Nossa Senhora do Carmo – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 12 Jul 2023 11:00:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Nossa Senhora do Carmo – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Nossa Senhora do Carmo: a Virgem do Escapulário https://soucatequista.com.br/nossa-senhora-do-carmo-a-virgem-do-escapulario/ https://soucatequista.com.br/nossa-senhora-do-carmo-a-virgem-do-escapulario/#respond Wed, 12 Jul 2023 11:00:15 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12070 Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. O fato de nos “agarrarmos” a ela nos mantêm fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de julho, celebraremos a Festa de Nossa Mãe e Padroeira, Nossa Senhora do Carmo.

Seu histórico narra que, na Idade Média, monges atuavam como cavaleiros cruzados. Por volta de 1155, muitos deles, fatigados pelas batalhas empreendidas para conquistar a Terra Santa, fixaram-se no chamado Monte Carmelo, montanha na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo e cujo nome significa “jardim” ou “campo fértil”. Desejosos de uma vida autenticamente cristã, ali se estabeleceram e fundaram uma capela dedicada à Virgem Maria, razão pela qual ficaram conhecidos como Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Posteriormente, em 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à Ordem fundada pelos monges carmelitas. Em 1235, os mouros voltaram à Terra Santa e promoveram brutal perseguição contra os cristãos. Para sobreviver, os monges separaram-se em dois grupos, cabendo a um deles a missão de defender o mosteiro, mas acabaram mortos e sua morada foi incendiada. O outro grupo dispersou-se em três regiões distintas: Sicília, na Itália; Creta, na Grécia; e Aylesford, na Inglaterra. Nesta última localidade, em 1238, chegaram a fundar um mosteiro, porém não foram aceitos pelas autoridades eclesiásticas locais e enfrentaram a ameaça de extinção.

A aparição de Nossa Senhora do Carmo

Em 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, durante oração feita a Nossa Senhora pelo superior da Ordem, São Simão Stock, pedindo um sinal de sua proteção que fosse visível aos inimigos, o Escapulário da Virgem do Carmo foi entregue por Nossa Senhora com a seguinte promessa: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Após essa aparição, a perseguição deixou de ocorrer e a Ordem tornou-se conhecida em toda a Europa, atraindo muitos adeptos. O Escapulário, por sua vez, foi incorporado aos objetos de uso corrente dos cristãos, como sinal da manifestação do Amor da Virgem Maria e símbolo de vida cristã dedicada a Deus.

“Eis a tua mãe”

Jesus manso humilde e misericordioso em sua vida foi despojado de tudo desde o momento de sua prisão.Tiraram-lhe suas vestes, a dignidade e começaram a esgotar-lhe a vida. O que restou a Jesus, humanamente falando, era o pouco de vida que chegava ao fim. Mas havia algo que ligava Jesus, que para Ele era preciosíssimo: junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse a ela: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa (Jo 19,25-27).

Jesus, em seus últimos momentos de vida, nos dá aquilo que é mais precioso e nos deixa como testamento de amor: “Eis ai tua mãe”. Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. Nos “agarrarmos” a ela nos mantêm fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo que traz o Santo Escapulário.

Acredito fielmente que em Nossa Senhora do Carmo aplica-se o que São Bernardo de Claraval testemunhou sobre Maria: “Quem recorreu à vossa proteção não foi por vós desamparado, Ó Clemente, Ó Poderosa, Ó sempre Virgem Maria”.

 

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Mensagem do Prior Provincial por ocasião da Solenidade de Nossa Senhora do Carmo 2023 https://soucatequista.com.br/mensagem-do-prior-provincial-por-ocasiao-da-solenidade-de-nossa-senhora-do-carmo-2023/ https://soucatequista.com.br/mensagem-do-prior-provincial-por-ocasiao-da-solenidade-de-nossa-senhora-do-carmo-2023/#respond Wed, 05 Jul 2023 12:14:45 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=17520 Frei Adailson Quintino dos Santos, Prior Provincial da Província Carmelitana Fluminense, envia para todos os fieis e devotos da Virgem do Carmo uma mensagem de preparação para a grande Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, mãe dos Carmelitas.

 

Celebrar a Virgem do Carmo é motivo de festa e de comunhão com todas as pessoas que se inspiram no nosso carisma para construir um mundo mais fraterno e humano. Que a Virgem Mãe do Escapulário nos ajude a sermos fiéis a seu filho Jesus.

Desejo a todos uma Santa Festividade à Mãe e Esplendor do Carmelo.

Rogai por nós, Virgem Bendita.

Oh padroeira dos Carmelitas.

Amém!

 

 

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Maria, a flor do Carmelo https://soucatequista.com.br/maio-mes-de-maria-a-flor-do-carmelo/ https://soucatequista.com.br/maio-mes-de-maria-a-flor-do-carmelo/#respond Fri, 19 May 2023 14:10:07 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3638 O mês de maio é dedicado pela Igreja especialmente para o louvor de Nossa Senhora. A tradição remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares.

Maria e o Carmelo

Maria e o Carmelo caminham juntos. A Ordem Carmelitana adquiriu uma rica herança mariana ao longo dos séculos.

