Lava-Pés – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Thu, 18 Apr 2019 20:27:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Lava-Pés – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Crianças da São Martinho participam de celebração do Lava-pés https://soucatequista.com.br/criancas-da-sao-martinho-participam-de-celebracao-do-lava-pes/ https://soucatequista.com.br/criancas-da-sao-martinho-participam-de-celebracao-do-lava-pes/#respond Thu, 18 Apr 2019 20:27:08 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=6809 Frei Adailson dos Santos, O.Carm., presidiu uma celebração de Lava-pés no Centro Socioeducativo da Associação Beneficente São Martinho, na Lapa (RJ). Foi um momento muito belo de espiritualidade e formação para as crianças, que puderam entender o mistério que celebramos no Tríduo Pascal.

A celebração aconteceu na quarta-feira, dia 17 de abril. De acordo com Frei Adailson, diretor da São Martinho, o objetivo foi levar as crianças a experimentarem que a Semana Santa é um momento de renovação e expectativa de dias melhores.

“É um momento importantíssimo com as crianças, porque a Páscoa nos reforça a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida. Então, esse é um momento de renovação e as nossas crianças precisam justamente dessa perspectiva de dias melhores. Sempre nessa passagem buscamos e visualizamos dias melhores”, diz.

Para o Diácono Permanente Valdinei Martins, coordenador do Eixo Abordagem da instituição, a celebração é uma maneira de possibiliar que crianças vivam com bastante intensidade a Semana Santa.

“É uma forma da gente fazer com que os beneficiários também possam participar, sempre respeitando o credo de cada um, respeitando as diferenças. É também um momento de passar pra eles um pouco desse patrimônio espiritual que nós temos. Talvez muito desses meninos sequer se deram conta que estamos na Semana Santa. Isso faz com que a gente também ajude no processo de educação desse individuo para além do que nós já fornecemos. A gente também colabora no processo formativo pessoal e também espiritual de cada um”, afirma.

Fonte: site São Martinho

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Os 3 verbos do lava-pés, segundo o papa Francisco https://soucatequista.com.br/os-3-verbos-do-lava-pes-segundo-o-papa-francisco/ https://soucatequista.com.br/os-3-verbos-do-lava-pes-segundo-o-papa-francisco/#respond Wed, 23 Mar 2016 12:03:50 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74107 Equipe
Aleteia

lavapes (1)

Prepare-se para o rito “inesperado e chocante” em que Deus se abaixa para nos lavar os pés!

Na audiência geral que antecedeu esta Semana Santa, o papa Francisco abordou o significado de um ato que Jesus realizou na Última Ceia e que foi “tão inesperado e chocante” que “Pedro nem queria aceitá-lo”: o profundamente simbólico rito do lava-pés.

Quando se abaixou até os pés dos discípulos e os lavou, Jesus quis deixar claro que se fez servo e que nós também devemos ser servos uns dos outros: “Também vós deveis lavar os pés uns dos outros”, afirma Ele, explicitamente, em Jo 13,12-14.

Servir

Ser “servos” uns dos outros nada tem a ver com “servilismo” ou “escravidão”: trata-se do “mandamento novo” do amor real ao próximo através do “serviço concreto”, e não apenas “de palavra”. O amor é um “serviço humilde”, concretizado “no silêncio”: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”, pede Ele, em Mt 6,3.

Perdoar

O lava-pés representa o chamado de Jesus a “confessarmos os nossos pecados e a rezarmos uns pelos outros, para saber-nos perdoar de coração”. O papa Francisco evocou neste sentido um texto de Santo Agostinho: “Não desdenhe o cristão fazer aquilo que Cristo fez. Porque quando o corpo se inclina até o pé do irmão, acende-se no coração o sentimento de humildade, ou, já se existisse, é alimentado (…) Perdoemo-nos os nossos erros e rezemos uns pelo perdão dos pecados dos outros. Assim, de algum modo, lavaremos nossos pés mutuamente”.

Ajudar

O papa recordou as pessoas que vivem a vida inteira “no serviço dos outros” e, como exemplo, contou que recebeu uma carta de uma pessoa agradecida por este ano da misericórdia: a pessoa em questão “me pediu rezar por ela, para que ela esteja mais perto de nosso Senhor. A vida dessa pessoa era cuidar da mãe e do irmão; a mãe está de cama, idosa, lúcida, mas sem poder se mexer; e o irmão é deficiente, numa cadeira de rodas”. Francisco resumiu duas vezes este caso declarando: “Isto é amor!”.

Conclusão

Francisco encerrou a audiência com uma frase que sintetiza toda a mensagem:

“Queridos irmãos e irmãs: ser misericordiosos como o Pai significa seguir Jesus no caminho do serviço”.

