Leigos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 18 Aug 2021 08:30:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Leigos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Papa Francisco às Vocações Leigas https://soucatequista.com.br/papa-francisco-as-vocacoes-leigas/ https://soucatequista.com.br/papa-francisco-as-vocacoes-leigas/#respond Wed, 18 Aug 2021 08:30:13 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116605

Estamos no mês de agosto, dedicado às vocações. O quarto domingo é destinado à vocação leiga na Igreja. O Documento 105 da CNBB afirma: “As cristãs leigas e os cristãos leigos, mulheres e homens em todas as fases da vida, constituem uma parte importantíssima da Igreja e possuem rostos próprios: “Como São Paulo, nós também queremos reconhecer os diferentes rostos dos cristãos leigos e leigas, irmãos e corresponsáveis na evangelização (CNBB, DOC. 105, n.51).

O reconhecimento do Papa aos que são a ‘imensa maioria na Igreja”

No documento “Alegria do Evangelho” (Evangelii Gaudium), Francisco diz:

“A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. A seu serviço está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicato, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé”.

Em muitas declarações, o Papa tem reconhecido que muitos cristãos leigos estão comprometidos em movimentos sociais, sindicatos e outros tantos grupos que se empenham para que os povos possam viver com dignidade. Ao mesmo tempo, Francisco tem pedido que essas iniciativas sejam reconhecidas como legítimas e conclama os cristãos a apoiarem os que delas participam.

Preocupação do Papa com as Igrejas fechadas à atuação dos leigos

Mesmo reconhecendo os avanços na participação do leigo na Igreja, Francisco demonstra preocupação, ressaltando a necessidade da ‘tomada de consciência desta responsabilidade laical’ e constata que o crescimento do leigo na Igreja encontra obstáculos e deficiências internas na ampliação e aprofundamento dessa legítima missão:

“Em alguns casos, não se formaram para assumir responsabilidades importantes, noutros por não encontrar espaço nas suas Igrejas particulares para poderem exprimir-se e agir por causa de um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões” (EG 102).

Outra preocupação do Papa é quando a ação dos leigos é exercida apenas dentro da Igreja, sem a participação na transformação da sociedade:

“Limita-se muitas vezes às tarefas no seio da Igreja, sem um empenho real pela aplicação do Evangelho na transformação da sociedade (EG 102).

“A Igreja em saída”, pedido do Papa também aos leigos

Ainda no documento “Alegria do Evangelho”, Francisco convoca os cristãos para uma “Igreja em saída”, e quanto aos leigos, ele destaca a importância de ser igreja ‘presença’, principalmente onde moram e vivem.

Fala da presença do leigo no mundo da família, da política e das políticas públicas, no mundo do trabalho, da cultura e da educação, no mundo da comunicação, no cuidado com a ‘Casa Comum’ e em outros campos de ação. Não esconde as dificuldades que podem enfrentar em ter que “ir contra a corrente”, representada pelos pensamentos da sociedade pós-moderna que levam ao individualismo, egocentrismo e vão contrários aos interesses do bem comum.

Conselhos e um alertas do Papa para os leigos

Francisco faz um alerta quanto à fé expressa de forma superficial, “na qual a vida espiritual se confunde com momentos religiosos que proporcionam certo deleite pessoal, mas não alimentam ‘o encontro com os outros’, o ‘compromisso com o mundo’ e a ‘paixão pela evangelização’” (EG 78).

Outro perigo é quanto ao subjetivismo, ou seja, pertencer a grupos fechados na Igreja, induzindo o cristão a se sentir ‘superior aos outros’. Neste tipo de prática religiosa, muitos são seduzidos por uma ‘suposta segurança doutrinal ou disciplinar’, que acaba gerando ‘um elitismo narcisista e autoritário’” (EG 94).

Outro alerta importante é para os agentes pastorais e cristãos leigos que demonstram um ’cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja’, mas não se empenham com a mesma dedicação para que ‘o Evangelho adquira uma real inserção no povo fiel a Deus e nas necessidades concretas da história’” (EG 95).

