Gratidão – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 20 Apr 2016 14:35:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Gratidão – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Papa Francisco: distinguir entre pecado e pecador https://soucatequista.com.br/papa-francisco-distinguir-entre-pecado-e-pecador/ https://soucatequista.com.br/papa-francisco-distinguir-entre-pecado-e-pecador/#respond Wed, 20 Apr 2016 14:35:33 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=75115 Rádio Vaticano

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“Devemos agradecer ao Senhor pelo seu amor tão grande e imerecido! Deixemos que o amor de Cristo se espalhe sobre nós”

Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano. O Papa Francisco recebeu milhares de fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro e, antes de sua catequese, os saudou a bordo do seu papamóvel. Do Brasil, havia inúmeros membros da Comunidade Obra de Maria.

Neste Ano Jubilar, o Pontífice tem feito suas catequeses sobre o tema da misericórdia. Nesta quarta, ele comentou o trecho bíblico lido no início da Audiência, extraído do Evangelho de Lucas. Trata-se do episódio da mulher pecadora que chorou seus pecados aos pés de Jesus, quando Ele Se encontrava à mesa na casa de um fariseu chamado Simão.

Este, embora tenha convidado Jesus, não quer comprometer nem arriscar a reputação com o Mestre, enquanto a mulher se confia plenamente a Jesus com amor e veneração. Esta atitude é típica de um certo modo de entender a religião, explicou Francisco, e è motivada pelo fato de que Deus e o pecador se opõem radicalmente. Mas a Palavra de Deus nos ensina a distinguir entre o pecado e o pecador.

“Entre o comportamento do fariseu e o da pecadora, o Senhor escolhe a mulher. Livre de preconceitos que impeçam a misericórdia de se expressar, o Mestre deixa que ela faça o que lhe diz o coração: Ele Se deixa tocar por ela, sem medo de ser contaminado. Jesus é livre, porque está próximo de Deus. E esta proximidade ao Pai Misericordioso, dá a Cristo a liberdade”, acrescentou.

Dirigindo-Se à mulher, Jesus diz: “Os teus pecados estão perdoados”. Assim, acaba com aquela condição de isolamento a que pecadora foi condenada pelos juízos de Simão e os fariseus. Francisco explicou:

“De um lado, está a hipocrisia dos doutores da lei. De outro, a sinceridade, a humildade e a fé da mulher. Todos somos pecadores, mas muitas vezes caímos na tentação da hipocrisia, de acreditar que somos melhores que os outros. Todos devemos olhar os nossos pecados, as nossas caídas, os nossos erros. E olhemos para o Senhor. Esta é a linha da salvação entre o pecador e o Senhor. Se me sinto justo, esta relação de salvação não existe.”

Agora, a mulher pode ir “em paz”, pois o Senhor viu a sinceridade da sua fé e da sua conversão. Em Jesus, habita a força da misericórdia de Deus, capaz de transformar os corações. Neste texto, prosseguiu o Papa, o termo “graça” é praticamente sinônimo de misericórdia, e vai além da nossa expectativa. E concluiu:

“Queridos irmãos, devemos agradecer ao Senhor pelo seu amor tão grande e imerecido! Deixemos que o amor de Cristo se espalhe sobre nós” e, assim, poderemos “comunicar aos outros a misericórdia do Senhor”.

Equador e Chernobyl

Ao final da catequese, o Pontífice se dirigiu aos fiéis para saudá-los. Em espanhol, manifestou sua proximidade e oração à população do Equador, que vivem “um momento de dor” depois do terromoto que devastou o país. Francisco saudou também um grupo oriundo da Ucrânia e de Belarus, presente na Praça para recordar os 30 anos da tragédia de Chernobyl. “Enquanto renovamos a oração pelas vítimas daquele desastre, expressamos nosso reconhecimento aos socorredores e por todas as iniciativas com as quais se buscou aliviar os sofrimentos e os danos”, disse.

Coleta em prol da Ucrânia

Francisco renovou ainda seu apelo pela Ucrânia, recordando a coleta programada para o próximo domingo, (24/04), em todas as Igrejas na Europa em prol da população.

“A população da Ucrânia sofre há muito tempo pelas consequências de um conflito armado, esquecido por muitas pessoas. Como sabem, convidei a Igreja na Europa a apoiar a iniciativa convocada por mim para ir ao encontro desta emergência humanitária. Agradeço antecipadamente aos que contribuirão generosamente a esta iniciativa.”

