Igreja Católica – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 04 Nov 2024 15:03:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Igreja Católica – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 O Processo Eclesial para Ser Declarado Santo: O Processo de Beatificação e de Canonização https://soucatequista.com.br/beatificacao-e-canonizacao/ https://soucatequista.com.br/beatificacao-e-canonizacao/#respond Fri, 01 Nov 2024 15:22:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78509 A beatificação é  quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-aventurado), geralmente, atende ao anseio de uma comunidade específica (um país, uma ordem religiosa etc.), porém, faltando ainda àquela nota de universalidade típica do ser católico.

A canonização, a canonização é quando o Papa declara que um beato é Santo, com aconteceu com Santa Paulina (de Beata Paulina passou a ser chamada Santa Paulina; o mesmo deverá acontecer um dia com os outros nossos beatos).

 

Diferenças

O núcleo da diferença entre um ato e o outro é o fato de que, na beatificação não existe um pronunciamento explícito quanto à certeza de que a pessoa beatificada está na glória do céu. Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa. Isso significa que ela viveu as virtudes cristãs de forma heroica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário).

Já na canonização existe essa atestação pontifícia, tanto vida virtuosa como modelo de santidade, quanto da certeza de que aquela pessoa declarada encontra-se na Igreja triunfante.

O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 828, diz que:

Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores.

A salvação está disponível para todos, para tanto, existe o Purgatório. Já a santidade é para poucos, pois, o santo é aquele que viveu de tal forma a vida em Cristo que não necessitou do remédio do Purgatório e ao morrer foi direto para o céu.

A canonização é uma sentença definitiva e irrevogável, na qual o Papa afirma, utilizando-se do seu poder pontifício, que aquela pessoa viveu de forma extraordinária a graça do primeiro mandamento que é amar a Deus sobre todas as coisas e que, por causa disso, serve como modelo para todos aqueles que almejam viver a mesma Graça.

 

Semelhanças

A primeira semelhança entre a beatificação e a canonização é que ambas falam que essas pessoas tiveram uma vida virtuosa e santa.

A segunda semelhança é que, na região onde o beato viveu, ambas permitem ali o seu culto público. Isso levanta uma questão: se formos olhar pela conveniência pastoral, ou seja, o proveito espiritual dos fiéis, nos países onde o beato viveu, a beatificação já é pastoralmente suficiente, pois permite o seu culto público. Os beatos ali já fazem parte do centro da vida da Igreja, que é a liturgia.

 

As etapas de um processo de canonização

Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus, que é o caso de Irmã Dulce. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

 

O processo das virtudes ou do martírio

Existem duas situações diferentes para se considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir, ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. Assim, esse primeiro processo pode ser de dois tipos diferentes: um processo cujo objetivo é examinar as virtudes de alguém, e outro cujo objetivo é constatar se houve martírio. Para o caso das virtudes, quando esse processo se conclui, declara-se que essa pessoa viveu as Virtudes cristãs de forma heroica. É feito o Decreto da Heroicidade das Virtudes, e a pessoa recebe o título de Venerável. Exemplo: Foi feito o processo das virtudes do Servo de Deus Frei Galvão. Esse processo chegou ao fim e concluiu-se que ele viveu as virtudes de forma heroica, podendo ser considerado um exemplo de cristão. Ele recebeu o Decreto das Virtudes em 17 de dezembro de 1996, e passou a ser chamado de Venerável Frei Galvão.

Para o caso do martírio, quando esse processo se conclui, declara-se que essa pessoa foi realmente um mártir. É feito o Decreto Sobre o Martírio, e a pessoa recebe também o título de Venerável. Exemplo: Foi feito o processo sobre o martírio dos Servos de Deus André de Soveral e demais companheiros. Esse processo chegou ao fim e concluiu-se que essas 30 pessoas haviam sofrido um martírio real, no sentido teológico do termo.

Receberam então o Decreto sobre o Martírio em 21 de dezembro de 1999 e passaram a ser chamados  Venerável André de Soveral e seus companheiros mártires (nossos queridos mártires do Rio Grande do Norte).

 

Veneráveis

Na verdade, receber o título de Venerável é a parte mais importante de uma causa de canonização, a mais trabalhosa e exigente. É nesse processo que se estuda minuciosamente, até a exaustão, toda a vida da pessoa, ou, no caso de martírio, todas as circunstâncias do mesmo. Além da vida e das  virtudes, analisa-se também se essa pessoa tem realmente fama de santidade, o que é muito importante, pois indica uma moção do Espírito Santo em torno dela. A partir do decreto de Venerável a Congregação para as Causas dos Santos não vai mais examinar a vida e os atos de um Servo de Deus, se ele viveu realmente como um exemplo de cristão ou não, se pode ser Venerado pelos fiéis, ou se foi realmente um mártir pela fé em Cristo. Também o que ele escreveu ou ensinou não é mais objeto de estudo ou julgamento. Vou repetir, com outras palavras: uma vez declarado Venerável, encerram-se as análises sobre seus escritos, ou as coisas que ele fez, ou sobre os seus trabalhos, a forma como viveu, os depoimentos das testemunhas, etc. Nada mais disso tudo será investigado, pois não é mais questionado. Não é mais questionado porque já foi exaustivamente analisado. Não são mais motivo para dúvida. Página virada. Ora, isso é muito importante! É uma altíssima distinção! O passo mais difícil já foi dado. Agora só faltam os milagres para que eles se tornem beatos ou santos, e o processo do milagre, em si, não tem nada a ver com a vida do servo de Deus. Definitivamente, são considerados exemplo para os fiéis.

