paciência – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 31 Jul 2015 15:13:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png paciência – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Quais são os frutos da espera? https://soucatequista.com.br/quais-sao-os-frutos-da-espera/ https://soucatequista.com.br/quais-sao-os-frutos-da-espera/#respond Fri, 31 Jul 2015 15:13:24 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=58792

Felicidade é ter algo que fazer, ter algo que amar e algo que esperar.” (Aristóteles)

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A espera é o tempo que não engana; ela acontece na certeza da esperança. Isso pode ser algo concreto ou enigmático, ou seja, algo que vai além da razão humana.

Esperar é a atitude do sábio. Ele mostra equilíbrio, moderação e sensatez, e uma das principais virtudes dele é a paciência. Aguardar em silêncio demonstra a sabedoria e a confiança de quem deseja a vitória. Esperar é ter fé.

O tempo da espera é a estruturação da maturidade, o crescimento do conhecimento e da experiência. O tempo é o mestre que ensina sem corromper e por nada é corrompido.

É tão difícil, às vezes, ter de esperar tanto tempo para o plano de Deus se desenrolar. Alguma vez, você já sentiu que pode morrer antes que determinada situação melhore ou se resolva? No entanto, “o Senhor Deus não retarda a sua promessa – embora alguns a considerem demorada” (2Pe 3,9). “Se ele aparentemente atrasa, espere n’Ele, e ele certamente virá, e não tardará (Heb 2,3).

Como podemos esperar por algo de que precisamos tão urgentemente? Algo que sabemos, com certeza, ser da vontade de Deus; e mais, algo que nós simplesmente não podemos viver mais um dia sem ter? Devemos esperar com paciência e confiança, não reclamando nem murmurando. Fazer o contrário seria insultar Deus, demonstrando falta de fé na Sua capacidade de resolver ou entregar o prometido. Renovemos a nossa força em ‘esperar’ no Senhor (Is 40,31).

A palavra hebraica traduzida como ‘esperar’ ou ‘esperança’ de Isaías 40,31 pode significar algo como torcer juntos, como os fios de uma corda que estão interligados. Em nossa espera, então, devemos nos envolver em torno do Senhor Deus e Ele se envolverá em torno de nós. Quando as forças desanimadoras nos puxam, nós não ficamos separados do Senhor. Em vez disso, como os fios de uma corda, nós e o Senhor somos puxados com mais força juntos e crescemos em força. Nós nunca “chegaremos ao fim da nossa corda”, porque o Senhor nos tem amarrado firmemente em sua presença. “Não vos deixeis abater pelo desânimo” (Hb 12,3). Mantenha-se focado em Jesus (Hb 12,2) e confiante em Deus. Nem se mova um centímetro sequer para fora da sua posição de esperança. “Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa” (2 Jo 8).

Afirma São Pedro Damião: “Que a esperança da alegria o reanime, de tal modo que o seu espírito esqueça os sofrimentos exteriores e anseie com entusiasmo pelo que contempla”. São João Bosco disse: “Depositemos nossa confiança em Deus e vamos para frente sem medo”.

Esperar é alcançar com certeza. Esperança, confiança e fé são substância da pessoa iluminada, abençoada e amada por tamanha vitória em Deus!

Padre Inácio José do Vale,
Canção Nova

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O que fazer para educar bem? https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/ https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/#respond Fri, 16 May 2014 12:03:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41956 socialTodos nós estamos chamamos a ser pastores. Todos nós temos a missão de acompanhar alguém em nossa vida. Somos pais de família, pais e mães espirituais, professores, educadores, chefes em nossas profissões, assumimos algum cargo, alguma tarefa na paróquia etc.

Todos nós, em algum momento da vida, seremos pastores e guiaremos outros. E precisaremos assumir o papel de pai ou mãe. Teremos de educar, acolher, acariciar, abrir horizontes, carregar o mais fraco, servir, perguntar-nos sobre o que há no coração daqueles a quem amamos.

Nossa tarefa será refletir, com nossa vida, com nosso amor, o rosto paternal de Deus. Observaremos o Bom Pastor para seguir seus passos. Por isso, jamais deixaremos buscar educar a nós mesmos, para poder assim educar melhor.

Tentaremos ser dóceis a Deus, para que Deus torne nossa entrega fecunda. Parece simples quando se escreve, mas não é.

Percebemos nossas fraquezas, palpamos nossas feridas, sentimos a fragilidade em nossa vida.

Falta-nos humildade para colocar-nos em segundo plano. Falta-nos paixão para educar com amor, não só com ideias. Falta-nos liberdade, para não exigir fidelidade e só dar sem esperar nada.

Falta-nos generosidade para não querer estar no centro, buscando o aplauso. Falta-nos paciência, para não esperar que a vida cresça com força e rapidamente. Falta-nos alegria, para não nos desesperarmos quando a vida não for como gostaríamos.

Ainda não aceitamos que a vida sempre cresce lentamente, de dentro para fora. A vida verdadeira tem seus tempos, seus prazos. Não podemos forçar a vida, esperado que perdure no tempo.

A natureza é sábia e cresce lentamente Os processos da alma exigem tempo. Tudo cresce no ritmo de Deus, do interior para o exterior.

Não educamos com moldes, mas com a vida. A partir da natureza daquele que Deus nos confiou. Este processo exige paciência, tempo. Sobretudo, exige muito amor. Porque o amor é o que transforma.

Como dizia São Tomás de Aquino: “Nós não somos bons porque amamos Deus, mas é Ele que, ao amar-nos, nos torna bons”. O amor é assim: transforma, educa, extrai o melhor de nós.

Ao amar-nos, Deus nos torna melhores. Ele se comove, como o pastor diante da ovelha perdida. Ele se comove diante da nossa fragilidade.

Santa Teresinha disse que “o que agrada Deus não são meus desejos de ser mártir, mas meu amor à minha pequenez e à minha pobreza, e que confie cegamente em sua misericórdia. O simples desejo de recebê-lo é suficiente, mas é necessário consentir em permanecer sempre pobre e sem força – e aí está a dificuldade”.

É assim como o Pastor nos ama. Ele não procura o lobo, porque o lobo não se deixa amar a partir do seu poder; o lobo se sente forte e acha que não precisa do Pastor; foge dele, não o ama, ataca-o.

A ovelha, em sua fraqueza, precisa da força do Pastor, dos seus braços poderosos, das suas pernas ágeis. Ela sabe que, ainda que ele esteja longe, virá buscá-la. Não deixará que ela caia nas garras dos lobos.

Queremos ser ovelhas para precisar do Pastor. Não queremos ser lobos, que não se sentem fracos e acham que não precisam da ajuda de ninguém.

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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