Padre Rosivaldo Antônio Motta, C.Ss.R. (Arquivo pessoal)
Padre Rosivaldo Antônio Motta, C.Ss.R.Missionário Redentorista com bacharelado em Teologia (UCSal), pós-graduado em Comunicação e Cultura Brasileira (SEPAC-PUC/SP) e mestrado em Comunicação e Semiótica (PUC/SP).

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Leigos Carmelitas: 300 anos de experiências profundas e reais com Deus https://soucatequista.com.br/leigos-carmelitas-300-anos-de-experiencias-profundas-e-reais-com-deus/ https://soucatequista.com.br/leigos-carmelitas-300-anos-de-experiencias-profundas-e-reais-com-deus/#respond Tue, 29 Dec 2020 11:00:18 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10057  

A Ordem do Carmo nasceu há 800 anos e é uma das ordens religiosas católicas que mais gerou Santos para a Igreja e para a humanidade. Mas não é preciso esperar canonizações para que conheçamos grandes santos dos nossos dias, homens e mulheres leigos que, diariamente, se ofertam por Deus e pela Igreja nas paróquias, obras sociais e movimentos carmelitanos.

O tripé do Carisma Carmelitano consiste na Oração, Fraternidade e Serviço. Nesse sentido, todos os que se dispõem a vivê-lo devem ter uma vida baseada na contemplação, tendo a oração como centro e norte de suas vidas; no convívio com os irmãos, buscando sempre a unidade e boa convivência, sendo apoio às necessidades do outro; e na doação da vida, no serviço, trabalho, colocando os dons sempre à disponibilidade de quem precise e assim favorecendo o anúncio do Evangelho. Mas não é preciso ingressar como frei ou monja para viver esse carisma. Nas paróquias e obras carmelitas já é possível conhecer essa oferta de vida que os leigos vivenciam. Eles são catequistas, ministros da Eucaristia, músicos, leitores, e qualquer outra realidade que a Igreja necessite, mas, principalmente, são irmãos disponíveis e dóceis.

A docilidade brota da gratidão, que esses homens e mulheres têm em abundância. Pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela experiência com Deus e se dedicam a devolver de graça o que de graça receberam. Ao todo, a Província Carmelitana de Santo Elias está presente em 18 comunidades, e em cada uma existe um povo que zela pela Igreja e pelos novos fiéis que chegam a cada dia. Inúmeros são os testemunhos de conversão e de transformação proporcionados pela presença do Carisma Carmelita, e aqui é possível contemplar alguns deles.

“Aos pés de Jesus, aos poucos e no tempo de Deus, meu serviço na Igreja passou a ser um ato de amor. Entendi que a Missa é o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo e não um espetáculo; se o padre estiver presente e for da vontade de Deus, comungaremos o Corpo e Sangue de Cristo mesmo que para nós pareça impossível” – Maria Helena Silva, Palmas (TO)

“Na família nós convivemos, partilhamos, aprendemos, crescemos, somos consolados e não estamos sozinhos. Para mim, o Carmo é assim. Lá buscamos, juntos, aproximarmos a nossa vida e a nossa juventude de Jesus Cristo, Nosso Senhor!” – Henrique Benassi, Belo Horizonte (MG)

“Ser paroquiano na comunidade carmelita é ser um ‘peregrino’ que viaja rumo à pátria celestial e que, acolhido numa paróquia, ou seja, numa ‘morada próxima’, vai compartilhando essa viagem com seus irmãos e vizinhos!” – Américo e Marisa Geniolli, Itaim Bibi (SP)

“Os filhos crescem, seguem o seu caminho, mudam de estado. Mas, posso afirmar: o Carmo foi e é a extensão da minha casa. Meus meninos têm essa comunidade como algo muito valioso e que os inspiram a serem pessoas melhores, sensíveis, fraternas e solidárias.” – Abidias José de Sousa, Brasília (DF)

“Um dia participei da Missa na Paróquia Nossa Senhora do Carmo e, desde então, já me senti em casa. Identifiquei-me ainda mais com o carisma contemplativo, o que me ajudou a crescer na vida de oração. Aos poucos, a amizade com os frades foi surgindo e, a cada dia, eles me fazem sentir parte do Carmelo.” – Mariana Potenza, Belo Horizonte (MG)