 

O processo do milagre para a beatificação

É iniciado um novo processo, mas desta vez para se avaliar se ocorreu um milagre ou não a partir da invocação de um Servo de Deus. O processo vai analisar detalhadamente o caso clínico ocorrido, com uma minúcia extrema.  Exemplo: Vamos supor  que apareça alguém dizendo que recebeu uma grande graça depois de ter rezado a Frei Galvão. O seu caso vai ser investigado para ver se ocorreram duas coisas: primeiro, se foi milagre de verdade; segundo, se foi por intercessão de Frei Galvão realmente (poderia ter sido por intercessão de outro santo). Se ao final do processo tudo for comprovado positivamente, dá-se o Decreto sobre o Milagre e o Venerável Servo de Deus pode ser beatificado. Foi o que aconteceu com o Venerável Frei Galvão em 1997. O papa anunciou então a sua beatificação, o que ocorreu em 1998. Ele se tornou Beato Frei Galvão.

 

Veneráveis Mártires: Beatos Mártires

Aqui ocorre um procedimento diferente: os mártires são dispensados do milagre para a beatificação. Uma vez Veneráveis, já se espera a futura cerimônia onde serão declarados Beatos. Foi o que ocorreu com os Veneráveis André de Soveral e companheiros: depois do decreto sobre o martírio em dezembro de 1998, ocorreu a sua beatificação em março de 2000.

 

O processo do milagre para a canonização

Também é um processo para se analisar um suposto milagre. O processo em si é feito exatamente da mesma forma que o processo do milagre para a beatificação. Existe apenas uma diferença: deve ser um milagre ocorrido após a beatificação. Exemplos: Madre Paulina foi beatificada em outubro de 1991;  em junho de 1992 ocorria o segundo milagre (a cura de Isa Bruna, em Rio Branco, AC). Esse milagre pode então ser considerado válido para a canonização. Encerrado esse processo em julho de 2001, ela foi declarada santa em maio de 2002.O Beato Pe. José de Anchieta tem várias curas prodigiosas a ele atribuídas, mas não adianta serem analisadas como supostos milagres pois ocorreram antes de 1980, data da sua beatificação. Deve-se aguardar o surgimento de novas graças, para que se aprove um milagre para a canonização.

 

Esquema geral

“Servo de Deus” é o primeiro título que a pessoa recebe, quando se introduz a sua causa de canonização; o segundo título é o de “Venerável”, quando o processo conclui que a pessoa viveu as virtudes cristãs de forma heroica, ou que sofreu realmente o martírio; o terceiro título é o de “Beato”, quando se comprova a existência de um milagre obtido pela sua intercessão (através do processo do milagre); e o último e mais importante é o de “Santo”, quando um segundo milagre é aprovado.

 

Com informações dos sites Padre Paulo Ricardo, Agência Ecclesia, Catolicismo Romano, Canção Nova e Santos do Brasil

 

Saiba mais:

 

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Catequista: Guiando na Fé e Inspirando Caminhos em Cristo https://soucatequista.com.br/catequista-guiando-na-fe-e-inspirando-caminhos-em-cristo/ https://soucatequista.com.br/catequista-guiando-na-fe-e-inspirando-caminhos-em-cristo/#respond Sat, 26 Oct 2024 14:55:43 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=1000013812 O catequista é, antes de tudo, um discípulo e missionário, chamado a testemunhar e guiar outros na experiência de Cristo. A catequese não se limita ao ensino de doutrinas ou à formação para os sacramentos; é uma jornada de fé que acompanha o indivíduo ao longo da vida, nutrindo e aprofundando a relação com Deus. Os Bispos do Brasil definem essa ação como “um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente” (Documento de Puebla, 1979). Com essas características, a catequese se adapta às diversas fases e contextos da vida cristã, oferecendo uma formação que transforma e inspira.

No coração da catequese está o desejo de suscitar uma experiência viva de fé, onde cada pessoa encontra o Evangelho e se sente chamada a viver em comunhão com a Igreja. O Papa João Paulo II sublinha esse papel essencial, explicando que “a catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã” (*Catechesi Tradendae*, 1979). Assim, o catequista conduz os catequizandos a uma vivência plena, guiando-os a uma compreensão integral da fé que inclui conhecimento, prática e espiritualidade.

O conceito de catequese, originado do termo grego *kat-ekhéo* — que significa “fazer ecoar” — resume bem sua missão: permitir que a Palavra de Deus repercuta e crie raízes no coração humano. A catequese realiza essa missão ao “levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade” (*NCIC*, 426-427). Esse processo de ecoar a Palavra envolve um compromisso profundo com o outro, reconhecendo que cada catequizando é uma alma em busca de sentido, fé e comunidade. A catequese, portanto, é um campo fértil onde a Palavra é semeada com paciência, sensibilidade e dedicação.

Ser catequista é abraçar uma vocação de acolhimento, onde o catequizando não apenas aprende, mas encontra apoio, amor e inspiração para a vida cristã. É uma missão silenciosa e muitas vezes desafiadora, mas profundamente recompensadora, pois cada encontro é uma oportunidade de nutrir uma semente de fé que florescerá e dará frutos. Como ensina o *Novo Catecismo da Igreja Católica* (1992), “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai” (*NCIC*, 426-427). É para essa Pessoa que o catequista aponta continuamente, ajudando os catequizandos a encontrá-Lo e a reconhecê-Lo em suas vidas.

O papel do catequista é, assim, de profunda responsabilidade, pois ele se torna um elo entre Deus e aqueles que acolhem a Palavra. Cada gesto, cada palavra e cada orientação são expressões do amor de Cristo e da presença viva da Igreja. A catequese forma, fortalece e ilumina o caminho de quem deseja seguir Jesus, gerando uma fé sólida que transforma e anima. Em cada encontro, o catequista não apenas ensina, mas oferece uma experiência concreta da luz de Cristo, criando raízes que sustentam uma vida cristã autêntica e comprometida com o Evangelho.