No Carmelo a vida contemplativa e a experiência mística são frequentemente definidas como tendo características marianas. Maria acompanha os carmelitas contemplativos em sua jornada para a união divina. Além disso, muitos místicos carmelitas tiveram experiências nas quais Maria tinha seu papel central.

Quando os Cruzados chegaram à Terra Santa, no século XII, divulgou-se que encontraram vivendo no Monte Carmelo, uma colônia de eremitas que afirmavam ter o profeta Elias como fundador e patrono, e a Mãe de Deus como a Virgem do Carmelo. Por causa da devoção que tinham a Nossa Senhora, eles ficaram popularmente conhecidos como a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo ou Ordem do Carmo, ou simplesmente carmelitas.

>>> O Carmelo é todo de Maria

Naquele local ermo, vivendo abrigados na própria natureza, aqueles homens puderam cultivar ardorosamente a devoção a Virgem Maria, manifestando a grandeza de seu amor. Inicialmente ao ar livre, unidos ao redor da rústica Ermida, junto à fonte de Elias, onde piedosamente rezavam à Virgem do Carmelo, exaltando e louvando a bondade Divina.

Quando o sol da tribulação atingiu a Ordem dos Carmelitas, quando perseguida e desprezada, recorreram a Maria. Um dia em que, como tantas vezes, rezava a oração do «Flos Carmeli», apareceu a São Simão Stock, prior da Ordem, a Virgem Maria na sua cela e entregou-lhe o Escapulário dizendo que este símbolo era o sinal da sua proteção para com os carmelitas e para quem a partir de então o usasse. Acredita-se que esta aparição se deu na noite de 15 ou 16 de julho.

Leia também:

>>> Saiba mais sobre a origem do Escapulário

>>> Fórmula de imposição do Escapulário

Seguir a Regra do Carmelo é imitar a Maria. Maria é a Mãe, Irmã, Mestra, Defensora, Consoladora, Modelo, Refúgio, Esperança e a Glória dos Carmelitas.

Recordemos a oração que São Simão rezava quando lhe apareceu a Mãe do Céu, da Terra e do Carmo, dando-lhe o Escapulário:

Do Carmo a Flor 
vide florida 
do céu esplendor. 
Virgem fecunda, 
singular 
Mãe sem par 
De homem ignorada! 
Ao Carmo vem dar 
a tua ajuda. 
Estrela do mar! 

Fonte: ACI Digital, escritos da Ordem e site Carmelitas Missionárias do Espírito Santo

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Nossa Senhora do Carmo, uma das devoções mais antigas e amadas https://soucatequista.com.br/nossa-senhora-do-carmo-uma-das-devocoes-mais-antigas-e-amadas/ https://soucatequista.com.br/nossa-senhora-do-carmo-uma-das-devocoes-mais-antigas-e-amadas/#respond Wed, 27 Oct 2021 14:54:27 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=13041 O culto mariano, caso único entre os cultos dos santos, tem suas raízes nove séculos antes do nascimento de Maria. O primeiro profeta de Israel, Elias, morando no Monte Carmelo teve a visão da vinda da Bem-Aventurada Virgem. Viu que ela se elevava em uma pequena nuvem, trazendo uma chuva providencial que salvaria Israel de uma grande seca. É um dos cultos mais antigos da Roma cristã, assim como a Ordem Carmelita que está ligada ao que foi escrito na Bíblia, quando se conta que Elias recebeu a profecia do Mistério da Virgem e Mãe sobre o nascimento do Filho de Deus. Já no primeiro século, os eremitas que se retiraram no Monte construíram uma capelinha dedicada à Nossa Senhora. “Tradicionalmente os carmelitas estão ligados à Nossa Senhora – explica padre Agostino Farcas, pároco da Igreja de Santa Maria do Carmo no bairro Mostacciano de Roma – mas também a Elias, ou seja à capacidade como a do profeta de ouvir a Deus”.

“O Senhor disse-lhe: ‘Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor’. Então o Senhor passou. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa”

A iconografia popular

Segundo a iconografia popular, Nossa Senhora do Carmo não leva Jesus no colo, mas estende os braços oferecendo o escapulário. A imagem refere-se à aparição de Nossa Senhora em 16 de julho de 1251 ao carmelita São Simão Stok, entregando-lheu um escapulário e revelando-lhe os privilégios ligados ao culto.

“Não é um amuleto ou um talismã – prossegue padre Agostino – mas um sinal de salvação. Significa estar cobertos pela sua graça, pelos seus dons. Se hoje dizemos ‘quero o escapulário’, acreditamos receber este sinal de salvação que nos leva às virtudes de Maria, nos ajuda a tentar viver como ela”.

As Confrarias intituladas a Nossa Senhora do Carmo

Com o tempo as Confrarias intituladas a Nossa Senhora do Carmo e a favor de alguns papas que lhe concederam privilégios espirituais, fez com que aumentasse a devoção popular.

Em 1623, um decreto da Congregação do Índice, consagrava a “Tradição do Sábado”, ou seja a ajuda que Nossa Senhora do Carmo concede neste dia aos seus devotos mortos na graça de Deus para alcançar a plenitude do amor divino.