“Decidi conhecer melhor o carisma e foi aí que me apaixonei pela espiritualidade carmelitana. De uma hora para a outra me pegava de joelho contemplando a face do Senhor. Amo ser carmelita. O escapulário é o meu escudo de todos os dias, é ele que me dá força e coragem para vencer todo e qualquer obstáculo. Foi com o escapulário na mão e com a nossa comunidade carmelitana rezando todos os dias que venci um câncer sem perder o cabelo, a autoestima e, principalmente, sem perder a fé.” – Nilda, Palmas (TO)

“A Ordem do Carmo nos ensina claramente a missão evangelizadora e profética também atribuída a nós leigos, porque viver numa paróquia carmelitana é fazer tudo o que Ele disser. (Jo 2,5). É pedir ao Senhor, a graça da liberdade interior, para poder orientar a nossa vida unicamente pelo caminho que Ele quer para nós.” Paulo Dias, Vila Kosmos (RJ)

“Fizemos uma Via Sacra pelas ruas do bairro saindo da paróquia e subindo toda a Escadaria Selarón. Durante o caminho fomos vendo muitas realidades complicadas nas ruas e vielas. Mas teve um jovem que estava na Lapa, um pouco bêbado, que nos viu no início da caminhada e decidiu nos acompanhar. No meio do caminho, largou seu copo e foi conosco até o fim da Via Sacra, conversou com o Frei e teve uma verdadeira experiência com Deus. Esse é o belo da presença Carmelitana ali na Lapa, é como um grande navio cargueiro resgatando almas para Deus.” Cláudia Brandão, Lapa (RJ)

“Em todos os trabalhos paroquiais sempre me fiz presente como carmelita, procurando mostrar que essa espiritualidade faz parte da minha vida onde quer que eu esteja. Ela se expressa na vida, no comprometimento com o Reino, e em fazer o carisma sair de nós mesmos, na expressão da Espiritualidade do Escapulário, vivendo em ‘Obséquio de Jesus Cristo’.” Paulo Daher, Angra dos Reis (RJ)

“Sou muito feliz pela minha Paróquia ser Carmelitana, pois desde criança sou muito apegada ao Carmelo! Com a graça de Deus e de Nossa Senhora do Carmo, hoje minha Paróquia está com a Ordem do Carmo, os Padres Freis Carmelitas! Estamos muitos felizes! Eles têm uma espiritualidade muito grande e nos ensinam muito!” Salete Santana, Eldorado do Sul (RS)

“Quanto mais estudo sobre o Carmelo, mais admiração tenho. Aqui na Paróquia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fortaleci e renovei minha fé, e ganhei uma nova família. Não consigo imaginar minha vida longe de tudo isso! Coloquei em prática o dom que Deus me deu e com a intercessão de Nossa mãezinha do Carmo sigo firme em minha missão, tentando a cada dia colocar em prática os ensinamentos que os santos carmelitas nos deixaram.” – Alaíne Patrícia, Palmas (TO)

“Em 1997, senti muito forte em meu coração, durante uma Missa, onde servia o altar como ministra, que o Senhor não me queria ali, mas com os pobres. Pedi afastamento da Crisma, onde era coordenadora, pedi licença para deixar os Ministros da Eucaristia e fiquei totalmente dedicada à ação com os pobres. Em 1998 se iniciaria o Projeto Isidoro Bakanja (levar alimentos aos irmão de rua) criado por Frei Antônio Silvio da Costa Jr., O.Carm., e nele fiquei por 20 anos. Gratidão a toda experiência de vida e religiosidade vivida nesta comunidade, onde tenho dezenas de amigos e meus melhores amigos. Ao Senhor toda honra, toda glória, todo louvor.” – Regina Fátima, Itaim Bibi (SP)

“Quero aqui dar o meu testemunho de paroquiana que sou há 45 anos. Eu estava em uma situação sofrida e com muitas necessidades, então senti que precisava encontrar uma igreja e estar em sintonia com Deus. Foi aí que eu encontrei a Igreja Carmelita Santa Teresa de Jesus, onde passei a frequentar. O importante para minha vida sobre o carisma carmelitano foi que conheci e aprendi um pouco sobre as vidas dos Santos. Quero não só imitar, mas fazer alguma coisa como os santos carmelitas fizeram.” – Luisa Maria, Itaim Bibi (SP)