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Halloween: Origem Pagã ou Festa Católica? Entenda a Verdadeira História e a Posição da Igreja https://soucatequista.com.br/halloween-origem-paga-ou-festa-catolica-entenda-a-verdadeira-historia-e-a-posicao-da-igreja/ https://soucatequista.com.br/halloween-origem-paga-ou-festa-catolica-entenda-a-verdadeira-historia-e-a-posicao-da-igreja/#respond Thu, 24 Oct 2024 22:01:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=1000013458 O Halloween é uma celebração que, todos os anos, gera debates entre os cristãos. Afinal, ele é uma festa pagã, satânica ou cristã? Muitos se questionam se é correto ou não que os católicos participem de eventos, usem fantasias e incentivem suas crianças a se envolverem nessa celebração. Para responder a essas dúvidas, é necessário entender a origem do Halloween e como ele se transformou ao longo dos séculos.

 

A Origem do Halloween: Pagã ou Cristã?

O nome Halloween é uma forma abreviada de All Hallows’ Eve, que significa “Vigília de Todos os Santos”. Esta celebração antecede o dia de Todos os Santos, uma solenidade católica instituída pelo Papa Gregório III no século VIII para honrar todos os santos, conhecidos e desconhecidos, no dia 1º de novembro. Em sua origem, portanto, o All Hallows’ Eve era uma preparação espiritual, onde os fiéis rezavam e refletiam sobre a santidade e os exemplos dos santos.

Entretanto, muito antes de o Papa Gregório III instituir a festa de Todos os Santos, os celtas, um povo pagão que habitava as ilhas britânicas, já celebravam um festival chamado Samhain, que marcava o fim do verão e o início das colheitas. Os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais fino, permitindo que os espíritos voltassem à Terra. Para afastar esses espíritos, eles se vestiam com trajes assustadores e faziam fogueiras.

Quando os missionários cristãos chegaram às terras celtas, adotaram e adaptaram alguns costumes locais para facilitar a evangelização. O Samhain, então, foi integrado ao calendário cristão como All Hallows’ Eve, transformando o foco da celebração para honrar os santos, em vez de temer os mortos.

 

A Transformação do Halloween

Com o passar dos séculos, a festa de All Hallows’ Eve foi se distanciando de seu propósito original. Após a Reforma Protestante, em regiões como a Inglaterra e, mais tarde, os Estados Unidos, o Halloween perdeu seu caráter cristão e foi associado a práticas folclóricas e superstições. Elementos pagãos, como fantasias de monstros e abóboras esculpidas, foram incorporados à festa, afastando ainda mais o seu sentido religioso.

Na América, o Halloween se popularizou no século XIX com a chegada de imigrantes irlandeses, que trouxeram suas tradições culturais. Com o tempo, a celebração se tornou um evento de entretenimento, e os elementos assustadores ganharam destaque, criando a versão do Halloween que conhecemos hoje: festas com fantasias, trick or treat (travessuras ou doces) e histórias de terror.

 

A Posição da Igreja: Participar ou Não Participar?

Diante dessa transformação, qual deve ser a postura dos católicos? A Igreja Católica ensina que é importante ter discernimento e cautela ao lidar com celebrações que perderam seu significado original e podem, em alguns casos, ser associadas a práticas contrárias à fé cristã.

Muitos padres e exorcistas, como o famoso Padre Gabriele Amorth, alertam que a forma moderna de comemorar o Halloween pode abrir espaço para influências negativas e práticas ocultas. Por essa razão, a Igreja incentiva os católicos a redescobrirem a essência cristã do dia, celebrando a santidade e a vitória do bem sobre o mal.

Em muitas paróquias, o Holywins (que significa “a santidade vence”) é uma alternativa ao Halloween, onde crianças se vestem como santos e a comunidade celebra missas, vigílias e atividades que promovem a fé e a espiritualidade católica.

O importante, portanto, é que pais, catequistas e educadores sejam conscientes e orientem as crianças para que compreendam o valor de uma vida baseada nos ensinamentos de Cristo. Participar de eventos que distorcem ou ridicularizam valores cristãos não é coerente com a fé católica. No entanto, adaptar a celebração para que ela promova a santidade e o exemplo dos santos é uma maneira de resgatar a verdadeira essência de All Hallows’ Eve.

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Dia das Crianças: Jesus é amigo das crianças! https://soucatequista.com.br/dia-das-criancas-jesus-e-amigo-das-criancas/ https://soucatequista.com.br/dia-das-criancas-jesus-e-amigo-das-criancas/#respond Wed, 16 Oct 2024 23:04:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116758 No Novo Testamento veremos como Jesus adulto se relacionava com as crianças. E também como as crianças de hoje veem Jesus. Vamos acompanhá-los?

Provavelmente aos 30 anos, Jesus deixou sua casa, em Nazaré, para iniciar sua missão junto ao povo. À beira do mar ou pelas estradas da Galileia, ele caminhava. Em companhia dos apóstolos, Jesus dirigia-se de uma cidade a outra, para pregar e ensinar a todos o caminho do Reino de Deus.

As vezes, Jesus se cansava. Algumas viagens eram longas. Porém, ele nunca reclamou. Ao contrário, sentia-se feliz em poder ajudar as pessoas e falar-lhes com muito carinho sobre Deus, o seu e nosso pai.

E o povo gostava muito de ouvi-lo. Jesus dava atenção a todos. Por isso, as multidões iam ao encontro dele. Muitos traziam seus doentes para serem curados; outras pessoas queriam vê-lo. Assim, Jesus se ocupava bastante. Às vezes, não tinha tempo nem para comer.

