Jacó – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 01 Jul 2014 12:00:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Jacó – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Figuras do Messias https://soucatequista.com.br/figuras-do-messias/ https://soucatequista.com.br/figuras-do-messias/#respond Tue, 01 Jul 2014 12:00:16 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42915 images (1)Messias : vem do hebraico masiah (ungir). O messias Bíblico é, pois, o ungido, que significa sagrado.
Cristo : vem do grego Christos, que, também, significa ungido.
Jesus : orginina-se do hebraico jeschuang (salvador). Portanto, Messias, Cristo e Jesus designam o Enviado de Deus, o Salvador dos homens, o Mediador prometido.
O Antigo Testamento é figura do Novo, como podemos observar novamente:
Adão
O primeiro homem, como pai da humanidade, representa Jesus, o primeiro de uma nova linhagem.
Abel
O segundo filho de Adão e Eva é simbólico de Jesus, por ter sido morto inocente.
Noé
Figura de Jesus, por Ter salvo, na Arca, os que creram na Palavra de Deus. Noé representa o Cristo – que salva, pela Igreja (comparada, muitas vezes, a um barco). Noé salva mediante o lenho da Arca – e Cristo, pelo madeiro da cruz.
A própria Arca, é também, um símbolo do salvador. As dimensões da Arca, representam um homem deitado, respeitando-se as proporções. Tanto em altura, comprimento e largura. Santo Agostinho comparou a porta da Arca ao lado de Cristo (aberto na cruz), fonte de água e sangue, que purifica e redime. E o Sagrado Coração, “fornalha ardente de caridade”, “lâmpada dos aflitos”, “farol dos caluniados e perseguidos”, “espinho rubro de nossa alegria”.
Isaac
O filho de Abrão é facilmente identificado com Jesus. Leia-se o trecho do Gênesis em que Deus diz àquele Patriarca: “Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão, e ai o oferecerás em holocausto, sobre um dos montes que eu te mostrar” (Gn 22). E Abraão (no caso, representando Deus Pai) dispôs-se a sacrificar seu filho amado. E Isaac (o símbolo de Cristo) aceitou o sacrifício (que, meramente figurativo, não foi consumado). Isaac foi substituido por um cabrito “preso, pelo chifre, entre os espinhos” (Jesus, a vítima real, no verdadeiro sacrifício, substituindo Isaac, teve sua cabeça coroada de espinhos).
Jacó 
Símbolo misterioso, irmão de Esaú – ambos filhos de Isaac. Não é muito edificante a história destes dois irmãos, Santo Agostinho, diz simplesmente: “Não é mentira, mas mistério”. Por um prato de ervilhaca, Jacó (suplantador) comprou de Esaú (o peludo), o direito de primogenitura. Mais tarde, diante de Isaac, já velho e cego, apresentou-se coberto de peles de um cabrito (fingindo ser Isaú), conseguindo, assim, receber a bênção, como primogênito.
Na verdade em toda a narrativa, há muito mais mistério que mentira, Quem não vê aí, substituindo Adão, o primogênito entre os homens, a figura de Cristo, revestido por nossos pecados? Ainda mais: como, entre os irmãos, Esaú era o primogênito, na humanidade, o povo judeu o era. Mas os judeus renunciaram a Cristo (como Esaú renunciou ao direito de primogenitura) e Jacó o suplantou – como os gentios (os outros povos) converteram-se. E, assim, como os dois irmãos terminaram por se reconciliar, está predita a união entre judeus e gentios.
José
Era filho predileto de Jacó. Vendido por seus irmãos, mais tarde, no Egito, salva-os da morte pela fome. Dá exemplo de pureza e bondade e é chamado, pelo faraó, de “salvador do povo”.
Moisés
O próprio autor do Gênesis é figura de Deus, nosso guia, a quem devemos obediência e respeito. A quem devemos seguir para entrar na terra prometida. Particularmente, simboliza Cristo, como o libertador e legislador da Nova Lei.
Melquisedeque
É rei e sacerdote do Antigo Testamento, é figura de Deus Eterno. São Paulo, na epístola aos Hebreus (cap. 7), fala a esse respeito. Mas seu principal valor simbólico está em Ter sacrificado pão e vinho – sacrifício nitidamente semelhante ao de Jesus, na Última Ceia. E Davi, o rei-poeta, no salmo 109, diz referindo-se ao Messias prometido, sacerdote e rei: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque”.

