José – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 02 Nov 2016 12:46:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png José – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 SAGRADA FAMÍLIA https://soucatequista.com.br/sagrada-familia-2/ https://soucatequista.com.br/sagrada-familia-2/#respond Wed, 02 Nov 2016 12:46:03 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=77631 A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajuda cada um a caminhar no espírito de Nazaré

A Festa da Sagrada Família é uma celebração litúrgica na Igreja Católica Romana em honra de Jesus de Nazaré, Sua mãe, a Virgem Maria, e Seu pai adotivo, São José, como uma família exemplar, servindo assim de exemplo para todos aqueles que constituem a sua família seguindo os rituais católicos.

sagrada-familiaA Festa da Sagrada Família é comemorada no domingo seguinte, a seguir ao Natal, a menos que o domingo seja o dia 1 de janeiro, e, nesse caso é comemorada a 30 de dezembro, conforme calendário de 1969.

A veneração da Sagrada Família foi formalmente iniciada no século 17 por Dom François de Laval , um bispo canadense que fundou uma Confraria. A festa da Sagrada Família foi instituída pelo Papa Leão XIII em 1893 no domingo dentro da Oitava da Epifania (festa dos Santos Reis Magos) , ou seja, no domingo entre 6 a 13 de janeiro, (Calendário Geral Romano de 1962). Esta festa nunca foi um dia santo de preceito , mas quando a sua celebração caiu para um domingo, passou a haver a obrigação de assistir à missa nesse dia.

No calendário promulgado em 1969, a festa foi transferida para o domingo dentro da Oitava do Natal , entre o Natal e o Dia de Ano Novo (ambos exclusivos), ou quando não houver domingo dentro da Oitava (se ambos dia de Natal e Solenidade de Santa Maria , Mãe de Deus são domingos), é realizada em 30 de dezembro, uma sexta-feira nesses anos. (Em outras palavras, a festa é no mesmo dia como a Missa Tridentina rito do domingo dentro da Oitava do Natal.) visto americano

A família de Nazaré tornou-se assim o modelo para as famílias cristãs do mundo. A bondade de Maria e a justiça de José deveriam ser as virtudes procuradas pelos pais e mães de família. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava muito e por ele era muito amado também.

Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional.

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência que haverá momentos difíceis e crises.

Da alocução de Paulo VI, Papa, em Nazaré (5/01/1964)

O exemplo de Nazaré:

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.

Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!

Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.

Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.

Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:

A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do “evangelho da família”, mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja…

A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.

Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!

 