“Neste período difícil que vivemos de pandemia pude, como carmelita, junto aos meus irmãos nesta devoção, experimentar a verdadeira prática do Carmelo ajudando aos que necessitam vivendo assim não apenas a Oração e o Serviço, mas também a Fraternidade. Ser Carmelita é subir o monte e fazer acontecer o Evangelho entre nós e dar testemunho desta devoção.” – Conceição Fonseca, Angra dos Reis (RJ)

“No Carmo, a graça de Deus, por meio dos sacramentos frequentemente e bem administrados, jorra como torrentes de água pura. O Carmo é um verdadeiro jardim, um oásis da presença de Deus na capital mineira. Vou ao Carmo para matar a minha sede de Deus.” – Paul Medeiros Krause, Belo Horizonte (MG)

“Sagrada em 1963, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo de BH se confunde com a minha história de vida. Cheguei no Bairro do Carmo em 1957 com apenas 9 anos de idade. Foram 63 anos de uma rica relação com a Igreja do Carmo, que muito me honrou, uma relação muito privilegiada e de muito crescimento espiritual, sempre cercada de muitos amigos e, em especial, dos freis Cláudio, Miguel, Renê e Evaldo.” – Paulo Avelar, Belo Horizonte (MG)

“Ser jovem nesta comunidade é uma alegria, pois em 75 anos de presença carmelita em nosso meio, os freis sempre se dedicaram a todos nós, seus filhos espirituais. Eles responderam ao chamado de Cristo exercendo a sua função de sacerdote nesta comunidade, ofertando suas vidas para todo povo de Deus.” – Bryan Lucas, Vila Kosmos (RJ)

“Sou muito feliz! Espero morrer carmelita quando chegar à perfeição do amor. Abriram-se para mim as portas benditas do “céu na terra”, o Carmelo, a casa de Nossa Senhora do Carmo. Vivo deixando-me amar por Jesus, no exercício da fé, esperança, amor e na companhia dos meus queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.” – Lélia de Souza Wille, Vila Kosmos (RJ)

Diversos são os motivos para louvar e bendizer a Deus por 300 anos de presença da Província e por tudo que foi, e ainda será feito por meio da vida desses homens e mulheres que, ao terem experiências profundas e reais com Deus, desejam retribuir e proporcioná-las aos outros. Os leigos Carmelitas entenderam que o sentido da vida está em perdê-la e entregá-la ao serviço, porque dessa forma ganharão o Céu, a Vida Eterna, onde serão recompensados em plenitude por todo o esforço empenhado na Obra de Deus.

*Estagiária, sob a supervisão de Raphael Freire

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Leigos(as) e os desafios de uma Igreja em Saída https://soucatequista.com.br/leigos-e-os-desafios-de-uma-igreja-em-saida/ https://soucatequista.com.br/leigos-e-os-desafios-de-uma-igreja-em-saida/#respond Mon, 25 Jun 2018 12:16:06 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=4367 A formação, como educação permanente da fé, é um direito dos leigos(as) e um dever da Igreja, para que possam assumir plenamente a responsabilidade de sujeitos eclesiais, “chamados para crescer, amadurecer continuamente, e, dar cada vez mais fruto, tal como a imagem evangélica da videira e dos ramos” (Jo 15,5 – Exortação Apostólica Christifideles laici, 57).

 

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Angra Dos Reis (RJ), realizou na comunidade da Igreja do Carmo, uma Formação Paroquial com o palestrante Francisco Orofino, teólogo, escritor, biblista e professor. O encontro teve como tema o Ano do Laicato e aconteceu nos dias 20 e 21 de junho, com a participação de cerca 150 pessoas, e contou com a presença do Frei Fernando Bezerra Leite, O.Carm. Ainda dá tempo de você participar.
Após as palestras e perguntas dos participantes, os presentes se reuniram para saborear um delicioso caldo, preparado pelos voluntários da Paróquia.