Certa vez, algumas mães trouxeram também suas crianças a Jesus. Elas queriam que ele as tocasse e abençoasse, pois tinham certeza de que ficariam felizes. Porém, os discípulos (seguidores de Jesus) quiseram impedi-las e disseram: “Que é que vocês querem? Por que levar as crianças a Jesus? Ele está tão ocupado! Além disso, elas ainda são muito pequenas. Nem podem compreender o que ele diz”.

Jesus, porém, percebendo que os discípulos queriam afastar dele as crianças, repreendeu-os dizendo: “Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus”. E as chamou para junto de si.

Então, as crianças, vendo o rosto sorridente e amável de Jesus, correram felizes ao seu encontro. Ele as abraçou com carinho. Todas o viram como amigo e sentiam-se muito bem em sua companhia.

E mesmo não entendendo tudo o que ele dizia, as crianças sentiam que Jesus as amava muito. E sobre suas cabecinhas, Jesus colocou as mãos e as abençoou. E disse que elas seriam felizes seguindo o caminho do bem, e que sua. bênção seria sempre uma proteção na vida delas.

Além disso, Jesus conhecia e sabia como era bonito o coração das crianças. E nelas, ele admirava principalmente a simplicidade, a pureza e a sinceridade. Por essa razão, muitas vezes Jesus usou a criança como exemplo para transmitir sua mensagem aos adultos. Veja só o que ele lhes dizia. “Se vocês não tiverem um coração humilde e uma fé confiante como as crianças, vocês não entrarão no Reino de Deus.” E mais: “Aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Lc 18, 15 -18).

Certo dia, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus”? Para que eles entendessem bem sua resposta, Jesus colocou uma criança no meio deles e, olhando para ela, explicou-lhes: “O maior diante de Deus é aquele que não é orgulhoso, que não deseja a fama ou quer tudo só para si”. Assim, grande para Deus, é a pessoa que se faz pequena e tem um coração grande. Que sabe amar e ajudar os outros (leia essas palavras de Jesus em Mt 18, 3 – 4).

A FILHA DE JAIRO

Certo dia, Jesus pregava à beira-mar. Aproximou-se dele, um homem chamado Jairo. Ele chorava muito. E veio até Jesus para fazer-lhe um pedido. Ajoelhou-se a seus pés e disse-lhe com insistência e confiança: “Jesus, é minha filha. Ela tem apenas 12 anos e está muito doente.

E eu sei que o Senhor tem poder de curar minha filhinha. Por favor, Senhor! Venha comigo, coloque sobre ela as mãos para que seja curada e viva”.

Vendo o sofrimento daquele pai, Jesus o acompanhou até sua casa. Pedro, Tiago e João foram com ele. Eles estavam ainda a caminho, quando um empregado de Jairo veio ao encontro dele. E disse-lhe: “Sua filha está morta. Não incomode mais a Jesus. Agora, ele não pode fazer mais nada”. Mas Jesus disse a Jairo: “Não se preocupe. Confie em mim. Eu ainda posso ajudar”.

Chegando à casa, encontraram muitas pessoas que choravam em voz alta. Jesus entrou e perguntou: “Por que todo esse barulho? A menina está dormindo”. E todos riram dele. Porém, Jesus f içou firme. Pediu a Jairo que os mandasse sair. Então, ele se aproximou da cama da criança, com seus pais e os três apóstolos. Ha estava deitada, sem qualquer movimento e muito pálida. Pegando sua mão, Jesus lhe disse: “Talitha Kúmi!”, palavra aramaica que significa: “menina, eu te digo, levanta-te!” E imediatamente, ela se mexeu, abriu os olhos, sorriu e levantou-se. Seus pais ficaram espantados. Estavam felizes. Sua filha recuperou a saúde e a vida. E Jesus disse-lhes: Dêem-lhe alguma coisa para comer”. Fato emocionante, não é mesmo?

Assim, através de seus gestos e atitudes, Jesus mostrou o carinho e a atenção que ele tinha para com todas as crianças. Ele sempre soube valorizá-las e nunca as deixou de lado, como faziam muitos adultos do seu tempo.

Se Jesus agiu assim com as crianças do seu tempo, é porque ele queria que as crianças de todos os lugares e de todos os tempos também fossem tratadas com carinho, respeito e atenção. Mas não é bem isso que acontece hoje, por exemplo, no Brasil e em tantas partes do mundo. Muitas crianças são abandonadas e maltratadas, não têm oportunidade de irem à escola e algumas nem têm casa para morar.

Converse sobre isso com seus pais e coleguinhas. E juntos, pecamos também a Jesus que ele nos ensine a amar e acolher todas as crianças, principalmente os menores abandonados. Acolhendo-os, estaremos acolhendo o próprio Jesus que diz: “Quem acolhe o menor a mim acolhe” (Mc 9, 37).

Via Catequisar

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Santo Ângelo, Presbítero e mártir: vida ofertada no Carmelo pelo Evangelho https://soucatequista.com.br/3658-2/ https://soucatequista.com.br/3658-2/#respond Sun, 05 May 2024 09:00:49 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3658 Segundo fontes da tradição dignas de crédito, Ângelo veio do Monte Carmelo entre os primeiros carmelitas, que imigraram para a Sicília; foi assassinado por homens ímpios em Licata, na primeira metade do século XIII. Venerado como Mártir, bem cedo edificou-se uma igreja no lugar do seu martírio e ali foi depositado o seu corpo.

