Pais – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 30 Jan 2017 18:16:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Pais – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Padrinhos, pais segundo Deus https://soucatequista.com.br/padrinhos-pais-segundo-deus/ https://soucatequista.com.br/padrinhos-pais-segundo-deus/#respond Mon, 30 Jan 2017 18:16:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78167 O Dia do Padrinho é celebrado anualmente em 30 de janeiro. Mesmo existindo diversas ocasiões em que os padrinhos podem representar as suas funções de “protetor”, esta data homenageia predominantemente os padrinhos de batismo, que são considerados como “segundos pais” dos seus afilhados. Mas você sabe o real papel de apadrinhar alguém e quando a tradição surgiu?

O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século quarto, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica, preservando-os dos erros que pululavam na comunidade. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos santos apóstolos.

O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é “de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus”. Assim se expressava também o Pastor Angelicus na Encíclica Mystici Corporis. Segundo Pio XII, os padrinhos e madrinhas “ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade”.

As palavras do venerável Papa são um verdadeiro alento, além de um sutil, porém necessário, puxão de orelha. Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto “uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela.”Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece tarefa imprescindível.

O Código do Direito Canônico dispõe algumas normas para que se escolha o padrinho do batizando. Em primeiro lugar, obviamente, exige-se que “seja católico, confirmado e já tenha recebido a Santíssima Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar”.Depois, que “não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada ou declarada”. Ora, ao contrário do que possa parecer, não são regras absurdas. Como dito anteriormente, aos padrinhos cabe a missão de “assistir na iniciação cristã” e “esforçar-se por que o batizado viva uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes”.

Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o “homem velho” e nasce o “homem novo”. E como verdadeiros pais, têm o grave dever de transformar seus filhos em soldados de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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A importância de dizer “não” aos seus filhos https://soucatequista.com.br/a-importancia-de-dizer-nao-aos-seus-filhos/ https://soucatequista.com.br/a-importancia-de-dizer-nao-aos-seus-filhos/#respond Wed, 14 Oct 2015 14:02:26 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=67566 As crianças precisam enfrentar frustrações ainda quando pequenas, pois só assim vão aprender que a vida nem sempre vai ser como elas querem.

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Por um longo período divulgou-se a ideia de que dizer muitos “nãos” para uma criança poderia impactar negativamente na sua autoestima. E, de fato, isso é verdade, ao menos quando os pais oprimem a capacidade de resolução de conflitos dos pequenos, com frases do tipo: “Você não consegue”, “Não sabe”, “Não pode” (em se tratando de aptidão e não de permissão).

Atualmente, os pais estão sendo incentivados a dizerem mais “não” para seus filhos. O que mudou de lá pra cá, que agora pode o “não”? Muita coisa! Ambas as ideias, reforçar e repreender o ‘não’, são ideias bastante adequadas com as épocas nas quais foram disseminadas.

Se você é pai ou avô, lembre-se de como foi a sua infância, especialmente sobre o poder que as crianças tinham sobre os pais. As crianças até o meio do século passado eram tratadas como ”mini adultos”. Com o passar do tempo, a infância passou a ser considerada como uma fase que necessita de alguns cuidados especiais.

Hoje é possível encontrar vários livros com dicas e instruções para os pais sobre a melhor maneira de educar seus filhos. As crianças agora são o público alvo preferido dos publicitários, seja lá qual for a invenção: comida, brinquedo ou vestuário, logo que assistirem a propaganda na televisão, elas vão querer! E na maioria das vezes vão ter. Por mais que os pais saibam que não valerá a pena o custo/benefício, eles tendem a dizer sim pela culpa de não passarem muito tempo com seus filhos; pelo cansaço de escutar incessantes pedidos que, por vezes, são agressivos e acompanhados de choro; com medo que o filho “fique para trás” já que todos os coleguinhas já têm; entre outros motivos.

A verdade é que quando os pais dão tudo o que seus filhos pedem, estão compactuando para a criação de adultos imaturos e prepotentes. As crianças precisam enfrentar frustrações ainda quando pequenos, só assim vão aprender que a vida nem sempre vai ser como elas querem. As crianças necessitam de limites, precisam de pais que as cuidem e amem o suficiente para lhes dizer ”não” quando for preciso, e que permitam, em uma eventual queda, que se levantem sozinhas quando forem capazes de fazerem isso sozinhas.