 

Imagem encontrada no Tibre

As origens do culto em Roma remontam a 1535. Naquele ano, alguns marinheiros encontraram na foz do rio Tibre, perto de Fiumicino, a imagem de Nossa Senhora do Carmo que depois foi transportada para a igreja de S. Crisóstomo. Desde então Nossa Senhora do Carmo foi chamada “De Noantri”, ou “Fiumarola”, em recordação do lugar onde foi encontrada. Provavelmente, sem exagerar, a festa no bairro Trastevere é a maior de toda a cidade de Roma.

Nossa Senhora do Carmo no bairro Trastevere

A imagem de Nossa Senhora do Carmo está conservada na igreja de Santa Ágata no bairro Trastevere. Segundo a iconografia clássica, não leva Menino Jesus no colo, mas estende os braços para baixo e está vestida como uma carmelita terciária. Na igreja, algumas vitrinas expõem as preciosas vestes de seda celestes, brancas e amarelas e três mantôs doados pela princesa Bianca Caracciolo di Fiorino. Além das vestes doadas pela princesa, as roupas custodiadas pelas irmãs de São Pascoal são doações de pessoas de todas as condições sociais. Uma das últimas remonta a 1970 e foi doada por um grupo de costureiras que trabalharam por três anos. A coleção é formada por algumas coroas de prata e de metal usadas na procissão e decoradas com pedras preciosas.

João Paulo II e Nossa Senhora do Carmo

Todos conhecem a grande devoção de São João Paulo II pela Virgem Maria. Abaixo apresentamos uma passagem dedicada à Nossa Senhora do Carmo, escrita pelo Pontífice:

“Reconcilia os irmãos em um abraço fraterno; que desapareçam os ódios e os rancores, que se superem as divisões e as barreiras, que se unam as rupturas e curem as feridas”

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Maria, Irmã do Carmo, Este Nome está esquecido? https://soucatequista.com.br/maria-irma-do-carmo-este-nome-esta-esquecido/ https://soucatequista.com.br/maria-irma-do-carmo-este-nome-esta-esquecido/#respond Mon, 12 Jul 2021 14:55:36 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12053 Este artigo começou com uma pergunta leve no refeitório aos confrades. Existe alguma Igreja ou paróquia com o nome de padroeira “Maria, irmã do Carmo” ou “Nossa Irmã do Carmo”? Enquanto pensavam e se lembravam, finalmente todos responderam “não tem”. Obviamente, a outra questão que surge é por que não nomeamos “Maria, Irmã do Carmo” como a padroeira de nossa Igreja e comunidade? Isso é possível? Por fim, escrevo esta breve reflexão no contexto da celebração de Maria do Monte Carmelo.

Maria na Tradição Carmelitana

Nossa Senhora do Carmo é um nome muito popular para nós, Carmelitas. Por causa disso, muitas de nossas Igrejas são servidas por Carmelitas, bem como os nossos conventos, têm o nome da padroeira Nossa Senhora do Carmo. O papel de Maria como Mãe e Senhora não pode ser separado da reflexão da Igreja universal sobre os acontecimentos do Gólgota. Quando Jesus viu a sua Mãe e o discípulo que ele amava ao seu lado, disse à Mãe: “Mãe, este é o teu Filho” e depois disse ao seu discípulo: “Esta é a tua Mãe!” E desde então o discípulo [João] a recebeu [Nossa Senhora] em sua casa ”. (João 19, 26-27). A Igreja Católica sempre entendeu estas palavras como a vontade de Jesus que confiou a sua Mãe a todos nós, seus discípulos, representados pelo apóstolo João. Desde então, os Padres da Igreja apresentam a figura de Maria como a Mãe da Igreja.

Além disso, o título Nossa Senhora do Carmo é inseparável do aparecimento inicial dos ascetas no Monte Carmelo. Eram peregrinos vindos da Europa, reunidos perto da “fonte de Elias ” no Monte Carmelo. Lá eles queriam imitar o profeta Elias que viveu na presença de Deus e O serviu. Para obter status legal, os eremitas pediram ao Patriarca de Jerusalém, Alberto Avogadro (1150-1214) um estilo de vida. Entre os anos de 1206-1214, ele então escreveu um estilo de vida para os eremitas, que mais tarde foi promulgado como a Regra do Carmo por Inocêncio IV em 1247.

Para os primeiros eremitas do Monte Carmelo, a pessoa de Maria era uma figura muito importante. Por que Maria se tornou uma figura pessoal tão importante? De acordo com Felipe Ribot, um dos primeiros intérpretes dos Carmelitas, quando Elias subiu à montanha para ver o mar, ele viu aparecer uma pequena nuvem do tamanho de uma palma da mão, a pequena nuvem era o símbolo da própria Virgem Maria que a deu vida e frescor. (1 Reis 18,44). Até agora, a crença nesta interpretação é mantida com bastante firmeza, embora sempre haja um debate que a acompanha.

