Pecado – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 11 Sep 2019 14:02:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Pecado – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Mas afinal o que é o pecado? https://soucatequista.com.br/mas-afinal-o-que-e-o-pecado/ https://soucatequista.com.br/mas-afinal-o-que-e-o-pecado/#respond Wed, 11 Sep 2019 14:02:42 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86767 O conceito de pecado é bastante simples: basicamente, o pecado é um ato de egoísmo exagerado. É preferir a si mesmo, antepor-se a Deus e aos outros, cedendo às paixões desordenadas, que nos colocam no centro da nossa existência, negando nossa natureza, que só se completa quando se abre ao próximo e a Deus.

O pecado é a rejeição a instaurar com Deus e com os outros uma relação de amor. É um “fechar-se às criaturas” e “rejeitar o Criador”. Em geral, o pecador só deseja os prazeres proporcionados pelas criaturas, e não necessariamente quer rejeitar o Criador.

Mas, ao deixar-se seduzir pelas satisfações fugazes proporcionadas pelas criaturas, o pecador implicitamente está agindo contra o amor do Criador, pois sente que o prazer terreno não o preenche, mas ainda assim não resiste a ele.

Por isso, o pecado fere o próprio pecador, afastando-o da plenitude oferecida por Deus. E, por isso, o pecado ofende Deus: não porque Deus, como tal, se veja afetado, mas porque nós mesmos, ao pecar, nos diminuímos diante da grandeza que Deus nos oferece.

Para Jesus, o pecado nasce no interior do homem (cf. Mt 15, 10-20). Por isso, é necessária a transformação interior, do coração. Para Jesus, o pecado é uma escravidão: o homem se deixa no poder do maligno, valorizando falsamente as coisas deste mundo, deixando-se levar pelo imediato, pelas satisfações sensíveis, que não saciam nossa sede de amor e de plenitude.

Que tipos de pecado existem?

1. O pecado original é a herança que todos nós recebemos dos nossos primeiros pais, Adão e Eva: eles desconfiaram do amor de Deus Pai e cederam à tentação de deixá-lo fora das suas escolhas pessoais. Como filhos de uma humanidade que perdeu a inocência, todos nós nascemos com a natureza caída de pecadores e precisamos da graça de Deus, mediante o sacramento do Batismo, para purificar nossa alma.

2. O pecado atual ou pessoal é o que cometemos como indivíduos, voluntária e conscientemente. Pode ser cometido de quatro maneiras: com o pensamento, com as palavras, com os atos e com as omissões. E pode ser contra Deus, contra o próximo ou contra nós mesmos. O pecado pessoal pode ser mortal ou venial:

2.1. O pecado venial ou leve é aquele que cometemos sem plena consciência ou sem pleno consentimento, ou com plena consciência e consentimento, mas em matéria leve.

2.2. O pecado mortal ou grave é o que envolve três fatores simultâneos: plena consciência, pleno consentimento e matéria grave.

O que é matéria grave e matéria leve?

A “matéria” é o “fato” pecaminoso em si. É grave quando fere seriamente qualquer um dos 10 mandamentos. Alguns exemplos: negar a existência de Deus, ofender Deus, ofender os pais, matar ou ferir gravemente uma pessoa, colocar-se em grave risco de morte sem uma razão justa, cometer atos impuros, roubar objetos de valor, caluniar, cometer graves omissões no cumprimento do dever, causar escândalo ao próximo.

A matéria leve é aquela que não fere seriamente nenhum dos 10 mandamentos, ainda que consista em um ato contrário a alguns deles. Por exemplo: roubar é pecado, mas a gravidade desse pecado tem diversos graus. Roubar dez centavos não costuma prejudicar gravemente a vítima do roubo; mas o roubo de uma quantidade cuja perda prejudica a vítima de maneira considerável passa a ser matéria grave.

Quais são os efeitos do pecado?

O pecado mortal mata a vida da graça na alma, rompendo a relação vital com Deus; separa Deus da alma; faz que percamos todos os méritos das coisas boas que fazemos; impede que a alma participe da eternidade com Deus.

Como se perdoa o pecado mortal?

* Com uma boa confissão ou com um ato de contrição perfeito, unido ao propósito de confessar-se o mais rápido possível.

Quanto ao pecado venial, ele enfraquece o amor a Deus, vai esfriando a relação com Ele, priva a alma de muitas graças que ela receberia de Deus se não pecasse, facilita o pecado grave.

Como eliminar o pecado venial? Com o arrependimento e as boas obras, como orações, missas, comunhão e obras de misericórdia.

E onde entram os pecados capitais?

Os pecados capitais requerem uma atenção especial porque são causa de outros pecados. Podem ser veniais ou mortais, dependendo das condições explicadas antes. Mas sempre são “cabeças” de novos pecados, e daí vem o termo “capital”. São sete:

Soberba: estima exagerada de si mesmo e o desprezo dos outros.
Avareza: desejo desmesurado de dinheiro e de possuir.
Luxúria: apetite e uso desordenado do prazer sexual.
Ira: impulso desordenado ao reagir com raiva contra alguém ou algo.
Preguiça: falta de vontade no cumprimento do dever e no uso do tempo livre.
Inveja: tristeza pelo bem do próximo, considerado como mal próprio.
Gula: busca excessiva do prazer pelos alimentos e pela bebida.

Existe algum pecado que não pode ser perdoado?

Sim, o pecado contra o Espírito Santo (cf. Mt 12, 30-32). Em que consiste? Na atitude permanente de desafiar a graça divina; em fechar-se a Deus, rejeitar sua mensagem. Essa atitude impossibilita o arrependimento. E, como Deus respeita nossa liberdade e nosso livre arbítrio, Ele se deixa obrigar por nós a não nos perdoar, pois seu perdão depende da nossa aceitação voluntária.

O pecado contra o Espírito Santo pode se manifestar, por exemplo, na perda da esperança na salvação, na presunção de salvar-se sem mérito, na luta contra a verdade conhecida, na obstinação em permanecer no pecado, na impertinência final na hora da morte.

Então, qualquer outro pecado pode ser perdoado, bastando querer sinceramente o perdão?

Sim, claro! Deus quer tanto nossa plena realização com Ele, que não hesitou em morrer na cruz para nos redimir. Deus nos espera sempre com os braços abertos, como um Pai que se esquece de todas as nossas ingratidões, como Ele mesmo deixa claro na belíssima parábola do filho pródigo (cf. Lc 15, 11ss).

Basta querer de verdade seu abraço de Pai!

(Trechos do livro “Jesus Cristo”, do Pe. Antonio Rivero)

Via Aleteia

]]>
https://soucatequista.com.br/mas-afinal-o-que-e-o-pecado/feed/ 0
A razão do sofrimento humano https://soucatequista.com.br/a-razao-do-sofrimento-humano/ https://soucatequista.com.br/a-razao-do-sofrimento-humano/#respond Thu, 22 Mar 2018 17:53:00 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=82632 Sabemos nós que o sofrimento faz parte da vida. Não existe ninguém imune ao sofrimento. Todos nós sofremos. Uns mais, outros menos… Mas sofremos.