Filhos não serão bebês para sempre, e se não aprenderem a escutar os “nãos” em casa, vão ser pessoas desagradáveis, com dificuldades para se colocarem no lugar do outro. As crianças de hoje em dia precisam de menos aparelhos tecnológicos e mais atenção. Lembrem-se, pais: vocês têm que saber o que é melhor para suas crianças, não elas mesmas.

 

Aleteia,
com Psiconlinews

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Por que batizar o bebê e não esperar que ele(a) escolha quando for maior? https://soucatequista.com.br/por-que-batizar-o-bebe-e-nao-esperar-que-elea-escolha-quando-for-maior/ https://soucatequista.com.br/por-que-batizar-o-bebe-e-nao-esperar-que-elea-escolha-quando-for-maior/#respond Wed, 09 Jul 2014 17:00:54 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43370 topic (1)Por que é melhor para batizar uma criança ainda bebê? Não é melhor que ela mesma “escolha” quando crescer? (Pergunta via FB)

A questão é importante, porque se trata de uma crítica que é bastante difundida. A resposta aborda dois aspectos, um antropológico, ou seja, sobre quem e como é o ser humano; e outro especificamente cristão.

Sobre o primeiro, hoje em dia é comum encontrar uma visão fortemente individualista do homem, cujo ideal é o homem autônomo, que faz e decide tudo sozinho. Isso tem consequências na educação, pois se busca não incutir uma moral, e nem mesmo o sentido das coisas. O construtivismo, como é chamada essa tendência na educação, pretende limitar-se a fornecer informações para que a criança dê um sentido próprio ao que vê, e vá selecionando as suas próprias convicções, inclusive éticas. Cada um faria o seu próprio sistema de valores. Pode parecer uma teoria atraente, mas na realidade é insustentável. Os seres humanos precisam aprender, e não apenas uma informação “bruta”, mas o sentido que as coisas têm. E precisam aprender a se comportar, não apenas na teoria. Portanto, precisam ser educados. Pela própria natureza, os primeiros e principais responsáveis pela educação são os pais. E nenhum pai vai até a criança e lhe diz para parar de responder “obrigado” quando lhe dão algo, argumentando que a gratidão é um valor ético que ela deverá escolher para si quando for mais velha.

Não se espera que se torne adulto para incutir essas virtudes, simplesmente porque não se pode esperar. Seguindo o exemplo anterior, se você esperar, quando essa criança for mais velha, verá que ela já se tornou uma ingrata difícil de mudar. O exemplo foi colocado de propósito, porque é isso que muitas vezes experimentam os pais que, por qualquer razão, abdicaram de educar os seus filhos: o filho não mostra a menor gratidão a seus pais por terem lhe dado a vida nem por e todos os esforços e sacrifícios que fizeram por ele. Não há, neste caso, possível neutralidade, também não há no que se aprende: ou Hitler foi um fenômeno que não desejamos, ou as suas ideias são só mais uma opção possível.

A fé católica tem algo importante para contribuir nessas considerações. A verdade é que todos nós sabemos que fazer o bem requer esforço, enquanto que para fazer o mal basta se deixar levar. O homem não é nem anjo, nem demônio, isso está claro. Mas, em sua humanidade, tem uma certa deterioração, sem for impedido de fazer o bem, muitas vezes se inclina para o mal. Isso é fácil de ver, mas não de explicar. A explicação dada pela fé é chamada de pecado original. Não é um pecado no sentido usual da palavra, mas as consequências negativas da rejeição hereditária que o homem fez a Deus no início de sua existência (usando termos modernos, esse pecado consistiu em querer total autonomia de Deus).

A primeira razão para batizar uma criança é que o Batismo suprime o pecado original. É verdade que não acaba com todas as suas consequências, pois essa tendência para o mal persiste, mas o Batismo as amortece e, abrindo a porta para a graça divina, faz com que seja possível ter alguns meios eficazes para superá-lo.

