Papa Francisco – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Sat, 26 Oct 2024 14:18:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Papa Francisco – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Ser Catequista: Um Chamado de Amor que Transforma Vidas https://soucatequista.com.br/ser-catequista-um-chamado-de-amor-que-transforma-vidas/ https://soucatequista.com.br/ser-catequista-um-chamado-de-amor-que-transforma-vidas/#respond Sat, 26 Oct 2024 14:18:35 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=1000013799 Ser catequista é um chamado que toca o coração profundamente. É dizer “sim” a uma missão que ultrapassa o simples ato de ensinar; é um caminho de amor, dedicação e fé. Cada encontro com os catequizandos é uma oportunidade de semear esperança, de apresentar Cristo e seu amor imenso, e de acompanhar os primeiros passos de muitos na vida cristã. Mais do que compartilhar conhecimentos, o catequista é alguém que partilha de si mesmo, que abre o coração para acolher cada criança, jovem ou adulto, com suas histórias, dúvidas e anseios.

Ao olhar para a catequese, não consigo deixar de ver a beleza e a grandeza deste ministério. Lembro-me do início da minha jornada, impulsionado pelo desejo de aprofundar minha fé e de receber os sacramentos. Esse caminho me trouxe até aqui, até o convite para me tornar catequista. Desde então, esse chamado tem sido uma verdadeira resposta de amor. A cada encontro, percebo o impacto desse ministério: o olhar atento de quem descobre algo novo, o brilho nos olhos ao ouvir as histórias de Jesus e o despertar de uma fé que muitos carregam pela vida toda.

Ser catequista é, sobretudo, viver o evangelho na prática. Ensinamos pelo exemplo, pois sabemos que cada palavra, gesto e atitude têm o poder de transmitir a mensagem de Cristo. É um trabalho silencioso muitas vezes, mas cheio de frutos. O catequista é chamado a ser amigo e guia, um porto seguro onde os catequizandos podem encontrar orientação e inspiração para seguir Jesus. E isso não é fácil; é uma entrega diária, muitas vezes acompanhada de desafios. Mas é um desafio que abraçamos com alegria, pois sabemos que estamos contribuindo para a formação de verdadeiros cristãos.

Papa Francisco nos lembra que ser catequista é muito mais do que uma função; é uma vocação, um chamado a viver e espalhar o amor de Cristo. Na catequese, vemos a força de Deus agindo, tocando o coração dos pequenos e dos grandes, transformando vidas e nos tornando testemunhas vivas de sua presença. Cada encontro é uma nova chance de mostrar que Cristo está presente, e cada catequizando é uma alma que encontramos com o mesmo carinho e zelo com que fomos, um dia, acolhidos por Ele.

Seja no primeiro contato com os pequenos que chegam sem muito entender o motivo de estarem ali ou com aqueles que já trilham o caminho da fé, o catequista é aquele que se coloca a serviço, que cultiva pacientemente, acreditando que cada semente plantada trará frutos. Ao ver os jovens retornando à Igreja, envolvidos nas pastorais, sinto a alegria de quem participa de algo maior, de uma obra de amor. E isso é a maior recompensa: ver aqueles que, um dia, foram catequizandos, hoje fazendo parte da missão de evangelizar.

Por isso, continuo dizendo “sim”. Este ministério me molda, me transforma, me ensina a ser um cristão melhor. E, assim, com o coração cheio de gratidão, sigo esta vocação.

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Quaresma: o desejo de conversão se torna concreto na correspondência ao amor de Deus https://soucatequista.com.br/quaresma-o-desejo-de-conversao-se-torna-concreto-na-correspondencia-ao-amor-de-deus/ https://soucatequista.com.br/quaresma-o-desejo-de-conversao-se-torna-concreto-na-correspondencia-ao-amor-de-deus/#respond Wed, 16 Mar 2022 13:20:06 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10607 A fé é o encontro com a Misericórdia

O Santo Padre se deteve em três expressões que explicam o significado do Sacramento da Reconciliação. A primeira: “abandonar-se ao Amor”; a segunda: “deixar-se transformar pelo Amor”; e a terceira: “corresponder ao Amor”.

Abandonar-se ao Amor significa fazer um verdadeiro ato de fé. A fé nunca pode ser reduzida a uma lista de conceitos ou a uma série de afirmações em que acreditar. A fé se expressa e se compreende dentro de uma relação: a relação entre Deus e o homem e entre o homem e Deus, segundo a lógica do chamado e da resposta: Deus chama e o homem responde. A fé é o encontro com a Misericórdia, com o próprio Deus que é Misericórdia, e é o abandono nos braços desse Amor misterioso e generoso, do qual tanto precisamos, mas ao qual, às vezes, temos medo de nos abandonar.

Segundo o Papa, “a experiência ensina que quem não se abandona ao amor de Deus acaba, mais cedo ou mais tarde, abandonando-se a outra coisa, terminando “nos braços” da mentalidade mundana, que no final traz amargura, tristeza e solidão. Portanto, o primeiro passo para uma boa Confissão é o ato de fé, de abandono, com o qual o penitente se aproxima da Misericórdia. Todo confessor deve ser sempre capaz de se surpreender com os irmãos que, pela fé, pedem perdão a Deus e, somente pela fé, se abandonam a Ele, entregando-se em Confissão. A dor pelos próprios pecados é o sinal de tal abandono confiante ao Amor”.