Durante este momento de dor muitos dizem “Deus permitiu isso, aquilo”, colocando a culpa no Criador que é o sumo bem, quando a origem da dor, do sofrimento, está na desobediência do Homem e da Mulher a Deus, no Princípio da Criação.

Deus não permite o mal. Deus não permite o sofrimento. Ele sofre com os que sofrem, e chora com os que choram.

E em que consiste o pecado? Consiste em ouvir a voz do Inimigo em vez de ouvir a voz do Senhor. Nós somos os agentes ativos do nosso próprio sofrimento e dos sofrimentos do próximo. Todas as vezes que pecamos, o nosso pecado atinge o outro, e assim, o sofrimento vai se espelhando. Quando terminará? Na eternidade.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

Leia mais artigos do autor:

Colunista Catequese Católica

Em Poucas Palavras

Poesias & Trovas

Acesse também: 

Evangelização Católica

]]>
https://soucatequista.com.br/a-razao-do-sofrimento-humano/feed/ 0
5 modalidades da fofoca, o pecado da palavra https://soucatequista.com.br/5-modalidades-da-fofoca-o-pecado-da-palavra/ https://soucatequista.com.br/5-modalidades-da-fofoca-o-pecado-da-palavra/#respond Tue, 21 Mar 2017 15:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78456 Sim, é pecado: falar levianamente dos outros pode causar grandes danos que nem sequer imaginamos

Uma das “categorias” de pecado que costumamos minimizar com mais frequência são os pecados da língua ou da palavra. No entanto, talvez a maneira mais comum de pecar seja precisamente o mau uso da palavra. Com grande facilmente, quase sem pensar, nos envolvemos em fofocas, conversas fiadas, mentiras, exageros, ataques venenosos e observações sem caridade. Com a língua, podemos espalhar o ódio, incitar os outros ao medo e à malícia, espalhar a desinformação, atiçar a tentação, desencorajar, ensinar o erro e arruinar reputações. Não há dúvida de que podemos causar grandes estragos por meio do dom da palavra, com o qual poderíamos fazer tanto bem!

E também podemos causar estragos por omissão, já que, com frequência, ficamos em silêncio quando deveríamos falar; deixamos de corrigir os erros do próximo quando deveríamos abordá-los com a devida discrição e gentileza. Em nossa época, o triunfo do mal é largamente amparado pelo silêncio dos bons; pelo nosso silêncio como povo cristão, inclusive. Os profetas devem anunciar a palavra de Deus, mas nós, muitas vezes, encarnamos aquilo que Isaías diz em 56, 10: “Os vigias de Israel estão cegos; todos eles carecem de conhecimento; todos eles são como cães mudos, que não podem ladrar; eles mentem, sonham e gostam de dormir”.

Bem disse São Tiago: “Todo aquele que não peca no falar é varão perfeito” (Tg 3, 2). É verdade que nem todo pecado de palavra é grave ou mortal, mas também é verdade que podemos infligir grandes males com a nossa fala: por isso, os pecados da língua podem chegar, sim, a ser graves e mortais. Jesus nos adverte: os homens terão de dar conta, no dia do juízo, de toda palavra inútil que tiverem proferido (cf. Mt 12,36).

Com tudo isto em mente, vamos nos concentrar hoje num aspecto dos pecados da palavra que comumente chamamos de “fofoca“.

Numa definição geral, esse termo pode se aplicar a comentários triviais sobre a vida alheia, mas, quando considerada especificamente como pecado, a fofoca consiste em falar de alguém de modo injusto, seja mediante a mentira, seja mediante a divulgação de assuntos pessoais ou privados que não dizem respeito a ninguém, exceto à própria vítima da fofoca.

Geralmente, a fofoca envolve conversas inapropriadas e sem caridade sobre pessoas que não estão presentes. Além do mais, a fofoca quase sempre acrescenta erros e variações na informação que é transmitida.

Santo Tomás de Aquino inclui a fofoca em seu tratado sobre a justiça (II, IIae 72-76) na Summa Theologica, já que, através da fofoca, nós prejudicamos a reputação dos outros. O Catecismo da Igreja Católica também inclui as fofocas como matéria do oitavo mandamento, o de “não levantar falso testemunho”.

Com base nas diversas formas de injustiça no falar identificadas por Santo Tomás de Aquino, podemos mencionar várias modalidades de pecados da língua:

1 – A ofensa ou injúria

Consiste em desonrar uma pessoa, normalmente na presença dela própria e, com frequência, também diante de terceiros. A ofensa ou injúria é cometida de forma aberta, audível e geralmente motivada por impulsos de raiva e por desrespeito pessoal. Ela pode incluir xingamentos, insultos, palavrões e até “pragas rogadas”. No dia-a-dia, nem sempre nos damos conta de que a injúria é uma forma de ataque à reputação da pessoa ofendida, pois, ao contrário da fofoca, que no geral é feita pelas costas, a injúria ou ofensa é “jogada na cara” da pessoa, que, portanto, teria a chance de se defender. Mesmo assim, a injúria precisa ser mencionada quando citamos os pecados da língua porque ela caminha lado a lado com a desonra, prejudicando a boa fama da vítima. A sua essência é muito próxima da essência da fofoca. Injuriar é um pecado que tem a intenção de causar constrangimento ou desonra pessoal. Há maneiras mais adultas e mais cristãs de se resolverem os desentendimentos.

2 – A difamação

Consiste em falar mal do próximo de maneira injusta e pelas costas. É lesar o bom nome de alguém perante terceiros, mas sem que a vítima saiba. Esse tipo covarde de fofoca impede que a pessoa de quem se fala consiga se defender ou esclarecer aquilo que está sendo dito a seu respeito. Podemos mencionar duas modalidades de difamação:

a) A calúnia – Consiste em dizer mentiras sobre alguém pelas costas.

b) A detração ou maledicência – Consiste em dizer verdades sobre alguém pelas costas, mas verdades que são prejudiciais a esse alguém e que os outros não têm necessidade alguma de conhecer. Trata-se de informações que, por mais que sejam verdadeiras, têm o potencial de arranhar desnecessariamente a reputação ou prejudicar o bom nome da vítima diante dos outros. Por exemplo, pode ser verdade que Fulano enfrenta certos problemas com a dependência química, mas esta é uma informação que não precisa ser compartilhada com qualquer um. Há momentos, é claro, em que é importante dividir certas verdades com os outros, mas somente se for com pessoas que, por justa causa, precisam conhecer essas informações. Além disso, as informações devem ser comprovadamente verdadeiras e não apenas baseadas em boatos. Por fim, só podem ser compartilhadas legitimamente as informações que são estritamente necessárias, evitando-se um relatório excessivo, motivado por curiosidades fúteis e mesquinharias.

3 – A murmuração-sabotagem

Podemos identificar ainda um tipo específico de fofoca que muito se assemelha à difamação, mas que tem matizes particularmente graves. Enquanto o difamador fala pelas costas visando prejudicar a reputação de uma pessoa ausente, o murmurador-sabotador é um mexeriqueiro que, além de falar pelas costas, ainda procura criar problemas concretos para a sua vítima, levando as pessoas a agirem contra ela. Talvez ele pretenda prejudicá-la profissionalmente; talvez o seu objetivo seja incitar reações de ira ou até de violência contra a vítima dos seus fuxicos. O fato é que o mexeriqueiro que pratica a murmuração-sabotagem quer incitar alguma ação contra a pessoa de quem ele está fofocando. Isto vai além do prejuízo da reputação: neste caso, o fuxiqueiro pretende prejudicar, por exemplo, os relacionamentos, as finanças, a situação legal da sua vítima etc.