Quando se fala de adiar o Batismo até uma idade em que a criança possa escolher, estamos implicitamente incluindo a recusa de educar na fé, que é algo que se exige dos pais como requisito indispensável. E já se mencionou aqui que a neutralidade é utópica. Se os pais abrem mão de transmitir aos filhos as suas convicções, acabam descobrindo que outros com menos escrupulosos fizeram isso no seu lugar. Ninguém está em uma posição neutra, livre de influências, e também as crianças precisam de modelos humanos para seguir. Se elas não encontrarem em casa, vão olhar para fora. Com essa atitude, o que os pais têm feito é deixar a criança vulnerável a qualquer grupo ou ideologia religiosa, alguns dos quais não são nada recomendados, por sinal.

Qualquer pai e mãe não desnaturados buscam o melhor para seus filhos. O Batismo faz da pessoa que o recebe um filho de Deus e dá a graça – exceto perante a rejeição voluntária –, que leva para o céu. Para alguém com uma fé genuína, você não pode encontrar algo melhor para dar à criança. Quando isso não for feito, os pais teriam que ver se sua fé é realmente uma convicção, ou apenas uma mera opinião, com pouco impacto em sua vida. Eles também devem ver se sabem o que significa o Batismo, que é algo que vai muito além de uma cerimônia de iniciação na Igreja.

Quase tudo discutido aqui pode ser encontrado resumido no número 1.250 do Catecismo da Igreja Católica, que se expressa nos seguintes termos: “nascidas com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, as crianças também têm necessidade do novo nascimento no Batismo para serem libertas do poder das trevas e transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, a que todos os homens são chamados. A pura gratuidade da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. Por isso, a Igreja e os pais privariam, a criança da graça inestimável de se tornar filho de Deus, se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do seu nascimento”.

Mas a fé não deve ser acolhida livremente? Sim, claro, mas um simples olhar para a realidade indica que o Batismo não impede isso: a pessoa continua sendo livre para aceitar ou rejeitar a fé. O Catecismo menciona a liberdade dos filhos de Deus, o que a este propósito significa que o Batismo proporciona uma ajuda sobrenatural para que as decisões estejam menos influenciadas pelas consequências do pecado original – essa tendência a nos deixarmos levar pelo que não é bom – com a qual todos viemos ao mundo.

Por Julio De La Vega Hazas via Aleteia

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Os 3 desafios dos pais no século 21 https://soucatequista.com.br/os-3-desafios-dos-pais-no-seculo-21/ https://soucatequista.com.br/os-3-desafios-dos-pais-no-seculo-21/#respond Fri, 13 Jun 2014 14:06:09 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42716 topicAlém das funções tradicionais designadas aos homens como provedores do lar e figura paterna no desenvolvimento dos filhos, a vida do século 21 lhes confiou novas tarefas, que os levam a envolver-se mais ainda na família.

O papel do pai deu um giro positivo em muitos aspectos. No geral, o pai, hoje, tem as mesmas responsabilidades que a esposa no lar: está junto na criação dos filhos, faz compras, troca fraldas, ajuda nas tarefas escolares, transporta as crianças etc.

Isso se deve, em parte, à inclusão da mulher no mundo do trabalho, o que deu ao pai a possibilidade e obrigação de assumir novas funções dentro da família. As grandes beneficiadas desta mudança são, certamente, as esposas, ao trabalhar em equipe com seus maridos, filhos e a família inteira, como instituição e base da sociedade.

Por isso, dadas as circunstâncias da vida moderna, os homens têm algumas prioridades:

1. Uso do tempo

O equilíbrio entre família e trabalho é uma das maiores dificuldades dos pais. Muitos reclamam da falta de tempo para estar com os filhos, pois, na verdade, é algo que querem fazer. Frente a este desafio, vale a pena recordar a máxima: “Trabalhamos por eles e para eles, não os percamos no caminho”. Dessa maneira, a prioridade volta a ser a família, e o trabalho ocupa o lugar que lhe corresponde.

Além disso, é preciso revalorizar aquelas pequenas e cotidianas oportunidades (refeições, deslocamentos de carro, hora de dormir etc.) e tirar o maior proveito possível delas, estabelecendo, assim, uma comunicação mais íntima entre pai e filhos.

É preciso, além disso, que este seja um tempo de qualidade – o que se consegue apenas com vontade e dedicação. Por conseguinte, ao chegar em casa, é preciso desligar a televisão, guardar o celular e o tablete, e aproveitar os poucos minutos que se tem com as crianças, antes de que vão dormir.