Ângelo foi para a Sicília com os religiosos que do Carmelo emigraram para aquela ilha, onde morreu, segundo dados tradicionais, que demonstram ser dignos de fé. Foi assassinado em Licata[2] pelas mãos de “ímpios infiéis” na primeira metade do século XIII. Por ser considerado mártir, foi construída uma igreja em sua honra no local da morte. O seu corpo foi colocado num altar desta igreja. Estas poucas informações e uma outra recolhida, em torno 1370, pelo beneficiário da São João do Latrão, Nicolau Processi, que se refere sobre a ida de Ângelo, em Roma – tomada do Catalogus Sanctorum composto até o final do século XIV ou início do XV, foram enriquecidas com lendas particulares até formar uma verdadeira história biográfica.

Muito conhecida e difundida é a vida de Santo Ângelo escrita por um certo Enoque, que se apresenta como carmelita e patriarca de Jerusalém e que viveu nos primeiros decênios do século XIII. Mas na verdade foi um siciliano quem a escreveu na primeira metade do século XV, utilizando fontes históricas palestinas (Guilherme de Tiro e Jacques de Vitry), fontes hagiográfica beneditinas e dominicanas e a literatura apocalíptica do século XIV. Pode-se deduzir isto por causa das falhas contidas na sua obra (como por ex.: ignorância da topografia da Palestina; a Regra Carmelitana teria sido escrita por um certo patriarca Alberto no ano 412, enquanto que esta foi dada alguns anos depois da entrada de Ângelo e de seu irmão em 1204/1205 entre os carmelitas; Jerusalém estaria ainda nas mãos dos cristãos em 1219; um jovem teria sido libertado do inferno por um milagre de Santo Ângelo; cita um tal de Goffredo, arcebispo de Palermo, que não existiu no período indicado) e pelos elementos cronológicos ali presentes (profecias que se adaptam bem à situação após a batalha de Kosovo[3] de 1389, a invasão da Bulgária e da Valacchia[4] em 1393).

Segundo esta biografia, os pais de Ângelo eram judeus e se chamavam Jessé (ou José) e Maria. O nascimento de Ângelo e de seu irmão João foi preanunciado pela Virgem Maria numa aparição aos seus pais. Após esta aparição os pais de Ângelo se converteram ao cristianismo. Ao se tornarem órfãos, os dois irmãos foram educados pelo patriarca Nicodemos até a idade de 18 anos; quando entraram no convento Santa Ana dos Carmelitas junto à Porta Áurea em Jerusalém, a pátria deles. Após um ano de prova, foram para o Monte Carmelo. Viveram naquele monte por 10 anos em rigoroso ascetismo. Ângelo começou logo a imitar a força taumatúrgica dos profetas Elias e Eliseu: fez retornar à superfície um machado caído na água[5], passou o rio Jordão a pé enxuto[6], curou leprosos[7], fez ressurgir os mortos[8] e cair fogo do céu[9]. Aos 28 anos, Ângelo, após ter estado em Jerusalém para receber a ordenação sacerdotal, se retirou no deserto da Quarentena, permaneceu ali por 5 anos em oração e penitência. Ao final deste período, numa aparição Cristo lhe ordenou ir para a Sicília com a finalidade de tentar a conversão de um pecador chamado Berengário, que há muito tempo convivia com a própria irmã e com a qual tinha tido 3 filhos. Antes, porém, devia passar por Alexandria para pegar algumas relíquias. Ao rezar para que o Senhor protegesse a Cidade Santa, foi informado sobre o futuro de Jerusalém, da Terra Prometida e do Cristianismo no Egito, Ásia Menor e Europa Meridional: mensagem que ele deveria divulgar nas suas pregações. Voltou para Jerusalém, aonde seu irmão João tinha se tornado patriarca. Ali Ângelo pregou para 60.000 pessoas e depois, tomou consigo três companheiros, foi para Alexandria e pegou as relíquias que o patriarca Atanásio lhe entregou. Embarcou no dia 1º de abril de 1219 numa nau genovesa, mas antes da chegada na Sicília topou 4 navios cheios de sarracenos. Estes espancaram Ângelo e seus companheiros. Entretanto, à oração do santo desceu fogo do céu que matou 60 dos agressores e deixou cegos outros 300. Estes, após a conversão, milagrosamente ficaram curados. Após uma parada em Messina, dirigiram-se para Civittavecchia, aonde entregou as relíquias para Frederico de Chiaramonte. Dali dirigiu-se para Roma. Durante a vista aos lugares santos, em São João do Latrão encontrou-se São Francisco e São Domingos. Na ocasião Ângelo predisse os estigmas a São Francisco. Ângelo recebeu de São Francisco o anúncio de que seria martirizado em breve. Retornando à Sicília, em Palermo foi hóspede dos basilianos de Santa Maria da Gruta, aos quais pregou durante 40 dias. Depois foi para Agrigento. Passando pelas termas de Cefalà, curou 7 leprosos (indicados com nome e lugar de origem), como também ao arcebispo de Palermo de nome Goffredo; pregou depois em Agrigento por 50 dias antes de chegar em Licata. Primeiro em segredo e depois publicamente tentou converter Berengário, que – desesperado por causa da conversão da irmã – no dia 5 de maio de 1220, enquanto Ângelo pregava para 5.000 pessoas junto à igreja dos santos Felipe e Tiago perto do mar, feriu o santo mortalmente com cinco golpes de espada. Antes de morrer, o santo recomendou para que não vingassem a sua morte. Oito dias depois de sua morte e de vários prodígios, Ângelo apareceu ao arcebispo de Palermo e lhe pediu sepultura.

Os escritos da vida atribuída a Enoque contam também uma aparição de São João Batista que ordena a Atanásio de Chiaramonte, patriarca de Alexandria, para entregar a Ângelo algumas relíquias. Este deveria levá-las para a Itália e entregá-las para seu irmão Frederico de Chiaramonte.