4 – A ridicularização

Consiste em fazer as pessoas rirem de alguém, de alguma característica física ou comportamental da pessoa, do seu jeito de ser etc. Isto pode parecer uma coisa leve, mas, muitas vezes, é um tipo de bochicho que se transforma em gestos de burla ou em palavras humilhantes e ofensivas, que diminuem a pessoa ou a desonram dentro da comunidade. Em não poucos casos, a ridicularização se transforma naquilo que hoje em dia se tornou conhecido por “bullying”.

5 – A maldição ou “praga”

É o desejo publicamente expresso de que uma pessoa seja vitimada por algum mal ou sofra algum dano. A “praga” pode ou não ser rogada diante da própria vítima; o fato é que se trata de um tipo de pecado da língua que também provoca a desonra da vítima diante de terceiros. O objetivo de se maldizer alguém, com frequência, é incitar os outros a terem raiva desse alguém.

A seriedade desses pecados da palavra ou da língua depende de uma série de fatores, entre os quais o alcance do dano cometido contra a reputação da vítima, as circunstâncias de lugar, tempo e linguagem utilizada e quantas e quais foram as pessoas que ouviram os comentários venenosos.

Se não houver intenção de prejudicar a vítima, a culpa do pecador até pode diminuir, mas não se elimina o fato de que falar mal dos outros é um pecado em si mesmo. Desonrar uma pessoa, especialmente com a intenção consciente de prejudicar a sua reputação e a sua posição diante dos outros, é um pecado que, além do mais, pode facilmente se tornar muito grave.

Um dos tesouros mais preciosos de qualquer pessoa é a sua reputação, já que nela repousa a sua possibilidade de se relacionar com os outros e de se envolver em quase todas as formas de interação humana. É muito sério, portanto, prejudicar a reputação de alguém. Por mais que esse dano possa parecer leve em muitos casos, não podemos descartar que aquilo que consideramos coisa pequena pode causar, na verdade, danos muito maiores do que imaginamos. São Tiago nos diz, a respeito da língua fofoqueira:

Uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena fagulha. Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre as partes do nosso corpo e contamina o corpo inteiro; e, inflamada pelo inferno, incendeia todo o curso da nossa vida” (Tg 3,6).

É verdade que, às vezes, precisamos ter conversas necessárias sobre pessoas que não estão presentes. Talvez estejamos em busca de conselhos para lidar com uma situação delicada; talvez precisemos de algum incentivo para lidar com uma pessoa difícil ou tenhamos que fazer uma legítima verificação de fatos. Talvez, especialmente em contextos profissionais, sejamos convidados a fazer alguma avaliação sobre colegas, funcionários ou situações. Em casos como estes, temos que limitar o escopo das nossas conversas ao estritamente necessário, abordando somente as pessoas e fatos que de verdade precisarem ser abordados.

Ao procurar aconselhamento ou incentivo, devemos falar somente com pessoas que sejam de confiança e que possam razoavelmente ser de ajuda. Sempre que possível, devemos omitir detalhes desnecessários, entre os quais o próprio nome da pessoa de quem estamos falando. Discrição é a palavra-chave também nas conversas necessárias sobre o próximo.

Por outro lado, é importante saber que o sigilo extremo pode ser inútil e até prejudicial. Há momentos em que as situações flagrantes precisam ser abordadas de maneira direta e bem clara. Nesse tipo de caso, temos de seguir as normas estabelecidas por Jesus no Evangelho de Mateus, 18, 15-17:

Se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o em particular. Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão. Mas se ele não te ouvir, leva contigo uma ou duas outras pessoas, de modo que qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ainda assim ele se recusar a ouvir, dize-o à Igreja; e se ele se recusar a ouvir também a Igreja, trata-o então como gentio e publicano”.

Em outras palavras, a discrição deve abrir espaço também para a transparência em determinadas circunstâncias, como aquelas em que uma comunidade precisa tratar de certas questões de forma pública e clara.

Como regra geral, no entanto, devemos manter sempre um grande cuidado com os pecados da língua ou da palavra. Com muita facilidade, afinal, corremos o risco de arruinar a reputação e a dignidade dos outros por causa das nossas fofocas. A conversa fiada sobre os outros pode causar grandes danos, além de levar ao pecado todas as pessoas que tomam parte nesse tipo de conversa. O Salmo 141, 3 eleva a Deus esta prece:

Guarda a minha boca, ó Senhor; vigia a porta dos meus lábios”.

Nós também podemos fazer preces como esta, por exemplo:

Ajuda-me, Senhor! Mantém o teu braço sobre o meu ombro e a tua mão sobre a minha boca! Põe a tua palavra no meu coração, de modo que, quando eu falar, sejas Tu, na verdade, aquele que fala por meio de mim. Amém”.

Pe. Charles Pope
Via Aleteia

]]>
https://soucatequista.com.br/5-modalidades-da-fofoca-o-pecado-da-palavra/feed/ 0
Os efeitos da Confissão sacramental em nós https://soucatequista.com.br/os-efeitos-da-confissao-sacramental-em-nos/ https://soucatequista.com.br/os-efeitos-da-confissao-sacramental-em-nos/#respond Mon, 06 Mar 2017 15:00:04 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=78312 Amigo(a) leitor(a), falar de Confissão sacramental é abordar um sacramento instituído por Cristo em sua Igreja a fim de perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.

Antes do mais, faz-se necessário entender o que é um sacramento. Do ponto de vista etimológico, vem do latim sacramentum e significa aquilo mediante o qual algo se torna sagrado. Na definição da fé, “os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. S. Paulo: Loyola, 2005, n. 224).

As palavras do Compêndio, assim como de toda definição sucinta, requerem um breve comentário: sinais sensíveis (água, no Batismo, por exemplo) e eficazes (realizam o que significam). Desse modo, no Batismo, enquanto a água é derramada no corpo, lava-se a alma do pecado original e atual se houver (cf. Tertuliano. Sobre a ressurreição da carne 8, Patrologia Latina 2,852) da graça (da dádiva ou do dom gratuito de Deus). Essa graça vem a nós pelos sacramentos que Cristo – o grande Sacramento do Pai – instituiu e confiou à administração de Sua Igreja (cf. Mt 16,18).

Pois bem, um desses sacramentos é o da Confissão. Ele existe para perdoar os pecados cometidos, devido à fraqueza humana, depois do Santo Batismo e foi instituído pelo próprio Senhor Jesus quando deu aos discípulos o Espírito Santo (cf. Jo 20,22-23). São essenciais nesse Sacramento dois elementos: 1) os atos realizados pelo ser humano que se converte sob a ação do Espírito Santo e 2) a absolvição ou o perdão realizado pelo sacerdote (padre ou bispo), em nome da Santíssima Trindade, que dá ao penitente a satisfação ou a penitência pelo pecado cometido e agora perdoado.