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Lava-pés: do “ser servido” para o “ser servidor” https://soucatequista.com.br/lava-pes-do-ser-servido-para-o-ser-servidor/ https://soucatequista.com.br/lava-pes-do-ser-servido-para-o-ser-servidor/#comments Tue, 31 Mar 2015 19:51:50 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=53950 Lava-pés.Se eu, o Senhor e mestre, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns dos outros.

(Jo 13,14)

Jesus sente que sua “hora” se aproxima, reúne os seus discípulos e manifesta-lhes o último desejo com um gesto que marcará para sempre a história da humanidade: o “lava-pés”.

O texto joanino nos diz que Jesus realizou o “lava-pés” durante a ceia. Todas as refeições tinham o “lava-mãos”. Algumas ceias especiais tinham o “lava-pés” no início como sinal de acolhida e de hospitalidade.

Jesus realiza seu gesto enquanto a refeição está acontecendo. Pode ser que Ele esteja colocando uma relação muito estreita entre o comer  e o servir, melhor dizendo, entre a Eucaristia e o serviço solidário.

Até Jesus, os convidados para a refeição eram servidos e saiam satisfeitos. A partir de Jesus, os convida-dos para a refeição servem-se uns aos outros e saem da refeição para servir outros. O dom recebido é partilhado entre os seus, mas isso não basta, ele precisa ser colocado à disposição de todos, a começar pelos mais carentes. O dom é, ao mesmo tempo, graça e missão. A força que ele traz é para conduzir à vida em abundância.

Jesus “levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a à cintura”.

“Levantou-se da mesa”: este gesto de Jesus assume um significado especial. Revela-nos que não se pode servir permanecendo em nosso comodismo. O gesto de levantar denota que há algo por ser feito.

“Ficar de pé”  é posição que expressa prontidão para servir; para isso é preciso deslocar-se do próprio “lugar” e descer até o “lugar” do outro. É desinstalar-se do próprio bem-estar, é dinamismo.

Jesus não faz um gesto teatral; Ele revela aos apóstolos um “novo ângulo”  ou um novo modo de ver as coisas: não a partir do lugar dos comensais, mas a partir da perspectiva de quem não está sentado à mesa.

O gesto de Jesus nos convida a deslocar-nos, ou seja, ocupar o lugar da pessoa que não participa da mesa. Quê novidade percebemos a partir deste lugar?

“Estar à mesa” é sempre sinal de fraternidade, de comunhão, mas é necessário saber levantar-se na hora certa para poder servir com amor.

“Tirou o manto”: Ele mesmo se despoja. Abrir mão do manto é uma iniciativa livre e soberana, que nasce de seu próprio interior. O manto impede a liberdade de movimentos, não permite fazer o serviço com facilidade. Há “mantos” que são sinais de poder.

O Senhor assume, em tudo, a condição de servo, para servir. Troca o manto pela toalha-avental: este parece ser o distintivo fundamental, divisor de águas entre a religião antes e depois de Jesus Cristo.

As autoridades religiosas vestiam-se do distintivo  de autoridade-poder para servir o povo. Jesus despe-se dele para servir.Ele serve verdadeiramente como servo. Os outros serviam como senhores.

É necessário arrancar “todos os mantos do poder” para poder redescobrir a verdadeira dignidade humana desnuda e despojada de todas as aparências. Não há serviço sem se despir de todas as aparências de poder, de força, de prestígio. Não é possível amar colocando-se longe do outro.

“Coloca água numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido”. Normalmente os preparativos ficam por conta de outros; é o servo que prepara a bacia com água para que o senhor lave os pés de outro. Aqui Jesus assume os preparativos, não faz trabalho pela metade. A água derramada não é feita com violência, nem com força, mas com extrema delicadeza, com atenção e amor. Amar é tocar de perto, ajudar, caminhar juntos…; nesse gesto de elevação Jesus revela um amor “físico”, de contato corporal e de serviço, de ajuda humana e de dignidade. Ele não quis só ensinar, dar comida, mas aproximar-se, ajoelhar-se, lavar.

O gesto que Jesus faz expressa o que Ele é. Ele é inteiramente servo. Todo o seu ser está a serviço. Ele se dá naquilo que faz, e faz o que propõe aos discípulos.

Lava os pés dos discípulos. Inclina-se aos pés deles, até o chão. Com reverência, o mestre lava os pés dos discípulos: essa é a dinâmica que revela a novidade do Reino de Deus. “Lavar os pés” dos discípulos é cuidar dos que servem os servos.