Deixar-se transformar pelo Amor, pela Graça

Viver a Confissão desta maneira significa deixar-se transformar pelo Amor, esta foi a segunda expressão refletida por Francisco. “Sabemos muito bem que não são as leis que salvam: o indivíduo não muda por causa de uma árida série de preceitos, mas por causa do fascínio do Amor percebido e oferecido livremente. É o Amor que se manifestou plenamente em Jesus Cristo e em sua morte na cruz por nós”, disse ainda o Pontífice, acrescentando:

Assim o Amor, que é o próprio Deus, se tornou visível aos homens e às mulheres, de uma maneira antes impensável, totalmente nova, capaz de renovar todas as coisas. O penitente que encontra, na conversa sacramental, um raio desse Amor acolhedor, se deixa transformar pelo Amor, pela Graça, iniciando a viver essa transformação do coração de pedra em coração de carne. É assim também na vida afetiva: somos transformados pelo encontro com um grande amor.

“O bom confessor é sempre chamado a perceber o milagre da mudança, a ver o trabalho da Graça no coração dos penitentes, encorajando o máximo possível a ação transformadora. A integridade da acusação é o sinal desta transformação que o Amor realiza: tudo é entregue para que tudo seja perdoado”, disse ainda o Papa.

Mudança de vida

A terceira e última expressão é: corresponder ao Amor. “O abandono e o deixar-se transformar pelo Amor têm como consequência necessária uma correspondência com o amor recebido. O cristão tem sempre em mente as palavras de São Tiago: «Mostre-me a sua fé sem as obras, e eu, com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé.»”

O verdadeiro desejo de conversão se torna concreto na correspondência ao amor de Deus recebido e aceito. Trata-se de uma correspondência que se manifesta na mudança de vida e nas obras de misericórdia que se seguem. Quem foi acolhido pelo Amor, acolhe o irmão. Quem se abandonou ao Amor, consola os aflitos. Quem foi perdoado por Deus, perdoa seus irmãos e irmãs de coração.

Segundo Francisco, “o bom confessor sempre indica o indispensável amor ao próximo, como um exercício diário no qual se treina o amor por Deus. O propósito de não cometer pecado novamente é o sinal da vontade de corresponder ao Amor. Assim, a frequente celebração do Sacramento da Reconciliação torna-se, tanto para o penitente como para o confessor, um caminho de santificação, uma escola de fé, de abandono, de mudança e de correspondência ao Amor misericordioso do Pai”.

Não causar dor

São muitas as recomendações feitas por Francisco aos confessores aos quais ele convidou a “serem misericordiosos” que “significa ser irmão, pai e consolador”. Uma “atitude religiosa que nasce da consciência de ser pecador perdoado que o confessor deve ter”, afirmou o Papa.

Acolher em paz, acolher com paternidade. Cada saberá como é a expressão da paternidade: um sorriso, olhos em paz. Acolher oferecendo tranquilidade, e depois deixar falar. Às vezes, o confessor percebe que há certa dificuldade em ir adiante com o pecado. Se você entendeu, não faça perguntas indiscretas.

Deter-se para “não lhe dar mais dor, mais tortura” e sem perguntas inúteis, evitando parecer “o xerife que vai torturar”.

O Papa concluiu, convidando os confessores a “confiarem o ministério da reconciliação à poderosa proteção de São José, homem justo e fiel”.

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Intenções do Papa Francisco para o mês de Março https://soucatequista.com.br/intencoes-do-papa-francisco-para-o-mes-de-marco/ https://soucatequista.com.br/intencoes-do-papa-francisco-para-o-mes-de-marco/#respond Mon, 07 Mar 2022 12:01:21 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=14341 Intenção

Pela resposta cristã aos desafios da bioética.

Rezemos para que nós, cristãos, diante dos novos desafios da bioética, promovamos sempre a defesa da vida com a oração e a ação social.

Reflexão

A VIDA ACIMA DE TUDO Neste mês de março, o Papa Francisco deseja mobilizar a oração e a ação de todos os cristãos e homens e mulheres de boa vontade para um tema especialmente delicado e central: a ciência ao serviço da vida. A bioética é a reflexão que se faz sobre a influência da ciência na vida humana, os seus benefícios e os seus limites. Com os avanços muito rápidos da investigação e da tecnologia torna-se muito complicado fazer uma reflexão que envolva não apenas os especialistas e quem está no terreno, mas também outros âmbitos da vida social, económica e política, com o objetivo de determinar critérios de discernimento que garantam que as práticas estejam sempre ao serviço do ser humano e não sejam subjugadas por outros interesses. Este é o principal foco de atenção que o Santo Padre pretende com esta intenção: que a bioética, ajude a impedir que, as práticas científicas não busquem interesses escusos, adotando uma lógica de mercado que não tem limites. Estamos habituados a limitar os temas da bioética essencialmente ao início e ao fim da vida: as questões relacionadas com a concepção ou o aborto, ou tudo o que diz respeito ao final da vida, cuidados paliativos ou eutanásia. Mas a bioética abarca questões muito mais vastas, como, por exemplo, a manipulação genética, a robótica, as intervenções no corpo humano, etc. A própria questão das soluções para travar a pandemia da Covid-19, como felizmente foram as vacinas, levantou, para muitos, questões sobre a sua validade e eficiência, os interesses das farmacêuticas ou intenções políticas por detrás das medidas adotadas. É essencial que a sociedade civil participe nestes debates e busque esclarecer questões tão complexas, para que a defesa da vida humana nunca se submeta a interesses mesquinhos, que acabam por enraizar ainda mais a cultura do descarte, presente em muitas das escolhas de quem tomas as decisões.