Quem vai se confessar deve realizar os seguintes atos: antes de tudo, um Exame de Consciência, ou seja, relembrar os pecados cometidos e se julgar oportuno anotá-los em um papel; ter Contrição, arrependimento do que fez com o firme propósito de não mais errar; realizar a Confissão, contar ao sacerdote os pecados cometidos por meio de pensamentos, palavras, atos e omissões e cumprir a Satisfação ou a penitência dada pelo padre a fim de reparar o dano causado pelo pecado.

É necessário confessar com detalhes todos os pecados graves lembrados no Exame de Consciência, ou seja, aqueles nos quais – dizendo em linguagem simples e clara – há matéria grave e mesmo assim a pessoa quer fazer, sabe e faz o pecado. A Confissão sacramental é o único meio ordinário de apagar esses pecados mortais, por isso há de ser feita por todos os que chegaram ao uso da razão sempre que estiverem em pecado grave antes da Comunhão ou ao menos (não no máximo) uma vez por ano.

Certo é que, embora não seja estritamente necessário, deve o fiel confessar também os pecados leves (corriqueiros, diríamos), pois isso o ajuda a formar uma reta consciência contra as más tendências e o leva à cura interior dada por Cristo à medida que a pessoa se abre ao Seu amor misericordioso. O confessionário é o único tribunal no qual o réu sai, invariavelmente, perdoado pelo Divino Juiz.

É evidente que de tão grande ministério o sacerdote deve guardar estrito segredo, mesmo ante as autoridades policiais ou judiciais. Aliás, já tivemos diversos casos, na história, de sacerdotes presos ou assassinados por se recusarem a contar aquilo que ouviram em Confissão.

Os efeitos da Confissão sacramental em nós são os seguintes: o perdão dos pecados e, por conseguinte, a reconciliação com Deus; a reconciliação com a Igreja; a recuperação do estado de graça; o cancelamento da pena de condenação ao inferno merecido por aqueles pecados graves; a paz na consciência; a serenidade do espírito e o fortalecimento interior para os embates da vida, especialmente contra o mal.

Que Deus nos dê a graça de jamais deixarmos de lado – mas, ao contrário, de buscarmos sempre mais – esse canal da misericórdia divina.

 

Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo; Igor Precinoti é médico, pós-graduado em Medicina Intensiva (UTI), especialista em Infectologia e doutorando em Clínica Médica pela USP.

Por Aleteia

]]>
https://soucatequista.com.br/os-efeitos-da-confissao-sacramental-em-nos/feed/ 0
Papa indica dois remédios para o pecado: Palavra e Eucaristia https://soucatequista.com.br/papa-indica-dois-remedios-para-o-pecado-palavra-e-eucaristia/ https://soucatequista.com.br/papa-indica-dois-remedios-para-o-pecado-palavra-e-eucaristia/#respond Wed, 13 Apr 2016 12:09:00 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74827 Canção Nova

1_2

Lembrando que todos são pecadores e necessitados da misericórdia de Deus, Papa indicou a Palavra e a Eucaristia para curar os pecados

“Misericórdia é que eu quero, e não sacrifício”. Partindo desta máxima de Jesus no contexto bíblico da vocação de Mateus, o Papa Francisco afirmou na catequese desta quarta-feira, 13, que qualquer atitude religiosa que não provenha do arrependimento é ineficaz. Lembrando da figura de Jesus como “médico divino”, ele indicou dois remédios para curar as pessoas do pecado: Palavra e Eucaristia.

Mateus era coletor de impostos e, por isso, um pecador público. Contudo, sua verdadeira vocação se confirma com o chamado do Mestre, porém isso não o torna perfeito. “É verdade que ser cristão não nos faz impecáveis. Como Mateus, o publicano, cada um de nós se entrega à graça do Senhor apesar dos próprios pecados. Todos somos pecadores, todos pecamos. Uma vez, ouvi um provérbio tão bonito: não há santo sem passado, e não há pecador sem futuro. É bonito isso, isto é o que faz Jesus”, recordou o Pontífice.

Muro que separa de Deus

Francisco recordou, porém, que é preciso superar a barreira do orgulho e da soberba, comportamentos que afastam de Deus. O Papa enfatizou que a vida cristã é uma escola de humildade que se abre à graça, mas isso não pode ser compreendido por quem tem a presunção de se achar “justo” e melhor do que os outros.

“Soberba e orgulho não permitem que reconheçamos a nossa necessidade de salvação, aliás, impede de ver o rosto misericordioso de Deus e de agir com misericórdia. São um muro, a soberba e o orgulho, são um muro que impedem a relação com Deus”.

Médico Divino

O Santo Padre refletiu então sobre Jesus que se apresenta como Médico Divino, com dois medicamentos que restauram e nutrem: a Palavra e a Eucaristia. “Com a Palavra, Ele se revela e nos convida a um diálogo entre amigos: Jesus não tinha medo de falar com os pecadores, os publicanos, as prostitutas. Não tinha medo, amava todos. (…) Às vezes, esta Palavra é dolorosa porque incide sobre as hipocrisias, desmascara as falsas desculpas, traz à tona as verdades escondidas; mas ao mesmo tempo ilumina e purifica, dá força e esperança, é um reconstituinte preciso no nosso caminho de fé”.

O segundo bálsamo para o arrependimento sincero do coração cristão é a Eucaristia, que nutre o homem com a própria vida de Jesus e renova a graça do batismo.

Na conclusão da catequese, Francisco voltou ao cenário de Jesus que dialoga com os fariseus para recordar que, apesar da aliança com Deus e da misericórdia, as orações de Israel eram incoerentes e cheias de palavras vazias, uma ‘religiosidade de fachada’.

“‘Misericórdia é que eu quero’, ou seja, a lealdade de um coração que reconhece os próprios pecados, que se arrepende e volta a ser fiel à aliança com Deus. ‘E não sacrifício’: sem um coração arrependido, toda ação religiosa é ineficaz”.

]]>
https://soucatequista.com.br/papa-indica-dois-remedios-para-o-pecado-palavra-e-eucaristia/feed/ 0
O mestre da misericórdia https://soucatequista.com.br/o-mestre-da-misericordia/ https://soucatequista.com.br/o-mestre-da-misericordia/#respond Tue, 29 Mar 2016 11:50:34 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74289 Comunidade Shalom
Aleteia

jesus_aleteia

Jesus não passa a mão em nossa cabeça e diz que não nos condena e está tudo bem. Não é isso. Ele nos mostra uma vida nova.

Estamos vivendo o Ano da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco à Igreja, que é o povo de Deus. Logo no início da Bula de proclamação desse Jubileu, o pontífice nos diz que “Jesus é o rosto da misericórdia do Pai”. É sobre isso que quero refletir nesse texto.

No Evangelho de João (Jo 8, 1-11), vemos Jesus como mestre da misericórdia. Para aquela mulher adúltera, Ele mostra o rosto do Pai através da misericórdia. Enquanto os mestres da Lei queriam viver a Lei pela Lei, apedrejando a mulher, Jesus, por outro lado, vive a Lei pela misericórdia, dando-lhe uma nova chance.