A biografia de Enoque não merece grande confiança, apesar de que alguns elementos parecem receber confirmação de outras fontes (um documento de entrega de relíquias a Frederico de Chiaramonte, ao qual se refere F. Ughelli-N. Coleti, Italia sacra. I, Venetiis 1717, pp. 231-234; a pertença em 1219-20 do mosteiro Santa Maria da Gruta de Palermo aos basilianos). O certo é que o autor introduz informações corretas numa composição de fantasia.

Já venerado no século XIV, após a divulgação da vida atribuída a Enoque, o culto de Santo Ângelo teve grande difusão entre os carmelitas e o povo. O Capítulo Geral dos Carmelitas de 1498 prescreveu que em todos os conventos carmelitas se fizesse uma comemoração todos os dias. Em 1564 se estabeleceu a celebração da festa com oitava solene.

As relíquias foram colocadas numa igreja carmelita; em 1457 os seus confrades obtiveram do Papa Calixto III a permissão para levá-las ao convento, mas não se fez nada até 1605. As relíquias foram tiradas da caixa de madeira em 1486 e colocadas numa urna de prata. No dia 5 de maio de 1623 foram colocadas numa urna ainda mais preciosa. Em 15 de agosto de 1662 a urna foi levada para a igreja atual. Para recordar a libertação da peste, em 1625 foi instituída uma festa em agosto, que é celebrada até hoje. No dia 4 de maio de 1626 Santo Ângelo foi proclamado também patrono de Palermo.

ICONOGRAFIA. Em torno de 1430, o pintor carmelita Filippo Lippi o afigurou na Madonna Trivulzio (Milano, Musei civici); várias vezes está nos afrescos (1472-73) do Santuário do Carmo de S. Felice del Benaco; dos últimos anos do mesmo século é a gravura atribuída a Tommaso De Vigilia, hoje Carmo de Palermo; o Pordenone a pintou na Madonna del Carmine (Venetia, Accademia delle Belle Arti).

Em seguida as representações tornam-se mais frequentes. Seus atributos: hábito carmelita (que o distingue de São Pedro mártir, dominicano), uma adaga na cabeça, um punhal no peito, uma palma na mão sozinha ou enfiada em três coroas. A tela de L. Caracci da Pinacoteca de Bolonha tem um falso título: não se trata do martírio de Santo Ângelo (crucificado numa árvore e com uma flecha no peito), mas é de um outro carmelita, ou seja, de São Pedro Tomás, bispo. Pedro Testa o representou na Basílica São Martinho aos Montes de Roma com a visão de Cristo no deserto.

LENDAS E FOLCLORE: De Santo Ângelo tomou o nome a localidade Santo Ângelo Muxaro[10] na Província de Agrigento (Sicília) por causa de uma possível estada sua ali; ele também teria habitado numa gruta nos arredores, que estava infestada de espíritos imundos, que ao fugirem, deixaram por sua vez uma grande fenda em forma de cruz; na mesma gruta há a “cama” do santo escavada na rocha. Em Cefalà Diana[11] se mostra a pegada do pé de Santo Ângelo na pedra onde sai a água quente. Em Caltabellotta[12] se conserva o púlpito onde ele teria pregado; em Agrigento havia uma capela na qual ele teria celebrado missa. Teria estado também em Lentini[13].

A sua maior devoção, como é natural, é em Licata, da qual é padroeiro. À direita da igreja ainda hoje está a fonte, que, segundo se diz, brotou no local do martírio e da qual os devotos pegam água sobretudo nas duas festas anuais em maio e agosto. A ele os licateses atribuem a preservação da cidade quando aconteceu o ataque dos turcos em 1553 e a libertação da peste em 1625: foi nesta última ocasião que se estabeleceu a ampliação da igreja (já tinha sido aumentada em 1564), depois reinaugurada em 1662. Até pouco tempo atrás, e em parte ainda hoje, a festa de 5 de maio era celebrada com costumes próprios: na noite da vigília se queimava um barco em honra do santo; no dia da festa se oferecia animais enfeitados (hoje reduzida à bênção de cavalos – fig. 11) e de velas. Durante a tarde se realiza a procissão com a urna do santo circundada por grandes velas em cima de gigantescos candelabros: na rua Príncipe de Nápoles a urna é passada para os marinheiros que completam o trajeto com tochas na mão, recordando o episódio dos turcos obrigados a se afastar.

Fonte: Província Carmelitana de Pernambuco

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Referências:

bibl.: L. Saggi, S. Angelo di Sicilia; studio sulla vita, devozione, folklore, Roma, 1962. Ali há mais bibliografia. Para a iconografia adicionar: Emond, I, pp. 130-136, II, pp. 79-83.

ludovico saggi

[1] Tradução e notas de Frei Wilmar Santin, O.Carm.: “ANGELO di Sicilia”, in Santi del Carmelo, Institutum Carmelitanum, Roma 1972, pp. 172-175

[2] Licata é uma cidade da Sicília, Província de Agrigento. Tem em torno de 40 mil habitantes. Suas origens remontam à Pré-história.

[3] Vencida pelos otomanos contra os exércitos da Sérvia e Bósnia. Esta vitória possibilitou a conquista dos Bálcãs pelo Império Otomano.

[4] Fica na região sul da Romênia.

[5] Cf. 2Rs 6,1-7 = prodígio realizado pelo Profeta Eliseu.

[6] Cf. 2Rs 2,8 = Elias e Eliseu passaram o Jordão a pé enxutos.

[7] Cf. 2Rs 5,1-27 = Eliseu cura do sírio Naamã da lepra.