Oração

Bom Pai, fonte da Vida em abundância, sabemos que nos chamas a ser guardiões do dom da vida que recebemos de ti. Que o teu Espírito Santo nos dê a coragem e a força para colocar no centro dos nossos interesses a vida de todo o ser humano, do início ao fim. Que diante dos desafios da bioética saibamos proteger este dom em todo o tempo e lugar, como o defendeu o teu Filho Jesus, nosso irmão e amigo. Dá-nos coragem e discernimento para denunciar o que tira a Vida, e amor compassivo para dar vida a outros. Ámen.

Desafios

– Defender a vida. Consigo reconhecer atitudes de manipulação, agressão verbal ou física, à minha volta? Este mês terei especial cuidado nas minhas relações.

– Discernir. Dedicarei algum tempo a informar-me sobre os atuais desafios da bioética e a discernir, à luz dos ensinamentos da Igreja, o que me leva a agir, o que coloco no centro das minhas decisões. Corrigirei as minhas motivações egoístas.

– Cuidar. Ajudarei com bens e cuidados materiais as pessoas em situação de vulnerabilidade, em particular os imigrantes e os refugiados.

– Proteger. Terei cuidado e carinho, até nos pequenos gestos diários, pelas pessoas que encontre ao longo deste mês.

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Papa Francisco às Vocações Leigas https://soucatequista.com.br/papa-francisco-as-vocacoes-leigas/ https://soucatequista.com.br/papa-francisco-as-vocacoes-leigas/#respond Wed, 18 Aug 2021 08:30:13 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116605

Estamos no mês de agosto, dedicado às vocações. O quarto domingo é destinado à vocação leiga na Igreja. O Documento 105 da CNBB afirma: “As cristãs leigas e os cristãos leigos, mulheres e homens em todas as fases da vida, constituem uma parte importantíssima da Igreja e possuem rostos próprios: “Como São Paulo, nós também queremos reconhecer os diferentes rostos dos cristãos leigos e leigas, irmãos e corresponsáveis na evangelização (CNBB, DOC. 105, n.51).

O reconhecimento do Papa aos que são a ‘imensa maioria na Igreja”

No documento “Alegria do Evangelho” (Evangelii Gaudium), Francisco diz:

“A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. A seu serviço está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicato, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé”.

Em muitas declarações, o Papa tem reconhecido que muitos cristãos leigos estão comprometidos em movimentos sociais, sindicatos e outros tantos grupos que se empenham para que os povos possam viver com dignidade. Ao mesmo tempo, Francisco tem pedido que essas iniciativas sejam reconhecidas como legítimas e conclama os cristãos a apoiarem os que delas participam.

Preocupação do Papa com as Igrejas fechadas à atuação dos leigos

Mesmo reconhecendo os avanços na participação do leigo na Igreja, Francisco demonstra preocupação, ressaltando a necessidade da ‘tomada de consciência desta responsabilidade laical’ e constata que o crescimento do leigo na Igreja encontra obstáculos e deficiências internas na ampliação e aprofundamento dessa legítima missão:

“Em alguns casos, não se formaram para assumir responsabilidades importantes, noutros por não encontrar espaço nas suas Igrejas particulares para poderem exprimir-se e agir por causa de um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões” (EG 102).

Outra preocupação do Papa é quando a ação dos leigos é exercida apenas dentro da Igreja, sem a participação na transformação da sociedade:

“Limita-se muitas vezes às tarefas no seio da Igreja, sem um empenho real pela aplicação do Evangelho na transformação da sociedade (EG 102).

“A Igreja em saída”, pedido do Papa também aos leigos

Ainda no documento “Alegria do Evangelho”, Francisco convoca os cristãos para uma “Igreja em saída”, e quanto aos leigos, ele destaca a importância de ser igreja ‘presença’, principalmente onde moram e vivem.

Fala da presença do leigo no mundo da família, da política e das políticas públicas, no mundo do trabalho, da cultura e da educação, no mundo da comunicação, no cuidado com a ‘Casa Comum’ e em outros campos de ação. Não esconde as dificuldades que podem enfrentar em ter que “ir contra a corrente”, representada pelos pensamentos da sociedade pós-moderna que levam ao individualismo, egocentrismo e vão contrários aos interesses do bem comum.