Jesus conhece e sabe da nossa miséria quando pecamos, como também sabia da miséria daquela mulher. Mas, principalmente, Jesus também sabia que não era de pedras que ela estava precisando, mas de amor, de misericórdia e, ainda mais, de perdão. Portanto, Jesus se porta como Pai (e aqui vemos o rosto do Pai), que nos acolhe como acolheu o filho pródigo. É a graça do perdão de Deus que corrige os nossos pecados, e não o castigo da Lei.

A misericórdia de Deus nesta terra não tem limites, o homem não pode impor-lhe limites. Jesus acredita sempre que nós podemos mudar, e Ele viu que aquela mulher, como eu e você, também podia assumir um rumo novo em sua vida. Jesus liberta e revela uma novidade apenas com três palavras: “Não peques mais”. Isto também se aplica a nós: “Não peques mais”.

O Papa Francisco, na mensagem para a Quaresma deste ano, diz que Jesus vai ao extremo do extremo da nossa miséria para nos resgatar. O Cristo também foi ao extremo da miséria daquela pecadora e mostrou-lhe algo que ela ainda não tinha visto: o rosto do Pai. Jesus não usa de uma falsa misericórdia que muitos querem pregar por aí, Ele não passa a mão em nossa cabeça e diz que não nos condena e está tudo bem. Não é isso. Ele nos mostra uma vida nova, adverte-nos para vivermos na graça, na santidade e longe do pecado.

Portanto, Jesus é para nós modelo. De que? De como devemos ser misericordiosos com o nosso próximo. Como? Mostrando-lhe o rosto do Pai. A atitude mais perfeita e correta que devemos ter diante da miséria do nosso próximo é a postura de Jesus misericordioso.

Quando nós nos olhamos no espelho, diferentemente dos fariseus que não se olham, vemos nossa fragilidade e nos lembramos de que fomos alcançados pela misericórdia de Deus. Nesse momento, nosso coração deveria imediatamente se encher de misericórdia diante da miséria do próximo; porque nos lembraríamos de que um dia estávamos também naquele estado e Deus agiu com misericórdia para conosco, e continua a agir. É tocando na miséria do outro que nos abrimos à misericórdia.

Quando aqueles que queriam apedrejar a mulher adúltera saiam um a um, “só duas pessoas permaneceram, a miserável e a Misericórdia”, diz Santo Agostinho. Assim acontece no confessionário: só ficam duas pessoas, a miserável e a Misericórdia. Peçamos a graça de um coração misericordioso como o de Jesus. Shalom!

]]>
https://soucatequista.com.br/o-mestre-da-misericordia/feed/ 0
O pecado original – segunda parte https://soucatequista.com.br/o-pecado-original-segunda-parte/ https://soucatequista.com.br/o-pecado-original-segunda-parte/#respond Sun, 29 Jun 2014 12:00:28 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42900 expulso_paraisoDeus, no paraíso, amaldiçoou a serpente (o demônio), mas não o homem. Adão e Eva Ele castigou. Prosseguindo a narrativa, Deus disse à mulher: “Multiplicarei os teus sofrimentos, principalmente os do parto; darás à luz em meio à dor e estarás sob o poder do marido e ele te dominará”. E disse ao homem: “… maldita seja a terra por causa de ti; à custa de trabalho penoso é que dela tirarás o teu alimento, até que voltes à terra de que foste tomado, porque tu és pó e em pó te hás de tornar”.
Assim como a serpente recebeu a maldição no lugar de Eva, a terra recebeu-a em lugar de Adão, sendo que a do demônio foi mantida e a da terra foi retirada, conforme se vê na própria Bíblia, quando, mais tarde, Deus dirigiu-se a Noé.
Analisemos a parte referente à mulher. Já houve quem observasse que Adão foi tentado pro uma criatura semelhante a ele, ao passo que Eva o foi por um ser superior a ela, o que atenua sua culpa. No entanto, Moisés, o autor do Gênesis, pertencia a uma cultura em que a mulher era considerada inferior ao homem, o que, naturalmente, influênciou sua narrativa.
Foi precisamente o Cristianismo o porta-voz da Boa Nova, o realizador das promessas e símbolos do Antigo Testamento, que primeiro realçou a dignidade da mulher. Pois se é verdade que o homem cedeu ao pecado mediante as palavras tentadoras de sua mulher, também é verdade que obteve o caminho da salvação por intermédio da palavra de outra mulher. Ao não de Eva (pois ela negou-se a obedecer) opõe-se o Sim de Maria (na submissão à vontade divina).
Ainda, a propósito, é bom frisar o seguinte: para que Eva caísse foi necessária a ação do demônio, mas, para a queda do homem, bastou a má influência da mulher. Isso tem sentido. Todos sabemos como é forte a persuasão feminina. Quando a mulher se corrompe, corrompe-se a família, a sociedade, a pátria, o mundo. Os que pretendem solapar os valores morais degradam e servem-se da mulher para atingir os seus objetivos. Diabolicamente, eles sabem o que fazem – embora a mulher neste caso, em sua mãos, não passe de um joguete.
Para a sua perfeita realização, e para a do homem e da sociedade, a mulher deve renunciar a Eva e aproximar-se de Maria.
Quanto ao castigo do homem, não seria preciso recorrer à Bíblia para verificar que o pecado (nosso e alheio), dificulta a luta pela vida. Comendo um fruto proibido, o homem pecou – agora, precisa de esforço para colher os bons frutos que lhe são oferecidos. Mas a palavra de ordem “dominai a terra” não foi retirada, assim como não lhe foram retirados os dons naturais.
Com inteligência e vontade, à custa de sacrifícios, o homem tem progredido. As conquistas da técnica, facilitando o trabalho humano, são boas. Como são bons os conhecimentos no campo da ciência. O importante é que o homem considere essa vitórias como meios que o levem a Deus e não como fins em si ou meios de destruição e pecado (afastamento de Deus).
Ainda segundo a Bíblia, após o pecado (original), “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher túnicas de pele, com as quais os revestiu”. Portanto, para que o homem cobrisse sua nudez (despojamento da graça) houve derramamento de sangue, algum animal foi sacrificado. Mais tarde, no Novo Testamento, S. João Batista apresentaria Jesus ao povo judaico, como sendo “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, e tem profundo sentido e perfeita relação como o pecado original a frase de S. Paulo diria tantos anos mais tarde: “Revesti-vos de Cristo”.
Por fim, diz a Sagrada Escritura que, após o pecado, Deus expulsou Adão e diante do Paraíso pôs um anjo brandindo uma espada de fogo. Maria, a antítese de Eva, é, também, poeticamente, chamada de “Jardim fechado”. De fato, em seu seio, por obra do Espírito Santo, germinou a semente divina. E o anúncio desse milagre, de sua maternidade virginal, foi-lhe dado por um anjo. Agora, é um anjo (talvez, o mesmo) que, como mensageiro do Altíssimo, se curva diante da mulher bendita entre todas, da predestinada a ser mãe do Salvador. Abre-se o mais belo dos “jardins fechados” e um Novo Paraíso desponta para a humanidade.
Antigo Testamento
Imagem do Novo
Eva dialoga com o demônio
Maria dialoga com o anjo
Há falsa amizade entre Eva e o demônio
Há verdadeira amizade entre Deus e Maria
O Homem peca pelo orgulho
Jesus, o Salvador dos homens, é o “manso e humilde de coração”
Adão desobedece – e o homem se perde
Jesus faz-se “obediente até a morte”- e o homem se salva
Comendo o fruto proibido, o homem peca
Agora, com sacrifício, come os frutos lícitos
Desobedecendo, Adão prova o doce fruto
Obedecendo até a morte, Cristo prova fel e vinagre
Adão estende seus braços para a árvore – e isto é perdição
Cristo estende seus braços para a cruz (da madeira, da árvore) – e isto é salvação.
Na “hora das trevas”, o homem se despe da graça
Na hora das trevas, Jesus é despido – para revestir o homem de graça
A tarde, “na hora das trevas” (porque havia trevas em seu coração), o homem peca.
Para remir o homem, à tarde, Jesus é crucificado
Naquela hora (das trevas), no Paraíso, dando as costas a Deus, Adão e Eva começaram a crucificar Jesus
Á tarde, é crucificado Aquele que disse: “O que me segue não anda em trevas”
Num jardim (o Paraíso), o homem peca.
Num jardim (das Oliveiras) Jesus o salva.
Um anjo fecha o Paraíso
Um anjo abre outro (o seio de Maria)
Para vestir Adão e Eva, um animal é morto
Para revestir o homem da graça, Jesus, “o Cordeiro de Deus”, é crucificado
Segundo uma lenda, o crânio de Adão foi sepultado no monte Gólgota
No monte Gólgota, o sangue da cabeça de Cristo o lavou.
Eva é a primeira mãe dos homens
Numa Segunda ordem – restaurada – Maria é a primeira Mãe