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Figuras do Messias https://soucatequista.com.br/figuras-do-messias/ https://soucatequista.com.br/figuras-do-messias/#respond Tue, 01 Jul 2014 12:00:16 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42915 images (1)Messias : vem do hebraico masiah (ungir). O messias Bíblico é, pois, o ungido, que significa sagrado.
Cristo : vem do grego Christos, que, também, significa ungido.
Jesus : orginina-se do hebraico jeschuang (salvador). Portanto, Messias, Cristo e Jesus designam o Enviado de Deus, o Salvador dos homens, o Mediador prometido.
O Antigo Testamento é figura do Novo, como podemos observar novamente:
Adão
O primeiro homem, como pai da humanidade, representa Jesus, o primeiro de uma nova linhagem.
Abel
O segundo filho de Adão e Eva é simbólico de Jesus, por ter sido morto inocente.
Noé
Figura de Jesus, por Ter salvo, na Arca, os que creram na Palavra de Deus. Noé representa o Cristo – que salva, pela Igreja (comparada, muitas vezes, a um barco). Noé salva mediante o lenho da Arca – e Cristo, pelo madeiro da cruz.
A própria Arca, é também, um símbolo do salvador. As dimensões da Arca, representam um homem deitado, respeitando-se as proporções. Tanto em altura, comprimento e largura. Santo Agostinho comparou a porta da Arca ao lado de Cristo (aberto na cruz), fonte de água e sangue, que purifica e redime. E o Sagrado Coração, “fornalha ardente de caridade”, “lâmpada dos aflitos”, “farol dos caluniados e perseguidos”, “espinho rubro de nossa alegria”.
Isaac
O filho de Abrão é facilmente identificado com Jesus. Leia-se o trecho do Gênesis em que Deus diz àquele Patriarca: “Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão, e ai o oferecerás em holocausto, sobre um dos montes que eu te mostrar” (Gn 22). E Abraão (no caso, representando Deus Pai) dispôs-se a sacrificar seu filho amado. E Isaac (o símbolo de Cristo) aceitou o sacrifício (que, meramente figurativo, não foi consumado). Isaac foi substituido por um cabrito “preso, pelo chifre, entre os espinhos” (Jesus, a vítima real, no verdadeiro sacrifício, substituindo Isaac, teve sua cabeça coroada de espinhos).
Jacó 
Símbolo misterioso, irmão de Esaú – ambos filhos de Isaac. Não é muito edificante a história destes dois irmãos, Santo Agostinho, diz simplesmente: “Não é mentira, mas mistério”. Por um prato de ervilhaca, Jacó (suplantador) comprou de Esaú (o peludo), o direito de primogenitura. Mais tarde, diante de Isaac, já velho e cego, apresentou-se coberto de peles de um cabrito (fingindo ser Isaú), conseguindo, assim, receber a bênção, como primogênito.
Na verdade em toda a narrativa, há muito mais mistério que mentira, Quem não vê aí, substituindo Adão, o primogênito entre os homens, a figura de Cristo, revestido por nossos pecados? Ainda mais: como, entre os irmãos, Esaú era o primogênito, na humanidade, o povo judeu o era. Mas os judeus renunciaram a Cristo (como Esaú renunciou ao direito de primogenitura) e Jacó o suplantou – como os gentios (os outros povos) converteram-se. E, assim, como os dois irmãos terminaram por se reconciliar, está predita a união entre judeus e gentios.
José
Era filho predileto de Jacó. Vendido por seus irmãos, mais tarde, no Egito, salva-os da morte pela fome. Dá exemplo de pureza e bondade e é chamado, pelo faraó, de “salvador do povo”.
Moisés
O próprio autor do Gênesis é figura de Deus, nosso guia, a quem devemos obediência e respeito. A quem devemos seguir para entrar na terra prometida. Particularmente, simboliza Cristo, como o libertador e legislador da Nova Lei.
Melquisedeque
É rei e sacerdote do Antigo Testamento, é figura de Deus Eterno. São Paulo, na epístola aos Hebreus (cap. 7), fala a esse respeito. Mas seu principal valor simbólico está em Ter sacrificado pão e vinho – sacrifício nitidamente semelhante ao de Jesus, na Última Ceia. E Davi, o rei-poeta, no salmo 109, diz referindo-se ao Messias prometido, sacerdote e rei: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque”.

Existe no Antigo Testamento, várias outras imagens figurativas de Jesus Cristo, mas o importante é que a nossa vida, de algum modo, lembre a vida de Cristo, seu exemplo, sua lição. E então nossa vida terá um sentido novo.

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José e a capa colorida https://soucatequista.com.br/jose-e-a-capa-colorida/ https://soucatequista.com.br/jose-e-a-capa-colorida/#respond Fri, 22 Jul 2011 00:48:16 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=4026 Objetivos:
Mostrar que devemos sempre respeitar os outros e amar nossos irmãos.
Demonstrar que a inveja e a traição são coisas que não agradam a Deus.

Oração inicial

Acolhida

A chave
A inveja e a mentira são coisas boas ou ruins?

História
José e a capa colorida

José perdoou os irmãos ou planejou alguma vingança?
Os irmãos de José se arrependeram da maldade que tinham feito?

Explicação
José mesmo após sofrer, perdoou seus irmãos porque os amava. Ele poderia ter se aproveitado de sua posição superior para castigá-los mas não o fez. Essa é uma história de amor e perdão.