O amor e respeito dos primeiros eremitas pela Virgem Maria foram manifestados pela construção de uma Capela no meio de seu eremitério. Em seguida, a Capela é dedicada sob a proteção de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus. Foi uma expressão de seu amor e respeito por Maria como a Mãe e Protetora dos eremitas no Monte Carmelo. Eles também estão empenhados em viver “nas pegadas de Jesus Cristo” com os mesmos sentimentos profundos e íntimos de Maria.

Por volta de 1235, os Carmelitas foram forçados a deixar o Monte Carmelo devido aos ataques e perseguições dos sarracenos que recuperaram a Terra Santa dos cruzados. A maioria deles voltaram para seus países de origem na Europa. Por causa desse incidente, a Ordem do Carmo floresceu na Europa. Isso também tornou a devoção a Senhora do Carmo mais conhecida. A devoção a Nossa Senhora do Carmo é cada vez mais reconhecida agora não somente pelos Carmelitas, mas também pelas pessoas. Mesmo porque se acredita que Nossa Senhora do Carmo apareceu a São Simão Stock (1165-1265) e deu a ele o escapulário como sinal de proteção, a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo é amplamente celebrada todo dia 16 de julho. Na verdade, a celebração estende-se à devoção ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, também conhecido como Escapulário Marrom ou bentinho do Carmo.

Maria como uma Irmã do Carmo

Embora o papel de Maria como Mãe seja tão importante no Carmelo, o nome oficial dos Carmelitas não é a Ordem de Maria Senhora do Carmo, mas “Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”. O nome enfatiza o aspecto de Maria, irmã dos Carmelitas. No início de 1252, o nome da Ordem “Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo” aparece em uma carta enviada à Ordem pelo Papa Inocêncio IV.

No entanto, com o passar do tempo parece que o aspecto de Maria irmã do Carmo fica menos evidenciado ou até um pouco esquecido. Poucos escritores carmelitas popularizaram o nome. Até hoje, pelo que eu sei, ainda não existe uma Igreja com o nome da padroeira de Maria Irmã do Carmo.

É inegável que o desenvolvimento da ideia de Maria como a Theotokos na Igreja resultou na ideia de Maria como ‘irmã’ ser um pouco negligenciada. No entanto, o Papa Paulo VI em sua carta afirmando Maria como Mãe da Igreja, em 21 de novembro de 1964, apresentou seu papel de irmã. Em seu discurso na terceira sessão do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI escreveu: “Embora na riqueza das admiráveis prerrogativas com que Deus a adornou para a fazer digna Mãe do Verbo Encarnado, está Ela, todavia, pertíssimo de nós. Filha de Adão como nós, e por isso nossa Irmã por laços de natureza, ela é, todavia a criatura preservada do pecado original em vista dos méritos do Salvador, e que aos privilégios obtidos junto a virtude pessoal de uma fé total e exemplar, merecendo o elogio evangélico de «beata quae credidisti».

Na sua vida terrena, realizou a perfeita figura do discípulo de Cristo, espelho de todas as virtudes, e encarnou na sua vida as bem-aventuranças evangélicas proclamadas por Cristo. Pelo que, n’Ela, toda a Igreja, na sua incomparável variedade de vida e de obras, acha a forma autêntica de perfeita imitação de Cristo.”. (Paulo VI 1964: 20).

No meio da afirmação de Maria como Mãe, o Papa realmente transmitiu um aspecto que não deve ser esquecido, ou seja, Maria como filha de Adão, que é igual a nós. Ela também é nossa Irmã pois é filha do mesmo patriarca. É com esta consciência que o Concílio Vaticano II afirma que Maria é o modelo do nosso primado. “Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cfr. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos.” (Lumen Gentium 65)

Na verdade, vemos que os primeiros Carmelitas tinham a mesma consciência dos Padres conciliares quando viam Maria não apenas como Mãe ou Senhora, mas mais como Irmã.  Os Carmelitas também desenvolveram este ideal em uma fraternidade especial, chamando-se Ordem dos Irmãos de Santa Maria. Chamando-se irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, os Carmelitas quiseram imitar a vida pura de Maria.

Maria é Irmã dos Carmelitas. Como Irmã, Maria caminha junto com os Carmelitas seguindo a Cristo. Podemos refletir sobre isso a partir do caminho de Maria para seguir Cristo até o monte do Gólgota. Quando Maria fez a jornada de Jesus até o topo do Gólgota, não foi apenas a inclusão de seu filho por uma mãe. Mas, como a jornada de fé de Maria como membro da Igreja para seguir a Cristo. É por isso que quando ela testemunhou a terrível crucificação, permaneceu forte ao pé da Cruz. Maria foi capaz de permanecer forte na Cruz de Cristo, não apenas como a Mãe que deu à luz a Jesus, mas também como uma discípula fiel que O seguiu. Como Mãe, Maria não podia suportar ver seu filho morrer sadicamente. No entanto, como discípula, Maria mostrou sua fidelidade em seguir a Cristo. Foi nesse evento que os verdadeiros Carmelitas viram Maria como sua irmã que seguiu fielmente a Cristo até sua morte.