]]>
https://soucatequista.com.br/o-pecado-original-segunda-parte/feed/ 0
A criação do homem https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-homem/ https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-homem/#respond Fri, 27 Jun 2014 12:00:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42860 ADÃO - DEUS CRIA O HOMEMSegundo a Bíblia, “no sexto Dia da criação, Deus criou o homem” – e o fez Sua imagem e semelhança”. Para infundir-lhe a vida (ou alma) Deus “soprou-lhe no rosto” (Spiritus quer dizer sopro). A semelhança do homem com Deus está em sua alma espiritual. O homem, com exceção dos anjos, é infinitamente superior a todas as outras criaturas.
Na imortalidade de sua alma está a grandeza do homem.
“Deus fez o homem de barro”, sabemos que entram na composição de nosso corpo o ferro, magnésio, cálcio, zinco, água, etc. Além disso, conservamos a vida graças a alimentos tirados da terra. A própria palavra homem vem do latim homo, de húmus (terra). E Adão quer dizer barro.
Diz, ainda, a Sagrada Escritura que, para dar a Adão uma companheira, Deus o fez dormir profundamente e, de uma das costelas, formou Eva. E Adão e Eva foram colocados no Paraíso. Segunda a narrativa, Deus criou Adão fora do Paraíso (simplesmente com dons naturais) e, depois o colocou no paraíso, então o homem passou a gozar de maiores dons (preternaturais e sobrenaturais).
Dom significa uma dádiva, é o que se recebe gratuitamente.
Dom Natural é o que faz parte da essência de um ser. Por exemplo, no homem, a razão; ou no anjo a imaterialidade.
Dom Preternatural é o que excede a natureza de um ser, mas pode ser natural em outro ser. No homem (Adão e Eva, no paraíso), relativamente ao corpo, esses dons eram: imortalidade e ausência de sofrimento, (pois a morte e a dor são apresentadas como conseqüência do pecado). E em relação a alma: maior domínio do espírito e elevada ciência.
A respeito deste assunto, compreendendo-se a influência entre a alma e o corpo, compreende-se que uma alma sã, só pode levar a ausência de sofrimento corporal. Por possuírem uma alma sã, Adão e Eva, possuiam uma imortalidade corporal. Pode-se, perfeitamente, admitir que, depois de viver algum tempo na terra, sem passar pela morte, eles fossem viver no Céu.
Dom Sobrenatural é o que ultrapassa as exigências de qualquer natureza criada: a graça de Deus, a intimidade com Ele.
Com esse dons, o homem viveu no Paraíso, Paraíso cuja localização geográfica não sabemos qual é (nem isso tem importância), mas Paraíso que era, sobretudo, um lugar onde Deus circulava (Gn 3,8), Paraíso, lugar em que o homem vivia na intimidade de Deus (estado de graça) – e, por isso, era tão feliz.
Ainda, no Paraíso, Adão “deu nome aos animais”. Entre os antigos, dar o nome às coisas era algo de divino (pois na verdade só Deus penetra na essência do ser, e por isso só Ele poderia dar nome as coisas criadas)
Assim a Bíblia descreve o homem antes do pecado, saído das mãos do criador, integro e harmonioso, em estado de pureza e graça, possuindo atributos superiores à sua própria natureza.
Estudiosos que buscam vestígios de civilizações primitivas encontram sinais do homem, depois do pecado. Depois, à custa de sacrifícios, houve progresso – como também, períodos de decadência. Mas ficou-nos para sempre a insatisfação, a nostalgia da pureza, indefinida saudade de um paraíso perdido.
Aqui vamos fazer um paralelo entre o Antigo e o Novo Testamento e veremos que o Antigo é figura do Novo. Veremos agora trechos apresentados e Jesus Cristo, figura central da Bíblia.
Adão é o primeiro homem, o pai da humanidade.
Cristo é o primeiro de uma nova linhagem – motivo porque é chamado o “Segundo Adão”
No “sexto Dia”, Deus criou o homem.
No sexto Dia da Semana Santa, Deus o remiu (fê-lo renascer, pela graça).
Da terra virgem e abençoada formou-se o corpo de Adão.
De uma Virgem imaculada nasceu Jesus Cristo.
Do lado de Adão, adormecido nasceu Eva, sua esposa.
De Jesus Cristo crucificado (ferido no peito, no sono da morte), nasceu a Igreja a “Esposa de Cristo”.
Por um homem (Adão), os homens se perderam.
Por um Homem (Jesus), os homens se salvam.

]]>
https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-homem/feed/ 0
Por que a Igreja Católica é Santa? https://soucatequista.com.br/por-que-a-igreja-catolica-e-santa/ https://soucatequista.com.br/por-que-a-igreja-catolica-e-santa/#respond Wed, 25 Jun 2014 14:34:38 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43048 topicAlguns confundem os pecados dos “filhos da Igreja” com “pecados da Igreja”. É dogma de fé que a Igreja não tem pecado. O Papa Paulo VI disse no Credo do Povo de Deus, que ela é “indefectivelmente Santa”. Mas, por que ela é santa?

Em primeiro lugar porque é divina, Cristo é sua Cabeça e o Espírito Santo é sua alma. O seu único Fundador é santo: Jesus Cristo, o Verbo de Deus. Ele é a fonte de toda santidade, o “único santo”[LG, 39]. Todos os outros santos chegaram à santidade porque participaram da Sua Santidade. São Paulo disse aos efésios que Cristo santificou a Igreja – “se entregou por ela para santifica-la”. “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível (Ef 5, 25-27).”

