padrinhos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 30 Jan 2017 18:16:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png padrinhos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Padrinhos, pais segundo Deus https://soucatequista.com.br/padrinhos-pais-segundo-deus/ https://soucatequista.com.br/padrinhos-pais-segundo-deus/#respond Mon, 30 Jan 2017 18:16:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78167 O Dia do Padrinho é celebrado anualmente em 30 de janeiro. Mesmo existindo diversas ocasiões em que os padrinhos podem representar as suas funções de “protetor”, esta data homenageia predominantemente os padrinhos de batismo, que são considerados como “segundos pais” dos seus afilhados. Mas você sabe o real papel de apadrinhar alguém e quando a tradição surgiu?

O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século quarto, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica, preservando-os dos erros que pululavam na comunidade. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos santos apóstolos.

O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é “de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus”. Assim se expressava também o Pastor Angelicus na Encíclica Mystici Corporis. Segundo Pio XII, os padrinhos e madrinhas “ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade”.

As palavras do venerável Papa são um verdadeiro alento, além de um sutil, porém necessário, puxão de orelha. Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto “uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela.”Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece tarefa imprescindível.

O Código do Direito Canônico dispõe algumas normas para que se escolha o padrinho do batizando. Em primeiro lugar, obviamente, exige-se que “seja católico, confirmado e já tenha recebido a Santíssima Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar”.Depois, que “não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada ou declarada”. Ora, ao contrário do que possa parecer, não são regras absurdas. Como dito anteriormente, aos padrinhos cabe a missão de “assistir na iniciação cristã” e “esforçar-se por que o batizado viva uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes”.

Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o “homem velho” e nasce o “homem novo”. E como verdadeiros pais, têm o grave dever de transformar seus filhos em soldados de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Divorciados novamente casados: um desafio para as comunidades cristãs https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/ https://soucatequista.com.br/divorciados-novamente-casados-um-desafio-para-as-comunidades-cristas/#respond Tue, 29 Apr 2014 13:43:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41299 topic“Quando deixa seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher, tonar-se uma só carne e seguir adiante, e este amor falha (porque muitas vezes ele falha), precisamos sentir a dor do fracasso, acompanhar essas pessoas que vivenciaram este fracasso no amor. Não condenar! Caminhar com elas!” (Papa Francisco)

A atenção pastoral a quem se encontra em uma situação matrimonial difícil, especialmente os que voltaram a se casar, não é uma preocupação nova para a Igreja Católica, pelo contrário: é um problema complexo que sempre foi tratado com seriedade e que atualmente se tornou uma urgência, devido ao aumento dos divórcios e dos casais que vivem em união livre.

As comunidades cristãs têm o grande desafio de abrir-se àqueles casais que estão unidos pelo sacramento do matrimônio, mas também àqueles que receberam este sacramento, se divorciaram e voltaram a se casar, para mostrar-lhes a vida de fé, esperança, caridade e união que a Igreja lhes oferece.

Os últimos papas mostraram sua preocupação diante da dor dos que sofrem o fracasso do projeto do seu amor conjugal. O Papa João Paulo II destacou que “estes homens e mulheres precisam saber que a Igreja os ama, que não está longe deles, que sofre pela sua situação. Os divorciados novamente casados são e continuam sendo membros seus, porque receberam o Batismo e conservam a fé cristã”.

Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias de 2012, também explicou que “este problema é um dos grandes sofrimentos da Igreja de hoje. E não temos receitas simples”, destacando a importância de dizer a estas pessoas que “a Igreja as ama, e elas precisam ver e sentir este amor”.

Este tema também é foco da atenção do Papa Francisco, que convida a Igreja a caminhar com as pessoas divorciadas, a sentir dor junto delas pelo fracasso em seu amor; e convocou para o próximo mês de outubro um sínodo de bispos sobre o tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, que inclui o desafio da atenção pastoral aos divorciados novamente casados.

O Catecismo da Igreja Católica pede respeito aos divorciados novamente casados que conservam sua fé e desejam educar seus filhos no cristianismo, e pede aos padres e a toda a comunidade que os acolham, para que não se sintam separados da Igreja.

Em sua exortação apostólica “Familiaris consortio”, o Papa João Paulo II comenta que a pastoral dos divorciados precisa acompanhar este grupo de casais na caridade, levando em consideração que alguns aspectos, como o da indissolubilidade, não os impede de ser membros do povo de Deus e de receber graças.

É verdade que tais pessoas não podem receber a comunhão sacramental nem exercer certas responsabilidades eclesiais (ser padrinhos, exercer ministérios litúrgicos estáveis ou ser catequistas), mas podem participar da comunhão espiritual, da oração e das obras de caridade.

Os agentes que realizam ações a favor dos divorciados novamente casados precisam manifestar-lhes a misericórdia de Deus com uma mensagem de motivação e esperança, e mostrar-lhes que eles continuam ocupando um lugar no coração da comunidade cristã.

A empatia para com os casais em situação matrimonial irregular precisa ser vivida na caridade. Muitos desses casais se sentam afastados, separados e inclusive rejeitados pela Igreja. Evidentemente, isso não pode ser assim. A Igreja é mãe e nunca rejeitará seus filhos.

É necessário que haja uma atitude de respeito e abertura a todos os casais que se encontram nesta situação; as paróquias podem organizar um serviço personalizado para acolher todos os casais que precisem de orientação para consolidar sua unidade e sua fé.

Os casais de divorciados novamente casados são chamados a participar da missão pastoral da Igreja e, ao mesmo tempo, estendê-la ao âmbito familiar, social e laboral:

– Prestar apoio e favorecer a evangelização dos membros da sua família e das pessoas com quem convivem (amigos, colegas de trabalho etc.).

– Tentar ser sempre um exemplo de vida cristã, motivando outros casais a se aproximar de Deus.

– Dar aos seus filhos uma educação cristã e colaborar com sua escola.

– Proporcionar aos noivos sugestões para preparar-se da melhor maneira possível para o matrimônio, advertindo-os sobre os erros cometidos por eles, que levaram à separação e à dor de romper o sacramento do matrimônio.

– Oferecer apoio a outras instituições, como hospitais, fundações, asilos etc., de acordo com as possibilidades de cada um.

Por Desde la Fede via Aleteia

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