Conselhos e um alertas do Papa para os leigos

Francisco faz um alerta quanto à fé expressa de forma superficial, “na qual a vida espiritual se confunde com momentos religiosos que proporcionam certo deleite pessoal, mas não alimentam ‘o encontro com os outros’, o ‘compromisso com o mundo’ e a ‘paixão pela evangelização’” (EG 78).

Outro perigo é quanto ao subjetivismo, ou seja, pertencer a grupos fechados na Igreja, induzindo o cristão a se sentir ‘superior aos outros’. Neste tipo de prática religiosa, muitos são seduzidos por uma ‘suposta segurança doutrinal ou disciplinar’, que acaba gerando ‘um elitismo narcisista e autoritário’” (EG 94).

Outro alerta importante é para os agentes pastorais e cristãos leigos que demonstram um ’cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja’, mas não se empenham com a mesma dedicação para que ‘o Evangelho adquira uma real inserção no povo fiel a Deus e nas necessidades concretas da história’” (EG 95).

Padre Rosivaldo Antônio Motta, C.Ss.R. (Arquivo pessoal)
Padre Rosivaldo Antônio Motta, C.Ss.R.Missionário Redentorista com bacharelado em Teologia (UCSal), pós-graduado em Comunicação e Cultura Brasileira (SEPAC-PUC/SP) e mestrado em Comunicação e Semiótica (PUC/SP).

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O cuidado pode fazer a diferença, até mesmo contra o tráfico humano https://soucatequista.com.br/o-cuidado-pode-fazer-a-diferenca-ate-mesmo-contra-o-trafico-humano/ https://soucatequista.com.br/o-cuidado-pode-fazer-a-diferenca-ate-mesmo-contra-o-trafico-humano/#respond Fri, 23 Jul 2021 13:03:09 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=12233 “Hoje, declaramos que o cuidado e a prevenção são a força mais poderosa para a mudança, e nos unimos aos sobreviventes para promover o cuidado contra o tráfico humano”, é o que defendem as religiosas que integram a rede Talitha Kum contra o tráfico de pessoas.

“É necessária a vacina para o coração: e esta vacina é o cuidado”: estas são palavras do Papa Francisco por ocasião da mensagem do Dia Mundial da Paz de 2021.

E é justamente o “cuidado” que inspira a campanha de Talitha Kum (a Rede Mundial da Vida Consagrada contra o Tráfico de Seres Humanos) em vista do Dia Mundial contra o Tráfico Humano, celebrado pelas Nações Unidas em 30 de julho.

A campanha “Care Against Trafficking” (Cuidado contra o Tráfico de Pessoas) foi apresentada esta quinta-feira (22/07), porque “não podemos ficar em silêncio enquanto as pessoas em todos os cantos do mundo sofrem por causa do tráfico de pessoas”, lê-se no comunicado.

“Temos a ousadia de levar um passo adiante nessa viajem do cuidar: queremos criar uma mudança sustentável e de longo prazo para desmantelar as estruturas que permitem a opressão e a exploração.”

O apelo de Talitha Kum é que as próprias redes e parceiros “tomem uma posição e ampliem” os esforços para transformar a economia do tráfico em umaeconomia de cuidados que empodere a todos, “especialmente as mulheres, para fomentar comunidades prósperas e seguras”.

“Hoje, declaramos que o cuidado e a prevenção são a força mais poderosa para a mudança, e nos unimos aos sobreviventes para promover o cuidado contra o tráfico humano.”

Enfrentar o mal com a força do bem

Como explica a coordenadora internacional da rede, Ir. Gabriella Bottani – que iniciou seu engajamento nesta luta quando atuava no Brasil – a campanha é uma mensagem para responder à violência do tráfico, de cada forma de exploração, com o cuidar, o cuidado.

“Como o Papa Francisco muitas vezes nos lembra, cuidar é importante para dar valor, dar força ao bem, enfrentando com a força do bem o mal.”

Ir. Gabriella explica que a campanha nas redes sociais consiste em dar voz e visibilidade a “gestos de cuidados para combater o tráfico hoje no nosso mundo globalizado, mas também neste tempo de pandemia, não deixando que a crise seja a última palavra, mas o cuidar, cuidar da dignidade humana, cuidar da liberdade dos nossos irmãos e irmãs, cuidar de gestos cotidianos para que todos tenham vida em abundância”.

Para esta ocasião, as redes de Talitha Kum no mundo foram mobilizadas e convidadas a enviar pequenas histórias de como elas vêm trabalhando este tema do cuidado de sobreviventes: “cuidado das pessoas em situação de risco, cuidado das comunidades feridas por causa do tráfico, cuidado na prevenção, pedindo justiça para nossos irmãos e irmãs feridos pelo tráfico”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Homem aranha na Audiência Geral: o herói que faz sorrir as crianças doentes https://soucatequista.com.br/homem-aranha-na-audiencia-geral-o-heroi-que-faz-sorrir-as-criancas-doentes/ https://soucatequista.com.br/homem-aranha-na-audiencia-geral-o-heroi-que-faz-sorrir-as-criancas-doentes/#respond Wed, 23 Jun 2021 13:16:21 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=11913 Dentre os fiéis que participaram da Audiência Geral não passou despercebido um jovem vestido de Homem-Aranha. A sua história, contada no L’Osservatore Romano desta tarde, se entrelaça com a de muitas crianças internadas em hospitais pediátricos. Francisco também saudou uma avó, acompanhada por seu neto, que com o entusiasmo de seus 95 anos, venceu a Covid-19.