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Por que o Papa Francisco sempre leva flores para Nossa Senhora? https://soucatequista.com.br/por-que-o-papa-francisco-sempre-leva-flores-para-nossa-senhora/ https://soucatequista.com.br/por-que-o-papa-francisco-sempre-leva-flores-para-nossa-senhora/#respond Tue, 20 Oct 2015 17:42:15 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=67802 Durante a visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, cada vez que ele entrava em uma igreja (antes de fazer qualquer outra coisa), levava um ramo de flores à capela dedicada a Nossa Senhora.

Eu me converti recentemente ao catolicismo. Não fui criada na tradição de festas de maio dedicadas a Maria nem entendia o costume de oferecer presentes materiais a uma representação artística dela.

No último dia da visita do Papa aos EUA, depois da missa em meu bairro, decidi fazer uma visita a Maria. Eu havia visto mulheres idosas, especialmente filipinas, e sabia aonde ir. Ajoelhei-me diante da imagem de Maria com o Menino Jesus e a observei.

Pope Francis holds flowers at the basilica of Our Lady of Charity of El Cobre -patron saint of Cuba- in El Cobre, Santiago de Cuba on September 21, 2015. Santiago, the last stop on Pope Francis's Cuban tour, is known for its revolutionary history, its rum and the troubadours who have infused the Caribbean island's music with their tropical beats.  AFP PHOTO / FILIPPO MONTEFORTE

Sinceramente, eu esperava ver apenas gesso branco, mas fiquei impressionada ao ver que Maria parecia olhar para mim através daquela imagem, com uma expressão maternal e a mão livre aberta como se fosse um convite.

Está claro: estas imagens criadas por artistas pretendem nos surpreender e estimular nossa imaginação, para que possamos contemplar Maria como nossa mãe. As imagens de Maria nos recordam que Ela é nossa mãe, mãe de Jesus. E a resposta correta é a reverência.

Que bom filho é o Papa Francisco, que oferece flores à sua Mãe!

As flores a Maria são um sinal da nossa gratidão pelo seu papel na história da salvação.

Por que oferecer flores? As flores são um presente divino da natureza. E nós precisamos desse aspecto físico e visual para nos unir àquilo que vai além da nossa humanidade, além do nosso mundo.

Oferecer um presente material vai além das palavras e orações. É a expressão de gratidão de um filho a uma boa mãe, que quer somente o melhor para nossas almas.

Ao ver as flores diante de uma imagem de Maria, recordamos seu amor por nós, e esse amor traz grande beleza e esperança às nossas vidas.

As flores são uma lembrança física, um símbolo da realidade espiritual da nossa relação com Nossa Senhora.

As homilias e discursos pronunciados pelo Papa Francisco em sua visita aos Estados Unidos oferecem muito material para nossas reflexões e inspirações. Igualmente, o exemplo desta simples e constante homenagem a Maria me deixam muito mais rica espiritualmente do que era antes.

E você, já levou flores a Nossa Senhora? O que está esperando?

 

Um artigo de Zelda Caldwell

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Agradecer o que não nos dão https://soucatequista.com.br/agradecer-o-que-nao-nos-dao/ https://soucatequista.com.br/agradecer-o-que-nao-nos-dao/#respond Mon, 24 Nov 2014 17:06:48 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=47543 38_0029Ballet

O mais comum é agradecer o que nos foi dado. E não nos faltam motivos de gratidão. Há, é claro, imensas coisas que dependem do nosso esforço e engenho, coisas que fomos capazes de conquistar ao longo do tempo, contrariando mesmo o que seria previsível, ou que nos surgiram ao fim de um laborioso e solitário processo. Mas isso em nada apaga o essencial: as nossas vidas são um recetáculo do dom.

Por pura dádiva recebemos o bem mais precioso, a própria existência, e do mesmo modo gratuito fizemos e fazemos a experiência de que somos protegidos, cuidados, acolhidos e amados. Se tivéssemos de fazer a listagem daquilo que recebemos dos outros (e é pena que esse exercício não nos seja mais habitual), perceberíamos o que a poetisa Adília Lopes repete como sendo a sua verdade: «sou uma obra dos outros». Todos somos.

A nossa história começou antes de nós e persistirá depois. Somos o resultado de uma cadeia inumerável de encontros, de gestos, boas vontades, sementeiras, afagos, afetos. Colhemos inspiração e sentido de vidas que não são nossas, mas que se inclinam pacientemente para nós, iluminando-nos, fundando-nos na confiança. Esse movimento, sabemo-lo bem, não tem preço, nem se compra em parte alguma: só se efetiva através do dom.

Por isso é que quando ele falta a sua ausência indelével faz-se sentir a vida inteira. O seu lugar não consegue ser preenchido, mesmo se abunda uma poderosa indústria de ficções de todo o tipo com a inútil pretensão de ser oblívio e substituição para essa espécie de fala geológica que nos morde.