2. Ser pai, não amigo dos filhos

Alguns pais modernos, na hora de educar os filhos, tentam mudar certos esquemas com os quais foram educados, e se propõem a cultivar uma relação mais próxima com eles, em especial com os meninos. Ainda que a intenção seja maravilhosa, isso não pode ser confundido com o desejo de ser “amigos” dos filhos.

Também é inconveniente assumir uma atitude que leva os pais a se comportarem como os filhos, tentando estar no seu nível quanto à moda, o léxico e o trato com os amigos dos filhos.

Vale a pena esclarecer que o compartilhar atividades com os filhos (ir a um jogo de futebol, levá-los às suas primeiras festas, jogar videogame com eles, ensinar-lhes a dançar) é um espaço primordial, próprio de uma relação de confiança, mas não de amizade.

3. Dar exemplo

O pai é a primeira referência masculina dos filhos, e sua função varia em relação ao filho ou filha.

Para as filhas, segundo explica a Dra. Meg Meeker, autora do livro “Pais fortes, filhas felizes”, o pai é o homem mais importante da vida da filha; a relação pai-filha a preparará para relacionar-se com os outros homens.

“As filhas observam os pais como falcões. Não somente observam como eles as tratam, mas também como tratam a mãe. Se veem que o pai abre a porta para a mãe, a ajuda a limpar a cozinha e tem paciência, levarão tudo isso ao seu próprio casamento e, queiram ou não, de maneira consciente ou inconsciente, reproduzirão este modelo. As filhas aprendem como devem ser tratadas ao ver como seus pais tratam suas mães.”

Quanto aos filhos, a função não é menos louvável. A figura do pai é determinante na transmissão do conceito de masculinidade aos filhos. É ele quem transmite o principal modelo a ser imitado e, conforme o observar, o filho adotará as condutas. Daí a transcendência disso, pois o pai é a referência. O filho precisa aprender do pai o papel que este exerce dentro da família, bem como as atividades relativas ao seu sexo.

É por isso que o bom ou mau exemplo dos pais é tão determinante. Sua grande influência na transmissão de regras e valores os tornam peças chaves na formação dos filhos.

Por LaFamilia.info via Aleteia

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Um Brasil de fé e de chuteiras https://soucatequista.com.br/um-brasil-de-fe-e-de-chuteiras/ https://soucatequista.com.br/um-brasil-de-fe-e-de-chuteiras/#respond Wed, 11 Jun 2014 13:48:27 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42638 copa“Quem te viu e quem te vê”, velho chavão que hoje podemos aplicar ao período chamado da Copa do Mundo no Brasil. Nunca se viu tanta bandeira, tantos símbolos pátrios, tanto verde e amarelo como agora. Será que seríamos capazes de expor os símbolos pátrios com a mesma garra, em tempos de inflação, em tempos de baixa estima política, em tempos de corrupção e gritar “eu te amo meu Brasil, eu te amo, mais que o futebol, mais que um mundial ou as olimpíadas que vêm aí”?

Eu te amo minha pátria e por ti dou a minha vida. Como dizia o literato Rui Barbosa: “A pátria é a família ampliada.”

Parece impossível ficar indiferente num momento tão bonito como a Copa do Mundo. Com certeza o sangue ferve, as emoções tomam conta da razão. Porém as emoções passam, o sangue volta a circular normalmente e o que fica é o gosto da vitória ou o amargo sabor da derrota.

Um Brasil de chuteiras passa e passa rápido. O verde e o amarelo vão continuar, na luta e no suor em garantir o pão nas mesas de cada dia. “Quando olho para o meu Brasil, posso ver um pedacinho de mim em cada cidadão. Eles são o que eu sou, e dividem o mesmo amor que eu divido, o amor do Brasil.” (Jean Lacerda)

Todos nós brasileiros e brasileiras vibramos pela seleção na disputa pela bola e o balançar das redes, acompanhados do grito amarrado na garganta, da vitória final. Porém, vamos vibrar e gritar também a vitória, quando seremos cuidados em hospitais de qualidade, com profissionais da saúde cuidando da vida como se cuida de um viveiro de orquídeas.

Vamos soltar gritos de campeões quando a educação for prioridade e os professores serem remunerados dignamente. Vamos sair pelas ruas empunhando bandeiras, quando os pobres e excluídos forem tratados com dignidade. Vamos mostrar o nosso patriotismo, não só cantando o hino nacional, em festas e inaugurações, mas fazer dele um programa de vida e de compromisso.