Tudo contribui para o bem daqueles que Deus escolhe, até mesmo a inveja, o ódio ao irmão e o fratricídio simulado. Deus escolhe as crianças desarmadas e inocentes, como José, para ser testemunhas da salvação, e as conduz por sonhos e contradições, como colaboradores na realização dos seus desígnios de liberdade.

Partindo do concreto
Dinâmica Jogo comunitário
Material: uma flor.
Desenvolvimento: os participantes sentam-se em círculo e o animador tem uma flor na mão. Diz para a pessoa que está à sua esquerda: senhor… (diz o nome da pessoa), receba esta flor que o senhor…(diz o nome da pessoa da direita) lhe enviou…

E entrega a flor. A pessoa seguinte deve fazer a mesma coisa. Quem trocar ou esquecer algum nome passará a ser chamado pelo nome de um bicho. Por exemplo, gato. Quando tiverem que se referir a ele, os seus vizinhos, em vez de dizerem seu nome, devem chamá-lo pelo nome do bicho.

O animador deve ficar atento e não deixar os participantes entediados. Quanto mais rápido se faz à entrega da flor, mais engraçado fica o jogo.

Atividade
Colorir o desenho

Guardando
É perdoando que se é perdoado.

Encerramento

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Sonhos e realidade – José parte II https://soucatequista.com.br/sonhos-e-realidade-jose-parte-ii/ https://soucatequista.com.br/sonhos-e-realidade-jose-parte-ii/#respond Fri, 13 May 2011 15:22:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=3185 Ainda hoje os sonhos nos intrigam. Os antigos achavam que eram manifestação dos deuses, que vêem melhor e mais longe, indicando-nos para onde caminhamos e o que nos vai acontecer. Muitas práticas de adivinhação e previsão do futuro ainda recorrem aos sonhos e à sua interpretação.

Na Bíblia, os sonhos vêm de Deus e somente ele os interpreta autenticamente pela boca de seus eleitos: seus profetas e seus sábios.

Dentre os filhos de Israel, José era sonhador. O pai o preferia, por ser o primogênito de Raquel, a mulher que mais amara, e talvez por pressentir sua intimidade com Deus. Mas os outros dez irmãos mais velhos o invejavam. Começaram a odiá-lo, quando seus sonhos o colocaram em evidência: ele os vira em sonho, prostrados, a adorá-lo.

Um dia, o velho pai Israel pediu-lhe que fosse se encontrar com os irmãos, que haviam levado os rebanhos ao pasto. José os encontrou em Dotaim, mas eles o aprimoraram numa cisterna e acabaram vendendo-o como escravo a mercadores que iam para o Egito. Pegaram sua túnica e mancharam-na com o sangue, para devolvê-la ao pai, como prova da morte do filho preferido. “Nunca mais se ouvirá falar nesse sonhador” – pensaram os irmãos.

Como escravo no Egito, José acabou na prisão, mas continuou sonhando e interpretando sonhos. Até que um dia lhe coube decifrar um sonho duplo do faraó: 7 anos de abundância precederiam 7 anos de carestia. Muita prudência seria preciso para fazer reserva no tempo das vacas gordas e de espigas granadas, recomendou José, para o que comer no tempo das
vacas magras e das espigas vazias.

Entusiasmado com a sabedoria desse hebreu, o faraó o constituiu ministro da economia. Durante 7 anos, José armazenou tanto trigo que até perdeu a conta. Mas quando começaram os anos de carestia, vinha gente de todo o mundo comprar grãos de José, encarregado de administrar o estoque.

Vieram também seus irmãos, que não o reconheceram sob o nome de Safenat-Paneac, que havia adotado no Egito. Forneceu-lhes trigo, mas devolveu o dinheiro. Reteve, entretanto, Simeão, como refém, para garantir que, no ano seguinte, trariam seu irmão menor, Benjamin, filho, como ele, de Raquel.