O Homem-Aranha é realmente um super-herói bom. Trabalha como funcionário numa empresa de portal, em Vado Ligure, mas depois coloca a máscara e o traje do Homem-Aranha e vai ficar ao lado das crianças internadas nos hospitais.

Na manhã desta quarta-feira (23/06), na Audiência Geral com o Papa Francisco, no Pátio São Dâmaso, o Homem-Aranha não só entregou a máscara de super-herói como também “revelou” sua identidade, Mattia Villardita, 28 anos, e sua próxima missão: as alas pediátricas do Hospital Agostino Gemelli onde irá com a banda musical da Polícia Italiana por iniciativa da Inspetoria de Segurança Pública do Vaticano. “Mas os verdadeiros super-heróis são as crianças que sofrem e suas famílias que lutam com tanta esperança”, disse Mattia.

“Eu me visto de Homem-Aranha para tirar um sorriso das crianças que estão no hospital. Faço isso porque tenho uma doença congênita. Durante 19 anos eu entrava e saia do Hospital Gaslini, em Gênova, e eu teria gostado muito, quando estive lá, sozinho, no meu leito, de ver o Homem-Aranha entrar pela janela do meu quarto…”, disse ele. É assim que se torna Homem-Aranha, “com o coração”. Não há “um curso para super-herói” mesmo que Mattia tenha criado a associação Super-herói nos hospitais: “Somos um grupo de jovens envolvidos no trabalho voluntário que, vestidos de ‘heróis’, levamos momentos de distração nas alas pediátricas dos hospitais”. “Eu usei pela primeira vez esta máscara 4 anos atrás, no Natal: tinha que entregar um computador no Hospital São Paulo de Imperia e inventei algo que pudesse divertir as crianças que estavam vivendo o que eu também tinha vivido”.

Em missão no Hospital Gemelli

O Homem-Aranha também realizou suas proezas no período de lockdown: “Fiz mais de 1.400 chamadas de vídeo, já que não podia ir pessoalmente”, disse ele.  Mattia acompanha as crianças através do contato contínuo com seus pais até mesmo quando elas voltam para casa: “Organizamos festas surpresa ou simplesmente a entrega de uma pizza”, frisou. No ano passado, o presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, concedeu-lhe a Honra de Mérito por “altruísmo e iniciativas fantasiosas com as quais ele contribui para aliviar o sofrimento dos pacientes pequeninos dos hospitais”. Poderia ser a definição perfeita de um super-herói, “alguém que tenta tornar o mundo melhor do que o encontrou”.

Na tarde desta quarta-feira (23), no Hospital Gemelli, o Homem-Aranha também encontrará a comunidade de pessoas afetadas por fibromialgia, uma doença “desconhecida” que afeta 2 milhões de pessoas na Itália, e as pessoas que as assistem tanto do ponto de vista sanitário quanto pastoral.

Esta manhã, com afeto, Francisco encorajou um grupo de doentes e médicos do Hospital Gemelli, acompanhados por pe. Carlo Abbate que acompanha, através da Pastoral da Saúde da Diocese de Roma, esta obra de apoio e conscientização.

Outras iniciativas na Audiência

Além disso, durante a audiência, o cardeal Aquilino Bocos Merino apresentou ao Papa os autores e protagonistas do filme “Claret”, enquanto as Pequenas Irmãs de Jesus e as religiosas polonesas de Santa Maria Madalena da Penitência relançaram com Francisco o significado de seu carisma.

Entre os presentes estavam representantes do prêmio “Maria Grazia Cutuli”, que leva o nome da jornalista do Corriere della Sera assassinada no Afeganistão em 2001. Por fim, com particular afeto, o Papa saudou a “vovó Alba”, acompanhada de seu neto Valério, que com o entusiasmo de seus 95 anos venceu a Covid-19. Um testemunho que é um verdadeiro incentivo para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, celebrado em 25 de julho.

FONTE: VATICAN NEWS

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Provocarmo promove Tríduo Vocacional por ocasião do 58° Dia de Oração pelas Vocações https://soucatequista.com.br/provocarmo-promove-triduo-vocacional-por-ocasiao-ao-58-dia-de-oracao-pelas-vocacoes/ https://soucatequista.com.br/provocarmo-promove-triduo-vocacional-por-ocasiao-ao-58-dia-de-oracao-pelas-vocacoes/#respond Mon, 26 Apr 2021 15:25:27 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10813 A equipe vocacional da Província Carmelitana de Santo Elias promoveu, do dia 21 ao dia 25 de abril, uma programação especial em vista do 58° Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no último domingo.

Os encontros tiveram como motivação a Mensagem do Santo Padre intitulada como “São José: o sonho da vocação”, que recorda que o Pai adotivo de Jesus era uma “figura extraordinária e, ao mesmo tempo, tão próxima da condição humana de cada um de nós”.

No dia 21 de abril, recebemos para o bate-papo vocacional o Prior Provincial, Frei Adailson dos Santos, O.Carm.

