normas – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 16 Jul 2021 14:13:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png normas – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Novas normas sobre a missa antiga, maior responsabilidade ao bispo https://soucatequista.com.br/novas-normas-sobre-a-missa-antiga-maior-responsabilidade-ao-bispo/ https://soucatequista.com.br/novas-normas-sobre-a-missa-antiga-maior-responsabilidade-ao-bispo/#respond Fri, 16 Jul 2021 14:13:08 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12117 O Papa publica um motu proprio para redefinir as modalidades de uso do missal pré-conciliar: as decisões voltam à disponibilidade dos pastores das dioceses. Os grupos ligados à antiga liturgia não devem excluir a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Pontífices

O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O Pontífice publicou esta sexta-feira (16/07) o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970, acompanhando-o com uma carta na qual explica as razões de sua decisão. Eis as principais novidades.

A responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar volta para o bispo, moderador da vida litúrgica diocesana: “é de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”. O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais; o bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais. O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”. De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o. Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”. O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”. Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”. Há 14 anos o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”. Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”. Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

FONTE: VATICAN NEWS

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O que o Papa quis dizer ao afirmar que o celibato não é um dogma? https://soucatequista.com.br/o-que-o-papa-quis-dizer-ao-afirmar-que-o-celibato-nao-e-um-dogma/ https://soucatequista.com.br/o-que-o-papa-quis-dizer-ao-afirmar-que-o-celibato-nao-e-um-dogma/#respond Mon, 30 Jun 2014 12:51:06 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43141 topicQuando o Papa Francisco diz que o celibato sacerdotal não é um dogma de fé e que a porta está aberta para mudar as normas, não significa necessariamente que isso será feito ou que será feito agora, mas que poderia acontecer de se aceitar o sacerdócio de homens casados se, em determinado momento, se visse necessário.

Mas o Santo Padre também afirmou que o celibato é um dom que o Espírito Santo deu à Igreja e que ele o valoriza muito.

O que o Papa disse

No contexto da sua viagem à Terra Santa, no último dia 26 de maio, o Papa Francisco concedeu uma coletiva de imprensa no avião de volta a Roma. Um jornalista alemão lhe perguntou, em concreto, se, em seu diálogo com o patriarca Bartolomeu, dos ortodoxos, haviam falado sobre a possibilidade de se mudar a norma do celibato sacerdotal na Igreja Católica.

O Papa respondeu: “A Igreja Católica já tem padres casados??, não tem? Os católicos gregos, os católicos coptas… No rito oriental, existem padres casados??. Porque o celibato não é um dogma de fé; é uma regra de vida que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta: neste momento, não temos em programa falar disso, pelo menos para já. Temos coisas mais importantes a abordar. Com Bartolomeu, este tema não foi tocado, porque é deveras secundário nas relações com os ortodoxos”.

Estas palavras do Papa causaram, no mínimo, estranheza entre alguns católicos, e é conveniente recordar alguns aspectos sobre o celibato sacerdotal dentro da Igreja Católica.

Uma norma derivada da experiência da Igreja

O fato de os padres não se casarem não é um mandato de Cristo, já que Ele ordenou os apóstolos e, pelo que se sabe, deles somente São João era solteiro.

Aconteceu a mesma coisa quando os apóstolos decidiram ordenas diáconos; deles se sabe, por exemplo, que o diácono Felipe tinha duas filhas que eram membros ativos da comunidade cristã, e São Pedro pediu a eles e aos bispos que fossem pais exemplares e esposos de uma só mulher.

Durante os primeiros séculos da Igreja, os três graus da Ordem Sagrada eram dados a homens casados.

Uma das características do cristianismo é o apreço ao celibato inspirado por Jesus, que nos fala dos que renunciam ao casamento pelo Reino dos Céus (Mt 19, 12); e por São Paulo, ele mesmo celibatário, que nos diz que o homem casado se preocupa por Deus e pelas necessidades da sua família, enquanto o celibatário serve a Deus com o coração indiviso (1 Cor 7, 32-34).

O celibato não é um mandato, é um conselho; e, como tal, foi pregado desde cedo na Igreja primitiva, pelos monges e virgens consagradas, que são como nossos religiosos atuais. No início, então, havia casados que eram ordenados sacerdotes, e monges celibatários que também eram ordenados padres.

Reconhecendo a excelência do celibato, a Igreja começou a pedi-lo àqueles que aspiravam a ser sacerdotes já desde o Concílio provincial de Elvira, na Espanha, no início do século IV, antes de que Constantino desse liberdade aos cristãos.

Foi no Concílio de Trento, iniciado em 1545, que a Igreja latina determinou que o sacerdócio fosse dado apenas a celibatários. A Igreja oriental, também católica, manteve a tradição de ordenar tanto casados como celibatários, opcionalmente, até hoje.

A definição deste tema se deve ao ataque das igrejas protestantes ao celibato, tanto nos sacerdotes quanto nos religiosos que foram suprimidos pela assim chamada Reforma, até hoje.

Situação atual

Quando o Papa Francisco diz que o celibato sacerdotal não é um dogma de fé e que a porta está aberta para mudar as normas, não significa necessariamente que isso será feito ou que será feito agora, mas que poderia acontecer de se aceitar o sacerdócio de homens casados se, em determinado momento, se visse necessário.

O que me chama a atenção é que, nas pesquisas realizadas sobre as profissões em que as pessoas são mais felizes, os sacerdotes costumam ficar nos primeiros lugares. E são celibatários!

Consideramos que nosso celibato não é algo que nos oprime, e sim que nos motiva a uma entrega generosa a Deus e aos nossos irmãos. Nas igrejas orientais, católicas ou ortodoxas, nas quais o celibato é opcional, vemos como são muitos os que, sendo celibatários, optam pelo sacerdócio.

O celibato sacerdotal não é um desprezo do matrimônio, sacramento excelente, mas uma consagração a Deus com todo o coração e para a vida inteira.

O fato de que alguns padres abandonem seu ministério para se casar ou sejam obrigados a deixá-lo não fala mal do celibato sacerdotal, já que a imensa maioria dos padres continua optando pelo celibato, e todos os anos são ordenados novos sacerdotes, adultos, que aceitam livremente seu celibato pelo Reino dos Céus, em uma época na qual a cultura predominante exalta a sexualidade e o prazer.

Artigo do Pe. Sergio Román, publicado por SIAME, via Aleteia

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