Uma das cenas mais emocionantes da Bíblia é a de Safenat-Paneac, no ano seguinte, não conseguindo conter a emoção diante do caçula e se revelando como José aos onze irmãos apavorados. Caíram os véus. Os sonhos haviam se confirmado. Era uma extraordinária manifestação de Deus: Javé se servira da maldade fratricida, para garantir a sobrevivência da aliança e manter vivo o fio da promessa feita a Abraão.

Enquanto os irmãos se embaraçavam com mil desculpas, reconhecendo seus crimes, José lhes demonstrava que Deus utilizara sua vileza, para ir realizando a obra de sua graça: “Deus me enviou antes de vocês para que possam sobreviver nesse país, salvando-lhes a vida, em vista de uma libertação maravilhosa. Portanto, não foram vocês que me mandaram para cá. Foi Deus (Gn 45, 7s).”

Tudo contribui para o bem daqueles que Deus escolhe, até mesmo a inveja, o ódio ao irmão e o fratricídio simulado. Deus escolhe as crianças desarmadas e inocentes, como José, para ser testemunhas da salvação, e as conduz por sonhos e contradições, como colaboradores na realização dos seus desígnios de liberdade.

Como Deus quer salvar todos os homens, a História, por mais contraditória que pareça, é o caminho de Deus. Através até mesmo do pecado, Deus realiza seu desígnio de amor conosco e com todos os homens. Feliz culpa, como canta a liturgia da sexta-feira santa.

Fonte: Catequisar

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José: o menino sonhador https://soucatequista.com.br/jose-o-menino-sonhador/ https://soucatequista.com.br/jose-o-menino-sonhador/#respond Thu, 12 May 2011 20:15:26 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=3180 De todos os personagens do Antigo Testamento, José do Egito é uma das figuras mais fascinantes. Sua história, marcada pêlos sonhos, é cheia de símbolos e significados. Foram ainda seus sonhos que fizeram dele rival de seus irmãos e príncipe do Egito.

Também a proteção de Deus é sentida passo a passo na vida de José. Com ele, Deus encaminha a salvação do povo hebreu. Conheça melhor a história de José, lendo em sua Bíblia o livro do Gênesis, a partir do capítulo 37.

José nasceu em Canaã, na Palestina. Era o mais novo dos 12 filhos de Jacó. Seu pai, porém, tinha por ele um amor especial, o que causava muita inveja em seus irmãos. Para eles, Jacó lhe dava exageradas atenções, poupando-o do trabalho e fazendo, inclusive, muita diferença entre todos. Por exemplo, só José foi presenteado pelo pai com uma bonita túnica.

Além disso, José costumava ter sonhos interessantes e estranhos, o que deixava seus irmãos ainda mais furiosos. A reação deles era imediata, quando José lhes contava tais sonhos e os interpretava, pois não podiam aceitar que um dia o irmão se tornasse uma autoridade e tivessem que se inclinar a seus pés. Você já conhece algum desses sonhos de José?

Vejamos, então, dois deles e suas respectivas interpretações. Certa vez, José sonhou que todas as pessoas de sua família eram feixes de trigo num campo. Seu feixe estava de pé, reto e alto. Todos os outros feixes se inclinavam para o seu.

Num outro sonho, José olhava para o céu. Sua família era o sol, a lua e as estrelas. E todos se inclinavam na frente dele.

E, dessa vez, até seu pai ficou irritado quando o ouviu. Ele disse a José:

– Que negócio de sonho é este? Pare com isso!

Seus irmãos não só se irritavam com ele, mas também chegavam até a desejar sua morte para se verem livres.

Um dia, os irmãos de José estavam bem longe de casa, no campo, cuidando dos animais, pois eram pastores de ovelhas e cabras. Jacó, preocupado com eles, mandou que José fosse procurá-los para levar-lhes comida e trazer-lhe notícias. Assim que viram José aproximar-se, seus irmãos gozaram dele, dizendo: “Aí vem o sonhador. Vamos matá-lo”. E combinaram entre eles como fazer isso, dizendo: “Vamos jogá-lo num poço qualquer; depois, falaremos que um animal feroz o devorou”.

