Juan Ávila Estrada – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 04 Jun 2014 12:52:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Juan Ávila Estrada – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Liberdade e verdade, um divórcio que leva ao caos https://soucatequista.com.br/liberdade-e-verdade-um-divorcio-que-leva-ao-caos/ https://soucatequista.com.br/liberdade-e-verdade-um-divorcio-que-leva-ao-caos/#respond Wed, 04 Jun 2014 12:52:32 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42438 topicVivemos em um mundo de direitos e liberdades, de livre desenvolvimento da personalidade, de opiniões e pareceres, de respeito absoluto por todos, mas também de intolerância recalcitrante diante de tudo o que se percebe como diferente. É um mundo estranho.

Em nome da liberdade, ultrapassamos todos os limites do humanamente permissível, em que a liberdade quer ser vivida sem consideração da verdade. É que já não há verdades de nenhum gênero, tudo se relativizou, tudo perder consistência, os dogmas foram destruídos e o único que continua em pé é: “A única verdade é que não há verdade”.

Hoje, tudo é visto como um direito, mas parecem ter desaparecido os deveres, as obrigações. Claro, se há liberdade e respeito à individualidade e à autonomia, então os deveres vão contra tudo isso e se tornam coercitivos: isso é o caos.

Temos o direito de expressar nossa opinião e transformá-la em verdade irrefutável precisamente pela nossa legitimidade para torná-la pública; a utilizar as redes sociais como quisermos, inclusive para incitar à violência e ao desprezo, ao ódio e ao assassinato. É que as redes sociais já se tornaram antissociais, janela aberta para a degradação, para poder descarregar nossa miséria interior do silêncio de um quarto, sob a máscara do anonimato.

Já não há homens nem mulheres: agora é preciso esperar que cada um decida se coincide ou não com aquilo com que a natureza lhe dotou (confundimos identidade com orientação). A Bíblia errou, afirma uma enorme multidão; a natureza é injusta com os que se denominam “neutros”.

Evangelizar é um atentado à consciência, especialmente das crianças, já que constitui uma “lavagem cerebral”. É preciso esperar elas crescerem e decidirem se querem crer, aquilo em que querem crer, quando querem crer. Isso supostamente é liberdade.

Muitas vezes, estas crianças se levantam sem norte, sua bússola enlouqueceu, pois seus pais não têm critérios de formação, não entram em acordo sobre a forma de fazer as coisas, se contradizem, se desautorizam e, se têm problemas entre eles, então seus pequenos acabam se tornando seu campo de batalha.

Já não é válido convidar à conversão, pois é preciso deixar que Deus decida o momento de cada um para que volte a Ele…

Tudo ficou sob a sombra da “vontade” e usamos indistintamente esta expressão para falar de qualquer coisa que nosso instinto desejar: estou “com vontade de” tomar um café, dormir, levantar-me, orar, comprar uma casa nova, casar-me, divorciar-me, ter um filho.

Sim, até os filhos são vistos como parte da vontade de cada um, como se fossem um capricho ou simplesmente um direito que pode ser exigido ou ao qual se pode renunciar, segundo a origem do desejo. Hoje, é possível arrancar com a tecnologia o que a natureza não quer oferecer. Se eu quero ter um filho, terei um filho.

Deus parece ser um estorvo, e a opção é o ateísmo: ninguém a quem responder, nem à nossa consciência, já que ela está em constante mutação, segundo os próprios interesses. Acabou o pecado, o mal, a contrição: o ideal é que nunca nos arrependamos de nada, pois isso é para ridículos alienados pela religião.

Posso parecer um pouco exagerado, eu sei; nem tudo acontece com todo mundo, mas algo disso está no interior da nossa sociedade, constituída por famílias que constroem as pessoas do futuro. Nosso futuro parece obscuro.

É indispensável voltar ao curso da razão retamente formada; não podemos nos fiar irrestritamente dos nossos instintos, porque eles são caprichosos, míopes e sabem nos cobrar quando os satisfazemos em tudo.

Ainda que não existisse um Deus em quem acreditar, a natureza tem uma ordem e se dá a conhecer por meio de algo de que nos sentimos perigosamente orgulhosos: ser as criaturas mais inteligentes do planeta, aqueles que, com a razão, dão sentido a tudo que existe,

Quem crê e defende a liberdade precisa defender da mesma maneira a verdade. Uma não existe sem a outra. O único que nos garante a possibilidade de ser homens livres é a verdade inscrita em uma ordem natural que tem como objetivo criar empatia entre o homem e seu ambiente, e não precisamente torná-los constantes inimigos.

Por Juan Ávila Estrada via Aleteia

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Como viver uma boa Semana Santa? https://soucatequista.com.br/como-viver-uma-boa-semana-santa/ https://soucatequista.com.br/como-viver-uma-boa-semana-santa/#respond Tue, 15 Apr 2014 14:32:39 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40861 topicA vida é uma celebração. Tudo nela tem traços de alegria e festa, desde que nascemos até que morremos – daí que diversas culturas acompanhem os rituais de exéquias com danças. Os acontecimentos são acompanhados de comida e bebida para todos os convidados, exaltando, com isso, o fato que toca diretamente o coração. Ainda que tais momentos sejam acompanhados de certos rituais e logísticas próprios, nunca podemos esquecer o essencial, para não nos distrairmos com o acessório.