Quando Maria seguiu fielmente a Cristo até sua morte na Cruz, ela mostrou a sua fé como discípula. Quão grande foi a obediência da fé e abnegação demonstrada pela Virgem Maria aos pés da Cruz. Como ela se rendeu totalmente a Deus incondicionalmente, oferecendo toda a sua vontade e compreensão a Deus. Ela viveu o que Jesus disse: “Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

O’Donnell também fez uma afirmação dos Carmelitas como irmãos da Virgem Maria. Ele até mesmo comparou que a “castidade carmelita” e a “Virgindade de Maria” a faziam como irmãos em uma família. Ele disse: “Isso estabeleceu uma semelhança e uma profunda empatia entre eles e Maria, de modo que a chamaram de irmã e a si próprios Irmãos da Santíssima Virgem Maria. A noção de irmã não elimina, no entanto, a palavra ‘Mãe’….”.

O nome dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria não deve ser esquecido, porque é isso que nos leva a ser mais fiéis ao caminho do Carmelo. O modo de vida dos Carmelitas deve ser, em última instância, o modo de vida de um bom irmão para Maria. Como mostramos amor a uma irmã e aprendemos com ela, é assim que os Carmelitas colocam sua vida com Maria.

Conclusão

Os Carmelitas devem ser gratos, porque, desde o início do Monte Carmelo, eles não viram Maria apenas como Protetora e Mãe, mas também como Irmã. A partir disso, os Carmelitas desde o início se posicionaram como um grupo especial diante de Maria. E também nos assegura que das muitas tribos e grupos do mundo, Maria parece ter escolhido os Carmelitas para serem adotados como seus irmãos.

Nossa Senhora é uma Mãe extraordinária, protetora e pia. Todas essas qualidades são dons inegáveis. No entanto, o nome da Ordem dos Irmãos da Virgem Maria do Monte Carmelo não é menos especial do que todas eles. Porque por esse nome aceitamos Maria como Irmã. Como membros da Ordem dos irmãos de Maria, devemos nos orgulhar de muitas comunidades e Igrejas que tomam o nome da padroeira de Maria, Irmã do Carmelo. Pode ser uma reafirmação da nossa peregrinação com Maria ao topo do Monte Carmelo, ou seja, com o próprio Jesus.

Feliz celebração da nossa grande festa de Nossa Senhora do Carmo.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Por: Fr. Kardiaman Caverius Simbolon, OCarm

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Encontro de Formação fala sobre a espiritualidade do Escapulário do Carmo https://soucatequista.com.br/encontro-de-formacao-fala-sobre-a-espiritualidade-do-escapulario-do-carmo/ https://soucatequista.com.br/encontro-de-formacao-fala-sobre-a-espiritualidade-do-escapulario-do-carmo/#respond Mon, 05 Jul 2021 15:41:28 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=11983 No sábado, dia 3 de julho, o Instituto de Espiritualidade Santa Teresa (IESTE) promoveu um encontro de formação com o tema “O Escapulário do Carmo, devoção e privilégio”. A formação foi ministrada pelo Frei Renê Vilela, O.Carm,. que aprofundou a temática falando sobre a espiritualidade do Carmo.

O encontro abordou três pilares do Escapulário do Carmo: apresentação histórica, teologia dos sacramentais e e as consequências teológico-pastorais da evangelização.

“O uso do Escapulário é antigo, pois, na verdade, faz parte da veste de homens e de mulheres, corresponde a uma peça que protegia a túnica. O Escapulário enquanto parte da veste é uma faixa de tecido que cobre a frente e as costas da pessoa. A etimologia do vocábulo Escapulário deriva da palavra latina scapularis que, por sua vez, deriva de
scapulae, que significa ombros. Materialmente trata-se de um pedaço de tecido, de cor marrom, preto ou castanho, com uma abertura para passar a cabeça. Somente na Idade Média esta veste ganhou sentido espiritual e protetivo para os filhos do Carmelo, após as aparições de Nossa Senhora aos carmelitas com menções a esta veste”, explicou.

Frei Renê explicou sobre a imposição do Escapulário do Carmo e citou ainda um trecho do livro “Com Maria Mãe de Jesus”:

“O Escapulário é uma expressão da nossa confiança nos cuidados de Maria, exprime a nossa vontade de testemunhar a nossa adoção filial pelo Batismo e de ser seus filhos e suas filhas, irmãos e irmãs, assim como revela o nosso desejo de ser revestidos das suas virtudes, do seu espírito contemplativo e da pureza de coração. Deste modo, revestidos como ela, podemos com ela meditar a Palavra e mostrar que somos discípulos de seu Filho na nossa dedicação às obras do Reino de Deus: verdade e vida, santidade e graça, justiça, amor e paz”.

O encontro aconteceu dentro da programação especial da Festa do Carmo, celebrada durante todo o mês de julho pelos carmelitas, e está disponível na íntegra no canal do youtube.

Assista o encontro completo clicando aqui. 

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Participe do encontro de formação sobre “A história do Carmelo no Brasil””” https://soucatequista.com.br/10531-2/ https://soucatequista.com.br/10531-2/#respond Tue, 02 Mar 2021 15:41:00 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10531 No próximo sábado, dia 6 de março, a partir das 15h, o Frei Felisberto Caldeira de Oliveira fará um encontro de formação sobre o tema: “A história do Carmelo no Brasil”. A formação será a primeira de uma série promovida pelo Centro de Espiritualidade Santa Teresa.