Porém, Rúben, um de seus irmãos, ouvindo isso, procurou salvar a vida de José. Ele falou: “Não lhe tiremos a vida!” E sugeriu aos irmãos que o jogassem num poço perto daquele lugar. Era grande e estava vazio, nele não havia água. Assim sugerindo, Rúben pensava que depois ele poderia voltar, tirar José e levá-lo de novo para casa.

Logo que José chegou junto deles, seus irmãos arrancaram-lhe a túnica e rasgaram-na; depois, sujaram-na com o sangue de uma cabra e em seguida jogaram José no poço. E muito contentes, sentaram-se para saborear a comida deliciosa que o irmão lhes trouxera.

Quando Rúben voltou e não encontrou mais José, ficou muito triste e perguntou aos irmãos onde o haviam colocado e o que fizeram dele. E você sabe o que eles responderam? Veja só. Eles tiraram José do poço e o venderam aos comerciantes do Egito que passavam ali bem naquele dia. Eles transportavam mercadorias para vender. Mas, naquele tempo, era também costume vender pessoas para trabalhar como escravos em outros lugares.

Depois, os irmãos de José voltaram para casa levando sua túnica e, disfarçadamente, disseram ao pai que a haviam encontrado. E Jacó, pensando que seu rilho tivesse morrido, chorou muito.

No Egito

José tomou-se escravo de Putifar, o capitão da guarda real do Faraó. Putifar gostava tanto do trabalho de José que o nomeou chefe de todos os seus escravos. Um dia, porém, acusado injustamente pela esposa de Putifar, José foi preso. Mas ele não se desesperou… Continuou sendo bom e amigo de todos.

Foi aí que aconteceu uma das coisas mais importantes de sua vida: José começou a interpretar sonhos de seus colegas de prisão. Não errava um só deles. Por isso, sua fama chegou até o Faraó. Então, ele chamou José para explicar-lhe o significado de um sonho curioso que havia tido e que nenhum sábio dali conseguia interpretar.

Acompanhemos a narração desse sonho do Faraó. Estando às margens do rio Nilo, o Faraó viu sair das águas sete belas vacas, gordas e bem nutridas. Depois delas, surgiram outras sete, muito magras e feias, que devoravam as outras. Ele viu também sete espigas bonitas e cheias de grãos que saíam da mesma haste e, junto delas, saíam outras sete, secas e feias, que devoravam as granosas e bonitas.

José, depois de ouvir atentamente esse sonho, com a ajuda de Deus, interpretou que as imagens das vacas e das espigas tinham o mesmo significado. Assim, as sete vacas gordas e as sete espigas cheias significavam sete anos de fartura, de colheitas abundantes em todo o Egito. Haveria muita comida para todos. Porém, depois viriam sete anos de fome, não só no Egito como também nas regiões vizinhas. E a miséria seria grande para todos.

Diante disso, José sugeriu ao Faraó que escolhesse, entre os egípcios, os homens mais capacitados para armazenar em celeiros parte das colheitas do tempo de fartura. Assim, a nação estaria prevenida e o povo não sofreria tanto nos sete anos seguintes.

O Faraó, impressionado com a sabedoria de José, não teve dúvida.Seria ele e não outra a pessoa que deveria realizar essa tarefa. E, imediatamente, nomeou-o como ministro responsável para acompanhar todo o trabalho de armazenagem das colheitas. Com isso, José passou a ser uma grande autoridade no Egito.

Mas, e agora? Como fica a história de José? Afinal, o que aconteceu com o sonho do Faraó? E na terra do pai de José, houve fome? E os seus irmãos? Sem dúvida, todos esses aspectos são muito importantes, eles completam a história de José.

As respostas para estas perguntas você as encontrará no mesmo livro do Gênesis. Continue, pois, sua leitura até o capítulo 47, versículo 6. E ainda, nos capítulos seguintes, a história de José continua. Seu final é narrado em Gn 50.

Fonte: Catequisar

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