“A beleza brasileira pode ser vista nas pequenas coisas que habitam nosso lar. Nos sorrisos, na luta, na força e na persistência. Ser brasileiro é isso, é nunca desistir, é sempre ser feliz mesmo por baixo de um temporal” (Jean Lacerda).

Vamos aproveitar a Copa do Mundo para amar ainda mais o nosso Brasil e promover a solidariedade e o cuidado com os mais necessitados. Vejamos o que o Papa Francisco nos diz: “O dinheiro dever servir, e não governar! O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promove-los. Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano” (Papa Francisco).

Jamais desistir, nunca retroceder, buscar sempre, acreditar no melhor e jamais sentir-se sozinhos. A Pátria somos nós, a bandeira é o que nos une, no verde da esperança que não morre, no amarelo do ouro que brilha com o pão e a casa para todos, no azul do céu de brigadeiro que nos mostra o destino onde queremos e podemos chegar, nas estrelas formando a cruz no firmamento, indicando que ela é que dá sentido no caminho da vida. O Brasil com chuteira ou não, o gol da vitória depende de cada um de nós, em um mundial que terminará na eternidade.

Vamos torcer pela nossa seleção e vamos rezar para que também possamos vencer as nossas copas cotidianas desse país que precisa passar por uma grande transformação ética. E isso passa por mim, por você. Não se trata de cobrar e criticar apenas os políticos. A busca pela vitória ética passa, inclusive, pelos setores privados, pelas famílias, por você. Que Deus nos abençoe. Boa semana e boa Copa!

Por Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá (PR)

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O que fazer para educar bem? https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/ https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/#respond Fri, 16 May 2014 12:03:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41956 socialTodos nós estamos chamamos a ser pastores. Todos nós temos a missão de acompanhar alguém em nossa vida. Somos pais de família, pais e mães espirituais, professores, educadores, chefes em nossas profissões, assumimos algum cargo, alguma tarefa na paróquia etc.

Todos nós, em algum momento da vida, seremos pastores e guiaremos outros. E precisaremos assumir o papel de pai ou mãe. Teremos de educar, acolher, acariciar, abrir horizontes, carregar o mais fraco, servir, perguntar-nos sobre o que há no coração daqueles a quem amamos.

Nossa tarefa será refletir, com nossa vida, com nosso amor, o rosto paternal de Deus. Observaremos o Bom Pastor para seguir seus passos. Por isso, jamais deixaremos buscar educar a nós mesmos, para poder assim educar melhor.

Tentaremos ser dóceis a Deus, para que Deus torne nossa entrega fecunda. Parece simples quando se escreve, mas não é.

Percebemos nossas fraquezas, palpamos nossas feridas, sentimos a fragilidade em nossa vida.

Falta-nos humildade para colocar-nos em segundo plano. Falta-nos paixão para educar com amor, não só com ideias. Falta-nos liberdade, para não exigir fidelidade e só dar sem esperar nada.

Falta-nos generosidade para não querer estar no centro, buscando o aplauso. Falta-nos paciência, para não esperar que a vida cresça com força e rapidamente. Falta-nos alegria, para não nos desesperarmos quando a vida não for como gostaríamos.

Ainda não aceitamos que a vida sempre cresce lentamente, de dentro para fora. A vida verdadeira tem seus tempos, seus prazos. Não podemos forçar a vida, esperado que perdure no tempo.

A natureza é sábia e cresce lentamente Os processos da alma exigem tempo. Tudo cresce no ritmo de Deus, do interior para o exterior.

Não educamos com moldes, mas com a vida. A partir da natureza daquele que Deus nos confiou. Este processo exige paciência, tempo. Sobretudo, exige muito amor. Porque o amor é o que transforma.

Como dizia São Tomás de Aquino: “Nós não somos bons porque amamos Deus, mas é Ele que, ao amar-nos, nos torna bons”. O amor é assim: transforma, educa, extrai o melhor de nós.

Ao amar-nos, Deus nos torna melhores. Ele se comove, como o pastor diante da ovelha perdida. Ele se comove diante da nossa fragilidade.