A História no Brasil começou em 1580 quando aqui chegaram, vindos de Portugal, quatro Religiosos Carmelitas liderados por Frei Bernardo Pimentel Ord. Carm. Sucederam-se então as fundações dos nossos conventos: em 1584 o Convento de Olinda/PE, em 1589 o de Santos/SP, em 1590 o do Rio de Janeiro/RJ, em 1594 ode São Paulo/SP, em 1608 ode Angra dos Reis/RJ, em 1627 o de Mogí das Cruzes/SP, em 1622 o de Vitória/ES, e em 17180 de ltú/SP.

Leia mais clicando aqui e prepare-se para o encontro no próximo sábado pelo link:

https://us02web.zoom.us/j/82037918718?pwd=Ump0M1MzazIveDNiSTQ0OHJQaVNqUT09

 

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Noviços fazem a primeira profissão, no próximo domingo, em Mogi das Cruzes https://soucatequista.com.br/novicos-fazem-a-primeira-profissao-no-proximo-domingo-em-mogi-das-cruzes/ https://soucatequista.com.br/novicos-fazem-a-primeira-profissao-no-proximo-domingo-em-mogi-das-cruzes/#respond Tue, 05 Jan 2021 12:34:27 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10225  

A Província Carmelitana de Santo Elias, juntamente com os Comissariados do Paraná e da Venezuela, realizará, no dia 10 de janeiro, às 8h30min, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Mogi das Cruzes (SP), a cerimônia de Profissão Temporária dos noviços que manifestarão, publicamente, sua adesão radical ao seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Presidida pelo Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., a celebração contará, ainda, com a presença de confrades, e será transmitida pelo canal da paróquia no YouTube (youtube.com/paroquiacarmomogi), e pela página @carmelitasmogidascruzes, no Facebook.

Farão a Profissão Temporária os seguintes frades:

Frei Alberto Henrique Ferreira Marini, O. Carm.

Frei Alejandro José Castejón Gonzalez, O. Carm.

Frei Christiam de Faria Rosas, O. Carm.

Frei Gabriel Job Rodrigues da Silva, O.Carm.

Frei Luis Felipe Aldana Hernández, O.Carm.

Frei Paulo Alves de Oliveira, O. Carm.

 

Reze conosco pelas vocações:

Ó Maria, mãe e inspiração de todos os que seguem Jesus na vida religiosa e sacerdotal, apresenta a Deus esta nossa súplica. A Ordem do Carmo, que sempre olhaste com especial carinho, deseja servir a Igreja pela consagração de seus religiosos e pela dedicação de seus operários. “A messe é grande e poucos são os operários”. Por isso, pedimos que se apresentem novos vocacionados, impelidos pelo Espírito Santo, para abraçarem o ideal carmelitano na vida leiga, religiosa e sacerdotal. Acolhe, pois, esta nossa prece e interceda por nós, a fim de que o povo de Deus possa alegrar-se pelo exemplo de inúmeros jovens que deem testemunho de Jesus Cristo sob o impulso do Carisma Carmelitano. Amém.

Mãe e esplendor do Carmelo…

Rogai por nós!

 

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Regional Sul 1 da CNBB: Comissão Justiça e Paz toma posse na Basílica de Nossa Senhora do Carmo https://soucatequista.com.br/regional-sul-1-da-cnbb-comissao-justica-e-paz-toma-posse-na-basilica-de-nossa-senhora-do-carmo/ https://soucatequista.com.br/regional-sul-1-da-cnbb-comissao-justica-e-paz-toma-posse-na-basilica-de-nossa-senhora-do-carmo/#respond Mon, 19 Oct 2020 20:10:42 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9870  

Na tarde do último sábado, dia 17 de outubro, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, na Bela Vista (SP), acolheu a posse da Comissão Justiça e Paz (CJP), do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Estado de São Paulo.

A Missa foi presidida pelo bispo de Mogi das Cruzes e presidente do Regional, Dom Pedro Luiz Stringhini, e concelebrada por: Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar de São Paulo e secretário do Regional; Dom Julio Endi Akamine, arcebispo de Sorocaba e referencial para a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora do Regional; Dom Eduardo Vieira, bispo auxiliar de São Paulo; Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo de Itapeva; Dom Reginaldo Andrietta, bispo de Jales; Frei Thiago Borges Isidoro, pároco da Basílica de Nossa Senhora do Carmo; entre outros sacerdotes presentes.

A Celebração Eucarística contou ainda com a participação de autoridades civis, e fiéis da Basílica. Nuno Coelho, membro titular da Comissão Justiça e Paz, também esteve na Igreja e dirigiu sua saudação à comissão.

Homilia

Durante a homilia, Dom Pedro Luiz Stringhini recordou o Dia Mundial das Missões, celebrado no domingo (18), e ressaltou a gênese da dimensão sociotransformadora da Igreja.

“A fome e a sede de justiça impulsiona a Igreja a evangelizar a partir dos pobres, com os olhos fixos em Jesus. Da compaixão e da misericórdia do coração de Cristo decorre a dimensão sociotransformadora da missão da Igreja”, afirmou.