No dia 22 de abril, contamos com a presença de três expressões da vida Carmelita e recebemos as irmãs Geovania, Sônia e Isimar.

No dia 23 de abril, foi a vez de conversamos com três expressões que vivem o carisma carmelitano no cotidiano da vida. Recebemos dois leigos e um sacerdote da Ordem Terceira do Carmo: irmão João Paulo e Wellington e o Padre Laênio.

Já no dia 24 de abril, realizamos a primeira Cantata Vocacional com a participação especial dos frades junioristas e da comunidade capitular local do Convento Santa Edith Stein, localizado em Minas Gerais. O encontro foi um momento especial para cantar e rezar a Vocação, e assim louvar a Deus pelo chamado recebido.

Para finalizar a semana, no dia 25 de abril, domingo do Bom Pastor, aconteceu a Hora Santa Vocacional, onde rezamos aos pés do Santíssimo Sacramento por todas as vocações. Além do momento de oração, a equipe vocacional partilhou a carta do Papa Francisco para o Dia Mundial das Vocações e refletiu sobre os três elementos pontuados pelo Santo Padre que auxilia na vivência da Vocação.

O Promotor Vocacional, Frei Márcio Silvan, O.Carm. partilha que a Província Carmelitana de Santo Elias é um celeiro de vocação.

“Nosso desejo é que cada vez mais se crie a cultura vocacional e se fortaleça através da oração de cada um. Cada comunidade carmelita é uma vocação! Que possamos ser promotores de vocações. Que São José interceda por nós e por cada um que sente o chamado”

Ele finaliza partilhando um trecho da Carta do Santo Padre:

“O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida. São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo ao pé da porta; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho.

Os encontros aconteceram ao vivo na nossa página do Facebook e no nosso canal do Youtube. Eles estão disponíveis para serem assistidos a qualquer momento.

“Ser carmelita é tudo que eu quero, é isso que procuro, é isso que desejo ser no coração da Igreja!”

Mais informações: 
fradecarmelita@gmail.com
Whatsapp: 11 994433573
Instagram: @provocarmo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Papa: rezar é dialogar com Deus. Não cair na soberba de desprezar a oração vocal https://soucatequista.com.br/papa-rezar-e-dialogar-com-deus-nao-cair-na-soberba-de-desprezar-a-oracao-vocal/ https://soucatequista.com.br/papa-rezar-e-dialogar-com-deus-nao-cair-na-soberba-de-desprezar-a-oracao-vocal/#respond Wed, 21 Apr 2021 13:31:08 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116240 Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa deu prosseguimento ao seu ciclo sobre a oração e dedicou a 30a catequese sobre o tema à “oração vocal”.

Enquanto a oração dominical voltou a se realizar com os fiéis na Praça São Pedro, a Audiência Geral das quartas-feiras ainda tem que esperar e hoje novamente foi realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

A catequese do Papa Francisco foi dedicada ao tema da “oração vocal” e mais se pareceu com uma poesia.

“A oração é diálogo com Deus”, disse o Papa, e, num certo sentido, todas as criaturas “dialogam” com Deus. Mas no ser humano, a oração torna-se palavra, invocação, cântico, poesia… A Palavra divina fez-se carne, e na carne de cada homem a palavra volta a Deus em forma de oração.

Nenhum de nós nasce santo

As palavras nascem dos sentimentos, afirmou ainda Francisco, mas há também o caminho inverso: em que as palavras moldam os sentimentos. É por este motivo que a Sagrada Escritura nos ensina a rezar até com palavras às vezes audazes.

Nenhum de nós nasce santo, constatou o Papa, e no coração do homem existem também sentimentos pouco edificantes, até mesmo o ódio. E quando estes sentimentos negativos batem à porta, devemos ser capazes de os desarmar com a oração e com as palavras de Deus. Sem elas, o mundo poderia ser inundando pela violência.

A primeira oração humana é sempre uma recitação vocal, embora saibamos que rezar não significa repetir palavras, no entanto a oração vocal é a mais segura e pode ser praticada sempre.

A oração é uma âncora

A oração dos lábios, sussurrada ou recitada em coro, está sempre disponível, é e tão necessária quanto o trabalho manual. Francisco citou a oração dos idosos, feita no silêncio das igrejas. “Com a oração humilde, estes orantes são frequentemente os grandes intercessores das paróquias: são os carvalhos que de ano para ano alargam os seus ramos, para oferecer sombra ao maior número de pessoas. É como uma âncora: segurar-se na oração para manter-se fiel.”

Não devemos desprezar a oração vocal, foi a exortação do Papa. “É coisa para as crianças, para as pessoas ignorantes. Eu busco a oração mental, a meditação, o vazio interior para que Deus venha…” Por favor, disse o Papa, “não cair na soberba de desprezar a oração vocal, é a oração dos simples, aquela que Jesus nos ensinou. Pai-Nosso, que estais nos céus…”.

“As palavras que pronunciamos levam-nos pela mão; às vezes restituem o sabor, despertam até o mais adormecido dos corações; estimulam sentimentos dos quais tínhamos perdido a memória. E acima de tudo, de maneira segura, são as únicas que dirigem a Deus as perguntas que Ele quer ouvir. Jesus não nos deixou na névoa. Disse-nos: «Eis como deveis rezar!». E ensinou a oração do Pai-Nosso.”