A Igreja é santa pelos meios de santificação que ela oferece: a graça santificante. Só quem é santa pode dar levar outros à santidade. O Papa João Paulo II disse que a Igreja existe para nos levar à santidade. É pelos Sacramentos, pela doutrina que está nos Evangelhos, pela Liturgia, etc., que a Igreja santifica. Paulo VI disse no seu Credo que ela “não possui outra vida senão a da graça”[n.19] a qual procede de seu Fundador. Por isso o nosso Catecismo afirma que: “A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele; por Ele e n’Ele torna-se também santificante. Todas as obras da Igreja tendem, como seu fim, ‘à santificação dos homens em Cristo e à glorificação de Deus’. É na Igreja que está depositada ‘a plenitude dos meios de salvação’. É nela que ‘adquirimos a santidade pela graça de Deus’.”[n.824]

E a Igreja é santa também em seus membros: São Paulo chamava os cristãos de “santos”[ Cf. Rm 1,7; Rm 15,26; Rm 16,15; 1Cor 1,2; 2Cor 1,1; Ef 1,1; Fl 1,1; 1Te 5,27; Hb 3,1.]. Todo cristão que está em estado de graça assemelha-se a Cristo, e vive a santidade. E a Igreja já canonizou mais de vinte mil santos; mesmo em nossos tempos de tanto paganismo e pecado, a Igreja continua canonizando santos: João Paulo II, João XIII, José de Anchieta, Padre Pio, Madre Paulina, Santa Faustina, Edith Sthein… Continuamente o Papa proclama novos beatos e santos. Essas pessoas são o reflexo da santidade da Igreja. Ela os levou à santidade.

A santa por excelência, Santíssima, foi a Virgem Maria, isenta de toda culpa do pecado original e de toda culpa pessoal. Nela, diz o Catecismo da Igreja, “a Igreja já atingiu a perfeição, pela qual existe sem mácula e sem ruga, nela, a Igreja é já a toda santa”[n.829]. Além de Imaculada, ela é Virgem Perpétua e Assunta ao céu de corpo e alma, porque é a Santa Mãe de Deus (Aghios Theotókos).

Ao fundar a Igreja Jesus já sabia que nela haveria pecadores como Judas. Ele comparou sua Igreja à “rede que apanha maus e bons peixes” (cf Mt 13, 47-50); ao joio no meio do trigo (cf Mt 13, 24-30); à festa de casamento onde há convidados sem a veste nupcial (cf Mt 22, 11-14)”.

A Igreja é santa porque é a única Instituição terrena que tem uma dimensão divina. Sua substância [=natureza, essência] permanece pura. Os homens podem pecar, mas a Igreja não.

Por Prof. Felipe Aquino via Aleteia

]]>
https://soucatequista.com.br/por-que-a-igreja-catolica-e-santa/feed/ 0
Jesus nos revela o Pai que perdoa https://soucatequista.com.br/jesus-nos-revela-o-pai-que-perdoa/ https://soucatequista.com.br/jesus-nos-revela-o-pai-que-perdoa/#respond Tue, 30 Oct 2012 02:25:00 +0000 https://soucatequista.com.br/?guid=e61524d3ccc14e2a13678b42a6a0056f Como é grande o amor de Deus, e a Sua Misericórdia!
Deus quer que saibamos disso! Que não tenhamos dúvida! Nem eu, nem você, nem nenhum pecador.

Mas, quem é pecador? Que é pecado? É uma falta de amor para com Deus.
Por nossa própria culpa, muitas vezes ofendemos a Deus, e nos desviamos do seu amor. É o pecado. Pode ser grave ou menos grave, mas é sempre pecado.

O pecado grave chama-se pecado mortal e destrói o amor no coração do homem.
O menos grave chama-se pecado venial, e embora não destrua completamente o amor de Deus em nós, enfraquece a vida da graça.

Um pecado é mortal quando:
  • a matéria é grave,
  • nós sabemos que é grave,
  • e assim mesmo queremos fazer o mal.
Devemos evitar com todas as forças o pecado grave, mas também os veniais pois sua repetição produz vícios e maus hábitos.

Mas Jesus nos deu uma certeza: por maior que seja o pecado, maior é o amor de Deus pelo pecador.
É esse amor e essa misericórdia que Jesus quer nos revelar com a parábola do Pai Misericordioso (Lc 15, 11-32)

Todos nós somos filhos pródigos. Todos esbanjamos tesouros de graças e dons gratuitamente recebidos de Deus, e, muitas vezes, longe da casa do Pai, passamos a viver entre porcos, na imundície do pecado, sujando nossa veste batismal. Mas como o pai esperou o filho pródigo, Deus está sempre esperando a volta do pecador., por mais longe que ele esteja.

Se pecamos, podemos voltar confiantes, pois nos espera uma festa: é o Amor infinito do Pai.
A bela túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos da vida Nova, cheia de alegria, de quem, arrependido, volta para o Pai. E como o filho pródigo, nós também, podemos readquirir outra vez a dignidade de Filho de Deus.

Nessa parábola, Jesus nos mostra que o filho erra, mas, quando reconhece o seu pecado.
  • Arrepende-se
  • Decide voltar
  • Confessa sua falta
  • Pede perdão ao pai
  • Promete não mais pecar
Esse movimento de volta para Deus chama-se CONVERSÃO e é fruto do ARREPENDIMENTO e do firme PROPÓSITO de não mais pecar.

Esse é o caminho de volta do pecador, que se encontra com o Pai no SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO E PENITÊNCIA. Nesta parábola, Jesus nos ensina também que devemos distinguir bem o pecado do pecador. Deus detesta o pecado, mas ama o pecador.

O pecado é mau e detestável, mas o pecador é filho, e, se volta arrependido, grande é a alegria no céu, da qual devemos participar.

"Convinha, porém fazermos festa, pois este irmão estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado" (Lc 15, 32)

Um verdadeiro cristão não perde a chance de receber o abraço misericordioso do Pai sempre que possível, no Sacramento da Reconciliação e Penitência.


VAMOS CELEBRAR:

Leitor 1: Como seria o nosso mundo se a palavra PERDÃO não existisse? Se o que ela significa não fizesse parte das experiências que cada um pode fazer? Se não houvesse mais uma mão estendida oferecendo a reconciliação? Se aquele que peca tivesse que continuar pecador para sempre? Se todo o mundo tivesse de ficar só, com o seu pecado? Se só existisse a vingança e não mais o perdão?

Leitor 2: Realmente seria insuportável. Mas, no encontro de hoje, Jesus nos conta como o Pai acolhe com alegria e perdoa aquele que reconhece seu pecado. Para receber o perdão de deus é preciso:

Lado 1: Arrepender-se

Lado 2: Confessar o seu erro

Lado 1: Pedir perdão ao Pai

Lado 2: Prometer não mais pecar.

Leitor 1: Quando nos afastamos de Deus e a Ele retornamos pelo Sacramento da Penitência e Reconciliação, somos como o filho mais moço da Parábola.

