos revelou? Em nossas orações, nos dirigimos também ao Pai?

Vamos celebrar
– Olhando os símbolos, podemos cantar:

Vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida, / o Pão da alegria descido do céu.

Nós somos caminheiros que marcham para o céu.

Jesus é o Caminho que nos conduz a Deus.

Jesus, Verdade e Vida, Caminho que conduz

as almas peregrinas que marcham para a luz.

Na liturgia, a Igreja nos ensina a dirigir-nos ao Pai, glorificando-O e bendizendo. Já refletimos, alguma vez, por exemplo, sobre a oração no início da oração do Glória?

Nós Vos louvamos,

nós Vos bendizemos,

nós Vos adoramos,

nós Vos glorificamos,

nós Vos damos graças por vossa imensa glória…

A parte mais importante da Missa é a Oração Eucarística que começa com o prefácio. É uma oração totalmente dirigida a Deus Pai. Louva ao Pai, agradece, reza pela Igreja, pelos falecidos, pelo povo de Deus. E, no final, toda a assembleia proclama:

Por Cristo, com Cristo e em Cristo,

a Vós Deus Pai todo poderoso,

na unidade do Espírito Santo,

toda a honra e toda a glória,

agora e para sempre.

Todos cantam o Amém!

Tudo termina em Deus Pai. Cristo está rezando conosco. Ele está no meio de nós e, junto com Ele, nos dirigimos ao Pai.

A oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, se dirige plenamente a Deus Pai. Vamos rezar, devagar, esta oração prestando atenção nas palavras e na aclamação final

“Pois, vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém! (3 vezes)”

Canto final:

Porque és, Senhor, o Caminho que devemos nós seguir,

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Porque és, Senhor, a Verdade que devemos aceitar,

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Porque és, Senhor, plena Vida que devemos nós viver.

Nós vos damos, hoje e sempre, toda a glória e louvor.

Inês Broshuis

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Desafios da felicidade como cristão https://soucatequista.com.br/desafios-da-felicidade-como-cristao/ https://soucatequista.com.br/desafios-da-felicidade-como-cristao/#respond Mon, 14 Jul 2014 14:21:12 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43457 Caminho par felicidadeExistia um jovem que era pessimista, mas ele continuou a ter esperança em cada momento, nunca se rendeu. Ele dizia que a felicidade era somente um intervalo entre uma dor e outra, mas, mesmo assim, nunca se recusou a buscar aqueles intervalos sempre que possível. É natural que um pessimista busque se agarrar como pode à felicidade cada vez que a encontra, pois sabe que pode ser rara e preciosa.

Assim escreveu em uma rede social uma estudante chamada Sabrina.

A felicidade não é uma risada fácil, ou a alegria desenfreada, não é a vitória do próprio time, nem ganhar na loteria. Não é o fato de pensar ter encontrado todas as respostas aos próprios problemas que nos torna felizes, ao ponto de pensar que a felicidade do outro possa depender de nós. E para um cristão, o que é a felicidade? Gosto de dizer uma frase que vem constantemente à mente: Quem encontrou Jesus é feliz, mas se não é, quer dizer que encontrou outro alguém!

Um cristão, portanto, pode ser pessimista e infeliz? Pode se lamentar sempre? O encontro com o Cristo da alegria nos chama ao dever de nos empenhar por uma sociedade melhor. O que fazer então? A resposta está no nosso dia a dia. O compromisso antes de tudo é ter consciência do Batismo e ser testemunhas verdadeiras e alegres do amor de Deus. Isto não significa fazer coisas extraordinárias, mas fazer bem as coisas simples. Busquemos mudar a nossa vida familiar, a relação com os amigos, com aqueles mais distantes, o nosso modo de estudar e trabalhar, de fazer voluntariado, de viver a Igreja, confrontando-nos constantemente com a Palavra de Deus e com as Bem-aventuranças.