Situando ao contexto litúrgico a atualidade da mensagem do Evangelho, o bispo de Mogi das Cruzes recordou:

“A mensagem de Jesus se aplica à realidade atual. Sua sabedoria ilumina, como diz São Paulo, “a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança” (cf 1Ts 1,3), pois, segundo o mesmo apóstolo Paulo: “o evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força do Espírito Santo” (1Ts 1,5)”.

Dom Pedro Luiz Stringhini destacou que “as Comissões de Justiça e Paz – em nível nacional, regional ou diocesano – estão na linha de frente do testemunho profético da missão da Igreja”. O bispo reforçou, ainda, que a “Comissão Justiça e Paz do Regional Sul 1, empossada nessa celebração, compromete-se com questões emblemáticas a serem enfrentadas com coragem, firmeza e altivez, quais sejam:

1) Questões ligadas aos direitos humanos: pobres, minorias, presos, população de rua, desempregados;

2) O Pacto pela vida e pelo Brasil (da CNBB), propondo “o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”.

3) O Pacto educativo global proposto pelo Papa Francisco, com vistas a colocar a pessoa no centro de cada processo educativo, dando voz às crianças, adolescentes, jovens e tendo a família como primeiro e indispensável sujeito educador. Para o Papa, é importante educar para o acolhimento, abrindo-nos aos mais vulneráveis e marginalizados.

4) A Economia de Francisco (realmar ou reanimar a economia), que busca encontrar formas de compreender a economia, a política, o crescimento e o progresso, na perspectiva duma ecologia integral, isto é, guardar e cultivar a nossa casa comum, protegendo-a da exploração dos seus recursos, adotando estilos de vida mais sóbrios.

5) A Encíclica “Fratelli Tutti”, sobre a “fraternidade universal”. Ela “nos mostra novos caminhos de humanização da vida, através da fraternidade e amizade social. Seguindo Jesus Cristo e o exemplo do Santo de Assis, o Papa Francisco nos anima a construir uma vida ‘com sabor de Evangelho’, com simplicidade e alegria, como irmãos dos pobres e da natureza. O Papa nos convoca também a comunicar o amor gratuito de Deus sem impor doutrinas, mas indo ao encontro do outro” (mensagem da presidência do CELAM).

Por fim, Dom Pedro Luiz Stringhini entregou o documento de nomeação e posse a Frei Marcelo Toyansk, OFMCap, Assessor eclesiástico da CJP; e Murilo Gaspardo, Coordenador da CJP.

“Nosso agradecimento aos bispos pela confiança em nosso trabalho enquanto missão desta comissão, que tem por compromisso fundamental a construção da Paz a partir da defesa e da garantia dos direitos humanos”, disse Gaspardo.

Componentes da Comissão Justiça e Paz (CJP) do Regional Sul 1 da CNBB

Dom Pedro Luiz Stringhini, Presidente do Regional Sul 1 da CNBB e Bispo Referencial da Comissão

Frei Marcelo Toyansk, OFMCap, Assessor eclesiástico da CJP

Murilo Gaspardo, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP – Campus de Franca, Coordenador da CJP

Antônio Funari, Advogado, Militante de Direitos Humanos, Ex-ouvidor da PM e Presidente da CJP Arquidiocese de SP

Ana Sueli Ferreira, Militante de Direitos Humanos e Servidora Pública Federal

Antônio Carlos Malheiros, Desembargador

Padre Arlindo Dias, Congregação do Verbo Divino

Padre Gianfranco Archives, Assessor Nacional da Pastoral Carcerária

Luiza Andreza Camargo de Almeida, Diocese de Ourinhos, Pastoral da Juventude

Maria Victoria Benevides, Comissão Arns

Maria Auxiliadora Arantes, Diretora do Instituto Sedes Sapientiae

Maria Cândida de Paula Thomaz de Sousa, Advogada, Negra, Vice-Coordenadora da Pastoral Afro Regional

Irmã Maria da Penha de Oliveira, JPIC/CRB

Mario Francisco de Quinto Junior (CPT), Sociólogo

Matheus Rafael de Almeida, Professor de Matemática/Pastoral da Juventude de Santa Ernestina

Mônica Lopes, Coordenadora Estadual da Fé e Política

Vidal Serrano Nunes Júnior, Diretor da Faculdade de Direito da PUC-SP

Pastor Jair Alves, Igreja Metodista

Clique aqui e leia a homilia completa de Dom Pedro Luiz Stringhini

Fonte: Da redação, com Regional Sul 1

Fotos: Luciney Martins/O São Paulo

 

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Comunidades Carmelitanas celebram o Dia de Nossa Senhora do Carmo https://soucatequista.com.br/comunidades-carmelitanas-celebram-o-dia-de-nossa-senhora-do-carmo/ https://soucatequista.com.br/comunidades-carmelitanas-celebram-o-dia-de-nossa-senhora-do-carmo/#respond Fri, 17 Jul 2020 20:00:35 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9404  

Com manifestações de fé e amor à Virgem Santíssima, devotos e fiéis celebraram, com grande alegria e entusiasmo, no dia 16 de julho, a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. A ocasião marcou também a comemoração dos 300 anos da ereção canônica da Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE), que testemunha, há três séculos, a jovialidade e a vitalidade do Carmelo. Missas, novenário, carreata e transmissões online marcaram os festejos em todas as comunidades carmelitanas que compõem a Província nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Tocantins e Rio Grande do Sul. Além de participar da Santa Missa, os fiéis puderam realizar atos de devoção e receber a imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, dando testemunho público de sua fé não só presencialmente nos conventos, igrejas e paróquias, mas também através das redes sociais.