Por Bianca Fraccalvieri – Vatican News

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Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações https://soucatequista.com.br/mensagem-para-o-58o-dia-mundial-de-oracao-pelas-vocacoes/ https://soucatequista.com.br/mensagem-para-o-58o-dia-mundial-de-oracao-pelas-vocacoes/#respond Tue, 20 Apr 2021 16:14:15 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10794 «São José: o sonho da vocação»

Queridos irmãos e irmãs!

No dia 8 de dezembro passado, teve início o Ano especial dedicado a São José, por ocasião do 150º aniversário da declaração dele como Padroeiro da Igreja universal (cf. Decreto da Penitenciaria Apostólica, 8 de dezembro de 2020). Da parte minha, escrevi a carta apostólica Patris corde, com o objetivo de «aumentar o amor por este grande Santo» (concl.). Trata-se realmente duma figura extraordinária e, ao mesmo tempo, «tão próxima da condição humana de cada um de nós» (introd.). São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus.

Deus vê o coração (cf. 1 Sam 16, 7) e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto mesmo que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias. O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida. São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo ao pé da porta; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho.

A vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um. A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efémeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se pedíssemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor». É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se , só se possui de verdade a vida que se doa plenamente. A este propósito, muito nos tem a dizer São José, pois, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom.

Os Evangelhos falam de quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Apesar de serem chamadas divinas, não eram fáceis de acolher. Depois de cada um dos sonhos, José teve de alterar os seus planos e entrar em jogo para executar os misteriosos projetos de Deus, sacrificando os próprios. Confiou plenamente. Podemos perguntar-nos: «Que era um sonho noturno, para o seguir com tanta confiança?» Por mais atenção que se lhe pudesse prestar na antiguidade, valia sempre muito pouco quando comparado com a realidade concreta da vida. Todavia São José deixou-se guiar decididamente pelos sonhos. Porquê? Porque o seu coração estava orientado para Deus, estava já predisposto para Ele. Para o seu vigilante «ouvido interior» era suficiente um pequeno sinal para reconhecer a voz divina. O mesmo se passa com a nossa vocação: Deus não gosta de Se revelar de forma espetacular, forçando a nossa liberdade. Transmite-nos os seus projetos com mansidão; não nos ofusca com visões esplendorosas, mas dirige-Se delicadamente à nossa interioridade, entrando no nosso íntimo e falando-nos através dos nossos pensamentos e sentimentos. E assim nos propõe, como fez com São José, metas elevadas e surpreendentes.

Na realidade, os sonhos introduziram José em aventuras que nunca teria imaginado. O primeiro perturbou o seu noivado, mas tornou-o pai do Messias; o segundo fê-lo fugir para o Egito, mas salvou a vida da sua família. Depois do terceiro, que ordenava o regresso à pátria, vem o quarto que o levou a mudar os planos, fazendo-o seguir para Nazaré, onde precisamente Jesus havia de começar o anúncio do Reino de Deus. Por conseguinte, em todos estes transtornos, revelou-se vitoriosa a coragem de seguir a vontade de Deus. Assim acontece na vocação: a chamada divina impele sempre a sair, a dar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente «sim» a Deus. E cada «sim» produz fruto, porque adere a um desígnio maior, do qual entrevemos apenas alguns detalhes, mas que o Artista divino conhece e desenvolve para fazer de cada vida uma obra-prima. Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus. Trata-se, porém, de um acolhimento ativo, nunca de abdicação nem capitulação; ele «não é um homem resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte» (Carta ap. Patris corde, 4). Que ele ajude a todos, sobretudo aos jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!

Uma segunda palavra marca o itinerário de São José e da vocação: serviço. Dos Evangelhos, resulta como ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo. O Povo santo de Deus chama-lhe castíssimo esposo, desvendando assim a sua capacidade de amar sem nada reservar para si próprio. Libertando o amor de qualquer posse, abriu-se realmente a um serviço ainda mais fecundo: o seu cuidado amoroso atravessou as gerações, a sua custódia solícita tornou-o patrono da Igreja. Ele que soube encarnar o sentido oblativo da vida, é também patrono da boa-morte. Contudo o seu serviço e os seus sacrifícios só foram possíveis, porque sustentados por um amor maior: «Toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação do simples sacrifício. Mesmo no sacerdócio e na vida consagrada, requer-se este género de maturidade. Quando uma vocação matrimonial, celibatária ou virginal não chega à maturação do dom de si mesmo, detendo-se apenas na lógica do sacrifício, então, em vez de significar a beleza e a alegria do amor, corre o risco de exprimir infelicidade, tristeza e frustração» (Ibid., 7).

O serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária. Empenhou-se para encontrar e adaptar um alojamento onde Jesus pudesse nascer; prodigalizou-se para O defender da fúria de Herodes, apressando-se a organizar a viagem para o Egito; voltou rapidamente a Jerusalém à procura de Jesus que tinham perdido; sustentou a família trabalhando, mesmo em terra estrangeira. Em resumo, adaptou-se às várias circunstâncias com a atitude de quem não desanima se a vida não lhe corre como queria: com a disponibilidade de quem vive para servir. Com este espírito, José empreendeu as viagens numerosas e muitas vezes imprevistas da vida: de Nazaré a Belém para o recenseamento, em seguida para Egito, depois para Nazaré e, anualmente, a Jerusalém, sempre pronto a enfrentar novas circunstâncias, sem se lamentar do que sucedia, mas disponível para dar uma mão a fim de reajustar as situações. Pode-se dizer que foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Assim não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas.

Por isso gosto de pensar em São José, guardião de Jesus e da Igreja, como guardião das vocações. Com efeito, da própria disponibilidade em servir, deriva o seu cuidado em guardar. «Levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe» (Mt 2, 14): refere o Evangelho, indicando a sua disponibilidade e dedicação à família. Não perdeu tempo a cismar sobre o que estava errado, para não o subtrair a quem lhe estava confiado. Este cuidado atento e solícito é o sinal duma vocação realizada. É o testemunho duma vida tocada pelo amor de Deus. Que belo exemplo de vida cristã oferecemos quando não seguimos obstinadamente as nossas ambições nem nos deixamos paralisar pelas nossas nostalgias, mas cuidamos de quanto nos confia o Senhor, por meio da Igreja! Então Deus derrama o seu Espírito, a sua criatividade sobre nós; e realiza maravilhas, como em José.

Além da chamada de Deus – que realiza os nossos sonhos maiores – e da nossa resposta – que se concretiza no serviço pronto e no cuidado carinhoso –, há um terceiro aspeto que atravessa a vida de São José e a vocação cristã, cadenciando o seu dia a dia: a fidelidade. José é o «homem justo» (Mt 1, 19) que, no trabalho silencioso de cada dia, persevera na adesão a Deus e aos seus desígnios. Num momento particularmente difícil, detém-se «a pensar» em tudo (cf. Mt 1, 20). Medita, pondera: não se deixa dominar pela pressa, não cede à tentação de tomar decisões precipitadas, não segue o instinto nem se cinge àquele instante. Tudo repassa com paciência. Sabe que a existência se constrói apenas sobre uma contínua adesão às grandes opções. Isto corresponde à laboriosidade calma e constante com que desempenhou a profissão humilde de carpinteiro (cf. Mt 13, 55), pela qual inspirou, não as crónicas da época, mas a vida quotidiana de cada pai, cada trabalhador, cada cristão ao longo dos séculos. Porque a vocação, como a vida, só amadurece através da fidelidade de cada dia.

Como se alimenta esta fidelidade? À luz da fidelidade de Deus. As primeiras palavras recebidas em sonho por São José foram o convite a não ter medo, porque Deus é fiel às suas promessas: «José, filho de David, não temas» (Mt 1, 20). Não temas: são estas as palavras que o Senhor dirige também a ti, querida irmã, e a ti, querido irmão, quando, por entre incertezas e hesitações, sentes como inadiável o desejo de Lhe doar a vida. São as palavras que te repete quando no lugar onde estás, talvez no meio de dificuldades e incompreensões, te esforças por seguir diariamente a sua vontade. São as palavras que descobres quando, ao longo do itinerário da chamada, retornas ao primeiro amor. São as palavras que, como um refrão, acompanham quem diz sim a Deus com a vida como São José: na fidelidade de cada dia.

Esta fidelidade é o segredo da alegria. Como diz um hino litúrgico, na casa de Nazaré reinava «uma alegria cristalina». Era a alegria diária e transparente da simplicidade, a alegria que sente quem guarda o que conta: a proximidade fiel a Deus e ao próximo. Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais! É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai!

Roma, São João de Latrão, 19 de março de 2021, Solenidade de São José

FRANCISCO

Fonte: Vatican News 

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Provocarmo promove bate-papo e Hora Santa vocacional https://soucatequista.com.br/provocarmo-promove-bate-papo-e-hora-santa-vocacional/ https://soucatequista.com.br/provocarmo-promove-bate-papo-e-hora-santa-vocacional/#respond Tue, 20 Apr 2021 14:57:23 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10783 A Província Carmelitana de Santo Elias através da PROVOCARMO promoverá dois dias de programação em vista do 58° Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no próximo dia 25 de abril, 4° Domingo de Páscoa.

Os encontros terão como motivação a Mensagem do Santo Padre intitulada como “São José: o sonho da vocação”, que recorda que o Pai adotivo de Jesus era uma “figura extraordinária e, ao mesmo tempo, tão próxima da condição humana de cada um de nós”.

No dia 21 de abril, às 20h, teremos um bate-papo vocacional com o Prior Provincial, Frei Adailson dos Santos, O.Carm, e o Promotor Vocacional, Frei Márcio Silvan, O.Carm.

No dia 22 de abril, às 20h, o bate-papo vocacional contará com a presença de três expressões da vida Carmelita.

No dia 25 de abril, às 17h, haverá a Hora Santa onde rezaremos por todas as vocações.

Os encontros acontecerão ao vivo na nossa página do Facebook.

Participe conosco!

 

 

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