Não faltarão as dificuldades: lutar contra a crise existencial, econômica, educativa e de valores; lutar contra o cansaço, a rotina, os insucessos, as fraquezas humanas. Tudo isso não está escondido, mas deve ser oferecido diariamente, à luz do sol, com o suor de cada relação importante e a constância da oração. Alguém, talvez um pouco desanimado, dirá: “Certa vez foi diferente, bons tempos antigos, mas agora…”. Dos cristãos sabe-se, porém, que “fazer memória” não é algo nostálgico e uma melancólica lembrança, não é fixar as lápides em um tempo, mas é celebrar a vida, iluminar uma história que continua, que ressurge sempre “o terceiro dia”, prontos quem sabe a mudar tudo, mas confiantes no anúncio da esperança. Na sociedade do “tudo já”, queremos ser testemunhas confiáveis, apóstolos atentos aos jovens e à família deles, envolvidos nas propostas vocacionais, corajosos no impulso missionário, ricos de espiritualidade.

Por vinonuovo.it via Aleteia

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Será que os outros me impedem de ser feliz? https://soucatequista.com.br/sera-que-os-outros-me-impedem-de-ser-feliz/ https://soucatequista.com.br/sera-que-os-outros-me-impedem-de-ser-feliz/#respond Wed, 23 Apr 2014 14:15:50 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41136 topicÀs vezes, não sabemos amar direito.

Há alguns dias, ouvi uma dolorosa frase de uma mulher ao seu marido: “Eu já não preciso que você me faça feliz, só quero que você me permita sê-lo”. De repente, em nossa vida, percebemos que queremos ser felizes. Lutamos por isso, fazemos projetos, planejamos nossa vida procurando o caminho para alcançar a felicidade. Buscamos que nos amem e que nossos sonhos se realizem. E acabamos exigindo da vida algo que ela não pode nos dar.

Então, quando não conseguimos ser felizes, ficamos tristes. É por isso que, ao amar alguém, achamos que essa pessoa tem o dever de nos fazer felizes. Achamos que este é o único jeito, porque sozinhos não conseguimos. Exigimos que o outro nos faça felizes. Porém, mais tarde, quando o outro também não consegue nos fazer felizes, quando seu amor não nos sacia, vivemos insatisfeitos e nos sentimos tristes.

E é nesse momento que podemos chegar a dizer coisas como a que aquela mulher disse ao seu esposo. Queremos que nos deixem em paz para poder ser felizes. Porque percebemos que não amamos direito e não conseguimos fazer feliz a pessoa a quem amamos.

Mas querer que os outros nos deixem em paz para ser felizes não é o caminho.

Defraudados, decepcionados com a vida, queremos que nos deixem ser felizes, que não nos atrapalhem. Só que este não é o verdadeiro amor. Porque um amor assim perde o seu fogo e nos torna egoístas, egocêntricos, pensando só no que nos falta.

O verdadeiro amor não nos deixa em paz. Pelo contrário, ele carrega nossa vida, nos cura e nos salva. É o amor de Jesus. Esse amor sadio, esse amor que liberta e enaltece, é o amor que realmente quer nos fazer felizes. Não somos felizes quando os outros nos deixam tranquilos, e sim quando buscamos fazê-los felizes, entregando o melhor de nós por eles. Porque o amor que entregamos transborda e nos enche de felicidade.

No fundo do coração, desejamos um amor que sustente nossa vida, que nos ajude a carregar a nossa cruz. Olhemos para o amor de Jesus, um amor mais forte que o nosso, que não fica tropeçando como o nosso. Queremos receber esse amor de Jesus que nos sustenta, que nos torna plenos.

Busquemos amar e entregar-nos sabendo que Deus olha com misericórdia e com carinho imenso para cada movimento nosso, cada tentativa, cada busca. Sejamos generosos no amor, confiantes. Deus vai cuidar do nosso coração. Ele só nos pede que amemos e confiemos. Confiar radicalmente, amar radicalmente. Completamente.

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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