[8] Cf. 1Rs 17,17-24 = Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; 2Rs 4,18-37 = Eliseu ressuscita o filho da sunamita.

[9] Cf. 2Rs 1,9-14 = por duas vezes Elias faz descer fogo do céu, que devorou os soldados enviados pelo rei com a finalidade de prenderem o Profeta.

[10] Atualmente tem pouco mais de 1.500 habitantes.

[11] Cefalà Diana é uma localidade da Sicília com 1.032 habitantes (2007).

[12] Caltabellotta é uma cidade da Sicília, Província de Agrigento. Em 2008 tinha pouco mais do que 4.100 habitantes. Suas origens históricas remontam aos tempos antes de Cristo.

[13] Lentini é uma cidade da Sicília, Província de Siracusa. Tem em torno de 24 mil habitantes.

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Catequese e Catequistas: Por que é necessário? https://soucatequista.com.br/catequese-e-catequistas-por-que-e-necessario/ https://soucatequista.com.br/catequese-e-catequistas-por-que-e-necessario/#respond Mon, 01 Aug 2022 18:37:15 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117185 A catequese é fundamental na transmissão da fé. Ela é “o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, n. 4). Na catequese, os catequistas formam os catequizandos no discipulado de Cristo, transmitindo a doutrina da Igreja Católica.

A catequese é necessária por ser “uma educação da fé das crianças, dos jovens e adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã” (CIC, 5). Não é apenas uma aquisição de teorias e conhecimentos, mas também momento privilegiado de experiência pessoal com Deus.

O papel da catequese e dos catequistas é importantíssimo na Igreja

O Catecismo da Igreja relaciona vários temas com a catequese, para que possamos entender sua importância e difundir, assim, a doutrina católica. Dentre algumas dessas temáticas, destaco duas: a catequese e a Sagrada Escritura. Essa relação acontece, porque a Bíblia é a base de toda catequese. É o lugar onde se encontra e conhece a Deus, que se revela em Jesus Cristo. Dessa forma, a Sagrada Escritura é o local de aprender a eminente ciência de Jesus Cristo (Fl 3,8), e nesta perspectiva, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo (Cf. CIC, 133). Assim, não se vive a dimensão catequética sem ter como fonte e base a Bíblia.

A catequese e o símbolo da fé

O símbolo da fé é a coletânea das principais verdades da fé. Ele é o ponto de referência da catequese (Cf. CIC, 188). Assim, é indispensável o conhecimento e uso do Catecismo da Igreja Católica para o aprofundamento da fé que a Igreja vive, professa e celebra. A catequese, com isso, pauta-se nesse horizonte, que deve estar intrinsecamente ligado ao símbolo da fé.

FONTE: CANÇÃO NOVA

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Dinâmica sobre a Bíblia: A Palavra de Deus https://soucatequista.com.br/dinamica-sobre-a-biblia-a-palavra-de-deus/ https://soucatequista.com.br/dinamica-sobre-a-biblia-a-palavra-de-deus/#respond Sat, 11 Sep 2021 09:18:55 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116673 Modelo I

Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.

Desenvolvimento: Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós. Depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois o vidro de remédio e por último a esponja.

Então reflitamos:

  • Como a Palavra de Deus age na minha vida?
  • Eu estou agindo como o isopor que não absorve nada e também não afunda ou aprofunda?
  • Ou estou agindo como o giz que guarda a água para si sem partilhar com ninguém?
  • Ainda agimos como o vidrinho que tinha água só para passar para os outros, mas sem guardar nada para si mesmo?
  • Ou agimos como a esponja absorvendo bem a água e mesmo espremendo continuamos com água?

Modelo II

Objetivo: Fazer o grupo refletir de que forma assimilamos a PALAVRA DE DEUS em nossas vidas.

Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.

Descrição:

Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós, depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois o vidro de remédio e por último a esponja. Explicar que a água é a Palavra de Deus e os objetos somos nós. Dê um objeto para cada pessoa.

Colocar a primeira bolinha de isopor na água. Refletir: o isopor não afunda e nem absorve a água. Como nós absorvemos a Palavra de Deus? Somos também impermeáveis?

Mergulhar o giz na água. Refletir: o giz retém a água só para si, sem repartir. E nós?

Encher de água o vidrinho de remédio. Despejar toda a água que ele se encheu. Refletir: o vidrinho tinha água só para passar para os outros, mas sem guardar nada para si mesmo. E nós ?

Mergulhar a esponja e espremer a água. Refletir: a esponja absorve bem a água e mesmo espremendo ela continua molhada.

Fonte: Revista Paróquia

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Dinâmica sobre a Bíblia: A Bíblia é um presente https://soucatequista.com.br/dinamica-sobre-a-biblia-a-biblia-e-um-presente/ https://soucatequista.com.br/dinamica-sobre-a-biblia-a-biblia-e-um-presente/#comments Fri, 10 Sep 2021 09:00:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116669 Motivação: a Bíblia narra a história de um povo e sua relação com Deus. Nela, vamos perceber o amor e a fidelidade de Deus para com seu povo, mesmo que este nem sempre lhe tenha sido fiel. É um livro sagrado por ter sido inspirado por Deus e também se torna sagrado quando o lemos e tornamos vida em nossa vida as palavras nele contidas.

Objetivo

  • Mostrar que a Bíblia é um livro inspirado por Deus e que nos foi dado com um grande presente;
  • Ressaltar que a Bíblia é para ser lida, meditada e vivenciada, não para ficar guardada e fechada em uma estante como enfeite.