Santa Teresinha disse que “o que agrada Deus não são meus desejos de ser mártir, mas meu amor à minha pequenez e à minha pobreza, e que confie cegamente em sua misericórdia. O simples desejo de recebê-lo é suficiente, mas é necessário consentir em permanecer sempre pobre e sem força – e aí está a dificuldade”.

É assim como o Pastor nos ama. Ele não procura o lobo, porque o lobo não se deixa amar a partir do seu poder; o lobo se sente forte e acha que não precisa do Pastor; foge dele, não o ama, ataca-o.

A ovelha, em sua fraqueza, precisa da força do Pastor, dos seus braços poderosos, das suas pernas ágeis. Ela sabe que, ainda que ele esteja longe, virá buscá-la. Não deixará que ela caia nas garras dos lobos.

Queremos ser ovelhas para precisar do Pastor. Não queremos ser lobos, que não se sentem fracos e acham que não precisam da ajuda de ninguém.

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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Pais, a hora é agora! https://soucatequista.com.br/pais-a-hora-e-agora/ https://soucatequista.com.br/pais-a-hora-e-agora/#comments Tue, 16 Apr 2013 20:19:37 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=32327 A cada ano que se inicia temos a oportunidade de dar um novo sentido, uma nova direção aos nossos ideais e sonhos, como se fosse o surgimento da esperança de um novo tempo que pode ser vivido cada vez melhor. Assim como a vida, também a formação espiritual e cristã dos filhos e dos pais deve estar em contínua reciclagem, atualização e renovação, na certeza de que os passos que são dados hoje são calcados na segurança dos passos de Cristo.

Introduzir a criança na fé é ensiná-la a caminhar de mãos dadas com Jesus, com confiança e segurança, e isso deve acontecer desde muito pequena, nas orações diárias ao acordar e ao se deitar, antes de se alimentar ou outras vezes ao dia.

Rezar ou voltar-se para Deus em vários momentos é muito importante, principalmente desde a primeira infância, afinal, tudo o que acontece de bom é por graça do próprio Deus, e estar em contato com Ele através da oração é uma forma de reconhecera providência divina agindo no dia a dia. Por isso, cada vez que a criança agradece ao Papai do céu ou faz um pedido, ela está criando um vínculo de amor com Deus. E, o hábito de procurá-Lo, acreditar que O encontra e sentir que pode estar na Sua presença, cria intimidade com Ele, e traz esperança e consolo para toda a vida.

A criança precisa crescer consciente da existência de Deus, um Deus que é Pai e que a ama muito. Assim acontece a transmissão da fé que, embora seja dom de Deus e mérito da Igreja, também é transmitida pelos testemunhos de vida e pelos pequenos e grandes milagres que acontecem constantemente.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “desde os primeiros anos, a educação da consciência alerta a criança para o conhecimento e a prática conhecida como consciência moral. Uma educação prudente ensina a virtude, preserva ou cura do medo, do egoísmo e do orgulho… garante a liberdade e gera a paz do coração”.

E, conforme o Papa João Paulo II, mesmo que isso pareça ser precoce, as criancinhas devem receber de seus pais os primeiros elementos da catequese que revelam o Pai que é bom, providente e que está nos céus, e para o qual elas voltarão o seu coração; e que as simples e pequenas orações são o início de um diálogo amoroso com Deus. Essa apresentação simples e verdadeira da fé cristã aos pequeninos exige um grande amor e um profundo respeito para com eles que têm o direito de conhecer a Deus. A educação para a fé, feita pelos pais tem um caráter particular e insubstituível, pois se realiza na ajuda mútua dentro do lar, no testemunho cristão muitas vezes silencioso, perseverante e vivido segundo o Evangelho. É, pois, no esforço contínuo de viver a fé cotidianamente que eles catequizam seus filhos, deixando marcas e lembranças para toda a vida. Esta catequese familiar, ou seja, uma catequese autêntica que nasce na ‘Igreja doméstica’, precede,acompanha e enriquece a catequese que se dará mais adiante na Igreja de Jesus Cristo.

Portanto, os pais são os primeiros catequistas, e a atuação deles para o surgimento da fé e da espiritualidade é imprescindível para o nascimento,a continuidade e o fortalecimento da vida cristã de seus filhos, futuros homens na sociedade e na Igreja.

Escrito por Rachel Abdalla

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