Jesus sabia que seus discípulos tinham pés frágeis, pés de argila. E se os pés são, na mentalidade judaica, símbolo de infância e prazer, seus pés precisariam, sem dúvida, ser lavados de todas as suas memórias negativas. Cada discípulo era uma criança doente, e era preciso, em primeiro lugar, curar essa criança antes que ela se colocasse a caminho para anunciar o Evangelho, a Boa-Nova.

“Depois que lhes lavou os pés, retomou o manto, voltou à mesa e lhes disse: ‘compreendeis o que vos fiz?’” Jesus volta ao lugar em que estava antes, mas volta diferente. Ele repõe o manto, mas não depõe a toalha-avental. Ele assume e visibiliza uma nova realidade que caracteriza o novo modo de ser, que é próprio dos cristãos. O amor-serviço tem como primeiro símbolo o avental. O avental é o selo de autenticidade que orienta, credita e dignifica a autoridade que se faz serviço. A autoridade cristã nasce do serviço, se sustenta nele, só persevera servindo.

Jesus pede que a dinâmica iniciada por Ele tenha continuidade, seja progressiva e circular, partindo do meio para a periferia em forma de círculo a fim de atingir a todos. O novo modo de exercer a autoridade é praticado primeiro entre todos os que participam da ceia, mas deve ser exercido sem limite de tempo ou de espaço, isto é, deve atingir toda criatura em todos os tempos até a plenitude.

Todos os gestos do lava-pés possuem uma sacralidade própria, uma reverência, uma paz e calma especial. Não há pressa, não há agressividade, não há nada que possa dar a mínima aparência de algo que fosse obrigado. No corre-corre da vida é urgente reassumir a linguagem dos gestos que se perdem na pressa, na mania de fazer muitas coisas porque outras nos atropelam e nos distraem do essencial.

 

Texto bíblico:  Jo 13,1-15.

Na oração: Seja você alguém que, na admiração da gratidão, se aproxima deste gesto ousado de Jesus (tirar o manto e vestir o avental), a fim de purificar sentimentos, endireitar caminhos e aprofundar a caminhada na convivência com os irmãos.

A sua identificação com Jesus lhe confere um novo modo de ver, avaliar, escolher e posicionar. É a contemplação, a postura mais envolvente, que lhe pode fazer enxergar o milagre; e, sensibilizado, abrir-se-á à dimensão do maior serviço, por pura gratuidade.

 

Texto escrito por Pe. Adroaldo Palaoro, Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI)

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A dinâmica da caridade https://soucatequista.com.br/a-dinamica-da-caridade/ https://soucatequista.com.br/a-dinamica-da-caridade/#comments Fri, 22 Feb 2013 19:34:02 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=2599 Parece uma audácia falar sobre a caridade em nossa vida, depois da primeira Carta-Encíclica de nosso querido Papa Bento XVI sobre este tema. Mas vou abordar a caridade do ponto de vista existencial, partindo da fundamentação bíblica, para situá-la na experiência do nosso dia-a-dia.
Começo por nos colocar na cena do Lava-Pés, apresentada no Evangelho de São João (Jo 13,11-17). Para lavar os pés de alguém é preciso ter muita humildade e caridade. O Senhor do céu e da terra, o Divino Mestre feito homem no-lo ensina, manifestando uma caridade incomensurável, infinita, ao lavar os pés de seus discípulos.

Por outro lado, é preciso que as pessoas necessitadas de purificação também tenham a humildade de se deixarem lavar os pés. Pedro, a princípio, não aceitou. Mas recebeu de Jesus uma advertência, cuja força, ainda hoje, não compreendemos plenamente: “Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo” (Jo 13,8). Significa – em primeira linha – que não pode ser seu discípulo, quem não vive a recíproca da humildade no serviço: deixar que outros também lavem os seus pés, quando for necessário. Quem não serve, nem se deixa servir, não está apto para o Reino dos Céus.

Temos “diante dos olhos” a figura de Jesus, o manto deposto e os rins revestidos de uma toalha, ajoelhado diante dos discípulos, a lavar-lhes os pés. Vem-nos à memória a expressão do falecido Santo Padre João Paulo II sobre a caridade, que deve ser cheia de “fantasia”, isto é, verdadeiramente prática, criativa, imaginosa… Se a nossa fé for conseqüente, vamos chegar à caridade. Por outro lado, onde não há caridade, também não há fé.