Por isso, independente da forma como se comemora, é importante conhecer o que se está celebrando. Não pode existir uma verdadeira comemoração quando não há conhecimento do fato celebrado.

Nestes dias, a Igreja se prepara para celebrar o acontecimento que marcou a história do início da sua evangelização: a Páscoa de Cristo, ou seja, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Resumimos estes fatos em uma semana que costumamos chamar de “Semana Santa”.

Nela, fazemos um percurso pelos últimos acontecimentos vividos por Jesus antes de morrer na cruz e ressuscitar para a nossa salvação. Certamente, é um período utilizado por muitos para descansar e passear, mas os que têm fé no Senhor Jesus são convidados a unir-se a Ele na contemplação do seu mistério redentor.

A razão pela qual muitas vezes não entendemos o caráter de uma comemoração qualquer se deve a que não conhecemos o homenageado ou não assimilamos, em nossa consciência emocional, o motivo que nos reúne para celebrar.

Em outras palavras, às vezes sabemos o que se comemora, mas nem sempre amamos o celebrado. Em uma festa qualquer, por exemplo, existem os convidados e possivelmente alguns “convidados dos convidados”, que talvez nem conheçam o homenageado.

Celebrar a Semana Santa não é simplesmente reunir-nos como uma massa humana sem forma alguma, na qual as pessoas se encontram por acaso para seguir, cada dia, certos ritos que nem sempre são compreendidos por todos os presentes.

Para celebrar a Semana Santa, é preciso entender o que acontece nela. E, para entendê-la, é preciso amar Jesus: somente assim poderemos nos unir a Ele em um percurso de amor durante os últimos dias da sua vida mortal em nossa terra.

Quem não consegue entender este tipo de coisas só presta atenção nos aspectos secundários, descuida do essencial e acaba esquecendo o mais importante. Muitas vezes se considera que o que importa é a quantidade de ramos que enfeitam a igreja ou que são usados pelas pessoas durante a procissão do Domingo de Ramos. Alguns acham que, se não forem tocados por alguma gotinha da água benta aspergida pelo padre, não estarão recebendo a bênção.

Outros acreditam que é “necessário” visitar sete monumentos na Quinta-Feira Santa como uma espécie de “passeio religioso”, quando, na verdade, o que importa é velar em oração diante da presença de Jesus sacramentado, recordando a noite de Getsêmani, quando Ele nos convidou a velar e orar com Ele. É importante permanecer na própria comunidade paroquial, orando em comunidade junto a Jesus.

Pensamos que o necessário é fazer uma representação teatral da Via Sacra, mostrando feridas e sangue em um longo, longo caminho da cruz, para que esta possa ter mais valor salvador. Achamos que a ornamentação das igrejas e a qualidade artística dos arranjos florais do domingo de Páscoa são um dos elementos mais importantes na hora de celebrar os mistérios da nossa salvação.

Pior ainda é considerar que tudo tem seu final na sepultura de Cristo, como quando todos voltam para casa depois de um enterro, lamentando-se pela morte do inocente, e esquecendo que uma comemoração da Semana Santa é inconclusa quando não participamos da Vigília Pascal, que é quando exaltamos e proclamamos que o Senhor está vivo e que sua presença é uma realidade em nossas comunidades.

Mas de que adianta enfeitar sem celebrar ou celebrar sem entender? Por que acentuar o sentido das nossas celebrações no meramente exterior, como a procissão, as velas, o coral…?

As grandes celebrações da Semana Santa são, sem dúvida alguma: a Eucaristia da Última Ceia, na Quinta-Feira Santa, quando recordamos a instituição da Eucaristia, a instituição do mandamento do amor e a instituição do sacerdócio católico; o Sábado Santo à noite, quando temos a monumental Vigília Pascal (conhecida como a mãe de todas as celebrações litúrgicas); e isso sem falar das celebrações do Domingo de Ramos e do domingo da Ressurreição, que, como se sabe, sempre contam como encontros aos quais não podemos faltar.

Não enfatizemos a beleza dos monumentos, nem a procissão da Via Sacra, nem a ornamentação do Santo Sepulcro, nem o sermão das sete palavras. Todos estes encontros comunitários fazem parte da piedade popular e enriquecem a vida espiritual, mas o que verdadeiramente se celebra são os momentos antes mencionados.

Recordando a Morte de Jesus, celebramos o amor de Deus. Comemorando sua Ressurreição, exaltamos a divindade de Cristo.

Que a nossa Semana Santa seja realmente “santa”, e que todas as atividades das quais participemos nela nos tragam frutos de bênção e salvação. Quando a entendemos, nós a celebramos; e quando a celebramos, nós as aproveitamos melhor espiritualmente.

Por Juan Ávila Estrada via Aleteia

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