Existe no Antigo Testamento, várias outras imagens figurativas de Jesus Cristo, mas o importante é que a nossa vida, de algum modo, lembre a vida de Cristo, seu exemplo, sua lição. E então nossa vida terá um sentido novo.

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A esperteza de Jacó https://soucatequista.com.br/a-esperteza-de-jaco/ https://soucatequista.com.br/a-esperteza-de-jaco/#respond Thu, 12 May 2011 16:15:14 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=3179 O Brasil é o país do jeitinho. Antigamente era uma glória: “Não esquenta. Tudo se arranja”. Hoje em dia, porém, há muita gente que critica o jeito brasileiro. Há quem ache até que é mais um defeito do que um jeito, essa coisa de não levar nada a sério.

No entanto, o evangelho elogia o administrador esperto. Quando ele percebeu que ia ser despedido, deu um jeito: foi diminuir a dívida dos credores do patrão, para ter a quem recorrer no momento da necessidade. Jesus louva sua habilidade, maior do que a dos filhos da luz (Lc 16,1-8). A parábola mostra que Jesus não era moralista, nem dá muita importância às coisas, desde que se encontre um jeito de as pessoas viverem felizes e não ficarem à mercê das contingências da vida.

Essa parábola manifesta um dos aspectos mais importantes do modo de agir de Deus. Sua vontade se cumpre através de todos os homens não apenas das pessoas sérias, que fazem tudo direitinho, mas também das pessoas habilidosas, que sabem se colocar a serviço do bem e da justiça.

Jacó foi uma delas. Primeiro deu um jeito de passar seu irmão gêmeo para trás. A parteira o viu nascer puxando o pé de Esaú, que havia nascido primeiro. Enquanto Esaú era pesado e peludo, Jacó era esguio e liso, como um sabão. Um dia, o irmão desejou comer seu prato de lentilhas. Jacó o deixou, mas exigiu em troca o direito de primogenitura. Na hora decisiva da bênção do mais velho, com a ajuda da mãe, cobriu-se com uma pele de cabra e se fez abençoar como primogênito pelo velho pai Isaac, já cego.

Esaú ficou furioso e Jacó teve de fugir para o norte. Foi se casar com a filha de seu tio Labão. Este pensava tê-lo enganado, dando-lhe Lia em lugar de Raquel, que Jacó amava, mas Jacó ficou com as duas e, depois de trabalhar catorze anos para o sogro, estava mais rico do que ele. Teve de fugir de novo, agora para o sul, com onze filhos e as esposas, sendo que Raquel estava grávida.

Na sua esperteza, consegue fazer um acordo com Labão, que o perseguia e, depois, com Esaú, que vinha contra ele com mais de 400 homens.

A esperteza de Jacó foi o fio condutor da história da salvação, do mesmo modo que a serenidade de Abraão ou a coragem de Moisés. Assim como a serenidade do primeiro é sinal de sua fé, a esperteza de Jacó é manifestação de seu empenho em fazer valer, acima de tudo, a vontade de Deus.

Na véspera do encontro com Esaú, ficou sozinho à margem do rio Jaboc, e lutou a noite inteira com Deus. Ao amanhecer era outro homem. A visão noturna, sem se identificar, abençoou-o e deu-lhe o nome de Israel -aquele que luta com Deus ou por Deus (Gn 32,22-33).

Experiência semelhante se repetirá em Betel, lugar onde Jacó outrora, fugindo de Esaú, vira uma escada comunicando o céu com a Terra (Gn 28, 10-22).

Todas essas são experiências de oração e de comunicação com Deus. São elas que libertam Jacó das convenções sociais e o tornam um hábil militante de Deus, cujo desígnio vai se realizando na História.

É preciso não viver como escravo das leis nem das dívidas, mas saber dar o jeito de Deus, que a gente aprende na oração.

Fonte: Catequisar

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