Esta é a lógica da vida espiritual, que podemos perceber, já a partir da própria oração. Se não conseguimos rezar, ou não rezamos bem, é porque a nossa fé vai mal e, quando isto acontece, é porque a nossa caridade tampouco vai bem. Às vezes, a caridade não se aprofunda, porque as razões que levam a praticá-la não são suficientemente fundamentadas. Olha-se a caridade apenas como dar esmola, por exemplo. Mas não! A caridade é uma atitude de vida, uma postura do cristão, que pratica realmente a sua fé, e sabe haurir dela os ditames morais que lhe servem de orientação.

Estas motivações são essenciais. Entretanto, tornam-se impossíveis de atingir, quando não se dá espaço para a ação do Espírito Santo, pois a caridade, infundida em nós, é a mesma Presença de união entre o Pai e o Filho, no seio da Trindade.
Muitas razões nos levam à caridade, a começar pela certeza de que Deus nos amou primeiro (cf. 1Jo 4,19). E como prova desse amor nos deu a vida, com toda a riqueza que ela encerra. Depois, enviou-nos seu Filho, ainda mais, entregou-o a nós, para mostrar-nos o caminho da verdadeira caridade. O Pai não poupou o Filho, de tal forma que Jesus chegou até o extremo de doação da sua vida, por amor ao Pai e a cada pessoa, qualquer indivíduo, todos, enfim (cf. Rm 8,32).

Outra razão, mais de ordem teológica, é que nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. São João nos diz, por duas vezes, em sua primeira Carta, que “Deus é caridade” (Jo 4,8.16). Se fomos feitos à imagem de Deus, fomos feitos à imagem da caridade. Isto quer dizer que trazemos em nós a exigência ontológica, isto é, essencial, na maneira própria de sermos gente, que é viver a caridade.

Quem não tem caridade, desfigura a sua própria natureza, opta por uma vida irracional, para não dizer animalesca. É o que acontece com os atos de violência, as agressões, as guerras: são gestos desnaturados, que não condizem com a nossa dignidade humana. E sobre isto há que pensar muito seriamente. A imagem de Deus em nós aflora cada vez mais bela, na proporção em que se intensifica a nossa vida de caridade.
Além disso, se tanto você quanto eu fomos feitos à imagem da caridade divina, somos par + entes, encontramo-nos no mesmo caminho de volta para Deus. Portanto, ao ofender o meu próximo, eu pisoteio a própria imagem do Criador, que ambos compartilhamos. Esta questão é vital, existencial, e pode, até mesmo, servir de parâmetro para avaliarmos nossa vivência da caridade: quanto mais somos dedicados a praticá-la, mais nossa vida se enche de paz, de serenidade e de alegria. Ela se enquadra em cheio no plano eterno de Deus sobre nós.

Entretanto, a caridade não nos é conatural. Ela precisa ser desenvolvida, justamente no embate com os caracteres difíceis daqueles que fazem parte do nosso círculo de relações, exigindo coragem, e até mesmo heroísmo, em determinados momentos. Os santos e santas praticaram essa virtude de forma extraordinária, num exercício constante, habitual, que a tornava gradativamente menos penosa. Eles nos deixaram o exemplo, que somos todos chamados a seguir.

Por outro lado, há ocasiões em que temos a desgraça de prejudicar o próximo, às vezes em questões graves. Como se vai reparar um mal destes, que também ofende a Deus? Trata-se de um desvio peculiar. Nunca podemos atingir Deus diretamente, mas apenas mediatamente, através do próximo. Por isso, se ofendi a Deus, na pessoa do outro, é também através dele que reparo este mal. É no amor que temos às outras pessoas, que mostramos nosso amor a Deus. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Este é o único caminho para a santidade.

Pensemos bem: no único Filho, nosso Irmão e Salvador, fomos adotados pelo mesmo Pai. Temos a mesma Mãe, a Igreja e Maria Santíssima. Por ser Mãe de Jesus, Maria nos adotou, no alto da cruz, onde fomos adquiridos pelo sangue derramado de seu Filho. Professamos a mesma fé, vivida no seio da Mãe Igreja, a própria comunidade da caridade, que nos sustenta, nos alimenta e nos instrui. Somos, portanto, irmãos e irmãs. Tudo isso nos deveria irmanar de tal forma, que a caridade se tornasse algo de normal, até óbvio, na nossa vida. Para isso, contudo, contamos com a graça divina.

Peçamos a Deus, que é a Caridade substancial, essencial, nos faça entrar em comunhão com Ele, plenificando-nos desta virtude, que procede de seu Espírito. Superando nosso egoísmo, possamos ter a caridade do bom samaritano, que saiu de sua rotina, abandonou seus preconceitos, para ajudar o próximo que dele necessitava (cf. Lc 10,30-37).
“Vai e faze tu o mesmo”.

Autor: Cardeal D. Eusébio Oscar Scheid

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