“A Formação com Francisco Orofino foi maravilhosa! Só tenho que agradecer ao Frei Fernando, nosso Pároco, por esta grande oportunidade de capacitação, neste ano dedicado ao Leigo . Muitas reflexões para nós, nesta caminhada de uma Igreja em Saída, de uma Igreja acolhedora. E fica a linda mensagem: ‘As Comunidades formam o rosto de Jesus'”, declarou Conceição Fonseca

O teólogo Francisco Orofino

Para Eduardo Godinho, que esteve presente nos dias com toda família, numa Igreja em Saída é necessário a capacitação. “O meu muito obrigado ao Orofino, que nos esclareceu sobre o Ano Laicato e o protagonismo de nós leigos na atuação da Igreja”, afirmou.

“Precisamos desta compreensão que nos foi dada pelo assessor Orofino sobre o nosso Batismo para seguir os passos de uma Igreja em saída proposta pelo nosso Papa Francisco”, completou a paroquiana Maria Suelene.

Lúcia Moura também concordou que a Formação foi excelente e disse ainda: “estou embriagada com todos os ensinamentos recebidos de Francisco Orofino. Agora eu entendo perfeitamente o que é uma Igreja em Saída e fico feliz por ver a nossa paróquia no rumo certo”.

Da esquerda para a direita: Francisco Orofino e Frei Fernando Bezerra, O.Carm.

Fonte – texto e fotos: Pascom Paróquia Nossa Senhora da Conceição

 

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Pregar e servir https://soucatequista.com.br/pregar-e-servir/ https://soucatequista.com.br/pregar-e-servir/#respond Thu, 15 May 2014 14:34:48 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41938 Diaconos-ctbOs Apóstolos de Jesus tinham a grande missão de ensinar e eram absorvidos por essa grande tarefa, bem como a da dedicação à oração. Não tinham tempo para servir os deixados de lado nas suas necessidades materiais. Por isso, os mesmos Apóstolos escolheram homens de bom exemplo e idoneidade para o trabalho de assistência aos carentes de ajuda (Cf. Atos 6,1-7), tornados diáconos para tanto.

Na multiplicidade de funções temos a boa assistência a todos da comunidade religiosa quando cada qual exerce com fidelidade sua vocação e missão. Muitos querem da liderança religiosa atividades até na ordem político-partidária e assistencial, como que substituindo os leigos em seus múnus. A própria Igreja colocou a fazer parte de sua jerarquia diáconos para o exercício da promoção humana, dando-lhes progressivamente também incumbências na ordem da coordenação de comunidades, da pregação da Palavra e como dirigentes sacramentais. Sua atividade, porém, os leva muito ao exercício de promoção humana e atuação no mundo para ativar os leigos em ordem à sua ação ética e cristã na família, no trabalho, na economia, na técnica, na ciência e em tudo o que se refere ao pastoreio de Cristo no mundo civil.

Os bispos e padres, seus auxiliares, são incumbidos de pastorear o povo, dando-lhe os meios deixados por Jesus para a alimentação espiritual e o sustento sobrenatural da graça de Deus, para sua caminhada pelas sendas do Mestre. Seguem seus passos para alcançar o objetivo da vida plenamente realizadora aqui na terra e um dia coroada no céu. Eles também são servidores do povo no que se refere às coisas de Deus (Cf. Hebreus 5,1-6). Sem dúvida têm liderança, a partir de sua posição na comunidade, em função de seu cargo. Mas são servidores do povo com o que lhes é específico. Não substituem os leigos em suas funções no mundo social. São orientadores de todos para que cada um exerça sua função como verdadeira vocação e com atribuições específicas, seja na ordem da família, como na profissional, econômica e política. Exercem função política não partidária e sim a de ajudar o povo a viver promovendo o bem da polis, ou seja, da boa convivência cidadã, com justiça, fraternidade, inclusão social, promoção e defesa da vida e da dignidade humana, bem como da proteção do meio ambiente. Sua função sacerdotal e profética deve ser respeitada como a de outras vocações, como valor para a promoção do bem comum. Como um todo a comunidade eclesial promove a evangelização, a ajuda na assistência social e promoção humana.