Mogi das Cruzes

No dia dedicado à Flor do Carmelo, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Mogi das Cruzes (SP) celebrou missas durante todo o dia. Em colaboração com o site ‘Carmelitas’, o jornalista Felipe Abreu entrevistou o mestre de noviços e pároco, Frei Alan Fábio Soares, O.Carm. O frade carmelita testemunhou o sentimento de celebrar a festa da Padroeira juntamente com as comemorações dos 300 anos da Província:

“A celebração deste ano foi bastante atípica porque com a pandemia tivemos uma redução do número de participação de fiéis, mas, ainda assim, não deixamos de celebrar. Mesmo com algumas restrições os devotos de Nossa Senhora vieram participar conosco e demonstraram seu amor a Nossa Senhora do Carmo. (…) A Província sempre está presente no meio do povo de Deus. Seja quando um frade carmelita celebra a Eucaristia, proclama a Palavra, realiza obras sociais… E é assim que nós vamos continuar. Se até aqui Deus nos conduziu e nos acompanhou por intercessão de Nossa Senhora do Carmo, daqui pra frente Ela também haverá de nos acompanhar e interceder por nós; e Cristo nos ajudar a viver, cada vez mais, a fidelidade a Ele e ao nosso carisma de sermos carmelitas, de vivermos na fraternidade, na oração e na contemplação. Que esta data seja uma oportunidade para renovarmos o nosso compromisso com o Pai e, assim, continuar contribuindo com a Ordem do Carmo e também com o Reino de Deus”, desejou Frei Alan Fábio.

São Paulo

No dia 16 de julho, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, celebrou missas ao longo do dia. O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Carlos Lema Garcia, presidiu a Santa Missa das 12h. O pároco, Frei Thiago Borges, O.Carm., destacou esse Ano Jubilar da Província Carmelitana de Santo Elias como sinal de graça e esperança.

“De graça porque Deus caminha ao nosso lado e utiliza de nós para escrever a sua história no coração do povo que nos é confiado e de esperança porque consciente da nossa fragilidade, sabemos que independente do futuro, o Senhor continua vocacionando homens e mulheres para se consagrar na Ordem do Carmo para viver em obséquio de Jesus servindo a comunidade. Foi através da fragilidade e fadiga de homens e mulheres que o Senhor escreveu e continuará escrevendo a historia de evangelização da Palavra de Deus e propagando a devoção à Virgem do Carmo nas mais diversas realidades da Província Carmelitana de Santo Elias”, afirmou.

Itu

Em unidade com o Bispo Diocesano de Jundiaí, Dom Vicente Costa, que após observar o Plano São Paulo de Flexibilização, anunciado pelo Governo do Estado, determinou que as paróquias permanecessem fechadas, os frades carmelitas da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Itu (SP), Frei Sílvio Ferrari, O.Carm., e Frei Clóvis Nascimento, O.Carm., decidiram realizar a Missa em honra à Padroeira sem a presença dos fiéis. A celebração, transmitida ao vivo pelo YouTube, marcou também a posse de Frei Sílvio Ferrari como Reitor da Igreja. A Eucaristia foi presidida por Dom Vicente Costa, e concelebrada pelos padres Sonsine, Adriano e Francisco, pároco da Matriz Nossa Senhora da Candelária.

“Foi uma grande graça de Deus tomar posse no dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo. Peço a todos que rezem por mim em minha nova missão”, disse Frei Sílvio.

Brasília

Os fiéis do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Brasília (DF), também comemoraram o dia dedicado à Padroeira com muita alegria e entusiasmo. Com todas as medidas de segurança e de prevenção à Covid-19 adotadas, Missas foram celebradas e um drive-thru com comidas típicas foi montado para animar, ainda mais, os devotos da Virgem do Carmo. O pároco, Frei João Carlos Dias, O.Carm., falou sobre a importância da fé e do escapulário.

“Quando nós usamos o escapulário e nos revestimos com ele, com esse hábito de Nossa Senhora, temos a fé de que ela está sempre conosco, protegendo a Ordem do Carmo e todos aqueles que têm essa devoção por Nossa Senhora do Carmo, mas, de modo geral, por Maria. Estamos vivendo este momento delicado de pandemia, mas não podemos perder a esperança e a fé, por isso, hoje, voltamos os nossos olhos e os nossos corações para Nossa Senhora acreditando que, pedindo com fé, ela intercederá a Jesus por todos nós”, concluiu Frei João Carlos.

Fotos: Pastorais da Comunicação

 

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