Todos: Estamos alegres ó Pai, pois acreditamos no teu perdão! E precisamos, contigo, aprender a perdoar.

Leitor 2: Ir ao encontro do outro, estender a mão, dizer a primeira palavra, dar o primeiro passo, aceitar o outro com as suas faltas, fazer triunfar o amor sobre o rancor e a vingança, romper o círculo vicioso da culpabilidade e do castigo, continuar o caminho juntos.

Todos: Ó Pai,  ensina-nos a manifestar em nossa vida o teu rosto terno e misericordioso.

Catequista: Agora, de mãos dadas, que significam o compromisso que assumimos de sermos irmãos uns dos outros, vamos rezar a oração do Pai Nosso, confiantes no perdão que recebemos e que devemos dar a todos.

Todos: Pai Nosso...

CANTO FINAL:


Abraço de Pai
(Adriana e Walmir Alencar)

Quanto eu esperei, ansioso queria te ver
E te falar o que há em mim, já não podia me conter.
Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou.

E por mais que me falem, não vou desistir
Eu sei que nada sou, por isso estou aqui.
Mas eu sei que o amor que o Senhor tem por mim
É muito mais que o meu, sou gota derramada no mar.

Quanto tempo também o Senhor me esperou
Nas tardes encontrou saudade em meu lugar.
Mas ao me ver na estrada ao longe voltar
Num salto se alegrou e foi correndo me encontrar.

E não me perguntou nem por onde eu andei
Dos bens que eu gastei, mais nada me restou.
Mas olhando em meus olhos somente me amou
E ao me beijar, me acolheu num abraço de pai.
]]>

Como é grande o amor de Deus, e a Sua Misericórdia!
Deus quer que saibamos disso! Que não tenhamos dúvida! Nem eu, nem você, nem nenhum pecador.

Mas, quem é pecador? Que é pecado? É uma falta de amor para com Deus.
Por nossa própria culpa, muitas vezes ofendemos a Deus, e nos desviamos do seu amor. É o pecado. Pode ser grave ou menos grave, mas é sempre pecado.

O pecado grave chama-se pecado mortal e destrói o amor no coração do homem.
O menos grave chama-se pecado venial, e embora não destrua completamente o amor de Deus em nós, enfraquece a vida da graça.

Um pecado é mortal quando:

  • a matéria é grave,
  • nós sabemos que é grave,
  • e assim mesmo queremos fazer o mal.
Devemos evitar com todas as forças o pecado grave, mas também os veniais pois sua repetição produz vícios e maus hábitos.
Mas Jesus nos deu uma certeza: por maior que seja o pecado, maior é o amor de Deus pelo pecador.
É esse amor e essa misericórdia que Jesus quer nos revelar com a parábola do Pai Misericordioso (Lc 15, 11-32)
Todos nós somos filhos pródigos. Todos esbanjamos tesouros de graças e dons gratuitamente recebidos de Deus, e, muitas vezes, longe da casa do Pai, passamos a viver entre porcos, na imundície do pecado, sujando nossa veste batismal. Mas como o pai esperou o filho pródigo, Deus está sempre esperando a volta do pecador., por mais longe que ele esteja.
Se pecamos, podemos voltar confiantes, pois nos espera uma festa: é o Amor infinito do Pai.
A bela túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos da vida Nova, cheia de alegria, de quem, arrependido, volta para o Pai. E como o filho pródigo, nós também, podemos readquirir outra vez a dignidade de Filho de Deus.
Nessa parábola, Jesus nos mostra que o filho erra, mas, quando reconhece o seu pecado.
  • Arrepende-se
  • Decide voltar
  • Confessa sua falta
  • Pede perdão ao pai
  • Promete não mais pecar
Esse movimento de volta para Deus chama-se CONVERSÃO e é fruto do ARREPENDIMENTO e do firme PROPÓSITO de não mais pecar.
Esse é o caminho de volta do pecador, que se encontra com o Pai no SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO E PENITÊNCIA. Nesta parábola, Jesus nos ensina também que devemos distinguir bem o pecado do pecador. Deus detesta o pecado, mas ama o pecador.
O pecado é mau e detestável, mas o pecador é filho, e, se volta arrependido, grande é a alegria no céu, da qual devemos participar.
“Convinha, porém fazermos festa, pois este irmão estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado” (Lc 15, 32)
Um verdadeiro cristão não perde a chance de receber o abraço misericordioso do Pai sempre que possível, no Sacramento da Reconciliação e Penitência.
VAMOS CELEBRAR:
Leitor 1: Como seria o nosso mundo se a palavra PERDÃO não existisse? Se o que ela significa não fizesse parte das experiências que cada um pode fazer? Se não houvesse mais uma mão estendida oferecendo a reconciliação? Se aquele que peca tivesse que continuar pecador para sempre? Se todo o mundo tivesse de ficar só, com o seu pecado? Se só existisse a vingança e não mais o perdão?
Leitor 2: Realmente seria insuportável. Mas, no encontro de hoje, Jesus nos conta como o Pai acolhe com alegria e perdoa aquele que reconhece seu pecado. Para receber o perdão de deus é preciso:
Lado 1: Arrepender-se
Lado 2: Confessar o seu erro
Lado 1: Pedir perdão ao Pai
Lado 2: Prometer não mais pecar.
Leitor 1: Quando nos afastamos de Deus e a Ele retornamos pelo Sacramento da Penitência e Reconciliação, somos como o filho mais moço da Parábola.
Todos: Estamos alegres ó Pai, pois acreditamos no teu perdão! E precisamos, contigo, aprender a perdoar.
Leitor 2: Ir ao encontro do outro, estender a mão, dizer a primeira palavra, dar o primeiro passo, aceitar o outro com as suas faltas, fazer triunfar o amor sobre o rancor e a vingança, romper o círculo vicioso da culpabilidade e do castigo, continuar o caminho juntos.
Todos: Ó Pai,  ensina-nos a manifestar em nossa vida o teu rosto terno e misericordioso.
Catequista: Agora, de mãos dadas, que significam o compromisso que assumimos de sermos irmãos uns dos outros, vamos rezar a oração do Pai Nosso, confiantes no perdão que recebemos e que devemos dar a todos.
Todos: Pai Nosso…
CANTO FINAL:

Abraço de Pai
(Adriana e Walmir Alencar)
Quanto eu esperei, ansioso queria te ver
E te falar o que há em mim, já não podia me conter.
Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou.
E por mais que me falem, não vou desistir
Eu sei que nada sou, por isso estou aqui.
Mas eu sei que o amor que o Senhor tem por mim
É muito mais que o meu, sou gota derramada no mar.
Quanto tempo também o Senhor me esperou
Nas tardes encontrou saudade em meu lugar.
Mas ao me ver na estrada ao longe voltar
Num salto se alegrou e foi correndo me encontrar.
E não me perguntou nem por onde eu andei
Dos bens que eu gastei, mais nada me restou.
Mas olhando em meus olhos somente me amou
E ao me beijar, me acolheu num abraço de pai.
]]>
https://soucatequista.com.br/jesus-nos-revela-o-pai-que-perdoa/feed/ 0