Hoje, porém, dei comigo a pensar também na importância do que não nos foi dado. E a provocação chegou-me por uma amiga que confidenciou: «Gosto de agradecer a Deus tudo o que Ele me dá, e é sempre tanto que nem tenho palavras para descrever. Sinto, contudo, que lhe tenho de agradecer igualmente o que Ele não me dá, as coisas que seriam boas e que eu não tive, o que até pedi e desejei muito, mas não encontrei. O fato de não me ter sido dado obrigou-me a descobrir forças que não sabia que tinha e, de certa maneira, permitiu-se ser eu».

Isto é tão verdadeiro. Mas exige uma transformação radical da nossa atitude interior. Tornar-se adulto por dentro não é propriamente um parto imediato ou indolor. No entanto, enquanto não agradecermos a Deus, à vida ou aos outros o que não nos deram, parece que a nossa prece permanece incompleta. Podemos facilmente continuar pela vida dentro a nutrir o ressentimento pelo que não nos foi dado, a compararmo-nos e a considerarmo-nos injustiçados, a prantear a dureza daquilo que em cada estação não corresponde ao que idealizamos.

Ou podemos olhar o que não nos foi dado como a oportunidade, ainda que misteriosa, ainda que ao inverso, para entabular um caminho de aprofundamento… e de ressurreição. Foi assim que numa das horas mais sombrias do século XX; desde o interior de um campo de concentração, a escritora Etty Hillesum conseguiu, por exemplo, protagonizar uma das mais admiráveis aventuras espirituais da contemporaneidade. No seu diário deixou escrito:

«A grandeza do ser humano, a sua verdadeira riqueza, não está naquilo que se vê, mas naquilo que traz no coração. A grandeza do homem não lhe advém do lugar que ocupa na sociedade, nem no papel que nela desempenha, nem do seu êxito social. Tudo isso pode ser-lhe tirado de um dia para o outro. Tudo isso pode desaparecer num nada de tempo. A grandeza do homem está naquilo que lhe resta precisamente quando tudo o que lhe dava algum brilho exterior, se apaga. E que lhe resta? Os seus recursos interiores e nada mais.»

Por: Pe. José Tolentino Mendonça

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A gratidão https://soucatequista.com.br/a-gratidao-2/ https://soucatequista.com.br/a-gratidao-2/#respond Mon, 04 Nov 2013 11:00:13 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=36017

gratidaoConvivemos, dentro do clima da pós-modernidade, com a esfera do individualismo e com o sistema de egocentrismo muito aguçado, que têm como fonte de sustentação, o mito do bem-estar. Isto vem acontecendo na realidade de endeusamento e idolatria do mercado e do consumo, dificultando a essencial prática da gratidão.

Temos muitos gestos evidentes de gratidão. Um deles está nos presentes que oferecemos aos amigos em diversas ocasiões. Mas não basta somente isto se não valorizamos a pessoa na sua identidade, reconhecendo nela o bem que faz, sendo até merecedora do gesto de gratidão. Agradecer é confiar sem ficar exigindo troca.

Às vezes agradecemos um estrangeiro com mais frequência e facilidade do que a quem está sempre conosco. Na convivência achamos ser um direito o que o outro faz por nós e não nos preocupamos com o ato da gratidão. Isto pode ter a conotação de não valorizar o que recebemos de quem convive conosco todo dia.

A bíblia fala dos dez leprosos que ficaram curados. Apenas um, que era estrangeiro, voltou para agradecer. Isto foi causa de crítica de Jesus, porque demonstraram atitude de ingratidão, de fechamentos em si mesmos. Podemos até concluir que a ingratidão coincide um pouco com a injustiça e o não reconhecimento do valor de quem nos faz o bem.

Todo ano temos a oportunidade de comemorar o dia do nascituro, da vida e do valor que ela tem. Sabemos que a vida é um dom e um direito inerente à pessoa. Quem teve a oportunidade de nascer, tem também a obrigação de agradecer e de valorizar esse dom. Milhares de indivíduos não têm esta oportunidade e são eliminados por diversas circunstâncias.

Louvor, graça, gratidão, gratuidade e agradecimento são palavras chaves, que ajudam no relacionamento comunitário. Há o perigo de sermos mais propensos para pedir do que para agradecer. Pior ainda é quando queremos levar vantagem em tudo, tendo atitude de exploração e de injustiça com o outro. Ser grato é ser fraterno e capaz de ajudar na boa convivência.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

Fonte: CNBB

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