Os diáconos não são simples auxiliares dos presbíteros e sim homens com vocação específica, em obediência ao seu Bispo, para servirem a comunidade e a sociedade em nome da própria Igreja, promovendo a assistência humana dos mais fragilizados e excluídos da vida digna. Não são meros liturgistas e sim promotores do bem da comunidade, ajudando a formar consciência de cidadania no meio da comunidade religiosa e civil. São verdadeiros formadores da consciência sensível à justiça social e à promoção da vida digna.

Os Apóstolos reconhecem: “Não está certo que nós deixemos a pregação da palavra de Deus para servir às mesas. Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa” (Hebreus 6,2-3).

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Leigos catequistas https://soucatequista.com.br/leigos-catequistas/ https://soucatequista.com.br/leigos-catequistas/#respond Thu, 22 Aug 2013 17:58:51 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=34773 Quando o mês de agosto tem cinco domingos, o último deles é dedicado especialmente aos catequistas. Desta vez são quase cinco domingos, pois o mês termina de sábado, no dia 31 de agosto. Na dança entre semanas e meses, desta vez a semana encaixa bem no mês, terminando junto com ele.

Mas independente de quatro ou cinco domingos, os catequistas se sentem contemplados no contexto do mês vocacional.  Como de resto se sentem bem à vontade com seus catequizandos, independentemente se a comunidade valoriza, ou não, o seu bonito e importante ministério.

E ainda, há outro detalhe. Sabemos que a grande maioria dos catequistas são mulheres. Se de vez em quando convém usar a linguagem inclusiva, seria muito conveniente falar dos catequistas e, é claro, das catequistas. Mas temos a certeza que elas, as catequistas, não se sentem nem um pouco diminuídas se não enfatizamos sua condição de gênero.

Portanto, mulheres e homens assumem este ministério bonito, de iniciar na fé as crianças, os jovens, e também os adultos. Este ministério é o mais antigo que existe na Igreja. Mesmo quando uma paróquia não chegou ainda a formalizar em sua comunidade os diversos ministérios leigos, a catequese se faz presente.

Podemos dizer que é na catequese que se concretiza, de maneira especial, a assistência do Espírito Santo à Igreja, conforme a promessa feita por Cristo.

Mas se a catequese se realiza mesmo sem o apoio explícito que ela merece, não é que com isto ficamos eximidos de reconhecer sua importância, e de apoiá-la com o mínimo de recursos pedagógicos que devem se colocados à sua disposição.

Dada a importância da catequese na ação de transmitir a fé, assunto que tanto preocupa hoje a Igreja, vale a pena investir em conseguirmos bons roteiros pedagógicos, para as diversas etapas da catequese.

Neste sentido, a Diocese de Jales sente a alegria de ter elaborado, aos poucos, os seus livros de catequese, desde a catequese infantil, até a catequese de adultos, passando pela catequese de Primeira Eucaristia e da Crisma, dentro da série “Viver a Fé Construindo Comunidade”.

Nas reflexões em preparação da romaria diocesana deste ano, realizada no domingo passado, foram destacadas as diversas dimensões, vividas pela Igreja Primitiva. Dizem os Atos dos Apóstolos, que os primeiros cristãos eram “assíduos à doutrina dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações”.

A primeira dessas dimensões tem uma evidente relação com a catequese: a perseverança na doutrina. Os próprios Apóstolos eram os catequistas das primeiras comunidades.

A Igreja Primitiva podia gozar deste privilégio, de ter convivido com o Mestre, de ter sido agraciada com a abundância do Espírito Santo, e de contar com a presença dos primeiros protagonistas da Igreja nascente, a nova comunhão de amor implantada por Cristo no seio da humanidade, onde ela sempre precisa permanecer como semente de força irresistível, como sal, luz e fermento fazendo germinar os sinais do Reino de Deus.

Mesmo não tendo desta vez um domingo especial para os catequistas, queremos reconhecer a importância de sua missão evangelizadora, com votos de que sejam os primeiros a experimentarem a alegria de viver os valores que eles nos transmitem.

Muito obrigado, mulheres e homens, catequistas de nossas comunidades! Que Deus os recompense pelo testemunho que nos dão e pelo trabalho que realizam!

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