Material

  • Bíblia
  • Papel de presente
  • Música animada sobre a Palavra de Deus

Desenvolvimento

  • Embrulhar a Bíblia em um papel ou em vários papéis de presente.
  • Colocá-la em uma caixa (pode ser de presente também).
  • Colocar uma música que fale sobre a Palavra de Deus.
  • Fazer com que o pacote de presente vá passando de mão em mão, despertando a curiosidade dos participantes.
  • Pedir que uma pessoa abra o pacote.
  • Pedir que alguém leia um texto bíblico (pode ser: Josué 1,8-9 ou outro).
  • Em seguida, explicar o objetivo da dinâmica.

Fonte: Revista Paróquias

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A VOCAÇÃO DO LEIGO https://soucatequista.com.br/a-vocacao-do-leigo/ https://soucatequista.com.br/a-vocacao-do-leigo/#respond Sat, 21 Aug 2021 10:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116626 Caros amigos, todos somos chamados à santidade. Ao mesmo tempo, cada pessoa é importante aos olhos do Senhor, que convida individualmente aos homens e mulheres de boa vontade a participarem de Seu plano de amor. Por isso, podemos dizer que cada pessoa neste mundo tem uma particular missão e insubstituível responsabilidade na construção do Reino de Deus.

Os leigos, ou seja, os fiéis que não receberam a Sagrada Ordenação nem fizeram votos públicos dos conselhos evangélicos, são chamados por Deus a assumir com grande amor e generosidade sua missão específica na Igreja e no mundo.

Assim ensina o Catecismo da Igreja Católica: “É específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus… A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para o louvor do Criador e Redentor” (n. 898).

Quando os leigos não assumem sua tarefa evangelizadora, todo o mundo sofre graves consequências. Por sua índole “secular”, esses fiéis podem iluminar os importantes ambientes da vida social, desde as famílias – primeira célula da sociedade – até as estruturas políticas e econômicas, cujas ações repercutem na vida de todos.

Percebemos que dois grandes perigos ameaçam a verdadeira missão do leigo. Por um lado, a cultura do bem-estar, que faz com que muitos fiéis evitem tarefas apostólicas ou outros compromissos cristãos que lhes possam roubar o seu “precioso” tempo livre (Cfr. EG, 30). Por outro lado, alguns setores da Igreja fazem uma má interpretação do que deve ser a valorização da missão dos leigos colocando-os apenas em tarefas no seio da Igreja (cfr. EG, 102), e não formando lideranças para os difíceis e urgentes campos sociais como a política, a caridade social, a produção intelectual em defesa da fé e a educação da juventude.

Os leigos sempre foram a vocação mais abrangente e evangelizadora da Igreja. Mesmo onde os sacerdotes e religiosos não podiam atender adequadamente, lá um exército de batizados e batizadas mantinha a fé com a devoção popular e um profundo sentido de temor de Deus, como atesta a história da evangelização de nossa Diocese. Falta que toda a Igreja cresça na consciência da missão evangelizadora do leigo e sua enorme boa vontade, que conta com a luz do Espírito Santo.

Dom Edney Gouvêa Mattoso
Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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Traduzida para o árabe a Guia para a Celebração do Tempo da Criação https://soucatequista.com.br/traduzida-para-o-arabe-a-guia-para-a-celebracao-do-tempo-da-criacao/ https://soucatequista.com.br/traduzida-para-o-arabe-a-guia-para-a-celebracao-do-tempo-da-criacao/#respond Thu, 19 Aug 2021 12:39:28 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12595 O objetivo é permitir que todos aqueles que o desejarem possam participar ativamente do Oriente Médio à iniciativa que se realizará de 1º de setembro a 4 de outubro.

O Conselho das Igrejas do Oriente Médio (Mecc) publicou em árabe a “Guia para a Celebração” do Tempo da Criação 2021 que se realizará de 1º de setembro a 4 de outubro. O objetivo é permitir que aqueles que querem aderir e aos cristãos do Oriente Médio uma participação mais ativa. Este ano o tema da iniciativa, que começou em 1989 e com a qual “a família cristã celebra o bom dom da criação”, é “Uma casa para todos? Renovar o Oikos de Deus”.

“A família cristã se reúne para esta celebração mundial de oração e ação para proteger nossa casa comum, lê-se na introdução do Comitê diretivo do Tempo da Criação, do qual o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral é membro. Como seguidores de Cristo em todo o mundo, compartilhamos o papel comum de sermos custódios da criação de Deus”.

Trabalho comum para uma nova maneira de ler a Escritura

Os líderes religiosos do Comitê diretivo do Tempo da Criação explicam que trabalhar juntos pode desenvolver “uma nova maneira de ver a Escritura, a vida e a Terra” no Oikos de Deus e fazer “adquirir sabedoria dos incontáveis irmãos e irmãs que ajudam todos a renovar nosso mundo como uma amada comunidade mundial interconectada e interdependente”. Mas advertem que o Oikos, a “casa para todos”, “está agora em perigo por causa da ganância, exploração, desrespeito, desconexão e degradação sistemática”, que “toda a criação ainda está gritando” e que “hoje apenas fragmentos da consciência humana reconhecem que Deus age para restaurar e curar a Terra”.

“Nossa fundamental interconexão foi, na melhor das hipóteses, esquecida e, na pior, deliberadamente negada”, acrescentam os líderes religiosos. É nossa esperança e oração que possamos mais uma vez nos tornar esta amada comunidade de discipulado intencional. Ao apresentar a guia em árabe para o Tempo da Criação, o Mecc especifica que os textos da guia são uma ajuda para conhecer mais sobre a iniciativa ecumênica e planejar a celebração, e que recursos adicionais, incluindo webinars e encontros de oração, estão online.

FONTE: VATICAN NEWS

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